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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Bíblia
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Filmes
BOB ESPONJA - EM BUSCA DA CALÇA QUADRADA (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)
Novo longa da franquia é nostalgia para os mais velhos e pura
alegria para as crianças. Vamos a análise!
Criado em 1999,
'Bob Esponja Calça Quadrada' teve seu episódio piloto lançado em
maio desse mesmo ano e a partir daí se tornou um sucesso comercial
sem precedentes na história dos desenhos animados. Dono de uma
caricatura e jeito únicos, não só conquistou o público infantil
com suas tiradas sutilmente ácidas, mas os adultos também. Ele e
seu melhor amigo 'Patrick' são uma dupla cheia de piadas que
alcançam o limite máximo entre o ingênuo e o indecoroso, todavia
são extremamente queridos por fãs de todas as idades ao redor do
globo. E nesta nova história eles estão ainda mais afiados do que
nunca, com ótimas e cômicas cenas e um roteiro que é totalmente
voltado para as sandices do protagonista - o que é ótimo por sinal.
Veremos o porquê deste longa ser tão divertido logo mais abaixo.
![]() |
| 'Bob Esponja' e 'Patrick' em apuros. |
Narrativa hilária. Algo que difere este personagem dos demais é
sua capacidade de ser 'nonsense' e peculiar em suas falas ao mesmo
tempo. Dono de uma personalidade bem única - que no Brasil é
extremamente bem interpretada pelo no querido dublador Wendel Bezerra
-, 'Bob Esponja' consegue construir sua narrativa a partir de suas
próprias loucuras. E não é estranho o que digo. Normalmente
roteiros são construídos a partir de uma premissa básica que
envolve todos os arquétipos dentro da história. Aqui basta um
roteiro que construa as maluquices e ideias do personagem principal e
temos uma ótima história elaborada. Não é algo que precise de
muito. Basta o contexto seguir o rumo das ideias tresloucadas do
personagem - de como ele foi criado pra ser - e vamos ter sempre boas
histórias como essa para rir e se divertir com suas travessuras.
Personagem continua cativante. Mesmo depois de décadas de
lançamento, 'Bob Esponja' continua a ser relevante no mundo atual.
Isso transpassa gerações já e é realmente difícil acontecer, uma
vez que certos desenhos animados caem no ostracismo por não
conseguir acompanhar as mudanças globais de comportamento. Alguns
falham mesmo na proposta. Outros resistem até onde podem. Mas esse
se mantém firme na memória coletiva justamente porque já nasceu
diferenciado. Criou seu estilo próprio desde o início e se adaptou
as mudanças de forma orgânica, sem perder o rumo. E essa nova
aventura só corrobora com o que falo. É o mesmo 'Bob Esponja' do
início, sem muitas alterações. Por isso o carisma ainda em alta.
História que diverte. Falando dessa animação em si, tudo o que foi
dito anteriormente se entrelaça perfeitamente na premissa dessa nova
narrativa. O adendo fica por conta da ideia de que 'Bob Esponja'
agora tem tamanho ideal para outros tipos de aventuras. Mas como
tamanho não é documento ele, querendo mostrar pra todo mundo que
cresceu, envolve-se em encrencas muito maiores do que pensa que pode
suportar. O genial aqui é mostrar que nem sempre crescer significa
estar preparado pra tudo. As vezes a gente só fica grande mesmo, mas
não se torna adulto ou maduro o suficiente pra aguentar certos
trancos. 'Bob' que o diga. (rsrs)
![]() |
| Vilão irônico. |
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Bob Esponja
- Em busca da calça quadrada" mantém a peculiar personalidade
do protagonista sem perder o rumo da direção que essa nova aventura
quer nos contar. Todos os outros personagens estão lá e embarcam na
louca jornada de 'Bob' de um jeito ou de outro. Não tem como não
gostar. Por isso está aí há tantos anos. A diversão é certeira
para todas as idades. Vale muito o ingresso!
sábado, 24 de janeiro de 2026
Filmes
AVATAR: FOGO E CINZAS (Avaliação 4/5 - Muito bom!)
Novo longa da franquia ainda exala exuberância e refinamento
artístico, porém desgasta a narrativa. Vamos a análise!
'Avatar' chegou ao mundo em 2009 e entregou o que muitos estúdios
tem dificuldades até os dias de hoje: CGI de altíssimo nível em um
puro estado de arte que marcou de forma muito pontual o cinema
naquele período. Dono dos seus quase três bilhões de dólares de
bilheteria, alçou um novo patamar para as produções posteriores
sem dúvida alguma. E mesmo com uma narrativa simples e bem linear,
conseguiu estabelecer muito bem James Cameron como um dos grandes
cineastas do nosso tempo, devido ao zelo pela produção de seus
filmes. Após um longo hiato de treze anos, o segundo filme também
se estabeleceu como um enorme sucesso e cá estamos falando sobre o
terceiro capítulo dessa bela franquia. Embora o longa continue
belíssimo e valha toda a experiência, ele já dá algum sinal de
desgaste em toda sua narrativa. Veremos um pouco mais sobre esses
pontos logo abaixo.
| Os 'Sully' estão de volta. |
Narrativa repetitiva. Estamos na terceira parte dessa saga com uma
história que, apesar de estar avançando em termos artísticos com a
aparição de novas tribos, mantém sua narrativa ainda arrastada sob
a batuta de mostrar de forma mais efetiva esse vasto universo. Por
vezes os diálogos não fazem a trama prosseguir. Eles simplesmente
dão lugar a longas cenas trazendo o deslumbre daquele belíssimo
mundo apresentado por Cameron. Isso até soou razoavelmente bem no
primeiro filme, todavia está começando a dar sinais de desgate
devido a falta de um roteiro mais robusto. Esse movimento repetido
pode atrapalhar a condução das novas produções da franquia -
Cameron tem ciência disso e, apesar da ótima bilheteria deste
também, o longa precisa de um tempo e de uma reformulação nesse
sentido para não perder sua essência. É esperar pra ver.
Novos personagens. A inclusão de uma tribo nova que claramente faz
oposição a outras é sim uma bela adição. A franquia estava
precisando desse tipo de antagonismo. E a nova líder do fogo
consegue transmitir muito bem essa característica vilanesca. O
propósito desse povo contraria todas as ações benevolas dos
outros, fazendo com que haja conflitos incessantes e uma discórdia
por decisões pessoais - sem 'spoilers' aqui - da própria
personagem. O acerto aqui é apropriado uma vez que a vilania sempre
rondava o mesmo ator do primeiro longa - juntamente com os terráqueos
que querem conquistar as riquezas daquele mundo - e já estava se
tornando cansativo devido a isso. Ponto muito positivo esse.
