REFLEXÃO BÍBLICA
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terça-feira, 30 de novembro de 2021
Bíblia
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Filmes
ETERNOS (Avaliação 3/5 - Bom!)
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| Ikaris (Richard Madden) e Sersi (Gemma Chan). |
Depois de um bom tempo sem o manejo dos óculos 3D, os filmes estão voltando a utilizar o recurso e posso dizer sem muita enrolação que é bem satisfatória a experiência e recomendo o uso para quem gosta, pois os efeitos estão bem convincentes.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Muito embora tenha seus defeitos, “Eternos” tem sim uma parcela de diversão quando, citando um dos exemplos, vemos a performance de atrizes como Angelina Jolie (Thena) entregando postura e certa imponência na atuação. Ou então quando vemos Lauren Ridloff (Makkari) usando a língua de sinais de forma tão eficiente e diferenciada em cena. Ou ainda se deslumbrando com os efeitos visuais e a fotografia belíssima que o longa carrega – uma marca bem forte da diretora Chloé, que gosta de destacar cenários naturais e imagens contemplativas. Em suma, se a sua execução não ficasse tão comprometida, certamente teríamos algo com ainda mais frescor em mãos. Ainda assim, acredito que valha o ingresso e a diversão.
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
Filmes
DUNA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
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| Ótima direção de fotografia, cenários e figurinos. |
Denis Villeneuve possui traços interessantes em sua veia artística enquanto diretor. Gosta de trabalhar muito com imagens contemplativas e usa a direção de fotografia sempre a seu favor em seus filmes. E ‘Duna’ reforça essa camada visionária dele, pois como todos os cenários propostos no longa são gigantescos e bem elaborados visualmente, a fotografia do longa é lindíssima e pautada em lugares imaginários de tirar o fôlego. E nem ele nem a Warner pouparam esforços nem recursos para recriar de forma gloriosa e creio eu, mais fidedigna possível, as fabulosas cidades encontradas naquele mundo. Inclusive toda a estrutura narrativa é intrinsecamente ligada a forma com que os cenários são expostos. Ou seja, escopo narrativo se alinha tanto na roteirização quanto nos diálogos aos locais e os eventos expostos fazendo com que, mesmo de forma mais cadenciada, o longa consiga transmitir ao público todo o misticismo em torno daquele cenário caótico reproduzido pelo autor da obra original.
Outro ponto bem trabalhado e que apoia minha opinião diz respeito ao elenco estelar do longa. São tantos nomes de peso que fazem parte da indústria atual de filmes que é difícil talvez citar todos. Porém o nível de comprometimento de cada um ao apoiar esse projeto também fez com que o nível do filme se elevasse de forma exponencial. Além dos cenários já citados anteriormente, a narrativa também é composta pela entrega nas atuações e pela química dos atores em cena. Destaque para a interação entre Rebeca Ferguson e Thimotée Chamalet, e as interpretações de Oscar Isaac, Jason Momoa e Josh Brolin. Zendaya tem algumas aparições, mas certamente seu protagonismo será maior na segunda parte da história. Como disse, é um elenco gigante que pôs o coração em cada diálogo, em cada cena produzida. E isso tem um peso enorme no resultado final de qualquer trabalho e torna tudo ainda mais admirável.
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| Rebeca Ferguson e Thimotée: boa química. |
Seguindo, ainda há mais um ponto interessante a ser destacado. A disputa política entre as famílias reais do longa por conta de um minério de suma importância para aqueles povos e que tem um peso comercial enorme para toda uma cadeia de produção universal reforçam alguns pontos relevantes sobre valores morais versus valores financeiros, trazendo em um todo a boa e velha discussão sobre onde as disputas de poder podem levar o ser humano. É a ficção mostrando de maneira mais filosófica como os conflitos em sua maioria são gerados na vida real. É o mais puro reflexo de uma sociedade movida ao longo da história pela vontade de dominar. E justamente na vontade de ser o dominador é que os maiores conflitos foram gerados e muita vidas foram perdidas. É uma forma bem interessante de abordar na ficção um tema tão rico e complexo como esse.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Duna” tem algo de especial que vai muito além do elenco estelar e sua boa narrativa. O diretor conseguiu extrair de uma maneira limpa toda a essência de como transportar uma obra tão grandiosa para as telas do jeito certo e coerente para que o público possa se identificar com a mesma. A forma clara com a qual a história é contada, sem perder o ritmo e sem erros de continuidade, também contribui e muito para reforçar esse fato. Se você é fã de obras de ficção cientifica (inclusive o filme bebe um pouco de fontes como ‘Star Wars’, por exemplo, e isso fica notável durante todo o desenrolar do filme principalmente nas batalhas épicas e nas naves criadas para este universo), pode ir ao cinema pois sua diversão é garantidíssima. Vale demais o ingresso!
