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domingo, 26 de junho de 2022
Bíblia
sábado, 18 de junho de 2022
Filmes
DISNEY PLUS: TICO E TECO - DEFENSORES DA LEI (Avaliação 5/5 - Excelente!)
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| Personagens clássicos de volta! |
Primeiramente vamos a parte estética do longa. Além de atores reais, parte da animação mescla várias vertentes de traços usados nesse tipo de mídia ao longa das décadas. É incrível como essa mistura funciona demasiadamente bem e o que ela nos diz a respeito de diversidade, seja ela cultural ou étnica, e o quanto esse ecossistema pode funcionar respeitosamente no meio em que vivemos. Além disso ter sido feito de maneira muito charmosa, revela que todos nós podemos viver respeitosamente, cada um com suas diferenças, pois todos estão ali vivendo harmoniosamente (de certa forma) naquele mundo criado para o longa. E também mostra que há espaço para o antigo e o novo no mesmo ambiente e no mundo atual. Muito interessante esse ponto de vista!
Outro ponto fascinante e agregador fala sobre como a narrativa atravessa, de forma bem abrangente mesmo, a toda indústria cinematográfica e o quanto ela pode ser repressiva, opressiva, crítica e clichê ao mesmo tempo, usando e abusando de metalinguagem para tecer comentários e construir posições ácidas sobre a própria indústria, sobre como a pirataria é repugnante e pode ser prejudicial a todo o processo criativo (inclusive o nome 'Defensores da lei' tem tudo a ver com a proposta do longa) e situações cômicas sobre o passado e o atual conceito dos protagonistas. Tudo isso recheado de menções a cultura pop como um todo e em determinados momentos usando conceitos que não funcionaram para o grande público para rir de si mesma e das suas própria falhas. Os diálogos muito bem construídos oscilando os tons na hora certa flertam com a excelente dinâmica com a qual a história se desenrola. Definitivamente uma grata surpresa ver tamanho primor na produção do roteiro e no timing perfeito de sua execução para o espectador. Brilhante!
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| Roupas clássicas também aparecem no longa. |
Outro fator muito relevante diz respeito a parte nostálgica do longa. Como ele foi construído para ao mesmo tempo ser um reboot e uma homenagem a toda a trajetória dos queridos esquilos, há uma tonelada de referências e easter-eggs que dão aquele ‘quentinho no coração’ de quem viveu naquela época e produzem uma das maiores satisfações que um fã ou quem assistiu o produto original pode ter, que é trazer algo novo mantendo a essência e a caracterização dos personagens intacta. Soma-se tudo isso a uma fotografia bem planejada e um núcleo humano coadjuvante que é muito relevante e funcional, agregando muito a construção do núcleo principal e então temos uma das experiências mais divertidas e bem elaboradas deste novo momento de ressurgimento dessa franquia. Magnífico!
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Tico e Teco – Defensores da lei” é um doce presente tanto para os fãs mais nostálgicos quanto para o público de hoje, pois apresenta nuances e conceitos que vão agradar todas as gerações. A crítica pesada a vários segmentos suavizada em uma narrativa leve, concisa e muito coerente fazem desse um gigante acerto da Disney para a revitalização dessa franquia. É tão bom e relevante que merecia ter ido pros cinemas ao invés de ir direto pro streaming. Vale demais dar uma conferida. Muito mesmo!
quinta-feira, 9 de junho de 2022
Filmes
JURASSIC WORLD - DOMÍNIO (Avaliação 2,5/5 - Bom!)
