quinta-feira, 27 de abril de 2023

Filmes

DUNGEONS & DRAGONS: HONRA ENTRE REBELDES (Avaliação - 4/5 - Muito Bom!)

 Novo longa da franquia ‘Dungeons & Dragons’ é honesto com seu público e traz uma experiência divertida e cativante. Vamos a análise!
 ‘Dungeons & Dragons’ (D&D, como é comumente chamado) é um RPG (rolling playing game) de mesa com foco na aventura e com pessoas jogando com personagens distintos até o fim da história criada para o jogo (ou não, já que algumas pessoas passam anos jogando a mesma partida) e teve vários produtos relacionados a ele durante os anos. Quem aí não se lembra de ‘Caverna do Dragão’, exibido a partir de 1985 no Brasil? Para quem não sabe, o nome original estadunidense era justamente ‘Dungeons & Dragons’ e era pertencente ao mundo D&D. Ou talvez tenha jogado os games da Capcom chamados “D&D: Tower of Doom” e “D&D: Shadow over Mystara”, lançados respectivamente em 1993 e 1996? Há muitos produtos relacionados ao jogo de tabuleiro que não só fizeram sucesso como arrebataram multidões para esse universo. Bom, tem os filmes de gosto meio duvidoso dos anos de 2000, 2005 e 2012 (este último lançado diretamente no DVD). Mas para deleite dos fãs, um grande acerto cinematográfico é chegado trazendo boas referências para quem conhece o jogo de tabuleiro quanto para quem é casual e gostaria de assistir a uma boa aventura medieval divertida. E destrincharei os porquês logo abaixo.

Grupo incerto fazendo o improvável: perfeitos.

 Elenco ajustadíssimo em papéis relevantes. Há de se convir que a escolha de um elenco para qualquer filme tende a ser um diferencial para uma boa produção. E ver Chris Pine, Michelle Rodriguez, Justice Smith e Sophia Lillis como um quarteto bem improvável (ao meu ver) de ser entrosado e juntos conseguirem ter uma excelente química em grupo, já é um ponto extremamente positivo. E esse bom ambiente gerado produz para o espectador a real união da equipe, dentro e fora das telas. Se não há isso, não há como o filme produzir relevância para os personagens. Para além disso, o tempo de tela para cada um é super respeitado e eles podem agir e interagir com tranquilidade, cativando o espectador com mais facilidade. Todos estão muito bem em tela, de verdade. E ainda destaco a Michelle Rodriguez, que se sente super confortável em papéis que deem a ela o ‘status’ de mulher forte e destemida. Esse tipo é simplesmente perfeito para o perfil da atriz. E ainda tem Hugh Grant atuando em seu personagem como um ‘canalha perfeito’ e por ser um grande ator, ele adentra profundo nessa ideia e se sai muito bem. Em suma, o conjunto está bem arranjado e passa esse sentimento para o público sem forçar nada e nem ser superficial.

Hugh Grant: ator versátil.

 Efeitos muito bem alinhados a uma fotografia estupenda. Em filmes de dragões, magias, seres esquisitos e afins, efeitos especiais são primordiais para a premissa. E o que não faltou foram efeitos de primeira linha, bem ajustados e com CGI bem feitas. Alinha-se a esse ponto a belíssima fotografia do longa e temos então um conjunto de pós-produção muito rico e bem retratado em tela. Os ótimos cenários (não sei se locações reais ou não) trazem uma exuberância extra para a película e mostra o quão importante são esses trabalhos quando são cuidadosos. Mostra empenho em entregar qualidade, da qual se mistura totalmente com a inventividade e a imersão naquele mundo (pega essa aí Marvel rsrs)
 Roteiro excelente e muito bem executado. É incrível como, além de um elenco bem arrumado, o longa crie uma narrativa coesa, com humor moderado (porém em momentos assertivos), inúmeras referências ao jogo de tabuleiro e uma trama sólida e bem contada. Esse conjunto é bem difícil de se organizar. Por vezes escracham demais no humor, ou descambam em diálogos que não ajudam em nada a narrativa andar, ou talvez ainda mal distribuídas são as partes de cada personagem em tela. Nesse caso o roteiro soube ser cirúrgico em cada um desses aspectos, conseguindo entregar uma experiência sólida para os fãs e uma produção estimulante e atraente para o público casual. Aos roteiristas, minhas mais sinceras congratulações.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Dungeons & Dragons: Honra entre rebeldes” extrai bem o contexto desse mundo para ser apreciado em tela. Com ‘easter-eggs’ muito legais, uma aventura coerente e elenco excepcional, a ‘jornada do herói’ foi bem ressignificada nesse contexto, por serem personagens incertos precisando fazer o improvável, dentro da personalidade de cada um. Muito boa essa sacada. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 18 de abril de 2023

Filmes

SUPER MARIO BROS - O FILME (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 Uma das animações mais aguardadas chega já com o prestígio de seu protagonista e com o toque nostálgico da empresa que o criou. Vamos a análise!
 Os personagens 'Mario' e 'Luigi' são mais antigos que você pensa. Criados oficialmente como dupla pela Nintendo em 1983, o game ‘Mario Bros’ era simples e divertido (lembro-me do quanto eu o joguei) e se baseava em se livrar dos bichos que entravam dentro de um encanamento – eles estavam lá dentro, pois esse era o único cenário do jogo. Era muito divertido, porém o potencial da dupla iria alcançar patamares e status que os iriam colocar no futuro no real centro das atenções. Surgiu então o primeiro game de aventura dos irmãos chamado ‘Super Mario Bros,’ em 1985 e foi um grande sucesso (outro que joguei muito). Daí pra frente os encanadores foram cativando o público e recebendo inúmeros jogos de lá para cá. Motivada pelo sucesso desses, a Illumination firmou uma parceria com a Nintendo para a tão sonhada animação. O fato da Illumination e Nintendo trabalharem juntas no projeto – seguidos de perto por ninguém menos que Shigeru Miyamoto, o ‘pai do Mario’ -, foram fundamentais para que tudo o que fosse realizado seria com muita propriedade e o mais fiel possível aos games. E então temos uma das animações de games das mais icônicas já produzidas. Explico um pouco mais os porquês logo abaixo.

Nossos queridos protagonistas.