sábado, 30 de outubro de 2021
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
terça-feira, 19 de outubro de 2021
Filmes
VENOM - TEMPO DE CARNIFICINA (Avaliação - 2,5/5 - Bom!)
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| Tom Hardy e Woody Harrelson: bons atores e trama fraca. |
A começar pelo roteiro, toda a trama gira em torno do conflito que Eddie vive por estar atrelado ao simbionte e também de tentar solucionar vários casos de assassinato sob o comando de 'Cletus Casady' (Woody Harrelson). E isso não soa muito bem, até porque há momentos na trama em que se perde o foco de quem realmente é o Venom e o tratam como se ele fosse um bobo sentimental. E é isso mesmo que você leu. Há pontos da história que essa dinâmica, que talvez era pra ser cômica, não funciona como deveria e faz o simbionte não parecer tão sagaz quanto ele realmente é. Certos diálogos e cenas simplesmente não se encaixam com esse perfil do personagem que conhecemos dos quadrinhos. Há algumas situações que foram criadas para o alienígena que são meio que vergonhosas, dada sua origem e características e o que salva o roteiro do verdadeiro fiasco é a boa atuação de Tom Hardy que, mesmo em meio a essa dinâmica incômoda que elaboraram, consegue entregar um personagem consistente. Praticamente ele segura todo o filme nas costas.
Igualmente, tendo em vista o grande vilão que foi inserido nesse – talvez um dos mais perigosos nos quadrinhos –, ‘Carnificina’ não chega nem perto de ser o ardiloso personagem que costuma dar muito trabalho para Spiderman (que em muitos casos já chegou a se unir com o próprio Venom para conter o vilão). Sua trama no filme é um tanto quanto rasa e ele não é tão bem desenvolvido quanto o que ele realmente representa de ameaça. Talvez a pouca duração do filme não foi o suficiente para convencer de que ele é realmente um vilão extremamente forte e sinistro como nas HQ’s. E nada parece funcionar direito em sua narrativa, pois fica a impressão de que falta algo na trama que realmente justifique seus atos e sua periculosidade. A solução que deram igualmente em seu desfecho não faz jus a ele e muito menos ao seu legado como antagonista. É realmente uma pena desperdiçar o potencial de um personagem tão importante assim para o universo das histórias em quadrinhos do Aranha.
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| Carnificina: potencial desperdiçado em tela. |
Os efeitos visuais também estão parecidos com os do primeiro filme. Mais uma vez optaram por cores escuras e filmagens em ambiente noturno para esconder possíveis defeitos de CGI. Não que filmagens desse tipo não sejam legais, porém em certos momentos de batalhas entre os simbiontes a situação fica meio confusa e você não consegue enxergar direito o que está acontecendo em tela. Além de repetitivo, fica a impressão da omissão por um trabalho mais caprichado nos efeitos especiais. Como no primeiro filme, estão apenas bons. Mas certamente poderiam ser muito melhor elaborados.
Enfim, vale a pena ver o filme? ‘Venom – Tempo de Carnificina’ tinha tudo para ser um filme de proporções épicas, devido ao seu diretor Andy Serkis (que já fez ótimos papéis como ator) e Tom Hardy / Woody Harrelson, que são ótimos atores. E principalmente pelos seus icônicos personagens – tanto o protagonista quanto seu incrível vilão. Mas seu roteiro raso e mal escrito deixou muito a desejar no quesito história e sua trama incômoda não emplaca a não ser pela boa atuação de Hardy. Um filme desperdiçado com um gigante potencial. Agora o pós-crédito vale muito mais a pena do que todo o filme. Esse sim acabou por fazer valer minha ida no cinema. Se fores ver, querido leitor, espere até ele. Acredite, valerá o esforço.
domingo, 10 de outubro de 2021
Filmes
007: SEM TEMPO PARA MORRER - Avaliação 4,5/5 - Excelente!
