sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Filmes

PRIME VÍDEO: SAMARITANO (Avaliação 3/5 - Bom!)

 Novo filme de Sylvester Stallone lançado recentemente no ‘Prime’ entrega roteiro genérico com algumas boas cenas de ação. Vamos a análise!
 A ideia de produzir filmes sobre vigilantes solitários embasados na concepção de que eles são ‘heróis’ não é nem um pouco nova. E utilizar isso com um ator conhecido e consagrado para angariar público é algo que funciona apenas em parte. Digo ‘em parte’ não exatamente por conta do ator, mas, sinceramente, vamos falar a verdade: filmes que saem direto para o ‘streamming’ tendem a ter roteiristas que me soam bem amadores. E, por mais que a história faça sentido, eles não conseguem trazer algo que realmente seja relevante para o longa. Parece que orçamento baixo é sinônimo de falta de imaginação para algo mais épico. Ou talvez seja pelo fato de que o próprio serviço de ‘streamming’ quer apenas mais um filme aventuresco para preencher catálogo mesmo. E o que realmente incomoda em uma produção para esses tipos de serviço, na maioria das vezes, sendo baixo ou alto orçamento, é que eles não se preocupam tanto com a forma com que esses filmes vão soar para o espectador de maneira geral. Eles só querem o conteúdo pronto para ter o que mostrar para os assinantes. E isso acaba por produzir uma experiência apenas de mediana a boa em sua maior parte. Veremos mais do porquê disso abaixo.

Cenas de ação até que são legais.

 Stallone é um senhor de idade que vive pacatamente em um pequeno apartamento como um aposentado. Porém um garoto de 13 anos chamado 'Sam' (Javon Walton) decide investigar a vida desse senhor a ponto de querer descobrir se ele é um antigo vigilante chamado ‘Samaritano’ (título dado ao filme) que há décadas atrás juntamente com seu irmão gêmeo, haviam nascidos geneticamente modificados e com força sobre-humana. E a partir daí ele se une ao ‘Sr. Smith’ (Stallone) para interrogá-lo acerca do assunto. Enquanto ele insiste em sua persuasão, algo estranho começa a acontecer na cidade e será preciso que alguém intervenha para solucionar todo aquele caos instalado. Em parte, a forma como a trama é guiada até produz alguma atenção no espectador, mas a maneira como os diálogos são conduzidos e as decisões que foram tomadas para a ação acontecer soam um tanto quanto bobas, por assim dizer. Aliás, lembram muito bem aqueles filmes dos anos 80/90 do século passado em que o ator protagonista é bem mais importante que a história em si e esse tipo de pauta nem sempre retornava em muito sucesso – dependendo da premissa do filme, lógico. É meio ‘Sessão da Tarde’ que se dizia, né? (rsrs).

Dupla com alguma afinidade.

 Ademais, há uma bela referência em uma das cenas com um fliperama daquela época onde o game que estava nele era justamente o “Robocop”. Inclusive isso corrobora e muito com minhas afirmações acima. O diretor realmente tentou se basear na premissa dessas produções que fizeram muito sucesso no passado (o primeiro filme de “Robocop” teve uma repercussão enorme, chegando até a sair em outras mídias, como desenhos e games – já mostrado aí no texto) e trouxe algo que, para aquele momento, tinha o ar de novidade. E a tentativa de tentar transpor algo de sucesso no passado para os dias de hoje pode até ser justa, desde que o bendito roteiro sustente de fato uma boa história. Entenda, o roteiro aqui não é incoerente, ele só não é nem um pouco inovador percebe? As cenas de ação até que são bem legais, dentro do que a idade de Stallone ainda está apto a fazer, mas elas sozinhas não se sustentam em relação ao todo. A interação com o menino Javon Walton é até bacana e os dois tem bons momentos juntos, mas também é só. As ligações que colocam o garoto na trama querem trazer lições do tipo ‘fazem algo mal nem sempre vale a pena e é você que tem de escolher seu caminho’, mas se baseiam em situações bem rasas no contexto geral.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Embora muito genérico em sua concepção, “Samaritano” traz mais uma vez Silvester Stallone de volta as telas e vê-lo em ação é sempre uma boa nostalgia para os fãs de seu trabalho. Como é um filme para um serviço de ‘streamming’, e se você gostar do ator, vá já pensando em uma diversão sem compromisso em um fim de semana sozinho ou com amigos e umas pipocas para acompanhar. É raso? Sim, um pouco. Mas pode ser que você ainda se divirta como eu me diverti. Vale a conferida.

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sábado, 10 de setembro de 2022

Bíblia

 RFLEXÃO BÍBLICA

"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" Lucas 1.35
 Existem alguns textos na Bíblia que são para quem tem fé, para quem crê. São mistérios insondáveis de Deus que nos levam a compreender que Seu poder é grandioso e infinito. E o texto em apreço narra justamente um desses mistérios, que é a concepção humana do Salvador. Tratado por alguns com certo ceticismo, justamente pela falta de fé e por ter um olhar humano apenas, esse grande evento descrito que trouxe Cristo ao mundo dos vivos é um dos maiores mistérios da fé e um dos maiores acontecimentos, pois foi ele quem dividiu a história da humanidade. Para além só de dividir a história, Jesus viveu entre nós como homem, se humilhando, despindo-se de toda a Sua glória celestial e vivendo com servo do Pai aqui. E sabe porquê? Porque Ele nos amou e nos ama. Porque Ele nos conheceu de perto e sabe de todas as nossas fraquezas. Porque foi Ele que nos deu acesso direto ao Pai. 'Ninguém vem ao Pai senão por Mim', disse Jesus em um outro texto. Ei querido, você pode até descrer, mas Ele esteve entre nós. Podes não entender o que é 'conceber do Espírito Santo', mas Ele nasceu assim e habitou entre nós. E o meu objetivo neste pequeno texto é que ele possa trazer a luz da fé que precisas para entender que Deus é Deus e o Seu poder é completamente fora do alcance da lógica humana. Ele é soberano nas Suas ações e só tendo uma real experiência com Ele para crer no Espírito Santo e no que Ele faz ou deixa de fazer. Que o Senhor te esclareça a cada dia e que Ele possa ser o centro da Sua vida todos os dias 'até a consumação dos séculos', como afirma um outro texto também. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Jozyanne - Sangue precioso". Que possas meditar nessa palavra, ouvir esse lindo louvor e ser abençoado em nome de Jesus!