Visual ainda exuberante. O visual de 'Avatar' sempre foi um
espetáculo a parte. É o quesito mais apropriado para todos os
elogios possíveis. Desde a concepção do mundo dos Na'vi até os
figurinos, passando pelos seres que o habitam, tudo surpreende de
forma extremamente arrebatadora. A cada nova jornada, Cameron não
poupa esforços e nem recursos para entregar a experiência mais
impecável possível. E aqui vale o que já havia de certa forma
imaginado: a indicação ao Oscar 2026 nas categorias "Melhor
figurino" e "Melhores efeitos visuais". Nesse quesito,
aliado a uma fotografia incomparável, a franquia merece e sempre
mereceu as indicações. Todos os outros pontos são superados de
forma abundante por esse. A experiência que James Cameron entrega é
magnífica, poderosa - nenhum outro filme consegue esse feito até
hoje - e visceral. Um outro ponto muito positivo também!
3D
obrigatório. Se Cameron usa e abusa de um CGI de altíssimo nível,
o mesmo ele faz com esse recurso. A experiência só fica plena e
completa acerca dessa produção se for vista com os óculos. Como
ele já disse que é um grande entusiasta desta tecnologia, ele
também não mede esforços para entregar o mais alto padrão de
qualidade neste. Recomendo profundamente dessa vez. Agregará e muito
ao que a película já oferece. Vale cada centavo a mais!
| Vilania nova em 'Avatar 3'. |
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Avatar: fogo
e cinzas" é a experiência visual definitiva. Com efeitos
exuberantes, mostra claramente o fascínio de Cameron pela busca da
perfeição. E ainda que se perca em uma narrativa simplória mais
uma vez, não isenta o fato de que aquele mundo merece ser revisitado
novamente. Esse é o sentido da franquia. Enaltecer o espetaculoso
para se tornar uma imersão diferenciada. E só por isso já vale
demais. Vale muito o ingresso!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Filmes
ZOOTOPIA 2 (Avaliação 4,5 /5 - Excelente!)
Novo longa da franquia tem um dos melhores roteiros de uma animação
da Disney em muito tempo. Vamos a análise!
'Zootopia' tem uma
veia muito pessoal. Vemos personagens antropomórficos em diversas
produções, todavia nessa animação há uma clara impressão de que
quiseram dar um tom de realidade na produção. Seja pelo fato de que
vemos uma 'cidade grande' com seus diversos problemas e pessoas, seja
pelo roteiro que busca humanizar mesmo os personagens. E em ambos os
casos, é exatamente isso que faz a franquia ser tão especial e
divertida. Ela faz uma conexão com o mundo real nos seus temas ao
mesmo tempo que esbanja fofura e carisma com seus protagonistas. O
próprio nome é uma mescla de 'zoológico' com 'distopia' percebem?
É bem essa a premissa mesmo. Uma animação distópica buscando
mostrar a realidade com 'filtro'. Muito bem aplicado por sinal. E
neste segundo longa, a história continua rica, interessante e
extremamente caótica - no bom sentido. Veremos o porquê disso um
pouco mais abaixo.
![]() |
| Personagem chave de toda a trama. |
Roteiro excelente. O ponto mais alto deste segundo longa claramente
está na forma com que seu script foi idealizado. Em uma clara menção
aos filmes de espionagem, 'Zootopia 2' encontra nos seus diálogos
uma verdadeira ode as injustiças da vida, revelada de forma muito
cômica e suave pelos protagonistas da história. É uma verdadeira
aula de como se fazer uma animação sem perder a mão da qualidade e
sem se preocupar com seu tempo de duração para realmente se contar
uma excelente narrativa. Isso não se vê nem em filmes com atores
reais, em que muitas vezes o corte final fica enxuto demais e a
história acaba por ficar mal contada. Parabéns a equipe da Disney
que ousou burlar a regra das animações mais curtas para vender
mais. O resultado está na pomposa bilheteria alcançada.
Personagens que realmente cativam. Tanto os protagonistas do primeiro
longa que retornam quanto a adorável cobrinha tem carisma de sobra
pra sustentar toda a produção. A comovente história de sua família
aliado a momentos tanto icônicos quanto engraçados transbordam
alegria ao espectador - tanto os mais novos quanto os mais velhos - e
corresponde positivamente com o que o público geral compreende
enquanto narrativa. E em nenhum momento a Disney perde o controle dos
personagens nem deixa quebra de ritmo no longa. Até os antagonistas
que vão se apresentando tem motivações interessantes e as
reviravoltas com todos eles - protagonistas e vilões - são muito
bem elaboradas, a ponto de por algum tempo não se saber quem é quem
na história. Muito bom!
Trama do mundo real. Há um conjunto
curioso de situações nessa animação que beiram uma produção com
atores reais. Temas como ganância desenfreada, corrupção
sistêmica, interesses escusos, amizade verdadeira e superação dos
limites são pauta nesta. E isso é diluído na película de forma
tão fluida e orgânica que para as crianças passa despercebido, mas
para os mais velhos fica verdadeiramente latente. É isso que faz uma
animação ser deveras excelente. Ter a dose exata entre o lúdico e
a realidade, fazendo o espectador ser imerso na trama até o
derradeiro clímax. E a Disney acertou em cheio na condução desse
quesito.
![]() |
| Protagonistas do primeiro longa retornam. |
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Zootopia 2"
cria uma atmosfera tão peculiar quanto a do seu primeiro longa,
ampliando o que já estava bom em seu universo e conduzindo a trama
de forma espetacular. Fortíssimo candidato a uma indicação ao
Oscar 2026 na categoria 'Melhor animação' - ainda acredito até em
uma indicação a 'Melhor roteiro'. É um verdadeiro deslumbre de
competência para todas as idades. Vale demais o ingresso!
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Filmes
TRUQUE DE MESTRE - O TERCEIRO ATO (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)
Novo longa da saga de mágicos mantém a boa qualidade e traz novos
personagens para o seu núcleo. Vamos a análise!
'Truque de
Mestre' é uma franquia lançada originalmente em 2013 e tem em seu
entorno uma narrativa cheia de mistérios. Com um elenco estelar,
arrecadou muito bem em sua estreia e nisso deu origem a uma
continuação. O segundo longa, lançado em 2016, também é muito bem
dirigido, escalonando ainda mais a ação, os truques e as
reviravoltas. E agora, nove anos após o último, temos uma sequência
digna da estrela que carrega. Acrescentando mais 'cavaleiros' ao
longa, o novo filme ainda tem o mesmo charme de outrora, com todas as gloriosas sacadas que fizeram a franquia ser tão boa e convincente.
