quinta-feira, 27 de julho de 2023

Filmes

MISSÃO IMPOSSÍVEL: ACERTO DE CONTAS PARTE 1 (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 Novo longa da franquia mantém a intensidade, o ritmo e a qualidade ao longo dos anos sem perder sua essência e identidade. Vamos a análise!
 Com seu primeiro filme lançado em 1996 – a saga em breve vai fazer 30 anos de existência -, ninguém poderia imaginar que essa produção alçaria voos tão altos e que seria tão longeva, a não ser por um detalhe bem significativo: a cada nova produção, o filme tem a capacidade de se reconstruir e melhorar naquilo que já havia sido muito bom em filmes anteriores. Ou seja, “Missão Impossível” é para mim um grande marco na história do cinema atual, por ter essa constância ao longos dos anos e por ter um enredo tão atraente e mais interessante a cada novo longa. Sabemos também que Tom Cruise tem méritos e méritos nessa empreitada, quer por sua atuação firme, quer por suas peripécias mais insanas gravadas sem ajuda de dublês. E neste filme ele foi muito mais além, conseguindo feitos inacreditáveis usando muito do seu esforço e praticamente sendo o filme todo feito somente por efeitos práticos, sem o uso excessivo de CGI. É um diferencial que poucos filmes de ação desse nível e atores conseguem. Acredito sem dúvidas que esse é um dos principais motivos dessa franquia ser tão querida e lucrativa ao longos dos anos. Veremos um pouco mais sobre o filme em si mais abaixo.

Quarteto sempre impecável.

 Uma trama simples, porém muito bem elaborada. O desenvolvimento narrativo de qualquer produção é um dos pilares que fazem com que o espectador mantenha seu interesse pela obra. E por mais que a trama desse seja categoricamente simplória (um par de chaves interconectadas encontrados no fundo do ártico que eram de um submarino russo são o enigma e a peça principal por desencadearem uma série de perguntas sem respostas que os levarão a uma das suas mais arriscadas e perigosas missões; essa é basicamente a premissa de todo o filme), é na construção da narrativa e dos diálogos que o epicentro da trama se aprofunda, se tornando densa, fria, cheia de camadas e com várias reviravoltas ao longo. Entenda, o que parece uma história simples ganha profundidade justamente na forma como esse roteiro é conduzido. O jogo de interesses dos personagens, bem como as pontuadas atuações, além também das cenas de ação – falarei mais adiante sobre – é o que fazem “Missão Impossível” ser o que é hoje: uma franquia de ação com espionagem do mais alto calibre e que cumpre de forma exemplar seu papel de entreter e, ao mesmo tempo, ser tão enigmática e dramática, conseguindo trazer a real sensação de urgência e de perigo para o público sem perder o norte e a responsabilidade do nome e do ator que a carrega. Muito bom isso!

Pom Klementieff: ótima adição ao elenco.

 Ação frenética com muitos efeitos práticos. Uma outra grande qualidade dessa saga de filmes é a maneira prática como as cenas são produzidas. Nada de efeitos especiais em demasia, telas verdes de fundo ou até mesmo dublês (para o caso de Tom Cruise). Tanto a direção quanto o astro principal querem fazer parecer que todo o filme seja o mais natural possível – embora algumas situações em que Tom participa não sejam nada ‘normais’, por assim dizer. E nesse o nível das ‘missões impossíveis’ tem subido substancialmente, meu caro leitor. O que direi aqui não é ‘spoiler’, está nos trailers e nos ‘spots’ já lançados mostrando como foram feitas algumas partes da ação do filme. Mas vamos lá: a cena de Cruise correndo com a moto em uma alta montanha e descendo dela foi real e gravada várias e várias vezes até que houvesse o ponto de refinamento ideal para o corte final. Sim, meu caro leitor, você que ainda não sabia disso, fique sabendo: Tom Cruise realmente pulou com aquela moto de um penhasco de verdade! O diretor Christopher McQuarrie chegou a afirmar que no primeiro ‘take’ real da gravação (após incansáveis estudos e ensaios do ator para o momento), ele já via preocupações sobre o perigo que o ator corria e já havia decidido que aquela cena seria a do filme. Porém, Tom não gostou do que foi filmado e desceu mais seis vezes (isso mesmo que você leu) aquele penhasco até ele achar que aquela parte ficou bem produzida. Lógico que há todo um aparelhamento de segurança (que normalmente é retirado digitalmente para o corte final), mas mesmo assim tudo aquilo visto em tela foi verdadeiro. Até a cena do trem, o mesmo era de verdade (não era CGI, podem pesquisar sobre). E isso tudo diz respeito, por mais louco que seja, ao que se quer entregar como produto final para o espectador: uma experiência realmente única e vista da forma mais realista possível. E nisso Tom Cruise já virou mestre, em sempre nos presentear com momentos incríveis e que reverberarão para sempre na memória tanto de quem fez, dirigiu e produziu quanto no espectador que vê a qualidade daquilo que está se entregando. Totalmente excelente!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Missão Impossível: acerto de contas parte 1” já vale sua ida aos cinemas só pelas peripécias de Tom Cruise. Porém a narrativa bem elaborada, as certeiras adições ao elenco (que já tem uma base excelente) e a dose de intrigas e espionagem que esta produção carrega, e que são refinadas a cada novo filme, faz valer sempre a pena a espera pelo próximo capítulo dessa saga. Vale demais assistir na melhor tela que puder. Vale muito o ingresso!

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quarta-feira, 19 de julho de 2023

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Exaltai ao Senhor nosso Deus e adorai-O no seu monte santo, pois o Senhor nosso Deus é santo" Salmos 99.9
 Não há deus na terra ou em qualquer outro lugar como o nosso Deus. Ao contemplar tanto a beleza quanto a fúria da natureza podemos perceber o enorme cuidado do Senhor com tudo e todos. E nesse cuidado, vemos muito além das entrelinhas dos rios, mares, florestas e rochedos. Vemos a perfeição do Pai em cada detalhe, cada ciclo natural moldado pelas mãos do Senhor e distribuídos no meio ambiente. E vemos o homem, como ser vivente, no meio disso tudo, desfrutando do que Ele mesmo criou. Diante de tanta grandeza, de tanta majestade, diante das imponentes ondas e marés, só temos que exaltar e engrandecer o nosso Deus. Já parou pra olhar a imensidão do mar? Reparando em todo esse contexto natural, podemos ver o quanto somos frágeis e pequenos diante tudo o que o Pai construiu, mas, ainda assim, somos especiais, por sermos a 'coroa da criação'. Mesmo não tendo força para conter a fúria do mar, por exemplo, temos fôlego de vida para adorar Àquele que tudo formou. Fomos criados para a glória do Seu louvor. Somos incrivelmente mais importantes para Deus, pois Ele nos concedeu o intelecto para, além de nos dar entendimento e raciocínio lógico, também dizermos que Ele é Santo, Santo, Santo. Ei querido, tudo o que Deus criou é bom e Ele quer que O adoremos na beleza da Sua santidade agradecendo e engrandecendo a Ele por toda a Sua criação. Você já O adorou hoje? Te convido a fazê-lo agora em nome de Jesus com a canção 'Majestade - Jozyanne'. Que possamos entender que Ele é o único que merece e é digno de toda a adoração, louvor e majestade, por tudo o que Ele fez e forjou. Que Deus te abençoe e te faça compreender isso a cada dia em nome de Jesus!


