terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Filmes

 HOMEM-FORMIGA E A VESPA: QUANTUMANIA (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Com uma trama peculiar, novo longa do UCM abusa novamente da ‘fórmula Marvel’, mas estabelece, ao meu ver, de forma eficaz, o novo grande vilão do estúdio. Vamos a análise!
Que ‘Kang’ e ‘Jovens Vingadores’ já estão entre nós, isso é fato, pois mais uma integrante dessa equipe foi apresentada nesse filme. Mas o que destaca a produção de fato é a apresentação do novo vilão do arco maior dessa saga. Tivemos uma espécie de ‘debut’ do novo antagonista nesse (em ‘Loki’ ele aparece bem mais comedido - aliás, recomendo muito assistir essa série antes de ver o longa). Mas, cá entre nós, ainda é muito cedo para termos e vermos quais as reais intenções e o quão poderoso é esse personagem que tem um arco bem complicado nos quadrinhos, pois vários roteiristas diferentes escreveram sobre o vilão e tudo é muito amplo e por vezes, até desconexo nas HQ’s. Mas um breve vislumbre na película e já podemos ter um pouco do que virá por aí nos cinemas. E, em minha humilde opinião, acertaram em como apresentaram a história do personagem. Explico um pouco mais sobre isso abaixo.

Trio de heróis: antigos e novos rostos.

 Um roteiro que trabalha pensando no futuro. Com grande destaque para Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), o longa mergulhou mais a fundo dentro do reino quântico e trouxe um arco de personagem sólido e bem interessante para a personagem. Tudo o que aconteceu durante o tempo que ela ficou lá foi explicado e a forma como Kang (Jonathan Majors) é introduzido na trama – para entrar na trama maior do UCM – é, sim, ao meu ver, muito bem explanada. E digo isso porque roteiros como a série da ‘Ms. Marvel’ e ‘Thor: Amor e Trovão’ (eu gostei da Kamala Kahn e da atriz que foi escolhida mesmo assim) são extremamente meia boca, um com vários furos e o outro, exagerado demais. Contudo, a ‘fórmula Marvel’ também está presente nesse, mas de forma mais atenuada, com uma história coesa e, para mim, convincente. O que eu não vi nessas outras duas produções anteriores, eu enxerguei nessa um cuidado maior. Afinal de contas, está iniciando finalmente de forma mais amplificada a ‘Saga do Multiverso’ e ‘A Dinastia Kang’ e era preciso uma apresentação coerente do seu principal antagonista. E, para mim, ficou muito bom.
 Atuações e atores confortáveis em seus papéis. Paul Rudd, que interpreta ‘Scott Lang/Homem-Formiga’ e Evangeline Lilly (Hope Van Dyne/Vespa) estão há bastante tempo trabalhando com seus respectivos protagonistas, assim como os veteranos Michaell Douglas (Hank Pym) e Michelle Pfeiffer (Janet Van Dyne). Todos esses são muito experientes em atuação e, por estarem se dedicando a esses projetos da Marvel já de longa data, apresentam ao público boa performance e demonstram solidez na interpretação dos personagens (mesmo que vez por outra a tal ‘fórmula Marvel’ tragam os atores para aquém do que eles podem). Mas no geral, avalio principalmente Michaell e Michelle – que, embora sejam coadjuvantes, são os grandes fios condutores de toda a trama – como sempre impecáveis, em minha humilde opinião. Jonathan Majors (Kang) mostra muito bem como será o futuro do grande vilão e faz ótima performance de seu personagem. Bill Murray (Lord Krylar) tem pouco espaço de tela e seu arco de personagem não foi bem exposto. Um diálogo aqui e ali entre ‘Janet’ e ‘Krylar’ dão só uma ideia do que realmente houve no passado e isso, para um ator desse calibre, podia ter ganhado mais espaço e ser melhor explicado. Já a atriz que faz ‘Cassie Lang/Estatura’ (Kathryn Newton), mesmo sendo importante para a história e ter um bom começo, é necessário avaliar um pouco mais. Mas ela é promissora também.

Michaell e Michelle: veteranos em atuação.

 Bons efeitos e fotografia bem posicionada. Não haveria outro jeito de criar um mundo que não existe sem efeitos especiais. E, embora quase não são usados efeitos práticos, o resultado final não me trouxe incômodo não. Digo isso porque o CGI está decente nesse filme e os planos de fotografia, muito bons. Não é uma produção televisiva (embora Kevin Fiege tenha afirmado certa vez que queria menos episódios para que as séries tivessem a qualidade de filme e, pelo menos nas últimas 3 produções, isso não foi muito bem executado não), então precisa ter adequação e orçamento de um filme de cinema. O reino quântico é riquíssimo e cheio de vida, com vários seres e mini cidades vivendo em certa coletividade – exceto pelo fato do vilão estar lá. Há certos conceitos que lembram muito ‘Star Wars’, mas tudo está bem equilibrado ao meu ver.

A nova grande ameaça do UCM.

 O 3D é sempre um adendo que costumo agregar nas minhas análises, pois por vezes, até grandes canais não falam sobre o efeito. Dessa vez eu avalio como bom. Nada grandioso como em ‘Avatar – o caminho da água’, mas modesto o suficiente para caso você goste do recurso, ter alguma imersão bacana e um ‘tempero’ a mais para assistir. No mais, para quem não curte a tecnologia, acredito que você se divirta sem ela. No final eu, que sou um entusiasta deste, achei bom (e digo isso com certa experiência pois, por exemplo, ‘Jurassic World – Domínio’ o 3D é horroroso e gastei dinheiro para ver a tela toda chapada, com efeito zero).
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” traz Jonathan Majors em excelente forma e um vilão sombrio, com camadas que serão aprofundadas mais a frente e que certamente dará muito trabalho aos Vingadores – tanto novos quanto antigos. É um filme divertido, com uma trama interessante e que abre larga margem para o futuro do UCM. Eu gostei e me diverti, querido leitor. Vale muito o ingresso!

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

"Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa" Hebreus 10.36
 Promessas. Todos nós queremos alcançar um bem. Seja ele de qual cunho for. Porém quando estamos em Deus vivenciamos diversas experiências que Ele nos proporciona para que estejamos prontos, aptos para recebê-la. E essas promessas, quando enviadas pelo próprio Senhor, são providas da certeza de que Sua Palavra é fiel e não volta vazia. Só que para Deus, não existe o tempo 'chronos' (que basicamente se conta pelo relógio humano). Ele habita no 'kairós', que é um tempo que não se pode medir nem com toda sua capacidade humana. É um tempo que só Ele conhece. Portanto meu irmão, se está esperando algo dito da parte do Senhor, saibas que vais necessitar de perseverança para alcançá-lo. Até porque nosso Pai não concede nada sem que antes antes haja dentro de nós uma mudança, um sacrifício de fé para o nosso próprio crescimento. E isso tem a ver com a vontade de Deus para nossas vidas, como diz no texto em apreço. Primeiro Ele 'transforma a pedra bruta em diamante' para depois entregar o que havia te prometido. Não desista. Não olhe para trás. Seja sincero com o Senhor. Chore, grite, peça socorro se for necessário, mas siga em direção ao alvo. Se tropeçar ou cair, peça perdão ao Senhor, se arrependa e se levante novamente. Mas creia, o que Ele fala é real, pois Ele não é o homem para que minta e nem filho do homem para que se arrependa. Você só precisa entender que, para receber, tem de estar 'moldado' exatamente do jeito que Ele quer. Se deixe moldar por Deus. Se abra para Ele. Pois o resultado final é a colheita de tudo aquilo que estavas esperando e mais ainda, escatologicamente falando, os portais celestiais e a Eternidade. E o louvor que complementa ricamente nossa mensagem de hoje é "Deus de promessas - Davi Sacer". Medite nesta Palavra, relembre esse belíssimo louvor e seja abençoado em nome de Jesus!


