segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

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BOB ESPONJA - EM BUSCA DA CALÇA QUADRADA (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

 Novo longa da franquia é nostalgia para os mais velhos e pura alegria para as crianças. Vamos a análise!
 Criado em 1999, 'Bob Esponja Calça Quadrada' teve seu episódio piloto lançado em maio desse mesmo ano e a partir daí se tornou um sucesso comercial sem precedentes na história dos desenhos animados. Dono de uma caricatura e jeito únicos, não só conquistou o público infantil com suas tiradas sutilmente ácidas, mas os adultos também. Ele e seu melhor amigo 'Patrick' são uma dupla cheia de piadas que alcançam o limite máximo entre o ingênuo e o indecoroso, todavia são extremamente queridos por fãs de todas as idades ao redor do globo. E nesta nova história eles estão ainda mais afiados do que nunca, com ótimas e cômicas cenas e um roteiro que é totalmente voltado para as sandices do protagonista - o que é ótimo por sinal. Veremos o porquê deste longa ser tão divertido logo mais abaixo.


'Bob Esponja' e 'Patrick' em apuros.

 Narrativa hilária. Algo que difere este personagem dos demais é sua capacidade de ser 'nonsense' e peculiar em suas falas ao mesmo tempo. Dono de uma personalidade bem única - que no Brasil é extremamente bem interpretada pelo no querido dublador Wendel Bezerra -, 'Bob Esponja' consegue construir sua narrativa a partir de suas próprias loucuras. E não é estranho o que digo. Normalmente roteiros são construídos a partir de uma premissa básica que envolve todos os arquétipos dentro da história. Aqui basta um roteiro que construa as maluquices e ideias do personagem principal e temos uma ótima história elaborada. Não é algo que precise de muito. Basta o contexto seguir o rumo das ideias tresloucadas do personagem - de como ele foi criado pra ser - e vamos ter sempre boas histórias como essa para rir e se divertir com suas travessuras.
 Personagem continua cativante. Mesmo depois de décadas de lançamento, 'Bob Esponja' continua a ser relevante no mundo atual. Isso transpassa gerações já e é realmente difícil acontecer, uma vez que certos desenhos animados caem no ostracismo por não conseguir acompanhar as mudanças globais de comportamento. Alguns falham mesmo na proposta. Outros resistem até onde podem. Mas esse se mantém firme na memória coletiva justamente porque já nasceu diferenciado. Criou seu estilo próprio desde o início e se adaptou as mudanças de forma orgânica, sem perder o rumo. E essa nova aventura só corrobora com o que falo. É o mesmo 'Bob Esponja' do início, sem muitas alterações. Por isso o carisma ainda em alta.
 História que diverte. Falando dessa animação em si, tudo o que foi dito anteriormente se entrelaça perfeitamente na premissa dessa nova narrativa. O adendo fica por conta da ideia de que 'Bob Esponja' agora tem tamanho ideal para outros tipos de aventuras. Mas como tamanho não é documento ele, querendo mostrar pra todo mundo que cresceu, envolve-se em encrencas muito maiores do que pensa que pode suportar. O genial aqui é mostrar que nem sempre crescer significa estar preparado pra tudo. As vezes a gente só fica grande mesmo, mas não se torna adulto ou maduro o suficiente pra aguentar certos trancos. 'Bob' que o diga. (rsrs)

Vilão irônico.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Bob Esponja - Em busca da calça quadrada" mantém a peculiar personalidade do protagonista sem perder o rumo da direção que essa nova aventura quer nos contar. Todos os outros personagens estão lá e embarcam na louca jornada de 'Bob' de um jeito ou de outro. Não tem como não gostar. Por isso está aí há tantos anos. A diversão é certeira para todas as idades. Vale muito o ingresso!

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sábado, 24 de janeiro de 2026

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AVATAR: FOGO E CINZAS (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa da franquia ainda exala exuberância e refinamento artístico, porém desgasta a narrativa. Vamos a análise!
 'Avatar' chegou ao mundo em 2009 e entregou o que muitos estúdios tem dificuldades até os dias de hoje: CGI de altíssimo nível em um puro estado de arte que marcou de forma muito pontual o cinema naquele período. Dono dos seus quase três bilhões de dólares de bilheteria, alçou um novo patamar para as produções posteriores sem dúvida alguma. E mesmo com uma narrativa simples e bem linear, conseguiu estabelecer muito bem James Cameron como um dos grandes cineastas do nosso tempo, devido ao zelo pela produção de seus filmes. Após um longo hiato de treze anos, o segundo filme também se estabeleceu como um enorme sucesso e cá estamos falando sobre o terceiro capítulo dessa bela franquia. Embora o longa continue belíssimo e valha toda a experiência, ele já dá algum sinal de desgaste em toda sua narrativa. Veremos um pouco mais sobre esses pontos logo abaixo.

Os 'Sully' estão de volta.

 Narrativa repetitiva. Estamos na terceira parte dessa saga com uma história que, apesar de estar avançando em termos artísticos com a aparição de novas tribos, mantém sua narrativa ainda arrastada sob a batuta de mostrar de forma mais efetiva esse vasto universo. Por vezes os diálogos não fazem a trama prosseguir. Eles simplesmente dão lugar a longas cenas trazendo o deslumbre daquele belíssimo mundo apresentado por Cameron. Isso até soou razoavelmente bem no primeiro filme, todavia está começando a dar sinais de desgate devido a falta de um roteiro mais robusto. Esse movimento repetido pode atrapalhar a condução das novas produções da franquia - Cameron tem ciência disso e, apesar da ótima bilheteria deste também, o longa precisa de um tempo e de uma reformulação nesse sentido para não perder sua essência. É esperar pra ver.
 Novos personagens. A inclusão de uma tribo nova que claramente faz oposição a outras é sim uma bela adição. A franquia estava precisando desse tipo de antagonismo. E a nova líder do fogo consegue transmitir muito bem essa característica vilanesca. O propósito desse povo contraria todas as ações benevolas dos outros, fazendo com que haja conflitos incessantes e uma discórdia por decisões pessoais - sem 'spoilers' aqui - da própria personagem. O acerto aqui é apropriado uma vez que a vilania sempre rondava o mesmo ator do primeiro longa - juntamente com os terráqueos que querem conquistar as riquezas daquele mundo - e já estava se tornando cansativo devido a isso. Ponto muito positivo esse.
 Visual ainda exuberante. O visual de 'Avatar' sempre foi um espetáculo a parte. É o quesito mais apropriado para todos os elogios possíveis. Desde a concepção do mundo dos Na'vi até os figurinos, passando pelos seres que o habitam, tudo surpreende de forma extremamente arrebatadora. A cada nova jornada, Cameron não poupa esforços e nem recursos para entregar a experiência mais impecável possível. E aqui vale o que já havia de certa forma imaginado: a indicação ao Oscar 2026 nas categorias "Melhor figurino" e "Melhores efeitos visuais". Nesse quesito, aliado a uma fotografia incomparável, a franquia merece e sempre mereceu as indicações. Todos os outros pontos são superados de forma abundante por esse. A experiência que James Cameron entrega é magnífica, poderosa - nenhum outro filme consegue esse feito até hoje - e visceral. Um outro ponto muito positivo também!
 3D obrigatório. Se Cameron usa e abusa de um CGI de altíssimo nível, o mesmo ele faz com esse recurso. A experiência só fica plena e completa acerca dessa produção se for vista com os óculos. Como ele já disse que é um grande entusiasta desta tecnologia, ele também não mede esforços para entregar o mais alto padrão de qualidade neste. Recomendo profundamente dessa vez. Agregará e muito ao que a película já oferece. Vale cada centavo a mais!