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| Veteranos e novos se encontram nesse. |
A começar pela escolha do elenco, trazer de volta os 3 personagens clássicos da franquia teve sua parcela de acerto sim. Poder rever Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum juntos novamente foi a pitada de sabor que esse novo longa precisava. Mas estranhamente parece que o roteiro segue por 2 caminhos distintos. São 2 subtramas, uma para cada núcleo de personagens e os veteranos só vão interagir com os novos já praticamente no terceiro ato da película e com um vácuo gigantesco de histórias espaçadas e sem coerência nenhuma. Confesso que não entendi a razão dessas escolhas narrativas se todos, pelo filme anterior, estariam envolvidos em teoria em uma única situação quase que certa sobre uma ameaça muito maior – que seria a invasão dos dinossauros ao domínio humano – do que a transcorrida durante as mais de 2 horas e trinta minutos desse. Isso acabou deixando a trama e o decorrer do longa oscilando em diversos momentos, justamente por conta essa constante transição das subtramas e em certos momentos tornando a produção muito cansativa por todas essas idas e vindas. Além de não funcionar narrativamente falando, perdeu a incrível oportunidade de maior interação entre todos e não deu espaço para que os atores pudessem realmente mostrar a que vieram. Nenhum deles engata muita empatia – a não ser por todos os filmes anteriores – e as circunstâncias que são elaboradas para o desencadear dos acontecimentos acabaram se tornando lineares demais e sem de certa forma trazer o real caráter de urgência visto no final do longa anterior. Ainda estou processando em minha mente o que eu vi – ou esperei e deixei de ver – de fato e isso me fez sair do cinema bem frustrado, meu caro amigo leitor.
Além dos protagonistas veteranos, o elenco principal conta com Chris Pratt e Bryce Dallas Howard em retorno e ainda mais alguns coadjuvantes que, ao meu ver, não foram tão bem elaborados. No núcleo que corresponde a subtrama dos protagonistas recentes, há uma personagem interpretada pela atriz Isabella Sermon que, apesar dela ser importante para a trama, o enfoque em sua história que vai trabalhar com questões envolvendo mudanças no código genético humano agrega muito pouco ao contexto e só serviu para dar muito mais tempo para os núcleos das pessoas sem produzir absolutamente nada que realmente se traduzisse em uma grande reviravolta, por exemplo. Como já disse acima, o todo que engloba o roteiro é linear demais e se perdeu muito tempo dividindo personagens em 2 subtramas distintas com soluções fáceis demais – algumas até meio ridículas diga-se de passagem. E com isso boa parte do propósito real do longa – que seria a grande ameaça dos dinossauros – acabou se perdendo e se tornando algo meio que secundário, inconsistente e sem vida. O que é realmente uma pena.
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| Os dinossauros ainda continuam incríveis! |
O padrão do nível técnico e que engloba tantos os efeitos especiais e visuais, como também a direção de fotografia, conseguem se manter em um mesmo patamar nesse. A qualidade tanto dos efeitos práticos quanto os de CGI ainda seguem o bom resultado dos filmes anteriores. Em raras situações nota-se alguma impressão mais aguçada dos efeitos. No geral as tomadas são belíssimas e o enquadramento das câmeras ainda conseguiu produzir certa tensão e certo nervosismo, construindo assim um ambiente mais denso em algumas poucas partes. Nesse quesito pode-se observar a manutenção da excelência vista nos anteriores, com ressalvas. No mínimo esse acerto pelo menos.
Pude também testar o filme em 3D em uma ocasião muito oportuna e posso dizer com clareza que o efeito não é de qualidade. Para dizer a verdade, em nenhum momento pude observar nem um objeto sequer se movimentando em tela, o que fora deveras frustrante também, pois sou um entusiasta dessa tecnologia. Em suma, totalmente descartável, não trazendo imersão ou agregando algo para dentro da película. Sem medo de errar, apenas um caça níquel para o caso desse filme.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! “Jurassic World – Domínio” peca grosseiramente em seu roteiro por criar uma direção para seu desfecho e terminar contando outro. O longa se arrisca muito mais em tentar criar, dentro de sua fantasia, lições de moral para os seres humanos, porém falha tanto em aprofundá-las quanto em terminar o que realmente se havia começado nos outros filmes. Mas vale a recomendação por duas razões: primeira, para que você, meu caro leitor, tire suas próprias conclusões e segunda, pelo belo trabalho visual que o filme oferece e já fornecia nos longas passados. Se gerou certa expectativa – como eu gerei – por todo o conteúdo passado mostrado, aconselho ir um pouco menos entusiasmado para não gerar a frustração que me gerou. Mas ainda assim, acho que vale a pipoca e o ingresso.