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quarta-feira, 12 de julho de 2023

Filmes

ELEMENTOS (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

 Mesmo com alguns clichês clássicos, nova animação da Pixar tem seu charme e diverte sem ser enfadonho. Vamos a análise!
 A Disney/Pixar ultimamente tem tropeçado de forma insistente nas suas produções. Roteiros rasos, ideias incoerentes e personagens sem vida são alguns dos fatores que declinaram e muito a qualidade do estúdio de uns anos para cá. Ja faz algum tempo que não vemos uma história realmente cativante da produtora em forma de animação nas telas grandes ("Raya e o último dragão" foi uma das melhores e mais recentes desse meio). E "Elementos" poderia ser mais uma com desfecho trágico, não fosse pela ideia divertida de transformar pessoas em elementos da natureza e colocá-las em tela convivendo juntas cada uma com as suas diferenças e limitações, tal qual nós, seres humanos. Essa proposta é realmente agradável no longa e flui de maneira assertiva durante a projeção. E mesmo com os clichês românticos já batidos em diversos filmes, ainda assim a animação desponta como uma boa surpresa para um estúdio que sabe que pode fazer roteiros inteiros serem impecáveis e comoventes. Vamos ver alguns pontos dessa produção mais abaixo.

Os protagonistas da trama.

 Um conceito convincente. Uma das qualidades que a película tem é justamente em seu conceito. Como já argumentei no paragrafo anterior, ele funciona extremamente bem dentro de sua proposta. Consegue ser doce, cômico, excêntrico e amável ao mesmo tempo, sem perder o ritmo e nem sua estrutura mais básica: a convivência com o outro e suas dificuldades, no tocante a personalidade alheia e suas enormes discrepâncias. Gostei da execução desse roteiro e esse ponto me agradou bastante.
 Canalizando clichês para dar consistência ao filme. Sabe aquela velha história do amor impossível e que sempre o pai da moça desaprova por qualquer que seja lá o motivo? Pois é. Isso nem chega a ser um 'spoiler', querido leitor, está meio que sugerido nos trailers. Mas pensa comigo: um estúdio que tem "Toy Story", "Frozen", "Carros", dentre outras tantas franquias absolutamente icônicas e muito bem roteirizadas, debandar para um texto batido desses não pode ser ideia de uma Disney/Pixar, concorda? Mas mesmo com essa premissa já conhecida do grande público, é justamente na execução - como citei no parágrafo anterior - que ela acaba funcionando. Os personagens tem certo carisma cativando o espectador, a trama funciona e você consegue torcer por eles de alguma maneira. E um dos pontos fundamentais para uma produção ter êxito é a construção dos protagonistas e sua aceitação e recepção pelo grande público. E isso, mesmo com esse roteiro, consegue se sobressair bem e é o que faz a diferença nessa animação. Narrativa simples com uma performance bem delineada. É isso.

Os 'elementos' todos reunidos: ideia divertida.

 O 3D dessa vez eu recomendo, caro leitor. O uso da tecnologia é muito bem introduzido, traz imersão, agrega a diversão e cumpre, dentro do seu papel, o que promete. Normalmente animações tem o efeito melhor elaborado que outros tipos de filmes. Mas esse vale a pena o esforço de ver, pois está em um nível bem bacana de qualidade. Recomendo mesmo assistir no recurso dessa vez.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Elementos" não é uma animação das mais grandiosas (até porque a gente sabe que a Disney/Pixar sabe fazer histórias muito mais interessantes e envolventes), mas, dentre tantos fracassos recentes do estúdio, ela consegue se sobressair com um conto comovente e um conceito bem executado. Tem sim seus méritos e acredito que vá divertir a todos assim como eu me diverti, por ser bastante voltado para famílias. Vale muito o ingresso!

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domingo, 2 de julho de 2023

Filmes

THE FLASH (3,5/5 - Muito bom!)

 ‘Flash’ tem seus problemas, mas não deixa de ser uma grande homenagem ao universo DC nos cinemas durantes todos esses anos. Vamos a análise!
 Entre muitas idas e vindas, muitos problemas e atrasos, muitas mudanças em diversos cenários diferentes, o filme do velocista mais rápido da Dc Comics foi sendo costurado ao longo dos anos, criando até a expectativa de que o longa nunca iria sair do papel. Contudo, após a Warner ter sido adquirida pela Discovery e James Gunn ter tornado co-CEO da Dc Studios, o quadro se tornou ainda mais delicado. Visto que o universo antigo (DCEU) já estava deteriorado e Gunn aceitou o convite para criar um outro (DCU), o filme passou por diversas revisitações até encontrar seu produto final em tela que fosse ao menos aceitável no meio de todos esses ajustes que as empresas receberam nesses últimos tempos. É exatamente aí que ‘Flash’ tenta se encaixar: em um fim de ciclo para início de outro. E dentro desse escopo, o que foi mostrado em tela justamente trata de tentar findar uma era da forma mais nostálgica possível para que tudo o que vier daqui pra frente sejam novos começos - ou, pelo menos, é o que esperamos que seja. Falarei um pouco mais sobre o longa abaixo.

'Batman' de Michael Keaton: espetacular.

 Uma belíssima homenagem ao acervo de filmes da DC. Fato inquestionável que a editora tem no seu cabedal um portfólio interessantíssimo de personagens e histórias já contadas em outros produtos ou mídias e ainda tem muita coisa boa para ser produzida também. E o passeio que o longa faz, dentro da sugestiva interação com o roteiro e a trama da película, é fantástica. Ele transita por vários momentos marcantes dentre filmes, atores e cenas que se tornaram tanto épicas quanto saudosas. O volume de participações especiais definem o quão gigantesca essa viagem ao passado foi. E o apelo que a própria narrativa traz para transitar não só pelo passado de ‘Barry Allen/Flash’ (Ezra Miller) e todo o patrimônio cultural que fez tantos personagens serem tão conhecidos e amados foi uma ideia genial para mim. Não se criou uma produção para o encerramento de um período, mas para mostrar também a força que seus icônicos heróis tiveram no passado com outras grandes estrelas do cinema e ainda tem hoje em dia. E mesmo que os personagens sejam, em certo sentido, maiores que seus atores, os que deram vida a eles se tornaram parte intrínseca de toda essa história. Ponto extremamente positivo esse.
 Uma trama funcional com algumas inconsistências. Não sabemos ou talvez nunca saberemos como de fato o filme foi realmente concebido em seu estágio inicial de produção. Todavia o que se percebe aqui é a tentativa mostrar um protagonista contido e ainda muito machucado pelo seu passado e traumas pessoais, mesmo já sendo um herói e fazendo parte da ‘Liga da Justiça’. A todo momento a trama envolve o espectador a acreditar no que é tecnicamente impossível: voltar ao passado para mudar rumos e decisões que já foram estabelecidas. A premissa é interessante e eu inclusive gosto muito do campo teórico-científico desse assunto. O meu ponto é que, por vezes, o filme trabalha esse tópico em ‘marcha muito lenta’ e escorrega em momentos nos quais o ritmo do filme precisava ser mais dinâmico. Há certas ‘repetições’ cansativas – mesmo sabendo que o personagem tem em seus poderes a premissa de conseguir voltar no tempo -, contudo essas transições poderiam ser melhor ajustadas. Não me leve a mal, querido leitor, a interação entre os dois ‘Barry’ é muito boa (parabenizo o Ezra pelo seu esforço), o ‘Bruce Wayne/Batman’ de Michael Keaton é icônico e impecável e a ‘Kara Zor-El/SuperGril’ de Sasha Calle foi muito boa também. Mas, além de algumas perguntas sem respostas, o longa poderia ter sido mais conciso em sua dinâmica, mesmo com seu fim sendo bem curioso e revelador. A sensação clara que tive é que o conceito foi excelente, a trama nostálgica e emocionante, mas faltou alguns ajustes na execução do projeto – bom, como disse lá no início, o longa foi mexido e remexido várias vezes e isso pode ter atrapalhado o produto final de alguma forma. Fica aqui um ponto a se refletir.

