quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

CORINGA - DELÍRIO A DOIS (Avaliação 3/5 - Bom!)

 Novo longa de Todd Phillips não acerta o tom e entrega um visual artístico impecável com uma história totalmente avessa ao original. Vamos a análise!
 O filme "Coringa" de 2019 foi um feito histórico para a Warner/DC, pois foi o primeiro filme que conta a história de um vilão com teor adulto a ultrapassar a marca do bilhão de dólares. Muitos elogios, prêmios e um Oscar merecido para Joaquin Phoenix na pele do mais conhecido antagonista do Batman. Muito se especulou se havia mesmo a necessidade de uma continuação, até porque o longa anterior se fecha muito bem em si mesmo, de forma que não haveria mais nenhuma narrativa subsequente para contar. Mas a insistência do estúdio e a ganância por dinheiro deram livre acesso ao diretor para construir um segundo capítulo dessa saga. Pois bem, cinco anos depois e estamos aqui vendo que nem sempre o belo ou o artístico funciona. Mesmo com Lady Gaga compondo o astronômico elenco, "Delírio a Dois" falha no básico: ser relevante para o público em geral. Vamos ver um pouco dos acertos e erros dessa película nos parágrafos abaixo.

Gaga e Phoenix: ótimos em cena.

 Ideias mal contadas. Não me leve a mal, mas eu não vejo nenhum problema em musicais. Desde que eles se conectem narrativamente com a trama principal, acho que se torna um evento artístico belíssimo ao longo ("Wonka" está aí para provar isso). Todavia o que choca o tempo todo é o porquê e o para quê esticar uma narrativa tão bem amarrada sob a demanda de querer contar o que já não havia mais para se contar? Tudo bem que o longa traz o julgamento de Arthur Fleck de forma brilhante, principalmente pela atuação impecável do ator protagonista. Mas, as nuances que levam ao desfecho do longa são tão mal encaixadas que você fica a pensar o porquê do primeiro filme ter existido. Não há justificativas que construam pontes seguras entre o primeiro e o segundo filme. Parecem continuações de um mesmo personagem que não se relacionam entre si, principalmente no que diz respeito a sua personalidade. Por mais que o diretor tenha uma visão concreta do rumos que ele queria para o protagonista, na execução vemos o quanto isso não teve valor literário nenhum, uma vez que, por mais que ele quisesse dar seu contorno a história, parece que ele se esqueceu de que estamos falando de um personagem de quadrinhos com uma personalidade muito bem definida e muito bem delineada na literatura de onde ele vem. E esse é o grande ponto de desencontro do segundo longa. Tentar construir a 'visão do diretor' desconstruindo tudo o que o antagonista representa em sua essência. Uma falha que o espectador em geral não recebeu e nem aceitou.
 Narrativa musical. Sei que muitos não gostam desse gênero, mas aqui estão mais alguns comentários sobre a premissa musical do filme. Sempre que uma produção aborda esse tema, ela precisa ter uma perfeita execução com a história que está sendo contada. E nesse ponto, o filme tem sim seus pontos positivos, pois a narrativa também é contada nas canções encontradas no longa. O advento da música se conecta com a trama e o roteiro e trazem mais entendimento ao contexto narrativo. Mesmo que o longa não tenha funcionado como deveria e não tenha entregado o que o espectador gostaria, concedo-me ao luxo de elogiar a parte musical muito bem trabalhada, coreografada e com uma fotografia impecável ao longo. O que faltou foi mais sensibilidade para entregar ao público quem o personagem realmente é, pois infelizmente não há como negar a discrepância de personalidade do protagonista do primeiro para o segundo filme. Uma pena.

Fotografia linda e bem produzida.

 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! "Coringa - Delírio a Dois" pode até ser um bom filme para quem gosta do gênero musical ou conhece muito pouco sobre seu protagonista. Mas certamente para a a base de fãs que procuravam encontrar mais do carismático vilão, não houve conexão. É por isso que se torna tão difícil estabelecer a linha entre o assistir ou não. Pode ser que goste, caro leitor, ou pode ser que não. Dessa vez deixo sob sua responsabilidade decidir, pois já expus meus prós e contras por aqui. Até!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com



quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

TRANSFORMERS - O INÍCIO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Novo longa dos robôs gigantes acerta o tom e conta uma interessante introdução sobre os personagens desse vasto universo. Vamos a análise!
 A franquia 'Transformers' deu-se início lá pelos anos 80 do século passado e tinha por finalidade um único objetivo: vender brinquedos através de peças publicitárias, sejam elas televisivas ou em qualquer outra mídia. O que não se esperava era o sucesso que foi essa saga e muitas outras naquela época, culminando em adultos nostálgicos hoje pelo bom momento da TV naquele período. Pois bem, revigorada e reinventada em 2007 com o filme 'Transformers' do diretor Michael Bay, os robôs gigantes voltaram ao centro das atenções com muita pompa, pois os efeitos especiais criados para a época foram tão revolucionários que realmente impressionaram quem viu a primeira vez. Passaram-se sete longas desde então, uns com roteiros pífios, outros melhores escritos - como foi o caso de 'Bumblebee' -, todavia estamos agora com uma animação totalmente voltada para a terra natal dos robôs, onde está sendo contado toda a origem das inúmeras batalhas que se sucederam após esses eventos da animação em questão. 'Transformers - O início' é muito superior aos outros filmes em termos de narrativa, diálogos, roteiro e trama. E vou endossar melhor ainda o porquê desse elogio nos parágrafos mais abaixo.

De melhores amigos a lados opostos.

 Texto muito bem escrito. Há algum tempo a franquia vem remodelando sua forma de contar as histórias para um contexto mais coeso. Para quem viu o quarto e o quinto filme da franquia - onde só tinha barulho de latas se batendo com um oco roteiro por dentro -, o sexto e o sétimo filme - que levaram tudo a um 'soft reboot' - ao menos tem bom funcionamento para o grande público. Em 'O início', há enorme conexão e empatia pelos personagens ao longo, quer sejam pelas suas lutas ou pelo que eles acreditam ser o certo. Tudo muito bem trabalhado para que o espectador conheça os principais conceitos e valores daquele mundo. E há uma premissa forte sobre como um povo manipulado, calado e contido sob a famosa alcunha do 'pão e circo' podem ser facilmente dominados por aqueles que tem o domínio, mas que ainda assim não são os verdadeiros dominadores (alguma alusão ao mundo real por aqui?). Essa minuciosa forma de contar a história é o que faz esse longa ser tão bem escrito e narrado. As reviravoltas políticas e sociais envolvendo os personagens são puro deleite para aqueles adultos que já sabem como o 'sistema' funciona aqui fora. É uma trama muito bem montada para levar o espectador ao cume dos acontecimentos, dos protagonistas e antagonistas mais importantes dessa história. E esse é um dos maiores acertos dessa animação. Ponto.
 CGI realmente de ponta. A qualidade das animações nos últimos anos tem se mostrado de altíssimo nível de fato, devido as constantes inovações tecnológicas ao longo das gerações do cinema. Mas cabe um adendo relevante aqui. A direção de arte desse longa é de um cuidado absurdo. Tudo é muito grandioso no planeta dos 'Transformers'. E quando a câmera se afasta, vemos o quão deslumbrante esse planeta é, cheio de nuances e riquíssimo em detalhes em cada parte da animação. Lembra um mapa de mundo aberto em um game - com exploração livre para qualquer lugar - em forma de computação gráfica. Tudo carinhosamente e artisticamente bem dirigido para ambientar da forma mais natural possível um planeta inteiro, com todos os seus aspectos e interações. Não pouparam esforços na criação de cada parte daquele mundo exuberante e vasto. Outro ponto altíssimo do longa.