 Nível de fidelidade impecável. Houve sempre um grande problema na indústria de cinema em tentar entender os jogos e seu público. Nunca havia um consenso geral e no fim o projeto desagradava e muito a todos. Mas parece que essa questão está começando a ‘entrar nos trilhos’, por termos ótimas produções recentes como ‘Detetive Pikachu’, ‘Sonic’ e ‘The last of us’, que são dignas de entrar nesta lista juntamente com este filme. O motivo? Pararam um pouco de tentar ‘reinventar a roda’. ‘Super Mario Bros. -o filme’ é exatamente o que todos queriam ver. Não tem um contexto que esteja equivocado para mais ou para menos. Tudo o que se vê em tela é a mais pura retratação dos games, se tornando para mim a mais fiel adaptação de um game para um longa na história do cinema. Ele é bonito como tem de ser, divertido na medida e nostálgico ao extremo. Não é um produção com algumas referências. É toda uma referência em forma de animação. E está descoberto por Hollywood a receita de sucesso que todo mundo já sabia, mas os executivos, diretores e produção nunca quiseram enxergar (ou se faziam de desentendidos mesmo). E esta película á a maior prova disso.
 Atingindo em cheio públicos distintos. ‘Mario’ hoje é uma marca conhecida globalmente e já tem pesquisas comprovando que já se tornou mais popular que o ‘Mickey’ da Disney. Então como não errar em cativar todos os públicos? Focando em algo versátil em que tanto as crianças de hoje – que jogam os jogos mais modernos dos encanadores bigodudos – quanto os adultos – que são pessoas como eu, que viveram o início desse sucesso – pudessem se identificar e se conectar perfeitamente com a obra. Dito e feito. Toda a narrativa do filme é voltada para uma história simples (como os games são também), mas com um apelo positivo para que todos pudessem sair satisfeitos com o que viram em tela. Em todos os momentos da produção lá estava eu me emocionando (sem chorar rsrs) e relembrando músicas, cenários, personagens e todo o ambiente que existe de fato nos vários jogos já lançados. Soma-se isso ao talentosíssimo ator Jack Black, que faz a voz do ‘Bowser’ no original, e escreve uma inovadora música para o vilão demonstrar suas emoções. Além de ser super hilário, a Nintendo e a Illumination deram liberdade criativa para que o próprio ator escrevesse e cantasse a música. É isso mesmo que você leu – e pode pesquisar sobre. A canção inclusive já foi indicada a pré-concorrente a uma indicação ao Oscar 2024 como ‘Melhor canção original’ (a própria Universal Studios divulgou isso e vai fazer campanha para que entre). É muito sucesso que se fala né?

Toad e Princesa Peach: icônicos.

 Vale demais destacar também a majestosa dublagem brasileira. Que nós temos uma das melhores dublagens do mundo isso ninguém discorda né? Mesmo que você, querido leitor, curta também ver o original, há de se convir que esse trabalho por aqui está cada vez mais de excelência. O sotaque das vozes do ‘Mario’ e do ‘Luigi’, a entonação de voz do ‘Toad’ que lembra e remete demais aos gritinhos dele no jogo, a voz da princesa ‘Peach’ e a robusta e forte voz do ‘Bowser’ são exemplos do quão cuidadosos foram nossos queridos profissionais dessa área. Muito talento e dedicação envolvidos para nos entregar uma experiência ainda mais divertida e imersiva dentro do universo de todos esses personagens. Além do excelente filme, a nossa dublagem ainda nos deu essa enorme alegria. Perfeito!
 Então, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Super Mario Bros – o filme” é exatamente o que todos nós esperávamos em relação a uma produção baseada em videogames. O enorme respeito ao público foi o fator-chave para o sucesso do mesmo. É isso. Não há reclamações a fazer. Só elogios. E é sobre isso que a indústria de cinema precisa aprender. Honrar a obra original e seu público cativo. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 11 de abril de 2023

Filmes

JOHN WICK 4 - BABA YAGA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Franquia de filmes com Keanu Reeves chega ao seu quarto episódio em grande estilo. Vamos a análise!
 Um assassino de aluguel perigosíssimo aposentado. Alguém com a brilhante ideia de invadir sua casa, tirar sua paz e ainda por cima matar o seu cachorro. Assim literalmente começa a saga de um dos personagens mais icônicos do cinema pós-moderno. Em um primeiro filme sem grandes pretensões e com uma dinâmica simples até, o longa cai no gosto do público com seu protagonista inusitado e suas intenções nada convencionais de fazer justiça com as próprias mãos. Daí surge do zero (pois o longa não é baseado em nenhum outro tipo de material: livros, hq's, etc) uma das melhores franquias de filmes de ação da atualidade. E que chega em seu quarto capítulo de uma forma ainda mais requintada do que quando começou. Veremos alguns porquês abaixo.

Esse trio é sensacional desde o início da saga.

 História que evolui a cada capítulo. Uma característica forte dessa franquia se dá pelo fato de que a história e a narrativa do personagem vão se tornando mais ricas e mais refinadas a cada novo filme. É incrível ver a evolução não só do seu principal protagonista, mas de todas as camadas da trama em uma escala global, sendo que em cada longa a dimensão do roteiro fica ainda mais abrangente e em volume crescente de conteúdo. A história se aprofunda de tal forma que fica impossível ficar alheio a todo o contexto do drama vivido por 'Wick'. E quanto mais o texto se aprofunda, mais se cria pontes para novas perguntas sem respostas. Afinal, quem são os membros da 'cúpula'? E porque 'John' (Keanu Reeves) é citado neste como 'membro'? Quais as consequências disso para os futuros longas ou derivados (spin-offs)? Esse aprofundamento para mim é um dos melhores pontos dessa saga de filmes. Não é só ação por pura ação. O texto e o contexto tem um reflexo extremamente importante para o andamento da franquia. Magnífico!
 Ação e coreografias de tirar o fôlego. Nada mais divertido e interessante do que ver cenas de ação bem feitas e executadas de forma impecável. O diretor Chad Stahelski, que dirige este longa, é dublê de filmes desse tipo e sabe com precisão o que está fazendo ao longo de todas essas produções. Belas coreografias aliadas e uma fotografia monumental e muito rica, mostrando detalhes belíssimos das locações e cenários do filme, concedendo um toque de ‘cor’ e ‘escuridão’ ao mesmo tempo (as intensas cenas de luta e ação a noite aliadas as monumentais cores dos cenários mostram bem isso), além de um trabalho impecável de montagem e edição que intensamente cria o ambiente que a história quer contar. Soma-se tudo isso ao carisma impagável de Keanu e temos uma receita de sucesso a longo prazo que já dura 4 produções.

A fotografia dessa produção é lindíssima.

 Atuações e elenco refinadíssimos. Ian McShane (Winston), Donnie Yen (Caine), Laurence Fishburne (Bowery King), Bill Skarsgard (Marquês Vincent de Gramont), além de saudosa menção ao ótimo Lance Reddick /in memorian/ (Charom) são alguns dos nomes que aparecem nessa produção cheia de destaques. Porém, além de 'John Wick' (Keanu), outro personagem que se sobressai de forma brilhante nessa lista de estrelas é 'Winston' (Ian McShane). Dono de uma elegância e estilo únicos, o dono do hotel 'Continental' é simplesmente sensacional em suas cenas tanto com o protagonista quanto sem ele por perto. E isso se deve certamente ao talentoso ator que deu vida a este personagem com muita ousadia e perspicácia (eu particularmente amo o personagem dele pela sua atuação e por conta da dublagem perfeita dele aqui em terras tupiniquins). Ponto altíssimo também para este quesito!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "John Wick 4: Baba Yaga" tem ação de primeira linha, coreografias incríveis e atuações de primeiro escalão. A saga de filmes que começou altamente despretensiosa acaba por se tornar um dos maiores ‘hits’ de sucesso desse tempo. Para quem tem certo preciosismo em filmes de ação antigos, esse longa é uma tremendo deleite para todos os grandes fãs desse gênero. E a todos que curtem essa premissa também deliciar-se-ão com esta magnífica obra. Vale demais o ingress
o!