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Filmes

 OS FABELMANS (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 História de vida de Steven Spielberg contada e dirigida por ele mesmo é cativante e extremamente emotiva. Vamos a análise!
 Que Spielberg é um dos maiores diretores de Hollywood de todos os tempos isso é impossível de negar. Uma das mentes mais brilhantes e criativas, foi o responsável por estabelecer, no filme ‘Tubarão’ de 1975, o que conhecemos hoje pelo nome de ‘blockbuster’ – que são nada mais nada menos que filmes de grande orçamento e que normalmente produz um efeito em um público mais amplo. Com outras produções de extremo sucesso e que são conhecidas até os dias de hoje, como ‘Indiana Jones’ e ‘Jurassic Park’, além de filmes lendários como ‘A.I – Inteligência artificial’ e ‘A lista de Schindler’ (um dos meus favoritos de todos os tempos dele em específico), o talentoso cineasta tem uma veia artística que advém dos períodos remotos de sua doce infância. E esse novo projeto vai retratar justamente o seu gosto pela filmagem e como ele chegou até o primeiro grande contrato de um renomado estúdio da época. E a doçura desse filme, cuidadosamente bem dirigido e editado, se enrosca profundamente com os dramas familiares que viveu nesse período e remonta a uma palavra que ele mesmo diz no começo, que é filme mais emocional que ele já fez na vida. E todos os méritos a esse diretor por esta obra, da qual vamos detalhar mais abaixo, e que foi indicada a simplesmente 7 categorias do Oscar 2023.

Paul Dano e Michelle Willians: impecáveis.

 Cuidado na escolha do elenco. A seleção dos atores e atrizes que compuseram este trabalho o torna ainda mais bonito e charmoso. Nomes como Paul Dano (que interpreta seu pai no longa) e Michelle Willians (que faz a sua mãe), além de Seth Rogen (que é o melhor amigo de seu pai) e o próprio ator que interpreta o Spielberg jovem, Gabriel LaBelle, são um conjunto de talentos que abrilhantam cada cena, cada drama, cada convívio familiar com tanta suavidade, delicadeza e zelo aos detalhes expostos certamente por Steven da sua própria infância/adolescência/início de sua juventude que realmente há razões pertinentes para cada indicação ao Oscar que o projeto recebeu. O empenho de todos é muito notório de entregar algo fino criado através de uma história real. Muito bom!
 Estilo de época elegante e refinado. Desde os figurinos que compõem o elenco até os cenários de época - e até mesmo aos detalhes das câmeras usadas naquele período -, tudo tem uma conexão tão intensa e significativa que a narrativa da película é norteada não só pelos atores, mas por toda a parte técnica da projeção. É um conjunto tão bem delineado que produz no espectador mais do que a percepção de sua história. O longa define também a percepção clara de como ele vivia e de que linhagem e época que ele nasceu e se desenvolveu. Vindo de família judia, cresceu com os práticas e valores da religião judaica da qual também é muito bem retratada na produção, com o estabelecimento de vários costumes do judaísmo inseridos na trama, bem como o fortíssimo preconceito relacionados a essa religião, igualmente ricos em detalhes. A fotografia consegue trazer com muita sensibilidade todas essas questões aqui apresentadas, tanto pela riqueza do visual quanto pelo talento do elenco e expõe em tela com grande emoção pontos alegres e melindrosos que ele e toda sua família viveu.


Gabriel LaBelle: perfeita atuação.

 Talento nato para o cinema. É impressionante ver como surgiu o seu largo interesse pelas câmeras e como isso se desenvolveu como algo nato em sua personalidade. De pequenos ensaios e filmes caseiros, já se observava a criatividade e inventividade para incrementar suas pequenas produções, por mais simples que fossem. E foi justamente na sua adolescência/juventude que isso foi ganhando ainda mais vida e força. E por mais que o pai a princípio não aceitasse, era o talento mais que natural dele. Era sua maior aptidão. Seu maior trunfo. Sua maior capacidade. E o seu universo pessoal no longa foi tão bem descrito e narrado que ele vinha escrevendo seu futuro antes mesmo de conhecer ele. Para que hoje ele se tornasse uma das maiores lendas vivas do cinema atual. Magnífico!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Os Fabelmans” é tudo o que gostaríamos de saber sobre como surgiu a genialidade de Steven Spielberg. E Gabriel LaBelle faz um profundo e minucioso trabalho de interpretação nos entregando tudo o que o cineasta foi e viveu. Tanto que o jovem e talentoso ator recebeu o prêmio de “Melhor Ator Jovem” do ‘Critics’ Choice Award’ de 2023 por esse filme. Para além desse belo feito do ator, o longa ainda concorre ao Oscar 2023 como “Melhor Filme” e “Melhor Diretor” – e outras mais 5 categorias, como já disse no primeiro parágrafo. Querido leitor, vá ver esse filme que é um deleite para os amantes da sétima arte e de uma boa sessão nas telas grandes. E aproveite para fazer isso com um belo balde cheio de pipoca. Vale demais o ingresso!

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Filmes

 AFTERSUN (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Com muita suavidade, “Aftersun” mostra drama de uma família disfuncional com elevada sutileza e senso crítico. Vamos a análise!
 Tenho certa admiração por filmes que produzem no espectador um senso de percepção sobre o material que está sendo exposto em tela. Fiquei por horas a fio buscando perceber o ar contemplativo e sensorial ao qual a diretora Charlotte Wells quis imprimir nesta obra e me deparei com tamanha perspicácia da mente por trás deste em como mostrar uma situação que é tão comum em nosso cotidiano de forma tão enigmática e por vezes, silenciosa. Acredite, querido leitor, o longa não te dá respostas precisas sobre o que realmente está acontecendo nas entrelinhas. Ele cria uma falsa linearidade apostando suas fichas em uma personagem que nos traz seu olhar sobre como ela está vendo o mundo ao seu redor naquela fase de sua vida. E são as pequenas assimilações que vão nos trazer o real significado que esta doce obra nos oferece. E digo doce - em parte - por algumas razões que tratarei abaixo neste texto.

Diversão que esconde a face de uma realidade.

 Uma narrativa focada em detalhes. Durante toda a projeção, vemos um pai (interpretado pelo ator Paul Mescal - que está entre os indicados ao Oscar 2023 como ‘Melhor ator’) e uma filha (interpretada com muita sensibilidade pela atriz mirim Frankie Corio) passando férias de verão juntos e o tempo todo tentando se divertirem e brincarem. Mas é exatamente aí que a falsa linearidade citada no parágrafo anterior acontece, pois em todo tempo, vemos basicamente toda a história sob o olhar doce e meigo da garotinha que está apenas passando suas férias escolares com seu pai. Durante todo o longa há uma vaga impressão de que tudo é lazer e alegria. Contudo são as reações do pai durante essa jornada que fazem o que parece linear se tornar completamente desconexo a princípio, pois algumas falas e ações dele denunciam o que está por trás das cortinas quando ninguém o está vendo. E a partir daqui, é difícil fazer uma explanação centrada sem se remeter a possíveis ‘spoilers’ sobre a obra. Mas tentarei trabalhar com o mínimo possível por aqui.
 Atitudes e falas que revelam caráter. Voltando-se agora somente para o pai da menina, é possível perceber a frustrante vida que ele levou principalmente na adolescência dele. Drogas, vícios, sexo desenfreado permeavam sua jornada até que o pior aconteceu: uma gravidez indesejada no auge da sua formação como pessoa. Não irei aqui detalhar nem como isso é percebível e nem como se dão essas revelações. Estou apenas aguçando seu cérebro, caro leitor, a sair do conforto da sua mente e notar todo esse drama subentendido em cenas pouco captáveis ao longo. Todavia, alguns ‘takes’ vão revelando o arrependimento e a amargura desse pai que, por alguma razão, teve toda sua juventude interrompida por erros incalculáveis dos quais até hoje ele sofre as consequências, desgostos e dissabores desses equívocos. E cá entre nós, infelizmente há determinadas falhas cometidas que refletirão e reverberarão em nosso futuro para o resto das nossas vidas. E é exatamente disso que o filme trata. Porém, como disse antes, não há uma captação dramática intensa sendo exibida. O que nos faz realmente assimilar são percepções extra-sensoriais que se revelam a conta-gotas ao longo. 
E acredito que é isso que isso torna o filme tão interessante em minha humilde opinião.