Vilania nova em 'Avatar 3'.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Avatar: fogo e cinzas" é a experiência visual definitiva. Com efeitos exuberantes, mostra claramente o fascínio de Cameron pela busca da perfeição. E ainda que se perca em uma narrativa simplória mais uma vez, não isenta o fato de que aquele mundo merece ser revisitado novamente. Esse é o sentido da franquia. Enaltecer o espetaculoso para se tornar uma imersão diferenciada. E só por isso já vale demais. Vale muito o ingresso!

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

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ZOOTOPIA 2 (Avaliação 4,5 /5 - Excelente!)

 Novo longa da franquia tem um dos melhores roteiros de uma animação da Disney em muito tempo. Vamos a análise!
 'Zootopia' tem uma veia muito pessoal. Vemos personagens antropomórficos em diversas produções, todavia nessa animação há uma clara impressão de que quiseram dar um tom de realidade na produção. Seja pelo fato de que vemos uma 'cidade grande' com seus diversos problemas e pessoas, seja pelo roteiro que busca humanizar mesmo os personagens. E em ambos os casos, é exatamente isso que faz a franquia ser tão especial e divertida. Ela faz uma conexão com o mundo real nos seus temas ao mesmo tempo que esbanja fofura e carisma com seus protagonistas. O próprio nome é uma mescla de 'zoológico' com 'distopia' percebem? É bem essa a premissa mesmo. Uma animação distópica buscando mostrar a realidade com 'filtro'. Muito bem aplicado por sinal. E neste segundo longa, a história continua rica, interessante e extremamente caótica - no bom sentido. Veremos o porquê disso um pouco mais abaixo.

Personagem chave de toda a trama.

 Roteiro excelente. O ponto mais alto deste segundo longa claramente está na forma com que seu script foi idealizado. Em uma clara menção aos filmes de espionagem, 'Zootopia 2' encontra nos seus diálogos uma verdadeira ode as injustiças da vida, revelada de forma muito cômica e suave pelos protagonistas da história. É uma verdadeira aula de como se fazer uma animação sem perder a mão da qualidade e sem se preocupar com seu tempo de duração para realmente se contar uma excelente narrativa. Isso não se vê nem em filmes com atores reais, em que muitas vezes o corte final fica enxuto demais e a história acaba por ficar mal contada. Parabéns a equipe da Disney que ousou burlar a regra das animações mais curtas para vender mais. O resultado está na pomposa bilheteria alcançada.
 Personagens que realmente cativam. Tanto os protagonistas do primeiro longa que retornam quanto a adorável cobrinha tem carisma de sobra pra sustentar toda a produção. A comovente história de sua família aliado a momentos tanto icônicos quanto engraçados transbordam alegria ao espectador - tanto os mais novos quanto os mais velhos - e corresponde positivamente com o que o público geral compreende enquanto narrativa. E em nenhum momento a Disney perde o controle dos personagens nem deixa quebra de ritmo no longa. Até os antagonistas que vão se apresentando tem motivações interessantes e as reviravoltas com todos eles - protagonistas e vilões - são muito bem elaboradas, a ponto de por algum tempo não se saber quem é quem na história. Muito bom!
 Trama do mundo real. Há um conjunto curioso de situações nessa animação que beiram uma produção com atores reais. Temas como ganância desenfreada, corrupção sistêmica, interesses escusos, amizade verdadeira e superação dos limites são pauta nesta. E isso é diluído na película de forma tão fluida e orgânica que para as crianças passa despercebido, mas para os mais velhos fica verdadeiramente latente. É isso que faz uma animação ser deveras excelente. Ter a dose exata entre o lúdico e a realidade, fazendo o espectador ser imerso na trama até o derradeiro clímax. E a Disney acertou em cheio na condução desse quesito.

Protagonistas do primeiro longa retornam.

 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Zootopia 2" cria uma atmosfera tão peculiar quanto a do seu primeiro longa, ampliando o que já estava bom em seu universo e conduzindo a trama de forma espetacular. Fortíssimo candidato a uma indicação ao Oscar 2026 na categoria 'Melhor animação' - ainda acredito até em uma indicação a 'Melhor roteiro'. É um verdadeiro deslumbre de competência para todas as idades. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

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TRUQUE DE MESTRE - O TERCEIRO ATO (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)

 Novo longa da saga de mágicos mantém a boa qualidade e traz novos personagens para o seu núcleo. Vamos a análise!
'Truque de Mestre' é uma franquia lançada originalmente em 2013 e tem em seu entorno uma narrativa cheia de mistérios. Com um elenco estelar, arrecadou muito bem em sua estreia e nisso deu origem a uma continuação. O segundo longa, lançado em 2016, também é muito bem dirigido, escalonando ainda mais a ação, os truques e as reviravoltas. E agora, nove anos após o último, temos uma sequência digna da estrela que carrega. Acrescentando mais 'cavaleiros' ao longa, o novo filme ainda tem o mesmo charme de outrora, com todas as gloriosas sacadas que fizeram a franquia ser tão boa e convincente. Vamos destrinchar os porquês disso logo abaixo.

Cena muito boa.

 Roteiro bem elaborado. A produção deste ainda continua caprichada, com muitas nuances e reviravoltas bem conduzidas, dando boa margem para os conceitos e as técnicas de mágica brilharem durante todo o longa. O maior acerto dessa franquia é justamente sua imprevisibilidade, onde o que se vê nem sempre é o que se espera. Nem tudo os olhos vão perceber. Os 'cavaleiros' irão te ludibriar até o clímax, onde as maiores explicações finalmente serão mostradas. E o maior encanto dessa película é justamente esse: o final inesperado e espetaculoso, onde o grande acerto narrativo se encontra com a habilidade e a excelente química entre os atores. Muito bom!
 Efeitos práticos. Toda a estética do longa é montada em torno de sua grande narrativa. E o diretor Ruben Fleischer opta por muito mais efeitos práticos do que CGI durante todo o projeto. Isso cria um formato ainda mais estiloso e pomposo a produção, pois com mais efeitos práticos, maior necessidade de um enquadramento melhor de câmera para que os ‘takes’ sejam precisos, criando uma aura mais carregada dos anos oitenta do século passado, onde esse tipo de recurso dominava os padrões de Hollywood. Um atrativo que torna tudo ainda mais elegante e divertido de se ver.
 Novos 'cavaleiros'. Para além dos consagrados atores dos dois primeiros longas, onde temos em um mesmo projeto Morgan Freeman, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e grande elenco, o novo capítulo ainda conta com as ótimas presenças de Justice Smith e Dominic Sessa, que somam positivamente ao já estrelado elenco, uma vez que suas participações tem um peso considerável na trama. A atuação dos 'cavaleiros' originais é tão fluida e tão versátil que abre espaço para que os novos brilhem também. Parecem mais estarem se divertindo na construção do projeto do que necessariamente trabalhando, tamanho o bom entrosamento entre eles. E isso pode ser de fato visto no corte final do filme. E é um ponto muito positivo também!

