domingo, 26 de junho de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?" Lucas 18.8
 Em uma da Suas muitas parábolas, Jesus inicia a mesma destacando o dever do ser humano em orar, que nada mais é do que falar com Deus e ter um relacionamento com o Pai. E durante todo esse texto Ele narra uma viúva que importunava um juiz que não temia ninguém, nem a Deus. Contudo, por muito a mulher insistir, foi-lhe atendido o pedido pelo injusto juiz. Mas o que categoricamente nos chama atenção é justamente o Seu discurso final, no qual Cristo encerra com um grande e intrigante questionamento: será que, quando Ele voltar, vai achar ainda pessoas fiéis, que oram? Irmãos, nos dias de hoje, com o claro esfriamento do amor e, consequentemente do temor a Deus, exponho diante de todos nós um incômodo fato: que sim, a pergunta que Cristo fez ao final de Sua parábola está se cumprindo. E se cumprindo de forma plena, pois o que de fato move o coração do Pai são as palavras que saem constantemente da nossa boca em clamor e súplicas. E estamos vendo um real descaso sobre o poder e a eficácia da oração e da real necessidade de falar com o Pai. Ei querido, o termo que Cristo usa no texto em apreço diz respeito a fé no sentido de fidelidade. Como anda sua fidelidade para com Ele? Será que realmente queremos ser aqueles que estão entrando no questionamento de Jesus e se enquadrando nele, nos tornando infiéis? Ou será que ainda somos fiéis no temor e na oração? Para quem ainda não se apercebeu: já é chegada a última hora. O soar das trombetas está cada vez mais perto. E se isto já não gera mais temor em nós, está mais do que na hora de rever nossos conceitos, nossa acomodação espiritual e endireitar as veredas, para que a justiça do filho do homem se cumpra plenamente em nossas vidas quando Ele voltar. Pense nisso. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Leandro Borges - Prefiro ser fiel". Que os irmãos meditem séria e profundamente nessa reflexão, ouçam esse edificante louvor e sejam abençoados em nome de Jesus!


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sábado, 18 de junho de 2022

Filmes

DISNEY PLUS: TICO E TECO - DEFENSORES DA LEI (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 
 Com um roteiro fabuloso, longa que traz de volta os queridos heróis esquilos dos anos 90 subverte a própria indústria com humor refinado e críticas ousadas. Vamos a análise!
 Para quem nasceu antes dos anos 2000 (décadas de 80 e 90 principalmente), existe um conjunto de animações e séries que certamente são grandes pérolas escondidas e que por alguma razão sociocultural ou por questões criativas deixaram de ser exibidas, ficando apenas na memória dos fãs e dos adultos que foram crianças naquele período. “Tico e Teco – Defensores da lei” (o antigo desenho também tinha esse nome) foi bem esse exemplo. Seu enorme sucesso durante sua existência rendeu inúmeras aparições em outras mídias: bonecos, games e todo tipo de produto que poderia servir de marketing para os personagens e para a série. Mas o tempo passou e aqueles queridos protagonistas deixaram de ser relevantes para a indústria de maneira geral. E agora em 2022 a Disney decidiu reviver e revitalizar essa franquia trazendo um longa que, além de sua estética diferenciada, produz uma dose sofisticada e analítica sobre a indústria do cinema em geral. E alguns pontos que fazem dessa mistura de live-action com animação ser tão fantástica é o que quero demonstrar nos parágrafos abaixo.
Personagens clássicos de volta!

 Primeiramente vamos a parte estética do longa. Além de atores reais, parte da animação mescla várias vertentes de traços usados nesse tipo de mídia ao longa das décadas. É incrível como essa mistura funciona demasiadamente bem e o que ela nos diz a respeito de diversidade, seja ela cultural ou étnica, e o quanto esse ecossistema pode funcionar respeitosamente no meio em que vivemos. Além disso ter sido feito de maneira muito charmosa, revela que todos nós podemos viver respeitosamente, cada um com suas diferenças, pois todos estão ali vivendo harmoniosamente (de certa forma) naquele mundo criado para o longa. E também mostra que há espaço para o antigo e o novo no mesmo ambiente e no mundo atual. Muito interessante esse ponto de vista!
 Outro ponto fascinante e agregador fala sobre como a narrativa atravessa, de forma bem abrangente mesmo, a toda indústria cinematográfica e o quanto ela pode ser repressiva, opressiva, crítica e clichê ao mesmo tempo, usando e abusando de metalinguagem para tecer comentários e construir posições ácidas sobre a própria indústria, sobre como a pirataria é repugnante e pode ser prejudicial a todo o processo criativo (inclusive o nome 'Defensores da lei' tem tudo a ver com a proposta do longa) e situações cômicas sobre o passado e o atual conceito dos protagonistas. Tudo isso recheado de menções a cultura pop como um todo e em determinados momentos usando conceitos que não funcionaram para o grande público para rir de si mesma e das suas própria falhas. Os diálogos muito bem construídos oscilando os tons na hora certa flertam com a excelente dinâmica com a qual a história se desenrola. Definitivamente uma grata surpresa ver tamanho primor na produção do roteiro e no timing perfeito de sua execução para o espectador. Brilhante!