Atuações dignas e impecáveis.

 Atuações dignas e cativantes. A meiguice de Frankie Corio em sua atuação tira toda a atenção do foco real da trama. Você se vê entrelaçado muito mais com a filha do que com o pai em quase todos os momentos. Até porque ela rouba a cena em diversas partes estabelecendo pontos sobre aspectos da idade em que ela se encontra no filme (ela tem 11 anos) e instigando o espectador a enxergar o longa sob seu olhar. Entretanto, é na atuação de Paul Mescal que está a chave para esta dinâmica. Ele também passa o tempo todo querendo ser pai (soa meio estranho dizer isso, mas o filme se auto explica nisso) e é nessa tentativa que ele brilha como ator. A batalha interior que ele vive pelo seu passado doloroso - e que ainda está enraizado em seu presente - ele tenta suplantar aproveitando todos os momentos que pode com sua filha. E nesse ponto o conjunto da obra se torna bem idealizado e realizado com muito sucesso, justamente pela excelente interpretação e comprometimento de ambos em tela. Ponto muito positivo para essas ótimas atuações.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Aftersun” recria situações do cotidiano com uma leveza e mostra com muita sutileza o declínio de uma vida desregrada e sem limites, juntamente com as consequências disso. Todavia, caro amigo leitor, não foi nada fácil extrair essas informações do filme. Desafio a você, mesmo lendo essa resenha, a assistir e perceber aonde estão as respostas que a obra quer realmente mostrar. Você irá notar o quão imperceptível são essas informações. Vale demais o ingresso!

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sábado, 14 de janeiro de 2023

Filmes

GATO DE BOTAS 2 - O ÚLTIMO PEDIDO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 O mais recente lançamento da DreamWorks tem trama divertida e com boas reviravoltas ao longo. Vamos a análise!
 O personagem ‘Gato de Botas’ teve suas primeiras aparições na animação ‘Shrek’ e se destacou bastante pelo seu jeito irreverente e espirituoso, conquistando uma relevante gama de fãs a ponto de desencadear tempos depois seu próprio filme solo. O longa fez bastante sucesso a época (2011), faturando mais de 550 milhões de dólares ao redor do mundo e estabelecendo o querido protagonista em sua própria franquia. Após isso, pouco se falava em uma sequência, pois com o fim da trama de ‘Shrek’, os coadjuvantes ficaram obscuros também. Porém, agora em 2022 nosso querido gato espadachim retorna as telas (aqui no Brasil estreou em 2023) com uma aventura sólida e que mais uma vez prova a criatividade da empresa em criar roteiros que sustentem uma boa história de animação. Abaixo detalharei melhor minhas impressões.
 Um roteiro bem escrito e bem dirigido. Contar uma história que cative os fãs não é tarefa das mais fáceis. Principalmente quando se tem um certo esgotamento da indústria atual em relação a quase tudo que se vê hoje em dia. Contudo, esse longa prova que ainda há ‘lenha pra queimar’ quando se faz algo com o cuidado que seus personagens merecem. E aqui vemos um roteiro conciso, com drama e riso em medidas iguais – para não se tornar enfadonho demais – e reviravoltas que realmente surpreendem o espectador ao longo trazendo um desfecho pra lá de inusitado e uma direção primorosa de todo o contexto do filme. Nos dias de hoje, animações com histórias muito lineares não prendem mais o público em geral. E é por isso que se faz necessário a toda equipe de produção forçar a mente por criatividade e inventividade. E isso esse longa tem de sobra, mesmo com os já tradicionais clichês incluídos.

Personagens clássicos e novos: carismáticos.

 Personagens clássicos e novos com extremo carisma. É inegável que o ‘Gato de Botas’ tenha carisma suficiente para levar um filme solo nas costas. E isso foi provado no primeiro longa da franquia. Porém há novos coadjuvantes que entram nesse que são tão bons quanto o personagem principal. É o caso de ‘Perrito’, um cachorrinho que simplesmente rouba a cena de todo o longa com seu carisma e participação ativa na trama, com momentos cruciais e importantes no contexto do longa. Outra que também vem cheia de carisma é ‘Kitty Pata-Mansa’, uma gata cheia de mistérios e um passado envolto de perguntas e respostas que são obtidas ao longo da história. Agora do lado dos antagonistas nada mais impressionante e assustador do que o vilão ‘Lobo Mau’ que, apesar do nome soar meio bobo, ele tem umas das reviravoltas mais incríveis da trama e um ar sádico e totalmente amedrontador. Acredite, esse personagem é um dos melhores antagonistas do filme, senão o melhor, quer por sua aparência, quer por sua estreita interação com o personagem principal. Ele é genial para mim em todos os aspectos na película.
 A CGI da película é excelente - usando juntamente com a computação gráfica artes estilizadas belíssimas no estilo "Homem-Aranha no Aranhaverso" -  e vale destacar que, em um determinado ponto do filme, os cenários começam a mudar de forma abrupta, causando impactos diferentes para a ação do filme, e dando ao espectador um vislumbre do quão linda é essa mescla. Cada visual que se transforma cria uma atmosfera irregular nos cenários onde cada passo dado é uma consequência diferente. E dentro da dinâmica do filme, isso tem peso e aponta levemente para questionamentos como: Até quais níveis e consequências levamos nossas vidas em busca um ideal? E a outra que fica no ar dentro da proposta do longa é: estamos realmente preparados para a morte? Embora sejam reflexões um tanto quanto adultas, elas são leves e suavizadas por toda a película sem ser provocativo nem incômodo para as crianças, que vão se divertir demais com o que é apresentado no filme.

Vilão interessante e bem construído.

 O uso dos óculos 3D em animações sempre traz alguma experiência positiva, pois geralmente são nessas produções que o recurso é usado com mais afinco, por assim dizer. Eu particularmente gostei, mas poderiam ter realizado um tratamento em 3D mais profundo. É simples, mas é funcional. Se curtir a tecnologia, vá e se divirta. Se não, o longa é bom o suficiente para se manter sem essa prerrogativa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “O Gato de Botas 2 – O último pedido” tem o regresso desse icônico e carismático personagem, história, trama e roteiro na medida certas e uma enorme surpresa para o futuro da franquia, lá no fim do filme. Com uma direção de dublagem brasileira magnífica, esse longa entra na minha galeria das excelentes animações já produzidas, pois atinge diversos públicos por igual. Vá, leve sua família e se divirta muito, como eu o fiz. Vale demais o ingresso!

