REFLEXÃO BÍBLICA
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domingo, 24 de setembro de 2023
Bíblia
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
terça-feira, 29 de agosto de 2023
Filmes
BESOURO AZUL (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)
Novo longa da DC faz o dever de casa e é competente em trazer um
personagem desconhecido para o grande público. Vamos a análise!
Quando se fala em DC Comics, o que vem a sua mente? Provavelmente
todos os membros principais da Liga da Justiça: Superman, Batman,
Mulher-Maravilha, etc. Todavia há outros personagens interessantes
no portfólio da empresa que ficam delimitados só aos quadrinhos (em
alguns casos vemos um ou outro desses em animações), perdendo a
oportunidade de explorá-los em outro tipo de mídia, como é o caso
do cinema. Então temos nesse contexto "Besouro Azul", um
personagem de origem latina que, após muitas idas e vindas,
reviravoltas nos estúdios que pertencem a Warner, mudanças de
comando e reestruturações, finalmente vê a luz do dia, deixando de
ser um filme direto para 'streaming' e se tornando uma produção
blockbuster de cinema. E diga-se de passagem, o orçamento proposto
para o longa foi justo o suficiente para que ele entregasse uma trama
coesa, um CGI bonito e personagens carismáticos. E mesmo sendo um
herói desconhecido no geral, entrega um produto convincente e
divertido. Veremos os porquês disso nos parágrafos abaixo.
![]() |
| Jaime Reyes e o escaravelho: dinâmica muito boa. |
Elenco charmoso e cativante. A dupla de protagonistas Xolo Mariduena
(Jaime Reyes/Besouro Azul) e Bruna Marquezine (Jenny Kord) entregam,
além da ótima química em cena, um ar extremamente envolvente por
ser uma dupla de atores latinos e por funcionarem tão bem um com o
outro. As interações e os diálogos não só entre eles, mas também
com a familia de 'Jaime Reyes' são contagiantes, cômicos e de teor
emocional amplamente perceptível. Condicionado certamente pelo
'calor humano' de todos os latino-americanos, os personagens citados
entregam um pouco de nós como povo em tela. E eu gostei demais
disso. Levar um pouco de partes de nossas culturas para as telas foi
um grande acerto ao meu ver. Ponto para a escolha do elenco.
Narrativa coerente e bem amarrada. Um dos grandes problemas de contar
histórias de origem de heróis é se elas serão bem traduzidos em
tela. A dinâmica praticamente sem limites dos quadrinhos faz com que
o cinema ou outras mídias não suportem tanta carga de informação
devido a vários fatores: custo de produção, o uso de CGI que
encarece o longa, escolha de atores que realmente se identifiquem com
os personagens e por aí vai. Todavia o que vemos aqui é um conjunto
da obra muito bem ajustado, com um roteiro que, apesar dos diversos clichês
como a famosa 'jornada do herói', por exemplo, foi capaz de
transportar a história de forma simples e eficaz, aplicando as
camadas sob medida - sejam elas emocionais, cômicas ou na construção
dos personagens -, de forma concisa e sem perceptíveis equívocos. O
corte final não danifica a história, não confunde o espectador e
deixa claro como a dinâmica 'Jaime Reyes/Besouro Azul' funciona. E
para mim isso é o que vale. Explicou sem complicar e sem ser
enfadonho, com um 'cast' amável e facilmente aceito pelo público.
Mais um ponto positivo aí também.
![]() |
| Bruna Marquezine e família 'Reyes': ótimos! |
CGI bonita e convincente. Como disse em parágrafos anteriores,
efeitos especiais são um enorme problema na transição das HQ's
para as telas. Isso porque demanda esforço, muito tempo de
pós-produção, muita adequação em relação ao produto original e
muito dinheiro também. Então focar no que é realmente importante
pode ajudar sim a fazer um ótimo trabalho nesse quesito. E esse
filme o fez com muita competência. Os efeitos são justos, bem
elaborados e bem críveis no sentido criativo da coisa. É aquela
máxima: orçamento gasto com cuidado e sendo usado onde realmente
vai ser importante pro filme, pois a gente sabe que existem filmes de
altíssimo orçamento que o CGI não condiz nem um pouco com o valor
gasto. Ao menos nesse caso aqui a história foi outra e eu curti
bastante o que me foi entregue.
Enfim, vale a pena ver o filme?
MUITO RECOMENDADO! "Besouro Azul" é o simples que ficou
muito bem feito. Nada de grandes amarras. Nada de explicações
mirabolantes. Apenas um filme com gostinho latino bem fechadinho e
cheio de ótimas referências para todos nós. Xolo, Bruna e todo o
elenco da família 'Reyes' divertem e são extremamente bem
entrosados. Vá ver sem medo, querido leitor. Vale muito o ingresso!
Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
Filmes
OPPENHEIMER (Avaliação 5/5 - Excelente!)
Com edição e montagem primorosos, novo filme de Christopher Nolan
cumpre sua função histórica em uma bela obra-prima do cinema.
Vamos a análise!
Período histórico: epicentro da Segunda
Guerra Mundial. Com receio de uma corrida armamentista a frente por
parte de países como Alemanha e Rússia (antiga União Soviética), o
governo e as forças armadas norte-americanas buscam uma solução
para um grande impasse: vencer de forma efetiva a guerra e encerrar
de vez o confronto. Surge então um físico, conterrâneo de Albert
Einstein, que começa a fazer pesquisas sobre o mundo quântico e
subatômico. Com isso, as forças armadas estadunidenses põem-no a
frente da pesquisa mais desafiadora e difícil de sua vida: criar uma
arma tão poderosa que pudesse trazer temor e medo aos adversários e
eliminar pela raiz suas defesas. Essa é uma premissa leve e sutil
sobre Julius Robert Oppenheimer, o homem que criou a arma mais mortal
já vista pelo homem e mudou de uma vez por todas aquela parte da
história da humanidade. Para sempre. Baseado nesse contexto, Nolan
explora de maneira colossal a vida e os detalhes sobre este notável
homem que teve papel crucial durante este evento de proporções
infelizmente catastróficas – afinal de contas, nenhuma guerra no
fim é boa para nenhum dos lados envolvidos. Mas, falando
especificamente sobre o longa, é uma obra de arte digna de
indicações ao Oscar, quer por sua ousadia em contar sobre a pessoa
em questão, quanto sua sagacidade como diretor em produzir um filme
tecnicamente perfeito e amplamente compreensível, mesmo com suas
três horas de duração. Falaremos um pouco mais sobre a película
logo abaixo.