sexta-feira, 3 de junho de 2022
Filmes
TOP GUN: MAVERICK (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
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| Cruise no auge dos seus 60 anos em pleno voo! |
A começar pela qualidade técnica do longa, o mesmo apresenta uma fotografia exuberante com cenas de aviação e combate aéreo reais (isso mesmo, em nenhuma das partes do filme há telas verdes, azuis ou coisa desse tipo; todos os aviões do longa são verdadeiros e Tom e os demais estão em pleno ar mesmo). O acerto das belíssimas locações alinhado ao enquadramento de câmera e uma montagem digna dos melhores filmes de Hollywood tornam esse um trabalho de arte memorável. E não só isso: mais uma vez repito que o fato de todo o trabalho que tiveram de certamente pedir permissão a marinha americana para usar vários de seus caças no filme e tudo ser feito da forma mais fidedigna possível aos reais treinamentos e combates de guerra já transpira aí um frescor a todos os filmes dessa indústria que só priorizam efeitos especiais e ambientes de estúdio. Locações reais são custosas para as empresas – e muitas das vezes o tempo das gravações apontam um valor que essas não querem gastar –, porém elas revelam um charme ímpar a película quando utilizadas da maneira correta. E nesse filme, além de toda a aura dos anos oitenta do século passado estarem presentes no contexto com força (e já vamos falar sobre isso), o nível de realismo das cenas ultrapassa um novo nível, bem acima dos principais filmes de hoje. Espetacular!
A ideia de escrever um roteiro simples, direto e coeso também colaborou e muito para fornecer todo o ar de nostalgia ao longa. Desde sua bem elaborada trilha sonora – com diversas canções daquele tempo – até sua estrutura narrativa envolvente que passeia e permeia todo aquele período está lá e foi revisitada com sucesso. Nada de tramas engenhosas e nem reviravoltas mirabolantes. O foco aqui não é um evento apoteótico de proporções colossais. Diferentemente disso, o que torna esse filme épico é a sua simplicidade. E nem um personagem central antagonista a produção fez questão de mostrar. A maior proposta aqui é transitar por todo aquele ambiente nostálgico dos anos oitenta sem ser piegas e mantendo ritos e tradições que funcionavam prazerosamente bem outrora, além de produzirem um verdadeiro show de acrobacias priorizando os voos, as manobras (algumas até arriscadas) e belos aviões de caça cheios de tecnologia. E sim, meu caro leitor, toda essa naturalidade que o filme entrega é o fator chave responsável para todo o seu sucesso.
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| Cruise e alguns dos jovens pilotos. |
Como já citei lá no início, Tom é um ator muito competente. Se entrega muito em seus papéis e nesse ele também o faz com maestria. E não só ele. Todo o elenco de apoio também se revela coerente e muito bem afinado com a proposta oitentista do longa. Inclusive foram treinados pelo próprio ator, que é piloto licenciado na vida real, para elaborarem todas as cenas da forma mais intensa e relevante possível. Além de dar mais profundidade, trouxe um entrosamento do elenco que culmina em uma ótima química entre eles. Todos os astros que fazem parte da elite americana da aviação no filme só foram selecionados caso realmente quisessem voar de verdade. E isso trouxe comprometimento e a sensação boa ao espectador de que tudo ali foi produzido com qualidade não só técnica, mas nas atuações também, com uma destaque maior para Milles Teller, que vive um importante personagem na trama. Menções honrosas a Jennifer Connelly, que dá vida a uma personagem que foi só citada no filme anterior e ao ator Val Kilmer, que retorna com seu personagem em um momento extremamente emocionante, principalmente pelo fato do ator estar debilitado devido a um câncer na garganta. Muito bom!