Roupas clássicas também aparecem no longa.

 Outro fator muito relevante diz respeito a parte nostálgica do longa. Como ele foi construído para ao mesmo tempo ser um reboot e uma homenagem a toda a trajetória dos queridos esquilos, há uma tonelada de referências e easter-eggs que dão aquele ‘quentinho no coração’ de quem viveu naquela época e produzem uma das maiores satisfações que um fã ou quem assistiu o produto original pode ter, que é trazer algo novo mantendo a essência e a caracterização dos personagens intacta. Soma-se tudo isso a uma fotografia bem planejada e um núcleo humano coadjuvante que é muito relevante e funcional, agregando muito a construção do núcleo principal e então temos uma das experiências mais divertidas e bem elaboradas deste novo momento de ressurgimento dessa franquia. Magnífico!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Tico e Teco – Defensores da lei” é um doce presente tanto para os fãs mais nostálgicos quanto para o público de hoje, pois apresenta nuances e conceitos que vão agradar todas as gerações. A crítica pesada a vários segmentos suavizada em uma narrativa leve, concisa e muito coerente fazem desse um gigante acerto da Disney para a revitalização dessa franquia. É tão bom e relevante que merecia ter ido pros cinemas ao invés de ir direto pro streaming. Vale demais dar uma conferida. Muito mesmo!

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Filmes

 JURASSIC WORLD - DOMÍNIO (Avaliação 2,5/5 - Bom!)


 Com um roteiro confuso e não condizente com o final do filme anterior, fim da trilogia é razoável e não empolga como os demais fizeram. Vamos a análise!
 A franquia jurássica tem motivos de sobra para se manter viva até os dias de hoje. Desde a sua reformulação, em 2015, e a sua continuação em 2018, ambos juntos já faturaram mais de 3 bilhões de dólares e somam, juntamente com a trilogia anterior, uma quantia muito rentável para seus estúdios. E certamente o tão aguardado desfecho dessa nova empreitada parecia seguir uma direção exatamente no mesmo sentido de seus antecessores. Porém algumas decisões de roteiro e desenrolar da trama parecem não fazer conexão ao que fora visto no final do longa de 2018. Principalmente nas cenas pós créditos daquele em que os eventos desencadeados ao longo fizeram com que os dinossauros saíssem de seu habitat e invadissem as cidades, provocando até certo alvoroço tanto nos personagens quanto no público de forma geral. Inclusive os trailers desse novo filme estavam muito empolgantes mostrando de fato o que seria a derradeira continuação da produção de 2018. Mas não foi exatamente o que foi apresentado em tela e a história no fim das contas se mostrou genérica em demasia com um desfecho quase que desconexo dos demais. O que houve e porquê não seguiram o que vinha sendo trabalhado? Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o resultado final desse. Veremos alguns motivos abaixo.

Veteranos e novos se encontram nesse.