![]() |
| Cillian Murphy: impecável. |
Edição e montagem excepcionais. Se existe algo que pode complicar
a situação de qualquer filme que se proponha a executar com
maestria seu roteiro elaborado, esse algo é certamente a montagem e
edição de um filme. Toda a trama, enredo e narrativas podem ficar
confusos ou não ser explicados corretamente sem o cuidado necessário
nessa parte. O corte final das filmagens precisa ser coeso, para que
não haja distanciamento entre o público e a obra. Porém a
impressionante e competente equipe dessa área conseguiu um feito
para poucos: elucidar a história de uma forma tão assertiva em uma
montagem muito fina e riquíssima, onde cada quadro de tela é
milimetricamente bem executado conseguindo dar ao público um
panorama tanto geral (sobre o conflito) quanto sobre a vida pessoal
de Oppenheimer. Difícil achar palavras para descrever o quão bem
trabalhado foi. Só endosso aqui minhas palavras dizendo: está
realmente primoroso esse aspecto da produção.
Nolan dirige de
forma excepcional o roteiro. Que esse diretor tem um currículo
substancial, disso não temos a menor dúvida. E mesmo que seus
filmes normalmente deixem um ‘mistério no ar’, é inegável sua
excelente veia artística para a direção e produção de conteúdo
audiovisual. Alguém lembra da maravilhosa e elogiadíssima trilogia
do ‘Batman’ dele? Pois é. Mais uma vez ele acerta a mão da
forma mais notável possível. O requinte dos diálogos bem postos e
muito bem elaborados, o posicionamento dos personagens na trama, a
soberba trilha sonora, o elenco estelar que foi contratado para este
trabalho, as intensas reviravoltas na vida do físico e tudo o que
diz respeito ao que uma boa mão na condução de um filme sabe fazer
está lá. Não é exagero o que digo aqui e nem estou tentando ser
parcial. Sua obra é digna e merecedora de todos os elogios
possíveis, pois um filme que praticamente só tem diálogos durante
toda sua execução conseguir te prender sem quebra de ritmo nem
furos, só diretores de nível alto como ele, Spielberg ou Cameron
conseguem. É história e arte em seu estado mais puro e inspirado. É
impossível negar esse feito. Parabéns, Nolan!
![]() |
| Excelente escolha de elenco. |
Um elenco realmente de milhões. Cillian Murphy foi escalado para
interpretar o protagonista central dessa história e sem medo de
errar: se escolhessem outro, daria tudo errado. Cillian é impecável
nos trejeitos e maneirismos de época, bem como na sua fina condução
na forma de executar a problematização de seu personagem. Consegue
ser genial e cirúrgico ao mesmo tempo, dando camadas de profundidade
em momentos cruciais da narrativa, seja com gestos, seja com
explicações, ou com expressões tão bem colocadas que se vê o
quanto o ator se dedicou para a execução desse. Outro que está
elevadíssimo em interpretação (o elenco conta com nomes gigantes
da indústria como Matt Damon e Emily Blunt, entre também os que
estão em ascensão como Rami Malek e Florence Pugh) é Robert Downey
Jr. Ele interpreta ‘Lewis Strauss’, a época Secretário Interino
de Comércio dos EUA e que tem profunda participação na história
de Oppenheimer. Downey Jr. está, ao meu ver, em uma de suas melhores
performances de sua carreira e arrisco dizer que há reais chances de
não só ele, mas Cillian também serem indicados ao Oscar 2024.
Podem anotar. Ambos estão excelentes em cena e em perfeita sintonia
com seus papéis.
![]() |
| Robert Downey Jr. brilha em cena. |
O contraste colorido/preto e branco. Uma camada instigante e
intrigante da produção desse longa é o jogo multicores que Nolan
usa para contrastar cenas, trama, personagens e história. Por vezes
você vê o longa em cor, outrora repentinamente a tela fica em preto
e branco. Arrisco ao menos duas interpretações particulares sobre o
uso dessa técnica: uma para dar enfoque que os acontecimentos
naquele período foram mostrados em preto e branco, pois não havia
naquela época aparelhos de TV em cor. Então, para dar o fino
contraste juntamente com os figurinos de época, ele decide fazer
esse jogo de cores. Agora, uma outra mais aprofundada, é a de que em
diversos momentos ele põe o personagem de Downey Jr. em preto e
branco e o de Cillian em cor, fazendo, sob meu olhar, uma clara
alusão a ‘pessoas trabalhando juntas em lados opostos’ percebe?
Isso fez bastante sentido para mim no final do filme, pois essa
mescla é ainda mais bem definida e demonstrada. Mas sem ‘spoilers’
por aqui, caro leitor. Assista o filme e perceba a forma como isso é
amplamente usado durante toda a projeção. Esse foi o meu
entendimento sobre. Deixo a seu cargo, querido leitor, sua
interpretação também sobre esse curioso adendo no longa.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Oppenheimer”
é uma obra de arte em formato audiovisual que vislumbra a dinâmica
da Segunda Guerra, porém do lado de dentro dela através de um homem
no meio da situação toda. O que vemos por vezes em documentários é
nomes dos países envolvidos e suas próprias convicções. Cada um do
seu lado. Nolan trouxe além. Mostrou o horror por dentro, sob o
olhar devastador daquele que criou a maior corrida armamentista da
história da humanidade, e que perdura até os dias de hoje,
infelizmente. O Oscar vem. Só isso que tenho a dizer. Se tornou um
dos três melhores filmes que já vi em toda minha vida. Vale
demais seu ingresso!
quinta-feira, 27 de julho de 2023
Filmes
MISSÃO IMPOSSÍVEL: ACERTO DE CONTAS PARTE 1 (Avaliação 5/5 - Excelente!)
Novo longa da franquia mantém a intensidade, o ritmo e a qualidade
ao longo dos anos sem perder sua essência e identidade. Vamos a
análise!
Com seu primeiro filme lançado em 1996 – a saga em
breve vai fazer 30 anos de existência -, ninguém poderia imaginar
que essa produção alçaria voos tão altos e que seria tão
longeva, a não ser por um detalhe bem significativo: a cada nova
produção, o filme tem a capacidade de se reconstruir e melhorar
naquilo que já havia sido muito bom em filmes anteriores. Ou seja,
“Missão Impossível” é para mim um grande marco na história do
cinema atual, por ter essa constância ao longos dos anos e por ter
um enredo tão atraente e mais interessante a cada novo longa.