Em busca da verdade sombria.

 3D entrega muito pouco. Tive a oportunidade de assistir o longa no recurso e posso dizer que não é tão vivo e eficaz quanto deveria ser. Um animação desse porte merecia um tratamento bem mais adequado e aprofundado nas técnicas que fazem esse recurso ser tão prazeroso de assistir. Faltou mais capricho na imersão e nos detalhes. Não vale as moedas a mais. O filme já se sustenta bem por si só pelo todo que ele apresenta.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Transformers - O início" produz muito mais além de uma simples animação de origem. Tem qualidade artística exuberante, roteiro muito bem pautado na realidade atual (política e social a que me refiro) e mistura esses elementos - ficção e realidade - de forma muito bem elaborada. Para as crianças e os mais jovens, uma atração excelente e convincente. Para os adultos, uma reflexão sobre o hoje associado aos primórdios da nostalgia. Para todas as idades, diversão garantida e certa – e não se esqueça das cenas pós-créditos lá no fim! Vale demais o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com


quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

 Vamos falar da obra em animação dos estúdios Ghibli "O menino e a Garça". Tem explicação?
 
Alguns comentários e opiniões com algumas teorias sobre essa magnífica obra do diretor japonês Hayao Miyazaki. Se gostar, por favor compartilhe esse vídeo, curta, comente e se inscreva no meu canal. Obrigado por assistir!


Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

DEADPOOL & WOLVERINE (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 Novo longa do 'Mercenário tagarela' acerta o tom mais um vez com seu extremo oposto, 'Wolverine'. Vamos a análise!
 Há sempre quem diga que tal ator 'nasceu para aquele papel'. É. Em alguns casos a premissa pode ser muito verdadeira sim. Seja pela dedicação ao personagem ou pelas características que definem bem ambos, sempre haverá a ideia que temos a composição perfeita em cena. Hugh Jackman, por exemplo, envelheceu 'como vinho' na pele do carcaju mais famoso dos quadrinhos. Sua técnica foi aprimorada ao longo dos anos e hoje ele sabe sobre o personagem como ninguém. Já Ryan Reynolds tinha um sonho e um 'projeto piloto' nas mãos. Na época, a '20th Century Fox' não queria liberar seu projeto. Foi aí que ele jogou o piloto na internet e logo caiu nas graças do povo. O resto é história e hoje já estamos no terceiro filme deste personagem que caiu no gosto popular e que está perfeito nas mãos do ator atualmente. E é sobre o terceiro filme - finalmente nas mãos da 'Marvel' e do 'UCM' - que vamos tratar aqui. A produção é um pouco de tudo sobre esse universo até aqui e muito mais. Teceremos mais sobre esta incrível odisseia abaixo.

Nossos amados protagonistas.

 Roteiro simples, diálogos escrachados. A lógica de 'Deadpool' - se é que ele tem alguma - é ser o mais insano possível tanto nas suas tiradas quanto nas cenas de ação. Isso vai de vários fatores já bem conhecidos do público, tais como 'quebra da quarta parede', seu comportamento ácido e hilário ao mesmo tempo - criticando tudo e todos -, além de outras nuances do personagem. E nesse filme a variância de tom justamente se mede pelo seu extremo oposto, 'Logan', vivido pelo ator Hugh Jackman. Essa total discrepância de personalidades é o que faz desse longa em específico algo único. Nos dois longas passados vemos o 'Mercenário tagarela' brilhar solo com coadjuvantes de peso. Porém nesse são dois protagonistas em tela com características muito opostas. E o grande acerto desse filme está aí. Ele não oferece uma estrutura linear e batida dos filmes de herói. Ele possui sua própria personalidade ao dialogar fortemente com a loucura dos quadrinhos. Não é sobre 'ajustar para a audiência não se espantar com as coisas sem sentido das HQ's'. É exatamente ao contrário. 'Deadpool & Wolverine' subvertem o mundo real e imaginário em tela sem dó nem piedade. E cá pra nós, era o que faltava de verdade nos filmes sobre heróis. Ser excêntrico e sem filtro como os quadrinhos são.
 Participações, homenagens e surpresas excelentes. Nada com um bom 'fan service' em um filme de herói para dar aquela aquecida no coração dos fãs. Mas essa produção atingiu um patamar em outro nível de execução em relação a esse assunto. Desde projetos que nunca saíram do papel até longas que não deram certo, tudo aqui é extremamente tangível e possível nesse filme. Shawn Levy, diretor do longa, juntamente com Reynolds, levaram o conceito de 'fan service' muito a sério. Fora as piadas sobre a derrocada da 'Fox' - que está nos trailers -, dentre outras críticas ácidas e escrachadas que permeiam todos os diálogos, em uma narrativa que abusa da falta de bom senso com extremo vigor e vivacidade, deixando o tom da película a altura da qual seus personagens merecem. Rasgo elogios a direção, produção e atuações, das menores até as mais robustas, que complementam a diversão deste da forma mais impactante e impecável possível. Só os minutos da cena de abertura são de um deleite cômico, visual e teatral dos mais insanos em um filme desse tipo. Coisas que talvez só personagens como 'Deadpool' se permitem fazer. Espetacular!

O Dogpool não poderia faltar.

 3D faz sua parte, mas podia ser melhor. Logo no início do longa o recurso se mostra muito satisfatório - principalmente pela graça das cenas iniciais também -, todavia ao longo ele se torna meio que 'lugar comum' e não se posiciona para uma experiência mais memorável e mais dinâmica, que é como ele deve ser, ao imergir o público nas camadas e tornar vívida as cenas. Dessa vez vale mais para quem gosta mesmo de se aventurar nesse tipo de imersão - um adendo, eu até gostei da experiência.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Deadpool & Wolverine" é o encontro de heróis que queríamos e esperávamos há muito tempo. O ator Ryan Reynolds por vários anos tentou convencer seu amigo Hugh Jackman a reprisar o papel, sem muito sucesso. Mas o momento certo veio e a oportunidade foi das melhores possíveis, convergindo em uma obra atemporal e extremamente ácida e divertida, valendo também aqui as menções honrosas, uma trilha sonora muito bem escolhida e de extremo respeito e as belas homenagens feitas ao longo da trama que são sensacionais. Vale demais o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com


terça-feira, 13 de agosto de 2024

Bíblia

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" Lucas 24.49
 Breve explanação sobre o porquê 'devemos estar preparados para fazer missões'. Se gostar, por favor compartilhe esse vídeo, curta, comente e se inscreva. Deus te abençoe!


Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com

sábado, 27 de julho de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

MEU MALVADO FAVORITO 4 (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Com uma ideia extremamente leve e divertida, novo longa da franquia continua sendo inventivo e perspicaz. Vamos a análise!
 Está para nascer uma somatória de animações em sequência que deu tão certo quanto "Meu Malvado Favorito". Lançado em 2010, os longas somados já contabilizam 5 bilhões de dólares em bilheteria no mundo inteiro (incluindo os filmes dos 'Minions'). Nem a Disney conseguiu esse feito, mesmo com ótimos filmes no currículo. E isso se deve a dois fatores que chamam bastante atenção: o carisma de todos os protagonistas e a ascensão meteórica dos 'Minions' (esses pequenos seres amarelos bagunceiros e comedores de bananas), que se tornaram hoje um produto sólido e extremamente rentável para a Universal Studios. E tudo bem se você não gosta deles (eu amo e rio horrores com eles rs). Mas a verdade é que a consolidação desses específicos personagens no mercado global certamente é o ápice do sucesso de toda a gama de produções já criadas. Fora a evolução dos protagonistas que, mesmo que seja em uma bem pequena escala, já transformou "Gru" de um vilão a pai de família com bebê no colo. E neste quarto filme ele vai ter de lidar com uma nova ameaça e também dividir o tempo como marido e cuidador de filhos. Veremos um pouco mais abaixo o que rendeu dessa cômica e doce premissa.

Minions e Gru Jr.: bagunça certa.

 "Gru" agora é pai. Tudo bem que ele já havia assumido esse posto desde o primeiro filme adotando as meninas na sua casa depois de todos os eventos da primeira história. Mas agora ele está casado com "Lucy" e teve seu filhinho "Gru Jr." com ela, aumentando ainda mais sua carga de responsabilidade. Mas "Gru Jr." ainda tem certas birras com o pai e vai dar trabalho para "Gru" e muitas risadas para nós. São momentos impagáveis do filme que vão gerar, junto com a trama principal, um leque de altas gargalhadas com as trapalhadas do protagonista. E o que mais valida esta nova entrada da franquia é a interessante conexão familiar entre todos eles. Mesmo com as tiradas cômicas, o seio familiar é muito gostoso de se ver, até porque a criança chegada muda ainda mais o comportamento de "Gru", tirando ainda o fato de que ele agora é um agente espião que trabalha junto de sua esposa. Elementos sutis que valorizam o tempo de tela do filme e não enfadam nem os adultos e muito menos as crianças, pois agregam e muito ao que já se espera de um longa dessa franquia.
 Narrativa coesa. Interessante notar que há uma subtrama muito peculiar nesse filme e que não é desconexa nem um pouco da trama principal. Às vezes os roteiristas criam subtramas que descentralizam a narrativa e ficam perdidas no meio da ação (um exemplo disso é "Pets 2", cuja trama paralela ficou completamente desconexa da história central). Mas aqui, além dessa que se entrelaça perfeitamente com o contexto primordial do filme, há também a parcela dos "Minions", que são igualmente relevantes, hilários e perfeitamente críveis dentro da narrativa. Ah, e já ia esquecendo: há uma sutil crítica aos filmes de super-heróis e seu desgaste no mercado atual, muito bem ponderada pela produção da 'Illumination', além de cenas icônicas de outros filmes de heróis que são homenageadas ao longo. Um deleite que só vai perceber quem estiver atento, porque aqui não tem 'spoilers' de nada, como é sempre o compromisso do escritor aqui.
 3D de altíssima qualidade. Eu sempre falo do recurso aqui como um agregador de diversão. Mas dessa vez, se você, querido leitor, quiser ter uma experiência divertidíssima e completa, assista no recurso. É a melhor animação feita sob essa proposta em anos. Obrigatório assistir na tecnologia para que a curte. Te garanto que não vai se arrepender.


Gru, Lucy e Gru Jr.: família.

 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Meu malvado favorito 4" ainda consegue ser inventivo, criativo, divertido e muito bonito visualmente. "Gru", "Minions" e companhia ainda tem muita história para contar se continuarem trabalhando com tamanha diligência e sensatez em cada roteiro que apresentam ao público. Se for sempre assim, vida longa a esses já queridíssimos e consolidados personagens. Leve a família inteira para assistir, pois é garantia de um tempo de qualidade com os pequenos e boas risadas dos adultos. Vale demais o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

UM LUGAR SILENCIOSO - DIA UM (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

 Novo longa da franquia tem tom mais contido e uma história comovente e singular. Vamos a análise!
 Com uma premissa interessantíssima e, até certo ponto, inovadora, a franquia 'Um Lugar Silencioso' estreou em 2018 com uma proposta de mostrar como seria a Terra se seres de outro planeta que são sensíveis ao som chegassem por aqui. A ideia foi tão boa e deu tão certo que a produção com direção de John Krasinski custou cerca de 20 milhões de dólares - incluindo talvez alguns custos de divulgação - e arrecadou mais de 340 milhões em bilheteria pelo mundo afora. Um estrondoso sucesso como esse - inesperado até pelo próprio diretor - ajudou a render mais dois filmes até agora e cá estamos na terceira parte dessa bem sucedida franquia. Como este é um prólogo, os protagonistas da vez são Lupita Nyong'o e Joseph Quinn e vai mostrar o gosto agridoce do primeiro dia do incidente que calou a Terra para sempre. Vamos ver abaixo algumas questões e excentricidades desta que se tornou uma franquia queridinha para muitos - inclusive eu. 

Lupita e Joseph: protagonistas.