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quinta-feira, 30 de março de 2023

Filmes

SHAZAM - FÚRIA DOS DEUSES (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)


 Novo longa da franquia tem boa história e visuais melhores que o primeiro. Vamos a análise!
 A franquia ‘Shazam’ estreou em 2019 nos cinemas e nos trouxe a história do garoto chamado ‘Billy Batson’ (Asher Angel) que foi escolhido por um mago para receber poderes e ser o campeão dessa Terra enfrentando o mal. Derivado dos quadrinhos – onde outrora era conhecido como ‘Capitão Marvel’, sendo posteriormente modificado seu nome por diversas questões -, o personagem é bem recorrente em animações da ‘Liga da Justiça’ e tem grande poder quando transformado e senso de justiça. Temos então uma boa receita para um filme de super-herói que foge ligeiramente do convencional. A maioria dos outros heróis ou já são adultos ou são adolescentes mesmo (como é o caso dos ‘Jovens Titãs’). Nesse aqui a premissa funciona bem no primeiro longa justamente por captar essa dualidade entre ser um herói e ser uma criança ao mesmo tempo. E tanto Asher Angel quanto Zachary Levi (‘Shazam’ transformado) são eficientes em retratar isso em tela. Como esse filme tem uma aura mais leve, ele possui algo mais voltado para família e que de certa forma deu bem certo, na minha opinião, no primeiro projeto. E agora a franquia volta mesclando elementos que funcionaram no primeiro porém aprofundando um pouco mais a mitologia do personagem e gerando um bom enredo para esse segundo. Veremos o porquê abaixo.

Família 'Shazam' transformada.

 Longa foge um pouco de beber da fonte dos quadrinhos. Uma das coisas que chamou atenção nesse é que a narrativa é toda voltada para uma trama com vilões que não existem de fato nos quadrinhos do personagem. Isso é interessante pois o diretor David F. Sandberg teve de usar de alguma criatividade para criar antagonistas que coubessem no universo do protagonista. E, ao meu ver, teve bom êxito nisso. As irmãs do deus ‘Atlas’, ‘Hespera’ (Hellen Mirren), ‘Calypso’ (Lucy Liu) e ‘Anthea’ (Rachel Zegler) estão atrás dos poderes dos deuses roubados pelo mago (Djmon Hounsou) e dados ao pequeno ‘Billy’ (Asher) e querem desestabilizar o herói para tal feito. Particularmente a historia realmente funciona, tem bons momentos de ação, comicidade condizente (e tem bom êxito nos momentos em que acontecem) e situações levemente ‘dramáticas’ que ditam o tom da película. A ideia é de fato bem executada e o conjunto da obra é divertido e bem construído até, com várias dinâmicas que remetem ao primeiro filme para se entrelaçar com a história desse. Ponto positivo.
 Efeitos visuais melhorados em relação ao primeiro filme. Com um orçamento bem maior, o segundo longa pode ter o prazer de trazer mais vida e cor para as telas. Os cenários são bem montados e o dragão que aparece no longa é bem trabalhado em CGI. Inclusive achei interessante até o momento em que ele sempre começa a voar, a sensação de peso dele alçando voo chamou a minha atenção. Detalhes que fazem diferença e tornam a experiência mais interessante. A fotografia capta bons ângulos e a montagem consegue trabalhar muito bem para que não haja pontas soltas no roteiro. Ele é bem contado e bem fechadinho mesmo. Outro ponto positivo.

Hellen Mirren e Lucy Liu: boas adições.

 Elenco retorna e continua muito carismático. Jack Dylan Grazer (Freedy) mais uma vez rouba a cena com seu personagem e sua versatilidade em atuar. O mago (Djmon Hounsou) também recebeu uma boa relevância e o ator pode mostrar mais de si em tela. Mas quem brilha mesmo ao meu ver é Hellen Mirren dessa vez com sua vilã ‘Hespera’. Com um acervo de filmes enorme no currículo e experiência de sobra, a atriz realmente se valida no papel que lhe fora confiado. Lucy Liu também é significativa com sua vilã ‘Calypso’ e tem grande engajamento durante toda a trama. E o conjunto no geral é muito bem entrosado e bem desenvolvido durante toda a produção.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Shazam – Fúria dos Deuses” emplaca como um filme melhor do que seu antecessor em diversos aspectos e cria novamente uma atmosfera leve e divertida de se ver. Filmes de super-heróis nem sempre precisam ser sombrios e cheios de carnificina. Um bom roteiro para assistir com a família também pode ser bem funcional. E este entrega tudo o que ele prometeu desde o início das gravações. Vale muito o ingresso!

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quarta-feira, 15 de março de 2023

Filmes

 CREED 3 (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Michael B. Jordan assume sua primeira produção como diretor e mostra que, além do talento para atuar, sabe dirigir muito bem um filme. Vamos a análise!
 Os dois primeiros filmes dessa franquia contam a história anos depois da morte de 'Apollo Creed' (Carl Weathers) nas mãos de 'Ivan Drago' (Dolph Lundgren) e revelam segredos guardados por muitos anos sobre sobre o ex-campeão falecido. Ele havia deixado esposa e um filho, 'Adonis Creed' (Michael B. Jordan) e nessa reviravolta se desenrolam muitas coisas sobre seu passado que transparecem claramente no presente. Com o primeiro filme sendo dirigido por Ryan Coogler e o segundo por Steven Caple Jr., ambos se focam na trajetória do filho de 'Apollo' para se tornar um grande campeão igual ao pai. Com supervisão e atuação impecáveis de Sylvester Stallone, ambos foram grande sucessos de crítica e público, levando Stallone a receber um 'Globo de Ouro' por sua atuação no primeiro longa. Agora neste terceiro, vemos 'Adonis', já estabelecido no mundo do boxe, vendo fantasmas de outrora aparecem e criarem larga instabilidade em sua carreira e futuro. Instabilidades essas que precisarão ser resolvidas caso ele queira manter sua boa reputação no boxe em dia. E o bem escrito roteiro consegue transpor em tela esse embaraço e tensão pelo qual ele deve passar para acertar suas contas com o passado.

'Adonis' e 'Damian': passado inconsequente.

 Atuações, diversidade cultural e temas pertinentes. Tessa thompson, que interpreta 'Bianca' e Jordan (Adonis) sempre tiveram uma excelente química desde o primeiro longa. Só mantiveram suas boas performances ao longo da franquia. Mas quem se destaca de forma peculiar é Jonathan Majors, com seu personagem 'Damian' que, além de fomentar toda a trama, brilha em vários momentos com atuações sólidas e verossímeis, de alguém que quis abraçar o sucesso e foi atormentado pela vida de forma cruel e com poucas chances de esperança para o futuro. Um tema muito recorrente em jovens de classe baixa não só nos Estados Unidos mas aqui no Brasil e em outras partes do mundo. Muitos tem sonhos que são interrompidos abruptamente por situações indesejadas. No caso de 'Damian', a vida o deixou amargo e em caminhos estranhamente tortuosos a se traçar. E Majors consegue transpor toda essa dinâmica de seu personagem em tela com talento e muita perspicácia. Outra parte interessante é sobre a filha do casal 'Adonis', que tem problemas na fala e isso cria uma comunicação muito mais singela, conexa e sensorial para quem assiste, convertendo esses momentos em emoção e doçura para os espectadores.

Família 'Adonis'.