Sabemos também que Tom Cruise tem méritos e méritos nessa
empreitada, quer por sua atuação firme, quer por suas peripécias
mais insanas gravadas sem ajuda de dublês. E neste filme ele foi
muito mais além, conseguindo feitos inacreditáveis usando muito do
seu esforço e praticamente sendo o filme todo feito somente por
efeitos práticos, sem o uso excessivo de CGI. É um diferencial que
poucos filmes de ação desse nível e atores conseguem. Acredito sem
dúvidas que esse é um dos principais motivos dessa franquia ser tão
querida e lucrativa ao longos dos anos. Veremos um pouco mais sobre o
filme em si mais abaixo.
![]() |
| Quarteto sempre impecável. |
Uma trama simples, porém muito bem elaborada. O desenvolvimento
narrativo de qualquer produção é um dos pilares que fazem com que
o espectador mantenha seu interesse pela obra. E por mais que a trama
desse seja categoricamente simplória (um par de chaves
interconectadas encontrados no fundo do ártico que eram de um
submarino russo são o enigma e a peça principal por desencadearem
uma série de perguntas sem respostas que os levarão a uma das suas
mais arriscadas e perigosas missões; essa é basicamente a premissa
de todo o filme), é na construção da narrativa e dos diálogos que
o epicentro da trama se aprofunda, se tornando densa, fria, cheia de
camadas e com várias reviravoltas ao longo. Entenda, o que parece
uma história simples ganha profundidade justamente na forma como
esse roteiro é conduzido. O jogo de interesses dos personagens, bem
como as pontuadas atuações, além também das cenas de ação –
falarei mais adiante sobre – é o que fazem “Missão Impossível”
ser o que é hoje: uma franquia de ação com espionagem do mais alto
calibre e que cumpre de forma exemplar seu papel de entreter e, ao
mesmo tempo, ser tão enigmática e dramática, conseguindo trazer a
real sensação de urgência e de perigo para o público sem perder o
norte e a responsabilidade do nome e do ator que a carrega. Muito bom
isso!
![]() |
| Pom Klementieff: ótima adição ao elenco. |
Ação frenética com muitos efeitos práticos. Uma outra grande
qualidade dessa saga de filmes é a maneira prática como as cenas
são produzidas. Nada de efeitos especiais em demasia, telas verdes
de fundo ou até mesmo dublês (para o caso de Tom Cruise). Tanto a
direção quanto o astro principal querem fazer parecer que todo o
filme seja o mais natural possível – embora algumas situações em
que Tom participa não sejam nada ‘normais’, por assim dizer. E
nesse o nível das ‘missões impossíveis’ tem subido
substancialmente, meu caro leitor. O que direi aqui não é
‘spoiler’, está nos trailers e nos ‘spots’ já lançados
mostrando como foram feitas algumas partes da ação do filme. Mas
vamos lá: a cena de Cruise correndo com a moto em uma alta montanha
e descendo dela foi real e gravada várias e várias vezes até que
houvesse o ponto de refinamento ideal para o corte final. Sim, meu
caro leitor, você que ainda não sabia disso, fique sabendo: Tom
Cruise realmente pulou com aquela moto de um penhasco de verdade! O
diretor Christopher McQuarrie chegou a afirmar que no primeiro ‘take’
real da gravação (após incansáveis estudos e ensaios do ator para
o momento), ele já via preocupações sobre o perigo que o ator
corria e já havia decidido que aquela cena seria a do filme. Porém,
Tom não gostou do que foi filmado e desceu mais seis vezes (isso
mesmo que você leu) aquele penhasco até ele achar que aquela parte
ficou bem produzida. Lógico que há todo um aparelhamento de
segurança (que normalmente é retirado digitalmente para o corte
final), mas mesmo assim tudo aquilo visto em tela foi verdadeiro. Até
a cena do trem, o mesmo era de verdade (não era CGI, podem pesquisar
sobre). E isso tudo diz respeito, por mais louco que seja, ao que se
quer entregar como produto final para o espectador: uma experiência
realmente única e vista da forma mais realista possível. E nisso
Tom Cruise já virou mestre, em sempre nos presentear com momentos
incríveis e que reverberarão para sempre na memória tanto de quem
fez, dirigiu e produziu quanto no espectador que vê a qualidade
daquilo que está se entregando. Totalmente excelente!
Enfim,
vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Missão Impossível:
acerto de contas parte 1” já vale sua ida aos cinemas só pelas
peripécias de Tom Cruise. Porém a narrativa bem elaborada, as
certeiras adições ao elenco (que já tem uma base excelente) e a
dose de intrigas e espionagem que esta produção carrega, e que são
refinadas a cada novo filme, faz valer sempre a pena a espera pelo
próximo capítulo dessa saga. Vale demais assistir na melhor tela
que puder. Vale muito o ingresso!
quarta-feira, 19 de julho de 2023
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
quarta-feira, 12 de julho de 2023
Filmes
ELEMENTOS (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)
Mesmo com alguns clichês clássicos, nova animação da Pixar tem
seu charme e diverte sem ser enfadonho. Vamos a análise!
A
Disney/Pixar ultimamente tem tropeçado de forma insistente nas suas
produções. Roteiros rasos, ideias incoerentes e personagens sem
vida são alguns dos fatores que declinaram e muito a qualidade do
estúdio de uns anos para cá. Ja faz algum tempo que não vemos uma
história realmente cativante da produtora em forma de animação nas
telas grandes ("Raya e o último dragão" foi uma das
melhores e mais recentes desse meio). E "Elementos" poderia
ser mais uma com desfecho trágico, não fosse pela ideia divertida de
transformar pessoas em elementos da natureza e colocá-las em tela
convivendo juntas cada uma com as suas diferenças e limitações,
tal qual nós, seres humanos. Essa proposta é realmente agradável
no longa e flui de maneira assertiva durante a projeção. E mesmo
com os clichês românticos já batidos em diversos filmes, ainda
assim a animação desponta como uma boa surpresa para um estúdio
que sabe que pode fazer roteiros inteiros serem impecáveis e
comoventes. Vamos ver alguns pontos dessa produção mais abaixo.
![]() |
| Os protagonistas da trama. |
Um conceito convincente. Uma das qualidades que a película tem é
justamente em seu conceito. Como já argumentei no paragrafo
anterior, ele funciona extremamente bem dentro de sua proposta.
Consegue ser doce, cômico, excêntrico e amável ao mesmo tempo, sem
perder o ritmo e nem sua estrutura mais básica: a convivência com o
outro e suas dificuldades, no tocante a personalidade alheia e suas
enormes discrepâncias. Gostei da execução desse roteiro e esse
ponto me agradou bastante.
