sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Filmes

RAMBO - ATÉ O FIM (Avaliação 3/5 - Bom!)

Cartaz nacional maneiro! :)

 Novo filme da franquia tem roteiro simplório, mas ainda assim consegue carregar a marca de Stallone e seu icônico personagem. Vamos a análise! ^^
 No auge do seus 73 anos, Sylvester Stallone ainda tem fôlego para suas várias peripécias em cena. Nessa nova entrada de uma das franquias que o colocou no auge da carreira nos anos oitenta do século passado, vai mostrar o herói da guerra já aposentado tentando viver uma vida tranquila de volta para o rancho onde nasceu, quando um incidente com sua sobrinha o leva a reacender a chama das suas origens e tormentas do passado. Esse é basicamente o roteiro que o filme carrega e toda a trama se baseia nessa premissa que, embora não seja muito elaborada, consegue ao menos se fechar em si mesmo. :)


'John' e a vida em família que não teve...

 Se existe uma coisa que Sly sabe fazer bem são suas atuações de ‘cara durão’. Como seu personagem é um veterano de guerra, seus diálogos secos e frios, atenuados pela família que ele reconstruiu por dez anos estando ali naquele rancho (esse longa é continuação direta do quarto filme), produzem uma característica peculiar que gosto em suas atuações: seriedade nos ‘takes’ mais robustos e uma serenidade e por que não, uma certa leveza nos momentos mais brandos. Isso pode ser facilmente visto em sua ótima atuação nos dois filmes da franquia ‘Creed’ (inclusive o primeiro ‘Creed’ lhe rendeu um ‘Globo de Ouro’ e uma indicação ao Oscar como ‘melhor ator coadjuvante’). Ele consegue passar esses sentimentos naturalmente em tela devido a sua vasta experiência e longa vivência como ator (e também é escritor, produtor e roteirista). ;)

Preparado para a guerra!
  Certamente a característica mais marcante de seus filmes são as cenas de ação. E elas só vão começar a aparecer de fato da metade do segundo ato para frente. E a polêmica que girou em torno dessas, ao meu ver, não se sustenta, uma vez que ‘John Rambo’ é um ex-soldado veterano de guerra e conhece bem suas vertentes. Como realmente se achava que haveria solução para a situação criada pela trama? O escopo do protagonista construído ao longo dos anos contribui para toda a ação do terceiro ato e seu procedimento. Parece que soa cruel. Mas não soa. Uma linha de diálogo do roteiro e os sentimentos mistos que tudo aquilo causou nele acabam tornando plausíveis seus fins. E mesmo a história não sendo nada grandiosa e até um pouco batida (lembra muito os filmes antigos sobre histórias de vingança com o já falecido ator Charles Bronson), ela consegue sustentar em si as escolhas narrativas do personagem. É simplório? É. Mas funciona e é o que vale dentro daquele contexto. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Apesar da sua avançada idade, Sylvester Stallone ainda impressiona com sua vivacidade e bom siso em tela. Todavia, mesmo que “Rambo – até o fim” não seja o melhor filme da franquia (quiçá de sua carreira), ainda assim entrega um produto que tem a marca de seu protagonista e de seu principal ator. Como um material de entretenimento despretensioso, vale por prestigiar esse que carrega uma bagagem sólida e uma consolidada história nas telonas. Faz jus sim ao ingresso! ;D

sábado, 21 de setembro de 2019

Reflexão bíblica

 "E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela Tua palavra hão de crer em mim" João 17.20
 Amados, cremos que a Palavra de Deus é a inerrante revelação do Pai para nós. E se está escrito tudo o que nela contém, é porque nosso Senhor deixou essa rica e grandiosa mensagem para nós. E cremos nela pela fé que nos foi outorgada pelo poder das palavras deste Livro. Então Jesus, no conceito total de Sua sabedoria, fez algumas importantes orações que estão relatadas nas Escrituras. E uma delas dizia respeito a nós e a todos aqueles que iriam (ou ainda vão) um dia crer nEle como Senhor e Salvador. Nesta súplica, Cristo inclui não só os servos daquele período como o de todos os períodos seguintes antes da sua segunda vinda (e ainda aqueles que irão crer nEle após o arrebatamento). Ele se preocupou em deixar registrado, em um versículo completamente atemporal, sua preocupação com aqueles que iam se tornar igreja de Cristo no futuro. Ei querido, a Bíblia é um livro mais atual do que sua vã filosofia imagina! Esse pequeno versículo foi escrito há mais de dois mil anos atrás e ele ainda faz todo o efeito hoje, dado o entendimento que ele abrange a todas as gerações de adoradores que 'adoram o Pai em Espírito e em verdade'. Ele se inclinou a Deus pedindo pela minha vida e pela sua! Quanto amor Jesus teve por nós em deixar esse registro de abnegação e clamor! Consegues tu entender o valor da cruz e do amor que Ele sentiu e sente por mim e por ti? Então espalhe essa mensagem para que todos possam ver/ler/ouvir e serem alcançados assim como nós fomos por este tão grande apreço! E a canção que complementa nossa reflexão é a belíssima "De tal maneira - Eyshila". Medite nessa Palavra, ouça essa linda canção e seja abençoado por elas em nome de Jesus!

sábado, 14 de setembro de 2019

Filmes

IT - CAPÍTULO DOIS (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Cartaz sinistro! rsrsrs

 Com uma história forte e bem construída, o segundo capítulo de 'It' fecha o arco de forma digna e coerente. Vamos a análise! ^^
 Uma entidade que a cada 27 anos acorda por necessidade de se alimentar e se sustenta com base no medo dos outros. Uma cidade tomada pela apreensão por conta de vários desaparecimentos que nunca são explicados. Sete jovens que se tornam alvo justamente pela incerteza de suas próprias histórias. Baseado no livro do famoso escritor Stephen King, a adaptação (ou a nova versão, já que uma havia sido filmada há muitos anos atrás) nos traz de volta toda a ambientação de sua obra literária para as telas. E como toda mudança de mídia, sempre há alguns ajustes realizados sob a ótica do diretor. Mas nesse caso as mudanças pontuais foram aprovadas até pelo próprio autor da obra, gerando expectativas extremamente positivas para o longa. ;)