 Combates inovadores e bem elaborados. As cenas de luta - que são a marca deste esporte - são extremamente bem feitas e super bem coreografadas. Jordan passa confiança como diretor e assume esse papel com maestria e bom siso, dando uma estética 'nova' e bastante peculiar as lutas - algumas até parecendo extraídas de animes -, gerando bons momentos de ação e com fotografia muito bem ajustada para captar todos esses movimentos. Em um dada ocasião do filme onde as pessoas do estádio somem e só ficam 'Adonis' e 'Damian' no ringue, tem um peso muito forte sobre o quão pessoal aquela luta seria para ambos. E o enquadramento dessa cena é dinâmico e genial ao mesmo tempo, só fortalecendo a dramaticidade dos eventos que se sucederam antes de chegar a esta situação. Ponto muito positivo esse também.
 Enfim vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO? "Creed III" tem o tempero dos dois primeiros filmes sob novo olhar e direção e tanto olha para o passado  quanto aponta para o futuro com dignidade e talento. Embora eu ache alguns elementos desse filme um tanto quanto repetitivos e saturados (como é o caso das cenas de treinamento e a luta final serem mais do mesmo), a produção se sustenta como uma boa opção para quem gosta de filmes do gênero. Porém se findar com essa trilogia fecha magistralmente a saga de 'Adonis'. E Jonathan Majors é puro carisma e excelente destaque nesse. Vale muito o ingresso!

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Filmes

 HOMEM-FORMIGA E A VESPA: QUANTUMANIA (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Com uma trama peculiar, novo longa do UCM abusa novamente da ‘fórmula Marvel’, mas estabelece, ao meu ver, de forma eficaz, o novo grande vilão do estúdio. Vamos a análise!
Que ‘Kang’ e ‘Jovens Vingadores’ já estão entre nós, isso é fato, pois mais uma integrante dessa equipe foi apresentada nesse filme. Mas o que destaca a produção de fato é a apresentação do novo vilão do arco maior dessa saga. Tivemos uma espécie de ‘debut’ do novo antagonista nesse (em ‘Loki’ ele aparece bem mais comedido - aliás, recomendo muito assistir essa série antes de ver o longa). Mas, cá entre nós, ainda é muito cedo para termos e vermos quais as reais intenções e o quão poderoso é esse personagem que tem um arco bem complicado nos quadrinhos, pois vários roteiristas diferentes escreveram sobre o vilão e tudo é muito amplo e por vezes, até desconexo nas HQ’s. Mas um breve vislumbre na película e já podemos ter um pouco do que virá por aí nos cinemas. E, em minha humilde opinião, acertaram em como apresentaram a história do personagem. Explico um pouco mais sobre isso abaixo.

Trio de heróis: antigos e novos rostos.

 Um roteiro que trabalha pensando no futuro. Com grande destaque para Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), o longa mergulhou mais a fundo dentro do reino quântico e trouxe um arco de personagem sólido e bem interessante para a personagem. Tudo o que aconteceu durante o tempo que ela ficou lá foi explicado e a forma como Kang (Jonathan Majors) é introduzido na trama – para entrar na trama maior do UCM – é, sim, ao meu ver, muito bem explanada. E digo isso porque roteiros como a série da ‘Ms. Marvel’ e ‘Thor: Amor e Trovão’ (eu gostei da Kamala Kahn e da atriz que foi escolhida mesmo assim) são extremamente meia boca, um com vários furos e o outro, exagerado demais. Contudo, a ‘fórmula Marvel’ também está presente nesse, mas de forma mais atenuada, com uma história coesa e, para mim, convincente. O que eu não vi nessas outras duas produções anteriores, eu enxerguei nessa um cuidado maior. Afinal de contas, está iniciando finalmente de forma mais amplificada a ‘Saga do Multiverso’ e ‘A Dinastia Kang’ e era preciso uma apresentação coerente do seu principal antagonista. E, para mim, ficou muito bom.
 Atuações e atores confortáveis em seus papéis. Paul Rudd, que interpreta ‘Scott Lang/Homem-Formiga’ e Evangeline Lilly (Hope Van Dyne/Vespa) estão há bastante tempo trabalhando com seus respectivos protagonistas, assim como os veteranos Michaell Douglas (Hank Pym) e Michelle Pfeiffer (Janet Van Dyne). Todos esses são muito experientes em atuação e, por estarem se dedicando a esses projetos da Marvel já de longa data, apresentam ao público boa performance e demonstram solidez na interpretação dos personagens (mesmo que vez por outra a tal ‘fórmula Marvel’ tragam os atores para aquém do que eles podem). Mas no geral, avalio principalmente Michaell e Michelle – que, embora sejam coadjuvantes, são os grandes fios condutores de toda a trama – como sempre impecáveis, em minha humilde opinião. Jonathan Majors (Kang) mostra muito bem como será o futuro do grande vilão e faz ótima performance de seu personagem. Bill Murray (Lord Krylar) tem pouco espaço de tela e seu arco de personagem não foi bem exposto. Um diálogo aqui e ali entre ‘Janet’ e ‘Krylar’ dão só uma ideia do que realmente houve no passado e isso, para um ator desse calibre, podia ter ganhado mais espaço e ser melhor explicado. Já a atriz que faz ‘Cassie Lang/Estatura’ (Kathryn Newton), mesmo sendo importante para a história e ter um bom começo, é necessário avaliar um pouco mais. Mas ela é promissora também.

Michaell e Michelle: veteranos em atuação.

 Bons efeitos e fotografia bem posicionada. Não haveria outro jeito de criar um mundo que não existe sem efeitos especiais. E, embora quase não são usados efeitos práticos, o resultado final não me trouxe incômodo não. Digo isso porque o CGI está decente nesse filme e os planos de fotografia, muito bons. Não é uma produção televisiva (embora Kevin Fiege tenha afirmado certa vez que queria menos episódios para que as séries tivessem a qualidade de filme e, pelo menos nas últimas 3 produções, isso não foi muito bem executado não), então precisa ter adequação e orçamento de um filme de cinema. O reino quântico é riquíssimo e cheio de vida, com vários seres e mini cidades vivendo em certa coletividade – exceto pelo fato do vilão estar lá. Há certos conceitos que lembram muito ‘Star Wars’, mas tudo está bem equilibrado ao meu ver.

A nova grande ameaça do UCM.

 O 3D é sempre um adendo que costumo agregar nas minhas análises, pois por vezes, até grandes canais não falam sobre o efeito. Dessa vez eu avalio como bom. Nada grandioso como em ‘Avatar – o caminho da água’, mas modesto o suficiente para caso você goste do recurso, ter alguma imersão bacana e um ‘tempero’ a mais para assistir. No mais, para quem não curte a tecnologia, acredito que você se divirta sem ela. No final eu, que sou um entusiasta deste, achei bom (e digo isso com certa experiência pois, por exemplo, ‘Jurassic World – Domínio’ o 3D é horroroso e gastei dinheiro para ver a tela toda chapada, com efeito zero).
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” traz Jonathan Majors em excelente forma e um vilão sombrio, com camadas que serão aprofundadas mais a frente e que certamente dará muito trabalho aos Vingadores – tanto novos quanto antigos. É um filme divertido, com uma trama interessante e que abre larga margem para o futuro do UCM. Eu gostei e me diverti, querido leitor. Vale muito o ingresso!