Canalizando clichês para dar
consistência ao filme. Sabe aquela velha história do amor
impossível e que sempre o pai da moça desaprova por qualquer que
seja lá o motivo? Pois é. Isso nem chega a ser um 'spoiler',
querido leitor, está meio que sugerido nos trailers. Mas pensa comigo:
um estúdio que tem "Toy Story", "Frozen",
"Carros", dentre outras tantas franquias absolutamente
icônicas e muito bem roteirizadas, debandar para um texto batido desses não pode ser ideia
de uma Disney/Pixar, concorda? Mas mesmo com essa premissa já
conhecida do grande público, é justamente na execução - como
citei no parágrafo anterior - que ela acaba funcionando. Os
personagens tem certo carisma cativando o espectador, a trama funciona e você consegue
torcer por eles de alguma maneira. E um dos pontos fundamentais para
uma produção ter êxito é a construção dos protagonistas e sua
aceitação e recepção pelo grande público. E isso, mesmo com esse
roteiro, consegue se sobressair bem e é o que faz a diferença nessa
animação. Narrativa simples com uma performance bem delineada. É
isso.
![]() |
| Os 'elementos' todos reunidos: ideia divertida. |
O 3D dessa vez eu recomendo, caro leitor. O uso da tecnologia é
muito bem introduzido, traz imersão, agrega a diversão e cumpre,
dentro do seu papel, o que promete. Normalmente animações tem o
efeito melhor elaborado que outros tipos de filmes. Mas esse vale a
pena o esforço de ver, pois está em um nível bem bacana de
qualidade. Recomendo mesmo assistir no recurso dessa vez.
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Elementos"
não é uma animação das mais grandiosas (até porque a gente sabe que a Disney/Pixar sabe fazer histórias muito mais interessantes e envolventes), mas, dentre tantos fracassos
recentes do estúdio, ela consegue se sobressair com um conto comovente e um
conceito bem executado. Tem sim seus méritos e acredito que vá
divertir a todos assim como eu me diverti, por ser bastante voltado para famílias. Vale muito o ingresso!
domingo, 2 de julho de 2023
Filmes
THE FLASH (3,5/5 - Muito bom!)
‘Flash’ tem seus problemas, mas não deixa de ser uma grande
homenagem ao universo DC nos cinemas durantes todos esses anos. Vamos
a análise!
Entre muitas idas e vindas, muitos problemas e
atrasos, muitas mudanças em diversos cenários diferentes, o filme
do velocista mais rápido da Dc Comics foi sendo costurado ao longo
dos anos, criando até a expectativa de que o longa nunca iria sair
do papel. Contudo, após a Warner ter sido adquirida pela Discovery e
James Gunn ter tornado co-CEO da Dc Studios, o quadro se tornou ainda
mais delicado. Visto que o universo antigo (DCEU) já estava
deteriorado e Gunn aceitou o convite para criar um outro (DCU), o
filme passou por diversas revisitações até encontrar seu produto
final em tela que fosse ao menos aceitável no meio de todos esses
ajustes que as empresas receberam nesses últimos tempos. É
exatamente aí que ‘Flash’ tenta se encaixar: em um fim de ciclo
para início de outro. E dentro desse escopo, o que foi mostrado em
tela justamente trata de tentar findar uma era da forma mais
nostálgica possível para que tudo o que vier daqui pra frente sejam
novos começos - ou, pelo menos, é o que esperamos que seja. Falarei
um pouco mais sobre o longa abaixo.
![]() |
| 'Batman' de Michael Keaton: espetacular. |
Uma belíssima homenagem ao acervo de filmes da DC. Fato
inquestionável que a editora tem no seu cabedal um portfólio
interessantíssimo de personagens e histórias já contadas em outros
produtos ou mídias e ainda tem muita coisa boa para ser produzida
também. E o passeio que o longa faz, dentro da sugestiva interação
com o roteiro e a trama da película, é fantástica. Ele transita
por vários momentos marcantes dentre filmes, atores e cenas que se
tornaram tanto épicas quanto saudosas. O volume de participações
especiais definem o quão gigantesca essa viagem ao passado foi. E o
apelo que a própria narrativa traz para transitar não só pelo
passado de ‘Barry Allen/Flash’ (Ezra Miller) e todo o patrimônio
cultural que fez tantos personagens serem tão conhecidos e amados
foi uma ideia genial para mim. Não se criou uma produção para o
encerramento de um período, mas para mostrar também a força que
seus icônicos heróis tiveram no passado com outras grandes estrelas
do cinema e ainda tem hoje em dia. E mesmo que os personagens sejam,
em certo sentido, maiores que seus atores, os que deram vida a eles
se tornaram parte intrínseca de toda essa história. Ponto
extremamente positivo esse.
Uma trama funcional com algumas
inconsistências. Não sabemos ou talvez nunca saberemos como de fato
o filme foi realmente concebido em seu estágio inicial de produção.
Todavia o que se percebe aqui é a tentativa mostrar um protagonista
contido e ainda muito machucado pelo seu passado e traumas pessoais,
mesmo já sendo um herói e fazendo parte da ‘Liga da Justiça’.
A todo momento a trama envolve o espectador a acreditar no que é
tecnicamente impossível: voltar ao passado para mudar rumos e
decisões que já foram estabelecidas. A premissa é interessante e
eu inclusive gosto muito do campo teórico-científico desse assunto.
O meu ponto é que, por vezes, o filme trabalha esse tópico em
‘marcha muito lenta’ e escorrega em momentos nos quais o ritmo do
filme precisava ser mais dinâmico. Há certas ‘repetições’
cansativas – mesmo sabendo que o personagem tem em seus poderes a
premissa de conseguir voltar no tempo -, contudo essas transições
poderiam ser melhor ajustadas. Não me leve a mal, querido leitor, a
interação entre os dois ‘Barry’ é muito boa (parabenizo o Ezra
pelo seu esforço), o ‘Bruce Wayne/Batman’ de Michael Keaton é
icônico e impecável e a ‘Kara Zor-El/SuperGril’ de Sasha Calle
foi muito boa também. Mas, além de algumas perguntas sem respostas,
o longa poderia ter sido mais conciso em sua dinâmica, mesmo com seu
fim sendo bem curioso e revelador. A sensação clara que tive é que
o conceito foi excelente, a trama nostálgica e emocionante, mas
faltou alguns ajustes na execução do projeto – bom, como disse lá
no início, o longa foi mexido e remexido várias vezes e isso pode
ter atrapalhado o produto final de alguma forma. Fica aqui um ponto a
se refletir.