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quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Filmes

NÃO! NÃO OLHE! (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Com um roteiro bem intrigante, novo longa do diretor Jordan Peele atesta sua capacidade crítica e analítica sobre suas obras. Vamos a análise!
 O diretor de ‘Corra!’ e ‘Nós’ retorna mais uma vez ao trabalho com esta nova obra que pode ser definida como um texto com várias nuances e interpretações diferenciadas. A princípio o filme pode parecer meio confuso (e de certa forma ele soa desse jeito mesmo), porém a principal ideia aqui é trazer ao espectador a sua visão do entendimento e múltiplas conclusões acerca do assunto abordado em tela. Difícil descrever o foco central do longa sem dar possíveis ‘spoilers’, mas tentarei de alguma forma propor muito mais uma reflexão sobre o meu entendimento do que falar sobre a história em si. Vamos destrinchar isso nos parágrafos abaixo.
 Uma visão sutil sobre o preconceito na indústria. Peele em suas produções sempre trata desse tema com muito cuidado, sempre delineando sua abordagem de forma a não se tornar algo ideológico. Sua transposição para as telas sobre o assunto é bem mais focada na concepção de mundo das pessoas. Aqui neste vemos logo no primeiro ato sutilezas que nos levam a crer e ver como o mundo das artes tem sim ainda uma forte relação com o abismo racial proliferado na sociedade vigente. O protagonista – interpretado pelo vencedor do Oscar 2021 e ótimo ator Daniel Kaluuya – é filho de um fazendeiro de uma pacata cidade que cuida de cavalos de raça. Com um enorme rancho, ele vê sua vida mudar quando misteriosamente seu pai falece em condições muito estranhas por uma ‘chuva’ não identificada por eles. E a partir daí ele (o protagonista) vai tentar fazer o trabalho que o pai fazia há anos, que era o de alugar cavalos para cenas de filmes em diversos formatos. Nesse ponto há vários indícios da formatação preconceituosa de uma parcela da sociedade, principalmente todos os que trabalham no meio artístico. São olhares e falas sutis que descortinam e elucidam algumas discussões sobre o assunto. Peele faz isso nos outros filmes e aqui não é muito diferente, embora em uma escala, em minha humilde opinião, um pouco menor do que os outros.

Ótimos protagonistas e bom coadjuvante!

 Querer aparecer a todo custo. Peele traz a luz um posicionamento quanto a sociedade da comunicação nos dias de hoje. E esse apelo tem como base a trama que a história aborda. Não quero dar ‘spoilers’ aqui, mas há uma severa crítica sobre como o advento da internet na forma de ganhar dinheiro, ‘views’ e ‘status’ sobe a cabeça das pessoas a ponto de arriscarem suas vidas pelo desconhecido. É sabido que muitas pessoas procuram fama e dinheiro com todo tipo de rede social. Mas até que ponto isso é viável? Quais esforços valem a pena para isso? Como no filme, uns sacrificam até suas vidas em prol do sensacionalismo (quem ver o filme vai entender o que estou ponderando aqui). Mesmo em meio a uma bizarra ameaça iminente, o que vale hoje é o preço que se paga por ela, mesmo que se perca a vida (literal ou não) e a paz por isso. Isso reflete em muitos casos de pessoas que se arriscaram de forma pesada e algumas que até faleceram em frente as câmeras por ir longe demais em suas perigosas performances.
 Há todo um entorno de intimidação e mistério nesse filme. Daniel Kaluuya interpreta um personagem simples, autocontido e de certa forma solitário, mesmo tendo uma irmã (interpretada pela atriz Keke Palmer) que é basicamente o oposto dele. E é nessa dualidade que vai se delinear todos os textos e caminhos do roteiro, pois a ideia aqui não é eliminar exatamente a ameaça a princípio, mas como manipulá-la para que se torne um evento lucrativo. E mesmo eu tendo toda essa percepção do formato do longa, ainda assim existem conexões muito peculiares dentro da trama que parecem soar dissonantes com o todo, mas que são delineadores de comportamento de alguns outros personagens coadjuvantes. E existe uma verdade iminente na produção que destaca isso que digo, pois o sensacionalismo atrai multidões mesmo sem saber o prejuízo que isso pode causar a elas. Em um determinado ponto do terceiro ato isso é reproduzido de forma assustadora e ousada.

Cena do longa. Algo estranho no ar!

 A produção tem uma paleta de cores em tons mais escuros (inclusive com filmagens a noite) e isso denota um pouco do ar misterioso que o filme propõe, juntamente com o tom autocontido do protagonista. A fotografia do filme é bonita e muito bem posicionada, muitas da vezes colocando o espectador como se estivesse olhando para a ameaça iminente, fazendo até certo contraponto com o título do filme. O trabalho de produção e direção de fotografia é competente e retrata com muito esmero o que o diretor entrega sobre sua proposta para a projeção. Ponto muito positivo isso também!
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Jordan Peele imprime mais uma vez suas ‘digitais’ em “Não! Não olhe!”, como uma obra autoral e pensada para ser questionada pelo público em geral. É para ir com a mente aberta para entender o conceito do filme e o que ele entrega de visão para cada pessoa de uma forma geral. Esses foram os meus entendimentos sobre alguns assuntos que a produção aborda e acho interessante esse tipo de filme, que abre um diálogo sobre alguns pontos de vista diferenciados. Daniel Kaluuya faz um ótimo contraponto em seu personagem com a atriz Keke Palmer e alguns coadjuvantes também trazem elementos surpresa ao longo. Um filme mais uma vez bem dirigido, bem trabalhado e bem elaborado pelo diretor. Vale muito o ingresso!

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segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Compassivo é o Senhor, e justo; sim, misericordioso é o nosso Deus" Salmos 116.5
 O caráter de Deus revela sua compaixão, bondade, justiça e misericórdia pela humanidade. Só dEle ter enviado Seu único Filho para morrer em detrimento dos nossos pecados, já é um ato extremamente compassivo, como diz o texto em apreço, pois não poderíamos sozinhos nem vencê-los nem chegarmos junto ao Pai. Só Jesus, através da obra expiadora da Cruz, pode nos dar esse acesso. 'Ninguém vem ao Pai senão por mim', disse o próprio Cristo em um outro texto. E muitas das vezes nos esquecemos disso - da compaixão e misericórdia - e não externamos esse mesmo sentimento com as outras pessoas. É triste saber que pedimos isso para Deus quando estamos aflitos mas não o temos para com nossos irmãos quando o nosso próximo necessita. Chega a ser meio hipócrita. Queremos de Deus, mas não queremos ser como Ele. 'As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos', diz um outro texto bíblico. E são essas mesmas que são relatadas na segunda parte do versículo. Se não fosse a mão justa e misericordiosa do Senhor em nossas vidas, o que seria de nós, que por vezes somos demagogos por querer que os outros façam aquilo que nós mesmos não temos coragem de fazer? Que possamos ser, ao invés de querer que os outros sejam. Pois Deus já é assim conosco, e é assim que Ele quer e exige de nós, Seu povo. Que possamos meditar nessa Palavra, fazer uma reflexão e verificar o nosso interior em Cristo, para que assim possamos cumprir da melhor forma (afinal de contas nenhum de nós é perfeito em tudo) a vontade do Pai aqui nessa Terra. E a linda canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Daniele Cristina - Deus Tu És Santo". Que Deus te abençoe em nome de Jesus!


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sábado, 13 de agosto de 2022

Filmes

DC LIGA DOS SUPER PETS (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

 Nova animação da DC é divertida, bem elaborada e cheia de ‘easter-eggs’ muito bacanas. Vamos a análise!
 A DC Comics possui diversas vertentes de seus personagens. Para falar a verdade, eles trabalham com muitas faixas etárias distintas em suas produções. Tem séries e animações para o público jovem e adulto, tem animações para adolescentes e crianças – como o caso dos ‘Jovens Titãs’ e ‘Os Jovens Titãs em ação’, respectivamente. E temos esse ‘spin-off’, que é o personagem Kripto, um cão que tem os mesmos super poderes do Superman e que inclusive já estrelou seu próprio desenho no passado (estreou em 2005 e parece estar disponível hoje na HBO Max). E é sobre ele que essa nova animação vai abordar. Como melhor amigo do Superman, ambos estão sempre juntos para combater o mal em suas aventuras. Só que o longa vai bem além disso e nos traz surpresas muito boas ao longo que agregam a narrativa e produzem momentos tanto hilários quanto emotivos, devido a características e situações de alguns personagens da trama. Tentaremos destrinchar isso abaixo sem possíveis ‘spoilers’.