SuperGirl (Sasha Calle) e Flashs: boa dinâmica.

 Efeitos visuais/especiais e fotografia justos. Se a ideia principal aqui foi justamente mexer com o multiverso da DC nos cinemas e dar um vislumbre do seu notável passado concomitantemente com o roteiro proposto para o longa, acho condizente dizer que os efeitos estão dentro da temática que a película oferece. A fotografia do filme entra na dinâmica retratando, além da história que está sendo contada no filme, os elementos que tornam as bases do filme interessante. Quando ‘Barry’ olha ao seu redor dentro da força de aceleração, os ‘takes’ vislumbram muitas coisas legais como cenas de outros filmes, personagens, entre vários outros detalhes que trazem aquela sensação nostálgica, incluindo uma cena em específico de um filme que nunca viu a luz do dia. E dentro de todo esse contexto que mencionei, acho que o CGI funciona muito bem, mesmo não sendo totalmente impecável.
 Enfim vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Flash” se esforça em contar uma história emocional e trágica, ao mesmo tempo que revisita o passado com maestria e introduz convenientemente o conceito de multiverso para abrir caminho para o futuro da DC nos cinemas. Apesar dos deslizes na execução do conceito proposto, o filme tem boas atuações, tem Michael Keaton reencontrando seu Batman e isso já produz alguma diversão. E sim, no geral o longa é muito bom por todos os aspectos que citei nesta análise. Vale muito o ingresso!

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terça-feira, 20 de junho de 2023

Filmes

TRANSFORMERS - O DESPERTAR DAS FERAS (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Novo longa da franquia se esforça em trama mais coesa e consegue o mesmo êxito de seu antecessor "Bumblebee". Vamos a análise!
 A franquia de filmes dos "Transformers" começou lá em 2007 com Michael Bay dirigindo o primeiro longa com altíssimos ares de novidade, pois naquela época foram empregados os limites máximos de tecnologia para a produção dos efeitos especiais tão ricos e detalhados como são as transformações dos robôs. Saltava os olhos tamanho esforço técnico para superar os limites do que havia de mais moderno em computação gráfica para gerar tais efeitos. Só que o tempo foi passando, e Bay começou a apostar demais nos efeitos e esquecer do básico: coerência e um roteiro bem escrito. A sua quintologia virou uma bagunça de explosões, robôs desenfreados, humanos sem sentido na trama e muita lataria para pouca história. O 'reboot' então veio em 2018 com "Bumblebee" e trouxe, além de grandes melhorias na parte técnica e tecnológica, uma história mais contida com apenas um personagem robô e um humano em foco, com uma nova 'roupagem' no roteiro e um traço um pouco mais refinado para a narrativa. Chegamos então ao segundo capítulo dessa nova safra de filmes dos robôs gigantes com mais um saldo positivo: efeitos generosamente mais bem trabalhados e uma trama que encaixa bem os protagonistas humanos no eixo dos gigantes de metal. Veremos um pouco mais do porquê considero esse filme muito bom mais abaixo.

Autobots e Maximals se unem em grande batalha.

 Uma narrativa que se mantém firme para fazer sentido. Todo bom filme que se preze precisa de um bom roteiro que justifique os atos de cada personagem envolvido na trama. Fato isso. Esse faz até muito bem isso com dois novos personagens humanos que foram selecionados para esse novo capítulo da saga. Os atores Anthony Ramos (Noah) e Dominique Fishback (Elena) são bem introduzidos no contexto do longa e parte integrante da grande narrativa. Conseguem até ser peças-chave em alguns momentos e isso soa muito bem para mim. Apesar de eu sempre querer ver só os robôs em um filme só para eles (sem adição humana nenhuma), dessa vez tenho que aceitar o fato de que, pelo menos, eles não estão jogados no meio daquela batalha toda apenas para atrapalhar ou fugir. Os personagens cumprem seu propósito no todo da produção. Ponto bem positivo esse.
 Tecnologia e efeitos visuais/especiais ainda mais refinados. Lembro bem em 2007 quando o primeiro filme da franquia saiu, mesmo sendo uma grande sensação para aquele período, os efeitos usavam muita trepidação das câmeras e uma fotografia que mais confundia do que mostrava as épicas batalhas do longa. Isso normalmente é feito para esconder possíveis erros de CGI e não tornar a experiência do espectador ruim. Passados mais de 15 anos, o grande acerto necessário para que isso fosse melhorado chegou. Há uma memorável batalha neste longa, e tanto a fotografia quanto os efeitos estão muito bem trabalhados e mostrando os personagens de forma integralmente mais fluida e suave. As câmeras tremidas (eu particularmente não gosto dessa técnica usada no cinema para dar a sensação de 'movimento' dos personagens em momentos de combate. Isso pra mim mais atrapalha que ajuda, principalmente em filmes que usam em demasia personagens em CGI, como é o caso desse) foram sumariamente retiradas dando lugar a belíssimos momentos de confronto e cenas com uma fotografia delineada com a função de mostrar de forma mais ampla e funcional os duelos entre os robôs gigantes. Sou sempre suspeito para falar, mas gosto demais de ver as transformações tão ricas e ultra detalhadas e os 'takes' nesse longa ajudam e muito a ter esse vislumbre de forma mais visceral. Outro ponto positivo também.

O design desse Maximal é belíssimo.

 Pecar pelo excesso. Embora eu ache que os protagonistas humanos sejam condizentes com a proposta do longa, é um pouco fadigante essa forma de intercalar subtramas humanas no meio da história dos robôs. Tudo bem que tanto 'Noah' quanto 'Elena' são relevantes, mas as trocas súbitas das cenas as vezes são bruscas demais e sempre soam desconexas a princípio. Só mais a frente quando todos se juntam a coisa vai ganhando forma. Isso causa 'quebra de expectativa', mesmo sabendo que nesse caso e no caso de 'Bumblebee' os humanos funcionam. A subtrama de 'Noah' com sua família é bacana, mas ainda assim desconexa com a realidade do filme percebe? O drama dele acaba não tendo 'peso' por ser deslocado demais da grande narrativa do longa. 'Elena' tem até bem mais conexão com o contexto que ele. Mas fica aqui meu incômodo sobre esse fato.
 O 3D dessa vez eu recomendo e acho justo assistir com o efeito. É bem feito e vai produzir uma ótima imersão para o público. Sempre fui e ainda sou um grande entusiasta da tecnologia, e sempre assisto no recurso quando ele vem com essa opção para dar uma dica aqui para quem gosta também porém não sabe se vale a pena o gasto. Pois digo que esse vale sim o valor e o divertimento.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! "Transformers - O despertar das feras" tem história agradável, uma trama que, no geral, é coerente e um conjunto técnico excelente. Se você, assim como eu, gosta desses personagens e curte seus belíssimos efeitos e transformações na tela, vá que é diversão garantida. Vale muito o ingresso!