Os novos 'cavaleiros' também brilham em cena.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Truque de Mestre - o 3° ato" mantém as mesmas características que fizeram os dois primeiros longas serem grandes sucessos. Ação coordenada, mágicas estonteantes e aquele clima de mistério que funciona muito bem nessa franquia. Bom ver que não perderam a mão na produção e que ainda há espaço para mais truques mirabolantes dos 'cavaleiros'. Tanto que o final abre janela para outras oportunidades. Veremos o que vem a seguir. Vale muito o ingresso!

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Bíblia

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 "Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da sua boca" Salmos 33.6
 Deus é soberano sobre tudo e todos. É Ele quem conduz todo o cosmo e a vida na Terra. Pelo texto em apreço podemos perceber o quanto Deus é forte, majestoso e Senhor do universo. E é fato que nós temos que crer naquilo que sai da sua Palavra e da sua fala, porque ela é tão poderosa que criou o céu e tudo o que nele existe desde sempre. E bastou apenas um 'sopro' de Sua boca para que os exércitos celestes fossem também criados. Ei querido, já percebeu o quanto nosso Deus pode? Por mais que sua luta esteja grande, e as lágrimas não param de rolar, há um Pai que grandiosamente te ama e vela por você. Use das armas espirituais que Ele te deu, ore, batalhe, caminhe na Casa de Deus fazendo a vontade dEle. E lembre-se: seja humilde em reconhecer suas falhas diante do Todo-Poderoso porque, ao tempo certo, Ele te concederá aquilo que esperas. Se Ele criou tudo isso que vemos e vela pela sua criação, quanto mais você e eu que somos a mais sublime de todas. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a saudosa e belíssima "Não há Deus maior - Comunidade de Nilópolis". Fique com essa Palavra, reflita, ouça esse louvor que transpassa gerações e seja abençoado em nome de Jesus!


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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Filmes

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O TELEFONE PRETO 2 (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Segundo filme da franquia é terror mais tradicional com fortes laços de ligação com seu antecessor. Vamos a análise!
 Um telefone misterioso. Apenas os irmãos 'Finn' (Mason Thames) e 'Gwen' (Madeleine McGraw) conseguem ouvi-lo. Um homem perverso que tem como conduta de vida tirar a de crianças. Ele só não contava que sua última vítima teria socorro. Essa é a premissa do primeiro filme dirigido por Scott Derrickson. Um 'thriller' psicológico dos mais intensos e interessantes de 2021. Agora o diretor volta. 'Finn', 'Gwen' e o assassino também. Mas de maneiras completamente diferentes. O ataque não é mais natural. E a forma de vencer também não. Essa nova premissa traz um frescor a altura que a franquia merece, pois ela ao mesmo tempo que se distancia do primeiro filme, também coloca a produção anterior dentro da narrativa deste. Parece confuso o que digo, mas não. Os filmes tem orientações opostas, mas com histórias que que complementam brilhantemente. Veremos o porquê de mais esse acerto logo abaixo.

Mason e Madeleine: espetaculares.

 Narrativa coesa. Scott Derrickson implementa uma narrativa mais espiritual, por assim dizer, no longa, todavia trabalha muito bem o arco que envolve todo o mistério da família de protagonistas. É muito pertinente ver a película explicando as pontas soltas que foram deixadas completamente de lado na primeira história. E mesmo que sem elas a produção anterior fizesse muito sentido e a história se amarrasse por si mesma, Derrickson abriu novas camadas narrativas para voltar a dar complexidade e entendimento ao todo. O acerto do diretor é tão grande que até mesmo o que não precisava de explicação ficou muito bem esclarecido nesse. Trouxe a aura da necessidade de entender o que não precisava. Mas o fez nesse filme com uma maestria imensa. Contudo, é sim necessário assistir o primeiro longa para entender melhor o segundo. Recomendo.
 Protagonistas excelentes. Mason Thames e Madeleine McGraw são realmente a futura geração de atores mirins de Hollywood. São bonitos, carismáticos e se esforçam para construir uma excelência artística muito grande. Mason já brilhou no live-action 'Como treinar seu dragão', com seu personagem 'Soluço' altamente contagiante. Agora constrói uma nova versão de 'Finn'. Mais madura, cheia de traumas, dores e medos. Madeleine foca na 'Gwen' mais intensa, ainda mais espiritual, mas ao mesmo tempo dócil e amável. Outra surpresa relevante é a adição do ator Miguel Mora - que interpretou 'Robin' no longa anterior - e agora retorna como o irmão mais novo de 'Robin', já crescido. Muito competente, consegue dissociar muito bem do seu outro personagem e construir um irmão de 'Robin' extremamente bem. Em suma, o trio não decepciona em nenhum momento dessa nova produção.
 Maior foco para 'Gwen'. Se no filme anterior, o foco foi totalmente em 'Finn' e no sequestro psicológico do personagem, nesse a premissa maior parte dos sonhos que 'Gwen' já tinha no primeiro. Só que em proporções muito maiores que antes. E é aí que o foco narrativo muda completamente do 'thriller' psicológico para um terror mais tradicional. Se antes 'Finn' lutou de forma literal, agora a batalha é totalmente espiritual. E isso traz sim um frescor a franquia no que diz respeito ao seu roteiro não ficar desgastado. São propostas diferentes derivadas do mesmo conceito. E é por isso que ambos os filme são brilhantes. Se em um foram construídas 'pontes', no outro eles precisam atravessar essa 'ponte'. E tudo isso muito bem dirigido, editado e com fotografia muito exuberante.
 

Sonhos de 'Gwen' são o foco neste.

 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "O telefone preto 2" é uma versão ainda mais madura e autêntica do primeiro filme. O que parecia dar errado em contar uma segunda história sobre um arco fechado, abriu-se portas que brilhantemente o diretor conseguiu desbravar. É um filme autoral de um outro filme autoral, cujo as entrelinhas se encaixam perfeitamente. Difícil uma sequência conseguir esse feito. Mas esse filme o fez. Vale demais o ingresso!