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| Daniel Craig: ótimo Bond atual. |
Dentro de um novo escopo, mais sério, humano e sisudo, e com uma veia bem mais estilosa, o formato do Bond de Craig trouxe um agente mais centrado e menos canastrão. As histórias contadas desde ‘Cassino Royale’ (2006) são épicas, com um tom mais sombrio e menos cartunesco. Só isso já é certamente um motivo para eu achar esse novo formato bem mais coerente com um agente do serviço secreto britânico. Agora soma isso ao fato de Craig ter uma interpretação ímpar e embarcar na pele do personagem nesse novo modelo de forma bastante peculiar e, porque não dizer, perfeita. Ele consegue traduzir em tela tudo o que essa nova visão quer passar e sua interpretação tem estilo e visuais únicos. Mostra propriedade e talento que rendem momentos e cenas muito memoráveis. E foi esse fator que me chamou tanto a atenção para esse novo Bond.
Não só pelo visual, a parte técnica – falando sobre esse novo longa – impressiona pela qualidade impecável do roteiro, que consegue ser meticuloso, rico e bem elaborado tanto quanto a direção de fotografia em todas as cenas de ação e diálogos muito bem contextualizados. O longa tem uma atmosfera sombria também, como os outros, com tonalidades de cores mais cinzentas que remetem um pouco a sensação de a qualquer momento as coisas vão desandar. E é exatamente esse o espírito do filme. As férias de Bond são bruscamente interrompidas por uma perseguição e, depois de um tempo, por uma revelação obscura que poderá desencadear em eventos catastróficos dentro da trama do longa. Tudo isso misturado com aquele clima pitoresco e envolto de mistério, como em todo bom filme de espionagem.
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| Lashana Lynch e Craig: uma nova agente desponta? |
E mencionando as cenas de ação em si: são grandiosas, muito bem feitas e tem o charme e maestria necessárias de todos os grandes filmes de Hollywood e do próprio James Bond. As soluções quase que improváveis de certas situações em que Bond se encontra são um deleite para os fãs da franquia. O grau de periculosidade na gravação dessas é tamanho que o ator em determinado ponto da gravação se feriu em uma das cenas e teve de interromper por um bom período as gravações do filme. E o que é mostrado em tela é justamente resultado de todo o esforço não só dos atores, mas de toda a equipe que trabalha juntamente para que tudo saia da forma mais monumental e memorável possível.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! A despedida do ator de ‘007 - Sem tempo para morrer’ faz jus a todo o seu legado deixado nos cinco filmes em que fez parte. Com um enredo impecável e trama coesa – apesar de bem longa –, o filme encerra a saga de Craig nas telas com muita propriedade e maestria, e ainda faz o ator ganhar uma estrela na ‘Calçada da Fama’ muito merecidamente. Se és fã do personagem e gosta desse ator e sua peculiar interpretação do agente mais famoso das telas, vá sem medo pois esse é mais um filme digno do personagem. Vale demais o ingresso!
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
segunda-feira, 20 de setembro de 2021
Bíblia
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
Filmes
SHANG-CHI E A LENDA DO DEZ ANÉIS (Avaliação 5/5 - Excelente!)
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| O ator Tony Leung e o verdadeiro 'Mandarim'. |
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| Meng'er Zhang, Simu Liu e Awkwafina: bons em cena. |
terça-feira, 7 de setembro de 2021
Filmes
INFILTRADO (Avaliação 3/5 - Bom!)
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| Sempre com 'cara de mau'. |
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| Pronto pra ação. |
sábado, 28 de agosto de 2021
Filmes
FREE GUY: ASSUMINDO O CONTROLE (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
Mas o que realmente começa a chamar a atenção no longa é em como tudo é trabalhado para que o muito bom roteiro crie condições do personagem de Reynolds se desenvolver como se fosse uma pessoa real. Ele começa a criar conexões, sentimentos e desejos que o torna muito diferente dos demais NPC’s do jogo. E quando você pensa que tudo isso não faz o menor sentido, pois você lida o tempo todo da projeção com cenas ‘in-game’ e fora dele também (onde os protagonistas humanos lidam com o jogo, com intrigas e com sua ligação em relação ao desenvolvimento do mesmo), vemos a narrativa dar uma ótima reviravolta em torno do porquê esse específico personagem se desenvolveu dessa forma e nos elucida de forma clara e sem quaisquer falta ou falha o que realmente aconteceu com ‘Guy’. O texto e os diálogos são viscerais e extremamente convincentes para nos dar a perspectiva do personagem ‘in-game’ sem perder o rumo e nem atropelar o roteiro, mostrando a importância de questionarmos quem somos na verdade através da visão de um personagem virtual. Um trabalho muito competente e bem elaborado que nos traz a memória de que sim, dá para fazer bons filmes baseados em jogos. É só procurar entender os conceitos daquilo ou daquele personagem que você está trabalhando. A ideia de dar protagonismo a um NPC in-game foi simplesmente genial e Reynolds tem uma habilidade única de construir esse universo através de sua ótima interpretação (vide o excelente ‘Deadpool’).