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sexta-feira, 9 de junho de 2023

Filmes

HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO (Avaliação 5/5  Excelente!)

 ‘Através do aranhaverso’ eleva ainda mais seu nível e traz uma história muito mais profunda e cheia de camadas. Vamos a análise!
 O primeiro longa faz uma apresentação ao aranhaverso de um dos cabeças-de-teia mais legais juntamente com Peter Parker, que é Miles Morales. O adolescente do Brooklyn também possui introdução aos seus poderes parecidos com os outros porém ele é um jovem ainda cheio de medos e no início de uma das fases mais importantes da vida. E um dos muitos pontos que dá o tom dessa animação é que ela foi muito bem escrita, pois Miles é extremamente carismático e suas questões pessoais – principalmente quando os pais aparecem – são tangíveis e palpáveis a qualquer pessoa que já viveu dilemas nesse momento de sua trajetória. E é justamente isso que faz o personagem se aproximar ainda mais do público tanto quanto Parker, pois além da responsabilidade de ser um herói, ele ainda tem de encarar os desafios cotidianos que permeiam a sua volta. Fora que o teor artístico da primeira animação é estiloso, inovador e com uma estética totalmente diferenciada das demais produções do gênero, o que lhe rendeu o Oscar 2019 de ‘Melhor animação’ a época. E agora temos a continuação dessa saga que consegue algo dificílimo para as produções de ‘Hollywood’: superar e muito a obra original. Darei detalhes sobre mais abaixo.

Estilo artístico moderno e arrojado.

 Aprofundamento da narrativa e dos conceitos que permeiam o que é ser um ‘Homem-Aranha’. Não só a complexidade do roteiro em introduzir os conceitos sobre esse multiverso, mas a apresentação mais elaborada de SpiderGwen trouxe novas direções para a história que fazem o espectador entender as bases de cada um desses universos. A introdução com a trama de Gwen é majestosa e dramática ao mesmo tempo. Isso já converte o tom da animação em algo tracejado para um publico mais adulto logo de início. No entanto, as explicações e nuances do longa conseguem alcançar espectadores de todas as idades de maneira geral sem prejudicar em nada o andamento da trama. É de impressionar ver como os diálogos são bem trabalhados a ponto de não serem extremamente infantis e nem demasiadamente pesados para os pequenos, que irão entender o filme mesmo com os temas densos que ele oferece por vezes. Os roteiristas souberam introduzir muito bem as falas e as cenas em prol de criar camadas que verbalizam um entendimento amplo das situações apresentadas na animação. Junta-se isso ao colorido frenético que a película possui – que acrescenta doses interessantes ao que a narrativa se propõe – e então temos o ‘tempero’ certo entre texto e contexto dessa colossal aventura.
 Estilo artístico mais uma vez inovador. O padrão das animações atuais compreende em usar e abusar de elementos de computação gráfica para caprichar ao máximo nos conceitos básicos de representação dos personagens em tela. E quanto mais a tecnologia avança, melhor esses detalhes e efeitos ficam. Mas a equipe de ‘Através do Aranhaverso’ decidiu optar – isso desde o primeiro longa – por uma camada a mais na computação, usando doses de elementos multicoloridos fazendo parecer mesmo uma história em quadrinhos escrita e desenhada na tela em tempo real. A cartunização estlizada dessa vez cria uma ambiência narrativa para cada contexto do longa. É como se as cores representassem o tom de cada personagem, de cada personalidade inserida dentro do multiverso aranha. E essa ‘psicodelia imersiva’ vejo como um grande diferencial em relação ao primeiro e ao meu ver mais uma vez inova em usar as cores não só como parte da grande história contada como em aspectos minimalistas de cada subtrama apresentada ao longo. As paletas usadas no conceito de destacar a história de cada um dos protagonistas é ao mesmo tempo deslumbrante e encantadora. Traz foco e autenticidade seja tanto a SpiderGwen, quanto Miles, Peter e outros que englobam a grande narrativa do longa.

Gwen e Miles com sua família.

 Pais e filhos versus super-heróis. O grande charme e, talvez, uma das maiores qualidades dessa animação está no fato de termos heróis jovens que tem família e cada um deles enfrentam seus dilemas de formas diferentes. É como se o multiverso fosse a vida real retratada em forma de universos paralelos entende? Os pais não sabendo lidar com os dilemas adolescentes dos filhos (no caso de Peter Parker vemos ele lidando com uma bebê de poucos meses e ainda de colo), os filhos por sua vez não sabendo lidar com as novas cargas de responsabilidades que os sobrevêm e tudo isso são assuntos nossos do dia a dia nas diversas camadas da sociedade. O paralelismo do multiverso com a realidade que nos cerca é tão tocável que você sente a dor dos personagens, sente a doçura (o Miles é de uma fofura e carisma sem medidas), o peso da idade deles e quão grandes dores eles terão de enfrentar no futuro. Isso traz uma dualidade única entre o heroísmo dos protagonistas no filme e os reais desafios que um jovem enfrenta no mundo real aqui fora. Traz verossimilhança a níveis táteis e é por isso que essa produção é tão deslumbrante e admirável.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Homem-Aranha: através do aranhaverso” traz camadas ainda mais profundas de nossos personagens favoritos, além de conseguir introduzir novamente uma estética renovada e uma narrativa de tirar o fôlego. O visual multicolorido e cartunesco é sempre o enorme diferencial dessa película. É uma grande aquarela visual que foi desenhada milimetricamente nas telas grandes em formato de quadrinhos. Vá sem medo de se emocionar e se divertir. Vale demais o ingresso!

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domingo, 4 de junho de 2023

Filmes

VELOZES E FURIOSOS 10 (Avaliação 3/5 - Bom!)

 Novo longa da franquia mantém a surrealidade mas entretém quem está disposto apenas a diversão descompromissada. Vamos a análise!
 Que 'Velozes e Furiosos' já virou uma galhofa faz tempo isso todo mundo já sabe. Esqueça as leis da física, da gravidade, ignore Newton e você vai ter ao menos motivos para rir e se distrair no cinema sem nenhuma preocupação. Aliás, a fórmula dessa franquia, que mudou drasticamente do original, é o que faz ela estar viva até hoje com altíssimos índices de bilheteria. Não é mais sobre o natural. Trata-se claramente do impossível e do improvável em um longa que mais parece filme de super-heróis do que uma franquia de ação. Junte a tudo isso personagens que parecem saídos dos quadrinhos e temos então uma fórmula que não cansa de fazer sucesso, mesmo ela sendo uma avalanche de bizarrices e impossibilidades durante todo o tempo. E apesar da fórmula absurdamente repetitiva, ela tem a cada edição seus méritos e deméritos. Veremos o porquê disso logo abaixo.

Toretto continua fazendo o impossível.