 Um dia para esquecer. 'Dia Um' é o ponto de partida, onde tudo começou a desandar. O destaque dessa premissa é que já que o custo de produção foi maior, muitos detalhes a mais foram implementados, tornando o filme visualmente ainda mais caótico. Isso é positivo para entendermos o estrago que foi feito pelos seres do espaço. O rastro de destruição deixado pelos monstros (que são horrendos e estão ainda melhor trabalhados em CGI) é muito bem produzido e filmado como uma guerra entre a humanidade e os seres, porém sem sucesso para os humanos. Krasinski traz o ambiente insólito no qual a Terra se transformou depois do ataque. E com uma história - da protagonista - de cunho muito pessoal envolvida. Como ele disse em uma entrevista, ele tinha ideias de mostrar o ataque sob o ponto de vista de outras pessoas, isto é, outros personagens e criar uma atmosfera em cima dessa visão. E ele estava certo. O clima realmente é outro nesta produção.
 Atuações pontuais. Como a ideia aqui é a tensão pelo silêncio ou, melhor dizendo, em torno dele, a protagonista 'Sammy', vivida pela atriz Lupita Nyong'o cruza uma personalidade arredia pela interligação da sua vida pessoal com a tragédia que transformou aquele mundo em um lugar insustentável para viver. Muito boa atriz, desempenha papel fundamental na condução da trama e da narrativa, com muitas cenas que envolveram coragem e perseverança para prosseguir naquele mundo destruído pelo terror que veio do espaço. (Curiosidade aqui é que ela no filme passa o tempo inteiro com um gato - muito do inteligente por sinal - e a atriz, antes das filmagens, morria de medo dos bichanos. Ela teve que passar por toda uma preparação para se acostumar a lidar com ele e, por fim, gostou tanto que acabou adotando os bichinhos depois das gravações. Fofo não é mesmo?). Joseph Quinn vive o personagem 'Eric', e é a outra ponta que faz ligação com a protagonista. Muito embora eu não tenha visto uma química tão intensa entre os dois no longa, o fato de ser um filme com diálogos praticamente silenciosos realmente não nos dá percepção de relações fortes entre os personagens. Afinal de contas, eles estão ali juntos para sobreviver e não para interagir de forma profunda. Entendo que isso pode ter incomodado alguns, mas a mim não. Vi isso como parte da proposta que o longa oferece. Por fim, Djmon Hounsou retorna para esta prequela como o personagem 'Henry' do segundo filme, mostrando como ele esteve no primeiro dia do ataque e tudo o que aconteceu com ele depois (neste ponto Krasinski acertou em cheio ao delinear a trajetória de um personagem que não sobreviveu no segundo filme da franquia e ainda tem chances até de mostrar uma história só com ele e o que acontece depois do 'Dia Um'. Interessante.).

Coadjuvante de luxo: o gato da protagonista.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Um Lugar Silencioso - Dia Um" traz a origem do horror de forma comedida e delineada conforme o olhar triste da protagonista vivida por Lupita Nyong'o. Muito embora este esteja um pouco aquém dos dois primeiros, ainda assim a produção de orçamento mais robusto nos entrega o que o longa realmente quer passar: o terror de um ataque extraterrestre e suas consequências para a humanidade. Dentro desse escopo e dessa ideia principal, vale sim a sua conferida nas telas grandes. Vale muito o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 



domingo, 7 de julho de 2024

Filmes

DIVERTIDA MENTE 2 vídeo com 'spoilers' e teorias aqui: Games, Bibles, Movies & cia

DIVERTIDA MENTE 2 (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 Sequência do longa de 2015 consegue superar o original em todos os aspectos. Vamos a análise!
 'Divertida mente' tem uma proposta bem curiosa: dar vida aos sentimentos da nossa mente e coração e transformá-los em uma espécie de 'condutores' reais de emoção para o público. E essa ideia deu tão certo que o longa anterior recebeu o Oscar de "Melhor Animação" do ano. Um hiato enorme, muitas decisões equivocadas por parte da Disney e seus estúdios, mas cá estamos nós com o segundo capítulo dessa inventiva produção. E quer saber mais? Poucas são as películas cuja continuação consegue ser melhor que seu original. E o segundo filme, além desse feito, se tornou o fenômeno cultural do ano. Vejamos um pouco mais do porquê desse sucesso todo mais abaixo.

O momento das mudanças de 'Riley'.

 Um acerto gigante no roteiro. Uma das coisas que realmente faltava nas últimas animações e produções da Disney era um roteiro a altura do que a Pixar sempre conseguiu produzir. Faltava aquele charme todo especial e emocional nas histórias que nos fazem tanto chorar quanto se alegrar com elas. E 'Divertida mente 2' resgata a verdadeira identidade do estúdio de forma sublime, lúdica e com uma qualidade absurda de tão bem elaborada. A narrativa segue, de forma ímpar, compreendendo e agradando tanto crianças, quanto adolescentes e adultos. É um enredo que traduz muito bem nuances da mente que podem ser entendidas e interpretadas por todos sem nenhuma restrição. Simplesmente brilhante!
 Novas emoções. 'Riley', a protagonista da história, agora está com 13 anos e no início de sua fase adolescente. E toda a bagagem e mudanças que vem junto a acompanham de forma ímpar. As novas emoções 'casam' perfeitamente com o novo tempo que ela está vivendo e trazem um frescor ao roteiro, sugerindo novas ações da personagem. Tanto que todas elas - ansiedade, medo, inveja, tédio - são muito bem usadas durante todo o tempo e tem todo um considerável significado na nova vida de 'Riley'. Toda a demanda emocional que carrega esse momento da vida é muito bem retratado em tela e traz identificação imediata com muitas pessoas da forma mais divertida possível. 'Riley' se tornou definição instantânea para muitos jovens aqui do lado de fora da tela. Quem aí se reconheceu ou percebeu seus filhos ou entes queridos na personagem? :D
 3D realmente muito bom. Vale ressaltar também que sempre assisto as produções que são trabalhadas nesse recurso para sempre apontar uma direção para os leitores desse blog. E quero dizer que sim, pode ir ver com tranquilidade pois os efeitos são ótimos e muito bem pontuados, como toda boa animação deve ser. Várias cenas bem construídas, o que garante ainda mais diversão e imersão ao filme. Altamente recomendado dessa vez. Vale seu gasto a mais.

A novas emoções de 'Riley'.

 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Divertida mente 2" é a Pixar voltando a sua antiga forma de criar histórias para todos os gostos e idades, sem perder a naturalidade das coisas e nem se embaraçar em ideias confusas e histórias sem sal. O longa é a prova de que ainda há imaginação para bons roteiros, que encantem e deixem um ensinamento e um legado que tanto ajudou o estúdio a se tornar grande e conhecido como ele é hoje. Vá com toda a família pois a diversão é certa. Vale demais o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 



sexta-feira, 21 de junho de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

BAD BOYS - ATÉ O FIM (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa da franquia mantém a ação e o bom humor sem perder a essência de seus personagens. Vamos a análise!
 ‘Bad Boys’ tem uma história longa nos cinemas. Com seu primeiro filme lançado em 1995, alçou a carreira de Will Simth e de seu parceiro de tela Martin Lawrence a outros patamares. Com uma veia de ‘comédia policial’, as aventuras de
Mike Lowrey (Will) e Marcus Burnett
(Martin) com suas tiradas cômicas e divertidas se tornaram recorrentes na cultura pop. Tanto que o segundo filme foi lançado em 2003 com o mesmo êxito. E após cerca de dezessete anos de pausa, ‘Bad Boys – para sempre’ (2020) introduz novamente a produção para um novo público, mantendo as características que fizeram sucesso a época e culminando em um outro grande trunfo para película. Tanto que temos uma nova entrada dos policiais mais amados das telas. E nesse, a fórmula continua sem desgaste, até porque filmes com essa temática estão bem escassos hoje em dia. Veremos o porquê abaixo da excelente recepção do público a este novo capítulo da saga.

Will e Lawrence: impagáveis.