Elenco adulto e infantil respectivamente! ^^
 Andy Muschietti assume novamente a direção desse segundo longa e aplica um minucioso trabalho de caracterização dos personagens, que outrora eram crianças, e agora, vinte e sete anos depois do primeiro encontro com ‘a coisa’, estão mais velhos e com suas vidas estabilizadas. A escolha do elenco adulto foi tão bem elaborada que impressiona as características físicas dos atores em semelhança com as crianças. Basta um olhar comparativo para perceber tamanho cuidado nessa seleção. E isso demonstra já um enorme comprometimento de Muschietti em entregar um produto final fidedigno e muito bem ambientado. Nomes como James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader compõem esse elenco e até as peculiaridades de cada protagonista mirim são conduzidas com perfeição por eles. Vê-se realmente cada um do ‘clube dos perdedores’ no seu perfil adulto. E as crianças também retornam nesses com novos momentos do passado (do primeiro filme) e fazem aquele contraponto interessante e porque não dizer, fofo também. ^^

O 'palhaço' do mal '-'
 O ‘palhaço do mal’ retorna ainda mais voraz, perigoso e com sede de vítimas. Bill Skasgard retoma o papel e continua excelente em tela. Suas aparições ainda são assustadoras e mortais. Como seu personagem é um ser que se alimenta de pessoas que sentem medo de sua presença – e curiosamente ele só se revela para aqueles que o temem; outros não conseguem enxergá-lo por isso –, ‘It – a coisa’ me deixou a clara impressão da grande metáfora que contém nossos medos. Quanto mais os alimentamos, mas ele cresce em nossas vidas e quando os vencemos, eles somem. Esse sentimento é gerado a partir de situações constrangedoras que passamos e quanto mais concedemos enfoque a ele, mas ele toma extremas proporções em nosso dia a dia. Isso é claramente mais bem exposto nesse segundo filme em relação ao ser em questão e até a forma com que ele é derrotado evidencia isso. Será que Stephen King teve essa percepção quando criou Pennywise? Bem, essa é a minha visão figurada do antagonista e ela se encaixa perfeitamente com nosso ciclo da vida. ^^
 As formas assustadoras feitas em CGI, os planos de ação e a fotografia bem posicionada para dar o clima de terror e obscuridade são outro ponto que chamam a atenção pelo ótimo trabalho visual feito pela equipe de produção. Tudo é bem posicionado para realmente dar a impressão do clima de horror que Pennywise provoca quando aparece, gerando um visual rico e, ao mesmo tempo, perturbador, sendo altamente compensado por ambos os elencos em momentos mais cômicos e descontraídos, gerando um equilíbrio entre normalidade, tensão e pânico. É sensacional isso! :)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “It – Capítulo Dois” tem sua dose de carisma tanto quanto o primeiro filme, justamente por não ser um filme puramente de terror. Toda a rica história por trás dos personagens, seus medos e incertezas incrementam e enriquecem sobremaneira o contexto e a dramaticidade do roteiro (muito bem adaptado por sinal). Para aqueles que são fãs de terror e boas histórias, recomendo muito. Vale demais o ingresso! 




domingo, 8 de setembro de 2019

Filmes

YESTERDAY (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


Poster bacana! ^^

 

 Com uma premissa leve, descontraída e cativante, “Yesterday” encanta pela história bem construída por trás das músicas dos Beatles. Vamos a análise!
 Um apagão e de repente o mundo inteiro esquece que uma das mais conhecidas bandas de todos os tempos existiu. E o jovem ‘Jack Malik’, interpretado pelo ator Himesh Patel descobre que só ele conhece e lembra da icônica banda. Com isso as pessoas passam a acreditar que as canções e composições que ele está cantando são dele e uma longa jornada sobre a sua vida se inicia. Essa é a principal história que o filme carrega, porém é recheada de momentos hilários e tocantes ao mesmo tempo.
 Um filme musical. Todo o filme é composto pelo vasto repertório da banda inglesa e é, de certa forma, um homenagem a todas as canções que viraram febre em seu tempo, ultrapassando gerações de fãs ao redor do mundo que gostavam de suas músicas. O orçamento do filme inclusive foi puxado para cima com a aquisição dos direitos de cada canção entoada ao longo da projeção. Um outro fato interessante é que o ator Himesh Patel é também cantor e ele mesmo canta e toca tocas as músicas do filme. Mas a forma com que as mesmas são inseridas, dentro de um contexto lógico, é o que de fato pode se chamar de a ‘cereja do bolo’. Elas não estão ali só pra serem cantadas em algum momento espaçado do filme. Na verdade elas trazem toda a tônica da história e implementam os elementos necessários para a construção da boa e divertida narrativa, que com muito bom humor nos é revelada aos poucos pelo doce e bem escrito roteiro. ^^

Boa química entre Himesh Patel e Lily James ^^

 Uma história feita de escolhas. O que mais me chamou atenção nessa película é o fato de que em todo momento, a mesma se demonstra ser sobre decisões, valores e como tudo isso afeta a forma de vivermos a vida como um todo. As vezes o elo para a felicidade não está nas grandes decisões, e sim nos pequenos sonhos e projetos que temos. A forma como o filme aborda as escolhas do protagonista nos revela de forma muito prazerosa o que realmente importa para o ser humano. Valores como honestidade, sinceridade e integridade ainda são os mais valiosos presentes que recebemos em vida. E o rumo dos fatos narrados no longa traz essa percepção de forma muito abundante e rica, juntamente com o desfecho que entrega de forma muito lúdica e emocionante essa reflexão. Muito bom! ;)
 O novato Himesh Patel  protagoniza o longa e de forma muito convincente nos entrega um personagem carismático, leve e cômico. Tem talento e demonstra isso de forma muito natural em tela. Seu personagem rapidamente cria empatia com o público e se conecta perfeitamente no decorrer da história contada. A personagem ‘Ellie’, interpretada pela atriz Lily James também protagoniza ótimas cenas com Patel e a química entre os dois é funcional e interessante. Dá liga e a trama que envolve os dois em específico flui de forma bem orgânica, apesar dos clichês que envolvem histórias amorosas. Gostei muito! ^^