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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

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UMA BATALHA APÓS A OUTRA (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa do diretor Paul Thomas Anderson é polêmico, contemporâneo e visceral. Vamos a análise!
 Política existe desde sempre. Uma das definições no dicionário é 'ciência ou arte de governar'. E todos nós, de alguma forma, governamos áreas em nossas vidas. Todavia, quando a disputa por poder se manifesta, é que vemos o quanto o ser humano pode ser escuso e amoral. É justamente o que trata essa produção. Uma ode ao fanatismo extremista e o quanto ele pode ser irônico, perturbador e sem pudor algum. E o diretor traz essa exposição de uma forma tão cadenciada, ao mesmo tempo que tão caótica, que Leonardo DiCaprio e Sean Penn entregam opostos literais tão vis e tão inescrupulosos que ambos estão fazendo papéis impecáveis em suas atuações. DiCaprio tem se tornado uma referência nesse tipo de dramaturgia, com tamanha competência e qualidade, que vem merecendo mais uma estatueta do Oscar. Veremos os porquês abaixo desse longa ser tão pertinente e interessante.

DiCaprio: atuação impecável.

 Caos político. Uma das abordagens mais conflitantes do longa é sobre construções e pontes que os personagens querem criar para si. Cada espectro político, seja do lado de 'Bob Ferguson' (DiCaprio) ou 'Coronel Steven' (Sean Penn) corrobora para essa afirmativa, pois no fim uma guerra começa a ser travada, não só literal, mas de poder também. Para de instaurar o caos, bastam oposições severas de opiniões. E o argumento narrativo do filme mostra que nem sempre os lados estão certos. E em verdade nem sempre vão estar. Equilíbrio é sempre a palavra-chave aqui. Todavia o diretor quis chacoalhar a árvore para mostrar os frutos podres de cada ideologia. E consegue esse feito com maestria.
 Fotografia impecável. Um ponto fortíssimo desse longa refere-se aos magistrais enquadramentos não só no registro dos diálogos - alguns infames e muito cômicos de DiCaprio -, como também nas cenas de ação e perseguição na estrada - atente-se para este ponto, querido leitor. O trabalho feito nesse último é tão brilhante que em certos momentos lembram um jogo de corrida. Tudo para destacar os personagens que estão envolvidos nessas cenas e trazer foco as suas motivações pessoais. Nada mais envolvente e merecedor de indicação ao Oscar 2026 na categoria. Excelente!
 Atuações memoráveis. DiCaprio tem se tornado uma enorme referência em atuação. Destaco fortemente um monólogo impecável dele em "Era uma vez...em Hollywood" que me fez enxergar ainda mais sua veia artística. E aqui ele produz seriedade e sarcasmo com pitadas agridoces de frustração de forma tão orgânica que mostra o quanto ele está confortável no papel. Sean Penn vive um personagem caricato que deveria ser sério, e é exatamente esse contraste que o faz trilhar um caminho tão convincente em sua atuação. Um personagem cujo poder sobe a cabeça, todavia se auto destrói com precisão surpreendente do ator. Não me surpreenderia indicações ao Oscar 2026 para DiCaprio (melhor ator) e Sean Penn (melhor ator coadjuvante). Ambos tem seus méritos pra isso.

Sean Penn: memorável caricatura.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Uma batalha após a outra" polemiza a atualidade de uma forma tão visceral que ilustra a política espelhando comportamentos e trazendo a tona que nem tudo é tão correto e pertinente quanto parece. Quando ideias perdem o sentido para a pura disputa de poder e egocentrismo, ambos os lados perdem e se perdem com isso. Um filme imersivo e propositalmente caótico. Vale demais o ingresso!

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domingo, 12 de outubro de 2025

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A LONGA MARCHA - CAMINHE OU MORRA (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)

 Nova adaptação de mais um dos livros de Stephen King é coroada com clima tenso e diálogos intensos. Vamos a análise!
 Imagine uma caminhada sem volta. Onde sonhos podem ser alcançados ou estraçalhados pelo caminho. Diante de tanta pressão, ânimos se exaltam, vidas são expostas e tudo parece realmente se tornar relativo. É nessa premissa ardilosa em que o filme se baseia. Há escassez naquela nação distópica e fictícia. E só há uma forma de vencer. Stephen King mais uma vez mostra o porquê é um dos grandes escritores da nossa geração. Para além dele, o diretor Francis Lawrence converte a obra original em uma grande odisseia em tela grande. E tem todos os méritos para essa comovente produção. Vejamos alguns porque abaixo!

Mark Hammil: comandante impiedoso.

 Elenco afiado. Não há dúvidas que as escolhas para essa jornada foram as mais acertadas. Primeiramente Mark Hamill cria uma atmosfera sórdida e dramática com seu personagem comandando toda a tropa do longa. Suas ações questionáveis ao longo trazem dura sensação para os competidores. O quarteto de protagonistas também estão alinhados com seus diálogos e transmitem toda a pressão que a película oferece, todavia criam laços de amizade tão fortes que reforçam momentos de pura aura juvenil. David Jonsson, Cooper Hoffman, Ben Wang e Tut Nyuot estão tão bem entrosados que a química entre eles durante o percurso é orgânica, inesperada e natural. Gosto da forma como o diretor trabalha com eles, criando um vínculo que se prova doloroso ao longo. Roman Griffin Davis faz uma participação curta, mas por ser o mais novo do grupo, o choque inicial é desproporcionalmente latente. Quem ver vai entender.
 Diálogos fortes. O filme não é exatamente sobre quem vence ou quem perde. É sobre construções narrativas que vão se desenhando ao longo e fazendo o espectador criar empatia por cada história, cada diálogo, cada linha melancólica dessa jornada, porque não dizer, humilhante. Não há bases sólidas sobre o futuro. Não há talvez sequer um futuro. E é exatamente isso que faz essa película ser tão reflexiva. É a jornada da vida contada em algumas horas na tela podendo ser interpretada de várias formas. Os que permanecem, os que se vão, o que chegam, os que nem sequer serão vistos. Entretanto todos deixam marcas. Profundas. Podes criar análises variadas sobre o que vês. O limite é a sua visão de mundo. E cada um terá a sua nesse longa.
 Fotografia filosófica. Em diversos momentos a fotografia esbarra nos cenários ricos e, por vezes, inóspitos dos locais pelos quais a tropa vai passar. E a câmera foca alguns segundos nesses locais. É uma forma triste de ver a realidade proposta nesse filme. O belo se encontra com o assombro. O vazio com o medo. E nem sempre a beleza será a sombra da realidade e vice-versa. O olhar contemplativo da fotografia pode ser bonito. Mas também pode ser perturbador. Depende muito da forma com que enxergamos o mundo a nossa volta. E isso é de uma frieza e delicadeza muito grande partindo da direção de fotografia. Um trunfo e uma qualidade ímpar - podendo ser forte candidato ao Oscar 2026 no quesito por essas questões.