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "E disse Deus: Haja luz; e houve luz" Gênesis 1.3
 O poder do nosso Deus é insondável. Alguém aí poderia me explicar com palavras ou ao menos fazer entender o tamanho desse poder? Olha para o mar. Já viu a imensidão das águas que o compõe? Você ou eu, como pequeninos seres humanos, conseguimos conter sua força? Ou sequer nos comparar em tamanho com ele? Olha agora para o céu. As vezes temos dificuldades de perceber o quanto somos tão pequenos e frágeis. Mas, repito, vai lá fora e olha para o céu. Já percebeu a distância que você está dele? E digo em relação a você e seu corpo físico. Consegues tu alcançar alguma estrela? Tocar na imensidão azul celeste? É querido, se eu ou você estamos afoitos demais, soberbos ou achando que somos alguma coisa, basta fazer consigo mesmo este pequeno teste reflexivo. Se conseguires perceber, vai notar claramente que, apesar de sermos dotados de inteligência, não somos o que muitas das vezes nos achamos ser. Com apenas uma palavra, como diz no texto em apreço, Deus criou toda a luz existente no universo. E não apenas a luz física não. Aplicando essa Palavra para nós, a luz de Deus precisa habitar no meio dos corações duros e insensatos dos seres humanos também. Corações esse que 'se acham' e se gabam por qualquer feito que seja que possa trazer orgulho a si mesmo. Mas se esquecem que em tudo a 'luz de Deus' está presente, pois toda a boa inspiração humana - seja ela tecnológica ou não - tem a iluminação do Pai presente nela. Ei querido, tudo vem dEle, por Ele e para Ele. Tudo é dEle, por Ele para Ele. Nada é nosso. Toda a glória deve ser dada a Ele por todos os bons feitos apreciáveis a nossa vista. Se não consegues enxergar isso, peça a Deus que Sua poderosa luz - que é a Palavra de Deus - alumie sua vida. Pois só ela pode dar entendimento e 'clarear' toda a sua percepção de mundo e do seu real contexto nele. Que haja luz em sua vida em Cristo Jesus! Luz do esclarecimento, luz da vida, luz de retidão, luz de arrependimento, luz da compaixão, luz do perdão. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima regravação "Aline Barros - Nosso Deus é soberano". Que você possa realmente meditar e refletir nessa Palavra, ouvir essa versão desse magnífico louvor e e ser abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 24 de dezembro de 2022

Filmes

AVATAR - O CAMINHO DA ÁGUA (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Novo longa da franquia ‘Avatar’ de James Cameron se supera e produz uma continuação a altura de seu predecessor. Vamos a análise!
 Houve uma reexibição do primeiro longa nos cinemas e fui assistir novamente para relembrar todo o contexto deste e então me deparei com um filme lançado em 2009 que continua com uma qualidade técnica tão insuperável que diversos filmes lançados após ele ainda não conseguem o sobrepujar. Surpreso novamente com tamanha exuberância e refrescando a memória sobre o roteiro e seus personagens, já poderia imaginar o que viria nesta tão aguardada sequência que levou cerca de 13 anos para ser lançada e ao menos 5 anos para ser produzida. Era de se esperar que, com os novos efeitos de ponta de hoje, o nível desse novo fosse subir consideravelmente. E o que temos na continuação é realmente de impressionar, considerando que os visuais do filme são grande parte da narrativa do mesmo - porque sim, a narrativa é construída em cima do roteiro e dos efeitos e é nítido perceber isso -, o longa acaba por se tornar um dos mais incríveis e belos filmes de 2022. E vamos destrinchar um pouco mais sobre isso mais abaixo.

Efeitos especiais impressionantes.

 Efeitos especiais de tirar o fôlego. Não há a menor dúvida que Cameron é e sempre foi um visionário na arte de fazer cinema. O diretor tem em seu currículo filmes como ‘Titanic’ (que venceu nada menos que 11 Oscars a época e 4 Globos de Ouro) e só por esse fato se percebe a perspicácia e inventividade desse. Ele pareia facilmente com outro grande diretor visionário chamado Steven Spielberg e juntos, compõem uma seleta gama de nomes que já entraram pra história do cinema moderno. Seguindo essa tendência, o segundo filme nos traz visuais tão deslumbrantes que fica até meio penoso adjetivar tamanha excelência em um filme desse porte. Para o diretor, não há limites orçamentários. Ele sempre pretende fazer o que de melhor há em tecnologia recente. E ele tem uma forma tão peculiar de mostrar isso em suas produções que mesmo o filme tendo cerca de 3 horas de duração, o encantamento desses efeitos nos faz querer se prender a cada detalhe, a cada novo quadro e não perder nem um minuto de toda essa monumental aventura que é deleitosamente mostrada em tela para nós, meros espectadores. E como já disse mais acima, a película une os efeitos tanto ao roteiro e os diálogos e fazem tudo de fato ser uma coisa só. E é exatamente por isso que tudo no longa é tão igualmente interessante e excitante. Ele reproduz uma visão ímpar que só James Cameron sabe fazer, com tantos detalhes como tribos diferenciadas, linguagem e costumes próprios de cada ambiente e uma enxurrada de particularidades que, somados, inundam o público com sua dose sem moderação de imaginação. É realmente muito satisfatório ver tudo isso em tela.

Antigos e novos atores em uma fina sintonia.

 Elenco meticuloso e muito profissional. O retorno dos protagonistas ‘Jake Sully’ (Sam Worthington) e ‘Neytiri’ (Zoe Saldaña), além de Sigourney Weaver (em uma breve participação) e Stephen Lang, que também retorna mais uma vez como o grande antagonista desta versão (desta vez um pouco diferente) prova que manter o elenco tradicional fez muito bem a toda construção do longa. Porém nomes como Kate Winslet, que interpreta ‘Ronal’ e todo o elenco mirim (tanto os filhos de ‘Jake’ e ‘Neytiri’ quanto os da outra tribo) são um enorme destaque nesta produção. Além do papel importante que todos eles tem na trama, impecavelmente demonstram carisma e profissionalismo nas gravações. Destaque para um em especial, ‘Spider’, vivido pelo ator Jake Champion, única figura realmente humana infiltrada no meio dos Na’vis, e com um importante contexto dentro da história, é talentoso e esconde alguns ‘segredos’ que provavelmente serão desvendados no próximo filme da franquia. O que quero dizer com todos esses pontos é, embora o principal motivo da história existir seja puramente revanchismo, a trama tem camadas que só bons atores poderiam interpretá-las e colocá-las em prática, e é exatamente o caso deste. É justamente a sintonia e entrosamento das boas atuações que fazem o filme ser grandioso. E cada escolha de elenco aqui consegue reproduzir com muita profundidade seus respectivos personagens, temperamentos e ações, criando uma enorme e fácil empatia por todos eles. E o conjunto direção, produção, elenco e efeitos é extremamente afinado para exibir em tela tudo o que vemos acontecer na prática com o filme pronto. Minhas sinceras congratulações a todos por terem posto todo o esforço necessário para que o produto final fosse tão imponente e majestoso.

Jake Champion (Spider): bom destaque do filme.

