segunda-feira, 30 de março de 2020

Reflexão bíblica

 "Examinai tudo. Retende o bem" 1Tessalonicenses 5.21
 Em mais um dos aconselhamentos do Apóstolo Paulo aos de Tessalônica, em virtude de sua ausência, o servo de Deus atenta na sua palavra vinda do céu para uma questão que deveria observada por todos os irmãos dali. 'Examinai tudo' expõe de maneira clara e objetiva que os servos deveriam ser cautelosos em tudo aquilo que viam e ouviam. Como homens e mulheres espirituais, entende-se que precisavam discernir em Deus o que recebiam. E tudo o que fosse bom, tudo que fosse louvável a Deus, fosse retido para o bem. Ei querido, assim somos nós nos dia de hoje. O aconselhamento de Paulo há tantos séculos atrás sendo perfeitamente trazido para a atualidade. Não se desespere, por exemplo, com notícias caóticas. Pelo contrário, resguarde-se. Guarde seu coração de adoecer por medo ou pânico. Se as notícias te põem ansioso, não as veja. Se alguma coisa te faz desvirtuar de Deus, não dê olhos nem ouvidos aquilo. Assim como os Tessalônios, aprenda a filtrar as coisas para que elas não vos desviem do foco. Paulo é enfático nessas curtas admoestações. E sequencialmente podemos entender o segredo do que vem a ser 'reter o bem'. 'Orai sem cessar' fará com que mantenhas a conexão com o Pai. 'Não extingais o Espírito' será o resultado das suas orações, mantendo a chama acesa do Espírito Santo em sua vida. E com essas armas saberás examinar para saber o que é de Deus e o que não é, para reteres o que é bom. Use as armas de Deus nesse tempo meu querido! Sejamos sóbrios, comedidos e ponderados, não deixando que palavras de caos venham nos torturar. Fique firme em tudo aquilo que Deus te falou. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "Minha essência - Cassiane". Que você possa refletir nessa mensagem, meditar nela e ser abençoado em nome de Jesus!

segunda-feira, 23 de março de 2020

Reflexão bíblica

 "Não extingais o Espírito" 1Tessalonicenses 5.19
 Focando no texto referente a carta de Paulo aos de Tessalônica mais uma vez, o servo de Deus continua enviando diversos conselhos aos irmãos, para que sejam guardados em Deus naquele tempo mesmo na ausência de Paulo. E quando ele afirma 'não extingais', ele está revelando aquele povo que o propósito da oração incessante era justamente para que o Espírito Santo permanece com sua chama acessa nos corações de cada servo local. Mesmo o homem de Deus não estando ali de corpo presente, os irmãos tessalonicenses tinham o dever de manter o Espírito Santo em suas vidas. Ei meu querido, nesse tempo de muitas portas fechadas, dificuldades e problemas, não podemos esquecer que somos templo do Espírito Santo aqui nesta Terra. Não devemos, em hipótese alguma, nos deixar abalar ou amedrontar por intempéries dessa vida, culminando em nossa morte espiritual. Leia a Bíblia, jejue em seu lar, faça cultos domésticos, ore em casa ou suba o monte caso tenha oportunidade, mas não deixe sua vida espiritual esfriar. É importante nesse momento, mesmo que não estejamos de corpo presente no templo, estarmos aquecidos e revigorados pela chama do Espírito Santo em nossas vidas. Que Deus te sustenha nesse tempo difícil e não percamos a comunhão com Deus e a fé em Cristo de que tudo vai passar. Se encha de Deus nesse tempo! E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Incendeia o Brasil - Alda Célia". Que você possa meditar nessa Palavra, se encher do Espírito através desse louvor e ser abençoado em nome de Jesus!



sexta-feira, 20 de março de 2020

Reflexão bíblica

 "Orai sem cessar" 1Tessalonicenses 5.17
 A primeira carta enviada a igreja em Tessalônica pelo Apóstolo Paulo contém diversos conselhos, palavras de esperança e fé em meio a uma igreja na qual ele, segundo estudos bíblicos, não teve o tempo necessário para se manter ali até que o povo se firmasse na doutrina cristã, sendo forçado pela perseguição que sofreu a sair prematuramente do local. Porém vendo que os servos alcançados daquele lugar perseveravam, mesmo com o pouco tempo de sua instrução, se propôs a enviar este escrito desejando ampliar o conhecimento da fé em Jesus Cristo que produziu naquelas pessoas. E dentre as inúmeras orientações e conselhos, vos destaco este que compreende muito bem o momento em que estamos vivendo. Ele simplifica em um simples texto o que devemos ter como meta e dedicação: a oração. E ele não nos diz por quanto tempo devemos orar. 'Sem cessar' é a clara demonstração de que todo tempo é tempo de falar com Deus. Então, meu querido, em tempos de crise, ore. Em tempos de choro, ore. Em tempos de vitória, ore. Em tempos de bonança, ore. Seja íntimo do Pai através da oração, porque o texto elucida que a oração feita sem parar traz benefícios. 'A oração de um justo pode muito em seus efeitos', diz um outro texto. Portanto meu irmão, crie o hábito da oração em sua vida, pois o nosso clamor pode mudar qualquer situação apresentada através da nossa fé. E assim como o povo fiel a Deus de Tessalônica, seja perseverante em meio a essa crise e em meio a todas as palavras contrárias que vem para colocar medo e insegurança, pois seguro estamos na presença do Eterno quando oramos. Fique firme, pois esse é mais um vento que vai passar em nome do Senhor Jesus. Medite nessa Palavra, reflita como anda sua conduta de oração e seja abençoado por ela em nome de Jesus!

terça-feira, 17 de março de 2020

Filmes

DOIS IRMÃOS - UMA JORNADA FANTÁSTICA (Avaliação 3/5 - Bom!)

Poster bacana! ^^

 Nova animação da Pixar tem bons momentos, diverte, mas não traz aquele sentimento forte de afeição aos personagens. Vamos a análise!
 Sabe aquelas animações que grudam no inconsciente coletivo e se tornam incríveis e quase que instantaneamente épicas? Posso citar várias aqui só da Disney: ‘Toy Story’, ‘Frozen’, ‘O Rei Leão’ e por aí vai. O que todas essa tem em comum? Personagens realmente marcantes e todo um contexto narrativo que envolve o público de tal forma a ficarem marcados na mente. E mesmo que ‘Dois irmãos’ crie certos laços de identificação com o público, eles não foram suficientes para sustentar a permanência de seus protagonistas na mente das pessoas. E porque eu vejo dessa forma? Explico o por quê.
A família 'Lightfoot' é fofa! ^^