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

"Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa" Hebreus 10.36
 Promessas. Todos nós queremos alcançar um bem. Seja ele de qual cunho for. Porém quando estamos em Deus vivenciamos diversas experiências que Ele nos proporciona para que estejamos prontos, aptos para recebê-la. E essas promessas, quando enviadas pelo próprio Senhor, são providas da certeza de que Sua Palavra é fiel e não volta vazia. Só que para Deus, não existe o tempo 'chronos' (que basicamente se conta pelo relógio humano). Ele habita no 'kairós', que é um tempo que não se pode medir nem com toda sua capacidade humana. É um tempo que só Ele conhece. Portanto meu irmão, se está esperando algo dito da parte do Senhor, saibas que vais necessitar de perseverança para alcançá-lo. Até porque nosso Pai não concede nada sem que antes antes haja dentro de nós uma mudança, um sacrifício de fé para o nosso próprio crescimento. E isso tem a ver com a vontade de Deus para nossas vidas, como diz no texto em apreço. Primeiro Ele 'transforma a pedra bruta em diamante' para depois entregar o que havia te prometido. Não desista. Não olhe para trás. Seja sincero com o Senhor. Chore, grite, peça socorro se for necessário, mas siga em direção ao alvo. Se tropeçar ou cair, peça perdão ao Senhor, se arrependa e se levante novamente. Mas creia, o que Ele fala é real, pois Ele não é o homem para que minta e nem filho do homem para que se arrependa. Você só precisa entender que, para receber, tem de estar 'moldado' exatamente do jeito que Ele quer. Se deixe moldar por Deus. Se abra para Ele. Pois o resultado final é a colheita de tudo aquilo que estavas esperando e mais ainda, escatologicamente falando, os portais celestiais e a Eternidade. E o louvor que complementa ricamente nossa mensagem de hoje é "Deus de promessas - Davi Sacer". Medite nesta Palavra, relembre esse belíssimo louvor e seja abençoado em nome de Jesus!


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Filmes

 OS FABELMANS (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 História de vida de Steven Spielberg contada e dirigida por ele mesmo é cativante e extremamente emotiva. Vamos a análise!
 Que Spielberg é um dos maiores diretores de Hollywood de todos os tempos isso é impossível de negar. Uma das mentes mais brilhantes e criativas, foi o responsável por estabelecer, no filme ‘Tubarão’ de 1975, o que conhecemos hoje pelo nome de ‘blockbuster’ – que são nada mais nada menos que filmes de grande orçamento e que normalmente produz um efeito em um público mais amplo. Com outras produções de extremo sucesso e que são conhecidas até os dias de hoje, como ‘Indiana Jones’ e ‘Jurassic Park’, além de filmes lendários como ‘A.I – Inteligência artificial’ e ‘A lista de Schindler’ (um dos meus favoritos de todos os tempos dele em específico), o talentoso cineasta tem uma veia artística que advém dos períodos remotos de sua doce infância. E esse novo projeto vai retratar justamente o seu gosto pela filmagem e como ele chegou até o primeiro grande contrato de um renomado estúdio da época. E a doçura desse filme, cuidadosamente bem dirigido e editado, se enrosca profundamente com os dramas familiares que viveu nesse período e remonta a uma palavra que ele mesmo diz no começo, que é filme mais emocional que ele já fez na vida. E todos os méritos a esse diretor por esta obra, da qual vamos detalhar mais abaixo, e que foi indicada a simplesmente 7 categorias do Oscar 2023.

Paul Dano e Michelle Willians: impecáveis.

 Cuidado na escolha do elenco. A seleção dos atores e atrizes que compuseram este trabalho o torna ainda mais bonito e charmoso. Nomes como Paul Dano (que interpreta seu pai no longa) e Michelle Willians (que faz a sua mãe), além de Seth Rogen (que é o melhor amigo de seu pai) e o próprio ator que interpreta o Spielberg jovem, Gabriel LaBelle, são um conjunto de talentos que abrilhantam cada cena, cada drama, cada convívio familiar com tanta suavidade, delicadeza e zelo aos detalhes expostos certamente por Steven da sua própria infância/adolescência/início de sua juventude que realmente há razões pertinentes para cada indicação ao Oscar que o projeto recebeu. O empenho de todos é muito notório de entregar algo fino criado através de uma história real. Muito bom!
 Estilo de época elegante e refinado. Desde os figurinos que compõem o elenco até os cenários de época - e até mesmo aos detalhes das câmeras usadas naquele período -, tudo tem uma conexão tão intensa e significativa que a narrativa da película é norteada não só pelos atores, mas por toda a parte técnica da projeção. É um conjunto tão bem delineado que produz no espectador mais do que a percepção de sua história. O longa define também a percepção clara de como ele vivia e de que linhagem e época que ele nasceu e se desenvolveu. Vindo de família judia, cresceu com os práticas e valores da religião judaica da qual também é muito bem retratada na produção, com o estabelecimento de vários costumes do judaísmo inseridos na trama, bem como o fortíssimo preconceito relacionados a essa religião, igualmente ricos em detalhes. A fotografia consegue trazer com muita sensibilidade todas essas questões aqui apresentadas, tanto pela riqueza do visual quanto pelo talento do elenco e expõe em tela com grande emoção pontos alegres e melindrosos que ele e toda sua família viveu.


Gabriel LaBelle: perfeita atuação.

 Talento nato para o cinema. É impressionante ver como surgiu o seu largo interesse pelas câmeras e como isso se desenvolveu como algo nato em sua personalidade. De pequenos ensaios e filmes caseiros, já se observava a criatividade e inventividade para incrementar suas pequenas produções, por mais simples que fossem. E foi justamente na sua adolescência/juventude que isso foi ganhando ainda mais vida e força. E por mais que o pai a princípio não aceitasse, era o talento mais que natural dele. Era sua maior aptidão. Seu maior trunfo. Sua maior capacidade. E o seu universo pessoal no longa foi tão bem descrito e narrado que ele vinha escrevendo seu futuro antes mesmo de conhecer ele. Para que hoje ele se tornasse uma das maiores lendas vivas do cinema atual. Magnífico!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Os Fabelmans” é tudo o que gostaríamos de saber sobre como surgiu a genialidade de Steven Spielberg. E Gabriel LaBelle faz um profundo e minucioso trabalho de interpretação nos entregando tudo o que o cineasta foi e viveu. Tanto que o jovem e talentoso ator recebeu o prêmio de “Melhor Ator Jovem” do ‘Critics’ Choice Award’ de 2023 por esse filme. Para além desse belo feito do ator, o longa ainda concorre ao Oscar 2023 como “Melhor Filme” e “Melhor Diretor” – e outras mais 5 categorias, como já disse no primeiro parágrafo. Querido leitor, vá ver esse filme que é um deleite para os amantes da sétima arte e de uma boa sessão nas telas grandes. E aproveite para fazer isso com um belo balde cheio de pipoca. Vale demais o ingresso!

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Filmes

 AFTERSUN (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Com muita suavidade, “Aftersun” mostra drama de uma família disfuncional com elevada sutileza e senso crítico. Vamos a análise!
 Tenho certa admiração por filmes que produzem no espectador um senso de percepção sobre o material que está sendo exposto em tela. Fiquei por horas a fio buscando perceber o ar contemplativo e sensorial ao qual a diretora Charlotte Wells quis imprimir nesta obra e me deparei com tamanha perspicácia da mente por trás deste em como mostrar uma situação que é tão comum em nosso cotidiano de forma tão enigmática e por vezes, silenciosa. Acredite, querido leitor, o longa não te dá respostas precisas sobre o que realmente está acontecendo nas entrelinhas. Ele cria uma falsa linearidade apostando suas fichas em uma personagem que nos traz seu olhar sobre como ela está vendo o mundo ao seu redor naquela fase de sua vida. E são as pequenas assimilações que vão nos trazer o real significado que esta doce obra nos oferece. E digo doce - em parte - por algumas razões que tratarei abaixo neste texto.