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Top Gun: Maverick” é uma revisitação nostálgica e maravilhosa dos anos oitenta com ares de tecnologia e modernidade, porém sem perder a essência da obra original. Um elenco entrosado, cenas de ação magnificas e Tom Cruise abrilhantando anda mais o seu trabalho do passado. Uma obra memorável que vale ser vista em telas bem grandes para todos os fãs dos filmes daquele tempo. Vale demais o ingresso!
segunda-feira, 30 de maio de 2022
Bíblia
sábado, 21 de maio de 2022
Bíblia
sábado, 14 de maio de 2022
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
sábado, 7 de maio de 2022
Filmes
DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
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| Strange, Wong, America: importantes na trama. |
A jornada de Strange começa quando ele conhece uma menina que tem o poder de atravessar realidades, conhecida pelo nome de America Chavez (Xochitl Gomez) e, a partir daí, o desenvolvimento da narrativa cria situações para que o protagonista viaje pelos universos – uma vez que ele foi oficialmente aberto em ‘Loki’ – em busca de respostas para as situações que a trama oferece – sem spoilers por aqui. Já de início podemos destacar a versatilidade do ator vencedor de dois Oscars em interpretar várias personalidades de si mesmo em outros universos, dando um toque bem único a cada um deles e como esses acabam se tornando relevantes para a trama do filme em si. Sua identidade é a mesma, porém em cada universo são desenvolvimentos distintos construindo cada Strange. E essas várias facetas do mesmo personagem só corroboram com o quanto Cumberbatch é talentoso e polivalente. O mesmo se vê em Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elisabeth Olsen). Embora algumas de suas nuances sejam um pouco menos distintas que a do protagonista, ainda assim não tira o mérito da atriz em interpretar ela mesma em várias realidades e o quanto isso tem um enorme peso para a trama como um todo, pelo fato de, em sua realidade principal, ela ter de lidar com as várias perdas ao longo de sua trajetória e o quanto isso trouxe uma grandiosa carga dramática para a heroína, muito bem trabalhada inclusive pela atriz.
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| Wanda: motivações pertinentes, decisões erradas. |
O diretor Sam Raimi tem visões bem peculiares sobre seus filmes. Buscando criar uma identidade fortemente visual em suas obras, nesse aqui a proposta não soa diferente, até porque como está se tratando de múltiplas realidades, o conceito visual é implementado fortemente em cada uma delas, dando aspectos diferenciados e tons distintos para cada uma dessas realidades. Tudo bem elaborado e plasticamente muito bonito de se ver. Inclusive fazendo referências interessantes a todos os tipos de universo, inclusive o de ‘What If’ – série da Disney Plus que aborda histórias dos vastos e distintos mundos existentes em formato de desenho animado (quem assistir, vai entender). Ainda buscando beber de suas fontes, produz certa veia vinculada ao horror/terror, de maneira leve e bem comedida, uma vez que temos alguns ‘jump scares’ e algumas cenas que remetem aqui e ali a filmes sombrios e de zumbis. Tudo dentro do padrão narrativo do longa e abusando da estética visual para estabelecer a direção e o rumo que os acontecimentos descritos pelo roteiro irão tomar. Raimi definitivamente deixa sua marca estampada mais uma vez produzindo algo de muita qualidade, coeso (até porque explicar funcionalmente toda aquela história para o grande público não seria tarefa fácil; então ele apela um pouco para esse lado mais visual para isso) e estabelece um contexto narrativo que, apesar de bacana, ficou um tanto quanto corrido. E essa talvez seja uma das coisas que me incomodaram nesse filme. Estabelecer para o público a personagem-chave da trama, America Chavez, contando sua origem e motivações – que não foram de fato mostradas –, e concedendo mais um tempo na tela para que tudo fosse diluído com mais facilidade, talvez não trouxesse a percepção do quanto toda aquela narrativa visual acabou se tornando muito acelerada e, mesmo não sendo desconexa, essa correria em apressar alguns eventos não soou muito bem ao meu ver, justamente pelo fato de se apresentar tantas camadas e subtramas para o contexto, além do já estabelecido multiverso no filme. Certamente mais alguns minutos fariam muita diferença para uma construção mais cadenciada e bem mais polida na mente do espectador.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Mesmo sendo um tanto quanto corrido, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” consegue ser coerente e apresentar o conceito do multiverso na prática de forma clara e pertinente ao público. Consegue não perder o ritmo nem oscilar sua trama em prol de oferecer ao espectador uma experiência um tanto quanto diferente da que estamos acostumados a ver no universo Marvel. Arca com suas subtramas, produzindo momentos incríveis e aparições épicas que irão somar muito ao ‘fan service’ já muito bem estabelecido para filmes desse tipo. Se és fã desse universo, pode ir que a diversão é certa. Vale muito o ingresso!