Ed Sheeran em participação especial ;)
 A indústria da fama. A personagem de Kate McKinnon, 'Deborah', é uma produtora e caça-talentos e quando ‘Jack’ conhece o lado da fama através dela, nota-se, de uma forma não muito agressiva, o inquietante e polêmico lado da indústria que te enxerga como um ‘produto de mídia’ e não se preocupa em querer saber quem você é, somente o quanto você pode oferecer de retorno financeiro para eles. A história não se aprofunda nisso de forma tão detalhada, mas dá os tons de forma suficiente para a percepção desse contexto. O tom cômico do filme também atenua essa abordagem. Mas ela está lá e é relevante para se pensar sobre. :)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Yesterday” é um daqueles filmes que você tem o prazer de ver, quer por sua ótima premissa, quer por sua história leve, doce e divertida, quer pela excelente reflexão que ele nos traz em seu fim. Com a participação especial do cantor Ed Sheeran, certamente vai agradar a todos que curtem a sétima arte e o gosto por bons trabalhos. Vale muito o ingresso! ^^



quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Reflexão bíblica

 "O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita" Salmos 121.5
 Deus não deixa os seus desamparados. Ele sabe que vivemos em um mundo de incertezas, de pessoas inconstantes e de muitas inquietações. E o inimigo potencializa de forma arrebatadora a maldade contida no ser humano. E é por isso que Ele vem, nos vê e nos guarda. Em uma de suas muitas petições ao Pai, Jesus o pediu 'que nos guardasse do mundo', pois Ele mesmo sabia, já vivendo por aqui, que estaríamos como que no meio de pessoas que não O querem nem O suportam. Então é aí que Ele nos diz: 'O Senhor é quem te guarda'. Ele nos guarda do homem mau. Nos guarda das decisões equivocadas, pois é Ele quem nos direciona. Nos guarda muitas das vezes de nós mesmos, dos nossos impulsos humanos. Ele é como a sombra, que por onde quer que andes estará sempre com você, para onde você vá. E mesmo quando não temos essa 'sombra' visível, sabemos que ela está ali, dentro de nós, nos fazendo crer que sim, não estamos sozinhos. Ei querido, em Deus temos um refúgio maior. Muito maior que todos os maiores instrumentos de proteção e tecnologia que temos hoje no geral. Ele sim é refúgio e fortaleza, torre forte e escudo, sobre o qual estamos plantados e muito bem cuidados e tratados. 'O anjo do Senhor acampa ao redor daquele que o teme e o livra', descreve outro texto bíblico. E eu creio cem por cento nessa Palavra e faço dela minha referência de oração e proteção por onde quer que eu vá. Que o medo - que é bem diferente da prudencia - possa não ter espaço em sua vida, pois o exercício da fé passa pelo crivo da certeza de que por onde você for, Ele irá contigo. Pense nisso. Medite nessa Palavra e seja abençoado por ela em nome de Jesus!


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Filmes

ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Poster só tem fera! ;)

 O mais novo filme do renomado diretor Quentin Tarantino faz jus ao legado de boas performances sob sua direção. Vamos a análise!
 Tarantino tem uma estética bem peculiar em seus filmes e sempre retrata o período em que se passa suas obras com uma riqueza de detalhes ímpar. Cada ‘take’, cada foco, cada diálogo demorado e cadenciado, cada cena feita em plano-sequência, cada inversão de atos reflete um pouco da sua inventividade como diretor. E esse novo longa, onde ele transporta o espectador para o fim da década de sessenta, início dos anos setenta do século passado, aborda uma Hollywood a todo vapor na forma de um conto, de uma história fictícia do que ‘poderia ter sido, mas não foi’. E dentro dessa premissa vamos encontrar figuras extremamente caricatas como também personagens reais cujas histórias foram revisitadas sob a visão do diretor. 

Que TRIO meus amigos! Al Pacino, Brad Pitt e DiCaprio! :)
 Logo de primeira mão já destaco o olhar mais detalhado de como funcionava – e ainda funciona – a ‘indústria do cinema’. Vamos atentar para os personagens de Leonardo DiCaprio (Rick Dalton) e Brad Pitt (Cliff Booth). O primeiro, um ator de filmes de velho-oeste (muito comuns e recorrentes naquela época) tentando emplacar seu sucesso e se destacar no mundo das celebridades daquele tempo. O segundo, um dublê e melhor amigo de Rick, que está sempre bem disposto a manter sua postura quase que heroica de suprir as demandas de seu também chefe e amigo. Note que o primeiro é uma estrela muito bem paga que fica nos holofotes principais e tenta manter o respeito e sua dignidade como ator. O segundo, geralmente pega as situações mais pesadas e fica obscuro, vivendo a margem de seu mentor. O curioso é a forma como isso é retratado, demonstrando a diferença de padrão de vida entre um e outro, e fazendo se pensar o valor, ou quem sabe no sentido mais crítico do diretor a falta dele concernente ao dublê, que está por trás das câmeras fazendo seu papel mais árduo, porém é quem está a frente das telas que colhe os louros do sucesso. Observei isso atentamente como uma sutil crítica a como essa máquina funciona. E isso é tão automatizado em nossa mente que por vezes não damos nem um pouco conta disso. E ainda tem um terceiro: Al Pacino, que interpreta o personagem 'Marvin Shwarz', um empresário de olho nas tendências e fazendo a ponte entre os contratos dos filmes e séries. Tudo isso temperado com aquele humor bem sarcástico que só Quentin sabe fazer. 

Mike Moh interpreta Bruce Lee! Ótima performance! ^^
 Vale também ressaltar que DiCaprio rouba em muito momentos a cena com uma atuação espetacular e primorosa e faz jus ao seu legado como artista. Ele é um ator real que interpreta um ator que atua. Parece meio complicado de entender não é? (rsrs) Mas é isso mesmo. E sua interpretação beira a perfeição com expressões e sentimentos que criam uma altíssima empatia com seu personagem. O ‘timing’ das suas entradas, sejam elas cômicas ou dramáticas, são incríveis. Congratulações ao ator por tamanha qualidade e dramaticidade nas cenas! Já Pitt aposta suas fichas em procurar interpretar a ‘versão perfeita do amigo perfeito’ e em muitas cenas o faz de forma absurdamente criativa. Seu estilo calmo no falar, do tipo ‘sou da paz mas não mexe comigo’ (rsrs) lhe rende ótimas tiradas, principalmente em uma delas – a mais emblemática e polêmica por sinal – quando ele encontra no ‘set’ ninguém menos que Bruce Lee (interpretado pelo ator Mike Moh). É hilário e produz uma caricatura sem igual de ambos os personagens. Muito Show!
 Tarantino também aposta muito em contar histórias paralelas em seus filmes. Pequenos arcos, que delimitam o que cada protagonista está em busca. Nessa mistura de histórias, vemos a ótima Margot Robbie interpretando ninguém menos que a atriz Sharon Tate (que foi brutalmente assassinada ainda grávida pelo psicopata Charles Manson em sua própria casa) e que estava ali, paralelamente aos protagonistas masculinos da história, divulgando seu filme e vivendo o bom momento de sua carreira. E ver a sua abordagem em relação a atriz (essa existiu de verdade) é curiosa e interessante. E também a maneira como ele cria seu desfecho no filme mostra um pouco também sua forma de pensar em como ele queria que fosse de fato. 
 A enxurrada de referências, não só a Hollywood daquela época como as incontáveis empresas, restaurantes e empreendimentos que surgiram são minunciosamente retratados em tela. A riqueza de conteúdo sobre aquele tempo, tanto em cenografia quanto em figurinos – com as famosíssimas e badaladas calças ‘boca de sino’ – são uma ode a cultura e o grande legado histórico que nos deixou aquele período da história do cinema. Por esse motivo vale até ver novamente o filme para observar mais detalhes e ‘easter-eggs’ sobre esse passado interessante, curioso e muito emblemático. ^^