 A Pixar tem excelência em animação. Roteiros, trama, modelagens, direção de arte, tudo em suas histórias são ‘um nível acima’ até das demais concorrentes (mesmo com outras animações sendo ótimas também). Isso é um fato. Então tudo o que se espera é um mínimo dessa mesma qualidade. Só que o roteiro desse filme em específico não consegue (ao meu ver, cada um tem a sua opinião) a liga necessária para personagens realmente fortes e icônicos. Mesmo o protagonista ‘Ian Lightfoot’ tendo certa graciosidade, ele não consegue manter essa essência durante todo o tempo. O núcleo da família ‘Lightfoot’ é até interessante e tem um contexto familiar comovente, mas os coadjuvantes não produzem tanto impacto no protagonismo dos principais e nem fazem a trama ser mais relevante no que tange ao entorno dos objetivos traçados pelos tais, o que em certos momentos faz a narrativa esfriar um pouco. E esse é um dos pontos dos quais ele não se torna tão marcante: a narrativa não cria elementos de fato empolgantes e não se propõe em nenhum momento a isso. Parece que a força do objetivo a ser alcançado não se torna tão grandioso quanto ele realmente é. E as escolhas para o desfecho poderiam ser mais emotivas e profundas. Acho que foi isso. Aprofundar mais as relações dos protagonistas e criar mecanismos para que essas relações (que eram muito fortes e mesmo assim comoveram dentro do que foi mostrado) pudessem ter sido melhor exploradas. Foi assim na saga ‘Toy Story’ e em ‘O Rei Leão’. Eu não poderia esperar menos que isso (acho que consegui passar esse entendimento de fato).
 Tudo que diz respeito as escolhas criativas também não construíram elementos, situações e personagens que pudessem ser bem absorvidos pelo consciente. Confesso que, além da família ‘Lightfoot’ (que tem um visual fofo), alguns outros personagens me causaram estranhamento a princípio, o que dificultou meu subconsciente a se agradar deles. Você acostuma, mas eles não se tornam relevantes de fato. Pouquíssimos tem o carisma que deveriam. Isso decerto atrapalha a experiência, pois sempre se espera que coadjuvantes brilhem e sejam atraentes ao público em geral (vide o sensacional ‘Olaf’, de ‘Frozen’). Mas aqui infelizmente eles não conseguem fazer bem esse papel. O que é uma pena. Como disse, sempre espero ‘um nível acima’ da Disney. Mas, não foi esse o caso.
A trama se desenrola a partir desse momento. ;)

 E justamente o que marca na trama, como disse já anteriormente e para estabelecer o lado positivo de tudo, são as relações familiares entre os protagonistas mesmo, que são belas e tocantes. Elas produzem de certa forma o que o entorno deveria. Mas todo o lado bom dessa animação fica por conta deles, e são eles que produzem os melhores momentos como um todo. As partes, por exemplo, onde ‘Ian’ começa a aprender as mágicas necessárias para chegar ao objetivo de trazer o pai de volta e as relações interpessoais entre os irmãos são muito boas. Produzem cativantes e porque não, cômicas cenas. O irmão mais velho de ‘Ian’, que sempre creu que todos aqueles jogos e livros que possuía eram reais (dentro do contexto do filme) também protagoniza boas cenas. ^^
 O 3D dessa vez não possui relevância tão intensa que chegue e ser super valorizado por aqui. Esperava mais desse recurso, que sempre acrescenta muito a experiência quando bem trabalhado. Dessa vez, querido leitor, fica de fato a seu critério a escolha. Não agrega de forma satisfatória dessa vez infelizmente.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Apesar de todas essas críticas (e uma polêmica que já gerou muito incômodo mundo a fora), “Dois irmãos – uma jornada fantástica” ainda é um bom e divertido entretenimento. Não é das mais grandiosas animações do estúdio. Não mesmo. Mas entrega um material em que se vê o selo da Disney presente nele. Vale o ingresso!

terça-feira, 10 de março de 2020

Filmes

O HOMEM INVISÍVEL (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Thriller de suspense com terror psicológico põe um delicado tema em proporções gigantescas em tela. Vamos a análise! ^^
 Os filmes de terror mudaram. E ao meu ver mudaram pra melhor. Ao invés de ficarem expondo o mesmo tema batido de outros filmes do gênero mais tradicionais, Hollywood está reinventando fórmulas interessantes antes pouco exploradas para chamar a atenção de um público diferenciado para tal. ‘Corra’, ‘Nós’, ‘Um lugar silencioso’ são bons exemplos de que um novo escopo está se formando no horizonte. Ao invés da já saturada e batida pegada sobrenatural, está se apostando em outras vertentes do que pode ser considerado terror. Vertentes que não só criam ‘monstros’, mas filmes para se pensar. E esse caso aqui prova bem isso.
 ‘O homem invisível’ (reimaginação do clássico de 1933 para a atualidade) já começa por abordar um tema extremamente delicado e contemporâneo, que são as inquietações de um relacionamento abusivo. Porém sua abordagem, direção e produção cria camadas tão profundas quanto surreais. Mesmo após a insana e forçada separação, Cecilia (Elisabeth Moss) ainda continua a ser perseguida pelo passado do ex. Só que a forma dessa perseguição passa a ser aterrorizante e agoniante ao mesmo tempo, pois cria ao invés das camadas do terror tradicional, um terror psicológico incômodo e perturbador. Se por um lado o filme produz momentos intensos da ação de um sociopata doentio que vive em função do seu dinheiro e do seu ego voraz, por outro vemos os níveis dessa sociopatia em uma criação fantasiosa do mesmo para aterrorizar a vida da personagem principal. A aura exagerada em que se transcorre a narrativa deixa um rastro de reflexão e medo a respeito de até onde pode se chegar uma alma doentia. E é de fato esse exagero que faz a trama toda andar.
Elisabeth: impecável! ;)

 Elisabeth Moss protagoniza momentos dignos de Oscar em sua atuação. Consegue passar todo o pavor e genuíno desespero pela inusitada e incontrolada situação. Cada passo, cada susto, cada movimento é extremamente bem protagonizado pela atriz. Confesso que não me espantaria uma indicação dela a ‘Melhor atriz’, pois sua condução, competência e sensações são passadas ao espectador com maestria. Você sente de verdade a sua dor e a sua angústia é elevada até o âmago da alma pelo entorno do desconhecido. Simplesmente brilhante! ;)
 Oliver Jackson-Cohen, que faz o papel do ex de Cecilia (Elisabeth Moss), corrobora com a minha afirmação do parágrafo anterior e antagoniza momentos de intenso horror. Consegue ser frio, calculista, sádico e assustador. Sua atuação e entrega é em mesmo nível primorosa e intensa. Entrega tudo o que um verdadeiro sociopata é capaz de fazer com suas vítimas. Carrega seu personagem de insensibilidade, insensatez e um bocado de falta de senso. E obtém um excelente resultado em tela também! :)
Oliver Jackson-Cohen surpreende também!