domingo, 1 de maio de 2022
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
sexta-feira, 15 de abril de 2022
Filmes
SONIC 2 - O FILME (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
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| Sonic e Tails: dupla fofa! |
Algo que é bem explícito logo de cara é o fato de que o núcleo humano, apesar de serem ótimos coadjuvantes do protagonista, não interferem de maneira incisiva na trama. O que quero dizer é que Sonic, Tails, Knuckles e Robotnik é que são as reais razões pro filme todo acontecer, pois as interferências humanas não desconstroem a narrativa produzida e gerada para atender a demanda desses. O que é muito bom, por sinal. Souberam focar a trama nos personagens que realmente importavam, sem deixar o núcleo humano vazio de significado no filme (e sei que Robotnik é humano; só coloquei aqui para destacar sua importância na trama). E isso parece algo bem difícil para Hollywood em filmes baseados em jogos, pois parece em muitos casos, quando há personagens em CGI – como é o caso dos ‘Transformers’, por exemplo – que, apesar de não se basear em jogos, foca demais nos protagonistas humanos e destitui da narrativa os reais motivadores para todo aquele projeto acontecer. Isso incomoda muito para quem é fã. Porém o diretor Jeff Fowler fez aqui um belo trabalho em contar uma história que fosse realmente centrada no produto que eles queriam vender – e nesse caso, o Sonic. E certamente foi o ponto mais positivo que vi em um longa baseado em game que usa personagens em CGI, isto é, manter a essência do produto original e focar nele como a coisa mais importante. Ponto para o diretor nisso.
Outro acerto memorável foi a escolha do ator Jim Carrey para o papel do vilão ‘Robotnik’. Versátil e muito caricato, o ator mais uma vez se entrega ao papel com excelência e reproduz em tela um dos mais atrapalhados e icônicos vilões que temos na história dos games. E ver Carrey tão confortável nesse papel nessa segunda etapa, faz-nos ter a convicção de que ele nasceu para ser esse antagonista, pois até o fato do personagem ser mais, digamos, ‘rechonchudo’ nos jogos e magro nas telas, não alterou em nada o produto final no que diz respeito a qualidade técnica apresentada por Carrey em sua atuação. Ele realmente mandou muito bem de novo se mostrando perfeitamente adequado ao personagem.
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| Jim Carrey (Robotnik) e Knuckles: sensacionais! |
Visto o sucesso do primeiro longa, o estúdio Paramount não economizou esforços nem dinheiro para que esse segundo filme fosse realmente um ‘blockbuster’ muito maior e melhor que seu antecessor. A grandiosidade das cenas de ação e a muito boa qualidade dos efeitos especiais e visuais ditaram, juntamente com o bom roteiro e o ‘fan service’, o alto padrão empregado em todas as escolhas estéticas e criativas dos cenários – dos quais alguns deles remetem a jogos da franquia do ouriço – e são um verdadeiro deleite a todos que curtem não somente o Sonic, mas os games em geral, pois a enorme quantidade de ‘easter-eggs’ e referências inseridas nesses mesmos cenários são um outro ponto altíssimo da produção. Uma verdadeira aula de como se fazer um filme sobre games sem ser piegas e nem extremamente diferente do material original.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Sonic 2 – O filme" é uma aula sobre como filmes sobre games funcionam em Hollywood. Fala sobre valores de família, passa por dentro de alguns clichês já conhecidos – como a famosa ‘jornada do herói’ – mas, além de tudo isso, cria uma atmosfera incrivelmente saudável e tangível no que diz respeito a construção dos personagens, sua evolução e como tudo isso está bem relacionado com o material original. Um filme realmente divertido, empolgante e para toda família assistir junto. Caso curta esse tipo de filme, realmente vale demais o ingresso e sua ida no cinema!
quinta-feira, 7 de abril de 2022
Bíblia
sábado, 2 de abril de 2022
Filmes
DISNEY PLUS: RED - CRESCER É UMA FERA (Avaliação 5/5 - Excelente!)