Vamos destrinchar os porquês disso logo abaixo.
![]() |
| Cena muito boa. |
Roteiro bem elaborado. A produção deste ainda continua caprichada,
com muitas nuances e reviravoltas bem conduzidas, dando boa margem
para os conceitos e as técnicas de mágica brilharem durante todo o
longa. O maior acerto dessa franquia é justamente sua imprevisibilidade, onde o que se vê nem sempre é o que se espera.
Nem tudo os olhos vão perceber. Os 'cavaleiros' irão te ludibriar
até o clímax, onde as maiores explicações finalmente serão mostradas. E o maior encanto dessa película é justamente esse: o
final inesperado e espetaculoso, onde o grande acerto narrativo se
encontra com a habilidade e a excelente química entre os atores.
Muito bom!
Efeitos práticos. Toda a estética do longa é montada em torno de
sua grande narrativa. E o diretor Ruben Fleischer opta por muito mais
efeitos práticos do que CGI durante todo o projeto. Isso cria um
formato ainda mais estiloso e pomposo a produção, pois com mais
efeitos práticos, maior necessidade de um enquadramento melhor de
câmera para que os ‘takes’ sejam precisos, criando uma aura mais
carregada dos anos oitenta do século passado, onde esse tipo de
recurso dominava os padrões de Hollywood. Um atrativo que torna tudo
ainda mais elegante e divertido de se ver.
Novos 'cavaleiros'. Para além dos consagrados
atores dos dois primeiros longas, onde temos em um mesmo projeto
Morgan Freeman, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e
grande elenco, o novo capítulo ainda conta com as ótimas presenças
de Justice Smith e Dominic Sessa, que somam positivamente ao já
estrelado elenco, uma vez que suas participações tem um peso
considerável na trama. A atuação dos 'cavaleiros' originais é tão
fluida e tão versátil que abre espaço para que os novos brilhem
também. Parecem mais estarem se divertindo na construção do
projeto do que necessariamente trabalhando, tamanho o bom
entrosamento entre eles. E isso pode ser de fato visto no corte final
do filme. E é um ponto muito positivo também!
![]() |
| Os novos 'cavaleiros' também brilham em cena. |
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Truque de
Mestre - o 3° ato" mantém as mesmas características que fizeram
os dois primeiros longas serem grandes sucessos. Ação coordenada,
mágicas estonteantes e aquele clima de mistério que funciona muito
bem nessa franquia. Bom ver que não perderam a mão na produção e
que ainda há espaço para mais truques mirabolantes dos
'cavaleiros'. Tanto que o final abre janela para outras
oportunidades. Veremos o que vem a seguir. Vale muito o ingresso!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
Bíblia
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
Filmes
O TELEFONE PRETO 2 (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
Segundo filme da franquia é terror mais tradicional com fortes laços
de ligação com seu antecessor. Vamos a análise!
Um telefone
misterioso. Apenas os irmãos 'Finn' (Mason Thames) e 'Gwen'
(Madeleine McGraw) conseguem ouvi-lo. Um homem perverso que tem como
conduta de vida tirar a de crianças. Ele só não contava que sua
última vítima teria socorro. Essa é a premissa do primeiro filme
dirigido por Scott Derrickson. Um 'thriller' psicológico dos mais
intensos e interessantes de 2021. Agora o diretor volta. 'Finn',
'Gwen' e o assassino também. Mas de maneiras completamente
diferentes. O ataque não é mais natural. E a forma de vencer também
não. Essa nova premissa traz um frescor a altura que a franquia
merece, pois ela ao mesmo tempo que se distancia do primeiro filme,
também coloca a produção anterior dentro da narrativa deste.
Parece confuso o que digo, mas não. Os filmes tem orientações
opostas, mas com histórias que que complementam brilhantemente.
Veremos o porquê de mais esse acerto logo abaixo.
![]() |
| Mason e Madeleine: espetaculares. |
Narrativa coesa. Scott Derrickson implementa uma narrativa mais
espiritual, por assim dizer, no longa, todavia trabalha muito bem o
arco que envolve todo o mistério da família de protagonistas. É
muito pertinente ver a película explicando as pontas soltas que
foram deixadas completamente de lado na primeira história. E mesmo
que sem elas a produção anterior fizesse muito sentido e a história
se amarrasse por si mesma, Derrickson abriu novas camadas narrativas
para voltar a dar complexidade e entendimento ao todo. O acerto do
diretor é tão grande que até mesmo o que não precisava de
explicação ficou muito bem esclarecido nesse. Trouxe a aura da
necessidade de entender o que não precisava. Mas o fez nesse filme
com uma maestria imensa. Contudo, é sim necessário assistir o
primeiro longa para entender melhor o segundo. Recomendo.
Protagonistas excelentes. Mason Thames e Madeleine McGraw são
realmente a futura geração de atores mirins de Hollywood. São
bonitos, carismáticos e se esforçam para construir uma excelência
artística muito grande. Mason já brilhou no live-action 'Como
treinar seu dragão', com seu personagem 'Soluço' altamente
contagiante. Agora constrói uma nova versão de 'Finn'. Mais madura,
cheia de traumas, dores e medos. Madeleine foca na 'Gwen' mais
intensa, ainda mais espiritual, mas ao mesmo tempo dócil e amável.
Outra surpresa relevante é a adição do ator Miguel Mora - que
interpretou 'Robin' no longa anterior - e agora retorna como o irmão
mais novo de 'Robin', já crescido. Muito competente, consegue
dissociar muito bem do seu outro personagem e construir um irmão de
'Robin' extremamente bem. Em suma, o trio não decepciona em nenhum
momento dessa nova produção.
Maior foco para 'Gwen'. Se no
filme anterior, o foco foi totalmente em 'Finn' e no sequestro
psicológico do personagem, nesse a premissa maior parte dos sonhos
que 'Gwen' já tinha no primeiro. Só que em proporções muito
maiores que antes. E é aí que o foco narrativo muda completamente
do 'thriller' psicológico para um terror mais tradicional. Se antes
'Finn' lutou de forma literal, agora a batalha é totalmente
espiritual. E isso traz sim um frescor a franquia no que diz respeito
ao seu roteiro não ficar desgastado. São propostas diferentes
derivadas do mesmo conceito. E é por isso que ambos os filme são
brilhantes. Se em um foram construídas 'pontes', no outro eles
precisam atravessar essa 'ponte'. E tudo isso muito bem dirigido,
editado e com fotografia muito exuberante.