 Os tons cinzentos, obscurecidos da paleta de cores mesmo quando o filme se passa de dia e a trilha sonora inquietante e subversiva cooperam em conjunto com toda a atmosfera do longa. É impossível negar que tanto a ambientação estrutural quanto a sonora elevam o clima de tensão a outros patamares e reverberam no público os mais variados instintos. A fotografia bem posta é mais um ponto a favor do bem escrito roteiro, pois em cada ângulo de câmera o terror é reproduzido mesmo antes de completar a cena, ajudando a dar ainda mais imersão a trama. Show! ^^
 Mesmo com toda essa interessante premissa, porém, há alguns pontos que ficaram sem resposta, como o porquê dele ter essa fixação toda por ela em específico (tanto que há o questionamento da própria protagonista, quando ela diz: ‘porque eu?’). O roteiro não reproduz, mesmo que por ‘flashbacks’, o tempo do relacionamento e essa parte entrou meio que no grau especulativo da coisa. Há outros poucos pequenos pontos também vagos, porém esses se expostos podem gerar ‘spoilers’ da película. Deixarei para você, leitor, talvez perceber também e questionar. Mas mesmo assim não retira os méritos louváveis do longa. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! O aspecto fantasioso e exagerado de “O homem invisível” ao abordar um assunto tão recorrente, delicado e atual faz desse filme uma verdadeira obra da sétima arte. A forma da discussão do tema foi conduzida de maneira fascinante pelo diretor Leigh Whannell. Um filme que tanto diverte quanto faz parar para pensar. Vale demais o ingresso! ;D


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Reflexão bíblica

 "Mas os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão" Isaías 40.31
 O capítulo quarenta do livro de Isaías nos revela grandes coisas acerca do contexto de Judá enquanto nação corrigida por Deus através do cativeiro babilônico. Uma delas é que tudo tem um tempo determinado por Deus. Inclusive a correção. Deus estava norteando o profeta a falar com o povo que um novo tempo haveria de vir. Que o tempo da aflição haveria de acabar para Judá. Que eles seriam revigorados e renovados por Deus. E dentro desse capítulo havia duas linhas de profecia: a imediata e a remota. A imediata condizia com o fim do cativeiro babilônico. A remota apontava para Cristo na Sua primeira vinda. Ei querido e amado do Pai. Nossas aflições, por mais longas e demasiadas que possam ser, elas certamente terão um fim. Deus determinou um tempo e estabeleceu um limite para todas elas. Limites esses que Ele compreende e entende até onde vai a nossa força humana. E quando Ele vê que está no tempo, quando Ele entende que o vaso está pronto, Ele mesmo libera a vitória, a paz e o renovo. Não desista de crer se Deus está te moldando. Não desista de orar. Não desista de clamar. Você terá suas forças renovadas, como diz o texto em apreço. E ainda que caia, Deus está e sempre estará presente pronto para nos perdoar e nos fazer recomeçar, pois é rico em misericórdia para conosco, desde que saibamos nos arrepender. E a canção que complementa essa mensagem de hoje é a lindíssima "Só espera - Klev". Deus tem nesse tempo falado muito com este que vos escreve através dessa canção e creio que falará ao vosso coração também. Reflita nesta mensagem, ouça o louvor e seja muito abençoado em nome de Jesus!

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Filmes

SONIC - O FILME (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Lindo cartaz nacional! ^^


 Longa do ouriço azul mais querido dos games é divertido, nostálgico e convence os fãs de games. Vamos a análise! ^^
 Para quem ainda não está situado ou nasceu ontem: ‘Sonic the hedgehog’ foi um game criado pela empresa SEGA no ano de 1991 e se tornou a partir daí, além de mascote da empresa, um dos mais populares personagens da cultura pop. Dono de uma velocidade descomunal, uma arte fofa e backgrounds (cenários de fundo) lindíssimos, sua missão era libertar seus amigos do seu mundo das garras do maléfico Dr. Ivo Robotnik (Dr. Eggman no Japão), que planeja sempre transformar tudo e todos em robôs. A árdua tarefa do ouriço lhe rendeu vários games de sucesso (algumas decepções também), mas com o advento da internet, o protagonista foi se popularizando cada vez mais e ganhou, com toda essa notoriedade, a chance de estrelar seu próprio filme solo esse ano. E realmente conseguiu ir muito além das expectativas, sendo o longa baseado em um game que mais arrecadou nos EUA no seu primeiro fim de semana. Ponto para do diretor Jeff Fowler, que a principio havia apresentado uma versão do nosso querido personagem um tanto quanto estranha (nem um dos co-criadores japoneses do Sonic, Yuji Naka, havia gostado e lançou um comentário através do Twitter a época), movendo ao internet com uma enxurrada de críticas em torno do visual apresentado. Mas teve a ombridade e a humildade de aceitar a opinião pública e refazer todo o design para um modelo mais compatível com o original dos games e agora está colhendo os louros de sua nobre atitude, com o imenso sucesso do filme. ;)
Sonic agora está fofíssimo! <3

 No longa, logo no primeiro ato vemos um pequeno arco contando um pouco sobre a sua origem. Porém muitos desejam a fonte dos seus poderes e ele veio para a Terra com o intuito de se proteger. Até conhecer por aqui o Dr. Ivo Robotnik (Jim Carrey). A premissa, que parece um tanto quanto simples, se torna extremamente funcional do ponto de vista narrativo uma vez que a forma como isso foi abordado de maneira leve, doce e criativa fez com que a enorme empatia que já possuímos pelo amado personagem se tornasse ainda mais relevante. Decerto que também o novo visual (mais fofinho) também trouxe ao espectador (tantos os mais velhos, que curtiam os primeiros games do Sonic quanto os mais novos) muitas boas lembranças. E todo o clima descontraído, associado a uma inocente forma de retratar sua solidão por aqui, foi o ponto exato para gerar o carisma necessário para a audiência ‘comprar’ o filme. Ponto bastante positivo esse! :)
 James Marsden vive o personagem ‘Tom Wachowski’, um policial que vive em Green Hills (referências rsrs) e que se incomoda com o clima pacato demais de sua cidade, até se deparar com o supersônico amigo. A interação do personagem dele com Sonic é bacana e produz bons momentos em tela. Jim Carrey, que vive o vilão Dr. Ivo Robotnik, brilha no papel do icônico antagonista. Produz momentos de vilania de forma cartunesca e cômica, bem ao seu estilo de atuar. Consegue convencer e entregar um gênio do mal a altura da sua inteligência e interpretação. Sua escolha foi muito acertada para o papel. ^^
Carrey faz um excelente Dr. Ivo Robotnik! ;)