 Fórmula ainda fresca ao espectador. A década de 80 e 90 do século passado foi permeada de filmes dessa categoria. ‘Máquina mortífera’, ‘Um tira da pesada’, ‘A hora do rush’ são alguns dos nomes de filmes que fizeram muito sucesso naquele período, chegando a ter mais de uma produção alguns deles. E dentro dessa mesma categoria, surge justamente esta franquia da qual vos escrevo. E o que é interessante é a distância de tempo de um longa pra o outro. Além do gênero ter sido deixado um pouco de lado pelas produtoras quando novas tecnologias para efeitos especiais foram lançadas, os filmes dos ‘Bad boys’ tem um espaçamento gigantesco um do outro. E isso é muito positivo para não insistir em uma franquia que dá lucro até sugar o último fio de dinheiro dela. Então, toda vez que uma nova produção é lançada, há sim aquele gosto de novidade que, mesmo tendo vários clichês embutidos, reaviva a memória do espectador para lembrar dos cômicos personagens do passado. E como é um gênero em escassez nesse tempo, é sim a hora ideal de ver mais dessas pérolas que tanto nos divertiram outrora. Sucesso garantido – e as bilheterias da película tem mostrado isso com força.
 Will e Martin ainda carismáticos. Will Smith se tornou um dos atores mais carismáticos ao redor do globo. Isso é inegável (e mesmo com seu destempero durante uma cerimônia do Oscar, parece que isso não mudou a admiração das pessoas em relação a sua pessoa), tanto que a nova entrada da franquia vai muito bem, obrigado (lembrando que essa produção é uma continuação direta do filme anterior). Mas o que caracteriza justamente a graça desse é a dupla Smith e Lawrence. Com uma química em tela invejável, conseguem arrancar risos e cenas de tensão e ação da forma mais fluida possível. É como amigos que decidem fazer um vídeo juntos e viraliza entende? É assim que se tem noção do quão a dupla é importante para toda a trama do longa. Ainda mais agora que eles estão mais velhos e encaram certas doses de ‘problemas da idade avançada’, o que torna tudo ainda mais engraçado e divertido. Mesclar seus dilemas pessoais com momentos de maior impacto na trama deixa tudo mais leve, bem na dose que a película já busca fazer há décadas. Ponto muito positivo esse.
 Um destaque especial. Em uma das cenas – lá pela metade para o fim do segundo ato – o ator Dennis Mcdonald - que interpreta ‘Reggie’, genro de ‘Marcus’ (Martin) - protagoniza uma das cenas de ação mais legais de todo o longa. E não que todas as cenas não sejam boas, pelo contrário. Todavia, tanto a coreografia quanto o lado cômico reverberando durante e lá no final do filme, fazem dessa uma das cenas mais divertidas dessa produção. Will e Martin não teriam escolha melhor para a condução dessa cena em específico. Não vou dar ‘spoilers’ aqui, mas tenho certeza que ela vai soar tão legal para os queridos leitores quanto soou para mim.

Dennis Mcdonald (Reggie): guardem esse rosto.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Bad Boys – até o fim” revive gênero deixado de lado pela indústria que ainda diverte e rende boas risadas. Nada de temas filosóficos ou pensamento sobre a vida (muito embora eles tratem com certa comicidade a questão da idade avançada e seus efeitos no que tange os cuidados médicos e com o corpo. Todavia é algo bem sutil e de forma mais hilária do que substancial), o que vale aqui são os momentos de diversão pipoca desses personagens ícones da cultura pop. Will e Martin ainda tem gás para muitas outras produções como essa. Vale muito assistir. Vale demais o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 



sábado, 15 de junho de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

FURIOSA - UMA SAGA MAD MAX (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Novo longa de George Miller traduz muito bem o olhar do diretor sobre esta famosíssima saga. Vamos à análise!
 Lançado em 2015, "Mad Max: Estrada da Fúria" foi a produção de retorno ao clássico dos anos 80 do século passado. Com visuais incríveis, cenas de ação de tirar o fôlego e um elenco estelar (Nicholas Hout, Charlize Theron, Tom Hardy), o longa foi sucesso de público e crítica e alçou novos patamares para a franquia. Alguns anos se passaram e cá estamos nós com esse prelúdio que nos traz um perfil da personagem 'Furiosa' antes dos acontecimentos do longa anterior. E mais uma vez Miller trabalha brilhantemente o roteiro com uma fotografia soberba e cenas de ação impecavelmente bem coreografadas. Veremos mais abaixo um pouco do porquê de sua genialidade ao longo dos suas mais de 8 décadas de vida.

Anya Taylor-Joy: impecavelmente furiosa.

 Roteiro bem formulado. Miller traçou meticulosamente a história deste para entrar em perfeita sintonia e conformidade com sua pregressa produção. Cada detalhe se alinha perfeitamente com as nuances e os pontos específicos que levaram a protagonista (vivida desta vez por Anya Taylor-Joy) a estar exatamente no patamar dramático do filme anterior. É surpreendente ver como Miller não se atrapalha em momento algum na produção e construção da narrativa e, no fim da estrada, vamos encontrar exatamente o início do outro. Há sim certa genialidade nisso, pois em muitos longas de prelúdio roteiristas falham em algo ou faltam com o zelo de entrelaçar com o mesmo esmero as histórias. Ponto positivo para o diretor que não deixou isso acontecer.
 Visuais e fotografia deslumbrantes. É inegável o quanto o filme é absurdamente grandioso em todos os aspectos. A produção não economizou em realizar o melhor em câmeras e 'takes' dignos de ganhadores de Oscars. Tudo é muito gigante nas cenas: desde os veículos imensos até a fotografia que salta os olhos por ver aquele mundo desértico sendo tão bem posicionado, com cenas aéreas (possivelmente com drones) que são o mais puro deleite para os fãs da sétima arte. Acredite, caro leitor, cada momento impressiona pela técnica e pelo cuidado em termos de explorar da melhor maneira a ação do longa. E a excelente execução de tudo torna a experiência ainda mais fluida e divertida.
 Trama muito bem conduzida. Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth são as estrelas da vez deste longa. Uma como protagonista e o outro com o sarcástico e caricato vilão "Dementus". E ambos, cada um em seus personagens, buscam oferecer o que suas personas são: uma feroz e voraz por suas perdas e que quer vingança a todo custo (cujas motivações na infância são extremamente bem contadas até a metade do segundo ato, quando há a transição para sua fase adulta), muito bem pontuadas por Taylor-Joy e o outro, mesmo com todo o desprezo que o seu personagem oferece, ainda assim tem motivações que vão além de sua vilania. E que também foram bem interpretadas por Hemsworth. Mas tudo isso não funcionaria se o roteiro e a narrativa não condissessem. E obviamente a perfeição mora justamente no conjunto da obra, que é brilhante em diversos dos aspectos citados neste texto.

Chris Hemsworth: vilão caricato.

 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! 'Furiosa - Uma saga Mad Max' faz uma construção de personagem incrível enquanto viaja pelas cenas e momentos icônicos dessa bela franquia. Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth são grandes acertos de elenco, porém sem um roteiro consistente e uma direção primorosa nada funcionaria tão bem como o que foi visto em tela. George Miller no auge dos seus 80 anos ainda sabe dirigir grandiosos e bons filmes. Vale demais o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 


quinta-feira, 6 de junho de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

AMIGOS IMAGINÁRIOS (Avaliação 3,5/5 - Muito Bom!)