 No que corresponde ao quesito dos efeitos com o óculos 3D, minhas sinceras recomendações são que todos os que lerem essa humilde resenha consigam ter a oportunidade de ver em uma boa sala com o recurso. Os efeitos estão ainda melhores que o do primeiro filme (que a época foi um dos grandes chamarizes e responsável em grande parte pelo enorme sucesso do mesmo) e aqui neste Cameron não poupa dinheiro para trazer algo mais do que visualmente excelente. Acredite, sua experiência só vai estar completa assistindo em uma boa sala com esta tecnologia, pois está tudo muito caprichado e no mesmo nível da grandiosidade que um filme deste porte merece. Desta vez eu recomendo com muito gosto, pois vai aprofundar muito sua imersão e interação com o longa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Avatar – O caminho da água” traz James Cameron mais uma vez em seu estado mais puro e sublime de criatividade, inventividade e inovação tecnológica. O elenco extremamente afiado e entrosado, o CGI de encher os olhos, as sutis críticas sobre pesca indiscriminada, temas sobre família e todo o contexto narrativo fazem desse mais um sucesso garantido e uma diversão de extrema qualidade para assistir nas telas grandes. Vá sem medo em uma boa sala 3D com a maior tela que puder e assista a este filme que mais parece um grande evento cinematográfico. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "O Senhor pelejará por vós, e vos calareis" Exôdo 14.14
 O povo de Israel tinha acabado de ser livre do Egito e da escravidão de faraó (um adendo: faraó não é o nome do líder egípcio, é um titulo, como rei ou rainha, por exemplo), graças ao Deus Todo-Poderoso que enviou Moisés e as pragas para confrontar o povo egípcio e, principalmente, para amolecer o coração de faraó - que o próprio Deus havia endurecido para poder mostrar ao povo dEle a dimensão do Seu infinito poder. Porém havia ainda mais uma longa caminhada em busca da terra prometida. Tiveram que passar pelo deserto e caminhar até chegar a um lugar sem volta: o Mar Vermelho. E novamente a fúria do faraó se despertou - mais uma vez permitido por Deus para que o Senhor demonstrasse novamente a Israel o Seu poder - ao ponto de tornar a perseguir o povo de Deus. Diante de tal situação, frente ao mar e a cilada dos egípcios, alguns não entenderam que tudo aquilo fazia parte do plano de Deus para que um grande milagre acontecesse. E por esse motivo, a grande fé de Moisés o fez narrar o texto em apreço aos seus conterrâneos. Querido, metaforicamente falando, ou seja, transportando essa situação em um sentido figurado na sua vida, ainda que você caminhe em um "deserto" de situações, problemas, decepções e lutas, ou talvez seja perseguido pelo "faraó" (isto é, o inimigo de sua alma) e ainda se depare em sua frente com o "mar" bloqueando seu caminho, saiba que é daí que se executam os grandes milagres vindos do nosso Deus. Ele não se esquece dos seus em meios as provações. Tenha coragem, confie no Pai, entregue tudo a Ele e verás que o "mar" vai se abrir na sua vida e "do outro lado" virá o que Cristo te prometeu. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Cassiane / Aline Barros - Hino da vitória". Creia nisso, relembre essa linda canção com uma nova versão, medite nessa palavra e seja abençoado em nome de Jesus!


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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Bíblia

 RFELEXÃO BÍBLICA

"E esta é a confiança que temos nEle, que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve" 1 João 5.14
 O Apóstolo João traz uma interessante complementação sobre um texto muito conhecido por todos: 'Pedi, pedi, e dar-se-vos-á'. A vontade de Deus é que nossas súplicas sejam atendidas. Isso é fato. Todavia ele explicita aqui nesta abordagem algo mais que tem de se tornar mentalmente a pauta de todo cristão que ama Jesus verdadeiramente. A bondade do Pai é inegável e Sua vontade de se revelar aos que O buscam é o Seu maior prazer. Mas a primazia da soberania de Deus, carregada nesse texto pela expressão 'segundo a Sua vontade' é o que faz muitos de nós tropeçarmos por achar que tudo o que iremos pedir ao Senhor será plenamente atendido. E a mensagem dessa passagem nos ensina a confiarmos nEle com fé, mesmo que nossas orações sejam ou não respondidas. Mesmo que aquilo que tanto queremos seja parcialmente feito ou não. E isso tem uma razão muito fundamentada com a forma com que o Pai trabalha na vida de cada um. Deus não vê a aparência, Ele olha o coração (e o termo 'coração' aqui não se refere ao órgão do nosso corpo, mas aos nossos sentimentos e intenções vindas da alma) e é aqui aonde por vezes falhamos em não conhecer mais profundamente Aquele que nos criou. Nem todas as nossas petições serão plenamente atendidas porque o Espírito Santo sabe quais sãos as intenções de nossos corações e vê quão cabíveis são as possibilidades delas realmente chegarem até nós. Meu amado irmão, entenda, a sua, a minha, a nossa oração é poderosa para mover montanhas e mudar realidades, mas ainda assim a palavra final para minha vida e para sua vem somente dEle, pois só Ele sabe o que realmente é o melhor para as nossas vidas. Em muitos casos, temos de rever nossos conceitos pessoais e sobre o que estamos orando, pois Deus pode até estar ouvindo do Céu, mas não responde por não estar em conformidade com Sua vontade. Pense profundamente nisso. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Julia Vitória - Em fervente oração /Hino da Harpa Cristã/". Medite nessa Palavra juntamente com este lindo e clássico louvor e seja abençoado em nome de Jesus!


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domingo, 20 de novembro de 2022

Filmes

 PANTERA NEGRA - WAKANDA PARA SEMPRE (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Com um tom estritamente emocional, novo longa do UCM presta grandes homenagens ao mesmo tempo que se apruma para o futuro da Marvel nos cinemas. Vamos a análise!
A perda do ator Chadwick Boseman em 2020 trouxe um impacto não só apenas para sua família, mas para grande massa de pessoas que o admiravam no papel do glorioso e muito bem interpretado personagem ‘Pantera Negra’. Com o roteiro do segundo filme já avançado, tanto o diretor Ryan Coogler quanto a Marvel Studios se viram com a mãos atadas em como reorganizar o universo do personagem agora sem o seu principal protagonista. E durante um bom tempo, um novo roteiro teve de ser escrito para dar a nova forma que infelizmente o UCM devesse seguir. Contudo, a perspicácia desse diretor mostrou que ele não é só capaz de recriar, como também renovar sem necessariamente perder a essência daquilo que ele mesmo criou e roteirizou inicialmente. E o trabalho de suas mãos nesse conseguiu produzir tantos vínculos emocionais e afetivos que fica difícil descrever o quão grandioso ele foi em trabalhar com o passado para recriar o futuro. Sim, Ele conseguiu a façanha de um roteiro grandioso, emocionante e extremamente convincente, dados todos os prognósticos contrários devido ao triste incidente com Boseman e vários outros incidentes no meio das gravações. Detalharei melhor abaixo alguns pontos do grande acerto do longa.

Angela Basset: incrível atuação.


 Homenagem mais que merecida. A despeito do ator, todo o legado deixado por ele na Marvel foi extremamente bem exposto e tudo realizado com um esmero e cuidado para que se mantivessem vivos na memória de todos o ótimo trabalho feito por ele. Em todos os atos podemos ver que o diretor não poupou esforços em relacionar fortemente a conexão do ‘T’Challa’ com todos os outros personagens de forma a definir tanto um fim digno para o personagem quanto o inicio de um novo ciclo para as novas portas que foram abertas no UCM. Não há dúvidas quanto ao olhar do diretor, que quis lembrar do passado olhando ao mesmo tempo para o futuro. Brilhante!
 Roteiro peculiarmente convincente. A apresentação dos novos integrantes do UCM se deu da forma mais didática possível, com explicações coesas e motivações realmente condizentes com a história que foi contada. Tanto ‘Namor’ (Tenoch Huerta) quanto Riri Willians/Coração de Ferro (Dominique Thorne) foram muito bem introduzidos e tiveram tempo em tela para serem projetados para o público criar empatia pelos mesmos. O tempo de duração do longa – cerca de 2 horas e 40 minutos – foi muito acertado para que toda a trama fosse bem elaborada e não houvesse pontas soltas (a não ser as que levam para o futuro do UCM mesmo) dentro da dramática situação vivida pelo povo de Wakanda e seus respectivos e importantes coadjuvantes. Já me posicionei aqui algumas vezes, não me importo com filmes longos, desde que seja para contar uma história que faça sentido e para que o longa não se transforme em uma tremenda ‘colcha de retalhos’ aonde partes que precisam de atenção sejam vetadas no corte final. Aqui nesse não há essa ressalva. Toda sua construção e tempo de tela são igualmente importantes. Por mais filmes assim, Marvel, por favor.

Tenoch Huerta fez ótimo trabalho como 'Namor'.