 Os efeitos visuais são muito bons, fazem dezenas de referências ao jogo e isso contribui ainda mais para que o fator nostálgico seja demasiadamente forte. Fases, detalhes, o modo como Sonic se porta quando está em ação (em muitos momentos lembrando fortemente os games) e seu visual bonito, bem feito e acertado ajudam muito a construir e consolidar ainda mais a narrativa de um filme que é baseado em um game. Some a tudo isso também menções e piadas a ícones da cultura pop, memes, atores e por aí vai. O conjunto da obra é bem ajustado, incluindo as canções, que são um outro ponto a favor, por todos os fatores já citados anteriormente. Congratulações a toda a equipe de produção pelo bom arranjo e cuidado com a forma de retratar todo o contexto. ^^
 Enfim vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Sonic – o filme” não peca em se apresentar ao público com tudo aquilo que ele realmente se propôs: um filme leve, divertido, bem localizado para os fãs de games e do ouriço e que funciona satisfatoriamente em uma hora e quarenta minutos de produção, com direito a dois pós créditos simplesmente sensacionais. Se és fã de games e curte o personagem, pode ir sem medo que é diversão garantida. Vale muito o ingresso!


domingo, 16 de fevereiro de 2020

Filmes

ARLEQUINA EM AVES DE RAPINA (Avaliação (4/5 - Muito bom!)


Ótimo cartaz nacional! ^^

 Novo filme do universo estendido da DC tem boa performance por conta de seu bom roteiro e das atrizes. Vamos a análise! ^^
 Antes de qualquer pergunta: sim, o universo estendido da DC ainda existe! Decerto que agora de forma bem sutil, sem muitos alardes, só se utilizando de detalhes para observar o comportamento do público e ver como as ideias se comportam daqui pra frente. Embora não pareça, ‘Mulher Maravilha’, ‘Aquaman’ e ‘Shazam’ fazem parte desse universo ainda! Sutis detalhes desses três filmes demonstram isso. Em ‘Mulher Maravilha’, mesmo o longa se localizando no passado, ele faz ligação ao presente no final, mostrando alguma conexão com a ‘Liga da Justiça’. Em ‘Aquaman’, ‘Mera’ (Amber Heard) cita que ‘Arthur Curry’ (Jason Momoa) ‘derrotou o Lobo da Estepe’, fazendo um pequeno elo também. E em Shazam, há várias referências da Liga e a aparição no final do próprio Superman. Ou seja, a DC tá meio que ‘comendo pelas beiradas’ nessa. E dessa vez se utilizou de uma personagem que, apesar de muito divulgada, não ocupa a nata dos personagens DC, mas tem sido trabalhada para se popularizar e ganhou notoriedade ainda maior com a ótima personificação de Margot Robbie em ‘Esquadrão Suicida’. E justamente por essa caracterização elogiada pela crítica (mesmo o filme não sendo lá essas coisas) foi que ela ganhou a oportunidade de se ter seu próprio filme solo. ;)

As protagonistas...

 E o que se esperar desse tipo de conteúdo? Fato número um: todo o filme se passa sob a perspectiva da personagem ‘Arlequina’. Então, se todo o roteiro gira em torno dela, é justo que cenários, figurinos e a própria Gothan sejam demonstradas sob seu olhar. Sabemos que Gothan City é uma cidade sombria, escura e obscura, onde o crime domina. Mas se analisarmos a personagem transloucada e de aparência extravagante de Margot, veremos que certas paletas coloridas no filme são justamente para consentir com o comportamento excêntrico da personagem. Isso ao meu ver é meio que óbvio. E ajuda também a movimentar a narrativa não só de sua história, mas das outras personagens também, que por sinal são muito bem introduzidas no filme. O roteiro brinca por vezes com os atos voltando no tempo e posicionando o comportamento, a ação e as motivações de cada uma das heroínas apresentadas, fazendo uma deliciosa mixagem bem ao estilo do primeiro filme do ‘Deadpool’. E isso funciona satisfatoriamente para o longa (flerta muito bem com a personalidade da protagonista), deixando-o mais conciso e até certo ponto, mais leve (embora ele seja por aqui classificação 16 anos e tenha cenas que o fazem ser para essa faixa etária).
 Fato número dois: o empenho descomunal de todas as atrizes envolvidas no projeto, somadas as boas coreografias das cenas de luta e ação, e mais o fato de a protagonista ter sido bem retratada na trama, não faz, no meu ponto de vista, o longa ter aspectos feministas. Percebe o comprometimento de todas com o projeto e a dedicação de cada uma ao papel que lhe fora incumbido. É notório e impossível negar isso. Como já disse anteriormente, todas foram muito bem apresentadas e bem inseridas no contexto do filme. Até os motivos pelos quais elas tem de se juntar ficam extremamente claros e verossímeis. Você consegue aceitar que no fim, suas motivações se encontram na mesma direção. E você meio que ‘compra’ isso. Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Rosie Perez (Renee Montoya) e Ella Jay Basco (Cassandra Cain) protagonizam ótimos momentos e boas interpretações ao longo, incluindo a poderosa demonstração dos poderes da Canário. E mesmo que as Aves de Rapina não estejam na sua formação original dos quadrinhos, elas se esforçam (e o roteiro também) bastante para produzir de forma coerente a formação que o cinema apresentou.  

...e os antagonistas! :)

 Falar das atrizes mulheres e não falar dos atores seria também um grande equívoco da minha parte. Ewan McGregor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Zsasz) protagonizam vilania de primeira linha. São ardilosos, cruéis, impiedosos e violentos. Tornam o estado de Gothan City tradicionalmente sombrio a vista deles. Tanto que no fim de terceiro ato há essa mudança do tom da paleta de cores justamente para que se demonstrasse todo o lado obscuro do vilão. Aliás, isso é algo que me fez gostar na película: ‘Arlequina’ também é uma vilã. Sua característica principal não foi alterada. As circunstâncias é que levaram não só ela mas a todo o restante das meninas aquela determinada situação com ‘Máscara Negra’. Ponto a favor para esse correto contexto no roteiro! ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Margot Robbie reprisa seu já consagrado papel de Arlequina e, juntamente com outras atrizes, produz uma boa e divertida película, sob o olhar da psiquiatra louca. “Aves de Rapina – Arlequina e sua emancipação fantabulosa” (título inicialmente oficial dado ao projeto, mudado após o lançamento do filme pela Warner) é uma história bem contada que se dilui bem nas suas duas horas de projeção. Se curtes, vale sim o ingresso! ;D


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Filmes

JOJO RABBIT (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Ótimo poster! ^^


