domingo, 21 de junho de 2026

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MESTRES DO UNIVERSO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Novo longa de um dos personagens mais icônicos dos anos 80 do século passado traz toda a nostalgia de volta para as telas. Vamos a análise!
 Quem aí com cerca de 40 anos ou mais não lembra da celebre frase "Pelos poderes de GraySkull" - eu particularmente não falava corretamente 'GraySkull', pois não sabia inglês a época e muito menos tinha real noção que era esse o nome do castelo (rs). Pois é, muitos anos se passaram, a infância se foi, mas certas memórias jamais vão se apagar com facilidade. E o diretor Travis Knight também tem memórias afetivas muito intensas com esses personagens e conseguiu algo difícil de executar: transpor toda a aura da animação oitentista em um 'live action' extremamente competente, com um nível de fidelidade ao material original muito bom e sem se tornar piegas demais. Vamos destrinchar abaixo um pouco mais do porquê o longa acerta tanto o ponto e o quanto ele trabalha muito bem esse universo fantasioso.

Nicholas Galitzine está ótimo como 'He-Man'.

 Nostalgia assertiva. Desde a concepção de 'Eternia' até os detalhes dos figurinos de cada personagem, tudo foi meticulosamente bem cuidado pela equipe de produção. O palco principal onde a aventura realmente se desdobra, que é o mundo onde 'Adam' (Nicholas Galitzine) realmente nasceu - lembrando que é uma história de origem e que o primeiro ato se passa quase todo na Terra - é absurdamente bem elaborado e cada detalhe está refeito de forma muito satisfatória em CGI. O castelo 'GraySkull', a 'Feiticeira' (Morena Baccarim) com suas transformações, as naves tecnológicas contrastando com aquele mundo medieval, tudo foi bem reproduzido para um filme com atores reais. Sem gerar estranheza. Sem corromper o material original. Um equilíbrio perfeito entre a coerência e a falta de bom senso - até porque certos personagens eram caricatos demais para aparecer em tela de forma realista. Mas direção e produção conseguiram o exato meio termo. E eles tem minhas congratulações totais só por esse grandioso feito.
 Elenco bem entrosado. Quando o filme consegue se traduzir em uma boa diversão, é praticamente certo que os atores também se divertiram trabalhando no projeto. E as escolhas foram muito boas. 'Adam/He-Man' (Nicholas Galitzine), 'Teela' (Camila Mendes), 'Mentor' (Idris Elba), 'Esqueleto' (Jared Leto) são alguns dos bons nomes que estão elencados neste. E juntamente com um roteiro bem dramatizado, com consequências reais para todos os personagens - nem tudo no longa termina feliz para sempre -, faz com que o longa seja uma verdadeira ode a breguice, mas de uma maneira muitíssimo positiva na verdade. E tinha que ser dessa forma, atualizar sem deformar. Como a maioria das produções que revisitam obras antigas fazem esse desserviço e acabam estragando tudo, esse foi um belo caso de uma trama bem modernizada. Mais um ponto alto da película.
 Fantasia revivida com sucesso. Falando desse universo fantástico sem mencionar o trabalho de voz e o quanto isso tem uma profunda camada no produto final apresentado ao público, não havia como deixar de lado o célebre trabalho de dublagem feito por aqui em terras tupiniquins. Desenho animados são naturalmente dublados inclusive na sua origem - este tem origem nos EUA. Então, o que recebemos aqui é uma camada abrasileirada com ótimos profissionais a quem devemos o devido respeito e até saudosismo, pois do elenco de dublagem de "He-Man e os Mestres do Universo" original, só estão ainda vivos Garcia Junior (Adam/He-Man) e Mario Jorge (Gorpo). O restante ficou só a saudade. Mas poder ainda ouvir Garcia e Mário em seus respectivos personagens e os novos dubladores honrando o legado deixado pelos outros é o fator mais relevante para essa produção. A Sony Pictures Brasil jamais poderia errar nesse quesito. E para nossa alegria, não errou e nos brindou com um trabalho arrebatador e delicioso de se ouvir. Mais uma vez aplaudo pelo fato de que decisões corporativas não vieram machucar a memória afetiva de tantos de nós que vivemos esses momentos tão doces na nossa infância.

O grupo principal reunido.

 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Mestres dos Universo" não tem medo de rir de si mesmo e isso por aí só já mostra algo grandioso. O filme é uma bela atualização com a mesma sintonia do passado. Costura seriedade, emoção e comédia na mesma medida de outrora, com os recursos tecnológicos de hoje. Uma aula do diretor de como reviver um clássico sem perder a mão em nenhum momento. Vale muito a diversão. Vale demais o ingresso!

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