MESTRES DO UNIVERSO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
Novo longa de um dos personagens mais icônicos dos anos 80 do século
passado traz toda a nostalgia de volta para as telas. Vamos a análise!
Quem
aí com cerca de 40 anos ou mais não lembra da celebre frase "Pelos
poderes de GraySkull" - eu particularmente não falava
corretamente 'GraySkull', pois não sabia inglês a época e muito
menos tinha real noção que era esse o nome do castelo (rs). Pois é,
muitos anos se passaram, a infância se foi, mas certas memórias
jamais vão se apagar com facilidade. E o diretor Travis Knight também
tem memórias afetivas muito intensas com esses personagens e
conseguiu algo difícil de executar: transpor toda a aura da animação
oitentista em um 'live action' extremamente competente, com um nível
de fidelidade ao material original muito bom e sem se tornar piegas
demais. Vamos destrinchar abaixo um pouco mais do porquê o longa
acerta tanto o ponto e o quanto ele trabalha muito bem esse universo
fantasioso.
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| Nicholas Galitzine está ótimo como 'He-Man'. |
Nostalgia assertiva. Desde a concepção de 'Eternia' até os
detalhes dos figurinos de cada personagem, tudo foi meticulosamente
bem cuidado pela equipe de produção. O palco principal onde a
aventura realmente se desdobra, que é o mundo onde 'Adam' (Nicholas
Galitzine) realmente nasceu - lembrando que é uma história de
origem e que o primeiro ato se passa quase todo na Terra - é
absurdamente bem elaborado e cada detalhe está refeito de forma
muito satisfatória em CGI. O castelo 'GraySkull', a 'Feiticeira'
(Morena Baccarim) com suas transformações, as naves tecnológicas
contrastando com aquele mundo medieval, tudo foi bem reproduzido para
um filme com atores reais. Sem gerar estranheza. Sem corromper o
material original. Um equilíbrio perfeito entre a coerência e a
falta de bom senso - até porque certos personagens eram caricatos
demais para aparecer em tela de forma realista. Mas direção e
produção conseguiram o exato meio termo. E eles tem minhas
congratulações totais só por esse grandioso feito.
Elenco
bem entrosado. Quando o filme consegue se traduzir em uma boa
diversão, é praticamente certo que os atores também se divertiram
trabalhando no projeto. E as escolhas foram muito boas. 'Adam/He-Man'
(Nicholas Galitzine), 'Teela' (Camila Mendes), 'Mentor' (Idris Elba),
'Esqueleto' (Jared Leto) são alguns dos bons nomes que estão
elencados neste. E juntamente com um roteiro bem dramatizado, com
consequências reais para todos os personagens - nem tudo no longa termina
feliz para sempre -, faz com que o longa seja uma verdadeira ode a
breguice, mas de uma maneira muitíssimo positiva na verdade. E tinha
que ser dessa forma, atualizar sem deformar. Como a maioria das
produções que revisitam obras antigas fazem esse desserviço e
acabam estragando tudo, esse foi um belo caso de uma trama bem
modernizada. Mais um ponto alto da película.
Fantasia revivida
com sucesso. Falando desse universo fantástico sem mencionar o
trabalho de voz e o quanto isso tem uma profunda camada no produto
final apresentado ao público, não havia como deixar de lado o
célebre trabalho de dublagem feito por aqui em terras tupiniquins.
Desenho animados são naturalmente dublados inclusive na sua origem -
este tem origem nos EUA. Então, o que recebemos aqui é uma camada
abrasileirada com ótimos profissionais a quem devemos o devido
respeito e até saudosismo, pois do elenco de dublagem de "He-Man
e os Mestres do Universo" original, só estão ainda vivos
Garcia Junior (Adam/He-Man) e Mario Jorge (Gorpo). O restante ficou
só a saudade. Mas poder ainda ouvir Garcia e Mário em seus
respectivos personagens e os novos dubladores honrando o legado
deixado pelos outros é o fator mais relevante para essa produção.
A Sony Pictures Brasil jamais poderia errar nesse quesito. E para
nossa alegria, não errou e nos brindou com um trabalho arrebatador e
delicioso de se ouvir. Mais uma vez aplaudo pelo fato de que decisões
corporativas não vieram machucar a memória afetiva de tantos de nós
que vivemos esses momentos tão doces na nossa infância.
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| O grupo principal reunido. |
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Mestres dos
Universo" não tem medo de rir de si mesmo e isso por aí só já
mostra algo grandioso. O filme é uma bela atualização com a mesma
sintonia do passado. Costura seriedade, emoção e comédia na mesma
medida de outrora, com os recursos tecnológicos de hoje. Uma aula do
diretor de como reviver um clássico sem perder a mão em nenhum
momento. Vale muito a diversão. Vale demais o ingresso!



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