![]() |
| Sonhos de 'Gwen' são o foco neste. |
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "O telefone
preto 2" é uma versão ainda mais madura e autêntica do
primeiro filme. O que parecia dar errado em contar uma segunda
história sobre um arco fechado, abriu-se portas que brilhantemente o
diretor conseguiu desbravar. É um filme autoral de um outro filme
autoral, cujo as entrelinhas se encaixam perfeitamente. Difícil uma
sequência conseguir esse feito. Mas esse filme o fez. Vale demais o
ingresso!
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
Filmes
UMA BATALHA APÓS A OUTRA (Avaliação 4/5 - Muito bom!)
Novo longa do diretor Paul Thomas Anderson é polêmico,
contemporâneo e visceral. Vamos a análise!
Política existe
desde sempre. Uma das definições no dicionário é 'ciência ou
arte de governar'. E todos nós, de alguma forma, governamos áreas
em nossas vidas. Todavia, quando a disputa por poder se manifesta, é
que vemos o quanto o ser humano pode ser escuso e amoral. É
justamente o que trata essa produção. Uma ode ao fanatismo
extremista e o quanto ele pode ser irônico, perturbador e sem pudor
algum. E o diretor traz essa exposição de uma forma tão
cadenciada, ao mesmo tempo que tão caótica, que Leonardo DiCaprio e
Sean Penn entregam opostos literais tão vis e tão inescrupulosos
que ambos estão fazendo papéis impecáveis em suas atuações.
DiCaprio tem se tornado uma referência nesse tipo de dramaturgia,
com tamanha competência e qualidade, que vem merecendo mais uma
estatueta do Oscar. Veremos os porquês abaixo desse longa ser tão
pertinente e interessante.
![]() |
| DiCaprio: atuação impecável. |
Caos político. Uma das abordagens mais conflitantes do longa é
sobre construções e pontes que os personagens querem criar para si.
Cada espectro político, seja do lado de 'Bob Ferguson' (DiCaprio) ou
'Coronel Steven' (Sean Penn) corrobora para essa afirmativa, pois no
fim uma guerra começa a ser travada, não só literal, mas de poder
também. Para de instaurar o caos, bastam oposições severas de
opiniões. E o argumento narrativo do filme mostra que nem sempre os
lados estão certos. E em verdade nem sempre vão estar. Equilíbrio
é sempre a palavra-chave aqui. Todavia o diretor quis chacoalhar a
árvore para mostrar os frutos podres de cada ideologia. E consegue
esse feito com maestria.
Fotografia impecável. Um ponto
fortíssimo desse longa refere-se aos magistrais enquadramentos não
só no registro dos diálogos - alguns infames e muito cômicos de
DiCaprio -, como também nas cenas de ação e perseguição na
estrada - atente-se para este ponto, querido leitor. O trabalho feito
nesse último é tão brilhante que em certos momentos lembram um
jogo de corrida. Tudo para destacar os personagens que estão
envolvidos nessas cenas e trazer foco as suas motivações pessoais.
Nada mais envolvente e merecedor de indicação ao Oscar 2026 na
categoria. Excelente!
Atuações memoráveis. DiCaprio tem se
tornado uma enorme referência em atuação. Destaco fortemente um
monólogo impecável dele em "Era uma vez...em Hollywood"
que me fez enxergar ainda mais sua veia artística. E aqui ele produz
seriedade e sarcasmo com pitadas agridoces de frustração de forma
tão orgânica que mostra o quanto ele está confortável no papel.
Sean Penn vive um personagem caricato que deveria ser sério, e é
exatamente esse contraste que o faz trilhar um caminho tão
convincente em sua atuação. Um personagem cujo poder sobe a cabeça,
todavia se auto destrói com precisão surpreendente do ator. Não me
surpreenderia indicações ao Oscar 2026 para DiCaprio (melhor ator)
e Sean Penn (melhor ator coadjuvante). Ambos tem seus méritos pra
isso.
![]() |
| Sean Penn: memorável caricatura. |
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Uma batalha
após a outra" polemiza a atualidade de uma forma tão visceral
que ilustra a política espelhando comportamentos e trazendo a tona
que nem tudo é tão correto e pertinente quanto parece. Quando
ideias perdem o sentido para a pura disputa de poder e egocentrismo,
ambos os lados perdem e se perdem com isso. Um filme imersivo e
propositalmente caótico. Vale demais o ingresso!
domingo, 12 de outubro de 2025
Filmes
A LONGA MARCHA - CAMINHE OU MORRA (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)
Nova adaptação de mais um dos livros de Stephen King é coroada com
clima tenso e diálogos intensos. Vamos a análise!
Imagine uma
caminhada sem volta. Onde sonhos podem ser alcançados ou
estraçalhados pelo caminho. Diante de tanta pressão, ânimos se
exaltam, vidas são expostas e tudo parece realmente se tornar
relativo. É nessa premissa ardilosa em que o filme se baseia. Há
escassez naquela nação distópica e fictícia. E só há uma forma
de vencer. Stephen King mais uma vez mostra o porquê é um dos
grandes escritores da nossa geração. Para além dele, o diretor
Francis Lawrence converte a obra original em uma grande odisseia em
tela grande. E tem todos os méritos para essa comovente produção.
Vejamos alguns porque abaixo!
![]() |
| Mark Hammil: comandante impiedoso. |
Elenco afiado. Não há dúvidas que as escolhas para essa jornada
foram as mais acertadas. Primeiramente Mark Hamill cria uma atmosfera
sórdida e dramática com seu personagem comandando toda a tropa do
longa. Suas ações questionáveis ao longo trazem dura sensação
para os competidores. O quarteto de protagonistas também estão
alinhados com seus diálogos e transmitem toda a pressão que a
película oferece, todavia criam laços de amizade tão fortes que
reforçam momentos de pura aura juvenil. David Jonsson, Cooper
Hoffman, Ben Wang e Tut Nyuot estão tão bem entrosados que a
química entre eles durante o percurso é orgânica, inesperada e natural. Gosto da forma como o diretor trabalha com eles, criando um
vínculo que se prova doloroso ao longo. Roman Griffin Davis faz uma
participação curta, mas por ser o mais novo do grupo, o choque
inicial é desproporcionalmente latente. Quem ver vai entender.