 A começar pela escolha do elenco, trazer de volta os 3 personagens clássicos da franquia teve sua parcela de acerto sim. Poder rever Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum juntos novamente foi a pitada de sabor que esse novo longa precisava. Mas estranhamente parece que o roteiro segue por 2 caminhos distintos. São 2 subtramas, uma para cada núcleo de personagens e os veteranos só vão interagir com os novos já praticamente no terceiro ato da película e com um vácuo gigantesco de histórias espaçadas e sem coerência nenhuma. Confesso que não entendi a razão dessas escolhas narrativas se todos, pelo filme anterior, estariam envolvidos em teoria em uma única situação quase que certa sobre uma ameaça muito maior – que seria a invasão dos dinossauros ao domínio humano –  do que a transcorrida durante as mais de 2 horas e trinta minutos desse. Isso acabou deixando a trama e o decorrer do longa oscilando em diversos momentos, justamente por conta essa constante transição das subtramas e em certos momentos tornando a produção muito cansativa por todas essas idas e vindas. Além de não funcionar narrativamente falando, perdeu a incrível oportunidade de maior interação entre todos e não deu espaço para que os atores pudessem realmente mostrar a que vieram. Nenhum deles engata muita empatia – a não ser por todos os filmes anteriores – e as circunstâncias que são elaboradas para o desencadear dos acontecimentos acabaram se tornando lineares demais e sem de certa forma trazer o real caráter de urgência visto no final do longa anterior. Ainda estou processando em minha mente o que eu vi – ou esperei e deixei de ver – de fato e isso me fez sair do cinema bem frustrado, meu caro amigo leitor.
 Além dos protagonistas veteranos, o elenco principal conta com Chris Pratt e Bryce Dallas Howard em retorno e ainda mais alguns coadjuvantes que, ao meu ver, não foram tão bem elaborados. No núcleo que corresponde a subtrama dos protagonistas recentes, há uma personagem interpretada pela atriz Isabella Sermon que, apesar dela ser importante para a trama, o enfoque em sua história que vai trabalhar com questões envolvendo mudanças no código genético humano agrega muito pouco ao contexto e só serviu para dar muito mais tempo para os núcleos das pessoas sem produzir absolutamente nada que realmente se traduzisse em uma grande reviravolta, por exemplo. Como já disse acima, o todo que engloba o roteiro é linear demais e se perdeu muito tempo dividindo personagens em 2 subtramas distintas com soluções fáceis demais – algumas até meio ridículas diga-se de passagem. E com isso boa parte do propósito real do longa – que seria a grande ameaça dos dinossauros – acabou se perdendo e se tornando algo meio que secundário, inconsistente e sem vida. O que é realmente uma pena.

Os dinossauros ainda continuam incríveis!

 O padrão do nível técnico e que engloba tantos os efeitos especiais e visuais, como também a direção de fotografia, conseguem se manter em um mesmo patamar nesse. A qualidade tanto dos efeitos práticos quanto os de CGI ainda seguem o bom resultado dos filmes anteriores. Em raras situações nota-se alguma impressão mais aguçada dos efeitos. No geral as tomadas são belíssimas e o enquadramento das câmeras ainda conseguiu produzir certa tensão e certo nervosismo, construindo assim um ambiente mais denso em algumas poucas partes. Nesse quesito pode-se observar a manutenção da excelência vista nos anteriores, com ressalvas. No mínimo esse acerto pelo menos.
 Pude também testar o filme em 3D em uma ocasião muito oportuna e posso dizer com clareza que o efeito não é de qualidade. Para dizer a verdade, em nenhum momento pude observar nem um objeto sequer se movimentando em tela, o que fora deveras frustrante também, pois sou um entusiasta dessa tecnologia. Em suma, totalmente descartável, não trazendo imersão ou agregando algo para dentro da película. Sem medo de errar, apenas um caça níquel para o caso desse filme.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! “Jurassic World – Domínio” peca grosseiramente em seu roteiro por criar uma direção para seu desfecho e terminar contando outro. O longa se arrisca muito mais em tentar criar, dentro de sua fantasia, lições de moral para os seres humanos, porém falha tanto em aprofundá-las quanto em terminar o que realmente se havia começado nos outros filmes. Mas vale a recomendação por duas razões: primeira, para que você, meu caro leitor, tire suas próprias conclusões e segunda, pelo belo trabalho visual que o filme oferece e já fornecia nos longas passados. Se gerou certa expectativa – como eu gerei – por todo o conteúdo passado mostrado, aconselho ir um pouco menos entusiasmado para não gerar a frustração que me gerou. Mas ainda assim, acho que vale a pipoca e o ingresso.