 Uma franquia cheia de inconsistências. Desde que surgiu, em 2001, a franquia já mudou seu estilo narrativo algumas vezes, matou e reviveu personagens com explicações convenientes no roteiro, mudou o contexto dos personagens de arruaceiros de rua para heróis mercenários, trouxe vilões que viraram aliados, além das cenas mais 'fora da curva' que existem em filmes desse tipo, entre outras enormes gama de loucuras que muitas das vezes beiram o 'nonsense' mas que, convenhamos, o público acabou abraçando tudo isso e desconsiderando a lógica e o efeito prático que elas deveriam ter. No somatório geral, são justamente essas inconsistências que traduzem o que é hoje a saga de filmes. Uma deliciosa bagunça que culmina em um roteiro despreocupado com a coerência e um público descompromissado com o roteiro (rsrs). Por isso o enorme sucesso.
 Um vilão sádico e oportunista. Depois do sucesso de "Aquaman", Jason Momoa despontou em Hollywood como um grande figurão da indústria. Cotado para vários filmes e séries, agora ele está na pele de um dos vilões mais loucos, insanos, irônicos e perturbados de todos da saga. Dono de um enorme carisma, o ator imprime ali uma boa veia do seu potencial artístico e nos conduz a uma história de vingança que beira os limites da incredulidade. O que ele faz no longa é de aplaudir do tanto que o personagem é psicótico. Ao tempo em que ele é impiedoso, consegue ser sarcástico no mesmo nível, o que faz dele uma "bomba relógio" ambulante capaz de destruir tudo e todos que cruzarem seu caminho. E a atuação de Momoa credibiliza sua vilania e o transforma em um dos melhores vilões da saga até agora. Uma ótima adição ao elenco sem dúvidas.
 Um roteiro cheio de conveniências. É lógico que um filme desses acha solução pra tudo como se fosse uma borracha apagando um erro cometido por uma escrita equivocada. O sentido do roteiro é dar base a história e nada mais. Tudo está ali pronto para ser usado de forma prática e sem muito esforço pelos personagens em geral. É como se os riscos existissem mas eles são só um mero detalhe. O que importa são os protagonistas seguirem seu rumo. Agora algo que me agradou nessa 'salada' toda foi o final do filme. Pela primeira vez na história da franquia o longa sai do 'final padrão' para uma cena cheia de impacto e certa tensão, o que dá margem para várias teorias do que pode acontecer no futuro. É esperar para ver "o que essa galerinha do barulho vai aprontar mais uma vez na Sessão da Tarde" (rsrs)

Momoa constrói um ótimo vilão.

 O 3D permanece aquele padrão da indústria onde se aplica a camada do recurso na pós-produção e o resultado é, digamos, meia boca. Nada como um filme tipo "Avatar" para ensinar a esses executivos, diretores e produtores a como fazer um 3D de absurda qualidade. Fica a seu critério dessa vez, querido leitor. Eu gosto do recurso para dar uma palhinha aqui para vocês. Mas dessa vez, com ou sem, não faz tanta diferença assim.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Muito embora eu tenha minhas restrições em relação a essa saga, "Velozes e Furiosos 10" ainda se prova um filme divertido na medida em que você esquece outros itens relevantes, como a lógica e as loucuras que ele tem. Querido leitor, se você quer apenas uns bons momentos de distração, vá sem medo porque eu me diverti bastante e espero que os próximos sejam assim. Abrace a galhofa e seja feliz (rsrs). Vale o ingresso!

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domingo, 28 de maio de 2023

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal" 1Pedro 3.12
 Deus justo. Essa com certeza é uma das maiores características do Pai, pois o homem muitas das vezes olha ao seu redor de forma parcial. Deus está contemplando o todo do ser. E Ele sabe quem é justo. E esse termo não significa ser perfeito. Na verdade 'os justos' que o Senhor olha e contempla são aqueles que se justificaram na cruz do calvário, aqueles que entregaram suas vidas para Cristo de verdade. Os olhos do Senhor estão sobre estes, como diz o texto em apreço. E vai além: Ele está ouvindo atentamente as orações destes que tem comunhão e intimidade com o Pai. E mesmo dentro do 'arraial dos justos', Ele conhece os Seus, pois nem todo mundo que diz 'Senhor, Senhor' verdadeiramente entrará no Reino vindouro, porque 'o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal', sendo você servo ou não. No Trono de Deus há equidade, justiça e amor. O Senhor está do lado dos que fazem o bem e defende a todos quanto necessitam de Seu auxílio. Ei querido, procure ser do bem. 'Fazer o bem' nos dias de hoje parece ser um termo escasso para muitos. Mas respeito, dignidade e compaixão são qualidades que deveriam ser inerentes a todo ser humano, porém na maioria das vezes o homem sem Deus e sem Seu temor é vazio e desprovido desses sentimentos. Que Cristo verdadeiramente possa habitar em seu coração para que de fato cumpras o mandamento de 'amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo', pois esse ainda é o maior mandamento. Aprendendo e fazendo isto decerto terás suas orações prontamente atendidas pelo Pai. E a canção que complementa a mensagem de hoje é a clássica "Poder da oração - Alda Célia".  Que você possa meditar nessa Palavra, ouvir esse belíssimo louvor e ser abençoado em nome de Jesus!


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sexta-feira, 19 de maio de 2023

Filmes

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.3 (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 Novo longa encerra o ciclo dos heróis mais desajustados da Marvel em grande estilo. Vamos a análise!
 James Gunn é um diretor muito versátil. Consegue dar vida a personagens desconhecidos como ninguém. E assim foi, em 2014, quando lançado o primeiro longa da franquia. Impressionante o seu 'toque de Midas' em pegar personagens totalmente 'classe C' da Casa das Ideias e transformá-los em um fenômeno da cultura pop quase que instantâneamente após o sucesso do filme de estreia. Sua performance na direção não só é eficiente como também ele sabe dar vida aos personagens de forma cativante e divertida. E após praticamente 10 anos de existência dessa equipe, estamos nos despedindo dela com a mesma sinergia e classe com a qual ela foi criada. E isso veremos os porquês mais abaixo.

A equipe mais querida e desajustada: amamos.

 Amor e coração em todos os filmes da franquia. Gunn não só conseguiu um elenco extremamente entrosado - a lista é enorme e todos são excelentes em cena - como também podemos enxergar o cuidado dele em cada fala, em cada detalhe da caracterização e construção dos personagens, bem como roteiros que entrelaçam muito bem a dinâmica e as relações interpessoais entre os membros da equipe. E além de ver isso dentro das telas, sabemos que isso existia fora delas também, com os atores em ambiente harmônico dentro e fora do set. Esses últimos são essenciais para a entrega de cada ator ao seu personagem, pois além de curtirem o papel, eram entrosados nas gravações. O sucesso de um filme depende de diversos fatores, mas esse é certeza que é um deles.
 Um filme emocional e cômico na medida certa. A medida da comicidade em um filme é estritamente demarcada pela sua coerência em onde e como encaixar as cenas e como não demasiar ou cansar o espectador com elas. É um trabalho difícil, eu sei. Porém, diferentemente de Taika Waititi em "Thor: amor e trovão" que abusa do pastelão em momentos insanamente equivocados, Gunn traz a exata leveza que esse tipo de cena exige. Ele não quebra de forma aleatória todo o drama vivido por um dos personagens no filme. A tensão está ali, coladinha com a comédia, uma dando o alívio certeiro a outra. Dado que esse é um dos filmes mais pesados da Marvel até agora - por tocar em pontos delicados sobre família, amizade e maus tratos com pessoas e animais -, o nível de excelência de que ainda é possível criar uma boa história que una todos esses elementos sem um ferir o outro, é de se elogiar muito não só o trabalho do diretor, mas toda a produção e atores que se dispuseram a fazer 'o melhor dos dois mundos', trazendo equilíbrio e sensatez na hora de por cada cena em prática. Ponto muito positivo esse também.

Bela fotografia e ótimos efeitos.