![]() |
| SuperGirl (Sasha Calle) e Flashs: boa dinâmica. |
Efeitos visuais/especiais e fotografia justos. Se a ideia principal
aqui foi justamente mexer com o multiverso da DC nos cinemas e dar um
vislumbre do seu notável passado concomitantemente com o roteiro
proposto para o longa, acho condizente dizer que os efeitos estão
dentro da temática que a película oferece. A fotografia do filme
entra na dinâmica retratando, além da história que está sendo
contada no filme, os elementos que tornam as bases do filme
interessante. Quando ‘Barry’ olha ao seu redor dentro da força
de aceleração, os ‘takes’ vislumbram muitas coisas legais como
cenas de outros filmes, personagens, entre vários outros detalhes
que trazem aquela sensação nostálgica, incluindo uma cena em
específico de um filme que nunca viu a luz do dia. E dentro de todo
esse contexto que mencionei, acho que o CGI funciona muito bem, mesmo
não sendo totalmente impecável.
Enfim vale a pena ver o
filme? MUITO RECOMENDADO! “Flash” se esforça em contar uma
história emocional e trágica, ao mesmo tempo que revisita o passado
com maestria e introduz convenientemente o conceito de multiverso
para abrir caminho para o futuro da DC nos cinemas. Apesar dos
deslizes na execução do conceito proposto, o filme tem boas
atuações, tem Michael Keaton reencontrando seu Batman e isso já
produz alguma diversão. E sim, no geral o longa é muito bom por
todos os aspectos que citei nesta análise. Vale muito o ingresso!
terça-feira, 20 de junho de 2023
Filmes
TRANSFORMERS - O DESPERTAR DAS FERAS (Avaliação 4/5 - Muito bom!)
Novo longa da franquia se esforça em trama mais coesa e consegue o
mesmo êxito de seu antecessor "Bumblebee". Vamos a
análise!
A franquia de filmes dos "Transformers"
começou lá em 2007 com Michael Bay dirigindo o primeiro longa com
altíssimos ares de novidade, pois naquela época foram empregados os
limites máximos de tecnologia para a produção dos efeitos
especiais tão ricos e detalhados como são as transformações dos
robôs. Saltava os olhos tamanho esforço técnico para superar os
limites do que havia de mais moderno em computação gráfica para
gerar tais efeitos. Só que o tempo foi passando, e Bay começou a
apostar demais nos efeitos e esquecer do básico: coerência e um
roteiro bem escrito. A sua quintologia virou uma bagunça de
explosões, robôs desenfreados, humanos sem sentido na trama e muita
lataria para pouca história. O 'reboot' então veio em 2018 com
"Bumblebee" e trouxe, além de grandes melhorias na parte
técnica e tecnológica, uma história mais contida com apenas um
personagem robô e um humano em foco, com uma nova 'roupagem' no
roteiro e um traço um pouco mais refinado para a narrativa. Chegamos
então ao segundo capítulo dessa nova safra de filmes dos robôs
gigantes com mais um saldo positivo: efeitos generosamente mais bem
trabalhados e uma trama que encaixa bem os protagonistas humanos no
eixo dos gigantes de metal. Veremos um pouco mais do porquê
considero esse filme muito bom mais abaixo.
![]() |
| Autobots e Maximals se unem em grande batalha. |
Uma narrativa que se mantém firme para fazer sentido. Todo bom
filme que se preze precisa de um bom roteiro que justifique os atos
de cada personagem envolvido na trama. Fato isso. Esse faz até muito
bem isso com dois novos personagens humanos que foram selecionados
para esse novo capítulo da saga. Os atores Anthony Ramos (Noah) e
Dominique Fishback (Elena) são bem introduzidos no contexto do longa
e parte integrante da grande narrativa. Conseguem até ser
peças-chave em alguns momentos e isso soa muito bem para mim. Apesar
de eu sempre querer ver só os robôs em um filme só para eles (sem
adição humana nenhuma), dessa vez tenho que aceitar o fato de que,
pelo menos, eles não estão jogados no meio daquela batalha toda
apenas para atrapalhar ou fugir. Os personagens cumprem seu propósito
no todo da produção. Ponto bem positivo esse.
Tecnologia e
efeitos visuais/especiais ainda mais refinados. Lembro bem em 2007
quando o primeiro filme da franquia saiu, mesmo sendo uma grande
sensação para aquele período, os efeitos usavam muita trepidação
das câmeras e uma fotografia que mais confundia do que mostrava as
épicas batalhas do longa. Isso normalmente é feito para esconder
possíveis erros de CGI e não tornar a experiência do espectador
ruim. Passados mais de 15 anos, o grande acerto necessário para que
isso fosse melhorado chegou. Há uma memorável batalha neste longa, e
tanto a fotografia quanto os efeitos estão muito bem trabalhados e
mostrando os personagens de forma integralmente mais fluida e suave.
As câmeras tremidas (eu particularmente não gosto dessa técnica
usada no cinema para dar a sensação de 'movimento' dos personagens
em momentos de combate. Isso pra mim mais atrapalha que ajuda,
principalmente em filmes que usam em demasia personagens em CGI, como
é o caso desse) foram sumariamente retiradas dando lugar a
belíssimos momentos de confronto e cenas com uma fotografia
delineada com a função de mostrar de forma mais ampla e funcional
os duelos entre os robôs gigantes. Sou sempre suspeito para falar,
mas gosto demais de ver as transformações tão ricas e ultra
detalhadas e os 'takes' nesse longa ajudam e muito a ter esse
vislumbre de forma mais visceral. Outro ponto positivo também.
![]() |
| O design desse Maximal é belíssimo. |
Pecar pelo excesso. Embora eu ache que os protagonistas humanos
sejam condizentes com a proposta do longa, é um pouco fadigante essa
forma de intercalar subtramas humanas no meio da história dos robôs.
Tudo bem que tanto 'Noah' quanto 'Elena' são relevantes, mas as
trocas súbitas das cenas as vezes são bruscas demais e sempre soam
desconexas a princípio. Só mais a frente quando todos se juntam a
coisa vai ganhando forma. Isso causa 'quebra de expectativa', mesmo
sabendo que nesse caso e no caso de 'Bumblebee' os humanos funcionam.
A subtrama de 'Noah' com sua família é bacana, mas ainda assim
desconexa com a realidade do filme percebe? O drama dele acaba não
tendo 'peso' por ser deslocado demais da grande narrativa do longa. 'Elena' tem até bem mais
conexão com o contexto que ele. Mas fica aqui meu incômodo sobre
esse fato.
O 3D dessa vez eu recomendo e acho justo assistir
com o efeito. É bem feito e vai produzir uma ótima imersão para o
público. Sempre fui e ainda sou um grande entusiasta da tecnologia,
e sempre assisto no recurso quando ele vem com essa opção para dar
uma dica aqui para quem gosta também porém não sabe se vale a pena
o gasto. Pois digo que esse vale sim o valor e o divertimento.