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sexta-feira, 3 de junho de 2022

Filmes

TOP GUN: MAVERICK (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)



 Com um roteiro simples e funcional e uma qualidade técnica impecável, novo longa da franquia “Top Gun” acerta em cheio na nostalgia. Vamos a análise!
 Atualmente Tom Cruise tem se tornado cada vez mais sinônimo de sucesso. A longeva franquia ‘Missão: Impossível’ está aí há anos para provar o que falo. Tom é um ator extremamente competente e versátil, tendo como um costume seu muito peculiar realizar todas as cenas  - principalmente as de ação -, de seus filmes por ele mesmo. Sim, nada de dublês nem de truques de montagem. E é certamente esse o seu grande diferencial e o que o faz ser tão bem quisto por todos. Enquanto uns só atuam em poucas cenas de um filme, ele transcende essa máxima mostrando suas qualidades e habilidades em tela. E esse novo filme da franquia vem ainda mais corroborar todo esse sucesso e reconhecimento. Vejamos o porquê abaixo.
Cruise no auge dos seus 60 anos em pleno voo!

 A começar pela qualidade técnica do longa, o mesmo apresenta uma fotografia exuberante com cenas de aviação e combate aéreo reais (isso mesmo, em nenhuma das partes do filme há telas verdes, azuis ou coisa desse tipo; todos os aviões do longa são verdadeiros e Tom e os demais estão em pleno ar mesmo). O acerto das belíssimas locações alinhado ao enquadramento de câmera e uma montagem digna dos melhores filmes de Hollywood tornam esse um trabalho de arte memorável. E não só isso: mais uma vez repito que o fato de todo o trabalho que tiveram de certamente pedir permissão a marinha americana para usar vários de seus caças no filme e tudo ser feito da forma mais fidedigna possível aos reais treinamentos e combates de guerra já transpira aí um frescor a todos os filmes dessa indústria que só priorizam efeitos especiais e ambientes de estúdio. Locações reais são custosas para as empresas – e muitas das vezes o tempo das gravações apontam um valor que essas não querem gastar –, porém elas revelam um charme ímpar a película quando utilizadas da maneira correta. E nesse filme, além de toda a aura dos anos oitenta do século passado estarem presentes no contexto com força (e já vamos falar sobre isso), o nível de realismo das cenas ultrapassa um novo nível, bem acima dos principais filmes de hoje. Espetacular!
 A ideia de escrever um roteiro simples, direto e coeso também colaborou e muito para fornecer todo o ar de nostalgia ao longa. Desde sua bem elaborada trilha sonora – com diversas canções daquele tempo – até sua estrutura narrativa envolvente que passeia e permeia todo aquele período está lá e foi revisitada com sucesso. Nada de tramas engenhosas e nem reviravoltas mirabolantes. O foco aqui não é um evento apoteótico de proporções colossais. Diferentemente disso, o que torna esse filme épico é a sua simplicidade. E nem um personagem central antagonista a produção fez questão de mostrar. A maior proposta aqui é transitar por todo aquele ambiente nostálgico dos anos oitenta sem ser piegas e mantendo ritos e tradições que funcionavam prazerosamente bem outrora, além de produzirem um verdadeiro show de acrobacias priorizando os voos, as manobras (algumas até arriscadas) e belos aviões de caça cheios de tecnologia. E sim, meu caro leitor, toda essa naturalidade que o filme entrega é o fator chave responsável para todo o seu sucesso.

Cruise e alguns dos jovens pilotos.

 Como já citei lá no início, Tom é um ator muito competente. Se entrega muito em seus papéis e nesse ele também o faz com maestria. E não só ele. Todo o elenco de apoio também se revela coerente e muito bem afinado com a proposta oitentista do longa. Inclusive foram treinados pelo próprio ator, que é piloto licenciado na vida real, para elaborarem todas as cenas da forma mais intensa e relevante possível. Além de dar mais profundidade, trouxe um entrosamento do elenco que culmina em uma ótima química entre eles. Todos os astros que fazem parte da elite americana da aviação no filme só foram selecionados caso realmente quisessem voar de verdade. E isso trouxe comprometimento e a sensação boa ao espectador de que tudo ali foi produzido com qualidade não só técnica, mas nas atuações também, com uma destaque maior para Milles Teller, que vive um importante personagem na trama. Menções honrosas a Jennifer Connelly, que dá vida a uma personagem que foi só citada no filme anterior e ao ator Val Kilmer, que retorna com seu personagem em um momento extremamente emocionante, principalmente pelo fato do ator estar debilitado devido a um câncer na garganta. Muito bom!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Top Gun: Maverick” é uma revisitação nostálgica e maravilhosa dos anos oitenta com ares de tecnologia e modernidade, porém sem perder a essência da obra original. Um elenco entrosado, cenas de ação magnificas e Tom Cruise abrilhantando anda mais o seu trabalho do passado. Uma obra memorável que vale ser vista em telas bem grandes para todos os fãs dos filmes daquele tempo. Vale demais o ingresso!