Superman e Kripto: melhores amigos!

 Conforme visto nos trailers, Kripto está sempre meio que na ‘cola’ de Clark Kent, só que um grave incidente vai fazer com que ele tenha de se mobilizar sozinho – ou quase – para solucionar toda aquela confusão que foi criada por um específico vilão da trama. E o que é mais interessante nisso tudo é o fato de que, embora o filme traga diversos personagens muito conhecidos de todos, a narrativa tende a se focar especificamente em Kripto e nos demais pets. O que traz luz ao bom roteiro que foi escrito justamente pela forma como a ideia da produção foi concebida. Ela não só trabalha com os pets, mas também com sua interação com os humanos. Sabe aquele amor incondicional que os cachorros tem pelos seres humanos que os adotam? E aquele ciúme típico desses tipos de animais? Pois é, isso tudo é abordado de forma tão fluida e divertida que acaba se tornando parte intrínseca do filme e transforma momentos relativamente simples em verdadeiras abordagens em forma de diálogos sobre como funciona a mente desses animais quanto a adoção, ao abandono e/ou quando alguma outra pessoa entra na vida de seus respectivos donos. E é nessa interligação que entra a comicidade e a comoção. Muito bem elaborado tanto os textos quanto esse contexto no filme.

Galerinha do barulho rsrs

 A qualidade e a enxurrada de referências e ‘easter-eggs’ que o longa oferece, não só mostrando lugares e figuras interessantes, mas corroborando isso com falas dubladas que remetem a várias piadas legais e engraçadas (inclusive a nossa dublagem está sempre excelente, por sinal), fazem deste realmente uma produção muito agradável e bem-humorada, não só pelo contexto, mas por sua inventividade também. A boa fotografia e seu visual multi colorido dão o tom certo para que seus vastos personagens brilhem e sejam muito bem trabalhados também. E vale um adendo muito relevante aqui: a dublagem original americana possui um elenco de muito peso. Só para se ter uma ideia, aqui vai alguns nomes de quem dublou quem: Kripto (Dwayne ‘The Rock’ Johnson), Ace (Kevin Hart), Superman (John Krasinski) e ainda tem outros grandes como Keanu Reeves, Ben Schwartz e Kate McKinnon (não citei seus personagens pois teriam ‘spoilers' aqui). Isso para se ter uma noção do investimento que foi feito no longa. Só gente graúda e de qualidade aí nesse elenco. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “DC Liga dos Super Pets” tem conteúdo divertido, relevante e agradável para toda a família. E mesmo que sua fórmula tenha vários clichês bem conhecidos, o que mais vale é a interação dos animais com os humanos nesse que é bem legal e muito bem construído. É entretenimento garantido para todas as idades, pois até o adultos mais velhinhos vão identificar coisas que remetem diretamente a eles em específico. Ah, e ainda tem pós-crédito lá no finalzinho do letreiro. Vale muito o ingresso e a pipoca! :)


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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Filmes

O TELEFONE PRETO (4,5/5 - Excelente!)

 Thriller de suspense e terror dirigido por Scott Derickson é tenso e traz nuances interessantes dentro da trama sobre seus personagens. Vamos a análise!
 Adicionar camadas que aprofundem histórias contadas em filmes sempre torna a produção mais notável e bem construída. Mas e quando a direção decide idealizar algo além do que é objetivo em sua trama? É isso que acontece neste longa que consegue gerar no espectador um misto de suspense, certa agonia, uma boa dose tanto do terror tradicional quanto do terror psicológico (porque sim, ao meu ver, são 2 categorias bem diferentes e com tonalidades bem distintas uma da outra) e ainda entrelaçando em tudo isso uma boa porção de subjetividade no roteiro. E é isso que vamos destrinchar abaixo nessa bem construída película e como a relação entre tais elementos se encontram em seu fim.

Mason Thames e Madeleine McGraw: ótimos!

 Mas para começar a falar sobre isso, é preciso perceber o quão boa e convincente foram as atuações tanto do protagonista quanto do antagonista dentro desse contexto, pois eles se misturam intensamente dentro desse assunto. Mason Thames, que interpreta o personagem ‘Finney’ é um garoto no início de sua adolescência lá pelos anos de 1978. Porém uma série de casos estranhos de desaparecimento de crianças e adolescentes começa a transbordar em uma pequena cidade onde vivem. E quando ele se torna a próxima vítima desses eventos, ele vai travar uma batalha gigante pela sua vida e pensar em como vai escapar daquele lugar e da prisão que lhe foi imposta. E o que faz menção a esse ator mirim é o quanto ele, além de ser uma graça (a relação dele com sua irmã - interpretada pela também ótima Madeleine McGraw - é ao mesmo tempo fofa e profunda), transmite a enorme carga dramática e o misto de sentimentos incômodos que a situação traumática em que ele está reproduz. Você consegue sentir a dor e a intensa angustia do que ele está passando. E para muito além disso, a trama vai ficando tão desconcertante e tão desenfreada que o tal do telefone preto (que dá título ao filme e foi mostrado nos trailers) tem papel extremamente relevante na construção de ‘Finney’. Não vou dar ‘spoilers’ aqui, mas o transtorno psicológico que ele enfrenta – muito bem interpretado por ele – vai mexer com toda sua estrutura emocional e remontar sobre ele todo o mais ardil instinto de sobrevivência que um ser humano pode ter. Pode crer, meu caro leitor, a construção do protagonista e sua atuação são espetaculares nesse sentido.
 De outra maneira, Ethan Hawke, que vive o antagonista da trama, é toda a carga subjetiva que o filme oferece e que mencionei um pouco mais acima. Com uma interpretação peculiar, seu personagem é um misto de pura psicopatia, frieza e, ao mesmo tempo, um homem envolto de mistérios, principalmente por conta do formato repetitivo de seus atos. Sem ‘spoilers’ aqui também, quero só comentar que sua brilhante e assustadora atuação traz a tona questionamentos do tipo: o que leva um homem adulto a cometer tais atos? Sabe-se, pela psicologia, que a psicopatia é uma ausência total de sentimentos, e as pessoas com esse distúrbio não demonstram nenhuma empatia pelo próximo. E como o filme não revela sua história pregressa, a camada sutil de subjetividade se encontra justamente nessa vertente: que trauma ou que situação em seu passado acendeu a chama desse distúrbio? Houve algum gatilho ou ele já manifestava esse lado quando era pequeno - algo que a psicologia também estuda sobre. Apesar de eu achar conveniente saber sobre sua vida antes (um ‘flashback’ por exemplo seria bem vindo), consigo entender a intenção do diretor em manter esse mistério no ar, para justamente dar o tom argumentativo e pensativo sobre o assunto. E são exatamente esses contrapontos entre o protagonista e o antagonista que fazem o filme ser tão imersivo e relevante. São atuações impecáveis com uma interação entre eles que funciona de uma forma intensa e, de certa forma, caótica, com um texto e fotografia que conseguem transmitir em um dado momento, ternura (como já disse na relação dele com sua irmã) e terror (com o antagonista já em cena). É uma mistura bem dosada e muito bem trabalhada por toda a equipe de produção do longa.