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| Ryan Reynolds e Jodie Comer: ótima química! |
Aliás, interpretação essa que soa muito favorável quando você entende melhor o personagem. É incrível como ele – o ator – consegue transmitir para o público a figura de algo sem vida tão bem. Versátil, Reynolds tem protagonismo ímpar no filme e rouba muitas cenas dos protagonistas humanos. Cria empatia fácil e esbanja carisma e personalidade atuando. Outros bons destaques podem ser vistos também, como por exemplo a atriz Jodie Comer, que tanto interpreta uma programadora humana – uma das criadoras do jogo – quanto um avatar dentro do próprio jogo chamado ‘Molotov Girl’. Além dessa interação interessantíssima onde ela joga consigo mesma ‘in-game’, ainda há uma ótima química entre ela, dentro do jogo, e ‘Guy’. Suas aparições são ótimas e as missões que ela tem de fazer ‘in-game’ como personagem são extremamente divertidas e conduzem fortemente a narrativa até seu devido clímax. Taika Waititi, que interpreta ‘Antoine’ e é o CEO da empresa que criou o jogo, também esbanja carisma e produz um certo antagonismo interessante, onde aqui não é uma luta do ‘bem contra o mal’ e sim, mais um jogo de interesses e poder, onde sobreviver no mercado pode ser mais importante que a ética ou respeito ao colega. Visão bem peculiar que estabelece um bom contraponto com o personagem de Joe Keery, ‘Keys’, outro bom destaque também.
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| Taika Waititi traz um antagonismo peculiar. |
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Ryan Reynolds prova o porque é um grande ator e está no topo do ‘mainstream’ de Hollywwod com essa divertidíssima e competente atuação. E ‘Free Guy: assumindo o controle’ se prova ser tão eficaz e funcional por apresentar games de uma forma tão irreverente e bem conduzida pelo diretor Shawn Levy. Uma ideia que deu muito certo e que faz jus a sua ida no cinema, caso seja fã do ator ou de games em geral. Vale muito o ingresso!
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Filmes
O ESQUADRÃO SUICIDA (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)
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| Cena muito boa e com um desfecho hilário! |
O trabalho de posicionamento dos ‘takes’, sem produzir cortes exagerados ou muito bruscos e as descrições das próximas ações que são mostradas a cada novo movimento dos personagens são muito bem elaboradas e contribuem eficazmente com o seguimento da narrativa. Nada de talhar momentos importantes nem de dar destaque a alguns sem desenvolvimento por simplesmente terem cortado a cena. A fluidez narrativa também é corroborada pelo ótimo trabalho de captura das câmeras tanto nos momentos de ação quanto na construção das personalidades de cada um. E esse conjunto é o que faz cada personagem ter seu espaço em tela de forma adequada.
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| Margot e sua Arlequina: perfeita! |
Como o título do filme nos diz, a história é sobre pessoas que se colocam em risco nas mais diversas situações. E em meio a tantos vilões – alguns deles muito estranhos, outros muito bizarros e engraçados –, os que sobraram no campo de batalha foram muito bem construídos pelos seus respectivos atores. Idris Elba, por exemplo, que interpreta ‘Sanguinário’, tem carisma de sobra e traz um protagonista forte, ousado e bem trabalhado. Já ‘Arlequina’ de Margott Robbie dispensa comentários. Dona de uma beleza exuberante e talento de sobra, esbanja boa interpretação (como já vista em filmes anteriores e não à toa se tornou popular com a personagem) e encanto, como era de se esperar. Agora os destaques mesmo ficam por conta do ‘Tubarão-Rei’ (do qual Silvester Stallone empresta sua voz), ‘Bolinha’ (interpretado por David Dastmalchian) e ‘Caça-Ratos 2’ (vivida pela atriz Daniela Melchior). O fato justamente do bom roteiro dar atenção a esses personagens fazem com que seus intérpretes sejam bem destacados em suas atuações. Conseguem passar o tom e a dramaticidade de cada um deles muito bem. E a medida que eles vão evoluindo no filme com a passagem dos atos, recebem mais empatia, carisma e convencimento. Jhon Cena, que interpreta ‘Pacificador’, também é outro grande destaque e sua performance tem se aprimorado a cada novo longa. Muito bom!