Ótimo quarteto protagonista.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "A longa marcha - caminhe ou morra" é ver uma outra vertente de Stephen King em tela. Muito conhecido pelo terror, aqui ele mostra a vida em cada passo dado no longa. É uma caminhada constante rumo a, na verdade, o desconhecido. E nem sempre quem vence fica plenamente satisfeito com a vitória. Um filme cheio de camadas profundas para debates e conversas sobre. Vale demais assistir. Vale demais o ingresso!

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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Bíblia

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REFLEXÃO BÍBLICA

 "Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram" 2Coríntios 5.14
 Em um dos vários significados da palavra 'constranger', o que mais se adequa ao contexto desse texto é 'tornar ou ficar embaraçado'. Fomos tão amados por Cristo que, mesmo no Getsêmani exclamando ao Pai que passasse dEle o cálice que ia beber, ainda assim por amor de nós cumpriu a vontade de Deus. Não podemos mensurar tamanho amor. Não podemos ter a plena certeza da dor que Ele sofreu, simplesmente porque não éramos nós que estávamos sendo açoitados. Não éramos nós que estávamos sendo coroados de espinhos. Não fomos nós levados a Via Crucis nem muito menos pregados no madeiro. Mas, se não conseguimos ficar 'embaraçados' com essas palavras pelo seu imenso amor, talvez nós sejamos os mais insensatos dos homens. Porque Ele não morreu pensando nEle mesmo. Pensou nos crédulos, incrédulos, nos zombadores, nos caluniadores, nos amigos e nos seus maiores inimigos. Se você, com a morte de Cristo, luta para ''morrer'' todo dia em favor dEle, parabéns! Se 'tropeça', mas se volta para Ele com contrição e pede perdão, amém! Contudo se você não consegue entender o que é esse 'amor que nos constrange', meu amado, é hora de tirar a dureza do teu coração e perceber que não houve morte mais dolorosa do que essa pela vida de outrem e nem tampouco jamais haverá. Corra para os braços de Jesus hoje, porque Ele nos 'embaraça' todos os dias com o tamanho do Seu amor. E a canção que complementa nossa reflexão de hoje é "Depois da Cruz - Aline Barros". Que você possa meditar nessa Palavra, ouvir esse lindíssimo louvor e ser abençoado em nome de Jesus!

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Filmes

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CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ! (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

 Novo longa dessa divertida e engraçada franquia funciona muito bem no protagonismo de Liam Neeson. Vamos a análise!
 Sucesso nos anos 80/90 do século passado, a franquia de filmes estrelada por ninguém menos que Leslie Nielsen teve grande repercussão no gênero de comédia pastelão e agradou muito o público da época, quer por seu tom satírico, quer por sua ousadia em trazer certo sarcasmo para as telas. Quem aí não lembra de outros títulos como "Apertem os cintos...O piloto sumiu" ou "Top Gang - Ases muito loucos", fazendo paródias de vários filmes de outras produtoras? Todavia o tempo passou e esse que era um estilo promissor de comédia acabou caindo no esquecimento com as novas tendências cinematográficas. E agora em 2025 temos a continuação literal da franquia com o filho do protagonista anterior vivido por Liam. E não é que o ator tem bom tom para comédia? Veremos o porque do filme ser tão divertido e assertivo logo abaixo.

Essa cena é muito boa.

 Semelhança dos nomes. Talvez isso seja somente uma mera coincidência, mas que é curioso saber que Leslie Nielsen e Liam Neeson são nomes com sonorização parecidas, isso é muito legal de se notar. Com isso, a brincadeira com a franquia já começa pelo próprio elenco, que já traz certo ar cômico só pela graça dos nomes terem semelhanças sonoras e utilizar isso até como instrumento de marketing. Muito bom!
 Ótimo timing cômico. A parte mais assertiva e a melhor foi o modo de fazer as piadas. Por mais incrível que pareça, elas se encaixam na narrativa sem passarem batidas em nenhum momento. Sempre digo que rir é algo muito pessoal. E nesse filme tem risadas para todos os gostos, das mais simples até as mais ácidas. E isso coloca o longa em um bom patamar nos termos da comédia, pois traz elementos de outrora mesclados com algo mais contemporâneo, o que abre espaço para mais pessoas serem agraciadas pela comicidade do longa. A dupla Liam Neeson e Pamela Anderson tem uma ótima química juntos e atuam muito bem em parceria também, criando assim mais momentos hilariantes. O esforço empregado para que o pastelão realmente funcionasse foi muito bem trabalhado aqui.
 'Takes' bem produzidos. Fora a trama clichê - propositalmente criada para parodiar filmes de ação e principalmente os filmes do próprio Liam Neeson - toda a dinâmica da trama tem ares de um cômico jogo de vídeo game, onde muitas coisas que acontecem não fazem sentido algum, o que do ponto de vista da comédia, é excelente e deveras bem vindo esse estilo 'nonsense' e caricato dos games. Nota-se com isso 'takes' engraçadíssimos no estilo primeira pessoa, câmeras que pegam o veículo por cima da cidade, cenas que 'parecem' lutas épicas, entre outros destaques inteligentes. A fotografia faz bem seu papel em colaborar de igual forma com a proposta da película.

Liam e Pamela: ótima dupla.

 Enfim, vale a pena ver? MUITO RECOMENDADO! "Corra que a polícia vem aí" com Liam Neeson, Pamela Anderson e grande elenco prova que há espaço sim para esse tipo de comédia, desde que as escolhas criativas sejam condizentes com o produto a ser explorado. Nesse caso aqui em específico, elenco, narrativa, piadas, fotografia, sátiras e sarcasmos estão alinhados a uma trama propositalmente clichê, mas que no fim o que mais vale é o que o longa promete: muitas e muitas risadas. Vale muito o ingresso!

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sábado, 23 de agosto de 2025

Bíblia

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REFLEXÃO BÍBLICA

"O centurião, porém, replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar" Mateus 8.8
 Em um dos muitos momentos marcantes de Jesus em seu ministério terreno, vemos uma passagem extremamente peculiar nas Escrituras. Um centurião romano, homem de liderança, pede a Jesus que viesse a curar o seu criado, um paralítico que se encontrava muito atormentado com aquela situação. Nosso Mestre prontamente se põe a ajudar e se dispõe a ir na casa daquele centurião. Mas o homem que O procurara decide se humilhar e reconhecer a soberania e autoridade de Cristo, dizendo: "não sou digno...dize uma palavra, e o meu criado há de sarar", pois tinha fé suficiente para crer no poder do Mestre sem que Ele precisasse estar perto para fazê-lo. E Jesus fica maravilhado com a convicção daquele homem, pois não havia visto tal atitude de fé no meio do povo de Israel. E imediatamente a resposta chegou para aquele líder. Querido, você pode não ter a fé desse centurião, porém se a tiveres do tamanho de "um grão de mostarda", 'montanhas' serão removidas na sua vida. O que te aflige hoje? Clame com convicção! Mas lembre-se: o segredo para uma fé genuína passa pelo crivo da humilhação e do reconhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas, pois muito mais que ter fé, o centurião tinha profunda consciência sobre com quem ele estava falando. E a canção de hoje que complementa nossa reflexão é "Manda uma palavra - Tuca Nascimento". Reflita nessa mensagem, ouça esse louvor e seja abençoado em nome de Jesus!