Ethan Hawke: brilhante atuação!

 Toda a ambientação em que o longa se passa (fim dos anos 1970) é bem elaborada e muito caprichada. Desde as lojas, figurinos e até os carros usados no filme, tudo está de acordo com a proposta que a película oferece. E ele abre pauta, até certo ponto, para outras discussões, como o ‘bulling’ de modo violento (que acontecia com muito mais frequência outrora e tenta ser combatido hoje), questões relacionadas a alcoolismo e o quanto isso afeta o seio da família, entre outras coisas. E embora haja abordagem sobre esses assuntos em pequenas subtramas, o principal foco dele é a trama principal correspondente ao protagonista e o ‘serial killer’ em questão.
 Além disso tudo que mencionei, o filme traz uma curiosa perspectiva sobre o tema ‘religião’. Sem citar nomes, um dos personagens da trama tem um certo vínculo com Deus que, por sua vez, tem sonhos que são verdadeiras revelações sobre diversos acontecimentos. E isso tem uma dúbia percepção sobre o assunto: uma sobre a compreensão do próprio diretor a respeito de Deus e suas ações e a outra é como o envolvimento desse personagem com Deus traz luz aos questionamentos que muitos fazem: se de fato Ele existe ou não. Mesmo que você, caro leitor desse texto não creia (e eu respeito isso, porém gostaria de que respeitassem o fato de eu crer profundamente), o discorrer desse tema no filme tem certa relevância – até porque isso é um dos “fios condutores” da trama – e o enfoque sobre o assunto aqui se torna bastante pertinente por conta disso.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “O telefone preto” traz o diretor Scott Derickson em uma excelente empreitada, que mescla sentimentos de forma magistral em tela e busca trazer a luz diversos questionamentos: até onde vai a maldade humana e até onde ou em que situações ganhamos força e coragem para enfrentá-las? A interpretação do ator mirim Mason Thames e de Ethan Hawke são pontos chave para produção dessas perguntas. Um filme realmente bem elaborado e que certamente vale o ingresso, a diversão e o debate. Gostei muito!

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quarta-feira, 27 de julho de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." João 4.23
 Adorar a Deus é algo que tem uma profundidade espiritual muito intensa. É a demonstração mais acentuada que pode produzir-se em seu interior. A expressão de um 'verdadeiro adorador' começa dentro de você, nas suas mais sinceras intenções com o Pai. O louvor, a oferta, suas palavras tanto em oração quanto em momentos de exaltação a Deus são expressões da adoração. Mas elas só fazem sentido para o Pai quando Ele realmente vê provada sinceridade dentro dos corações. As expressões 'em espírito' e 'em verdade' remetem, respectivamente, uma a conexão do nosso espírito com o Espírito de Deus na profundidade de nossa alma e a outra ao fato de eu e você querermos andar na verdade das Escrituras e honestidade para com os homens nessa terra. A primeira nos liga ao Céu. A segunda, nos faz manifestar o Céu na Terra. Ei querido, para você de fato querer ser um verdadeiro adorador, como diz o texto em apreço, você precisa conhecer Àquele que te criou. Precisa ter experiências com Ele que aumentem sua fé e te façam crer que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Precisa ser sincero, humilde. Precisa mergulhar na busca incessante da oração e do conhecimento do maior livro já criado: as Sagradas Escrituras. Nela você encontrará todas as características de um verdadeiro adorador, além de enlevo espiritual e descanso para a alma. E não. Não estou falando de religiosidade. Estou falando de um forte desejo de intimidade com o maior e melhor amigo que você pode ter: Jesus Cristo! Pense nisso com carinho. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "Alda Célia - Verdadeiro adorador". Medite nessa preciosa mensagem, ouça essa linda canção e seja abençoado em nome de Jesus!


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quinta-feira, 14 de julho de 2022

Filmes

THOR - AMOR E TROVÃO (Avaliação 2,5/5 - Bom!)


 Com um roteiro raso e mal escrito, nova produção da Marvel não soube aproveitar seu próprio potencial. Vamos a análise!
 O quarto filme da franquia Thor, dirigido novamente por Taika Waititi, faz um certo exercício de trazer a memória tudo o que o herói já viveu até aqui. No entanto a forma que o filme vai dialogar com o público sobre todos esses eventos – incluindo o que acontece durante a trama desse – não corresponde com todo o peso dramático que a película poderia oferecer. A narrativa apresentada até a metade do segundo ato não produz contextualização adequada e as falas se perdem em um estilo canastrão que não condiz com a realidade de alguns personagens do longa. Personagens esse que inclusive não foram desenvolvidos de forma mais aprofundada para que seus arcos dramáticos pudessem ser realmente relevantes e bem expostos. Mesmo assim, há alguns pontos positivos que seguramente merecem atenção e demonstrarei isso em detalhes melhores abaixo.
Gostei da Natalie Portman no papel.

 Uma das questões que particularmente me incomodam em diversos filmes é a forma como o corte final é levado para as telas. Por se tratar de uma produção que primeiramente vai para os cinemas, muitas versões e revisões são feitas até se chegar ao tempo adequado para a exibição em tela. E em vários casos muito material que havia sido gravado simplesmente se perde por não fazer parte do produto final. E isso acontece aqui mais uma vez (já havia sucedido também em ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’ com um longa muito corrido também) por simplificar demais a origem do vilão e suas motivações. Embora em certo ponto do filme ele tenha um ar ameaçador, você não ‘compra’ tanto a ideia do antagonista como, por exemplo, foi o caso do Thanos em ‘Guerra Infinita’ e ‘Ultimato’. O roteiro não cria a empatia necessária para produzir o poderoso vilão que ele realmente é nos quadrinhos, mesmo sendo o Christian Bale um ótimo ator e entregando tudo o que ele sabe fazer e pode com o que ele tem em mãos. Isso até enaltece sua atuação, pois realmente o roteiro não ajuda muito a construir sua trajetória mais densa de vilania. Ponto para o ator nesse quesito.
 Outra arco que fica bem aquém do esperado é o da ‘Jane Foster’ de Natalie Portman. Dona de uma talento ímpar, a atriz também se entrega ao papel e faz o melhor de si, incluindo o fato de eu ter amado de verdade ver ela como a versão feminina do Thor. Mas em mais uma mancada do roteiro em priorizar por muito tempo diálogos bobos e sem contexto, sua construção é prejudicada por não dar a devida atenção a tudo o que a personagem poderia viver. Diálogos mal elaborados produzem perda do foco narrativo e não trazem peso ao que de fato deveria ser dentro da trama. E isso desconstrói um pouco a experiência vivida pela personagem. E como já citei, Natalie está ótima no papel. Os diálogos é que não estão, pois o filme só vai abrir mão desse aspecto um tanto quanto infantil da metade do segundo ato em diante, perdendo uma preciosa oportunidade de manejar melhor cada peça que foi estabelecida no filme. ‘Zeus’, interpretado pelo ator Russel Crowe e o próprio ‘Thor’ de Hemsworth acabam entrando nessa situação, com ‘Zeus’ não movimentando em absolutamente nada a trama, ficando um tanto perdido e deslocado na história. Uma pena.