Diversão que esconde a face de uma realidade.

 Uma narrativa focada em detalhes. Durante toda a projeção, vemos um pai (interpretado pelo ator Paul Mescal - que está entre os indicados ao Oscar 2023 como ‘Melhor ator’) e uma filha (interpretada com muita sensibilidade pela atriz mirim Frankie Corio) passando férias de verão juntos e o tempo todo tentando se divertirem e brincarem. Mas é exatamente aí que a falsa linearidade citada no parágrafo anterior acontece, pois em todo tempo, vemos basicamente toda a história sob o olhar doce e meigo da garotinha que está apenas passando suas férias escolares com seu pai. Durante todo o longa há uma vaga impressão de que tudo é lazer e alegria. Contudo são as reações do pai durante essa jornada que fazem o que parece linear se tornar completamente desconexo a princípio, pois algumas falas e ações dele denunciam o que está por trás das cortinas quando ninguém o está vendo. E a partir daqui, é difícil fazer uma explanação centrada sem se remeter a possíveis ‘spoilers’ sobre a obra. Mas tentarei trabalhar com o mínimo possível por aqui.
 Atitudes e falas que revelam caráter. Voltando-se agora somente para o pai da menina, é possível perceber a frustrante vida que ele levou principalmente na adolescência dele. Drogas, vícios, sexo desenfreado permeavam sua jornada até que o pior aconteceu: uma gravidez indesejada no auge da sua formação como pessoa. Não irei aqui detalhar nem como isso é percebível e nem como se dão essas revelações. Estou apenas aguçando seu cérebro, caro leitor, a sair do conforto da sua mente e notar todo esse drama subentendido em cenas pouco captáveis ao longo. Todavia, alguns ‘takes’ vão revelando o arrependimento e a amargura desse pai que, por alguma razão, teve toda sua juventude interrompida por erros incalculáveis dos quais até hoje ele sofre as consequências, desgostos e dissabores desses equívocos. E cá entre nós, infelizmente há determinadas falhas cometidas que refletirão e reverberarão em nosso futuro para o resto das nossas vidas. E é exatamente disso que o filme trata. Porém, como disse antes, não há uma captação dramática intensa sendo exibida. O que nos faz realmente assimilar são percepções extra-sensoriais que se revelam a conta-gotas ao longo. 
E acredito que é isso que isso torna o filme tão interessante em minha humilde opinião.

Atuações dignas e impecáveis.

 Atuações dignas e cativantes. A meiguice de Frankie Corio em sua atuação tira toda a atenção do foco real da trama. Você se vê entrelaçado muito mais com a filha do que com o pai em quase todos os momentos. Até porque ela rouba a cena em diversas partes estabelecendo pontos sobre aspectos da idade em que ela se encontra no filme (ela tem 11 anos) e instigando o espectador a enxergar o longa sob seu olhar. Entretanto, é na atuação de Paul Mescal que está a chave para esta dinâmica. Ele também passa o tempo todo querendo ser pai (soa meio estranho dizer isso, mas o filme se auto explica nisso) e é nessa tentativa que ele brilha como ator. A batalha interior que ele vive pelo seu passado doloroso - e que ainda está enraizado em seu presente - ele tenta suplantar aproveitando todos os momentos que pode com sua filha. E nesse ponto o conjunto da obra se torna bem idealizado e realizado com muito sucesso, justamente pela excelente interpretação e comprometimento de ambos em tela. Ponto muito positivo para essas ótimas atuações.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Aftersun” recria situações do cotidiano com uma leveza e mostra com muita sutileza o declínio de uma vida desregrada e sem limites, juntamente com as consequências disso. Todavia, caro amigo leitor, não foi nada fácil extrair essas informações do filme. Desafio a você, mesmo lendo essa resenha, a assistir e perceber aonde estão as respostas que a obra quer realmente mostrar. Você irá notar o quão imperceptível são essas informações. Vale demais o ingresso!

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sábado, 14 de janeiro de 2023

Filmes

GATO DE BOTAS 2 - O ÚLTIMO PEDIDO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 O mais recente lançamento da DreamWorks tem trama divertida e com boas reviravoltas ao longo. Vamos a análise!
 O personagem ‘Gato de Botas’ teve suas primeiras aparições na animação ‘Shrek’ e se destacou bastante pelo seu jeito irreverente e espirituoso, conquistando uma relevante gama de fãs a ponto de desencadear tempos depois seu próprio filme solo. O longa fez bastante sucesso a época (2011), faturando mais de 550 milhões de dólares ao redor do mundo e estabelecendo o querido protagonista em sua própria franquia. Após isso, pouco se falava em uma sequência, pois com o fim da trama de ‘Shrek’, os coadjuvantes ficaram obscuros também. Porém, agora em 2022 nosso querido gato espadachim retorna as telas (aqui no Brasil estreou em 2023) com uma aventura sólida e que mais uma vez prova a criatividade da empresa em criar roteiros que sustentem uma boa história de animação. Abaixo detalharei melhor minhas impressões.
 Um roteiro bem escrito e bem dirigido. Contar uma história que cative os fãs não é tarefa das mais fáceis. Principalmente quando se tem um certo esgotamento da indústria atual em relação a quase tudo que se vê hoje em dia. Contudo, esse longa prova que ainda há ‘lenha pra queimar’ quando se faz algo com o cuidado que seus personagens merecem. E aqui vemos um roteiro conciso, com drama e riso em medidas iguais – para não se tornar enfadonho demais – e reviravoltas que realmente surpreendem o espectador ao longo trazendo um desfecho pra lá de inusitado e uma direção primorosa de todo o contexto do filme. Nos dias de hoje, animações com histórias muito lineares não prendem mais o público em geral. E é por isso que se faz necessário a toda equipe de produção forçar a mente por criatividade e inventividade. E isso esse longa tem de sobra, mesmo com os já tradicionais clichês incluídos.

Personagens clássicos e novos: carismáticos.