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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Filmes

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QUARTETO FANTÁSTICO - PRIMEIROS PASSOS (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Novo longa da primeira família de heróis da Marvel tem 'alma' em toda sua narrativa. Vamos a análise!
 'Quartero Fantástico' teve sua origem nas HQs, na revista 'Fantastic Four #1', lançada em novembro de 1961. Criados por Stan Lee e Jack Kirby, o grupo teria justamente a ideia de serem mais próximos - em grau parentesco mesmo - e não apenas heróis que se reúnem para combater um mal em comum. E o sucesso da revista e da equipe foi instantâneo. De lá para cá, muitas aparições e inúmeros encontros com outros personagens Marvel nas HQs foram acontecendo. Porém a primeira tentativa de transportá-los para os cinemas foi em 1994 e devido a inúmeros problemas e questões contratuais essa produção nunca viu a luz do dia. As novas tentativas foram em 2005 e 2007, já com os direitos cinematográficos pertencendo a FOX, angariando relativo sucesso e se tornando até nostálgico para os mais puristas - eu inclusive. Em 2015 houve aquele fracasso retumbante e cheio de problemas que nem sei se conta nessa lista - menção não muito honrosa talvez. E agora em 2025 uma nova versão - já integrada ao UCM após a compra da FOX pela Disney -, colocou uma narrativa um pouco mais madura aos personagens, construindo bons dilemas e um entrosamento bem afiado tanto de elenco quanto no conceito de família. E com isso se tornou uma das adaptações mais interessantes desse grupo por diversos pontos. Veremos alguns deles abaixo.

A primeira família da Marvel.

 Elenco entrosado. Um bom roteiro jamais vai ser relevante sem um elenco que se engaje para fazer tal acontecer. E mesmo com o 'excesso' de Pedro Pascal esse ano, a formação do grupo em termos artísticos é muito bem pontuada. Existe real química entre todos e isso é muito bem refletido na produção. Observa-se um ambiente extremamente familiar durante toda a película, com os atores realmente entendendo muito bem o conceito dos personagens em questão. Vanessa Kirby, Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach compõem junto com Pascal o time ideal para esse filme. Entenda: a escalação dos atores é feita previamente, mas são com eles juntos na atuação é que veremos se realmente aquela escalação deu certo ou não. E sim, foi acertada mesmo!
 Dilemas morais. Um dos pontos narrativos altos da trama engloba justamente o nascimento e envolvimento do filho de 'Reed' (Pedro) e 'Sue' (Vanessa). Quando em um determinado ponto da trama o filho vira o centro das atenções - sem 'spoiles' aqui - há todo um questionamento moral e ético durante todo o segundo ato, que corrobora com perguntas como: salvar um ou todos? Minha família ou os demais? E a forma como isso é traduzido em tela funciona organicamente bem. Vanessa Kirby entrega muito nos momentos desses questionamentos. E isso reflete em toda a história em si. Um ponto muito alto também.
 Galactus. Não há dúvida que a tão sonhada e aguardada aparição do 'Devorador de planetas' nas telas era esperado por todos os que curtem esse gênero. E sua chegada não poderia ser mais autoritária, pomposa e colossal. Trazido a Terra por 'Shalla-Bal', a 'Surfista Prateada' daquele mundo - vivida intensamente bem pela atriz Julia Garner -, o personagem vivido pelo ator Ralph Ineson transborda sua essência com muita propriedade e uma voz extremamente amedrontadora. Se aguardamos tanto tempo por esse momento, que fosse realmente surpreendente. E foi. Ponto positivo também.
 Liberdade criativa. Uma das questões que mais confortam é a de que não houve necessidade de picotar roteiro para encaixar os personagens no grande panteão do UCM. Como era um uma outra Terra, fomos capazes de ver uma liberdade criativa que não víamos há muito tempo em filmes de heróis. As escolhas do diretor foram mais respeitadas e bem sintetizadas no contexto retrofuturista do filme. O que mostra por vezes que nem sempre filmes conectados funcionam, se não forem muito bem executados. Aqui vemos um claro caso de desconexão que deu muito certo.

'Franklin Richards' na barriga da mãe.

 3D muito bom. O recurso nesse filme está a altura do mesmo. Gostei de uma maneira geral da imersão e a experiência é agradável para quem for ver com os óculos. Se ainda houver salas disponíveis na sua cidade, vale a pena sim as moedas a mais para uma experiência mais divertida.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADISSIMO! "Quarteto Fantástico - Primeiros Passos", por tudo o que o longa entrega sobre o que foi dito aqui, é a melhor adaptação até agora desses queridos heróis. Sem fator nostalgia aqui e sendo frio, analítico e sincero, o roteiro desse é muito melhor e a interação dos atores com o mesmo muito mais trabalhada tanto em termos de diálogos quanto em questão do modelo de família que queriam construir para os personagens. A primeira família da Marvel merecia um longa assim. Com 'alma', estética e efeitos especiais muito bem produzidos - 'Galactus' é impressionante nesse quesito. Vale demais ir assistir. Vale demais o ingresso.

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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Filmes

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SMURFS (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Novo longa dessas criaturas muito fofas traz nostalgia e novidade ao mesmo tempo. Vamos a análise!
 Para quem não conhece ou não está familiarizado com esses personagens, 'Os Smurfs' são uma série animada dos anos 80 do século passado e foi criada pelos estúdios Hanna-Barbera - a mesma de 'Scooby-Doo' e muitos outros -, tendo várias temporadas e se tornando um sucesso global durante todos os anos 80. Cheio de carisma e mensagens educativas e criativas para o público infantojuvenil, a série até hoje traz boas lembranças aos adultos e muita alegria aos mais novos de hoje que encontram nela uma forma divertida em termos de aventura. A nova animação - da qual Rihanna assina como produtora - resgata um pouco dessa nostalgia ao mesmo tempo que apresenta esses queridos para uma nova audiência. E no que o longa se propõe, consegue fazer de forma satisfatória - que é justamente atingir o público para o qual foi destinada a película. Veremos o porquê desta ser uma boa opção para diversão com toda a família.

'Smurfette' e 'Sem Nome': protagonistas.