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Transformers
- O despertar das feras" tem história agradável, uma trama
que, no geral, é coerente e um conjunto técnico excelente. Se você,
assim como eu, gosta desses personagens e curte seus belíssimos
efeitos e transformações na tela, vá que é diversão garantida.
Vale muito o ingresso!
sexta-feira, 9 de junho de 2023
Filmes
HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO (Avaliação 5/5 Excelente!)
‘Através do aranhaverso’ eleva ainda mais seu nível e traz uma
história muito mais profunda e cheia de camadas. Vamos a análise!
O primeiro longa faz uma apresentação ao aranhaverso de um dos
cabeças-de-teia mais legais juntamente com Peter Parker, que é
Miles Morales. O adolescente do Brooklyn também possui introdução
aos seus poderes parecidos com os outros porém ele é um jovem ainda
cheio de medos e no início de uma das fases mais importantes da
vida. E um dos muitos pontos que dá o tom dessa animação é que
ela foi muito bem escrita, pois Miles é extremamente carismático e
suas questões pessoais – principalmente quando os pais aparecem –
são tangíveis e palpáveis a qualquer pessoa que já viveu dilemas
nesse momento de sua trajetória. E é justamente isso que faz o personagem se
aproximar ainda mais do público tanto quanto Parker, pois além da
responsabilidade de ser um herói, ele ainda tem de encarar os
desafios cotidianos que permeiam a sua volta. Fora que o teor
artístico da primeira animação é estiloso, inovador e com uma
estética totalmente diferenciada das demais produções do gênero,
o que lhe rendeu o Oscar 2019 de ‘Melhor animação’ a época. E
agora temos a continuação dessa saga que consegue algo dificílimo
para as produções de ‘Hollywood’: superar e muito a obra
original. Darei detalhes sobre mais abaixo.
![]() |
| Estilo artístico moderno e arrojado. |
Aprofundamento da narrativa e dos conceitos que permeiam o que é
ser um ‘Homem-Aranha’. Não só a complexidade do roteiro em
introduzir os conceitos sobre esse multiverso, mas a apresentação
mais elaborada de SpiderGwen trouxe novas direções para a história
que fazem o espectador entender as bases de cada um desses universos.
A introdução com a trama de Gwen é majestosa e dramática ao mesmo
tempo. Isso já converte o tom da animação em algo tracejado
para um publico mais adulto logo de início. No entanto, as
explicações e nuances do longa conseguem alcançar espectadores de
todas as idades de maneira geral sem prejudicar em nada o andamento da
trama. É de impressionar ver como os diálogos são bem trabalhados
a ponto de não serem extremamente infantis e nem demasiadamente
pesados para os pequenos, que irão entender o filme mesmo com os
temas densos que ele oferece por vezes. Os roteiristas souberam
introduzir muito bem as falas e as cenas em prol de criar camadas que
verbalizam um entendimento amplo das situações apresentadas na
animação. Junta-se isso ao colorido frenético que a película
possui – que acrescenta doses interessantes ao que a narrativa se
propõe – e então temos o ‘tempero’ certo entre texto e
contexto dessa colossal aventura.
Estilo artístico mais uma
vez inovador. O padrão das animações atuais compreende em usar e
abusar de elementos de computação gráfica para caprichar ao máximo
nos conceitos básicos de representação dos personagens em tela. E
quanto mais a tecnologia avança, melhor esses detalhes e efeitos
ficam. Mas a equipe de ‘Através do Aranhaverso’ decidiu optar –
isso desde o primeiro longa – por uma camada a mais na computação,
usando doses de elementos multicoloridos fazendo parecer mesmo uma
história em quadrinhos escrita e desenhada na tela em tempo real. A
cartunização estlizada dessa vez cria uma ambiência narrativa para
cada contexto do longa. É como se as cores representassem o tom de
cada personagem, de cada personalidade inserida dentro do multiverso
aranha. E essa ‘psicodelia imersiva’ vejo como um grande
diferencial em relação ao primeiro e ao meu ver mais uma vez inova
em usar as cores não só como parte da grande história contada como
em aspectos minimalistas de cada subtrama apresentada ao longo. As
paletas usadas no conceito de destacar a história de cada um dos
protagonistas é ao mesmo tempo deslumbrante e encantadora. Traz foco
e autenticidade seja tanto a SpiderGwen, quanto Miles, Peter e outros
que englobam a grande narrativa do longa.
![]() |
| Gwen e Miles com sua família. |
Pais e filhos versus super-heróis. O grande charme e, talvez, uma
das maiores qualidades dessa animação está no fato de termos
heróis jovens que tem família e cada um deles enfrentam seus
dilemas de formas diferentes. É como se o multiverso fosse a vida
real retratada em forma de universos paralelos entende? Os pais não
sabendo lidar com os dilemas adolescentes dos filhos (no caso de
Peter Parker vemos ele lidando com uma bebê de poucos meses e ainda
de colo), os filhos por sua vez não sabendo lidar com as novas
cargas de responsabilidades que os sobrevêm e tudo isso são
assuntos nossos do dia a dia nas diversas camadas da sociedade. O
paralelismo do multiverso com a realidade que nos cerca é tão
tocável que você sente a dor dos personagens, sente a doçura (o
Miles é de uma fofura e carisma sem medidas), o peso da idade deles
e quão grandes dores eles terão de enfrentar no futuro. Isso traz uma dualidade única entre o heroísmo dos protagonistas no filme e os reais
desafios que um jovem enfrenta no mundo real aqui fora. Traz verossimilhança a
níveis táteis e é por isso que essa produção é tão
deslumbrante e admirável.
Enfim, vale a pena ver o filme?
RECOMENDADÍSSIMO! “Homem-Aranha: através do aranhaverso” traz
camadas ainda mais profundas de nossos personagens favoritos, além
de conseguir introduzir novamente uma estética renovada e uma narrativa de
tirar o fôlego. O visual multicolorido e cartunesco é sempre o
enorme diferencial dessa película. É uma grande aquarela visual que
foi desenhada milimetricamente nas telas grandes em formato de
quadrinhos. Vá sem medo de se emocionar e se divertir. Vale demais o
ingresso!
domingo, 4 de junho de 2023
Filmes
VELOZES E FURIOSOS 10 (Avaliação 3/5 - Bom!)
Novo longa da franquia mantém a surrealidade mas entretém quem
está disposto apenas a diversão descompromissada. Vamos a análise!