 Longa dirigido e escrito por John Krasinski tem doce mensagem sobre a vida e suas nuances. Vamos a análise!
 Quem nunca teve um 'amigo imaginário'? Ou se inspirou em algum personagem que gosta e deu 'vida' a ele, imitando seu estilo? (Eu já fiz isso rsrs). Nesse longa Krasinski vai um pouco mais fundo na emoção e nos traz, através de doces figuras, uma boa leitura sobre o nosso passado e o que nos tornamos no futuro. A distinção que ele faz da vida adulta e infantil - e o quanto ambas podem e devem ser vividas dentro de seu próprio tempo - é algo leve e suave. Se por um lado o filme emociona, por outro dá ao espectador uma sensação de lembranças muito satisfatórias, pois a ideia que a produção quer passar é exatamente essa. E vamos então ver o porquê disso logo abaixo.

Cailey Fleming e Ryan Reynolds: ótimos.

 Remetendo a infância. A transição da infância para a adolescência é algo por vezes que mexe com a consciência do indivíduo. Ele ainda tem certas atitudes que soam como vínculo para a menor idade, todavia avança rumo a um novo tempo do ser. E a atriz Cailey Fleming toca nesses extremos com muita doçura e suavidade, até porque no longa ela tem 12 anos e não quer mais ser chamada de criança. Porém ela é a única capaz de poder salvar aquele 'mundo imaginário'. Não vou dar 'spoilers' aqui, mas o formato do longa encaixa perfeitamente na história que Krasinski quer contar. Cailey e o outro ator mirim Alan Kim (que interpreta uma criança travessa que está sempre se machucando e indo parar no hospital) são as 'pontes' de diálogo de toda a trama. O diretor guia os personagens sem perder o rumo da história e, mesmo que ela pareça um tanto desconexa a princípio, no fim o texto fecha de forma eficaz e muito sentimental.
 Ryan Reynolds é peça-chave. Dono de um currículo com filmes bem divertidos e contemporâneos, o ator nesse longa consegue equilibrar bem sua excelente química atuando com crianças (quem já assistiu 'O projeto Adam' da Netflix com ele e Walker Scobell atuando sabe como ele é bom em interagir com os pequenos) e forja um personagem comedido e misterioso com a finalidade de deixar mesmo o espectador incomodado por não saber quem ele é exatamente. E é tão intrigante sua participação que a cada momento parece que o texto escrito por Krasinski não vai nos mostrar sua verdadeira identidade. E com isso ficamos sem respostas sobre seu personagem até praticamente o final do filme, quando os momentos mais emocionantes da película acontecem. Acreditem, no fim tudo é explicado e vai valer muito a pena ter esperado pelo final dessa inventiva história.

O fofo do Alan Kim: Quem nunca se machucou?

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Amigos imaginários" é John Krasinski dirigindo, roteirizando e atuando sobre a brevidade da vida e o quanto devemos dar valor a cada tempo, a cada instante e não perder a essência e o bom humor em momento algum. Porque nunca é cedo demais para terminar a infância e nem tarde demais para ser um adulto resiliente e alegre. É uma produção tão gostosa de assistir e com uma lição tão valiosa em seu fim que vale sim seu ingresso. E não esqueça de levar as crianças e também a sua criança interior. Vai fazer todo sentido do mundo isso. Pode apostar.

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 


sábado, 25 de maio de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

GARFIELD - FORA DE CASA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 O gato mais carismático dos quadrinhos retorna em uma aventura cheia de emoção e um ótimo texto. Vamos a análise!
 Criado por Jim Davis em 1978 e com um temperamento para lá de engraçado, 'Garfield' se tornou um grande sucesso mundial com suas tirinhas ousadas, sarcásticas e por vezes, tecendo duras críticas ao mundo ao seu redor. Seu dono, John, e o cachorrinho Odie são seus melhores amigos e suas companhias mais marcantes em suas histórias. E tanto Garfield quanto Odie vão viver uma aventura inédita neste longa com roteiro caprichado, trama extremamente apropriada para os personagens e uma narrativa doce e encantadora. Tudo isso embalado por várias referências a outras produções, que vão dar um charme todo especial à película. Acredite, é um dos melhores longas do nosso gato guloso preferido. Vamos destrinchar os porquês mais abaixo.

Baby Garfield: tem como resistir?

 Um roteiro caprichado. 'Garfield' é conhecidíssimo por sua tirinhas divertidas em pequena escala que transmitem normalmente alguma mensagem crítica por vezes de tom ácido/sarcástico ou mesmo alguma piada entre os seus protagonistas. E mesmo que vá além disso, roteiro e texto se enquadram dentro de esquetes sobre a vida familiar de John, Odie e o protagonista, com alguns coadjuvantes legais também. Traduzir o personagem para uma escala maior de cinema é sim uma tarefa não muito simples. Até porque em alguns casos anteriores ele acabou perdendo alguns dos seus melhores atributos. Mas o acerto foi tão grande nesse que, além de 'quebrar a quarta parede', ele é exatamente o que se vê em sua personalidade, porém dessa vez permeado em um texto sólido, com uma trama igualmente bem elaborada e que qualifica o querido gato em termos de enredo as atuais animações da DreamWorks/Illumination. E não estou sendo exagerado. As falas e tiradas de todos os personagens são muito bem colocadas e não deixam o ritmo da produção cair em nenhum momento. É divertido na medida certa. A evolução da trama com suas reviravoltas também funcionam sobriamente para o espectador. Não é uma aventura inteiramente infantil. Faz jus ao mérito por conseguir equilibrar bem a narrativa para todas as idades. Ponto muito positivo esse.
 Odie rouba a cena. De fato o filme é uma aventura do Garfield em maior escala, porém o cachorrinho Odie participa de todo o processo e mesmo sem falar uma palavra, consegue se destacar em diversos momentos do longa. Desde seus olhares cômicos até as cenas das mais importantes, ele sempre está lá para criar de certa forma um contraponto com o protagonista, no sentido dele não ser tão estabanado quanto. São grandes amigos, mas essas nuances criativas entre os dois fazem muita diferença na execução e inventividade do roteiro. Excelente!
 Referências diversas dentro e fora da película. Um outro ponto relevante é a forma como a trama é conduzida, principalmente no que diz respeito a sua trilha sonora. Há referências a filmes famosos como "Missão: Impossível" (tem mais, porém me escapou da memória) e os cartazes fazem muitas parodias a personagens e filmes da cultura pop. Quem se atentar vai perceber o quão divertido é pegar esses 'easter-eggs' e relacionar eles aos seus produtos de origem. Se ver o longa e lembrar de mais, comenta aqui embaixo. ;)

Melhores amigos.