 Excelência na fotografia e nos efeitos. Para um filme desse porte, com efeitos visuais e especiais de alto orçamento, o longa vislumbra cores e uma atmosfera intergaláctica vibrante e bem produzida. E o que me chama a atenção é como as cores não ridicularizam o filme. Pelo contrário, são tons fortes que trazem ao espectador algo muito bem escolhido e funcional. Agregue a isso muitos efeitos práticos bem legais e uma fotografia de ponta, pois além dos 'takes' tradicionais nas cenas com personagens de carne e osso, a película acerta nesse quesito também nas batalhas espaciais, trazendo cenas vívidas, coloridas e muito bem filmadas. O deleite visual desse é também uma das suas melhores partes, pois coopera diretamente com a proposta oferecida pela narrativa. Excelente!
 O 3D dessa vez é bom e eu recomendo pela interação com os cenários e a profundidade dos mesmos. Para além desse mérito, nos créditos é possível ver muitas fotos legais no recurso e uma em específico lá no final que ficou muito, mas muito bacana mesmo com a tecnologia. Acho que vale os centavos a mais nesse dessa vez e sempre dou este toque aqui para dar meu parecer sobre o efeito de maneira geral.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Guardiões da Galáxia Vol.3" entrega narrativa concisa, drama peculiar, elementos de ação e comédia sob medida e um final carregado de emoção. O que um bom roteiro faz, não é mesmo? Fechou como uma das melhores trilogias de filmes da Marvel, ficando com aquele gostinho de saudade e vontade até de ir ver mais uma vez. Dessa vez não tem erro, querido leitor, vá sem medo de se divertir. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 9 de maio de 2023

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "E Aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do espírito; e é Ele que segundo Deus intercede pelos santos" Romanos 8.27
 Somos todos os dias expostos aos problemas dessa vida. Nossa preciosa sanidade é, por muitas vezes, testada por conta das tentações que nos sobrevêm. E o peso dessas nos faz correr o risco de errarmos o caminho. Porém a questão que fica é: até onde tem ficado nossas vontades humanas? Só no âmbito especulativo, isto é, dos pensamentos, ou já tem chegado ao coração? Irmãos amados, somos sim, quase que o tempo todo bombardeados por situações das quais bate aquela incerteza sobre o que fazer. Exemplos: um aborrecimento tão grande que na sua mente já estaria planejada uma vingança; um desespero por querer sempre ser o maior, o mais altivo e nunca 'levar desaforo para casa' ou perder um discussão; um desejo insano de tomar porventura aquilo que não é seu. São muitas e muitas ações que eu poderia mencionar aqui que nosso cérebro maquina. São acionadas pelo nosso intelecto e impulsionadas por hostes malignas. Todavia é quando essas se assentam no coração que verdadeiramente a perversidade ganha forma. E eis que entra o texto em apreço dizendo que Ele 'examina os corações'. Ei querido, a Palavra vai dizer em outro texto que 'do coração do homem procedem as saídas da vida', numa clara confirmação de que sim, quando internalizamos algo que potencialmente pensamos em fazer, o risco de executarmos é gigante. 'Examine-se, pois o homem a si mesmo' diz ainda um outro texto. Meu amado, antes do seu pensamento sair do âmbito da mente e adentrar em seu interior, pare e reflita só um instante: 'vale realmente a pena eu externar isso'? É nesse momento que devemos orar e pedir a Deus que Seu Espírito intervenha e aplaque nossos instintos, pois 'é Ele que segundo Deus intercede' por você. Pense nisso. Antes de tomar qualquer atitude, falar ou fazer qualquer coisa, ore, entregue tudo a Deus e tome ciência das consequências que porventura podem vir para sua vida decorrentes de tais atos. E a canção de hoje que complementa nossa mensagem é "Espírito Santo - Sarando a Terra Ferida". Que você possa refletir nessa Palavra, adorar com esse lindíssimo louvor e ser abençoado em nome de Jesus!

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segunda-feira, 1 de maio de 2023

Bíblia

ESTUDO BÍBLICO

JESUS E OS EVANGELHOS

 Neste resumido estudo eu pretendo mostrar, de forma sucinta, a importância com a qual Jesus foi retratado nos quatro Evangelhos. Na verdade, Jesus é mencionado em toda a Bíblia, quer direta ou indiretamente. Contudo os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João narram a história de Cristo dentro de Sua vida terrena, agregando um conhecimento mais profundo sobre o caráter do Messias.

 Cada livro foi escrito voltado para um público distinto, por isso estes se tornam tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão parecidos entre si. Os 3 primeiros são chamados ‘sinópticos’, por suas diretrizes serem mais semelhantes e narrarem um Jesus mais humanizado. Já o último, de João, narra um Cristo mais espiritual e é mais voltado para as coisas celestiais. Abaixo teceremos uma pequena análise de cada livro, em ordem na Bíblia:
 MATEUS: O livro cujo autor é o mesmo do título tem por objetivo narrar Cristo para os próprios judeus, mostrando ao povo do qual o Messias fazia parte que o Rei havia chegado entre eles. Embora esse mesmo povo não o tenha recebido, a narrativa tem como função mostrar Jesus como Messias e Rei e dar ao povo judeu a realidade das profecias bíblicas cumpridas em Cristo. Foi escrito por volta de 60 d.C. (data aproximada e não deve ser vista como definitiva) e tem por versículo-chave Mateus 5.17: "Não pensem que vim abolir a Lei e os Profetas; não vim abolir, mas cumprir".

 MARCOS: Este livro também tem por autor a própria pessoa do título e tem por objetivo narrar Cristo para os povos romanos e os cristãos de Roma da época e dar um parecer geral de quem era/é o Messias para eles. A narrativa de Marcos tem por forte característica sua objetividade na escrita, sendo o menor livro em capítulos dos quatro Evangelhos. Traduz de forma mais simplificada o Ministério de Jesus durante Sua trajetória aqui na Terra e tem por objetivo mostrar o 'Messias servo'. Foi escrito mais ou menos entre 55 e 65 d.C. e seu versículo-chave encontra-se em Marcos 10.45: "Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos".

 LUCAS: O ''médico amado'', como era amorosamente chamado o autor deste livro, Lucas o escreveu para um grego chamado Teófilo (que significa 'amigo de Deus') e também para os gregos em geral e gentios (nós, os 'povos das nações'). É o mais completo, detalhado e bem elaborado livro dos quatro evangelhos. Oferece, em alguns momentos, uma ampla riqueza de detalhes dos fatos e dos milagres feitos por Jesus. Tem por principal objetivo difundir o Evangelho a todas as nações fora de Israel e mostrar o Messias ‘Filho do Homem’. Foi escrito mais ou menos por volta de 60 d.C. e seu versículo-chave pode ser lido em Lucas 19.9-10: "E disse-lhe Jesus: 'Hoje veio salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio salvar e buscar o que havia se perdido".

 JOÃO: Segundo a ''Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal'', João era chamado de 'filho do trovão'. Talvez, penso eu, pela maneira ímpar pela qual é narrado seu Evangelho. O forte traço espiritual é observado logo no primeiro capítulo da narrativa e mostra claramente o Cristo ’Filho de Deus’, sendo esse o principal foco de sua narrativa. Sua elaboração se remete em todo tempo as coisas celestiais e fala do 'Messias divino'. Foi escrito para todos, cristãos e não-cristãos, a fim de mostrar a espiritualidade de Cristo e em Cristo. Sua construção data entre os anos de 85 e 90 d.C. e seu versículo-chave pode ser encontrado em João 20.30-31: "Jesus, pois operou em presença de Seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos nesse livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome".