Diálogos fortes. O filme não é exatamente sobre quem vence ou quem
perde. É sobre construções narrativas que vão se desenhando ao
longo e fazendo o espectador criar empatia por cada história, cada
diálogo, cada linha melancólica dessa jornada, porque não dizer,
humilhante. Não há bases sólidas sobre o futuro. Não há talvez
sequer um futuro. E é exatamente isso que faz essa película ser tão
reflexiva. É a jornada da vida contada em algumas horas na tela
podendo ser interpretada de várias formas. Os que permanecem, os que
se vão, o que chegam, os que nem sequer serão vistos. Entretanto
todos deixam marcas. Profundas. Podes criar análises variadas sobre
o que vês. O limite é a sua visão de mundo. E cada um terá a sua
nesse longa.
Fotografia filosófica. Em diversos momentos a
fotografia esbarra nos cenários ricos e, por vezes, inóspitos dos
locais pelos quais a tropa vai passar. E a câmera foca alguns
segundos nesses locais. É uma forma triste de ver a realidade
proposta nesse filme. O belo se encontra com o assombro. O vazio com
o medo. E nem sempre a beleza será a sombra da realidade e
vice-versa. O olhar contemplativo da fotografia pode ser bonito. Mas
também pode ser perturbador. Depende muito da forma com que
enxergamos o mundo a nossa volta. E isso é de uma frieza e
delicadeza muito grande partindo da direção de fotografia. Um
trunfo e uma qualidade ímpar - podendo ser forte candidato ao Oscar
2026 no quesito por essas questões.
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| Ótimo quarteto protagonista. |
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "A longa
marcha - caminhe ou morra" é ver uma outra vertente de Stephen
King em tela. Muito conhecido pelo terror, aqui ele mostra a vida em
cada passo dado no longa. É uma caminhada constante rumo a, na
verdade, o desconhecido. E nem sempre quem vence fica plenamente
satisfeito com a vitória. Um filme cheio de camadas profundas para
debates e conversas sobre. Vale demais assistir. Vale demais o
ingresso!
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
Filmes
CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ! (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)
Novo longa dessa divertida e engraçada franquia funciona muito bem
no protagonismo de Liam Neeson. Vamos a análise!
Sucesso nos anos 80/90 do século passado, a franquia de filmes estrelada por
ninguém menos que Leslie Nielsen teve grande repercussão no gênero
de comédia pastelão e agradou muito o público da época, quer por seu tom satírico, quer por sua ousadia em trazer certo sarcasmo para as telas. Quem aí
não lembra de outros títulos como "Apertem os cintos...O
piloto sumiu" ou "Top Gang - Ases muito loucos",
fazendo paródias de vários filmes de outras produtoras? Todavia o
tempo passou e esse que era um estilo promissor de comédia acabou
caindo no esquecimento com as novas tendências cinematográficas. E
agora em 2025 temos a continuação literal da franquia com o filho
do protagonista anterior vivido por Liam. E não é que o ator tem
bom tom para comédia? Veremos o porque do filme ser tão divertido e
assertivo logo abaixo.
![]() |
| Essa cena é muito boa. |
Semelhança dos nomes. Talvez isso seja somente uma mera
coincidência, mas que é curioso saber que Leslie Nielsen e Liam
Neeson são nomes com sonorização parecidas, isso é muito legal de
se notar. Com isso, a brincadeira com a franquia já começa pelo
próprio elenco, que já traz certo ar cômico só pela graça dos
nomes terem semelhanças sonoras e utilizar isso até como
instrumento de marketing. Muito bom!
Ótimo timing cômico. A
parte mais assertiva e a melhor foi o modo de fazer as piadas. Por
mais incrível que pareça, elas se encaixam na narrativa sem
passarem batidas em nenhum momento. Sempre digo que rir é algo
muito pessoal. E nesse filme tem risadas para todos os gostos, das
mais simples até as mais ácidas. E isso coloca o longa em um bom patamar
nos termos da comédia, pois traz elementos de outrora mesclados com
algo mais contemporâneo, o que abre espaço para mais pessoas serem
agraciadas pela comicidade do longa. A dupla Liam Neeson e Pamela
Anderson tem uma ótima química juntos e atuam muito bem em parceria
também, criando assim mais momentos hilariantes. O esforço
empregado para que o pastelão realmente funcionasse foi muito bem
trabalhado aqui.
'Takes' bem produzidos. Fora a trama clichê -
propositalmente criada para parodiar filmes de ação e
principalmente os filmes do próprio Liam Neeson - toda a dinâmica
da trama tem ares de um cômico jogo de vídeo game, onde muitas
coisas que acontecem não fazem sentido algum, o que do ponto de
vista da comédia, é excelente e deveras bem vindo esse estilo 'nonsense' e caricato dos games. Nota-se
com isso 'takes' engraçadíssimos no estilo primeira pessoa, câmeras
que pegam o veículo por cima da cidade, cenas que 'parecem'
lutas épicas, entre outros destaques inteligentes. A fotografia faz bem seu papel em colaborar de igual forma com a proposta da película.
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| Liam e Pamela: ótima dupla. |
Enfim, vale a pena ver? MUITO RECOMENDADO! "Corra que a polícia
vem aí" com Liam Neeson, Pamela Anderson e grande elenco prova
que há espaço sim para esse tipo de comédia, desde que as escolhas
criativas sejam condizentes com o produto a ser explorado. Nesse caso
aqui em específico, elenco, narrativa, piadas, fotografia, sátiras e sarcasmos estão
alinhados a uma trama propositalmente clichê, mas que no fim o que mais vale é o
que o longa promete: muitas e muitas risadas. Vale muito o ingresso!
sábado, 23 de agosto de 2025
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
Filmes
QUARTETO FANTÁSTICO - PRIMEIROS PASSOS (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
Novo longa da primeira família de heróis da Marvel tem 'alma' em
toda sua narrativa. Vamos a análise!
'Quartero Fantástico'
teve sua origem nas HQs, na revista 'Fantastic Four #1', lançada em
novembro de 1961. Criados por Stan Lee e Jack Kirby, o grupo teria
justamente a ideia de serem mais próximos - em grau parentesco mesmo
- e não apenas heróis que se reúnem para combater um mal em comum.