Christian Bale: ótimo ator, roteiro ruim.

 Mas nem tudo são críticas negativas. Além das atuações ótimas de Bale e Natalie, algo que realmente me impressionou foram os visuais incríveis de cada cenário pelos quais nossos heróis passam. Os efeitos são lindos e muito bem elaborados, chegando ao ponto de ter uma nível de cores e detalhamento muito alto. As equipes de pós-produção e efeitos visuais fizeram um bom trabalho de arte dentro dos acertados conceitos de cada lugar estabelecido pela produção. Eu realmente parabenizo todos pelo cuidado aos detalhes e pela bela forma em como tudo foi montado no filme.
 Na oportunidade de assistir ao filme em 3D, mais uma vez expresso que os efeitos são mínimos e não agregam muito a experiência no geral. Há uma coisa aqui e ali, mas só valerá se você realmente gostar de ver os filmes assim, como é o meu caso. De outra forma, dispense pois não fará tanta falta assim. E isso é algo que me incomoda bastante em dizer, pois sempre curti a tecnologia, e a indústria tem faltado com o compromisso de fazer algo mais acertado e relevante nas produções em geral.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Mesmo com um roteiro bastante inconsistente e falas bobas, “Thor – Amor e Trovão” só faz com muitas ressalvas o seu ‘dever de casa’ em dar continuidade no universo Marvel, mas sem aquela profundidade tão apreciada em alguns de seus filmes. Com destaques mais uma vez para Christian Bale e Natalie Portman, o filme em si fica bem aquém do que se pode esperar do UCM. Se curtes o personagem e gosta das histórias Marvel, talvez ele seja bom, querido leitor. Deve valer seu ingresso e pipoca. 

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sábado, 9 de julho de 2022

Filmes

MINIONS 2 - A ORIGEM DE GRU (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Novo longa da franquia derivada de ‘Meu malvado favorito’ é divertido, criativo e vai agradar em cheio a todas as idades. Vamos a análise!
 Os personagens ‘Minions’ caíram no gosto do imaginário popular desde sua aparição no primeiro filme da franquia principal lançado em 2010. Donos de uma linguagem muito peculiar e muito atrapalhados, conquistaram uma legião de fãs ao redor do globo a ponto de, em 2015, garantir uma produção derivada estrelando os próprios como protagonistas. E esse longa fez tanto sucesso (faturou mais de um bilhão de dólares em bilheteria a época) que chegou a hora de conferir a merecida sequência, agora contando juntamente com a origem do maior protagonista da franquia, que é o Gru, enquanto ele ainda era uma criança. E se existe uma coisa que eu curto demais em animações é a liberdade criativa que os produtores tem de poder fazer do absurdo algo cômico sem ter exatamente de achar uma lógica cirúrgica para isso. Apenas basta que tudo faça sentido no contexto e que não se torne deveras confuso o entendimento. E eis aqui talvez o segredo do sucesso dessa franquia. É simples, ‘nonsense’ em certas ocasiões e muito cativante como um todo em seus personagens e histórias. Falarei um pouco mais sobre o longa em específico abaixo.
Mini Gru com os Minions.

 Em ‘Minions 2’, vamos acompanhar os adoráveis seres amarelos comedores de bananas em seu início de carreira com seu novo chefe. Só que um incidente vai fazer com que eles tenham de se arriscar para colocar todas as coisas em ordem – como sempre (rs). E o que chama a atenção no desenvolvimento da trama é justamente a forma como Gru criança é trabalhado. Aqui mostra um pouco mais da vivência dele com sua mãe e como ele era tratado. Psicologicamente falando, todas as nossas ações na vida adulta são normalmente o somatório de tudo o que vivemos até chegarmos lá. Os exemplos, a forma de tratamento dos pais, as pessoas que nos inspiram, isto é, tudo isso envolve a formação de uma determinada personalidade. E vemos justamente na família disfuncional de Gru as motivações que o levaram a ter aspirações tão equivocadas na vida. E esses dissabores atuam na mente e projetam as nuances que vão determinar nossa escala de valores futuramente. E não que as pessoas em algum momento, com a devida ajuda ou circunstância, não possam mudar. No caso do protagonista aqui (que é de certa forma um coadjuvante nesse), o doce sabor de conhecer três menininhas adoráveis (visto no primeiro longa), o fez transformar sua realidade e perceber que a vida era muito mais do que um conjunto de frustrações e dores. Ele conseguiu liberar dentro de si o real significado de amar e ser amado. E isso o fez enxergar tudo diferente daí pra frente, como vemos em suas mudanças e evoluções nos filmes seguintes da franquia principal. Bem interessante isso. ^^
 Sempre achei o fato desses personagens, como disse no primeiro parágrafo, terem uma linguagem própria, cada uma ter seu nome e a ideia de que o Gru consegue entende-los algo muito divertido e cômico ao mesmo tempo. Isso cria situações na trama das quais o que mais vale pro espectador é a sua imaginação. E para os roteiristas acrescenta muito pois pode se elaborar inúmeras cenas hilárias dentro desse escopo. E é o que geralmente eles fazem e implementam isso muito bem. Cada nova animação, como no caso desta, possibilita mergulhar na inventividade para construir vertentes das mais insanas e ‘nonsense’ possíveis. Eles cantam, consertam coisas, inventam, tocam instrumentos, aprontam todas e é justamente esse o ponto de contato que fazem dos Minions para mim, no caso, serem tão queridos. Esse humor bobo, juntos de outras características já citadas aqui, funciona muito bem com eles e criam muita empatia com o espectador de um modo geral. É como se fosse a representação mais pura e engraçada daquele lado criança que existe meio que escondido dentro de todos nós. E mesmo isso parecendo até um tanto quanto subjetivo e até deveras sutil, é inegável a forma contagiante com a qual eles trazem isso pro público. Soma-se ainda o fato que a produção em quase nenhum momento desanda e praticamente não perde o ritmo, temos aí uma fórmula de sucesso que certamente perdurar-se-á por muitos e muitos anos.

Eles são engraçados e fofos!

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Minions 2 – a origem de Gru” traz todos esses personagens queridos de volta em um longa funcional e que vai acertar em cheio todas as faixas etárias. Com a dublagem excepcional desde o primeiro filme da franquia principal do queridíssimo Leandro Hassum (aqui no Brasil), fazendo um trabalho realmente de excelência (pois ele já alterou a voz para fazer o Gru adulto, o irmão do Gru no terceiro filme e agora o Gru criança), o longa é sim mais um grande acerto dentro desse ‘spin-off’ e ainda, ao meu ver, consegue superar o original de 2015. Se procura boas risadas e muita confusão, pode ir que a diversão é garantida. Vale muito o ingresso!

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sábado, 2 de julho de 2022

Filmes

TUDO EM TODO LUGAR AO MESMO TEMPO (Avaliação 2/5 - Regular!)