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| Momentos fofos de desespero rsrs |
A história vai abordar uma família de tradições chinesas muito fortes e peculiares que vive no Canadá, e tem como protagonista uma menina de 13 anos chamada Mei Lee que segue a risca todos os ritos, posturas e costumes dessa parte da cultura asiática. Porém, por viver em um país estrangeiro e estar se tornando adolescente, o misto entre as mudanças do corpo somados aos fatores externos de uma vida completamente diferenciada daquela que ela está acostumada a viver em casa pulsam dentro de si e aquela menininha quer incessantemente crescer com isso a todo custo. E toda a forma como esses conflitos são abordados (incluindo sua transformação em panda vermelho, que irei mencionar mais abaixo), com um apelo enternecedor em uma boa parte de sua narrativa, conduz o espectador a uma profunda história sobre quebrar certos paradigmas muito entranhados na rigidez quase que petrificada de uma cultura em favor de escolhas que farão ser quem você realmente gostaria de ser. E confesso que nem todos os métodos que Mei Lee usa para isso são louváveis e aprovados para tal feito (e por mais incrível que isso possa parecer, está dentro de uma animação da Disney). Porém o nível do contraste entre uma mãe extremamente inflexível e uma filha que pulsa por querer ‘sair da bolha’ vão gerar uma das maiores tensões que eu jamais pude imaginar em algo que se remete de certa forma as crianças. O nível da abordagem da diretora Domee Shi – que por sinal é chinesa, cresceu no Canadá e isso diz muito sobre a profundidade do longa – é tão gritante que você chega no terceiro ato, já praticamente no clímax da trama, com vários sentimentos mistos entranhados que só vão se diluir na efetiva conclusão quando ‘espelhos’ são quebrados (isso é uma metáfora) e verdades são descortinadas para trazer a tona todas as motivações dos protagonistas. Sim, querido leitor, é algo que eu ainda não vi, nessa escala, em uma produção do estúdio. E a profundidade da dramaticidade deste roteiro pode gerar sentimentos dos mais variados no espectador, justamente pelo fato das camadas de severa seriedade em alguns pontos cruciais do filme. E falando do ponto de vista técnico, é sobremaneira genial tudo isso, pois é uma argumentação muito sólida e reflexiva sobre mudanças e sobre como entender que cada ser humano tem direito de ser sua própria persona, e não viver preso ao que se lhe é estabelecido seja por uma cultura ou o que for. É realmente impactante e o longa vai sim te ‘chacoalhar’ constantemente para isso, caro amigo que lê este texto (e acredito que este era sim o desejo da diretora, produção e roteiro quando tudo foi concebido).
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| A rígida mãe de Mei Lee. |
Outro ponto altamente metafórico no longa diz respeito ao momento em que ela descobre que suas fortes emoções a fazem se transformar em um panda gigante vermelho. Esse ponto aqui tem várias interpretações diferentes. Uma delas é o fato de a volatilidade das fortes mudanças causadas pelo início da adolescência estão representadas na figura do cômico panda. E por mais que isso seja explicado como algo ancestral e que passou por gerações, não há dúvidas quanto ao fato de que isso representa a complexidade das mudanças de Mei Lee das quais elas simplesmente não está sabendo lidar. E é aí que um outro ponto entra. Mudanças as vezes podem ser duras e doloridas. E em um primeiro momento percebe-se claramente o quanto Mei Lee sofre com isso, provando que um outro conceito metafórico existente no panda é que a aceitação da sua realidade, seja ela qual for, não é tão simples quanto parece e que a forma mais satisfatória de lutar é compreendendo melhor o que está de fato acontecendo. Acho esses conceitos por parte de toda a produção de uma sublimidade e percepção tão profundas que fica difícil não tecer muitos elogios a forma minuciosa em que isso foi inserido na narrativa. E justamente o clímax acaba corroborando com tudo isso que narrei aqui, pois no fim é tudo sobre escolhas e aceitação da realidade (quem ver o filme vai entender exatamente o que falo aqui).