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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Bíblia

RFELEXÃO BÍBLICA

 "O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá" 1Coríntios 13.8
 Em um dos textos mais profundos de Paulo ao povo de Corinto, ele expressa de forma clara o que é amor de verdade. 'Tudo espera, tudo suporta, tudo crê', diz um outro ponto deste mesmo texto. E o que mais chama atenção no versículo em apreço é o fato de que só o amor que vem de Deus - não a forma humana de amar, e sim a essência de Cristo em nós - vai permanecer em meio a tudo isso que estamos vivendo. O nosso maior trunfo não é todo nosso conhecimento, ou toda nossa maneira de ser usado por Deus, ou toda nossa caridade para com os outros - porque sim, caridade também pode ser feita sem amor e só pensando em interesses pessoais ou até escusos. E fazer tudo isso sem ser essência - ou seja, só na aparência - não nos serve de nada. Todas essas coisas vão passar. O Espírito Santo é apto para discernir se toda obra que fazemos é verdadeiramente pra Cristo ou não, pois só Ele penetra os corações e o nosso interior. Ei querido, só se vive o verdadeiro amor quando seu coração é verdadeiramente entregue ao Senhor. Talvez você possa estar na igreja há muitos anos, e nunca ter experimentado o verdadeiro amor. Ou talvez aquele seu primeiro amor lá do início da sua jornada já se esfriou no meio do caminho. Renove esse sentimento com Ele hoje! Peça a Deus que te encha do amor de Cristo novamente - que é a perfeita essência de Deus -, pois você pode ter toda bagagem cristã de ter realizado todos os feitos dentro e fora da igreja, porém quando aqueles que esperam a volta do Senhor subirem, só vai restar lá o sentimento mais nobre e mais puro do Pai. Pense nisso. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "O amor de Deus - Rachel Novaes / Paulo Cesar Baruk". Medite nessa Palavra, ouça essa mui tocante canção e seja abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 21 de maio de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Pois Tu formaste meus rins; teceste-me no ventre de minha mãe" Salmos 139.13
 A Bíblia traz verdades sobre todas as coisas. Fato inegável isso. E mais uma vez ela nos mostra uma grande prova de que somos criação dEle. O salmista começa a se posicionar quanto ao fato de que Deus o fez e como isso está amplamente ligado com o seio maternal. Muitos querem dissociar a vida e o ciclo materno de seu Criador com estudos e teorias que não tem base e não levam a nenhuma postura concreta sobre a nossa origem. Mas o texto de Salmos mostra que Deus nos 'teceu', ou seja, nos criou, nos construiu dentro do ventre de nossa mãe. E mais: eu e você fomos formados em cada detalhe pelo Pai e a Bíblia corrobora isso em outros textos que complementam esse. Repare como todo o funcionamento do nosso corpo está em perfeito equilíbrio. Não haveria e nem há nenhuma chance de sermos somente uma eventualidade, pois somos tão únicos e diferentes que até as nossas digitais são pessoais. Ei querido, o Pai já te conhecia muito antes de eu e você virarmos seres vivos fora da barriga materna. Ele sabe sua estrutura, seus defeitos e qualidades como ninguém, pois desde lá do início, do pequeno embrião, Deus já tinha colocado Sua poderosa mão em nós. Que possamos entender que não somos frutos de mero acaso, mas totalmente criados para honra, glória e louvor dEle. E justamente por nos conhecer muito antes de nascer, Ele sabe das lutas e situações que iríamos enfrentar e de tudo que iremos passar. Por isso, guarde o teu coração nEle, pois fazendo isso estarás seguro e certo de que você não está só. E se você que está lendo esse texto se afastou ou ainda não conhece a Cristo, saiba que você é valioso e o Senhor só está esperando você se voltar para Ele para mudar a sua história. Creia nisso. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Bruna Karla / Eli Soares - Você é precioso". Medite nessa profunda reflexão, ouça essa linda canção e seja muito abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 14 de maio de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

"Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai em oração" Romanos 12.12
 O texto em apreço escrito por Paulo na Carta aos Romanos nos conduz a pelo menos três condições muito peculiares para sermos conduzidos pelo Pai até exatamente onde Ele quer nos levar. Se alegrar na esperança, como declara sua primeira sentença, nos remete a entendermos que, quando olhamos com fé no que Deus irá fazer em nossas vidas - e a palavra esperança é justamente confiar com certeza, ter convicção no que se espera -, podemos nos regozijar antecipadamente em Cristo pois é justamente nEle que a nossa esperança se deposita, e como no Senhor não há sombra de variação, somos levados ao entendimento profundo de que Ele não falhará em nossas vidas. Em seguida, a paciência na tribulação penetra em nossos corações confirmando que tudo que nós passamos nessa terra tem um propósito bem definido no Pai e que se soubermos esperar com calma (que é o significado de ser paciente) saberemos em algum momento do fim da provação o que Deus tem reservado para nós. E por fim, e não menos importante, o ato de orar durante todo esse período não é só o ato de falar com Deus, mas principalmente uma postura de fé diante do Pai que confia e crê que conseguiremos vencer as adversidades. Perseverar remete justamente a insistir, continuar, permanecer, ser constante. Ei querido, Deus já viu a sua luta, suas dores e sofrimentos e já está preparando o fim deles para que você possa desfrutar da maturidade e das bênçãos que essa experiência vai te oferecer. Persista no propósito que o Senhor te colocou e jamais se desvie dele, nem para esquerda, nem para direita, pois o que o nosso Pai mais quer é que alcancemos, não somente os bens desse mundo, mas a benevolência do mundo vindouro que está preparado para todos aqueles que perseverarem até o fim. E a bela canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Nicole Souza - Perseverar". Ouça essa música do Céu para tua vida, medite nessa mensagem e seja muito abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 7 de maio de 2022

Filmes

 DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Com uma narrativa focada em parte na apresentação dos muitos universos da Marvel, novo longa da franquia empolga, mas poderia ser menos corrido. Vamos a análise!
 O multiverso, que antes era só um conceito no Universo Cinematográfico da Marvel, e passou pela série do ‘Loki’ criando sua natureza e identidade, finalmente se estabelece no novo longa de 'Stephen Strange' (Benedict Cumberbatch). A ideia de múltiplos universos não foi criada do zero. Muito além das páginas dos quadrinhos, ela existe inclusive como teoria científica real na qual alguns estudiosos já escreveram artigos falando sobre como, hipoteticamente, poderiam haver mundos coexistindo paralelos ao nosso (Stephen Hawking, famoso cientista já falecido fala um pouco sobre essa questão; veja aqui). E mesmo sendo um assunto voltado apenas para o campo da teoria pura e simples, sem nenhuma comprovação científica, é deveras fascinante poder ver esse tema sendo tratado em um filme com certo esmero e cuidado. Ainda mais se tratando de uma das mais bem sucedidas sequências de filmes de todos os tempos, que é esse universo criado da Marvel tanto para os cinemas quanto para o serviço de streaming Disney Plus. A cada nova película, expectativas e especulações são criadas e novas histórias são contadas. Mas esse filme em si consegue superar os nossos anseios? É o que veremos mais abaixo.
Strange, Wong, America: importantes na trama.

 A jornada de Strange começa quando ele conhece uma menina que tem o poder de atravessar realidades, conhecida pelo nome de America Chavez (Xochitl Gomez) e, a partir daí, o desenvolvimento da narrativa cria situações para que o protagonista viaje pelos universos – uma vez que ele foi oficialmente aberto em ‘Loki’ –  em busca de respostas para as situações que a trama oferece – sem spoilers por aqui. Já de início podemos destacar a versatilidade do ator vencedor de dois Oscars em interpretar várias personalidades de si mesmo em outros universos, dando um toque bem único a cada um deles e como esses acabam se tornando relevantes para a trama do filme em si. Sua identidade é a mesma, porém em cada universo são desenvolvimentos distintos construindo cada Strange. E essas várias facetas do mesmo personagem só corroboram com o quanto Cumberbatch é talentoso e polivalente. O mesmo se vê em Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elisabeth Olsen). Embora algumas de suas nuances sejam um pouco menos distintas que a do protagonista, ainda assim não tira o mérito da atriz em interpretar ela mesma em várias realidades e o quanto isso tem um enorme peso para a trama como um todo, pelo fato de, em sua realidade principal, ela ter de lidar com as várias perdas ao longo de sua trajetória e o quanto isso trouxe uma grandiosa carga dramática para a heroína, muito bem trabalhada inclusive pela atriz. 