 Filme de Taika Waititi aborda o horror da guerra sob a ótica pura e inocente de um garotinho de 10 anos. Vamos a análise! ^^
 A temática dos conflitos da Alemanha nazista já foi mostrada em inúmeros filmes de diversos modos. Porém o diretor Taika Waititi, conhecido pelo seu conteúdo mais colorido e lúdico, nos entrega esta pérola em forma de conteúdo audiovisual que transporta o olhar do início do fim da segunda guerra na perspectiva de Jojo, um menino de apenas 10 anos que, motivado pelo seu ‘führer’ Adolph Hitler (Taika Waititi), sonha em ingressar para o exército alemão a fim de colaborar com seu país para vencer a guerra. Ele só não contava o quanto ele teria dificuldades para tal feito. E muito menos sabia que sua mãe escondia algo que mudaria sua vida para sempre. Essa premissa simples a princípio soa fácil demais do ponto de vista narrativo, porém quando o filme se aprofunda nas questões morais e psicossociais que a guerra traz, ele nos imerge num intenso questionamento que permeia todo o longa: qual o real valor do conflito?
Os 3 atores em ótima sintonia e excelentes performances! ;)

 Roman Grifiin Davis, que interpreta Jojo - o protagonista da história -, consegue produzir uma empatia natural, esbanjando carisma, competência, brandura e ternura na sua impressionante atuação. Todo o longa é projetado para refletir sua visão doce e pura de mundo, norteando suas convicções baseado em um amigo imaginário, que é o próprio Hitler (interpretado de forma cômica por Taika), que ele não conhece pessoalmente, porém irriga sua fértil mente com palavras de encorajamento e provocando o instinto voraz do menino em meio as circunstâncias apresentadas. E no decorrer da perturbadora cena da guerra, o menino se vê a margem de variadas questões e começa a notar um outro lado do mundo que ele mesmo criou e que não conhecia, que são as dificílimas posturas que ele precisa tomar com tão tenra idade. O nível da imersão dessa película é tão profundo que cria um forte choque de realidades entre o que é certo e o que na verdade deveria ser o certo. A forte e cativante performance do jovem ator de apenas 12 anos lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro 2020 na categoria ‘Melhor ator em filme musical e/ou comédia’. Incrível, não? ^^
 Scarlett Johanson interpreta a mãe de Jojo, ‘Rosie Betzler’, e faz um contraponto rico e interessante dentro do ambiente hostil em que se encontrava. Doce e de postura firme, se opunha completamente a ideia do conflito. Sua brandura, atuação precisa e a boa química com o jovem ator também lhe rendeu uma indicação ao Oscar 2020 na categoria ‘Melhor atriz coadjuvante’.
 Taika Waititi é um diretor que tem por característica principal abusar da sátira e do sarcasmo. Além de seu personagem, que é ninguém menos que o próprio Hitler (fomentado pelo imaginário do menino, pois Jojo não o conhecia pessoalmente), vemos no teor da comédia o ponto crítico necessário para apresentar, com muito respeito, sua visão pessoal do que a guerra realmente traz. Sua interação com Roman Griffin é simplesmente sensacional e cria momentos hilários ao longo. Mas quando o longa precisa repentinamente sair do tom mais leve, é aí que o diretor brilha. A mistura de sentimentos gerados é de se encantar e emocionar pela leveza e postura de se tratar de um assunto tão sério de forma tão cuidadosa, sem ofender ninguém e indo no ponto exato onde ele queria chegar, que é o questionamento: alguém realmente sai vitorioso com esse conflito? As nuances dessa reflexão no filme certamente mexeram com os membros da academia (mexeu comigo também), a ponto de indicarem o longa ao Oscar 2020 na categoria ‘Melhor filme’. Além disso, o capricho visual na bem posicionada fotografia e um roteiro extremamente bem humorado e caprichosamente elaborado permitiram a obra a concorrer em outras categorias também, como a de ‘Melhor roteiro adaptado’, por exemplo.
Essa 'duplinha' funciona muito bem: Roman Griffin e Archie Yates. ^^ 

 Nenhum lado na verdade vence plenamente uma guerra. O nazismo inconsequente de seu maior líder dizimou milhares de vidas. E não só esse regime como também o pavor da Segunda Guerra só trouxe malefícios e mortes ao mundo. Taika soube transpor plenamente seu argumento para a tela. Soube dissertar e trazer essa discussão ao espectador com maestria. No fim desse período tenebroso, famílias foram separadas, vidas destruídas e vítimas psicossocialmente abaladas que nunca mais seriam as mesmas. Não foram milhões de soldados em estatística. Foram milhões de pais, filhos, esposos, netos. Não foram milhões de judeus. Foram vidas únicas que nunca mais iriam poder voltar. Nunca veriam novamente a luz do dia. Não veriam seus filhos crescerem. Não veriam mais seus pais. A comunhão interrompida pela covardia. O ódio destilado até no coração dos mais inocentes. E Jojo foi a representação brilhante dessa inocência. Até se lhe abrirem os olhos para a verdade que estava velada em sua frente. Quem for ver, vai entender.
 Enfim vale a oena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! O diretor Taika Waititi faz de “Jojo Rabbit” uma jóia que reflete todo seu brilho e pureza, mas ao mesmo tempo possui toda sua dureza e vigor declarados em um mesmo objeto. É daqueles filmes que trazem sentimentos e produz reflexão das mais variadas formas. Como disse lá no início, uma pérola rara encontrada ao mar. Vale demais o ingresso!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Filmes

BAD BOYS PARA SEMPRE (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Ótimo poster nacional! ;)