 Trama divertida. Muito embora estejamos falando de um modelo meio clichê em termos de roteiro - 'Papai Smurf' é levado de novo para um novo resgate -, a história em termos gerais engloba mensagens leves sobre coragem, como vencer seus medos, entre outras pautas que são para os pequenos mesmo. A ideia aqui não é ser um desenho que engloba todos os públicos. É resgatar a mais pura essência desse universo para que outros pudessem conhecer também. E nesse quesito - com algumas inventividades aqui e ali - ele consegue sim com êxito alcançar sua proposta. Não vá esperando um filme filosófico - muito embora haja um personagem que dialoga a esse respeito -, e sim uma boa e animada aventura ao estilo bem clássico mesmo. E isso eu acho um ponto positivo na verdade.
 Falando sobre identidade. Com a 'Smurffete' como protagonista (voz original de Rihanna) e um 'Smurf' chamado 'Sem nome', para muito além de ir resgatar mais uma vez o 'Papai Smurf', o longa vai trazer uma pauta filosófica de forma muito moderada: 'Quem realmente somos e o que nascemos pra ser?' E nesse escopo, a própria identidade do 'Sem Nome' é auto questionada, pois como todos sabemos, cada 'Smurf' tem sua função bem definida dentro de seu vilarejo. Porém o 'Sem Nome', como a proposta sugere, não sabe sua identidade dentro do seio da vila. E ele e a 'Smurfette' - que tem um passado similar, não igual -, com muitas canções (sim, o longa é musical e há uma musica nova da Rihanna exclusiva para a produção), vão dialogar com o público sobre ser quem você é em sua personalidade sem viver querendo se parecer com os outros. E enquanto buscam pelo 'Papai', uma trajetória de descobertas para o 'Sem Nome' é traçada de forma muito doce e gradual. Mas não se preocupe: não é um filme sobre aqueles assuntos que querem enfiar goela abaixo nas crianças. É sobre aprender a construir sua própria persona. Só isso. E já foi o suficiente para ser bom.


'Papai Smurf' sempre em apuros.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Smurfs" traz uma inocência em termos narrativos que não se vê em animações atualmente. Por vezes o simples pode ser funcional também. Se você curte esses personagens e quer que seus filhos ou entes queridos curtam também, há nostalgia e renovação para ambas faixas etárias. Com uma mistura de traços animados com mundo real, vai ser diversão certa para todos os públicos. Vale muito o ingresso!

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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Filmes

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SUPERMAN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Novo longa do azulão dirigido por James Gunn aponta novos rumos para a DC. Vamos à análise!
 'Superman' é o maior ícone dos quadrinhos de super-heróis. Primeiro porque dele surgiu tudo o que temos hoje em termos de heróis no geral. E segundo porque sua personalidade bondosa fascina pela ideia de uma pessoa que passa esperança e traduz em termos narrativos uma ideia de mundo melhor. Só isso já alimenta nossa imaginação de uma forma muito positiva. E convenhamos: idealizar, imaginar e fugir da nossa realidade - por alguns momentos só - para pensar em uma realidade ideal é sempre bom. Cria uma sensação boa. Fato. E é exatamente através desse artifício que James Gunn constrói a visão dele pro personagem. A visão que todos nós estávamos aguardando há anos e que homenageia sem sombra de dúvidas o clássico 'Superman' de Christopher Reeve. Não só pela música clássica, mas pelas nuances trazidas pelos quadrinhos e por Reeve ao personagem. Veremos abaixo o porquê desse longa ser tão divertido e direto ao ponto.

David e Rachel: ótimo em cena.

 Um novo universo. Gunn, como 'alma criativa' de toda a DC Studios agora, traz uma nova abordagem para dentro do atual DCU. E essa nova construção estabele rumos interessantes sobre a 'nova DC'. Primeiro que ele partiu não de um ponto inicial, mas em um ponto no tempo onde tudo já está em andamento. Os heróis já existem nesse universo há anos e vão ser apresentados aos poucos em cada filme. Mas não se preocupe. Não sabe quem é 'Sr. Incrível'? Em breve certamente vai saber, por exemplo. Isso pareceu desleixado a princípio, mas na verdade ele - James Gunn - já tem uma visão clara de onde ele quer chegar. Então por favor deixem o homem construir suas ideias e histórias sem medos nem intervenções. Ponto.
 Trio de protagonistas encanta. David Corensweet, Rachel Brosnaham e Nicholas Hoult estão em plena sincronia tanto entre si quanto com seus personagens. A imagem do 'Superman' através da 'Louis Lane' tem uma ótima representação e a mesma imagem do herói por 'Lex Luthor' é deveras incrível também. Há tanta química entre os atores que há uma entrega genuína em cada diálogo, cada cena, cada enquadramento construindo cada personagem do núcleo central de uma forma muito orgânica. Hoult é um 'Luthor' como há muito tempo não víamos - talvez só nas animações e HQ's. A oposição que ele faz é justamente o modo de mostrar o contraponto bondoso e pacífico do personagem central. Essa dinâmica - que já é construída no 'set' de gravação - é replicada muito bem entre eles. Excelentes escolhas!

Nicholas: excelente 'Lex Luthor'.

 Coadjuvantes ótimos. Não só de bons protagonistas vivem os filmes. James Gunn acertou em cheio também no elenco da 'Gangue da Justiça', que são 'heróis' porém na forma de agir não são tão puritanos assim nem usam os métodos mais justos. Dito isso, é mais um outro excelente contraponto, pois suas visões distintas de heroísmo destoam e realmente colocam 'Superman' como símbolo máximo de justiça dentro da narrativa. É notável como James Gunn constrói cada personagem com personalidades fortes para justamente o roteiro fazer transparecer ainda mais as qualidades do nosso azulão. E ainda faz com que todos eles também sejam muito importantes para a trama principal, com participações em momentos chave na história.
 Efeitos mais que especiais. Enfim uma produção de super heróis, após um grande hiato, com efeitos visuais feitos com muito carinho, capricho e atenção aos detalhes. Percebe-se que houve tempo e espaço para as equipes de pós-produção trabalharem e trazerem algo de alto nível para as telas. Já era tempo da indústria entender que qualidade e quantidade não são a mesma coisa. Um produto entregue com esmero gera retorno garantido. E esse é, para a nossa satisfação, um desses produtos.

Muito bons coadjuvantes.

 3D muito bom. Como um grande entusiasta do recurso, dessa vez eu recomendo demais o uso dos óculos. Há imersão e experiências divertidas agregadas ao efeito. Se gosta do recurso como eu, pode assistir que vale as moedas a mais.
 Enfim, vale a pena ver o filme? "RECOMENDADÍSSIMO"! "Superman" entrega um personagem sólido com coadjuvantes interessantes e estabelece uma narrativa renovada para do DCU. Se gosta do 'Clark Kent/Superman' na sua forma mais clássica, assim como eu, vai que a diversão é garantida. Vale demais o ingresso!