 Dramaticidade e atuações ímpares. Difícil considerar uma escala aqui que traga um nível para cada pessoa deste forte elenco. Como o longa tem uma carga dramática bem acentuada, certamente ia requerer mais de todos os envolvidos no projeto. Angela Bassett imprime o tom forte, melancólico e ousado de uma rainha (Ramonda) que perde toda sua família e tanto sente quanto passa isso da forma mais transparente possível. Coadjuvantes importantes como ‘Okoye’ (Danai Gurira) e Nakia (Lupita Niong’o) também exalam emoção em momentos muito importantes na trama. Mas há de se convir que quem brilha mesmo é a ‘Shuri’ de Letitia Wright. Como disse anteriormente, é complicado nivelar alguém para cima nesta obra, mas Letitia, como parte fundamental da trama, é impecável em todos os aspectos, inclusive nos mais especiais momentos dela em tela. Inclusive suas interações com o próprio ‘Namor’ - cujo ator é brilhante também – e com a Riri/Coração de ferro – que são para mim os momentos mais fofos quando elas estão juntas – traduzem muita dedicação da atriz para transformar o novo roteiro em algo de extremo e respeitoso valor emocional. A toda equipe – atores, direção e produção – minhas sinceras congratulações pela forma tão pontual e profissional exigida por esse trabalho. Excelente!

Nova 'Pantera Negra' foi muito bem construída.

 O 3D dessa vez foi produzido com um cuidado maior e há uma experiência relativamente interessante quando imerso no recurso. Várias cenas com muito bons e consistentes momentos e atesto aqui a qualidade do recurso dessa vez. Tem profundidade, está imersivo e vai agregar sim ao longa se você assistir através dele. Já relatei aqui algumas vezes que sou entusiasta dessa tecnologia e quando é realmente boa, dou sempre a dica por aqui. E para este vale sim o valor investido para uma interação mais completa dentro do longa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Pantera Negra: Wakanda para sempre” é facilmente o melhor filme do UCM deste ano e conta com um elenco entrosadíssimo, roteiro muito bem escrito, tempo de tela para se transpor esse mesmo roteiro de maneira eficaz e personagens novos dos quais o espectador realmente cria certa empatia. Mais um grande acerto do diretor Ryan Coogler, não só pela ousadia de ter de fazer tudo novo mas também pela emocionante forma de manter vivo o legado de Chadwick Boseman. Pode ir sem medo, caro amigo leitor, pois será um tempo de emoção e diversão de qualidade. Vale demais o ingresso!

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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

"Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não; pois o que passar daí, vem do maligno" Mateus 5.37
 Jesus nos conduz neste texto a uma reflexão muito interessante. Somos seres sociais. E como seres sociais, conversamos, trocamos informações e por vezes, comprometemos nossas vidas com palavras que servirão de base para argumentos alheios futuros. Quer ver um exemplo? Existe coisa mais difícil que prometer algo a uma criança e não cumprir? O que você fala, para os pequenos tem um peso muito grande. Eles certamente vão te cobrar depois e muito. E não atendê-los é muito pior do que abrir a boca precipitadamente, não é mesmo? Essa pequena amostra dos relacionamentos e interações humanas nos prova o quanto nossa palavra pras pessoas tem ainda certo valor. Tanto que quando não a cumprimos, perdemos até a credibilidade com os outros. E Cristo é incisivo no texto em apreço em dizer que, o que vais falar, cumpra. Se é sim, é sim e ponto final. Se é não, idem. Portanto, meus amados, tenhais vós cuidado nas Escrituras com o que prometem e falam uns para os outros. Além de sua credibilidade estar em pauta, a frustração que podes causar no seu irmão pode gerar uma dor de cabeça ainda maior. Se não podes cumprir o que dizes, não o faça. Muitos são enganados por pessoas que prometem e depois não tem a coragem e a hombridade de cumprir com seus compromissos. Não seja assim, pois como o texto mesmo diz, isso até tem procedência maligna. E a realidade é que, quando nos sentimos enganados ou enganamos alguém, somos de fato levados por aquele que está 'no engano', ou seja, o inimigos das nossas almas. Pense nisso e procure viver 'em Espírito e em verdade'. Reflita se você já fez alguém sofrer com promessas não cumpridas ou se já sofreu com isso também, pois isso não procede de Deus. E a canção que complementa nossa mensagem e hoje é a lindíssima "A verdade - Leandro Borges / Vanilda Bordieri". Ouça essa poderosa mensagem em forma de canção, medite nessa Palavra e que Deus te abençoe em nome de Jesus!


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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Filmes

ADÃO NEGRO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Novo filme da DC estrelado por Dwayne Johnson entrega o que promete e é o puro ‘fan service’ que aguardávamos há tempos dentro do DCEU. Vamos a análise!
 Que ‘The Rock’ se tornou sinônimo de sucesso, isso todo mundo já tem conhecimento. Porém quando ele surge com a ideia de usar um personagem não tão conhecido do público em geral e dar vida a ele, criando em certo sentido uma nova mitologia sobre sua história (porque sim, Adão Negro nos quadrinhos é visto como um dos principais, senão o principal vilão de ‘Shazam’), a audiência como um todo ficou um tanto quanto duvidosa acerca desse projeto, pois a desconexão do protagonista de seu principal antagonista soaria como algo bem diferenciado a princípio. Soma-se a isso a percepção de incluir a ‘Sociedade da Justiça’ – time formado tempos antes da ‘Liga da Justiça’ nas hq’s e pouco conhecido fora de seu universo próprio – e temos aí uma série de improbabilidades acontecendo ao mesmo tempo nessa produção. O nome de Dwayne estava em jogo nessa arriscada empreitada, inclusive pelo fato dele ter produzido esse filme em sua própria produtora, o que colocaria o ator em uma situação ainda mais delicada, por assim dizer. No entanto, mesmo que alguns conceitos já bem manjados do público estejam bem presentes durante a execução do longa (como a famosa ‘jornada do herói’, por exemplo), o filme conta com uma direção de primeira qualidade, cenas de ação frenéticas e super estilosas (remetendo fortemente aos famosos desenhos da “Liga da Justiça” e “Liga da Justiça sem limites”) e efeitos especiais impecáveis e deslumbrantes que saltam os olhos de tamanha beleza e suavidade. E o que outrora soara como dúvida, agora podemos dizer que sim, “Adão Negro” é ‘fan service’ de primeira linha e já caiu no gosto do público geral com muita facilidade, pela notável identificação com as vertentes que fazem os personagens da DC serem tão queridos e amados ao redor do mundo. Um ponto já muito bom a se destacar, a princípio.

Adão Negro: ótima história de origem.

 Elenco entrosado e história do protagonista altamente bem contada. Um outro grande ponto a favor dessa produção diz respeito ao ótimo elenco que foi escalado para interpretar cada um dos heróis. A começar pelo próprio Dwayne (Adão Negro), ainda temos Pierce Brosnan (Sr. Destino), Noah Centineo (Esmaga-Átomo), Quintessa Swindell (Ciclone) e Aldis Hodge (Gavião Negro). Sabe quando se nota alguma naturalidade e certa química entre os atores e seus respectivos personagens? Isso acontece aqui neste amplamente e com muito esforço de toda a equipe de produção e direção. Com uma trama redondinha e um roteiro que, apesar dos vários clichês já tradicionalmente conhecidos (e alguns furos como o aparecimento da ‘Sociedade da Justiça’ sem nenhuma história pregressa, por exemplo), funciona perfeitamente bem dentro dessa proposta apresentada para o protagonista. É o Anti-Herói em sua jornada de redenção percebe? Embora isso seja já bem disseminado e não haja nada de realmente novo, ainda assim tudo funciona de forma divertida e leve, sem pressionar o espectador a entender nada mais profundo ou mesmo tentar se manter explicando o óbvio. A produção discorre em suas pouco mais de duas horas de duração sem cair o ritmo em nenhum momento e traz o entretenimento ideal sem perder seu rumo nem reinventar a roda. São atores interpretando muito bem seus personagens e a produção fazendo seu trabalho de corte final na medida, sem cansar nem se perder ao contar a história do filme baseado no seu personagem principal. E mesmo isso custando em certos momentos algumas inconsistências sobre determinadas situações (uma melhor destrinchada nas intenções vilanescas, citando um outro ponto), não afeta o todo de forma a maltratar a estrutura final da produção, justamente pelos excelentes pontos positivos mencionados durante esta resenha.