 Novo longa da conhecida franquia tem história bacana e é recheado de bons momentos de ação e tensão. Vamos a análise! ^^
A franquia ‘Bad boys’ fez sua estreia em 1995 e foi o filme responsável por alavancar a carreira de seu principal astro, Will Smith. Dirigido na época por ninguém menos que Michael Bay, o trabalho obteve um enorme sucesso de público e bilheteria e ganhou uma continuação tardia no ano de 2003, porém não menos relevante. Desde então um enrome hiato se fez em torno da marca. Até que esse ano (2020) uma nova continuação da tradicional história desses famosos personagens policiais/detetives ganhou nova vida em um roteiro extremamente envolvente e cativante, trazendo de volta todo o universo desses icônicos personagens.
Icônicos atores e personagens! ^^
 Agora em versões mais maduras - o filme se passa de fato 25 anos após o original -, ‘Mike Lowrey’ (Will Smith) e ‘Marcus Burnett’ (Martin Lawrence) já estão com certa idade para aposentadoria, mas ainda estão na ativa combatendo o crime. ‘Marcus’ (Lawerence) já conta com seu descanso permanente, mas ‘Mike’ (Smith) ainda quer se manter como um cara durão. Porém um grave incidente deixa as coisas complicadas para os dois policiais e eles novamente estarão as voltas com mais um caso para resolver. O que de cara me chama atenção é o cuidado em trazer para a realidade o tempo e a idade de cada um deles. Ambos já passaram dos cinquenta anos e não combinaria mais manter a juventude de outrora. Isso demonstra, por parte da produção, coerência e dá certo charme ao roteiro que por sinal é muito bem escrito. A envolvente história contada prende o espectador firme na tela e tem um desfecho descomunal com alguns ‘plot-twists’ (reviravoltas) interessantes durante. Tudo isso somado ao carisma inconfundível tanto de Will quanto de Martin e a química que entre os dois funciona impecavelmente bem. Detalhe para os diálogos bem construídos e extremamente cômicos do personagem de Martin Lawrence. A pegada mais ‘vovô’ de Lawrence combinou perfeitamente com o papel e ele dá um show de tiradas hilárias e bem postas durante a projeção. A ação e a comédia se misturam prazerosamente bem e ambos esbanjam competência e bom humor. A atmosfera mais ‘carregada’ do filme não é ofuscada em momento algum pela leveza das piadas e toda a engrenagem gira ‘redondinha’ ao longo das duas horas de projeção. ^^
Ótimo vilão!
 Quero também dar destaque ao bem construído vilão vivido pelo ator Jacob Scipio. A perspicácia, sagacidade, agilidade e robustez da juventude fizeram com que esse fosse um antagonista temido e perigoso, já que faz uma bela oposição a idade já avançada dos policiais. A atuação de Jacob, ao meu ver, também foi muito primorosa no que diz repeito dar vida a um personagem tão frio e calculista, sedento por vingança em meio a um passado amplamente obscuro. Tem minha menção honrosa e seu mérito também por sua ótima interpretação ajudado, como já disse, pelo bem elaborado roteiro. ;)
 Há também um outro ponto que quero destacar no que diz respeito a questões não resolvidas ou mal resolvidas do passado que podem influenciar toda nossa trajetória futura. Esse pequeno mas importante detalhe me chamou muita atenção, pois a trama vai falar de uma forma mais intima sobre isso. Não dando ‘spoilers’, o desfecho narrativo abordado revela que decisões erradas - principalmente as da juventude, nesse caso -, podem levar a conflitos desgastantes no futuro. E o filme aborda isso muito de forma inventiva e criativa e deixa-nos uma relevante reflexão sobre nossas escolhas. A abordagem da película fará você entender que, pensar bem antes de se envolver em situações pode te fazer evitar muitas coisas. E justamente por esse contexto ter sido bem explorado e bem construído, achei relevante abordar. Quem ver, vai entender. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Bad Boys para sempre” tem Will Smith e Martin Lawrence em suas melhores performances e faz a fórmula dos ‘filmes policiais’ funcionarem extremamente bem. Vilão bem feito, boa narrativa e diálogos hilários permeiam essa ótima e divertida produção. Vale realmente o ingresso! ;D


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Reflexão bíblica

 "Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas" Eclesiastes 2.13
 Nossa incessante busca pelo sucesso e prazeres da vida pode vir a nos conduzir para um caminho perverso, que é o caminho da insensatez. Somos constantemente levados a crer que de tudo necessitamos e precisamos de forma quase que bruta. E não que adquirir bens seja errado ou pecado aos olhos de Deus. De maneira nenhuma. O que na verdade em muitos e muitos casos falta é sabedoria vinda do Céu para lidar com nossos excessivos desejos e conveniências humanas. Somos capazes de acumular dividendos só pela necessidade de adquirirmos o celular mais caro pelo 'status' que aquilo nos proporciona. Adquirimos bens que por vezes nossos recursos não o podem manter ou pagar. E Salomão, em toda sua trajetória de vida - e dentro de seu contexto de época - viveu, de forma muito ampla, uma vida regada de prazeres. Em todo esse texto de Eclesiastes 2 ele demonstra o quanto teve condições de realizar todas as suas vontades enquanto ser humano e rei. Mas percebeu que vontades sem responsabilidade era 'vaidade e aflição de espírito'. Notou que adquirir sabedoria para lidar com o que tinha era 'mais excelente que a estultícia' (estupidez), que a luz (do entendimento, do conhecimento e da moderação) era 'mais excelente que a trevas'. Ei querido, Deus está te convidando a entender que a porção que Ele nos dá é para administrarmos com sabedoria, sem exageros e com moderação. Somos 'mordomos' do Pai, no sentido de cuidarmos tanto da nossa vida quanto dos nossos incontáveis e incessantes impulsos. Precisamos buscar na leitura e na oração o bom entendimento de Cristo para não sermos tragados pela nossa constante vontade de consumo excessivo. E entender que o bocado do 'maná' que Deus nos dá hoje é para saber se conseguiremos ser 'fiéis no pouco'. Pense nisso, reflita e seja abençoado pela meditação destas palavras em nome de Jesus!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Filmes

JUMANJI: PRÓXIMA FASE (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Ótimo poster nacional! ^^

 Novo longa da franquia ‘Jumanji’ é divertido, leve, funcional e continua altamente cômico. Vamos a análise!
 Escolhas corretas de direção e elenco podem fazer com que um filme tenha êxito para o público ao qual se destina de forma satisfatória. No caso de ‘Jumanji’, originalmente protagonizado pelo saudoso Robin Willians, havia uma necessidade enorme de atualizar o roteiro para uma adaptação mais moderna, dentro do contexto atual. E não que isso desmereça o filme original. De forma nenhuma. Há um bom legado deixado que inclusive trouxe novamente a vida o interesse pela mitologia criada em torno da história do longa. Remodelado e lançado em 2017 (EUA) e em 2018 por aqui, sua premissa certeira juntamete com um elenco de peso foi a ‘receita de bolo’ que deu certo e trouxe bons ventos a franquia, que quase alcançou 1 bilhão em bilheteria na ocasião.
 E justamente o que funcionou no segundo filme (o primeiro dessa nova adaptação), foi novamente explorado nesse terceiro (segundo atual, pois estou contabilizando com o original). Roteiro leve, porém bem conduzido, interpretações hilárias e bem postas de Dawyne Johnson, Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillan e adições relevantes ao elenco fizeram desse também a receita inevitável do sucesso. ;)
Bem cômica essa cena. (rsrs)

 A começar pelas adições, os lendários Danny Glover e Danny DeVitto foram fundamentais para condução da hilariante narrativa, uma vez que Dwayne Johnson e Kevin Hart se tornam avatares dos seus respectivos personagens no jogo. E como a química entre Johnson e Hart funciona bem em comédia, o ‘timing’ das piadas segue em bom compasso nesse também. Jack Black mantém o ritmo cômico do longa anterior com tiradas fáceis e riso solto. Como são avatares, precisam imitar seus respectivos jogadores ‘reais’, e isso é o que tem tornado esses novos filmes extremamente eficientes do ponto de vista narrativo. O ponto que define o melhor momento é justamente essa ‘troca’ que os atores fazem em se transpor para a personalidade de seu respectivo jogador. É aonde eles realmente tem que se esforçar para caricaturar cada um de forma crível, fazendo o público identificar que são aqueles mesmos que estão ali. E a competência de cada um deles - e isso também inclui Nick Jonas, Karen Gillan e Awkwafina - em captar e transportar esse comportamento é o que, na minha humilde opinião, faz o longa ser tão convincente e prazeroso de se ver. É exatamente essa ‘engrenagem’, encenada de forma tão irreverente, que produz riso e dita o tom de toda a película (com destaque para os insanos momentos em que Jack Black tem de se portar como uma mulher quando a jogadora é feminina. É de chorar de rir – rsrsrs).
Ótimo elenco! ;)