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “O Esquadrão Suicida” de 2021 corrige erros de execução e continuidade que podem ser vistos em seu antecessor e melhora a resposta para o público em relação ao que de fato pode se esperar desses personagens. Como é um filme para maiores, trabalha ainda melhor a vertente maníaca de cada um deles com esse surto de heroísmo que eles precisam ter. Tem ao mesmo tempo seus méritos e deméritos por produzir comicidade em exagero – até por ser um filme sobre vilões – mas, do ponto de vista geral, o saldo acaba sendo positivo. Se você curte esse tipo de filme, vai se divertir bastante. Vale muito o ingresso!
domingo, 8 de agosto de 2021
Filmes
UM LUGAR SILENCIOSO - PARTE 2 (Avaliação 5/5 - Excelente!)
Segunda parte da franquia dirigida por John Krasinski é ainda mais
densa, sombria e melhor que a original. Vamos a análise! ^^
Quando o primeiro longa ‘Um lugar silencioso’ estreou em 2018,
ele veio com um proposta interessante sobre como lidar com seres que
só agem através do som, fazendo com que os protagonistas tenham de
fazer o maior silêncio possível para não serem atacados pelos
alienígenas que aparecem de forma voraz quando percebem a presença
de qualquer ser ‘estranho’ a sua raça. Sucesso de crítica,
público e bilheteria, o filme que teria uma só versão elevou o
horror a um outro patamar com uma ideia muito genuína e deu um novo
fôlego e frescor as produções do gênero, fazendo com que tanto a Paramount quanto seu diretor produzissem mais conteúdo sobra a
instigante saga da família Abbot e seus horripilantes algozes do
espaço.
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| Krasinski, que dirige o longa, tem cenas no início. |
E agora, em seu segundo capítulo, vemos a família novamente
embaraçada com o contexto narrativo dos acontecimentos pós primeiro
filme. Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe compõem outra vez o elenco dessa e trazem mais uma vez novos momentos de tensão e
uma ainda mais assustadora atmosfera deixada pelas marcas do passado.
Com uma ligeira apresentação no primeiro ato sobre como os
alienígenas chegaram a Terra, o filme mostra nos atos seguintes as
situações pós traumáticas do grupo em meio a desordem deixada pelos
seres. Agora sem o patriarca da família, que se sacrificou no
primeiro longa para salvar os seus, Evelyn Abbot (Emily Blunt), Regan
(Millicent) e Marcus (Noah) terão de enfrentar uma vez mais seus
maiores medos para sobreviver em meio a dor e o caos. E o que me
chama a atenção dentro dessa perspectiva narrativa do roteiro, são
as ótimas atuações de todo o elenco principal, que conduzem a
trama com maestria e dedicação ímpar. Conseguem transparecer o
clima extremamente tenso e obscuro reproduzido em cada gesto, em
cada olhar amedrontado, em cada ‘take’ mais severo. Tanto Emily
quanto Millicent e Noah transpõem claramente o pavor e a sensação
de urgência na profundidade de suas atuações. Em minha mais sincera
opinião, todos foram muito intensos e passaram muita credibilidade
em seus personagens, em colaboração com o excelente roteiro.
Com o enorme sucesso do primeiro longa, o visual dos sinistros seres
foi amplamente aprimorado em relação ao primeiro filme, inclusive
com uma fotografia ainda mais centrada nos mesmos. Tanto a direção
de fotografia quanto a de arte realizaram um ótimo trabalho
reproduzindo ainda melhor as cenas com os bichos, oferecendo mais
realismo e captando com melhor versatilidade a investida dos monstros
e as reações de terror que eles causam. Alguns acontecimentos bem
posicionadas e bem capturadas pelas câmeras colaboram intensamente
com a ação e a sensação de pânico gerada pelos protagonistas
humanos, fazendo com que o conjunto da obra seja ainda mais mais
denso e melhor que no primeiro longa.