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Não vá esperando que "Red – crescer é uma fera" é uma animação tradicional entre bem e mal, heróis e vilões. Nada disso. Ela é profunda, coesa em sua argumentação e narrativa e toca em pontos extremamente peculiares sobre família (em especial aqui uma tradicional chinesa, mas servindo para todos nesse caso). Ela vai sim te chocar em alguns momentos, vai gerar fofura e ternura em outros – justamente para quebrar a tensão dos momentos mais intensos –, mas no fim vai trazer lições valiosíssimas sobre como o nosso meio influencia diretamente em nosso desenvolvimento como ser humano aqui nessa terra. Uma animação maravilhosa que merece ser apreciada com bastante carinho e atenção. Vale demais dar uma conferida.
sexta-feira, 25 de março de 2022
Filmes
NETFLIX: O PROJETO ADAM (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)
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| Ótima dupla de protagonistas! |
Como disse no início, Ryan Reynolds protagoniza o longa como esse cara que vem do futuro e aterrissa no tempo presente (erroneamente, pois ele queria ir mais no passado) em busca do paradeiro de alguém muito especial na vida dele e com quem possui uma estreita relação. O que ele não contava era se deparar com um garoto de 12 anos – vivido pelo ator Walker Scobell – e a partir desse ponto (não vou dar ‘spoilers’ por aqui), algo bem inesperado acontece e o personagem de Reynolds tem de correr contra o tempo para solucionar o problema de sua nave e todo o entorno dos dilemas que o cercam. Seria uma narrativa talvez um pouco batida se não fosse pela incrível interação entre Reynolds e o pequeno Walker, que protagonizam ótimos momentos em tela e possuem uma química muito boa. Sabemos que Ryan Reynolds é um ótimo ator e tem um timing muito bom pra comédia. Porém é Walker Scobell que brilha em cena, movido pela trama e seus dilemas adolescentes afetados pela repentina perda do pai, vivido pelo ator Mark Ruffalo. Aliás, os coadjuvantes também são relevantes para a trama e conduzem bem a principal narrativa. Como já citado, Mark, Jennifer Garner - que vive a mãe do pequeno Walker – e Zoe Saldaña são a outra parte do ‘cast’ que, embora sejam coadjuvantes, trabalham bem ajustados a todo o contexto do longa e fornecem bom suporte aos protagonistas.
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| Diretor Shawn Levy e o ótimo elenco. |
Shawn Levy é quem assina a direção do longa – em uma parceria com Reynolds que já deu muito certo em outros filmes, tais como ‘Free Guy: assumindo o controle’ e a repete aqui – e o bom orçamento fez com que o mesmo juntamente com a equipe de pós-produção pudessem caprichar nos efeitos visuais/especiais, tanto os futuristas quanto os do presente. Com uma boa fotografia e cenas de ação satisfatórias, o longa tem sim uma positiva comparação com os grandes filmes ‘hollywoodianos’ e nos mostras bonitos cenários com belas naves futuristas, incluindo até a bem feita dinâmica visual da viagem em si, abordando o tema tanto em sua parte teórica (ou seja, quais as equações e mecanismos para tal feito), quanto na prática (o evento em si). Tudo realmente muito bem direcionado com a proposta que o longa oferece.