E o sucesso da revista e da equipe foi instantâneo. De lá para cá,
muitas aparições e inúmeros encontros com outros personagens
Marvel nas HQs foram acontecendo. Porém a primeira tentativa de
transportá-los para os cinemas foi em 1994 e devido a inúmeros
problemas e questões contratuais essa produção nunca viu a luz do
dia. As novas tentativas foram em 2005 e 2007, já com os direitos
cinematográficos pertencendo a FOX, angariando relativo sucesso e se
tornando até nostálgico para os mais puristas - eu inclusive. Em
2015 houve aquele fracasso retumbante e cheio de problemas que nem
sei se conta nessa lista - menção não muito honrosa talvez. E
agora em 2025 uma nova versão - já integrada ao UCM após a compra
da FOX pela Disney -, colocou uma narrativa um pouco mais madura aos
personagens, construindo bons dilemas e um entrosamento bem afiado
tanto de elenco quanto no conceito de família. E com isso se tornou
uma das adaptações mais interessantes desse grupo por diversos
pontos. Veremos alguns deles abaixo.
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| A primeira família da Marvel. |
Elenco entrosado. Um bom roteiro jamais vai ser relevante sem um
elenco que se engaje para fazer tal acontecer. E mesmo com o
'excesso' de Pedro Pascal esse ano, a formação do grupo em termos
artísticos é muito bem pontuada. Existe real química entre todos e
isso é muito bem refletido na produção. Observa-se um ambiente
extremamente familiar durante toda a película, com os atores
realmente entendendo muito bem o conceito dos personagens em questão.
Vanessa Kirby, Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach compõem junto com
Pascal o time ideal para esse filme. Entenda: a escalação dos
atores é feita previamente, mas são com eles juntos na atuação é
que veremos se realmente aquela escalação deu certo ou não. E sim,
foi acertada mesmo!
Dilemas morais. Um dos pontos narrativos altos da trama engloba justamente o nascimento e envolvimento do
filho de 'Reed' (Pedro) e 'Sue' (Vanessa). Quando em um determinado
ponto da trama o filho vira o centro das atenções - sem 'spoiles'
aqui - há todo um questionamento moral e ético durante todo o
segundo ato, que corrobora com perguntas como: salvar um ou todos?
Minha família ou os demais? E a forma como isso é traduzido em tela
funciona organicamente bem. Vanessa Kirby entrega muito nos momentos
desses questionamentos. E isso reflete em toda a história em si. Um
ponto muito alto também.
Galactus. Não há dúvida que a tão
sonhada e aguardada aparição do 'Devorador de planetas' nas telas
era esperado por todos os que curtem esse gênero. E sua chegada não
poderia ser mais autoritária, pomposa e colossal. Trazido a Terra por
'Shalla-Bal', a 'Surfista Prateada' daquele mundo - vivida
intensamente bem pela atriz Julia Garner -, o personagem vivido pelo
ator Ralph Ineson transborda sua essência com muita propriedade e
uma voz extremamente amedrontadora. Se aguardamos tanto tempo por
esse momento, que fosse realmente surpreendente. E foi. Ponto
positivo também.
Liberdade criativa. Uma das questões que
mais confortam é a de que não houve necessidade de picotar roteiro
para encaixar os personagens no grande panteão do UCM. Como era um
uma outra Terra, fomos capazes de ver uma liberdade criativa que não
víamos há muito tempo em filmes de heróis. As escolhas do diretor
foram mais respeitadas e bem sintetizadas no contexto retrofuturista
do filme. O que mostra por vezes que nem sempre filmes conectados
funcionam, se não forem muito bem executados. Aqui vemos um claro
caso de desconexão que deu muito certo.
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| 'Franklin Richards' na barriga da mãe. |
3D muito bom. O recurso nesse filme está a altura do mesmo. Gostei
de uma maneira geral da imersão e a experiência é agradável para
quem for ver com os óculos. Se ainda houver salas disponíveis na
sua cidade, vale a pena sim as moedas a mais para uma experiência
mais divertida.
Enfim, vale a pena ver o filme?
RECOMENDADISSIMO! "Quarteto Fantástico - Primeiros Passos",
por tudo o que o longa entrega sobre o que foi dito aqui, é a melhor
adaptação até agora desses queridos heróis. Sem fator nostalgia
aqui e sendo frio, analítico e sincero, o roteiro desse é muito
melhor e a interação dos atores com o mesmo muito mais trabalhada
tanto em termos de diálogos quanto em questão do modelo de família
que queriam construir para os personagens. A primeira família da
Marvel merecia um longa assim. Com 'alma', estética e efeitos
especiais muito bem produzidos - 'Galactus' é impressionante nesse
quesito. Vale demais ir assistir. Vale demais o ingresso.
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Filmes
SMURFS (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)
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| 'Smurfette' e 'Sem Nome': protagonistas. |
Trama divertida. Muito embora
estejamos falando de um modelo meio clichê em termos de roteiro -
'Papai Smurf' é levado de novo para um novo resgate -, a história
em termos gerais engloba mensagens leves sobre coragem, como vencer
seus medos, entre outras pautas que são para os pequenos mesmo. A
ideia aqui não é ser um desenho que engloba todos os públicos. É
resgatar a mais pura essência desse universo para que outros
pudessem conhecer também. E nesse quesito - com algumas
inventividades aqui e ali - ele consegue sim com êxito alcançar sua
proposta. Não vá esperando um filme filosófico - muito embora haja
um personagem que dialoga a esse respeito -, e sim uma boa e animada
aventura ao estilo bem clássico mesmo. E isso eu acho um ponto
positivo na verdade.
Falando sobre identidade. Com a
'Smurffete' como protagonista (voz original de Rihanna) e um 'Smurf'
chamado 'Sem nome', para muito além de ir resgatar mais uma vez o
'Papai Smurf', o longa vai trazer uma pauta filosófica de forma
muito moderada: 'Quem realmente somos e o que nascemos pra ser?' E
nesse escopo, a própria identidade do 'Sem Nome' é auto
questionada, pois como todos sabemos, cada 'Smurf' tem sua função
bem definida dentro de seu vilarejo. Porém o 'Sem Nome', como a
proposta sugere, não sabe sua identidade dentro do seio da vila. E
ele e a 'Smurfette' - que tem um passado similar, não igual -, com
muitas canções (sim, o longa é musical e há uma musica nova da
Rihanna exclusiva para a produção), vão dialogar com o público
sobre ser quem você é em sua personalidade sem viver querendo se
parecer com os outros. E enquanto buscam pelo 'Papai', uma trajetória
de descobertas para o 'Sem Nome' é traçada de forma muito doce e
gradual. Mas não se preocupe: não é um filme sobre aqueles
assuntos que querem enfiar goela abaixo nas crianças. É sobre
aprender a construir sua própria persona. Só isso. E já foi o
suficiente para ser bom.