Ah a Margot Robbie...linda de todo jeito! <3
 Dos pontos negativos. Algumas sequencias envolvendo carros foram demasiadamente longas ao meu ver e isso, em minha opinião, quebrou um pouco a cadência do filme. Em dados momentos, essas cenas - que, partindo dele, são propositais para, talvez, mostrar um estilo de vida mais regrado e lento dos anos 60/70 – desaceleram demais e acabam por se tornar cansativas. E até o filme ‘engrenar’ novamente em algum momento cômico ou dramático, cria-se um certo ‘vazio’ entende? E esse ‘buracos’, que fizeram a película ter quase 3 horas, me incomodaram bastante. Não tira o brilho das atuações e do restante, mas não me agradou tanto dessa vez como em outros filmes de sua autoria.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Vale atentar que “Era uma vez em... Hollywood” é um filme adulto e com algumas cenas bem fortes. Margot Robbie, Brad Pitt e Leonardo DiCaprio estão primorosos em suas atuações e nos deixam realmente extasiados com suas performances. É de fato mais um obra interessante e bem executada desse que é um dos mais respeitados diretores de cinema da atualidade. Se curte seus filmes, vale demais o ingresso!



quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Filmes

VELOZES E FURIOSOS: HOBBS & SHAW (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Poster maneiro! ;)


 Com boa dinâmica e personagens já bem queridos do público, derivado da famosa franquia acerta em cheio principalmente na ação. Vamos a análise! ^^
 Dwayne ‘The Rock’ Johnson é hoje certamente um dos atores de filmes de ação mais carismáticos da atualidade. Não há como negar isso. Sua performance e versatilidade passeia até pelos estilos mais inusitados, como a comédia (quem já viu ‘Um espião e meio’ sabe do que estou falando). Porém é na hora das cenas de ação mais transloucadas que ele se sobressai. E o que não falta na franquia “Velozes e furiosos” são sequencias assim. Diante disso, com uma marca já tão bem difundida nos cinemas e um ator que sabe onde põe seus pés, o resultado não podia ser outro: muita ação, momentos insanos e o melhor, não só do ‘The Rock’, mas também do sempre ‘cara de mau’ Jason Stathan e do ótimo novato da franquia Idris Elba.
 A ideia de se produzir um ‘spin-off’ da franquia surgiu da possibilidade de se expandir o universo da mesma – vide ‘estamos ganhando milhões e queremos multiplicar’ – e nada mais justo que começar explorando um pouco mais a mitologia dos personagens de Johnson e Stathan. Certamente uma boa escolha, mesmo porque os personagens de ambos tem uma boa e relevante dinâmica de extremos-opostos e isso dá liga e funciona bem durante a projeção.

Olha os caras aí. Essa cena é ótima rs
 Da forma mais simplória possível, o roteiro desenvolve essa relação entre os dois, em meio a explosões, perseguições megalomaníacas, muita luta corporal e lotes de clichês, e vai conduzindo o espectador a crer no surreal mais uma vez. O vilão ‘bola da vez’ se chama ‘Brixton’ e simplesmente é a mais perfeita tradução do ‘super soldado criado tecnologicamente para ser superior’ – ele chega a se comparar até com o Superman – e consegue (acreditem) colocar Hobbs e Shaw na lona por diversas vezes, fazendo com que ambos tenham de por suas diferenças de lado para conseguirem derrotar o antagonista da vez. A premissa super heroica nesses está se tornando cada vez mais alinhada com os filmes de heróis de fato, pois a forma como as sequências são dirigidas corroboram para esse tipo de afirmação. E não estou dizendo que isso é algo ruim. Na verdade essa franquia optou pelo recurso de ser galhofa mesmo, de não se levar nem um pouco a sério e é justamente isso que faz dela tão icônica e tão amada por muitos. O fato dela ‘brincar’ o tempo todo de surrealidade – no sentido justamente da ação irreal e completamente nonsense – é o que produz no imaginário humano ‘ver aquilo que na vida real não se pode fazer’ e vibrar com cada momento desse em tela. Eu mesmo sou um desses que adoro isso (rsrs) e a própria indústria sabe o quanto essa ‘fórmula’, mesmo em certo sentido desgastada, funciona. E, cá pra nós... no fim das contas, é muito divertido, não é mesmo? :D 
 Vanessa kirby é outra atriz que entrou para esse ‘rol’ dos momentos mais ‘fora da caixa’ e protagoniza, lá no fim do filme, o que para mim foi o ápice da falta de senso – pena que não posso dar ‘spoilers’ aqui –, mas o que acontece certamente me deixou com aquela sensação de...’como?!?!!?’. Nem dá pra explanar ou falar muito. Só vendo mesmo pra entender (rsrs). E tem mais: duas aparições surpresa – do tipo ‘atores que você dificilmente esperava ver nessa franquia’ – que dão uma ótima colaboração, seja ela cômica ou por puro fan service mesmo e são bem divertidas suas contribuições. A contrapartida dessa insanidade toda são os momentos em que se fala sobre família e como se desenvolve – e até porque não dizer se aprofunda – no passado de cada um dos protagonistas, mostrando questões mal resolvidas e até em certo sentido humanizando um pouco seus personagens. Show! ;)

'O Superman negro', ops, quero dizer, o vilão do filme rs
 O 3D. Caros amigos leitores, o uso desse recurso nesse filme seria certamente um grande ‘mais do mesmo’ não fosse pela improvável e desconcertante sequência final do longa. Se nos dois primeiros atos, o longa não mostra nada na tecnologia praticamente (a não ser o logo inicial dizendo que estão funcionando os óculos rsrs), no terceiro ato valerá certamente toda sua espera. O enquadramento das cenas, da chuva e da forma como a coreografia da luta foram conduzidas, criam uma ‘dança em três dimensões’ muito prazerosa de se ver. E é por essa razão que eu realmente recomendo ver. Vale a espera por essas cenas e o valor pago a mais sem dúvida alguma! ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw” tem Dwayne Johnson, Jason Stathan, ação frenética para todo lado, clichês e mais clichês e tudo isso funciona consideravelmente bem dentro daquela boa e velha forma dos filmes de ação. Fora o imenso carisma do ‘The Rock’ que atualmente sozinho já vende o filme para o espectador. Vale conferir com a mente despretensiosa e se divertir. Faz muito jus ao seu ingresso! :)

sábado, 27 de julho de 2019

Filmes

O REI LEÃO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Lindo e impressionante poster! ;)