 3D mais que suficiente. O recurso com uso dos óculos é bem satisfatório e vai sim agradar em cheio quem curte a proposta. Dessa vez eu recomendo sim usufruir da experiência como um todo em uma boa tela para aproveitar tudo o que o longa pode oferecer de bom, além já da ótima história.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Garfield - Fora de Casa" é a forma ideal de apresentação dos queridos personagens criados por Jim Davis 45 anos atrás. Uma curiosidade: nosso amado protagonista é uma espécie do 'gato persa' na vida real, devido ao seu enorme tamanho. Dito isso, vá sem receio pois a produção é na medida para todas as idades. Vale demais o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 

sábado, 18 de maio de 2024

Bíblia

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Porque haverá homens amantes de si mesmos" 2Timóteo 3.2a
 Breve explanação sobre o porquê existem 'homens amantes de si mesmos' tanto dentro quanto fora da Casa de Deus. Se gostar, por favor compartilhe esse vídeo, curta, comente e se inscreva. Deus te abençoe!


Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 


sábado, 4 de maio de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

GHOSTBUSTERS - APOCALIPSE DE GELO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa da clássica franquia apela para a nostalgia em nova aventura com novos e antigos heróis. Vamos a análise!
 E lá se vão mais de 40 anos desde que essa amada produção estreou em seu primeiro longa e arrebatou um sucesso gigante ao redor do globo, com direito a desenho animado, 'action figures' e muitas outras licenças para diversos produtos e ações de marketing. De lá para cá um hiato enorme surgiu após seu segundo filme em 1989. Houve um 'spin-off' em 2016, porém sem conexões com a roteiro original. Só em 2021, o longa reescreve a história dos queridos personagens exatamente do ponto onde o segundo filme terminou, gerando uma legítima sequência e agradando fãs de todo o mundo. Agora chegamos ao quarto filme canônico da série e temos claramente a 'família Spengler' como foco principal da narrativa, mas contando com a volta de todos os originais do século passado, incluindo a 'Janine' (Annie Potts). E vamos destrinchar abaixo o quanto esse longa pega forte na diversão e na nostalgia.

McKenna, Logan e Dan Aykroyd: novo e antigo juntos.

 Elenco caprichado. Para além dos veteranos Dan Aykroyd, Bill Murray, Ernie Hudson e Annie Potts - esta última uma adição e recordação maravilhosa -, que estão envolvidos mais diretamente na trama agora, Paul Rudd, Carrie Coon, McKenna Grace, Finn Wolfhard, Logan Kim e Celeste O'Connor são excelentes adendos desde o filme anterior. Estes últimos apresentados em 'Ghostbusters: mais além', foram muito bem introduzidos em uma história cheia de emoção e suspense. E agora neste novo já vivem seus personagens de forma mais espontânea, por assim dizer. O trabalho de colocar todos esses atores com seus respectivos personagens em tela foi impecável. Isso porque todos os citados aí tem tempo de tela considerável para trabalhar melhor seus papéis e se estabelecerem no núcleo central da narrativa. Ninguém fica de fora e cada um tem seu momento certo de brilhar. Isso é muito difícil de se executar, uma vez que são tantos talentos que precisam de tempo para cada um ter suas personalidades desenvolvidas com sucesso. Soma tudo isso aos novos personagens que entraram nesse e mesmo assim, o diretor Jason Reitman (filho de Ivan Reitman, que dirigiu os dois primeiros filmes) conseguiu a proeza de encaixar cada um com seu tempo sem diminuir ninguém. Algo bem árduo, diga-se de passagem. Quantos filmes vemos que atores e personagens são mal trabalhados e mal aparecem (e as vezes são importantes e ficam em segundo plano)? Aqui o roteiro é perfeito nesse sentido. Ponto positivo esse.

Esses são nostalgia pura.

 História nostálgica e efeitos divertidos. Acreditem: eu vejo os dois filmes antigos e ainda considero que eles envelheceram muito bem para a época em que foram lançados. Até hoje são produções divertidas de se assistirem. Com a tecnologia de hoje, esperava-se que em ambas as continuações (2021 e 2024) fossem melhores adaptadas com os efeitos. E sim, além desse filme ter bons efeitos, ele abrange uma parte da essência dos "Caça-fantasmas", que é desvendar 'mistérios sobrenaturais' e faz valer a credibilidade que a franquia tem junto ao público que gosta dela e aos novos fãs também. Tem a medida correta para todos os gostos e idades. A ideia de trazê-los de volta a Nova York para a sede de onde tudo começou foi um artifício certeiro também. Poder rever todo aquele ambiente permeado de vitalidade - com os novos personagens e a homenagem ao Egon, por serem membros de sua família - e nostalgia, certamente traz um 'quentinho' no coração de muita gente - eu inclusive - e muita alegria.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Ghostbusters - Apocalipse de gelo" mexe forte com o passado sem perder a essência do seu material original. Traz fôlego novo para a franquia com um pós crédito já revelado por Ivan Reitman que garantirá uma continuação. Esperamos um bom nível no próximo filme também, porque este eu gostei demais. Vale muito o ingresso!

Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 


quinta-feira, 2 de maio de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

 Porque o edificante filme 'Movimento de Jesus' não passou nos cinemas daqui e nem foi comentado?
 Breve explanação sobre esse abençoado filme cristão baseado no texto de Atos 10.34: 'Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas'. Se gostar, por favor compartilhe esse vídeo, curta, comente e se inscreva. Deus te abençoe!


Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 

terça-feira, 16 de abril de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

INSTINTO MATERNO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa protagonizado por Anne Hathaway e Jessica Chastain é denso, tenso e com um final inquietante e perturbador. Vamos a análise!
 Duas estrelas ganhadoras do Oscar em uma história permeada de dores, perdas, medos, insegurança, crises e uma narrativa intensa e passional. Este é o escopo da história desse filme. O que te move diante da dor? O longa tem essa premissa muito forte ao longo e mostra por vezes realidades que duvidamos em acreditar nas pessoas. Somos permeados pelos mais variados sentimentos e vemos através desta produção como os mesmos podem mexer conosco das formas mais variadas, quer seja para o bem ou para o mal. As consagradas atrizes traduzem muito bem essas emoções em tela e brilham com todo o drama que é proposto nesta película. Abaixo trarei mais alguns detalhes do porque essa produção é tão interessante e reflexiva.

Anne e Jessica: brilhantes.