Ótima química entre os atores deste elenco.

 Efeitos especiais deslumbrantes e fotografia muito bem posicionada. As artes conceituais que foram produzidas antes da implantação dos efeitos especiais certamente foram muito bem trabalhadas para a elaboração do produto final, pois os efeitos visuais e especiais desse filme tem um toque de requinte finíssimo. É impossível negar isso. A arte apresentada no filme juntamente com as batalhas frenéticas e super bem coreografadas atestam um real selo de qualidade sobre esse quesito. Lembram daquelas cenas visuais lindíssimas em câmera lenta implementadas por Zack Snyder em sua versão de “Liga da Justiça”? Aqui elas também aparecem e dão um acabamento aos efeitos de forma belíssima. E os ‘takes’ da direção de fotografia captando esses memoráveis momentos são aquela ‘cerejinha do bolo’, ao meu ver. Percebe-se muito cuidado e esmero por parte de toda a equipe por trás desse filme para trazer algo que tanto o público em geral quanto os fãs realmente quisessem ver e gostar de fato. E o produto final que nos foi entregue é crível, facilmente alcançável e com enorme potencial para outras produções dentro desse novo momento da DC nos cinemas.
 Enfim, vale a pena ver? MUITO RECOMENDADO! “Adão Negro” é uma doce resposta aos fãs que estavam ávidos por ver novamente um produto de qualidade feito com os personagens da DC Comics. Publicadora esta que tem um portfólio incrível sendo desperdiçado por vezes em mãos que não sabe produzir e/ou sequer entender os fãs. Parabéns ao Dwayne, todo o elenco e sua equipe que nos brindou com algo digno, bonito e realmente divertido de se assistir. E ainda tem uma cena pós crédito (logo após os créditos iniciais) que é uma magnífica surpresa e um triunfal retorno. Se você é que nem eu e curte esse tipo de filme, vá, mas vá mesmo sem medo de se divertir e sair satisfeito do cinema como eu saí. Vale demais o ingresso!


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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Ele estava no princípio com Deus" João.1.2
 Ao contrário do que muita gente pensa e acredita, Jesus não nasceu quando Maria O teve. Ele é o Senhor do Universo muito antes de qualquer criatura viva existir. Maria foi sua mãe terrena e apenas um invólucro para comportar a humanidade do nosso Senhor. E não, você não leu errado. Embora fora muito importante e agraciada, como diz as Escrituras, Maria foi apenas um instrumento de Deus usado para trazer Cristo em sua versão humana a Terra para cumprir seu propósito, pois como o texto em apreço nos diz, Ele estava lá no princípio com Deus. Ele, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, eram seres espirituais que já existiam desde a eternidade. Ei querido, Deus usa quem Ele quiser para abençoar. Porém não se pode jamais conceder a glória que pertence ao Pai a um ser humano qualquer. Maria foi tão ser humano quanto eu e você. Apenas aprouve a Deus usá-la para conceber a parte corpórea do Salvador da humanidade. Ela não pode ser a 'mãe de Deus' porque a Trindade - Pai, Filho, Espírito Santo - já existia muito antes de sequer qualquer ser humano se tornar um embrião. O próprio Jesus, certa vez, indagado pelo fato de que sua mãe e seus irmãos estavam lá fora e queriam falar com Ele, disse a pessoa que o indagou: 'Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?'. Parece dura essa sentença não é mesmo? Você acha que Jesus foi rude com sua mãe? Na verdade, Ele era e é muito mais do que aquilo que estavam vendo ali de corpo presente. Tanto que Ele finalizou: 'Quem faz a vontade do Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe'. Aqui já não era o ser humano Jesus envolto neste corpo terreno mortal. Era o Rei dos reis Eterno e Soberano que viveu no eterno passado e viverá para sempre. E antes que venha questionar algo, pense. Antes de retrucar, reflita. Pois no texto anterior, Ele era o Verbo que estava com Deus. E a lindíssima canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Marine Friesen - Alfa e Ômega". Medite nessa palavra e seja abençoado em nome de Jesus!


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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Filmes

A MULHER REI (Avaliação - 5/5 - Excelente!)

 História nunca antes retratada sobre povo africano é muito bem abordada, dirigida e roteirizada nesta produção estrelada pela atriz Viola Davis. Vamos a análise!
 Um continente. Várias tribos. Propósitos distintos. Talvez seja assim que eu deva começar esse texto, pois cada minuto desse longa explora vertentes interessantíssimas sobre um ambiente quase que inexplorado nas telas de cinema. Temos sempre a visão meio que estereotipada por Hollywood sobre a nação africana como um todo. E essa obra chega mais uma vez para quebrar certos paradigmas e renovar conceitos que foram pré estabelecidos já na época em que o filme se passa (por volta dos anos 1800). Em meio aos portugueses que chegavam a costa africana para angariar escravos, tribos fortes e obstinadas já se encontravam naquele ambiente. E é aí que entram as guerreiras Agoji de Dahomey, uma elite de mulheres altamente treinadas e preparadas para guerra e defesa de seu povo. Povo este que era oprimido por outras tribos que capturavam pessoas para servirem de comércio aos colonos portugueses. E o que mais me impressiona nessa parte não contada da história é o fato da concepção desta película abordar o lado mais desconhecido destes eventos. Para além de mostrarem a força das mulheres – que começaram a ser treinadas por conta de muitos dos homens de batalha desta tribo terem morrido em combate e não haver um exército condizente para tal função - ,o filme brilhantemente retrata a cultura, a força, o sofrimento e o que cada tribo agregava de valores para si. Os Dahomey, apesar dessa formação praticamente militarizada dos seus, foi posto em tela pela produtora (que é a própria Viola) de forma mais romantizada por assim dizer. Em uma de suas entrevistas aqui na sua passagem pelo Brasil, ela destaca algo que define alguns conceitos sobre sua concepção para o filme. Ela diz: ‘Se em algum momento elas (essas guerreiras que eram recrutadas na vida real) decidissem não lutar, algumas delas eram decapitadas. E essa é a parte da história que, para mim, como artista, é meu trabalho humanizá-las’. E mesmo que as escolhas estéticas e narrativas não sejam o que nua e cruamente foi ao longo desse evento histórico, são com eles que se podem acender uma chama de maior curiosidade ao mundo em querer saber um pouco mais sobre esse período. E toda essa mescla de transposições e contextos produzem um capítulo incrível da história da humanidade que ficou ‘escondido’ por muitos anos e agora temos a oportunidade de ver tudo isso sendo recriado em tela de forma muito satisfatória e, mesmo que haja licença poética em filmes que são baseados em fatos reais, ele consegue abranger os conceitos e capturar a essência da compreensão do momento histórico relatado. É realmente agregador quando algum tipo de mídia te faz alusão ao passado para compreensão de um contexto de atualidade. E esse filme faz isso muito bem e com muito esmero.

Viola sempre impecável nas atuações.

 Uma guerreira de alta patente. A abordagem do longa começa por mostrar ‘Nanisca’ (Viola Davis), uma mulher forte, líder dessa elite de guerreiras, de posições firmes e que esconde um delicado e trágico passado. E aqui Viola entrega uma atuação condizente, pertinente e digna de uma vencedora do Oscar. A postura perfeccionista da personagem é perfeitamente bem delineada pela atriz, que mostra mais uma vez sua magnífica capacidade de mostrar seu talento em tela e a sua fictícia personagem ('Nanisca' foi criada para o filme) com sua densa história certamente reflete o que acontecia com muitas das mulheres naquele período. Junte-se a ela a atriz Lashana Lynch (que interpreta a personagem ‘Izogi’) e Thuso Mbedu (que interpreta a também magnífica ‘Nawi’) e então teremos um trio dramaticamente impecável em cena. O trabalho em conjunto e a química entre elas fazem a trama toda ser majestosa e muitíssimo bem escrita. Embora todo o elenco adicional seja muito bem ajustado, são elas três que conduzem praticamente toda a narrativa do longa. E o ‘timing’ juntamente com a execução são realmente primorosos.