 Com uma arte simplesmente magnífica, novo filme da famosa franquia esbanja qualidade e personalidade. Vamos a análise! ^^
 Uma doce viagem no tempo. Um dos clássicos mais amados de todos os tempos está de volta em uma exuberante reformulação tecnológica e recria de forma muito impressionante toda a atmosfera do longa original em algo que faz facilmente lembrar, em dados momentos da projeção, um documentário do ‘Discovery Channel’ ou do ‘National Geographic’, tamanha perfeição na construção dos animais e na enorme gama da detalhes dos cenários e dos bichos em si. E embora certa inexpressividade dos personagens nos diálogos soe estranho a princípio, juntamente agregada a sensação da dualidade vislumbre/estranheza pelo novo – porque sim, é a primeiríssima vez que vemos uma animação realística só com fauna e flora, sem protagonistas humanos –, é amplamente inegável que a beleza quase que orgânica de cada arte, cada inseto, cada animal salte aos olhos com um brilho axiomático e uma leveza muito notória, transportando a nostalgia a um novo patamar.

Simba ultra realístico e detalhado! '-'
 A jornada do rei. Em uma cena específica, quando ‘Simba’ cruza o deserto, uma nobre analogia me veio. Esse momento me fez muito lembrar da jornada bíblica do rei Davi e o contexto tem algumas similaridades bem interessantes (vale ressaltar que eu não lembrava da animação original e não a revisitei antes de ver esse, além do fato de eu ser criança naquele período e logicamente não ter essa mesma percepção de hoje). Vejamos: tanto Davi quanto Simba foram separados para o trono ainda tenros – inclusive ambos foram ‘selados’ para isso, sendo um com azeite(Davi) e o outro com uma substância colorada da terra (Simba) . Ambos sofreram por uma ‘inveja’ de alguém que não aceitava seu futuro reinado e foram perseguidos para morte. Assim como Davi, Simba teve de fugir e passar por um ‘deserto’ (literal para o protagonista da história, porém figurado no caso do rei bíblico). No caminho, amigos o ajudaram e nesse caso, ‘Timão’ e ‘Pumba’ (logicamente com sutis diferenças, pois ‘Simba’ foi encontrado por eles; no caso de Davi, Jonatas já era seu amigo). Nesse interim, ambos tiveram que crescer, se aperfeiçoar e principalmente, entender quais eram seus reais propósitos de vida (no caso a maturidade para o reinado). E depois de tudo isso voltam, cada um dentro de seu contexto, e tomam seus postos que lhe foram garantidos por direito desde a infância. E mais um fato curioso dentro dessa minha doce e desatinada percepção: ‘Simba’ precisou ouvir a voz do pai ‘Mufasa’ para entender o que ele tinha realmente que fazer em dado ponto do filme, enquanto ‘Scar’ celebrava seu reinado sombrio. Deus, Davi, Saul (quando o mesmo se distanciou de Deus), percebe? Pode ser até um tanto quanto ‘fora da caixa’ esse parágrafo, mas que as similaridades realmente impressionam, isso eu não tenho a menor dúvida. ^^

Olhem esse visual absurdo! É CGI mesmo?!?! '-'
 Eventos evoluem ao longo. Apesar da real sensação de um primeiro ato morno e do sutil incômodo da falta de expressão facial – mesmo sabendo que a primeira parte normalmente é onde são apresentados os principais personagens e inseridos no contexto da história –, os mesmos são amplamente diluídos a partir do segundo ato com o desenvolvimento da história e a chegada de ‘Timão’ e ‘Pumba’. Os dois são os reais alívios cômicos de toda a película e criam justamente o ótimo contraponto com a imersão que o roteiro nos conduz, principalmente dentro do denso e caótico, porém triunfante terceiro ato. Eles chegam mesmo e criam ‘vida’ em um cenário meio que de tristeza e dor. E dessa vez o alívio cômico não serviu só para rir. Fez até diminuir a carga elevadamente pesada da trama, permitindo que o choque no clímax fosse menos impactante para todos, inclusive para as crianças. Com destaque para uma sequência bem cômica lá no fim mesmo onde ligeiramente se fala sobre ‘bullying’ e que, apesar de simples, é bem funcional. Show! ;)
 Trilha sonora de Hans Zimmer. Em mais um ponto extremamente alto do longa, as canções que compõem a trilha sonora são muito bem postas e incrivelmente bem orquestradas. Inseridas em momentos bem relevantes, fazem o longa alçar voos mais altos em determinados pontos, elevando o nível com uma qualidade e produção impecáveis. Realmente ‘música para os ouvidos’ escutar tais arranjos. ^^

Simba, Timão e Pumba!!! <3 <3 <3
 O 3D agrega – e na verdade até certo ponto para um filme desse perfil –, mas não impressiona tanto. Sou um grande entusiasta do recurso, e até recomendo, por algumas ótimas cenas e pela profundidade que trabalha junto com o cenário, mas certamente merecia um pouco mais. Vou indicar com ressalvas. Se curte, creio que será um adendo bacana a experiência. Todavia, se não és um avido fã, pode ir sem mesmo. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “O Rei Leão” nos introduz a um novo conceito em animações de computação gráfica ao mesmo tempo que busca na nostalgia seus alicerces mais fervorosos por nos trazer novamente uma trama tão rica e cheia de valores morais, com as devidas atualizações para o novo tempo. Funcional, impactante e divertido, vai certamente cair no gosto de todas as faixas etárias, indubitavelmente. Vale demais o ingresso!