Que 'Velozes e Furiosos' já virou uma galhofa faz tempo
isso todo mundo já sabe. Esqueça as leis da física, da gravidade,
ignore Newton e você vai ter ao menos motivos para rir e se distrair
no cinema sem nenhuma preocupação. Aliás, a fórmula dessa
franquia, que mudou drasticamente do original, é o que faz ela estar
viva até hoje com altíssimos índices de bilheteria. Não é mais
sobre o natural. Trata-se claramente do impossível e do improvável
em um longa que mais parece filme de super-heróis do que uma
franquia de ação. Junte a tudo isso personagens que parecem saídos
dos quadrinhos e temos então uma fórmula que não cansa de fazer
sucesso, mesmo ela sendo uma avalanche de bizarrices e
impossibilidades durante todo o tempo. E apesar da fórmula
absurdamente repetitiva, ela tem a cada edição seus méritos e
deméritos. Veremos o porquê disso logo abaixo.
![]() |
| Toretto continua fazendo o impossível. |
Uma franquia cheia de inconsistências. Desde que surgiu, em 2001, a
franquia já mudou seu estilo narrativo algumas vezes, matou e
reviveu personagens com explicações convenientes no roteiro, mudou
o contexto dos personagens de arruaceiros de rua para heróis
mercenários, trouxe vilões que viraram aliados, além das cenas
mais 'fora da curva' que existem em filmes desse tipo, entre outras
enormes gama de loucuras que muitas das vezes beiram o 'nonsense' mas
que, convenhamos, o público acabou abraçando tudo isso e
desconsiderando a lógica e o efeito prático que elas deveriam ter.
No somatório geral, são justamente essas inconsistências que
traduzem o que é hoje a saga de filmes. Uma deliciosa bagunça que
culmina em um roteiro despreocupado com a coerência e um público
descompromissado com o roteiro (rsrs). Por isso o enorme sucesso.
Um vilão sádico e oportunista. Depois do sucesso de "Aquaman",
Jason Momoa despontou em Hollywood como um grande figurão da
indústria. Cotado para vários filmes e séries, agora ele está na
pele de um dos vilões mais loucos, insanos, irônicos e perturbados
de todos da saga. Dono de um enorme carisma, o ator imprime ali uma
boa veia do seu potencial artístico e nos conduz a uma história de
vingança que beira os limites da incredulidade. O que ele faz no
longa é de aplaudir do tanto que o personagem é psicótico. Ao
tempo em que ele é impiedoso, consegue ser sarcástico no mesmo
nível, o que faz dele uma "bomba relógio" ambulante capaz
de destruir tudo e todos que cruzarem seu caminho. E a atuação de
Momoa credibiliza sua vilania e o transforma em um dos melhores
vilões da saga até agora. Uma ótima adição ao elenco sem
dúvidas.
Um roteiro cheio de conveniências. É lógico que um
filme desses acha solução pra tudo como se fosse uma borracha
apagando um erro cometido por uma escrita equivocada. O sentido do
roteiro é dar base a história e nada mais. Tudo está ali pronto
para ser usado de forma prática e sem muito esforço pelos
personagens em geral. É como se os riscos existissem mas eles são
só um mero detalhe. O que importa são os protagonistas seguirem seu
rumo. Agora algo que me agradou nessa 'salada' toda foi o final do
filme. Pela primeira vez na história da franquia o longa sai do
'final padrão' para uma cena cheia de impacto e certa tensão, o que
dá margem para várias teorias do que pode acontecer no futuro. É
esperar para ver "o que essa galerinha do barulho vai aprontar
mais uma vez na Sessão da Tarde" (rsrs)
![]() |
| Momoa constrói um ótimo vilão. |
O 3D permanece aquele padrão da indústria onde se aplica a camada
do recurso na pós-produção e o resultado é, digamos, meia boca.
Nada como um filme tipo "Avatar" para ensinar a esses
executivos, diretores e produtores a como fazer um 3D de absurda
qualidade. Fica a seu critério dessa vez, querido leitor. Eu gosto
do recurso para dar uma palhinha aqui para vocês. Mas dessa vez, com
ou sem, não faz tanta diferença assim.
Enfim, vale a pena ver
o filme? RECOMENDADO! Muito embora eu tenha minhas restrições em
relação a essa saga, "Velozes e Furiosos 10" ainda se
prova um filme divertido na medida em que você esquece outros itens
relevantes, como a lógica e as loucuras que ele tem. Querido leitor, se você quer apenas uns bons momentos de distração, vá sem medo porque eu me diverti bastante e
espero que os próximos sejam assim. Abrace a galhofa e seja feliz
(rsrs). Vale o ingresso!
domingo, 28 de maio de 2023
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
sexta-feira, 19 de maio de 2023
Filmes
GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.3 (Avaliação 5/5 - Excelente!)
Novo longa encerra o ciclo dos heróis mais desajustados da Marvel
em grande estilo. Vamos a análise!
James Gunn é um diretor
muito versátil. Consegue dar vida a personagens desconhecidos como
ninguém. E assim foi, em 2014, quando lançado o primeiro longa da
franquia. Impressionante o seu 'toque de Midas' em pegar personagens
totalmente 'classe C' da Casa das Ideias e transformá-los em um
fenômeno da cultura pop quase que instantâneamente após o sucesso
do filme de estreia. Sua performance na direção não só é
eficiente como também ele sabe dar vida aos personagens de forma
cativante e divertida. E após praticamente 10 anos de existência
dessa equipe, estamos nos despedindo dela com a mesma sinergia e
classe com a qual ela foi criada. E isso veremos os porquês mais
abaixo.
![]() |
| A equipe mais querida e desajustada: amamos. |
Amor e coração em todos os filmes da franquia. Gunn não só
conseguiu um elenco extremamente entrosado - a lista é enorme e
todos são excelentes em cena - como também podemos enxergar o
cuidado dele em cada fala, em cada detalhe da caracterização e
construção dos personagens, bem como roteiros que entrelaçam muito
bem a dinâmica e as relações interpessoais entre os membros da
equipe. E além de ver isso dentro das telas, sabemos que isso
existia fora delas também, com os atores em ambiente harmônico
dentro e fora do set. Esses últimos são essenciais para a entrega
de cada ator ao seu personagem, pois além de curtirem o papel, eram
entrosados nas gravações. O sucesso de um filme depende de diversos
fatores, mas esse é certeza que é um deles.