Wanda: motivações pertinentes, decisões erradas.

 O diretor Sam Raimi tem visões bem peculiares sobre seus filmes. Buscando criar uma identidade fortemente visual em suas obras, nesse aqui a proposta não soa diferente, até porque como está se tratando de múltiplas realidades, o conceito visual é implementado fortemente em cada uma delas, dando aspectos diferenciados e tons distintos para cada uma dessas realidades. Tudo bem elaborado e plasticamente muito bonito de se ver. Inclusive fazendo referências interessantes a todos os tipos de universo, inclusive o de ‘What If’ – série da Disney Plus que aborda histórias dos vastos e distintos mundos existentes em formato de desenho animado (quem assistir, vai entender). Ainda buscando beber de suas fontes, produz certa veia vinculada ao horror/terror, de maneira leve e bem comedida, uma vez que temos alguns ‘jump scares’ e algumas cenas que remetem aqui e ali a filmes sombrios e de zumbis. Tudo dentro do padrão narrativo do longa e abusando da estética visual para estabelecer a direção e o rumo que os acontecimentos descritos pelo roteiro irão tomar. Raimi definitivamente deixa sua marca estampada mais uma vez produzindo algo de muita qualidade, coeso (até porque explicar funcionalmente toda aquela história para o grande público não seria tarefa fácil; então ele apela um pouco para esse lado mais visual para isso) e estabelece um contexto narrativo que, apesar de bacana, ficou um tanto quanto corrido. E essa talvez seja uma das coisas que me incomodaram nesse filme. Estabelecer para o público a personagem-chave da trama, America Chavez, contando sua origem e motivações – que não foram de fato mostradas –, e concedendo mais um tempo na tela para que tudo fosse diluído com mais facilidade, talvez não trouxesse a percepção do quanto toda aquela narrativa visual acabou se tornando muito acelerada e, mesmo não sendo desconexa, essa correria em apressar alguns eventos não soou muito bem ao meu ver, justamente pelo fato de se apresentar tantas camadas e subtramas para o contexto, além do já estabelecido multiverso no filme. Certamente mais alguns minutos fariam muita diferença para uma construção mais cadenciada e bem mais polida na mente do espectador.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Mesmo sendo um tanto quanto corrido, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” consegue ser coerente e apresentar o conceito do multiverso na prática de forma clara e pertinente ao público. Consegue não perder o ritmo nem oscilar sua trama em prol de oferecer ao espectador uma experiência um tanto quanto diferente da que estamos acostumados a ver no universo Marvel. Arca com suas subtramas, produzindo momentos incríveis e aparições épicas que irão somar muito ao ‘fan service’ já muito bem estabelecido para filmes desse tipo. Se és fã desse universo, pode ir que a diversão é certa. Vale muito o ingresso!


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domingo, 1 de maio de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Tenho-vos dito isto para que em Mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo" João 16.33
 A paz de Deus que Ele nos concede quando estamos em Sua presença é deveras algo muito singular. Digo isso porque no mundo entende-se por paz, grosso modo, como 'ausência de guerra'. Decerto que com o tempo esse conceito humano foi aprimorado, mas sua essência ainda continua sendo a mesma. Mas em Cristo podemos ter paz até mesmo quando estamos em guerra. Sabe porquê? Porque 'a paz que excede todo entendimento', que é dada pela presença do Espírito Santo em nós, nos supre e nos dá a certeza de que mesmo na tribulação não estamos sós. É um sentimento que só os que estão em Cristo Jesus podem receber. É saber que existe alguém cuidando de nós em meio aos nossos sofrimentos. E isso é extremamente reconfortante e é por isso que nos traz paz ao coração. Ei querido, levante a tua cabeça. O Senhor nos orientou, conforme o texto em apreço, a termos bom ânimo, pois mesmo com tudo o que Ele passou, Ele venceu! E a vitória dEle é a minha e a sua, por estarmos em Cristo e compreendermos o tamanho do Seu amor. E se por acaso sentir-se fraco ou tombar no caminho, Ele tem poder para renovar suas forças, perdoar e fazer você caminhar mais uma milha com Ele. Podemos superar todas as barreiras nEle. Pense nisso e não desista no meio da estrada da sua vida, pois com Jesus na direção a vitória é certa. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Livres para Adorar - Quando o mundo cai ao meu redor". Ouça essa abençoada canção, medite nessa mensagem e seja edificado e nome de Jesus!