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| Núcleo principal retorna com ótimas atuações. |
Cillian Murphy e Djimon Hounsou são as novas adições ao elenco e
o primeiro, que interpreta ‘Emmett’, protagoniza ótimos momentos
com ‘Regan’ (Millicent). Isso porque a atriz mirim tem problemas
auditivos de fato na vida real e isso faz com que a interação entre
os dois seja diferenciada, devido essa questão ser transportada para
o filme. As formas de comunicação, os gestos, todas as sensações
e emoções que estas causam no espectador são interessantes, ricas
e ajudam o público a criar ainda mais empatia pelos personagens, que
são elementos importantíssimos para a trama geral. Em algumas cenas
onde ‘Regan’ é deixada completamente sozinha ou isolada, é
possível observar o silêncio absoluto da sonoplastia do filme
focado nela, denotando ali medo, incerteza, insegurança e abandono.
Um detalhe tão curioso quanto perspicaz que deixa uma camada ainda
mais profunda a sua personagem. Achei genial isso.
Enfim, vale
a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Ainda melhor e mais intenso
que o primeiro, “Um Lugar Silencioso – parte 2” consegue elevar
o nível tanto da trama quanto das atuações que já eram muito boas
e trazer consigo uma boa camada de frescor a esse gênero que anda um
tanto quanto saturado nos dias de hoje. O drama dos personagens é
amplamente crível e é corroborado pelo cativante e bem alinhado
elenco. Se você curte esse tipo de filme, recomendo sem medo de
errar. Vale demais o ingresso!
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Bíblia
"Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?" Salmos 116.12
segunda-feira, 26 de julho de 2021
Filmes
SPACE JAM: UM NOVO LEGADO (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)
Novo longa da franquia ‘Space Jam’ é divertido, tem uma boa
dose de nostalgia, mas tem uma história extremamente simplória.
Vamos a análise! ^^
Quem aí no auge dos seus quarenta,
cinquenta anos não se lembra de ter assistido pelo menos a um dos
desenhos dos ‘Looney Tunes’? Todos esses personagens são
incrivelmente emblemáticos na memória de muitos de nós que já
passamos de um certa idade. Até porque fizeram nossa infância ser
mais alegre e prazerosa. E mesmo em uma era onde o ‘politicamente
incorreto’ operava, isso não tinha a menor importância para nós.
Parece que sabíamos bem, enquanto pequenos, a discernir de alguma
forma que aquilo era só um desenho. Nossas conexões neurais não
queriam imitar os atos. Apenas rir deles. E por isso esses
personagens se tornaram tão carismáticos e memoráveis em nossas
mentes e corações. E vê-los novamente em tela traz sim aquele doce
sentimento de infância reaquecido dentro de cada um de nós.
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| LeBron tem boa dinâmica com os Looney. |
Nessa análise, ater-me-ei somente em me posicionar a respeito do
filme, sem comparativos com a obra anterior – também muito
nostálgica. E há sim alguns pontos que quero destacar positivamente
sobre este. Primeiro, a Warner tem feito um incrível trabalho de não
‘justificar’ os personagens para esse novo tempo. Assim como
feito em “Tom & Jerry”, este também mantém fidedignamente
as características de cada um dos protagonistas desde seus tempos
mais remotos. E este acerto é sim uma das questões que já tornam o
filme agradável de se ver. Sem o ‘politicamente correto’ dos
dias de hoje, os mesmos podem realizar suas peripécias exatamente
iguais aos seus tempos de origem. As risadas gostosas de outrora de
um tempo que já não existe mais estão lá para deleite dos mais
puristas e dos que detém sua criança interior avivada dentro de si,
sem deixar de saber que já é um adulto. Mais uma vez muito
assertiva a decisão do estúdio em deixar mesmo tudo com era, mesmo
tendo de ‘cancelar’ o personagem ‘Pepe Le Gambá’ por motivos
pra lá de polêmicos, infelizmente.