Algumas considerações_ 

1. O livro de Lucas é o mais bem elaborado porém não é o maior. O maior dos Evangelhos em capítulos é Mateus, com vinte e oito.

2. Embora tenha mencionado João com ''forte traço espiritual'', refiro-me a forma como Jesus foi narrado no livro. Todos os Evangelhos, assim como a Bíblia em um todo, foram inspirados pelo Espírito Santo de Deus aos seus respectivos autores.

 Espero que essa breve explanação edifique sua vida e possa servir de ponte para outra buscas, estudos e leituras daqui pra frente. Que Deus te abençoe em nome de Jesus!


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quinta-feira, 27 de abril de 2023

Filmes

DUNGEONS & DRAGONS: HONRA ENTRE REBELDES (Avaliação - 4/5 - Muito Bom!)

 Novo longa da franquia ‘Dungeons & Dragons’ é honesto com seu público e traz uma experiência divertida e cativante. Vamos a análise!
 ‘Dungeons & Dragons’ (D&D, como é comumente chamado) é um RPG (rolling playing game) de mesa com foco na aventura e com pessoas jogando com personagens distintos até o fim da história criada para o jogo (ou não, já que algumas pessoas passam anos jogando a mesma partida) e teve vários produtos relacionados a ele durante os anos. Quem aí não se lembra de ‘Caverna do Dragão’, exibido a partir de 1985 no Brasil? Para quem não sabe, o nome original estadunidense era justamente ‘Dungeons & Dragons’ e era pertencente ao mundo D&D. Ou talvez tenha jogado os games da Capcom chamados “D&D: Tower of Doom” e “D&D: Shadow over Mystara”, lançados respectivamente em 1993 e 1996? Há muitos produtos relacionados ao jogo de tabuleiro que não só fizeram sucesso como arrebataram multidões para esse universo. Bom, tem os filmes de gosto meio duvidoso dos anos de 2000, 2005 e 2012 (este último lançado diretamente no DVD). Mas para deleite dos fãs, um grande acerto cinematográfico é chegado trazendo boas referências para quem conhece o jogo de tabuleiro quanto para quem é casual e gostaria de assistir a uma boa aventura medieval divertida. E destrincharei os porquês logo abaixo.

Grupo incerto fazendo o improvável: perfeitos.

 Elenco ajustadíssimo em papéis relevantes. Há de se convir que a escolha de um elenco para qualquer filme tende a ser um diferencial para uma boa produção. E ver Chris Pine, Michelle Rodriguez, Justice Smith e Sophia Lillis como um quarteto bem improvável (ao meu ver) de ser entrosado e juntos conseguirem ter uma excelente química em grupo, já é um ponto extremamente positivo. E esse bom ambiente gerado produz para o espectador a real união da equipe, dentro e fora das telas. Se não há isso, não há como o filme produzir relevância para os personagens. Para além disso, o tempo de tela para cada um é super respeitado e eles podem agir e interagir com tranquilidade, cativando o espectador com mais facilidade. Todos estão muito bem em tela, de verdade. E ainda destaco a Michelle Rodriguez, que se sente super confortável em papéis que deem a ela o ‘status’ de mulher forte e destemida. Esse tipo é simplesmente perfeito para o perfil da atriz. E ainda tem Hugh Grant atuando em seu personagem como um ‘canalha perfeito’ e por ser um grande ator, ele adentra profundo nessa ideia e se sai muito bem. Em suma, o conjunto está bem arranjado e passa esse sentimento para o público sem forçar nada e nem ser superficial.

Hugh Grant: ator versátil.

 Efeitos muito bem alinhados a uma fotografia estupenda. Em filmes de dragões, magias, seres esquisitos e afins, efeitos especiais são primordiais para a premissa. E o que não faltou foram efeitos de primeira linha, bem ajustados e com CGI bem feitas. Alinha-se a esse ponto a belíssima fotografia do longa e temos então um conjunto de pós-produção muito rico e bem retratado em tela. Os ótimos cenários (não sei se locações reais ou não) trazem uma exuberância extra para a película e mostra o quão importante são esses trabalhos quando são cuidadosos. Mostra empenho em entregar qualidade, da qual se mistura totalmente com a inventividade e a imersão naquele mundo (pega essa aí Marvel rsrs)
 Roteiro excelente e muito bem executado. É incrível como, além de um elenco bem arrumado, o longa crie uma narrativa coesa, com humor moderado (porém em momentos assertivos), inúmeras referências ao jogo de tabuleiro e uma trama sólida e bem contada. Esse conjunto é bem difícil de se organizar. Por vezes escracham demais no humor, ou descambam em diálogos que não ajudam em nada a narrativa andar, ou talvez ainda mal distribuídas são as partes de cada personagem em tela. Nesse caso o roteiro soube ser cirúrgico em cada um desses aspectos, conseguindo entregar uma experiência sólida para os fãs e uma produção estimulante e atraente para o público casual. Aos roteiristas, minhas mais sinceras congratulações.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Dungeons & Dragons: Honra entre rebeldes” extrai bem o contexto desse mundo para ser apreciado em tela. Com ‘easter-eggs’ muito legais, uma aventura coerente e elenco excepcional, a ‘jornada do herói’ foi bem ressignificada nesse contexto, por serem personagens incertos precisando fazer o improvável, dentro da personalidade de cada um. Muito boa essa sacada. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 18 de abril de 2023

Filmes

SUPER MARIO BROS - O FILME (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 Uma das animações mais aguardadas chega já com o prestígio de seu protagonista e com o toque nostálgico da empresa que o criou. Vamos a análise!
 Os personagens 'Mario' e 'Luigi' são mais antigos que você pensa. Criados oficialmente como dupla pela Nintendo em 1983, o game ‘Mario Bros’ era simples e divertido (lembro-me do quanto eu o joguei) e se baseava em se livrar dos bichos que entravam dentro de um encanamento – eles estavam lá dentro, pois esse era o único cenário do jogo. Era muito divertido, porém o potencial da dupla iria alcançar patamares e status que os iriam colocar no futuro no real centro das atenções. Surgiu então o primeiro game de aventura dos irmãos chamado ‘Super Mario Bros,’ em 1985 e foi um grande sucesso (outro que joguei muito). Daí pra frente os encanadores foram cativando o público e recebendo inúmeros jogos de lá para cá. Motivada pelo sucesso desses, a Illumination firmou uma parceria com a Nintendo para a tão sonhada animação. O fato da Illumination e Nintendo trabalharem juntas no projeto – seguidos de perto por ninguém menos que Shigeru Miyamoto, o ‘pai do Mario’ -, foram fundamentais para que tudo o que fosse realizado seria com muita propriedade e o mais fiel possível aos games. E então temos uma das animações de games das mais icônicas já produzidas. Explico um pouco mais os porquês logo abaixo.

Nossos queridos protagonistas.