 Filme com premissa interessante se perde em um roteiro que não convence em seu fim. Vamos a análise!
 Nem sempre uma ideia que é replicada funciona da forma que a gente espera e do jeito que foi apresentado para nós. É o caso de ‘Tudo em todo lugar ao mesmo tempo’. Trazer o conceito de multiverso, que está em alta hoje, para as telas é deveras uma atitude ousada da parte de vários diretores. Porém a forma como esse conceito foi mostrado nos trailers para este filme soou como um belo chamariz para o público – eu inclusive –, mas a derradeira proposta que o longa oferece nas suas cerca de duas horas de duração não foi condizente com o que fora ofertado (ao menos para mim dentro da visão que eu havia estabelecido para a produção), mesmo que em alguns aspectos técnicos ele tenha sido muito bom. Vejamos alguns porquês disso logo abaixo.
 Uma das razões pelas quais abracei inicialmente a película foi justamente o fato dele trazer uma história de uma grande batalha multiversal na qual a protagonista iria ter de lidar com todas as versões de si mesma dentro de um contexto de ameaça a todo esse sistema elaborado para o longa. E até certo ponto o filme destacava isso com uma certa propriedade – e sim, eu esperava algo realmente no estilo Marvel, só que melhorado –, no entanto da metade do segundo ato em diante o longa começa a perder a identidade de sua proposta para dar lugar a situações extremamente ‘nonsense’ – algumas delas até bem chulas, eu diria – e terminar de uma forma sem graça e melancólica. Todo o esboço de expectativa para assistir a algo realmente ainda mais fantasioso, por assim dizer, foi quebrado por não relevar sua forma apresentada em várias de suas prévias. Uma pena, pois eu tinha em mente algo no estilo ‘O tigre e o dragão’, filme dos anos 2000 que inclusive é estrelado pela mesma atriz chinesa Michelle Yeoh.

Atuações convincentes ao menos.

 Contudo posso mencionar aqui alguns aspectos em que o filme é assertivo, como por exemplo o seu elenco. Falar sobre multiverso sem destacar boas atuações é no mínimo desonesto. Até porque as várias camadas de personagens que se desdobram entre os múltiplos universos precisa ser interpretada e reinventada diversas vezes, e isso demanda certo esforço adicional para tal. E nesse ponto nomes como a própria Michelle Yeoh, Jamie Lee Curtis e James Hong conseguiram transportar isso muito bem para a tela. Ter de criar e recriar diversos personagens em diversas possibilidades diferentes e com personalidades diferentes garante sim o mérito pela boa forma com que isso foi mostrado pelos atores. E como são inúmeras possibilidades entregues, creio que há sim mérito nesse quesito.
 Outro ponto que entrega algo interessante diz respeito a montagem e edição do longa. Ele traz tantas camadas dos mesmos personagens que seria bem trabalhoso expor isso sem que se tornasse extremamente confuso e inconsistente. Todavia o trabalho de edição nos entrega algo muito competente e funcional. Em certos momentos há tanta informação na tela que seria facilmente intangível se não fosse bem montado. E o caos mental que isso provoca no espectador é suavizado pela boa produção nesse quesito. E mesmo que o contexto geral não condissesse com o que eu realmente esperava sobre a produção, fato é que nesse ponto o longa também acerta e produz muito boa qualidade, por assim dizer.
Muito boa edição/montagem.

 Enfim, vale a pena ver o filme? Mesmo que em alguns aspectos técnicos o filme tenha um bom desempenho, “Tudo em todo lugar ao mesmo tempo” erra em mostrar um conceito inicial previamente e acabar declinando um pouco em sua proposta (a que eu imaginei, pelo menos). Tudo o que eu realmente esperava que fosse acontecer por fim não se concretizou e fiquei com aquela sensação de que faltou algo que realmente tornasse o filme um grande épico chinês. E ao meu ver a minha experiência, além de não atendida, foi frustrada em um todo pela alta expectativa que criei sobre a película, mesmo ele tendo ali algumas reflexões e um conflito familiar embutido na trama. Uma pena. No entanto deixo claro aqui que essa é apenas a minha humilde concepção e opinião sobre. E ele realmente não funcionou como deveria para mim.

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domingo, 26 de junho de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?" Lucas 18.8
 Em uma da Suas muitas parábolas, Jesus inicia a mesma destacando o dever do ser humano em orar, que nada mais é do que falar com Deus e ter um relacionamento com o Pai. E durante todo esse texto Ele narra uma viúva que importunava um juiz que não temia ninguém, nem a Deus. Contudo, por muito a mulher insistir, foi-lhe atendido o pedido pelo injusto juiz. Mas o que categoricamente nos chama atenção é justamente o Seu discurso final, no qual Cristo encerra com um grande e intrigante questionamento: será que, quando Ele voltar, vai achar ainda pessoas fiéis, que oram? Irmãos, nos dias de hoje, com o claro esfriamento do amor e, consequentemente do temor a Deus, exponho diante de todos nós um incômodo fato: que sim, a pergunta que Cristo fez ao final de Sua parábola está se cumprindo. E se cumprindo de forma plena, pois o que de fato move o coração do Pai são as palavras que saem constantemente da nossa boca em clamor e súplicas. E estamos vendo um real descaso sobre o poder e a eficácia da oração e da real necessidade de falar com o Pai. Ei querido, o termo que Cristo usa no texto em apreço diz respeito a fé no sentido de fidelidade. Como anda sua fidelidade para com Ele? Será que realmente queremos ser aqueles que estão entrando no questionamento de Jesus e se enquadrando nele, nos tornando infiéis? Ou será que ainda somos fiéis no temor e na oração? Para quem ainda não se apercebeu: já é chegada a última hora. O soar das trombetas está cada vez mais perto. E se isto já não gera mais temor em nós, está mais do que na hora de rever nossos conceitos, nossa acomodação espiritual e endireitar as veredas, para que a justiça do filho do homem se cumpra plenamente em nossas vidas quando Ele voltar. Pense nisso. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Leandro Borges - Prefiro ser fiel". Que os irmãos meditem séria e profundamente nessa reflexão, ouçam esse edificante louvor e sejam abençoados em nome de Jesus!


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sábado, 18 de junho de 2022

Filmes

DISNEY PLUS: TICO E TECO - DEFENSORES DA LEI (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 
 Com um roteiro fabuloso, longa que traz de volta os queridos heróis esquilos dos anos 90 subverte a própria indústria com humor refinado e críticas ousadas. Vamos a análise!
 Para quem nasceu antes dos anos 2000 (décadas de 80 e 90 principalmente), existe um conjunto de animações e séries que certamente são grandes pérolas escondidas e que por alguma razão sociocultural ou por questões criativas deixaram de ser exibidas, ficando apenas na memória dos fãs e dos adultos que foram crianças naquele período. “Tico e Teco – Defensores da lei” (o antigo desenho também tinha esse nome) foi bem esse exemplo. Seu enorme sucesso durante sua existência rendeu inúmeras aparições em outras mídias: bonecos, games e todo tipo de produto que poderia servir de marketing para os personagens e para a série. Mas o tempo passou e aqueles queridos protagonistas deixaram de ser relevantes para a indústria de maneira geral. E agora em 2022 a Disney decidiu reviver e revitalizar essa franquia trazendo um longa que, além de sua estética diferenciada, produz uma dose sofisticada e analítica sobre a indústria do cinema em geral. E alguns pontos que fazem dessa mistura de live-action com animação ser tão fantástica é o que quero demonstrar nos parágrafos abaixo.
Personagens clássicos de volta!