 A execução do filme em 3D é muito funcional e isso traduz em bons momentos. Os ótimos efeitos especiais do longa pedem esse ajuste e ele é obtido de maneira aceitável durante toda a projeção. Como o mundo de Jumanji é um game de mundo aberto, nada mais justo que possuir margem para que o recurso fosse bem empregado. Em suma, acredito que sim, a experiência tornar-se-á mais prazerosa se for utilizada a tecnologia. Recomendo o investimento dessa vez! ;D
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Como citei no início, “Jumanji: Próxima Fase” tem elenco extremamente certeiro e muito bem entrosado para a proposta da película. A química entre os atores e a bem produzida narrativa ainda vai render outros ótimos filmes – se não terminar no próximo. É diversão leve, garantida e com gargalhadas muito altas durante. Vale muito o ingresso! :D

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Filmes

O ESCÂNDALO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Cartaz nacional do filme.


 Longa protagonizado por grandes estrelas do cinema traz a tona um lado sombrio do mundo das celebridades jornalísticas. Vamos a análise!
 Tudo o que a gente vê em qualquer tipo de mídia esconde o lado mais difícil de se perceber que são os bastidores daquele conteúdo. São as entrelinhas daquilo que não conseguimos enxergar que fazem toda aquela roda midiática funcionar. Mas nem sempre tudo é ‘glamour’. Nem sempre o que é mostrado é de fato fruto de competência e estudos. As vezes, há casos e situações que precisam ser analisados mais a fundo para se perceber que o mundo não é só o que nos é mostrado sem defeitos em tela. E é exatamente isso que esse filme se propõe. Ele visa não só mostrar a escuridão de quem está por trás das câmeras (no sentido literal e figurado) como também denunciar de certa forma todo o aparato psicossocial dos envolvidos no grande jogo do poder daqueles que comandam para aqueles que são comandados. E o que se vê nesse é um preço a se pagar muito caro por sinal.
Trio perfeito! ;)

 O filme aborda, de forma muito profunda e dramática, um fato ocorrido em 2016 com o então presidente da Fox News, Roger Alies, que agia de forma inescrupulosa assediando mulheres em favor de mantê-las em seus postos de trabalho. E as atrizes Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie cumprem de forma brilhante seus papéis em demonstrar toda a dura situação que viveram essas pessoas reais nas mãos de um homem de poder. Charlize e Nicole vivem as jornalistas reais Megyn Kelly e Gretchen Carlson, ambas funcionarias do canal na época e Margot vive uma personagem fictícia que representa tantas outras que sofreram com esse tipo de abuso. A liberdade narrativa entregue a Margot fez com que ela demonstrasse de forma muito assertiva e comovente todo o choque produzido por aquela constrangedora situação. Não por menos, rendeu-lhe uma indicação ao Oscar 2020 na categoria de ‘Melhor atriz coadjuvante’. Em contrapartida, Gretchen Carlson (Nicole Kidman) foi a pessoa que teve a coragem de encarar e iniciar a onda de denúncias contra o poderoso chefe de TV. Megyn Kelly (Charlize Theron) aproveita esse momento para também elucidar e encorajar outras a se expor mediante tal contexto. E ambas as atrizes são igualmente convincentes em demonstrar os fatos com muita competência. Igualmente, Charlize Theron também está indicada ao Oscar 2020 na categoria ‘Melhor atriz’.
John Lithgow interpreta Roger Alies.

 Embora o roteiro seja justo, há alguns momentos em que ele ‘peca’ por não direcionar bem o espectador durante as cenas - por vezes se torna até meio confuso -, mesmo sendo eficaz o suficiente para as protagonistas brilharem. Mas dentro de um contexto geral, ele é funcional e nos mostra uma incômoda verdade que persiste em boa parte do meio televisivo em geral. Traduz em uma profunda reflexão de quem nós somos no meio de pessoas grandes. Servimos como seres humanos ou somos objetificados pela ganância e pelo ego? Abrindo o leque para um debate mais amplo: quantos de nós fomos ou somos capazes de se deixar ser humilhados em prol de se manter em alguma espécie de ‘status’ ou simplesmente porque aquele trabalho é o que garante o pagamento de suas contas? Fechando o leque e voltando ao assunto abordado no filme: quantas outras tantas mulheres em outros inúmeros lugares não se identificaram com essa situação? São muitas questões envolvidas e a discussão é ampla e firme sobre esse tão delicado assunto.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “O escândalo” produz reações das mais diversas e incômodas no espectador e é justamente por isso que ele é tão interessante e produtivo. Faz-nos pensar em como muitas das vezes nossos olhos nos enganam. Faz-nos refletir no real valor da vida humana como um todo e no valor da mulher nesse caso. E no quanto o poder vindo de forma bruta pode ser um perigo para aquelas pessoas que não o sabem administrar. É um ótimo filme para ser visto e estudado. Vale muito o ingresso!

domingo, 5 de janeiro de 2020

Filmes

MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


Cartaz ótimo e cômico. rs

 Novo longa da franquia continua irreverente e divertido, mantendo basicamente o mesmo padrão dos outros dois filmes. Vamos a análise!
 Desde que Paulo Gustavo criou a personagem ‘Dona Hermínia’, nossa maneira de olhar o comportamento das mães certamente mudou. Isso porque, além de a personagem ser uma caricatura da própria mãe dele, há também um pouquinho de cada atitude de uma mãe em cada fala, cada gesto, cada bronca. É impossível negar isso. E ele conseguiu de forma hilária contextualizar o enredo 'família' e o colocou em outro patamar. E é justamente isso que faz os três longas da franquia serem tão bacanas: a identificação do público com as situações hilariantes e, em certos momentos, até comoventes da protagonista e seus três filhos.
O figurino já te faz rir...rsrsrs