sábado, 20 de julho de 2019

Reflexão bíblica

 "Em todo tempo ama o amigo e na hora da angústia nasce o irmão" Provérbios 17.17
 A Palavra de Deus é um livro completo. E para quem pensa que ela não fala sobre amizade, eis um texto até bem conhecido dos cristãos sobre o tema, ainda recorrente nos dias de hoje, porém muito escasso também no contexto social em que vivemos. Amigos verdadeiros não são aqueles que querem estar contigo só quando você está bem. Não são aqueles que fazem festa com você o tempo inteiro. Não são aqueles dos 'grupinhos' que frequentamos. Amigos verdadeiros estão presentes quando você está sem a menor condição de vê-los. São aqueles que lembram de você quando não se espera. São os que choram as suas dores junto com você e pelejam suas guerras contigo em oração. Que te estendem a mão quando você está caído. Que usa de sinceridade e fala verdades para não deixar você ir pelo mau caminho. O amor de amigo, como relata o texto em apreço, tem a ver com o amor 'philos' (amor fraternal, solidário) e pode ser visto por mim e por você quando vemos a disponibilidade daquele que realmente quer seu bem e o bem da sua amizade. Não se fie em amizades 'tóxicas', que estão perto de ti mas só te corroem o coração. Perceba as pessoas a sua volta. Quando notares aquele só quer teu bem, que não te ofende com palavras pesadas, procura te entender e quer ver você crescer em meio as suas tribulações, esse sim vai na angústia se tornar um irmão, como declara o texto. Somos seres sociais e carecemos do convívio humano, pois foi Deus quem quis dessa forma. Feliz é quem tem ou encontra um amigo assim! E para finalizar a mensagem de hoje, a canção "Amigo querido - Alda Célia" para celebrar as verdadeiras amizades! Lembre-se sempre do amigo maior, que é Jesus Cristo, que nos abençoa e nos une a esses quando mais precisamos! Deus te abençoe poderosamente nesse 'Dia do amigo' em nome de Jesus!


sábado, 13 de julho de 2019

Filmes

HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Poster nacional maneiro! ^^


 Novo longa do ‘Cabeça de Teia’ soa como um epílogo para ‘Vingadores: Ultimato’ e cria expectativas para o futuro do UCM. Vamos a análise! ^^
 A espera finalmente acabou. O fim da terceira fase do UCM está aí, com todas as suas nuances e nosso querido ‘Peter Parker’ ficou incumbido de encerrar essa fase em grande estilo, com uma aventura adolescente, cheia de tiradas ‘teen’ e mostrando um pouco de como os eventos de ‘Guerra Infinita/Ultimato’ tiveram relevância para o mundo desde então. Quem havia sido dizimado no ‘estalo’ permaneceu intacto durante cinco anos e quem ficou vivo cresceu/envelheceu e isso trouxe uma nova realidade para a vida da cada pessoa no universo da Marvel. O próprio Peter e seus amigos sentiram esse impacto. Porém uma nova situação surge e o Aranha vai estar dividido entre o amor da sua vida e o dever de salvar o mundo. E isso era tudo o que ele não queria no momento.
 O longa faz uma sutil, porém interessante análise do comportamento humano sobre aquilo que ele vê/absorve. Se eu realmente for explanar aqui essa questão, darei ‘spoilers’ sobre o filme. Então vou me ater a dizer que em vários momentos somos bombardeados com informações, e nem toda a informação que se posta é sempre realidade de fato, e em uma das frases do filme que define bem o que digo, um personagem dá a seguinte declaração: ‘as pessoas hoje acreditam em qualquer coisa’, fundamentando o meu argumento que sim, somos muitas das vezes enganados com falsas notícias e não temos o hábito de checar a veracidade dos fatos. E o filme como um todo faz esse apelo de forma bem curiosa, instigante e interessante. ^^


Tom Holland e Jake Gyllenhaal: boas atuações! ^^

 O roteiro continua a abordar um Peter adolescente, com seus conflitos e dúvidas e embora eu ache isso bem bacana em um dado momento, pode ser incômodo em outros. Já vimos esse ‘plot’ em ‘Homem-Aranha: De volta ao lar’ e a repetição do mesmo pode ser tanto uma estratégia para os próximos filmes como talvez uma falha. Nós não sabemos o que a Marvel reserva para o futuro do Aracnídeo, então dentro desse contexto, desse filme em específico, eu gostei bastante do que vi. Até porque na minha visão, eu creio que o amadurecimento desse personagem vai se dar aos poucos, sem pressa, caso a Marvel consiga manter o mesmo em seus filmes com o acordo com a Sony. Como ele ainda está dividido entre seguir seu caminho e a falta que o seu mentor Tony Stark faz, tem até certo sentido o senso de fragilidade do personagem dentro do UCM. Eu sei que até podem dizer que ‘esse não é o ‘Homem-Aranha dos quadrinhos e tal’, mas sabemos que a Marvel não da ponto sem nó. ‘Thor’ só foi se tornar mais poderoso e melhorado a partir de ‘Ragnarok’ e demonstrar seu real poder em ‘Guerra Infinita’. Então, não é e se admirar que a ‘Casa das Ideias’ queira postergar o amadurecimento de Parker justamente para construí-lo de forma mais ‘lenta’ propositalmente, reduzindo as chances de desgaste precoce. Bem, essa é a minha opinião, pois como é intenção ele estar em toda a fase quatro, talvez realmente tenham em mente fazer isso. ;)

Zendaya (MJ) e Tom (Spider-Man): ótima cena!
 Há uma reviravolta interessante em certo ponto do filme e isso cria, após esse ‘plot twist’, uma das cenas mais memoráveis ao meu ver de todo o longa. Os efeitos especiais nessa parte são impactantes e traduzem perfeitamente uma real cena dos quadrinhos nessa sequência. A partir desse momento inclusive o filme do Aranha ganha uma outra dimensão e o clima de tensão aumenta exponencialmente, por aparecer uma verdadeira ameaça para o nosso querido herói. Tudo muito bem protagonizado por Tom Holland, que mandou muito bem no papel novamente e com excelentes efeitos visuais ao longo. Jake Gyllenhaal também se sai bem com seu personagem e é só isso que posso dizer sobre ele sem dar maiores ‘spoilers’ (para quem ainda não viu o filme obviamente). ;)
 O 3D funciona, criando imersão e boas cenas, se tornando bastante funcional dessa vez. Curti demais o visual do recurso. Certamente recomendo dessa vez para agregar melhor experiência e diversão como um todo. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Como epílogo da fase 3 do UCM, “Homem-Aranha: longe de casa” já vale o ingresso só por conta disso. Mas os carismáticos atores e personagens se destacam em um roteiro leve, extremamente cômico – como de costume já nos filmes da Marvel – e cheio de boas reviravoltas ao longo. É diversão obrigatória para os fãs tanto do personagem quanto desse universo. Vale muito o ingresso! ^^

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Filmes

PETS A VIDA SECRETA DOS BICHOS 2 (Avaliação 3/5 - Bom!)