 Primeiramente vamos a parte estética do longa. Além de atores reais, parte da animação mescla várias vertentes de traços usados nesse tipo de mídia ao longa das décadas. É incrível como essa mistura funciona demasiadamente bem e o que ela nos diz a respeito de diversidade, seja ela cultural ou étnica, e o quanto esse ecossistema pode funcionar respeitosamente no meio em que vivemos. Além disso ter sido feito de maneira muito charmosa, revela que todos nós podemos viver respeitosamente, cada um com suas diferenças, pois todos estão ali vivendo harmoniosamente (de certa forma) naquele mundo criado para o longa. E também mostra que há espaço para o antigo e o novo no mesmo ambiente e no mundo atual. Muito interessante esse ponto de vista!
 Outro ponto fascinante e agregador fala sobre como a narrativa atravessa, de forma bem abrangente mesmo, a toda indústria cinematográfica e o quanto ela pode ser repressiva, opressiva, crítica e clichê ao mesmo tempo, usando e abusando de metalinguagem para tecer comentários e construir posições ácidas sobre a própria indústria, sobre como a pirataria é repugnante e pode ser prejudicial a todo o processo criativo (inclusive o nome 'Defensores da lei' tem tudo a ver com a proposta do longa) e situações cômicas sobre o passado e o atual conceito dos protagonistas. Tudo isso recheado de menções a cultura pop como um todo e em determinados momentos usando conceitos que não funcionaram para o grande público para rir de si mesma e das suas própria falhas. Os diálogos muito bem construídos oscilando os tons na hora certa flertam com a excelente dinâmica com a qual a história se desenrola. Definitivamente uma grata surpresa ver tamanho primor na produção do roteiro e no timing perfeito de sua execução para o espectador. Brilhante!

Roupas clássicas também aparecem no longa.

 Outro fator muito relevante diz respeito a parte nostálgica do longa. Como ele foi construído para ao mesmo tempo ser um reboot e uma homenagem a toda a trajetória dos queridos esquilos, há uma tonelada de referências e easter-eggs que dão aquele ‘quentinho no coração’ de quem viveu naquela época e produzem uma das maiores satisfações que um fã ou quem assistiu o produto original pode ter, que é trazer algo novo mantendo a essência e a caracterização dos personagens intacta. Soma-se tudo isso a uma fotografia bem planejada e um núcleo humano coadjuvante que é muito relevante e funcional, agregando muito a construção do núcleo principal e então temos uma das experiências mais divertidas e bem elaboradas deste novo momento de ressurgimento dessa franquia. Magnífico!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Tico e Teco – Defensores da lei” é um doce presente tanto para os fãs mais nostálgicos quanto para o público de hoje, pois apresenta nuances e conceitos que vão agradar todas as gerações. A crítica pesada a vários segmentos suavizada em uma narrativa leve, concisa e muito coerente fazem desse um gigante acerto da Disney para a revitalização dessa franquia. É tão bom e relevante que merecia ter ido pros cinemas ao invés de ir direto pro streaming. Vale demais dar uma conferida. Muito mesmo!

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Filmes

 JURASSIC WORLD - DOMÍNIO (Avaliação 2,5/5 - Bom!)


 Com um roteiro confuso e não condizente com o final do filme anterior, fim da trilogia é razoável e não empolga como os demais fizeram. Vamos a análise!
 A franquia jurássica tem motivos de sobra para se manter viva até os dias de hoje. Desde a sua reformulação, em 2015, e a sua continuação em 2018, ambos juntos já faturaram mais de 3 bilhões de dólares e somam, juntamente com a trilogia anterior, uma quantia muito rentável para seus estúdios. E certamente o tão aguardado desfecho dessa nova empreitada parecia seguir uma direção exatamente no mesmo sentido de seus antecessores. Porém algumas decisões de roteiro e desenrolar da trama parecem não fazer conexão ao que fora visto no final do longa de 2018. Principalmente nas cenas pós créditos daquele em que os eventos desencadeados ao longo fizeram com que os dinossauros saíssem de seu habitat e invadissem as cidades, provocando até certo alvoroço tanto nos personagens quanto no público de forma geral. Inclusive os trailers desse novo filme estavam muito empolgantes mostrando de fato o que seria a derradeira continuação da produção de 2018. Mas não foi exatamente o que foi apresentado em tela e a história no fim das contas se mostrou genérica em demasia com um desfecho quase que desconexo dos demais. O que houve e porquê não seguiram o que vinha sendo trabalhado? Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o resultado final desse. Veremos alguns motivos abaixo.

Veteranos e novos se encontram nesse.

 A começar pela escolha do elenco, trazer de volta os 3 personagens clássicos da franquia teve sua parcela de acerto sim. Poder rever Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum juntos novamente foi a pitada de sabor que esse novo longa precisava. Mas estranhamente parece que o roteiro segue por 2 caminhos distintos. São 2 subtramas, uma para cada núcleo de personagens e os veteranos só vão interagir com os novos já praticamente no terceiro ato da película e com um vácuo gigantesco de histórias espaçadas e sem coerência nenhuma. Confesso que não entendi a razão dessas escolhas narrativas se todos, pelo filme anterior, estariam envolvidos em teoria em uma única situação quase que certa sobre uma ameaça muito maior – que seria a invasão dos dinossauros ao domínio humano –  do que a transcorrida durante as mais de 2 horas e trinta minutos desse. Isso acabou deixando a trama e o decorrer do longa oscilando em diversos momentos, justamente por conta essa constante transição das subtramas e em certos momentos tornando a produção muito cansativa por todas essas idas e vindas. Além de não funcionar narrativamente falando, perdeu a incrível oportunidade de maior interação entre todos e não deu espaço para que os atores pudessem realmente mostrar a que vieram. Nenhum deles engata muita empatia – a não ser por todos os filmes anteriores – e as circunstâncias que são elaboradas para o desencadear dos acontecimentos acabaram se tornando lineares demais e sem de certa forma trazer o real caráter de urgência visto no final do longa anterior. Ainda estou processando em minha mente o que eu vi – ou esperei e deixei de ver – de fato e isso me fez sair do cinema bem frustrado, meu caro amigo leitor.
 Além dos protagonistas veteranos, o elenco principal conta com Chris Pratt e Bryce Dallas Howard em retorno e ainda mais alguns coadjuvantes que, ao meu ver, não foram tão bem elaborados. No núcleo que corresponde a subtrama dos protagonistas recentes, há uma personagem interpretada pela atriz Isabella Sermon que, apesar dela ser importante para a trama, o enfoque em sua história que vai trabalhar com questões envolvendo mudanças no código genético humano agrega muito pouco ao contexto e só serviu para dar muito mais tempo para os núcleos das pessoas sem produzir absolutamente nada que realmente se traduzisse em uma grande reviravolta, por exemplo. Como já disse acima, o todo que engloba o roteiro é linear demais e se perdeu muito tempo dividindo personagens em 2 subtramas distintas com soluções fáceis demais – algumas até meio ridículas diga-se de passagem. E com isso boa parte do propósito real do longa – que seria a grande ameaça dos dinossauros – acabou se perdendo e se tornando algo meio que secundário, inconsistente e sem vida. O que é realmente uma pena.