Outra parte do excelente elenco.

 Direção de fotografia deslumbrante e finíssima. Outro ponto muito alto desse filme diz respeito ao quão impressionante e bem posicionada é a fotografia deste longa. Desde visuais naturais lindíssimos e de tirar o fôlego até cenas de batalhas absurdamente bem coreografadas, tudo aqui contribui para que a produção esteja em um altíssimo patamar de qualidade. Inclusive existe um determinado momento em que há uma intensa batalha que acontece durante o dia e a produção faz questão de escurecer, acinzentar a paleta de cores para dar o tom pesado que a cena necessita, produzindo, além de um belo efeito, uma carga ainda mais dramática ao evento. Chance de indicação ao Oscar no quesito ‘Direção de Fotografia’ quase que certa, ao meu ver.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Viola Davis e grande elenco simplesmente brilham em seus papéis em “A Mulher Rei”. O conjunto da obra é tão rico, bem exposto e com tamanha qualidade que vale muito assistir pelo contexto histórico real e pelas tremendas interpretações. Cheirinho de muitas indicações ao Oscar 2023 vindo por aí. Vale demais o ingresso!

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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Filmes

PRIME VÍDEO: SAMARITANO (Avaliação 3/5 - Bom!)

 Novo filme de Sylvester Stallone lançado recentemente no ‘Prime’ entrega roteiro genérico com algumas boas cenas de ação. Vamos a análise!
 A ideia de produzir filmes sobre vigilantes solitários embasados na concepção de que eles são ‘heróis’ não é nem um pouco nova. E utilizar isso com um ator conhecido e consagrado para angariar público é algo que funciona apenas em parte. Digo ‘em parte’ não exatamente por conta do ator, mas, sinceramente, vamos falar a verdade: filmes que saem direto para o ‘streamming’ tendem a ter roteiristas que me soam bem amadores. E, por mais que a história faça sentido, eles não conseguem trazer algo que realmente seja relevante para o longa. Parece que orçamento baixo é sinônimo de falta de imaginação para algo mais épico. Ou talvez seja pelo fato de que o próprio serviço de ‘streamming’ quer apenas mais um filme aventuresco para preencher catálogo mesmo. E o que realmente incomoda em uma produção para esses tipos de serviço, na maioria das vezes, sendo baixo ou alto orçamento, é que eles não se preocupam tanto com a forma com que esses filmes vão soar para o espectador de maneira geral. Eles só querem o conteúdo pronto para ter o que mostrar para os assinantes. E isso acaba por produzir uma experiência apenas de mediana a boa em sua maior parte. Veremos mais do porquê disso abaixo.

Cenas de ação até que são legais.

 Stallone é um senhor de idade que vive pacatamente em um pequeno apartamento como um aposentado. Porém um garoto de 13 anos chamado 'Sam' (Javon Walton) decide investigar a vida desse senhor a ponto de querer descobrir se ele é um antigo vigilante chamado ‘Samaritano’ (título dado ao filme) que há décadas atrás juntamente com seu irmão gêmeo, haviam nascidos geneticamente modificados e com força sobre-humana. E a partir daí ele se une ao ‘Sr. Smith’ (Stallone) para interrogá-lo acerca do assunto. Enquanto ele insiste em sua persuasão, algo estranho começa a acontecer na cidade e será preciso que alguém intervenha para solucionar todo aquele caos instalado. Em parte, a forma como a trama é guiada até produz alguma atenção no espectador, mas a maneira como os diálogos são conduzidos e as decisões que foram tomadas para a ação acontecer soam um tanto quanto bobas, por assim dizer. Aliás, lembram muito bem aqueles filmes dos anos 80/90 do século passado em que o ator protagonista é bem mais importante que a história em si e esse tipo de pauta nem sempre retornava em muito sucesso – dependendo da premissa do filme, lógico. É meio ‘Sessão da Tarde’ que se dizia, né? (rsrs).

Dupla com alguma afinidade.

 Ademais, há uma bela referência em uma das cenas com um fliperama daquela época onde o game que estava nele era justamente o “Robocop”. Inclusive isso corrobora e muito com minhas afirmações acima. O diretor realmente tentou se basear na premissa dessas produções que fizeram muito sucesso no passado (o primeiro filme de “Robocop” teve uma repercussão enorme, chegando até a sair em outras mídias, como desenhos e games – já mostrado aí no texto) e trouxe algo que, para aquele momento, tinha o ar de novidade. E a tentativa de tentar transpor algo de sucesso no passado para os dias de hoje pode até ser justa, desde que o bendito roteiro sustente de fato uma boa história. Entenda, o roteiro aqui não é incoerente, ele só não é nem um pouco inovador percebe? As cenas de ação até que são bem legais, dentro do que a idade de Stallone ainda está apto a fazer, mas elas sozinhas não se sustentam em relação ao todo. A interação com o menino Javon Walton é até bacana e os dois tem bons momentos juntos, mas também é só. As ligações que colocam o garoto na trama querem trazer lições do tipo ‘fazem algo mal nem sempre vale a pena e é você que tem de escolher seu caminho’, mas se baseiam em situações bem rasas no contexto geral.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Embora muito genérico em sua concepção, “Samaritano” traz mais uma vez Silvester Stallone de volta as telas e vê-lo em ação é sempre uma boa nostalgia para os fãs de seu trabalho. Como é um filme para um serviço de ‘streamming’, e se você gostar do ator, vá já pensando em uma diversão sem compromisso em um fim de semana sozinho ou com amigos e umas pipocas para acompanhar. É raso? Sim, um pouco. Mas pode ser que você ainda se divirta como eu me diverti. Vale a conferida.

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sábado, 10 de setembro de 2022

Bíblia

 RFLEXÃO BÍBLICA

"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" Lucas 1.35
 Existem alguns textos na Bíblia que são para quem tem fé, para quem crê. São mistérios insondáveis de Deus que nos levam a compreender que Seu poder é grandioso e infinito. E o texto em apreço narra justamente um desses mistérios, que é a concepção humana do Salvador. Tratado por alguns com certo ceticismo, justamente pela falta de fé e por ter um olhar humano apenas, esse grande evento descrito que trouxe Cristo ao mundo dos vivos é um dos maiores mistérios da fé e um dos maiores acontecimentos, pois foi ele quem dividiu a história da humanidade. Para além só de dividir a história, Jesus viveu entre nós como homem, se humilhando, despindo-se de toda a Sua glória celestial e vivendo com servo do Pai aqui. E sabe porquê? Porque Ele nos amou e nos ama. Porque Ele nos conheceu de perto e sabe de todas as nossas fraquezas. Porque foi Ele que nos deu acesso direto ao Pai. 'Ninguém vem ao Pai senão por Mim', disse Jesus em um outro texto. Ei querido, você pode até descrer, mas Ele esteve entre nós. Podes não entender o que é 'conceber do Espírito Santo', mas Ele nasceu assim e habitou entre nós. E o meu objetivo neste pequeno texto é que ele possa trazer a luz da fé que precisas para entender que Deus é Deus e o Seu poder é completamente fora do alcance da lógica humana. Ele é soberano nas Suas ações e só tendo uma real experiência com Ele para crer no Espírito Santo e no que Ele faz ou deixa de fazer. Que o Senhor te esclareça a cada dia e que Ele possa ser o centro da Sua vida todos os dias 'até a consumação dos séculos', como afirma um outro texto também. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Jozyanne - Sangue precioso". Que possas meditar nessa palavra, ouvir esse lindo louvor e ser abençoado em nome de Jesus!


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