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! De fato, “O projeto Adam” poderia ser mais um filme que aborda esse tema já por tantas vezes narrado e um tanto batido, mas o talento de Ryan Reynolds e do pequeno Walker Scobell ditaram o tom da produção e eles conseguiram sim elevar o nível da mesma. Além de Jennifer Garner, Mark Ruffalo e Zoe Saldaña que complementam positivamente o ótimo elenco. Se estás a procura de um filme leve e divertido e com um emocionante fim, pode assistir que esse é para você, caro leitor. Vale muito a pena!
terça-feira, 15 de março de 2022
Filmes
BATMAN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
| Pattinson e Zoe: boa química. |
Uma das características mais fortes de Reeves em relação a estética adotada nas filmagens foi a execução de tons escurecidos envolvidos com camadas de cores bem destacadas, no melhor estilo cinema ‘Noir’ (mais detalhes sobre esse conceito aqui). E o grande acerto dessa estética diz respeito ao tom do filme. Como todo o longa soa muito como um filme policial de investigação, nada mais justo e aceitável que se percebesse a trama e o roteiro pelo olhar imaginativo do espectador. Pela estética do filme o público já percebe quais camadas a produção vai ter e boa parte do suspense e do teor do longa estão impregnados em tela com essa característica. E é nessa abordagem visual muito peculiar que o filme vai se revelando dentro de suas quase três horas de duração.
Juntamente com a narrativa visual que a produção oferece, ela também conta com uma trama envolvente e que trafega pelo mar da complexidade vez por outra, aplicando muitas camadas tanto na história do protagonista quanto do antagonista da vez, que é o vilão ‘Charada’ (que, inclusive, consegue ser bem assustador e tão pesado quanto o ‘Coringa’ dos filmes do diretor Christopher Nolan). Ambos são extremamente bem trabalhados no quesito construção de personagens e fazem o espectador terem a real noção de como cada um é de fato (inclusive mostrando um ‘Batman’ novato e em início de carreira, quando muitos ainda não o conheciam como de fato ele é), suas motivações e suas reais intenções. E não só eles, a personagem ‘Mulher-Gato’, vivida pela atriz Zoe Kravitz, também tem diversas camadas na sua personagem e reproduz muito bem todas as faces da anti-heroína para o espectador, gerando alguma empatia em relação a ela também. A única questão aqui em torno desse trio – trama, roteiro e narrativa – é a condução da forma como o filme foi editado e produzido. Há certos momentos que claramente ele perde o ritmo e os diálogos – principalmente os de tom investigativo – acabam se estendendo demais e diminuindo a cadência do filme. Nesse ponto achei que faltou só um pouquinho mais de objetividade e dinamismo para que esse contexto de investigação – que ficou ótimo ao meu ver – não ficasse um tanto quanto prejudicado por conta das prolongadas cenas e ‘takes’ demorados ao longo. Não tira o brilho de todo o filme, mas gera certo incômodo em alguns momentos da projeção.
| Charada: assustador e brutal. |
Da espetacular e escura fotografia aos efeitos práticos e CGIs, tudo acontece em tela de forma fluida e estabelece uma boa conexão com todo o contexto narrativo do filme. Os figurinos também estão muito bem trabalhados e a ambientação melancólica de Gothan City urge em meio ao caos em que a cidade sempre foi e se encontra naquele ambiente. A própria visão fechada de Bruce, muito bem interpretada por Robert Pattinson, corrobora com tudo o que está sendo referenciado neste parágrafo, pois todos os aspectos técnicos da produção se encontram juntamente com a dramatização dos personagens centrais, o que realmente faz-se entender o porquê de todas as escolhas visuais do diretor para o longa.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Matt Reeves conseguiu fazer desse novo ‘Batman’ algo realmente relevante nas telas para a mitologia do ‘Homem-Morcego’. Um filme bem mais intimista, com belíssimas atuações, um roteiro extremamente impecável com camadas profundas para cada personagem envolvido e um desfecho que foge a lógica dos tradicionais desfechos de filmes de super-heróis, subvertendo a narrativa e surpreendendo o espectador com sua conclusão magistral e, porque não dizer, apoteótica. Um filme para ser apreciado como que se estivesse folheando calmamente uma história em quadrinhos do personagem. Vale demais o ingresso!




