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| 'Papai Smurf' sempre em apuros. |
Enfim, vale a pena ver o filme?
MUITO RECOMENDADO! "Smurfs" traz uma inocência em termos
narrativos que não se vê em animações atualmente. Por vezes o
simples pode ser funcional também. Se você curte esses personagens
e quer que seus filhos ou entes queridos curtam também, há
nostalgia e renovação para ambas faixas etárias. Com uma mistura
de traços animados com mundo real, vai ser diversão certa para
todos os públicos. Vale muito o ingresso!
segunda-feira, 28 de julho de 2025
Filmes
SUPERMAN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
Novo longa do azulão dirigido por James Gunn aponta novos rumos para
a DC. Vamos à análise!
'Superman' é o maior ícone dos
quadrinhos de super-heróis. Primeiro porque dele surgiu tudo o que
temos hoje em termos de heróis no geral. E segundo porque sua
personalidade bondosa fascina pela ideia de uma pessoa que passa
esperança e traduz em termos narrativos uma ideia de mundo melhor.
Só isso já alimenta nossa imaginação de uma forma muito positiva.
E convenhamos: idealizar, imaginar e fugir da nossa realidade - por
alguns momentos só - para pensar em uma realidade ideal é sempre
bom. Cria uma sensação boa. Fato. E é exatamente através desse
artifício que James Gunn constrói a visão dele pro personagem. A
visão que todos nós estávamos aguardando há anos e que homenageia
sem sombra de dúvidas o clássico 'Superman' de Christopher Reeve.
Não só pela música clássica, mas pelas nuances trazidas pelos
quadrinhos e por Reeve ao personagem. Veremos abaixo o porquê desse
longa ser tão divertido e direto ao ponto.
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| David e Rachel: ótimo em cena. |
Um novo universo. Gunn, como 'alma criativa' de toda a DC Studios
agora, traz uma nova abordagem para dentro do atual DCU. E essa nova
construção estabele rumos interessantes sobre a 'nova DC'. Primeiro
que ele partiu não de um ponto inicial, mas em um ponto no tempo
onde tudo já está em andamento. Os heróis já existem nesse
universo há anos e vão ser apresentados aos poucos em cada filme.
Mas não se preocupe. Não sabe quem é 'Sr. Incrível'? Em breve
certamente vai saber, por exemplo. Isso pareceu desleixado a
princípio, mas na verdade ele - James Gunn - já tem uma visão
clara de onde ele quer chegar. Então por favor deixem o homem
construir suas ideias e histórias sem medos nem intervenções.
Ponto.
Trio de protagonistas encanta. David Corensweet, Rachel
Brosnaham e Nicholas Hoult estão em plena sincronia tanto entre si
quanto com seus personagens. A imagem do 'Superman' através da
'Louis Lane' tem uma ótima representação e a mesma imagem do herói
por 'Lex Luthor' é deveras incrível também. Há tanta química
entre os atores que há uma entrega genuína em cada diálogo, cada
cena, cada enquadramento construindo cada personagem do núcleo
central de uma forma muito orgânica. Hoult é um 'Luthor' como há
muito tempo não víamos - talvez só nas animações e HQ's. A
oposição que ele faz é justamente o modo de mostrar o contraponto
bondoso e pacífico do personagem central. Essa dinâmica - que já é
construída no 'set' de gravação - é replicada muito bem entre
eles. Excelentes escolhas!
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| Nicholas: excelente 'Lex Luthor'. |
Coadjuvantes ótimos. Não só de bons protagonistas vivem os filmes.
James Gunn acertou em cheio também no elenco da 'Gangue da Justiça',
que são 'heróis' porém na forma de agir não são tão puritanos
assim nem usam os métodos mais justos. Dito isso, é mais um outro
excelente contraponto, pois suas visões distintas de heroísmo
destoam e realmente colocam 'Superman' como símbolo máximo de
justiça dentro da narrativa. É notável como James Gunn constrói
cada personagem com personalidades fortes para justamente o roteiro
fazer transparecer ainda mais as qualidades do nosso azulão. E ainda
faz com que todos eles também sejam muito importantes para a trama
principal, com participações em momentos chave na história.
Efeitos mais que especiais. Enfim uma produção de super heróis,
após um grande hiato, com efeitos visuais feitos com muito carinho,
capricho e atenção aos detalhes. Percebe-se que houve tempo e
espaço para as equipes de pós-produção trabalharem e trazerem
algo de alto nível para as telas. Já era tempo da indústria
entender que qualidade e quantidade não são a mesma coisa. Um
produto entregue com esmero gera retorno garantido. E esse é, para a
nossa satisfação, um desses produtos.
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| Muito bons coadjuvantes. |
3D muito bom. Como um grande entusiasta do recurso, dessa vez eu
recomendo demais o uso dos óculos. Há imersão e experiências
divertidas agregadas ao efeito. Se gosta do recurso como eu, pode
assistir que vale as moedas a mais.
Enfim, vale a pena ver o
filme? "RECOMENDADÍSSIMO"! "Superman" entrega um
personagem sólido com coadjuvantes interessantes e estabelece uma
narrativa renovada para do DCU. Se gosta do 'Clark Kent/Superman' na
sua forma mais clássica, assim como eu, vai que a diversão é
garantida. Vale demais o ingresso!
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Filmes
F1 - O FILME (Avaliação 4/5 - Muito bom!)
Novo longa sobre a Fórmula 1 que tem parceria com a Apple e a Warner
é sólido e muito convincente. Vamos a análise!
O maior e
mais elitizado campeonato de corridas automobilísticas do mundo já
foi abordado algumas vezes em tela de formas distintas. Mas o
interesse do público em geral tem diminuído de forma muito
constante e significativa ao longo dos anos por diversos motivos. E
falemos a verdade: a geração de Ayrton Senna, Alain Prost e demais
corredores daquele período foram as que mais engajaram torcedores na
história desse esporte. Quem aí não acordava pela manhã para
assistir as corridas? Sendo assim e devido a essa debandada de
público, duas das maiores da indústria atual combinado com o
veterano consagrado das corridas atuais Lewis Hamilton - ele é o
produtor do longa -, transformaram corridas em cinema e não é que
funcionou perfeitamente? Vamos destrinchar algumas questões que
fazem desse filme algo bem chamativo para o público em geral.