Cartaz 'diferentão'. Gostei ^^

 Presença de várias tramas no mesmo filme prejudica, ao meu ver, uma melhor interação dos personagens da franquia. Vamos a análise! 
 A franquia ‘Pets’ começou em 2016 e trouxe a história do cão Max, que vai se sentir um tanto quanto dividido quando sua dona traz pra casa um novo amigo, um vira-lata chamado Duke. Nesse interim, vários outros animais são apresentados e cria-se instantaneamente um conjunto de situações mostrando como seria a conduta dos animaizinhos longe de seus donos. Tudo isso trabalhado de forma hilária e com uma trama focada nessas relações e como isso se desenrolaria, no caso, com os pets ‘em ação’. Sucesso certo, tanto que o filme teve ótima arrecadação nas bilheterias e críticas no geral positivas.

'Max', 'Duke' e o novo personagem 'Galo'. Olha a cara deles! rsrs

 Porém, o que deu muito certo no primeiro longa, com personagens carismáticos, um roteiro bem definido e todos os personagens interagindo entre si na trama, ficou, a meu ver, devendo nessa sequência. E não que os personagens em si não continuem carismáticos. Eles continuam. A questão é que se enveredaram em conduzir pequenos grupos deles em três subtramas – que mais parecem pequenos esquetes, como se fosse cada uma delas um episódio de um desenho de TV – e desfiguraram todo o processo de interação que tanto me agradou no primeiro filme. Com isso a história se fragmentou em subsequências e não houve em si uma grande trama que pudesse dar sentido real ao longa. O filme não se foca em alguma linha de ação, se diluindo bastante no segundo ato – já que no primeiro se fixa nas interações de Max, Duke e sua dona, que se casa e tem um filho – e, mesmo que o terceiro ato reúna todos eles novamente, já não fez mais tanto sentido. A maneira que película entra em seu desfecho não é orgânica e não cria aquela sensação de urgência da situação. O que é uma pena, uma vez que o forte da projeção era justamente a conexão entre todos eles.
 Apesar dessa falha no roteiro, o longa conta com alguns bons momentos, principalmente por conta do ‘Max’ e um novo cão chamado ‘Galo’, cuja vida bem diferente de Max vai contrastar bastante com a sua e rende boas cenas ao longo; o coelho ‘Bola de neve’ que agora tem um lar e uma dona, e abraça talvez os momentos mais hilários do longa em si, roubando muitas das vezes a cena e conduzindo quase que todo o filme sozinho praticamente; e a cadelinha ‘Gigi’, que divide ótimas tiradas com a gata ‘Chloe’. Mas como disse anteriormente, tudo muito fragmentado, em minha humilde opinião.

Foca nele, que os momentos dele são ótimos! rsrs
 A qualidade técnica e visual da animação está melhorada, mas prefere dar vida a um modelo mais cartunizado. Digo isso em comparação com algumas animações da Disney, que em dados momentos beira o realismo de forma impressionante. Mas esse fato não compromete e a forma como eles conduziram os traços e os desenhos ficou bastante satisfatória, colorida e cheia de vida. ;)
 O 3D funciona, ao menos para mim, dessa vez. Cria uma boa sensação de profundidade e agrega certamente a experiência. Se preferir, puder e se gostar, vale o uso da tecnologia neste para a diversão das crianças (porque são elas que vão se ater mais ao filme, por não se ligarem tanto aos acertos ou erros de condução de roteiro e trama).
 Enfim vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Apesar de certos equívocos, em minha opinião, na forma como o longa foi conduzido, “Pets a vida secreta dos bichos 2” pode ainda ser agradável de forma despretensiosa para as crianças – e adultos também –  que certamente irão ver os bichinhos de forma mais pura e fofa e vão rir com as trapalhadas de Max, Bola de Neve, Gigi e cia, além dos momentos finais mostrarem vídeos de animais com seus donos de verdade. Se deseja levar seus pequenos pra se divertir, eles sim serão os mais beneficiados. Vale o ingresso! ^^

terça-feira, 2 de julho de 2019

Filmes

TURMA DA MÔNICA - LAÇOS (Avaliação 5/5 - Excelente!)

Aahh esse cartaz! *-*

 Primeira aparição da turminha mais querida e amada do Brasil nas telonas é satisfatória, decente e muito nostálgica. Vamos a análise. ^^
 Ainda me lembro hoje com carinho da minha infância e do lote de gibis que eu tinha de todos esses personagens que me fizeram inclusive ganhar o gosto pela leitura. Os anos se passaram, crescemos, mas lá no íntimo guardamos essa doce lembrança de coisas que nos ajudaram a se tornar os adultos que somos hoje. E quando foi anunciado um filme em live-action da Turma da Mônica eu vibrei como se tivesse meus oito, dez anos de idade. E o que torna essa espera tão especial? Assim como os personagens tão queridos da Marvel, DC e cia, esses também são extremamente populares, cômicos e divertidos. Fizeram e ainda fazem parte do imaginário de muitos brasileiros, um mais, outros menos. E o diretor Daniel Rezende teve a difícil tarefa de transportar toda a magia desses quadrinhos que atravessaram gerações para uma gama de público inigualavelmente eclético. Os pais/adultos de hoje foram também as crianças de ontem que vibravam e riam com essas histórias. E a consumação do que vemos em tela pode ser considerado sim, extremamente aprazível e gostosa de se ver. ^^
 A começar pela magnífica escolha do elenco, as crianças Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) simplesmente conseguiram o feito de transportar a imagem e características dos personagens com perfeição e esmero. E não digo em relação ao visual, que está ao meu ver até bem parecido (não sou purista e consigo enxergar que é uma adaptação), mas em relação a personalidade dos mesmos. A cada minuto do filme que passava, eu ‘lia’ as histórias na minha mente e recordava quão bons momentos vivi lendo gibis. O que quero dizer é que de fato o longa conseguiu ativar minha memória nostálgica grandiosamente e fazer realmente crer que os icônicos protagonistas estivessem ali, de carne e osso. Isso foi muito bem passado para o público sem nenhuma dúvida, tanto pela direção quanto pelas fofas crianças do elenco principal. ^^