Outra questão bem
colocada no longa é a enxurrada de easter-eggs (as famosas
referências) que brotam quase que o tempo inteiro durante a
projeção. Dizer que isso não foi um belíssimo de um acerto, ao
meu ver, é jogar contra o próprio time. Eu mesmo fiquei por vários
momentos observando os cenários tentando ver quantos personagens eu
conseguia identificar – tanto antigos quanto atuais – que
encantaram e encantam gerações. Provavelmente terei de rever para
poder fazer jus ao meu desejo de procurar por todas as que eu puder
encontrar. Vi ‘Scooby-Doo’, ‘Tu-Tu-Tubarão’, ‘King Kong’,
‘Space Ghost’ e por aí vai. Esses são os que são bem notáveis,
juntamente com outros. Há dezenas delas, provavelmente. E assim como
foi em “Jogador Número 1”, foi bem entusiasmante buscar por
essas referências. ^^
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| Os Tunes em CGI: fofos. |
A introdução dos icônicos personagens em CGI foi bem feita e
funcional. Até porque não tiraram a essência dos ‘cartoons’
produzindo toda a película nessa tecnologia. Usaram em boa parte do
tempo a animação convencional (com técnicas avançadas obviamente)
mas sem retirar o charme dos coloridos traços de antes. E poder ver
LeBron James em animação tradicional foi, ao meu ver, a cerejinha
do bolo. Inclusive com as características inerentes aos desenhos
antigos, como ficar ‘amassado’, ‘pequenino’, entre outras
peculiaridades desses. Uma opção dos produtores que
aprovei e que se desenvolveu muito bem, por sinal.
Agora, a
despeito da história e do roteiro, o longa deixa sim um bocado a
desejar. Mesmo sendo um filme família - com uma pitada de moral no
fim - e possuindo elementos que fazem notáveis ligações com os
dias atuais (no que concerne principalmente a tecnologia, onde o
filho de LeBron James é um pré-adolescente que sabe usar
programação e produzir jogos, numa clara identificação com a
‘galerinha conectada’ de hoje), o filme não cria as melhores
conexões entre os personagens humanos e acaba deixando tudo um pouco
simples demais. As melhores cenas sem dúvidas ficam por conta da
interação de James com os Looney, principalmente as que ele se
torna um desenho que nem eles. E mesmo com a enorme previsibilidade
de seu fim, não tira o fato de que uma melhor dose de drama e
adrenalina fariam muito melhor a trama familiar. Talvez se eles
perdessem o jogo (como forma de plot-twist) e tivessem de arrumar um
outro jeito de resolver a situação seria uma reviravolta bem legal
de se adicionar a narrativa. Ia introduzir um conflito maior a trama que só os Looney poderiam solucionar. Só uma ideia mesmo.
Acho que ficaria legal.
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO
RECOMENDADO! O fator nostalgia é sim a maior força que move “Space
Jam: Um Novo Legado”. Mesmo com certos escorregos do roteiro, o
filme consegue se sustentar com as inúmeras trapalhadas dos queridos
personagens e transformar isso em altas gargalhadas em família. Se
vais esperando história muito elaborada, esse filme não é pra
você. Mas se queres umas boas risadas e diversão descompromissada,
acredite, pode ir que vais ficar satisfeito com o resultado. Vale sim
o ingresso! ;)
quarta-feira, 21 de julho de 2021
Filmes
VIÚVA NEGRA (Avaliação 4/5 - Muito bom!)
Longa que faz de certa forma uma homenagem a personagem icônica de
Scarlett Johansson é divertido e bem explicativo sobre o passado de
sua personagem. Vamos a análise!
Não há como negar: ao longo
das três primeiras fases da UCM (Universo Cinematográfico da
Marvel) a Vingadora ‘Natasha Romanoff’ foi um dos grandes
destaques de toda essa saga que contou a trajetória das ‘Jóias do
Infinito’. E sua excelente intérprete, que já concorreu e venceu
alguns Oscars, se dedicou com muito amor e carinho a essa que se
tornou, além de um dos ‘Vingadores’ originais, um ícone com
grande ‘status’ tanto para esse universo quanto para o público
em geral. Pedir um longa solo que contasse um pouco de sua história
e que fizesse jus ao seu legado era o mínimo que elas (a atriz e a
protagonista) mereciam. Dona de um charme e um carisma ímpar,
Scarlett não só imprimia essas características na personagem, como
também uma versatilidade de realmente se aplaudir de pé. Sua
performances foram tão bem conduzidas que haverá sempre espaço na
memória de todos para se lembrar de sua tão adorada espiã na
Marvel. E como grande mérito e muitos pedidos de fãs durante anos,
estamos aí diante de seu filme para deleite de todos e fazendo
justiça de longa data a essa trajetória.