Um filme
emocional e cômico na medida certa. A medida da comicidade em um
filme é estritamente demarcada pela sua coerência em onde e como
encaixar as cenas e como não demasiar ou cansar o espectador com
elas. É um trabalho difícil, eu sei. Porém, diferentemente de
Taika Waititi em "Thor: amor e trovão" que abusa do
pastelão em momentos insanamente equivocados, Gunn traz a exata
leveza que esse tipo de cena exige. Ele não quebra de forma
aleatória todo o drama vivido por um dos personagens no filme. A
tensão está ali, coladinha com a comédia, uma dando o alívio
certeiro a outra. Dado que esse é um dos filmes mais pesados da
Marvel até agora - por tocar em pontos delicados sobre família, amizade e maus tratos com pessoas e animais -, o nível de excelência de que ainda é possível
criar uma boa história que una todos esses elementos sem um ferir o
outro, é de se elogiar muito não só o trabalho do diretor, mas
toda a produção e atores que se dispuseram a fazer 'o melhor dos
dois mundos', trazendo equilíbrio e sensatez na hora de por cada
cena em prática. Ponto muito positivo esse também.
![]() |
| Bela fotografia e ótimos efeitos. |
Excelência na fotografia e nos efeitos. Para um filme desse porte,
com efeitos visuais e especiais de alto orçamento, o longa vislumbra
cores e uma atmosfera intergaláctica vibrante e bem produzida. E o
que me chama a atenção é como as cores não ridicularizam o filme.
Pelo contrário, são tons fortes que trazem ao espectador algo muito
bem escolhido e funcional. Agregue a isso muitos efeitos práticos
bem legais e uma fotografia de ponta, pois além dos 'takes'
tradicionais nas cenas com personagens de carne e osso, a película
acerta nesse quesito também nas batalhas espaciais, trazendo cenas
vívidas, coloridas e muito bem filmadas. O deleite visual desse é
também uma das suas melhores partes, pois coopera diretamente com a
proposta oferecida pela narrativa. Excelente!
O 3D dessa vez é
bom e eu recomendo pela interação com os cenários e a profundidade
dos mesmos. Para além desse mérito, nos créditos é possível ver
muitas fotos legais no recurso e uma em específico lá no final que
ficou muito, mas muito bacana mesmo com a tecnologia. Acho que vale
os centavos a mais nesse dessa vez e sempre dou este toque aqui para
dar meu parecer sobre o efeito de maneira geral.
Enfim, vale a
pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Guardiões da Galáxia
Vol.3" entrega narrativa concisa, drama peculiar, elementos de
ação e comédia sob medida e um final carregado de emoção. O que
um bom roteiro faz, não é mesmo? Fechou como uma das melhores
trilogias de filmes da Marvel, ficando com aquele gostinho de saudade
e vontade até de ir ver mais uma vez. Dessa vez não tem erro,
querido leitor, vá sem medo de se divertir. Vale demais o ingresso!
terça-feira, 9 de maio de 2023
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
segunda-feira, 1 de maio de 2023
Bíblia
ESTUDO BÍBLICO
JESUS E OS EVANGELHOS
Neste resumido estudo eu pretendo mostrar, de
forma sucinta, a importância com a qual Jesus foi retratado nos quatro Evangelhos. Na verdade, Jesus é mencionado em toda a Bíblia, quer
direta ou indiretamente. Contudo os livros de Mateus, Marcos, Lucas e
João narram a história de Cristo dentro de Sua vida terrena,
agregando um conhecimento mais profundo sobre o caráter do Messias.
MATEUS: O livro cujo autor é o mesmo do título tem por objetivo narrar Cristo para os próprios judeus, mostrando ao povo do qual o Messias fazia parte que o Rei havia chegado entre eles. Embora esse mesmo povo não o tenha recebido, a narrativa tem como função mostrar Jesus como Messias e Rei e dar ao povo judeu a realidade das profecias bíblicas cumpridas em Cristo. Foi escrito por volta de 60 d.C. (data aproximada e não deve ser vista como definitiva) e tem por versículo-chave Mateus 5.17: "Não pensem que vim abolir a Lei e os Profetas; não vim abolir, mas cumprir".
MARCOS: Este livro também tem por autor a própria pessoa do título e tem por objetivo narrar Cristo para os povos romanos e os cristãos de Roma da época e dar um parecer geral de quem era/é o Messias para eles. A narrativa de Marcos tem por forte característica sua objetividade na escrita, sendo o menor livro em capítulos dos quatro Evangelhos. Traduz de forma mais simplificada o Ministério de Jesus durante Sua trajetória aqui na Terra e tem por objetivo mostrar o 'Messias servo'. Foi escrito mais ou menos entre 55 e 65 d.C. e seu versículo-chave encontra-se em Marcos 10.45: "Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos".
LUCAS: O ''médico amado'', como era amorosamente chamado o autor deste livro, Lucas o escreveu para um grego chamado Teófilo (que significa 'amigo de Deus') e também para os gregos em geral e gentios (nós, os 'povos das nações'). É o mais completo, detalhado e bem elaborado livro dos quatro evangelhos. Oferece, em alguns momentos, uma ampla riqueza de detalhes dos fatos e dos milagres feitos por Jesus. Tem por principal objetivo difundir o Evangelho a todas as nações fora de Israel e mostrar o Messias ‘Filho do Homem’. Foi escrito mais ou menos por volta de 60 d.C. e seu versículo-chave pode ser lido em Lucas 19.9-10: "E disse-lhe Jesus: 'Hoje veio salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio salvar e buscar o que havia se perdido".
JOÃO:
Segundo a ''Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal'', João era
chamado de 'filho do trovão'. Talvez, penso eu, pela maneira ímpar
pela qual é narrado seu Evangelho. O forte traço espiritual é
observado logo no primeiro capítulo da narrativa e mostra claramente
o Cristo ’Filho de Deus’, sendo esse o principal foco de sua
narrativa. Sua elaboração se remete em todo tempo as coisas
celestiais e fala do 'Messias divino'. Foi escrito para todos, cristãos
e não-cristãos, a fim de mostrar a espiritualidade de Cristo e em
Cristo. Sua construção data entre os anos de 85 e 90 d.C. e seu
versículo-chave pode ser encontrado em João 20.30-31: "Jesus, pois operou em presença de Seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos nesse livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome".
Algumas considerações_
1. O livro de Lucas é o mais bem elaborado porém não é o maior. O maior dos Evangelhos em capítulos é Mateus, com vinte e oito.
2. Embora tenha mencionado João com ''forte traço espiritual'', refiro-me a forma como Jesus foi narrado no livro. Todos os Evangelhos, assim como a Bíblia em um todo, foram inspirados pelo Espírito Santo de Deus aos seus respectivos autores.
Espero que essa breve explanação edifique sua vida e possa servir de ponte para outra buscas, estudos e leituras daqui pra frente. Que Deus te abençoe em nome de Jesus!




