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| Brad Pitt: impecável. |
Atores consagrados. O ganhador do Oscar Brad Pitt tem moral e muito
talento para compartilhar. E apesar de alguns momentos e diálogos
bem clichês, ele brilha na pele de um corredor frustrado que precisa
encontrar algum sentido para sua vida novamente. Até que ele é
orientado por um grande empresário e amigo, vivido por Javier
Bardem, a retornar e recontar uma nova história na F1. Esse roteiro
tem qualidade pois o protagonista realmente cria uma atmosfera muito
cuidadosa através da sua vida e Pitt mantém o ritmo do filme a
altura que ele mesmo merece. Bardem é fantástico em sua atuação e
cria uma química muito funcional com o personagem principal. Ele
colabora muito com a trama e ajuda a trazer mais contexto para a
história. E Isso cria uma ponte emocional deveras interessante com o
espectador.
Corridas reais. Foram quatro longos anos de
gravações intensas e muito bem filmadas. E sim, todas as corridas
foram realizadas nos autódromos que aparecem no filme da forma mais
visceral possível. Um trabalho de arte finíssimo que dispensou
totalmente o uso de CGI ou qualquer outra forma de produção em algo
feito na raça e na prática. E é quase impossível com uma
informação dessas não sentir a real sensação de estar dentro do
veículo - quando a câmera é interna - e isso não ser passado pro
telespectador. A fórmula dos famosos 'efeitos práticos' nunca foi tão
funcional aqui. A adrenalina percebida em cada volta é real e
deslumbrante. Muito bom!
Fotografia, edição e trilha sonora.
O trabalho de fotografia dispensa comentários. Com exuberantes
'takes' e enquadramentos que criam tensão quando as corridas estão
acontecendo, é de se admirar como este corrobora de forma eficaz com
o que está sendo contado em tela. Edição e montagem criam uma
sensação única não só de estar assistindo a uma super produção,
mas de se sentir inserido de alguma forma no meio da ambientação,
com cortes muito bem feitos e montados na medida para não enfadar. E
para finalizar, a trilha sonora impecável de maestro Hans Zimmer que
enobrece a obra e a coloca no patamar de cima das produções de alto
custo. As músicas são parte integrante de qualquer longa, e quando
são bem colocadas, elevam o nível da ação e da emoção de
qualquer película. Bom demais!
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| Adrenalina de verdade. |
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "F1 - o
filme" se prova como uma produção definitiva para se contar
uma história sobre este segmento esportivo. Creio que virão sim
outras, mas difícil vai ser superar essa obra em qualidade tanto técnica
quanto visual. O todo aqui é muito bem elaborado. Vale muito o
ingresso!
sábado, 12 de julho de 2025
Filmes
COMO TREINAR SEU DRAGÃO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
'Live-Action' da animação de 2010 acerta em cheio no elenco e nos
detalhes. Vamos a análise!
Filmes baseados em animações
tem várias questões envolvidas. Uma é que a liberdade criativa de
uma animação é muito maior que a de um filme, por motivos óbvios.
Mesmo com a tecnologia de hoje, fazer com que personagens de uma
animação se tornem rostos reais na pele de pessoas ainda pode soar
estranho aos olhos de muitos. E muito embora seja uma tendência
dessa indústria vazia de ideias novas, é um mercado que vem se
popularizando ao longo dos anos e tem ganhado força. Alguns acertos
aqui, outros erros crassos ali e Hollywood vai seguindo com seus
altos e baixos nessa nova e inusitada empreitada. Todavia podemos
respirar aliviados quando um desses projetos dá tão certo que virar
filme pode melhorar ainda mais o que já era perfeito. E esse é o
raro caso desta produção. O filme chega realmente com 'status' de
gente grande e mostra como se fazer um longa com excelência e
respeito ao material original. Veremos mais abaixo alguns pontos que
fazem este ser tão divertido e relevante.
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| Dupla fofa e bem construída. |
Escolha de elenco impecável. Desde o anúncio de Mason Thames como
'Soluço' eu já tinha uma boa impressão do que poderia vir. Muito
talentoso, fez um excelente personagem no filme 'O telefone preto'
(2022) e de lá pra cá foi ganhando a atenção de diretores e
produtores. E posso falar com propriedade aqui: ele faz o personagem
em carne e osso tão bem, tem uma leveza em entender como esse
protagonista funciona que a interpretação dele é orgânica e muito
natural. Sem medo de errar, ele foi a melhor escolha para viver o
personagem. Nico Parker vive 'Astrid' e, embora tenha uma troca de
etinia nítida aqui, a atriz brilha ao lado de Mason e são uma
dupla excelente em cena. A química extremamente funcional entre eles
dois cria uma boa ambientação de personagens que, juntamente com
Gerard Butler como 'Stoico' - que é pai do 'Soluço' e rei daquela
terra -, formam um time realmente bem escolhido para elencar essa
obra. Muito bom!
Figurinos e efeitos grandiosos. Pensa em como fazer
uma adaptação com os recursos de hoje ficar ainda mais grandiosa do
que a de outrora? A Universal Studios não poupou dinheiro em trazer
os melhores efeitos possíveis para o longa. Tudo é muito bem posto:
desde os cenários épicos, os dragões em CGI impressionantes -
principalmente o maior deles, mas sem 'spoilers' aqui -, e os
figurinos de época, tudo é visualmente lindo e empolgante. Traz
todo um sentimento bom tanto de nostalgia para quem já viu o
original quanto para as crianças dessa geração o frescor de
assistir pela primeira vez um trabalho muito bem atualizado para esses dias. Excelente!
Sem medo das consequências. Outro
ponto forte do longa é que ele não se resume a ser um filme
infanto-juvenil. Ele trás sem medo consequências narrativas para os
personagens, criando de forma ousada uma credibilidade mais apurada
para a produção. São escolhas que vão surgindo durante os atos e suas subsequentes consequências na trama.
No fim, você vê e acredita no que a história se propõe a trazer.
Outro ponto forte!
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| Mason e Nico: excelente química. |
3D bem legal. Faz parte aqui das minhas resenhas sempre falar sobre
o efeito. Dessa vez eu recomendo bastante, pois gostei do que vi e
agregou bastante a experiência. Se ainda estiver disponível em sua
cidade, vale as moedinhas a mais.
Enfim, vale a pena ver o
filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Como treinar seu dragão" é
exatamente o que queremos ver em adaptações de animações.
Coerência, atores bem escolhidos e efeitos atualizados, mas sem
perder a essência do produto original. É para um público novo?
Sim. Mas vai agradar em cheio também a todos os que assistiram o original de
quinze anos atrás. Vale demais o ingresso!





