 A química entre Paulo Gustavo, Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo dão o tom e funcionam muito bem durante a projeção. É extremamente cômico ver os três em tela contracenando e trabalhando as situações familiares com tanta relevância e verossimilhança. O cotidiano é transformado em um delicioso ‘show’ de piadas e fluem até de forma orgânica. Não vejo tentativa de forçar nada. Tudo acontece da forma mais natural possível dentro do bom e coerente roteiro. Incluindo a transposição contextual de sua própria vida relatada ao longo da franquia. Muito bom! ;)
 Dessa vez ‘Dona Hermínia’ vai ter de lidar definitivamente com a saída dos seus dois filhos (o terceiro mais velho já morava longe desde o primeiro filme) de casa e isso vai mexer profundamente com sua estrutura. Controladora e exigente, quer que as coisas sejam e aconteçam sempre do seu jeito (Alguma mãe aí se identifica? rsrs). Mas as ‘crianças’ crescem e cada um quer alçar seus próprios voos. Impedir essa evolução natural é muitas das vezes limitar e ‘cortar as asas’ das próprias crias. Apesar de hilário em seu contexto, é uma verdade universal. E é lógico que nem ‘Dona Hermínia’ vai conseguir lidar com isso fácil. Mas quando se entende isso, que os filhos precisam crescer e amadurecer, isso é a real forma de amar os seus. Não proíba seus filhos de saírem da ‘barra de sua saia’, mas aprenda a ser ponderada(o) e coerente. Isso pode prejudicar muito a construção cognitiva de maturidade neles. E quem vai arcar com os prejuízos são os próprios pais mais tarde, se não se aperceberem disso. Pense nisso e reflita. :)
Esse trio é ótimo e funcional! ;)

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! O hilariante Paulo Gustavo nos dá mais uma vez um ‘show’ de performance construindo uma interessante personagem que, mesmo se identificando com sua própria vida, consegue se remeter a todos os contextos de família sem perder o rumo da história que ele mesmo quer contar. Nas entrelinhas, a família ainda é essencial para a construção – ou não, vai depender da forma de criação de cada um – do caráter e da personalidade dos filhos. E a visão desse contexto no filme é clara e muito, mas muito divertida e emocionante. Vale a pena sim cada centavo investido. Vale muito o ingresso! ;D

sábado, 14 de dezembro de 2019

Reflexão bíblica

 "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos" Salmos 19.1
 A grandeza do nosso Senhor é insondável. Poucas pessoas - incluindo até cristãos - param pra refletir no que Deus realmente é capaz de fazer. As vezes vivem como se a Terra fosse o único lugar do universo que o Pai criou. Mas a Sua grandeza vai além das nossas pequenas mentes. Vai muito além do nosso entendimento humano. Somos pequeninos demais para entender o tamanho do nosso Deus. Achamos a Terra gigante diante de nossos olhos, mas ela é bem menor que o sol. Bem menor que alguns outros planetas do nosso sistema solar. Ei querido, entender isso é reconhecer os feitos de Deus. É dignificar Sua grandeza e mostrar para Ele que Ele é o Senhor de tudo. Se Ele rege o universo com a palma de Suas mãos, o que não poderá fazer pela minha vida e pela sua? O grande problema de não recebermos mais as dádivas de Deus é o nosso coração duro, porque Ele tem prazer em abençoar. 'Os céus declaram a glória de Deus', diz o texto em apreço. Saia agora do seu lugar onde você está e contemple o céu. Olhe para cima. Verás então a glória de Deus demonstrada e declarada diante dos seus olhos. Se isso não for o suficiente para que você entenda que o seu problema diante de Deus é solucionável, então nada mais será. Creia na grandeza dEle, adore a Ele por todos os Seus feitos e tu verás que tudo o que precisas é esperar e confiar naquilo que Ele te prometeu. 'Deus não é homem para que minta', diz um outro texto. Se há ordem no universo, também Deus colocará em ordem a sua vida, se abrir seu coração para que Ele possa trabalhar. Creia nisso, reflita nessa mensagem e seja abençoado em nome de Jesus!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Filmes

MAIS QUE VENCEDORES (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Ótimo cartaz! ^^

 Novo longa cristão tem mensagem forte e incisiva sobre superação e transformação de vida. Vamos a análise!
 O que define quem somos e quais escolhas fazemos? Talvez seja o nosso ímpeto de querermos sempre ser mais. Ou talvez, dominados pelo nosso coração, escolhemos e executamos de forma não pensada nossas ações. Seja o que for, o melhor jeito de nos definirmos é deixando Deus nos auxiliar em todas as nossas decisões. Ele conhece bem nossas vidas. E esse filme vai abordar, de forma sistemática, esse tema que é uma pergunta recorrente ao longo da projeção: o que te define? (mesmo que ela não esteja lá diretamente, essa abordagem é feita durante todo o tempo).

Momento de oração...

 Alex Kendrik (que é Pastor da Igreja Batista Sherwood, Albany-Georgia) produz, dirige e atua nesse novo longa e seu personagem é posto a prova quando um incidente em sua cidade faz com que todo o seu time de basquete vá embora e ele tenha de tomar novos rumos com relação ao esporte na escola onde trabalha. Porém é quando ele é confrontado é que ele vai perceber quem é de fato. E terá de abrir sua visão em vários aspectos da sua vida. E personagens-chave o conduzirão de forma emocionante para a conclusão dessa nova jornada. Pode até parecer pouco (até para não gerar ‘spoilers’ sobre o filme), mas o roteiro elaborado para este é instigante e cativante, visto que nossa limitada visão de mundo pode nos enganar as vezes, e Deus quer nos conduzir para coisas ainda maiores. Essa é a mensagem mais relevante que o longa quer nos passar: a de que sim, podemos vencer nEle os obstáculos criados a nossa volta. Basta crer! ;)
 Embora sua premissa tenha cunho cristão, o longa facilmente alcança todo tipo de público, quer por sua história motivacional, quer por seus personagens extremamente verossimilhantes, quer por sua narrativa de superação. Mesmo que você, caro leitor, não seja adepto ao cristianismo, tenha certeza que a mensagem desse filme vai te emocionar. Todos nós passamos por momentos difíceis na vida. E muitas das nossas dificuldades são desafios para chegarmos a algum lugar. E cada passo, cada nova descoberta são portas que se abrem para, enfim, alcançarmos o objetivo. E o longa foca em situações cotidianas para entregar uma experiência incrível, refletindo em todo tempo como nossas fragilidades nos desnorteiam e como elas podem também se tornar nossas aliadas, se soubermos trabalha-las ao nosso favor. Tudo é uma questão de como enxergamos nossos problemas e o longa reproduz de forma perspicaz esse contexto.

Você vai se emocionar com essa menina...

 O longa produz momentos dramáticos memoráveis, com diálogos e surpresas/reviravoltas interessantes, mas apela também para uma vertente pouco explorada em películas do gênero: o humor. Com momentos realmente cômicos, o longa vai tornando mais leve toda a parte mais contida e comovente, gerando certa suavidade na abordagem de assuntos mais delicados e na forma da qual o público vai absorver estes, trazendo um equilíbrio entre as circunstâncias. Bem pensado e certeiramente bem executado também! ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Posso afirmar que “Mais que vencedores” é um filme que vai produzir em você, querido espectador, a sensação que sim, existe espaço para sermos melhores, perdoarmos e superarmos nossas perdas, dores e fraquezas. Uma produção para toda a família e que certamente vai impactar e fazer pensar em alguns momentos. Recomendo muito! Vale muito o ingresso! ;D