 Nível de fidelidade impecável. Houve sempre um grande problema na indústria de cinema em tentar entender os jogos e seu público. Nunca havia um consenso geral e no fim o projeto desagradava e muito a todos. Mas parece que essa questão está começando a ‘entrar nos trilhos’, por termos ótimas produções recentes como ‘Detetive Pikachu’, ‘Sonic’ e ‘The last of us’, que são dignas de entrar nesta lista juntamente com este filme. O motivo? Pararam um pouco de tentar ‘reinventar a roda’. ‘Super Mario Bros. -o filme’ é exatamente o que todos queriam ver. Não tem um contexto que esteja equivocado para mais ou para menos. Tudo o que se vê em tela é a mais pura retratação dos games, se tornando para mim a mais fiel adaptação de um game para um longa na história do cinema. Ele é bonito como tem de ser, divertido na medida e nostálgico ao extremo. Não é um produção com algumas referências. É toda uma referência em forma de animação. E está descoberto por Hollywood a receita de sucesso que todo mundo já sabia, mas os executivos, diretores e produção nunca quiseram enxergar (ou se faziam de desentendidos mesmo). E esta película á a maior prova disso.
 Atingindo em cheio públicos distintos. ‘Mario’ hoje é uma marca conhecida globalmente e já tem pesquisas comprovando que já se tornou mais popular que o ‘Mickey’ da Disney. Então como não errar em cativar todos os públicos? Focando em algo versátil em que tanto as crianças de hoje – que jogam os jogos mais modernos dos encanadores bigodudos – quanto os adultos – que são pessoas como eu, que viveram o início desse sucesso – pudessem se identificar e se conectar perfeitamente com a obra. Dito e feito. Toda a narrativa do filme é voltada para uma história simples (como os games são também), mas com um apelo positivo para que todos pudessem sair satisfeitos com o que viram em tela. Em todos os momentos da produção lá estava eu me emocionando (sem chorar rsrs) e relembrando músicas, cenários, personagens e todo o ambiente que existe de fato nos vários jogos já lançados. Soma-se isso ao talentosíssimo ator Jack Black, que faz a voz do ‘Bowser’ no original, e escreve uma inovadora música para o vilão demonstrar suas emoções. Além de ser super hilário, a Nintendo e a Illumination deram liberdade criativa para que o próprio ator escrevesse e cantasse a música. É isso mesmo que você leu – e pode pesquisar sobre. A canção inclusive já foi indicada a pré-concorrente a uma indicação ao Oscar 2024 como ‘Melhor canção original’ (a própria Universal Studios divulgou isso e vai fazer campanha para que entre). É muito sucesso que se fala né?

Toad e Princesa Peach: icônicos.

 Vale demais destacar também a majestosa dublagem brasileira. Que nós temos uma das melhores dublagens do mundo isso ninguém discorda né? Mesmo que você, querido leitor, curta também ver o original, há de se convir que esse trabalho por aqui está cada vez mais de excelência. O sotaque das vozes do ‘Mario’ e do ‘Luigi’, a entonação de voz do ‘Toad’ que lembra e remete demais aos gritinhos dele no jogo, a voz da princesa ‘Peach’ e a robusta e forte voz do ‘Bowser’ são exemplos do quão cuidadosos foram nossos queridos profissionais dessa área. Muito talento e dedicação envolvidos para nos entregar uma experiência ainda mais divertida e imersiva dentro do universo de todos esses personagens. Além do excelente filme, a nossa dublagem ainda nos deu essa enorme alegria. Perfeito!
 Então, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Super Mario Bros – o filme” é exatamente o que todos nós esperávamos em relação a uma produção baseada em videogames. O enorme respeito ao público foi o fator-chave para o sucesso do mesmo. É isso. Não há reclamações a fazer. Só elogios. E é sobre isso que a indústria de cinema precisa aprender. Honrar a obra original e seu público cativo. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 11 de abril de 2023

Filmes

JOHN WICK 4 - BABA YAGA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Franquia de filmes com Keanu Reeves chega ao seu quarto episódio em grande estilo. Vamos a análise!
 Um assassino de aluguel perigosíssimo aposentado. Alguém com a brilhante ideia de invadir sua casa, tirar sua paz e ainda por cima matar o seu cachorro. Assim literalmente começa a saga de um dos personagens mais icônicos do cinema pós-moderno. Em um primeiro filme sem grandes pretensões e com uma dinâmica simples até, o longa cai no gosto do público com seu protagonista inusitado e suas intenções nada convencionais de fazer justiça com as próprias mãos. Daí surge do zero (pois o longa não é baseado em nenhum outro tipo de material: livros, hq's, etc) uma das melhores franquias de filmes de ação da atualidade. E que chega em seu quarto capítulo de uma forma ainda mais requintada do que quando começou. Veremos alguns porquês abaixo.

Esse trio é sensacional desde o início da saga.

 História que evolui a cada capítulo. Uma característica forte dessa franquia se dá pelo fato de que a história e a narrativa do personagem vão se tornando mais ricas e mais refinadas a cada novo filme. É incrível ver a evolução não só do seu principal protagonista, mas de todas as camadas da trama em uma escala global, sendo que em cada longa a dimensão do roteiro fica ainda mais abrangente e em volume crescente de conteúdo. A história se aprofunda de tal forma que fica impossível ficar alheio a todo o contexto do drama vivido por 'Wick'. E quanto mais o texto se aprofunda, mais se cria pontes para novas perguntas sem respostas. Afinal, quem são os membros da 'cúpula'? E porque 'John' (Keanu Reeves) é citado neste como 'membro'? Quais as consequências disso para os futuros longas ou derivados (spin-offs)? Esse aprofundamento para mim é um dos melhores pontos dessa saga de filmes. Não é só ação por pura ação. O texto e o contexto tem um reflexo extremamente importante para o andamento da franquia. Magnífico!
 Ação e coreografias de tirar o fôlego. Nada mais divertido e interessante do que ver cenas de ação bem feitas e executadas de forma impecável. O diretor Chad Stahelski, que dirige este longa, é dublê de filmes desse tipo e sabe com precisão o que está fazendo ao longo de todas essas produções. Belas coreografias aliadas e uma fotografia monumental e muito rica, mostrando detalhes belíssimos das locações e cenários do filme, concedendo um toque de ‘cor’ e ‘escuridão’ ao mesmo tempo (as intensas cenas de luta e ação a noite aliadas as monumentais cores dos cenários mostram bem isso), além de um trabalho impecável de montagem e edição que intensamente cria o ambiente que a história quer contar. Soma-se tudo isso ao carisma impagável de Keanu e temos uma receita de sucesso a longo prazo que já dura 4 produções.

A fotografia dessa produção é lindíssima.

 Atuações e elenco refinadíssimos. Ian McShane (Winston), Donnie Yen (Caine), Laurence Fishburne (Bowery King), Bill Skarsgard (Marquês Vincent de Gramont), além de saudosa menção ao ótimo Lance Reddick /in memorian/ (Charom) são alguns dos nomes que aparecem nessa produção cheia de destaques. Porém, além de 'John Wick' (Keanu), outro personagem que se sobressai de forma brilhante nessa lista de estrelas é 'Winston' (Ian McShane). Dono de uma elegância e estilo únicos, o dono do hotel 'Continental' é simplesmente sensacional em suas cenas tanto com o protagonista quanto sem ele por perto. E isso se deve certamente ao talentoso ator que deu vida a este personagem com muita ousadia e perspicácia (eu particularmente amo o personagem dele pela sua atuação e por conta da dublagem perfeita dele aqui em terras tupiniquins). Ponto altíssimo também para este quesito!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "John Wick 4: Baba Yaga" tem ação de primeira linha, coreografias incríveis e atuações de primeiro escalão. A saga de filmes que começou altamente despretensiosa acaba por se tornar um dos maiores ‘hits’ de sucesso desse tempo. Para quem tem certo preciosismo em filmes de ação antigos, esse longa é uma tremendo deleite para todos os grandes fãs desse gênero. E a todos que curtem essa premissa também deliciar-se-ão com esta magnífica obra. Vale demais o ingress
o!

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