 Personagens clássicos e novos com extremo carisma. É inegável que o ‘Gato de Botas’ tenha carisma suficiente para levar um filme solo nas costas. E isso foi provado no primeiro longa da franquia. Porém há novos coadjuvantes que entram nesse que são tão bons quanto o personagem principal. É o caso de ‘Perrito’, um cachorrinho que simplesmente rouba a cena de todo o longa com seu carisma e participação ativa na trama, com momentos cruciais e importantes no contexto do longa. Outra que também vem cheia de carisma é ‘Kitty Pata-Mansa’, uma gata cheia de mistérios e um passado envolto de perguntas e respostas que são obtidas ao longo da história. Agora do lado dos antagonistas nada mais impressionante e assustador do que o vilão ‘Lobo Mau’ que, apesar do nome soar meio bobo, ele tem umas das reviravoltas mais incríveis da trama e um ar sádico e totalmente amedrontador. Acredite, esse personagem é um dos melhores antagonistas do filme, senão o melhor, quer por sua aparência, quer por sua estreita interação com o personagem principal. Ele é genial para mim em todos os aspectos na película.
 A CGI da película é excelente - usando juntamente com a computação gráfica artes estilizadas belíssimas no estilo "Homem-Aranha no Aranhaverso" -  e vale destacar que, em um determinado ponto do filme, os cenários começam a mudar de forma abrupta, causando impactos diferentes para a ação do filme, e dando ao espectador um vislumbre do quão linda é essa mescla. Cada visual que se transforma cria uma atmosfera irregular nos cenários onde cada passo dado é uma consequência diferente. E dentro da dinâmica do filme, isso tem peso e aponta levemente para questionamentos como: Até quais níveis e consequências levamos nossas vidas em busca um ideal? E a outra que fica no ar dentro da proposta do longa é: estamos realmente preparados para a morte? Embora sejam reflexões um tanto quanto adultas, elas são leves e suavizadas por toda a película sem ser provocativo nem incômodo para as crianças, que vão se divertir demais com o que é apresentado no filme.

Vilão interessante e bem construído.

 O uso dos óculos 3D em animações sempre traz alguma experiência positiva, pois geralmente são nessas produções que o recurso é usado com mais afinco, por assim dizer. Eu particularmente gostei, mas poderiam ter realizado um tratamento em 3D mais profundo. É simples, mas é funcional. Se curtir a tecnologia, vá e se divirta. Se não, o longa é bom o suficiente para se manter sem essa prerrogativa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “O Gato de Botas 2 – O último pedido” tem o regresso desse icônico e carismático personagem, história, trama e roteiro na medida certas e uma enorme surpresa para o futuro da franquia, lá no fim do filme. Com uma direção de dublagem brasileira magnífica, esse longa entra na minha galeria das excelentes animações já produzidas, pois atinge diversos públicos por igual. Vá, leve sua família e se divirta muito, como eu o fiz. Vale demais o ingresso!

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "E disse Deus: Haja luz; e houve luz" Gênesis 1.3
 O poder do nosso Deus é insondável. Alguém aí poderia me explicar com palavras ou ao menos fazer entender o tamanho desse poder? Olha para o mar. Já viu a imensidão das águas que o compõe? Você ou eu, como pequeninos seres humanos, conseguimos conter sua força? Ou sequer nos comparar em tamanho com ele? Olha agora para o céu. As vezes temos dificuldades de perceber o quanto somos tão pequenos e frágeis. Mas, repito, vai lá fora e olha para o céu. Já percebeu a distância que você está dele? E digo em relação a você e seu corpo físico. Consegues tu alcançar alguma estrela? Tocar na imensidão azul celeste? É querido, se eu ou você estamos afoitos demais, soberbos ou achando que somos alguma coisa, basta fazer consigo mesmo este pequeno teste reflexivo. Se conseguires perceber, vai notar claramente que, apesar de sermos dotados de inteligência, não somos o que muitas das vezes nos achamos ser. Com apenas uma palavra, como diz no texto em apreço, Deus criou toda a luz existente no universo. E não apenas a luz física não. Aplicando essa Palavra para nós, a luz de Deus precisa habitar no meio dos corações duros e insensatos dos seres humanos também. Corações esse que 'se acham' e se gabam por qualquer feito que seja que possa trazer orgulho a si mesmo. Mas se esquecem que em tudo a 'luz de Deus' está presente, pois toda a boa inspiração humana - seja ela tecnológica ou não - tem a iluminação do Pai presente nela. Ei querido, tudo vem dEle, por Ele e para Ele. Tudo é dEle, por Ele para Ele. Nada é nosso. Toda a glória deve ser dada a Ele por todos os bons feitos apreciáveis a nossa vista. Se não consegues enxergar isso, peça a Deus que Sua poderosa luz - que é a Palavra de Deus - alumie sua vida. Pois só ela pode dar entendimento e 'clarear' toda a sua percepção de mundo e do seu real contexto nele. Que haja luz em sua vida em Cristo Jesus! Luz do esclarecimento, luz da vida, luz de retidão, luz de arrependimento, luz da compaixão, luz do perdão. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima regravação "Aline Barros - Nosso Deus é soberano". Que você possa realmente meditar e refletir nessa Palavra, ouvir essa versão desse magnífico louvor e e ser abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 24 de dezembro de 2022

Filmes

AVATAR - O CAMINHO DA ÁGUA (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Novo longa da franquia ‘Avatar’ de James Cameron se supera e produz uma continuação a altura de seu predecessor. Vamos a análise!
 Houve uma reexibição do primeiro longa nos cinemas e fui assistir novamente para relembrar todo o contexto deste e então me deparei com um filme lançado em 2009 que continua com uma qualidade técnica tão insuperável que diversos filmes lançados após ele ainda não conseguem o sobrepujar. Surpreso novamente com tamanha exuberância e refrescando a memória sobre o roteiro e seus personagens, já poderia imaginar o que viria nesta tão aguardada sequência que levou cerca de 13 anos para ser lançada e ao menos 5 anos para ser produzida. Era de se esperar que, com os novos efeitos de ponta de hoje, o nível desse novo fosse subir consideravelmente. E o que temos na continuação é realmente de impressionar, considerando que os visuais do filme são grande parte da narrativa do mesmo - porque sim, a narrativa é construída em cima do roteiro e dos efeitos e é nítido perceber isso -, o longa acaba por se tornar um dos mais incríveis e belos filmes de 2022. E vamos destrinchar um pouco mais sobre isso mais abaixo.

Efeitos especiais impressionantes.

 Efeitos especiais de tirar o fôlego. Não há a menor dúvida que Cameron é e sempre foi um visionário na arte de fazer cinema. O diretor tem em seu currículo filmes como ‘Titanic’ (que venceu nada menos que 11 Oscars a época e 4 Globos de Ouro) e só por esse fato se percebe a perspicácia e inventividade desse. Ele pareia facilmente com outro grande diretor visionário chamado Steven Spielberg e juntos, compõem uma seleta gama de nomes que já entraram pra história do cinema moderno. Seguindo essa tendência, o segundo filme nos traz visuais tão deslumbrantes que fica até meio penoso adjetivar tamanha excelência em um filme desse porte. Para o diretor, não há limites orçamentários. Ele sempre pretende fazer o que de melhor há em tecnologia recente. E ele tem uma forma tão peculiar de mostrar isso em suas produções que mesmo o filme tendo cerca de 3 horas de duração, o encantamento desses efeitos nos faz querer se prender a cada detalhe, a cada novo quadro e não perder nem um minuto de toda essa monumental aventura que é deleitosamente mostrada em tela para nós, meros espectadores. E como já disse mais acima, a película une os efeitos tanto ao roteiro e os diálogos e fazem tudo de fato ser uma coisa só. E é exatamente por isso que tudo no longa é tão igualmente interessante e excitante. Ele reproduz uma visão ímpar que só James Cameron sabe fazer, com tantos detalhes como tribos diferenciadas, linguagem e costumes próprios de cada ambiente e uma enxurrada de particularidades que, somados, inundam o público com sua dose sem moderação de imaginação. É realmente muito satisfatório ver tudo isso em tela.

Antigos e novos atores em uma fina sintonia.