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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Filmes

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F1 - O FILME (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa sobre a Fórmula 1 que tem parceria com a Apple e a Warner é sólido e muito convincente. Vamos a análise!
 O maior e mais elitizado campeonato de corridas automobilísticas do mundo já foi abordado algumas vezes em tela de formas distintas. Mas o interesse do público em geral tem diminuído de forma muito constante e significativa ao longo dos anos por diversos motivos. E falemos a verdade: a geração de Ayrton Senna, Alain Prost e demais corredores daquele período foram as que mais engajaram torcedores na história desse esporte. Quem aí não acordava pela manhã para assistir as corridas? Sendo assim e devido a essa debandada de público, duas das maiores da indústria atual combinado com o veterano consagrado das corridas atuais Lewis Hamilton - ele é o produtor do longa -, transformaram corridas em cinema e não é que funcionou perfeitamente? Vamos destrinchar algumas questões que fazem desse filme algo bem chamativo para o público em geral.

Brad Pitt: impecável.

 Atores consagrados. O ganhador do Oscar Brad Pitt tem moral e muito talento para compartilhar. E apesar de alguns momentos e diálogos bem clichês, ele brilha na pele de um corredor frustrado que precisa encontrar algum sentido para sua vida novamente. Até que ele é orientado por um grande empresário e amigo, vivido por Javier Bardem, a retornar e recontar uma nova história na F1. Esse roteiro tem qualidade pois o protagonista realmente cria uma atmosfera muito cuidadosa através da sua vida e Pitt mantém o ritmo do filme a altura que ele mesmo merece. Bardem é fantástico em sua atuação e cria uma química muito funcional com o personagem principal. Ele colabora muito com a trama e ajuda a trazer mais contexto para a história. E Isso cria uma ponte emocional deveras interessante com o espectador.
 Corridas reais. Foram quatro longos anos de gravações intensas e muito bem filmadas. E sim, todas as corridas foram realizadas nos autódromos que aparecem no filme da forma mais visceral possível. Um trabalho de arte finíssimo que dispensou totalmente o uso de CGI ou qualquer outra forma de produção em algo feito na raça e na prática. E é quase impossível com uma informação dessas não sentir a real sensação de estar dentro do veículo - quando a câmera é interna - e isso não ser passado pro telespectador. A fórmula dos famosos 'efeitos práticos' nunca foi tão funcional aqui. A adrenalina percebida em cada volta é real e deslumbrante. Muito bom!
 Fotografia, edição e trilha sonora. O trabalho de fotografia dispensa comentários. Com exuberantes 'takes' e enquadramentos que criam tensão quando as corridas estão acontecendo, é de se admirar como este corrobora de forma eficaz com o que está sendo contado em tela. Edição e montagem criam uma sensação única não só de estar assistindo a uma super produção, mas de se sentir inserido de alguma forma no meio da ambientação, com cortes muito bem feitos e montados na medida para não enfadar. E para finalizar, a trilha sonora impecável de maestro Hans Zimmer que enobrece a obra e a coloca no patamar de cima das produções de alto custo. As músicas são parte integrante de qualquer longa, e quando são bem colocadas, elevam o nível da ação e da emoção de qualquer película. Bom demais!

Adrenalina de verdade.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "F1 - o filme" se prova como uma produção definitiva para se contar uma história sobre este segmento esportivo. Creio que virão sim outras, mas difícil vai ser superar essa obra em qualidade tanto técnica quanto visual. O todo aqui é muito bem elaborado. Vale muito o ingresso!

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sábado, 12 de julho de 2025

Filmes

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COMO TREINAR SEU DRAGÃO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 'Live-Action' da animação de 2010 acerta em cheio no elenco e nos detalhes. Vamos a análise!
 Filmes baseados em animações tem várias questões envolvidas. Uma é que a liberdade criativa de uma animação é muito maior que a de um filme, por motivos óbvios. Mesmo com a tecnologia de hoje, fazer com que personagens de uma animação se tornem rostos reais na pele de pessoas ainda pode soar estranho aos olhos de muitos. E muito embora seja uma tendência dessa indústria vazia de ideias novas, é um mercado que vem se popularizando ao longo dos anos e tem ganhado força. Alguns acertos aqui, outros erros crassos ali e Hollywood vai seguindo com seus altos e baixos nessa nova e inusitada empreitada. Todavia podemos respirar aliviados quando um desses projetos dá tão certo que virar filme pode melhorar ainda mais o que já era perfeito. E esse é o raro caso desta produção. O filme chega realmente com 'status' de gente grande e mostra como se fazer um longa com excelência e respeito ao material original. Veremos mais abaixo alguns pontos que fazem este ser tão divertido e relevante.

             Dupla fofa e bem construída.

 Escolha de elenco impecável. Desde o anúncio de Mason Thames como 'Soluço' eu já tinha uma boa impressão do que poderia vir. Muito talentoso, fez um excelente personagem no filme 'O telefone preto' (2022) e de lá pra cá foi ganhando a atenção de diretores e produtores. E posso falar com propriedade aqui: ele faz o personagem em carne e osso tão bem, tem uma leveza em entender como esse protagonista funciona que a interpretação dele é orgânica e muito natural. Sem medo de errar, ele foi a melhor escolha para viver o personagem. Nico Parker vive 'Astrid' e, embora tenha uma troca de etinia nítida aqui, a atriz brilha ao lado de Mason e são uma dupla excelente em cena. A química extremamente funcional entre eles dois cria uma boa ambientação de personagens que, juntamente com Gerard Butler como 'Stoico' - que é pai do 'Soluço' e rei daquela terra -, formam um time realmente bem escolhido para elencar essa obra. Muito bom!
 Figurinos e efeitos grandiosos. Pensa em como fazer uma adaptação com os recursos de hoje ficar ainda mais grandiosa do que a de outrora? A Universal Studios não poupou dinheiro em trazer os melhores efeitos possíveis para o longa. Tudo é muito bem posto: desde os cenários épicos, os dragões em CGI impressionantes - principalmente o maior deles, mas sem 'spoilers' aqui -, e os figurinos de época, tudo é visualmente lindo e empolgante. Traz todo um sentimento bom tanto de nostalgia para quem já viu o original quanto para as crianças dessa geração o frescor de assistir pela primeira vez um trabalho muito bem atualizado para esses dias. Excelente!
 Sem medo das consequências. Outro ponto forte do longa é que ele não se resume a ser um filme infanto-juvenil. Ele trás sem medo consequências narrativas para os personagens, criando de forma ousada uma credibilidade mais apurada para a produção. São escolhas que vão surgindo durante os atos e suas subsequentes consequências na trama. No fim, você vê e acredita no que a história se propõe a trazer. Outro ponto forte!

          Mason e Nico: excelente química.

 3D bem legal. Faz parte aqui das minhas resenhas sempre falar sobre o efeito. Dessa vez eu recomendo bastante, pois gostei do que vi e agregou bastante a experiência. Se ainda estiver disponível em sua cidade, vale as moedinhas a mais.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Como treinar seu dragão" é exatamente o que queremos ver em adaptações de animações. Coerência, atores bem escolhidos e efeitos atualizados, mas sem perder a essência do produto original. É para um público novo? Sim. Mas vai agradar em cheio também a todos os que assistiram o original de quinze anos atrás. Vale demais o ingresso!

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