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SUPERGIRL (Avaliação 3/5 - Bom!)
Novo longa da DC Studios acerta na atriz protagonista mas peca em
outros pontos da produção. Vamos a análise!
James Gunn tem
iniciado seu universo compartilhado de forma um tanto quanto
inesperada. Ao invés de focar nos personagens mais importantes da
editora, tem usado seus esforços como co-CEO para trazer muitos
outros que não são tão conhecidos assim. Todavia, até então, tinha conseguido certo prestígio nessa empreitada. Seu "SuperMan"
foi agradável e algumas séries de sua autoria foram muito bem avaliadas.
Mas vamos ser sinceros. Nem sempre é possível acertar por completo.
E esse novo filme é prova disso. Usar a prima de um dos heróis mais
importantes da história poderia até ser uma ideia excelente. Até porque a atriz escolhida é muito boa para viver o papel. Mas a execução desse longa deixa tudo muito a
desejar. Veremos mais abaixo o porquê da película ter esses altos e
baixos.
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| Milly Alcock tem carisma como 'Kara/SuperGirl'. |
Milly Alcock surpreende. A atriz que dá vida a personagem em questão
é dinâmica, carismática e traz muito bem a visão da heroína que
o diretor queria transpor para as telas - muito embora haja uma mão
a mais na produção, pois certamente alguns pontos do filme tem a
assinatura de James Gunn impressos nela. Muito versátil, tem boa
presença em tela e suas tiradas são realmente condizentes com o
drama vivido por "Kara Zor-El" no longa. E mesmo que o
texto não ajude a atriz a ser mais profunda em sua atuação, Milly
corresponde muito bem ao que lhe foi proposto. Ponto positivo este!
Roteiro e trama fracos. A história planejada para este arco poderia
ser mais encorpada. Isso porque o roteiro entregue não se sustenta
tão bem e os diálogos integrados mais parecem que alongam o filme
do que contam uma narrativa mais elaborada. A impressão nítida é
que, além da repetição da 'fórmula James Gunn' - que foi muito
bem aceita em seus projetos anteriores, mas está se desgastando
nesse -, a trama não ganha a força necessária para realmente
cativar o público. Convenhamos, a vingança de uma personagem
coadjuvante juntamente com o conceito da possível perda de "Kripto"
soam como algo tão clichê que se perdem ainda mais com a entrega de
um vilão totalmente sem graça. Falarei sobre ele um pouco mais
adiante.
Cenas de ação muito boas. A medida que o longa
avança, as cenas de ação tanto de "Kara" quanto do
"Lobo" (Jason Momoa) são a maior atração dessa história.
Isso porque ambos os personagens não são tão justos assim - como
"SuperMan" por exemplo -, e entregam bons momentos com bons
efeitos especiais. Aliás, nesse quesito o longa entrega bastante e
traz boas lutas ao longo. Se a história seguisse a qualidade da
computação gráfica, teríamos um ótimo conjunto em mãos. Mas
fica aqui mais um ponto a favor para este!
Vilão medíocre.
Certamente a maior decepção dessa produção. Um antagonista que
não tem carisma, não cria uma ameaça real e se envereda por um
caminho para ser totalmente descartado no fim. Ficou a clara
impressão de uma mera casualidade heroína e malfeitor se
encontrarem sem que houvesse realmente algum interesse maldoso
envolvido. E a forma como a narrativa conduz um ao outro é a maior
prova do que digo. Para quem esperava um personagem a altura de 'Kara
Zor-El' e uma batalha épica entre eles pode ficar um tanto quanto
frustrado - como eu fiquei, caro leitor.
![]() |
| Vilão genérico e sem carisma. |
Enfim, vale a pena ver o filme? Recomendado! "SuperGirl"
cumpre o papel de mostrar a história de 'Kara' na pele da
carismática atriz Milly Alcock, que conduz muito bem a protagonista
dentro do texto que lhe fora entregue. Todavia peca por não
aprofundar mais a narrativa, pela condução de um roteiro simplório
e de um antagonista totalmente sem graça e que não rivaliza de fato
com a prima do 'Homem de Aço'. Mesmo assim, vale assistir para
entender contextos futuros do DCU. Vale o ingresso!
