Os dinossauros ainda continuam incríveis!

 O padrão do nível técnico e que engloba tantos os efeitos especiais e visuais, como também a direção de fotografia, conseguem se manter em um mesmo patamar nesse. A qualidade tanto dos efeitos práticos quanto os de CGI ainda seguem o bom resultado dos filmes anteriores. Em raras situações nota-se alguma impressão mais aguçada dos efeitos. No geral as tomadas são belíssimas e o enquadramento das câmeras ainda conseguiu produzir certa tensão e certo nervosismo, construindo assim um ambiente mais denso em algumas poucas partes. Nesse quesito pode-se observar a manutenção da excelência vista nos anteriores, com ressalvas. No mínimo esse acerto pelo menos.
 Pude também testar o filme em 3D em uma ocasião muito oportuna e posso dizer com clareza que o efeito não é de qualidade. Para dizer a verdade, em nenhum momento pude observar nem um objeto sequer se movimentando em tela, o que fora deveras frustrante também, pois sou um entusiasta dessa tecnologia. Em suma, totalmente descartável, não trazendo imersão ou agregando algo para dentro da película. Sem medo de errar, apenas um caça níquel para o caso desse filme.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! “Jurassic World – Domínio” peca grosseiramente em seu roteiro por criar uma direção para seu desfecho e terminar contando outro. O longa se arrisca muito mais em tentar criar, dentro de sua fantasia, lições de moral para os seres humanos, porém falha tanto em aprofundá-las quanto em terminar o que realmente se havia começado nos outros filmes. Mas vale a recomendação por duas razões: primeira, para que você, meu caro leitor, tire suas próprias conclusões e segunda, pelo belo trabalho visual que o filme oferece e já fornecia nos longas passados. Se gerou certa expectativa – como eu gerei – por todo o conteúdo passado mostrado, aconselho ir um pouco menos entusiasmado para não gerar a frustração que me gerou. Mas ainda assim, acho que vale a pipoca e o ingresso.

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sexta-feira, 3 de junho de 2022

Filmes

TOP GUN: MAVERICK (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)



 Com um roteiro simples e funcional e uma qualidade técnica impecável, novo longa da franquia “Top Gun” acerta em cheio na nostalgia. Vamos a análise!
 Atualmente Tom Cruise tem se tornado cada vez mais sinônimo de sucesso. A longeva franquia ‘Missão: Impossível’ está aí há anos para provar o que falo. Tom é um ator extremamente competente e versátil, tendo como um costume seu muito peculiar realizar todas as cenas  - principalmente as de ação -, de seus filmes por ele mesmo. Sim, nada de dublês nem de truques de montagem. E é certamente esse o seu grande diferencial e o que o faz ser tão bem quisto por todos. Enquanto uns só atuam em poucas cenas de um filme, ele transcende essa máxima mostrando suas qualidades e habilidades em tela. E esse novo filme da franquia vem ainda mais corroborar todo esse sucesso e reconhecimento. Vejamos o porquê abaixo.
Cruise no auge dos seus 60 anos em pleno voo!

 A começar pela qualidade técnica do longa, o mesmo apresenta uma fotografia exuberante com cenas de aviação e combate aéreo reais (isso mesmo, em nenhuma das partes do filme há telas verdes, azuis ou coisa desse tipo; todos os aviões do longa são verdadeiros e Tom e os demais estão em pleno ar mesmo). O acerto das belíssimas locações alinhado ao enquadramento de câmera e uma montagem digna dos melhores filmes de Hollywood tornam esse um trabalho de arte memorável. E não só isso: mais uma vez repito que o fato de todo o trabalho que tiveram de certamente pedir permissão a marinha americana para usar vários de seus caças no filme e tudo ser feito da forma mais fidedigna possível aos reais treinamentos e combates de guerra já transpira aí um frescor a todos os filmes dessa indústria que só priorizam efeitos especiais e ambientes de estúdio. Locações reais são custosas para as empresas – e muitas das vezes o tempo das gravações apontam um valor que essas não querem gastar –, porém elas revelam um charme ímpar a película quando utilizadas da maneira correta. E nesse filme, além de toda a aura dos anos oitenta do século passado estarem presentes no contexto com força (e já vamos falar sobre isso), o nível de realismo das cenas ultrapassa um novo nível, bem acima dos principais filmes de hoje. Espetacular!
 A ideia de escrever um roteiro simples, direto e coeso também colaborou e muito para fornecer todo o ar de nostalgia ao longa. Desde sua bem elaborada trilha sonora – com diversas canções daquele tempo – até sua estrutura narrativa envolvente que passeia e permeia todo aquele período está lá e foi revisitada com sucesso. Nada de tramas engenhosas e nem reviravoltas mirabolantes. O foco aqui não é um evento apoteótico de proporções colossais. Diferentemente disso, o que torna esse filme épico é a sua simplicidade. E nem um personagem central antagonista a produção fez questão de mostrar. A maior proposta aqui é transitar por todo aquele ambiente nostálgico dos anos oitenta sem ser piegas e mantendo ritos e tradições que funcionavam prazerosamente bem outrora, além de produzirem um verdadeiro show de acrobacias priorizando os voos, as manobras (algumas até arriscadas) e belos aviões de caça cheios de tecnologia. E sim, meu caro leitor, toda essa naturalidade que o filme entrega é o fator chave responsável para todo o seu sucesso.

Cruise e alguns dos jovens pilotos.

 Como já citei lá no início, Tom é um ator muito competente. Se entrega muito em seus papéis e nesse ele também o faz com maestria. E não só ele. Todo o elenco de apoio também se revela coerente e muito bem afinado com a proposta oitentista do longa. Inclusive foram treinados pelo próprio ator, que é piloto licenciado na vida real, para elaborarem todas as cenas da forma mais intensa e relevante possível. Além de dar mais profundidade, trouxe um entrosamento do elenco que culmina em uma ótima química entre eles. Todos os astros que fazem parte da elite americana da aviação no filme só foram selecionados caso realmente quisessem voar de verdade. E isso trouxe comprometimento e a sensação boa ao espectador de que tudo ali foi produzido com qualidade não só técnica, mas nas atuações também, com uma destaque maior para Milles Teller, que vive um importante personagem na trama. Menções honrosas a Jennifer Connelly, que dá vida a uma personagem que foi só citada no filme anterior e ao ator Val Kilmer, que retorna com seu personagem em um momento extremamente emocionante, principalmente pelo fato do ator estar debilitado devido a um câncer na garganta. Muito bom!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Top Gun: Maverick” é uma revisitação nostálgica e maravilhosa dos anos oitenta com ares de tecnologia e modernidade, porém sem perder a essência da obra original. Um elenco entrosado, cenas de ação magnificas e Tom Cruise abrilhantando anda mais o seu trabalho do passado. Uma obra memorável que vale ser vista em telas bem grandes para todos os fãs dos filmes daquele tempo. Vale demais o ingresso!

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