 Elenco meticuloso e muito profissional. O retorno dos protagonistas ‘Jake Sully’ (Sam Worthington) e ‘Neytiri’ (Zoe Saldaña), além de Sigourney Weaver (em uma breve participação) e Stephen Lang, que também retorna mais uma vez como o grande antagonista desta versão (desta vez um pouco diferente) prova que manter o elenco tradicional fez muito bem a toda construção do longa. Porém nomes como Kate Winslet, que interpreta ‘Ronal’ e todo o elenco mirim (tanto os filhos de ‘Jake’ e ‘Neytiri’ quanto os da outra tribo) são um enorme destaque nesta produção. Além do papel importante que todos eles tem na trama, impecavelmente demonstram carisma e profissionalismo nas gravações. Destaque para um em especial, ‘Spider’, vivido pelo ator Jake Champion, única figura realmente humana infiltrada no meio dos Na’vis, e com um importante contexto dentro da história, é talentoso e esconde alguns ‘segredos’ que provavelmente serão desvendados no próximo filme da franquia. O que quero dizer com todos esses pontos é, embora o principal motivo da história existir seja puramente revanchismo, a trama tem camadas que só bons atores poderiam interpretá-las e colocá-las em prática, e é exatamente o caso deste. É justamente a sintonia e entrosamento das boas atuações que fazem o filme ser grandioso. E cada escolha de elenco aqui consegue reproduzir com muita profundidade seus respectivos personagens, temperamentos e ações, criando uma enorme e fácil empatia por todos eles. E o conjunto direção, produção, elenco e efeitos é extremamente afinado para exibir em tela tudo o que vemos acontecer na prática com o filme pronto. Minhas sinceras congratulações a todos por terem posto todo o esforço necessário para que o produto final fosse tão imponente e majestoso.

Jake Champion (Spider): bom destaque do filme.

 No que corresponde ao quesito dos efeitos com o óculos 3D, minhas sinceras recomendações são que todos os que lerem essa humilde resenha consigam ter a oportunidade de ver em uma boa sala com o recurso. Os efeitos estão ainda melhores que o do primeiro filme (que a época foi um dos grandes chamarizes e responsável em grande parte pelo enorme sucesso do mesmo) e aqui neste Cameron não poupa dinheiro para trazer algo mais do que visualmente excelente. Acredite, sua experiência só vai estar completa assistindo em uma boa sala com esta tecnologia, pois está tudo muito caprichado e no mesmo nível da grandiosidade que um filme deste porte merece. Desta vez eu recomendo com muito gosto, pois vai aprofundar muito sua imersão e interação com o longa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Avatar – O caminho da água” traz James Cameron mais uma vez em seu estado mais puro e sublime de criatividade, inventividade e inovação tecnológica. O elenco extremamente afiado e entrosado, o CGI de encher os olhos, as sutis críticas sobre pesca indiscriminada, temas sobre família e todo o contexto narrativo fazem desse mais um sucesso garantido e uma diversão de extrema qualidade para assistir nas telas grandes. Vá sem medo em uma boa sala 3D com a maior tela que puder e assista a este filme que mais parece um grande evento cinematográfico. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "O Senhor pelejará por vós, e vos calareis" Exôdo 14.14
 O povo de Israel tinha acabado de ser livre do Egito e da escravidão de faraó (um adendo: faraó não é o nome do líder egípcio, é um titulo, como rei ou rainha, por exemplo), graças ao Deus Todo-Poderoso que enviou Moisés e as pragas para confrontar o povo egípcio e, principalmente, para amolecer o coração de faraó - que o próprio Deus havia endurecido para poder mostrar ao povo dEle a dimensão do Seu infinito poder. Porém havia ainda mais uma longa caminhada em busca da terra prometida. Tiveram que passar pelo deserto e caminhar até chegar a um lugar sem volta: o Mar Vermelho. E novamente a fúria do faraó se despertou - mais uma vez permitido por Deus para que o Senhor demonstrasse novamente a Israel o Seu poder - ao ponto de tornar a perseguir o povo de Deus. Diante de tal situação, frente ao mar e a cilada dos egípcios, alguns não entenderam que tudo aquilo fazia parte do plano de Deus para que um grande milagre acontecesse. E por esse motivo, a grande fé de Moisés o fez narrar o texto em apreço aos seus conterrâneos. Querido, metaforicamente falando, ou seja, transportando essa situação em um sentido figurado na sua vida, ainda que você caminhe em um "deserto" de situações, problemas, decepções e lutas, ou talvez seja perseguido pelo "faraó" (isto é, o inimigo de sua alma) e ainda se depare em sua frente com o "mar" bloqueando seu caminho, saiba que é daí que se executam os grandes milagres vindos do nosso Deus. Ele não se esquece dos seus em meios as provações. Tenha coragem, confie no Pai, entregue tudo a Ele e verás que o "mar" vai se abrir na sua vida e "do outro lado" virá o que Cristo te prometeu. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Cassiane / Aline Barros - Hino da vitória". Creia nisso, relembre essa linda canção com uma nova versão, medite nessa palavra e seja abençoado em nome de Jesus!


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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Bíblia

 RFELEXÃO BÍBLICA

"E esta é a confiança que temos nEle, que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve" 1 João 5.14
 O Apóstolo João traz uma interessante complementação sobre um texto muito conhecido por todos: 'Pedi, pedi, e dar-se-vos-á'. A vontade de Deus é que nossas súplicas sejam atendidas. Isso é fato. Todavia ele explicita aqui nesta abordagem algo mais que tem de se tornar mentalmente a pauta de todo cristão que ama Jesus verdadeiramente. A bondade do Pai é inegável e Sua vontade de se revelar aos que O buscam é o Seu maior prazer. Mas a primazia da soberania de Deus, carregada nesse texto pela expressão 'segundo a Sua vontade' é o que faz muitos de nós tropeçarmos por achar que tudo o que iremos pedir ao Senhor será plenamente atendido. E a mensagem dessa passagem nos ensina a confiarmos nEle com fé, mesmo que nossas orações sejam ou não respondidas. Mesmo que aquilo que tanto queremos seja parcialmente feito ou não. E isso tem uma razão muito fundamentada com a forma com que o Pai trabalha na vida de cada um. Deus não vê a aparência, Ele olha o coração (e o termo 'coração' aqui não se refere ao órgão do nosso corpo, mas aos nossos sentimentos e intenções vindas da alma) e é aqui aonde por vezes falhamos em não conhecer mais profundamente Aquele que nos criou. Nem todas as nossas petições serão plenamente atendidas porque o Espírito Santo sabe quais sãos as intenções de nossos corações e vê quão cabíveis são as possibilidades delas realmente chegarem até nós. Meu amado irmão, entenda, a sua, a minha, a nossa oração é poderosa para mover montanhas e mudar realidades, mas ainda assim a palavra final para minha vida e para sua vem somente dEle, pois só Ele sabe o que realmente é o melhor para as nossas vidas. Em muitos casos, temos de rever nossos conceitos pessoais e sobre o que estamos orando, pois Deus pode até estar ouvindo do Céu, mas não responde por não estar em conformidade com Sua vontade. Pense profundamente nisso. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Julia Vitória - Em fervente oração /Hino da Harpa Cristã/". Medite nessa Palavra juntamente com este lindo e clássico louvor e seja abençoado em nome de Jesus!


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