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| Scarlett e Florence: ótima química! |
Levando-se em consideração que esse universo dos cinemas é
paralelo ao dos quadrinhos, quero aqui deixar claro que vou expressar
minha opinião sobre o filme em si. E para começar quero destacar,
além da já citada versatilidade de Johansson, dois dos três
protagonistas novos que, ao meu ver, trouxeram importantes
contribuições para o desenvolvimento da história e podem ser bem
aproveitados no futuro no UCM. Me refiro, em um dos casos, a ‘Yelena
Belova’, interpretada pela atriz Florence Pugh. Além de charmosa,
conseguiu transpor presença em tela e personalidade a sua espiã.
Fez bonito apresentando ao público a mais nova integrante desse
universo e certamente aparecerá nas próximas fases dessa saga, não
só pela continuidade da personagem na história, mas também por
conta de seu carisma transparente. E quero considerar aqui também o
segundo, que é o personagem de David Harbour, ‘Guardião
vermelho’. Bem posicionado em tela, deixa a curiosidade de se
conhecer mais sobre os passos desse tanto em seu passado quanto no
futuro da Marvel nos cinemas. O ator conseguiu ampliar seu carisma com
sua ótima e bem exposta interpretação, que faz considerar sim
vê-lo em alguma série ou até mesmo em algum futuro filme. Acho a
hipótese tanto plausível quanto com conteúdo para mais. É
aguardar pra ver o que pode ser feito mais pra frente. ^^
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| Vilão 'Treinador': mal aproveitado. |
As cenas de ação contínua e realizada em sua maioria com efeitos
práticos (lê-se sem muita computação gráfica) transpuseram e
muito a lembrança (no meu entendimento, boa por sinal) ao longa da
fase dois do MCU ‘Capitão América e o Soldado Invernal’. Com
lutas bem viscerais, os combates são bem coreografados e remetem
sempre ao bom padrão da Marvel em seus filmes. A fotografia nos
momentos mais desconcertantes (como nas cenas em CGI) produzem um
ótimo visual também. No entanto, uma das minhas ressalvas talvez seja por conta do vilão
‘Taskmaster’ (Treinador, em português). O fato dele ser um tanto
quanto diferente dos quadrinhos não foi o que me incomodou de fato.
O seu grau de periculosidade sim. Como é um vilão ameaçador, por
conhecer e guardar as características de luta de todos os seus
adversários, acredito que a solução que deram para o personagem
foi fácil demais para o seu nível. Certamente ele poderia ter dado
um pouco mais de trabalho a ‘Natasha’, para fazer jus ao seu
intelecto e sagacidade. Um pouco mais de película mostrando mais de
suas habilidades nesse caso ajudariam muito a trazer esse conteúdo
para o antagonista. Uma pena. Queria mesmo que ele fosse mais
‘difícil’, por assim dizer.
Uma outra falta relevante que
considero destacar é o fato de não termos um desfecho adequado para
a sub-trama iniciada logo nos primeiros minutos do longa de ‘Natasha’
com ‘General Ross’ (vivido pelo ator Willian Hurt). Narrativa
essa derivada dos eventos de ‘Capitão América: Guerra Civil’, o
final nos remete a uma enorme lacuna que não foi encerrada. Não
houve explicação de como a protagonista escapou do comboio de Ross
e nem muito menos o que aconteceu após esse evento, deixando em
aberto uma importante explicação sobre essa parte da história da
nossa querida espiã. E assim como disse no parágrafo anterior,
alguns minutos a mais no filme talvez trouxessem um desenvolvimento
melhor tanto ao antagonista quanto a esse desfecho.
Enfim,
vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Mesmo com a ressalva do
vilão e da sub-trama, “Viúva Negra” fecha com maestria o arco de Natasha
Romanoff no UCM e abre inúmeros caminhos para os novos
protagonistas. Uma real e bela homenagem - não vista em ‘Vingadores:
Ultimato’ - tanto para essa incrível personagem quanto para a
atriz que viveu por tantos anos o papel. A cena pós-créditos é
melancólica e, ao mesmo tempo, olha para o futuro da saga Marvel nas
telonas. Se curte esse universo estendido, é diversão certa para
você. Vale muito o ingresso!
