Ótimo elenco mirim! *-*
 O roteiro se baseia em uma graphic novel chamada ‘Laços’, cujo selo ‘Graphic MSP’ criado por Maurício de Souza deu liberdade criativa a alguns cartunistas e autores para reimaginar a turminha em outros traços e histórias. E foi a partir desse que a produção se ateve. É um roteiro simples – que dialoga sobre amizade e companheirismo de forma muito acentuada e a importância disso na vida das pessoas –, porém eficaz no que diz respeito a elaborar a personificação de cada membro da ‘Turma’. Sabe aquela receita de bolo simples que é seguida a risca e dá certo? É o que define roteiro/trama dessa película. Tudo funciona, mesmo que de maneira mais lenta do que um filme ‘Hollyowdiano’, mas se reproduz de forma suave e doce aos olhos do espectador. Cada fala, cada piada – seja ela própria do filme ou fazendo alguma alusão aos quadrinhos – se projetam graciosamente bem em seus noventa minutos de puro prazer e alegria. Não é uma mega produção. Não. Mas é honesta e mui digna no que se cumpre a ser. E com ótimas referências e momentos de humor. ;)
 Vale mais um destaque aqui para o talentosíssimo Rodrigo Santoro interpretando o personagem ‘Louco’. Este recorrente nas histórias do Cebolinha, o mesmo perturba o menino temporariamente com suas sandices. E o transporte para tela está, além de bem encenado, muito bem editado. Nesse momento a posição das câmeras recria em belos ‘takes’ toda a caracterização do personagem. É muito boa essa sequência e cômica também. Monica Iozzi (D. Luiza/mãe da Mônica), Paulo Vilhena (Seu Cebola/pai do Cebolinha) e os demais atores que interpretaram os pais da turminha foram verossímeis e altamente identificáveis. E o ‘Titi’ de Cauã Martins ficou, na minha opinião, idêntico ao original, dada as devidas proporções. Gostei muito também! ;)

Essa versão do 'Titi' realmente me impressiona na fidelidade!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Turma da Mônica – Laços” cumpre fielmente o quesito nostalgia para os mais velhos e fideliza seus queridos personagens para essa nova geração. Um longa bem caracterizado, bem dirigido e muito bem montado, para ser revisitado e revisto sempre que bater a vontade. Atores mirins altamente carismáticos e encantadores, que vão realmente levar você e sua família a se deliciar com essa história e ver de verdade que seus personagens preferidos estão lá, de fato, em tela. Vale demais o ingresso! ^^

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Filmes

TOY STORY 4 (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Poster muito bacana! ;)
 Profundo e envolvente, nova entrada da franquia dos brinquedos mais amados do cinema acerta o tom mais uma vez e encanta. Vamos a análise!
 Desde o fim de “Toy Story 3” não se esperava que, com um final tão coeso como aquele, pudesse haver espaço para novas continuações. Mas a Disney sempre nos surpreende e diz que ‘sim, temos mais para mostrar’. E o que é retratado nesse vai além dos limites dos brinquedos. Mexe ainda mais com sentimentos e com a alma. 
 “Toy Story 4” é tudo sobre como lidar com as mudanças, com as perdas e com a vida de uma maneira geral. É uma rica metáfora sobre a transformação constante da nossa estrutura, dos laços que nos unem e das pessoas que se vão. Não somente visto pela ótica dos humanos, mas principalmente dos brinquedos, estes vão mostrar o quão real são as relações interpessoais e o quanto elas nos afetam, tanto para o bem quanto para o mal. Nesse quesito o filme se torna rico e muito profundo. As situações que Woody e cia passam refletem exatamente como nós humanos somos vistos pela perspectiva de um brinquedo. Encontros, desencontros, indiferença, zelo, apego, frustrações, o valor de ser amigo. Tudo inserido no roteiro de forma brilhante e muito bem trabalhada. Há uma intrínseca identificação de cada personagem, cada personalidade. Cada boneco expressa sua história de forma complexa – uns mais, outros menos –, eivado de sentimentos e dores e isso cria uma atmosfera toda especial para a animação. Pois a torna muito além de um simples desenho. Constrói uma fonte literária visual digna de ser analisada e revisitada, pois se percebe que quem escreveu teve todo esse zelo e cuidado em talvez expressar em tela o que possivelmente ele/ela pode ter vivido de fato. A Disney/Pixar tem um acerto enorme quando o assunto é roteiro. Grande parte de seus filmes são ‘joias preciosas’ nesse quesito. E fazem isso realmente com muito louvor.

Apresentando 'Garfinho'! :P

 Os principais destaques desse filme – que são muitos diga-se de passagem – passam pelo crivo de sua importância na trama. Woody certamente é um desses. Construindo de forma ainda mais acentuada a relação criança/brinquedo, e tudo o que envolve em relação a importância disso para o desenvolvimento dos pequenos – uma vez que agora sua ‘dona’ é a Bonnie – Woody celebra a chegada do novo amigo ‘Garfinho’. Dada a importância e a relevância desse novo ‘amigo’ para sua dona, Woody tem a nobre missão de mantê-lo em segurança para que a menina possa se desenvolver e desfrutar do ‘brinquedo’ em paz.  E isso tem um peso extraordinário no decorrer da história, demonstrando principalmente que certas afinidades não estão em coisas caras. Por vezes é o que chamamos de ‘simples’ é que se torna mais relevante. E essas relações sobre valores – principalmente os sentimentais – são muito bem construídas ao longo da película. Outro personagem de destaque é o próprio ‘Garfinho’, que não se via tão significativo quanto ele realmente era. E nos retrata mais uma vez a importância do ser. Posso falhar talvez em não descrever todos, mas ‘Gabby Gabby’, ‘Duke Kaboom’ e a ‘Betty’ – até então sumida e com um ótimo arco nesse –  são outros para se atentar também. Agora, crave seus olhos no Coelhinho e no Patinho de pelúcia. Eles são loucamente hilários e são donos ao meu ver de uma das melhores e mais surreais sequências do filme (ainda gargalho muito só de lembrar rsrs).


Qualidade da animação impressiona! ;)

 O longa também transpõe toda a qualidade tecnológica das animações nos dias de hoje e produz momentos e cenas realmente incríveis e cada vez mais impressionantes. A captação de momentos extremamente verossímeis com a nossa realidade nos fornece um deslumbre visual chamativo e cativante. Os pelos de um gato que aparece no longa e alguns ‘takes’ específicos somam positivamente com essa informação e corroboram fortemente com essa minha afirmação. ^^
 O recurso de 3D dessa vez colabora de forma muito interessante para o andamento da película. As cenas iniciais demonstram cuidado e maior zelo na construção do efeito. É deveras notável a profundidade e as camadas são bem postas no efeito. Recomendo de verdade o uso da tecnologia para quem de fato curte – assim como eu (rsrs). Vale o investimento a mais para este. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Toy Story 4” é a prova real do que um bom roteiro pode fazer. Um filme emocional, com ares nostálgicos e que te traz o gosto do que é/foi ser criança – na sua simplicidade e pureza – misturado com os dissabores e anseios da vida adulta metaforicamente retratados através dos brinquedos. Um contexto riquíssimo e que dialoga muito bem com todas as idades, sem exceção nenhuma. Vale demais o ingresso! ;D