 Dor como forma de paranóias. Se existe algo que mexe com o ser humano são as questões que envolvem nosso emocional a ponto de nos deixar marcas. E essa marcas podem facilmente serem perpetuadas e reproduzidas por muito tempo se não forem tratadas. Ambas as personagens de Anne Hathaway (Céline) e Jessica Chastain (Alice) tinham problemas psicossomáticos que as colocavam em um estado de grande receio com os filhos 'Max' (Baylen D. Bielitz) e 'Theo' (Eamon Patrick O'Connell). Embora fossem grandes amigas, ambas tinham suas preocupações e precauções escalonadas por detalhes do passado delas (sem 'spoilers' aqui). E o que quero destacar nesse parágrafo é justamente quais os riscos e situações que nos levam a tomar rumos tão questionáveis às vezes. É exatamente sobre isso que o filme trata. Sobre psicológicos abalados e as consequências mais desastrosas que essa condição pode trazer. E isso é bem explícito em todo o longa, levando o espectador a perceber que nossos mais profundos instintos podem ser aflorados da forma mais unilateral possível.
 Atuações bem pontuadas. Jessica e Anne são tão viscerais em suas performances que ambas transmitem os sentimentos de suas personagens de forma intensa e muito carregada. São brilhantes em demonstrar o viés das personalidades de cada mãe com cenas que são uma mescla de tensão, emoção e desconfianças de forma extremamente sólida. Os conflitos familiares, excessos e falhas são muito bem executados por elas, juntamente com a importância das crianças, que se saem muito bem para formar o contexto dramático da narrativa. A trama é muito pontuada na fatalidade ocorrida com 'Max' (Baylen) e o conjunto da obra é magnífico nesse sentido. Ela realmente transmite o peso do sofrimento de todos com muita maestria e profundidade.


'Max' (Baylen) ao fundo: fofo.

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Inspirado no livro de mesmo nome de Barbara Abel, "Instinto materno" é uma produção instigante que trata sobre até onde podemos chegar por causa das nossas dores. O fim extremamente incômodo é uma mostra das nuances humanas quando não sabemos lidar com certos sentimentos. Uma obra reflexiva e bem interessante de assistir, com atuações maravilhosas e extremamente dramáticas.  Vale demais o ingresso!

   Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 

domingo, 14 de abril de 2024

Games

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

 Vamos falar sobre filmes inspirados em games. Nova moda?
 Alguns comentários e opiniões sobre esta curiosa reviravolta da indústria do cinema. Se gostar, por favor, compartilhe este vídeo, curta, comente e se inscreva. Obrigado por assistir!



Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 
 

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Filmes

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia

KUNG FU PANDA 4 (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa do panda guerreiro mais querido das animações diverte e traz um tom nostálgico à franquia. Vamos a análise!
 Desde o lançamento do primeiro longa, em 2008, lá se vão muitos anos de aventuras e risadas com este caricato e carismático personagem. E com o fim da primeira trilogia - muito bem encerrada, por sinal -, ficou um gostinho de querer ver mais de todos os personagens de volta as telas. E apesar dos cinco furiosos não fazerem parte desta nova jornada, 'Po' consegue ser interessante o suficiente para chamar a atenção do público novamente. E cá estamos em mais uma jornada de descobertas estritamente pessoais do nosso amado protagonista. 'Mestre Shifu' quer que 'Po' passe o manto de 'Dragão guerreiro' para outrem e se torne o líder do 'Vale da Paz'. Mas ao que parece o panda Kung Fu está relutante em mudar de posição e vai precisar de muita meditação e aventura para achar um substituto à altura. Essa é a história que permeia este quarto longa e vamos destrinchar abaixo como esse roteiro simples veio a calhar para trazer essa franquia de volta a ativa.

'Po' e 'Zhen': dupla improvável.

 Personagens muito carismáticos. Decerto há uma bela gama de coadjuvantes em 'Kung Fu Panda' que brilham tanto quanto o protagonista. Desde os fenomenais antagonistas - todos os longas têm inimigos para lá de incríveis -, até 'Shifu' e os cinco furiosos - que têm charme o suficiente para terem seu próprio longa 'spin-off', assim como fazem com os 'Minions' -, o nosso protagonista também é um acerto sempre muito grande. Por ser justamente o oposto do que seria um mestre de Kung Fu, ele é extremamente engraçado e desengonçado, pronto para criar as mais variadas e divertidas situações com ele. Os cinco furiosos fizeram sim falta neste quarto longa, mas 'Po' tem autonomia para carregar um filme - que é seu mesmo - sozinho. O pai panda e o pai ganso, que são os maiores coadjuvantes da vez, não fazem feio e entregam muitos momentos cômicos durante a produção. 'Zhen', a nova personagem, é versátil e chega a ter reviravoltas muito boas ao longo. Já a 'Camaleoa', vilã deste, entrega uma persona divertida, mas um pouco aquém dos outros vilões já consagrados da franquia. Entenda, não é uma personagem ruim, longe disso, mas é abaixo da média dos anteriores. Fato.
 Uma jornada de descobertas. Por ser muito bondoso e, de certa forma, inocente, 'Po' encara situações muitas das vezes sem prever os riscos que elas podem acarretar. E isso é uma característica desse personagem que é o motivo dele ser tão querido tanto por adultos quanto por crianças. Ser 'guerreiro' e ser 'inocente' são opostos que se fundem muito bem na personalidade de 'Po'. E como direção e produção usam isso em tela a favor da narrativa é algo de se admirar de verdade. Toda a construção e amadurecimento do personagem estão arraigados a estes fatores. E é isso que faz esse panda ser tão agradável, incrível e longevo.
 Dublagem brasileira. Mais uma vez nossa dublagem acerta em muitos pontos nas escolhas das pessoas que dão vida a todos os personagens deste longa. Destaque sempre certo para Lúcio Mauro Filho, que faz 'Po' desde o início e continua sendo um encaixe perfeito para o principal personagem da franquia. Danny Suzuki se sai muito bem como 'Zhen' e consegue passar suas impressões para a nova personagem. E Taís Araujo é quem dubla a antagonista, porém acredito que faltou um pouco mais de entonação para tornar a vilã mais ameaçadora. Faltou achar o ponto certo para dar a ênfase que a 'Camaleoa' deveria ter e ser. Louvamos todo o trabalho da atriz e de todos os que passam por esta experiência, mas que ela poderia soar mais feroz e voraz, isso poderia.

Pai panda e 'pai' ganso: coadjuvantes da vez.

 Experiência 3D poderia ser melhor. Sempre gosto de destacar o uso deste recurso para melhorar a imersão em qualquer filme. Nesse caso, a animação tem boa percepção dos efeitos, todavia poderiam ser mais caprichados e em maior volume. O conceito do efeito me agrada, mas não é sempre que ele é bem desenvolvido. Se gostar, assista. Se não, vale ir sem o efeito pois o longa traz bastante entretenimento por si só.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Kung Fu Panda 4" mexe na nostalgia alheia e consegue trazer nossos queridos personagens de volta em um roteiro simples, bem-humorado e com uma trama que busca novos rumos para o protagonista. É a medida ideal para adultos e crianças se divertirem muito. Vale demais o ingresso!


Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com 

terça-feira, 2 de abril de 2024

Games

Conheçam meu canal no YouTube. Inscreva-se: Games, Bibles, Movies & cia
 
 Vamos falar sobre games a 70 dólares. É viável?
 Alguns comentários e opiniões sobre esta incômoda prática da indústria dos games. Se gostar, por favor compartilhe esse vídeo, curta, comente e se inscreva. Obrigado por assistir!


Gostou do conteúdo? Colabore com nosso trabalho com qualquer valor! Chave PIX: lopesgama79@gmail.com