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sexta-feira, 22 de abril de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna." João 6.68
 O texto em apreço tem um valor espiritual muito profundo para aqueles que seguem a Cristo. Visto em algumas outras traduções como sendo a pergunta de Pedro 'para onde iremos nós' - e em ambos os casos, elas tem basicamente o mesmo significado, não perdendo o valor semântico da sentença, uma vez que as duas falam sobre direção -, o questionamento de Pedro vem logo após Jesus perguntar aos discípulos se queriam mesmo andar com Ele, pois muitos outros que estavam ao Seu lado o haviam deixado. Foi então que Pedro, inspirado pelo Espírito, responde de forma muito sucinta e certeira a Jesus. Ei querido, sabemos bem que Cristo é o caminho. É Ele quem nos norteia, quem nos dá o fôlego de vida, o pão e a provisão e é somente pelo nome dEle que temos acesso ao Pai. Pedro, assim como eu e você, tinha muitas limitações humanas, e escolher seguir a Cristo foi a melhor decisão que Ele e os discípulos puderam tomar naquele período. Escolha a Cristo hoje e decida caminhar ao Seu lado, pois os propósitos das nossas vidas, sejam eles quais forem, só fazem sentido se tivermos a Sua orientação. Sabemos que lutas virão, que situações adversas vez por outra acometer-nos-ão, mas estar agarrado a Jesus nos faz ter a certeza de que não estamos nem estaremos sozinhos nesse mundo cheio de incertezas e dores, pois Ele tem palavras de vida e É a 'água viva' em meio a sequidão e os desertos que passamos. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "Para onde irei? - Mauro Henrique". Medite nessa mensagem, ouça essa linda canção e seja abençoado em nome de Jesus!


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sexta-feira, 15 de abril de 2022

Filmes

SONIC 2 - O FILME (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Novo filme da famosa franquia de jogos consegue ser maior, melhor e com ainda mais identidade que o primeiro. Vamos a análise!
 Filmes baseados em games são sempre um desafio para Hollywood. Primeiro porque o material original tem peculiaridades, por serem justamente games, que o cinema não tem. E segundo, boa parte dos roteiristas normalmente abandonam esse material em troca de se fazer algo ‘novo’ – e falham miseravelmente na maioria das tentativas. Isso porque, em muitos casos, abortar o material original é simplesmente destroçar com a memória dos fãs mais ávidos por querer ver seus personagens favoritos sendo retratados com o mínimo de dignidade em tela. E parece, ao que tudo indica – após sucessivas tentativas e diversos fracassos – que algumas pessoas no meio cinematográfico estão começando a entender que, por mais que eles queiram a tal da ‘liberdade criativa’, ela pode sim ser unificada com uma grande dose de ‘fan service’, se souber adequar bem o produto original a nova mídia em questão. E temos então o caso do ouriço azul mais famoso dos games que, após um primeiro filme que quase foi detonado pelos fãs – e inclusive por alguns produtores da Sega – por abusarem um pouco além da conta na liberdade criativa e trazer um Sonic feio e estranho demais na primeira tentativa, vemos, após uma enxurrada de críticas, direção, produção e estúdio se redimirem e compreenderem que, sem o ‘fan service’ adequado, nada realmente funciona. E a redenção se reproduziu no enorme sucesso que foi o primeiro longa, dando a possibilidade real de uma continuação. E diga-se de passagem, uma excelente continuação. Aprenderam com os erros e elaboraram uma sequência primorosa para a franquia. Veremos alguns porquês desse feito logo abaixo.

Sonic e Tails: dupla fofa!

 Algo que é bem explícito logo de cara é o fato de que o núcleo humano, apesar de serem ótimos coadjuvantes do protagonista, não interferem de maneira incisiva na trama. O que quero dizer é que Sonic, Tails, Knuckles e Robotnik é que são as reais razões pro filme todo acontecer, pois as interferências humanas não desconstroem a narrativa produzida e gerada para atender a demanda desses. O que é muito bom, por sinal. Souberam focar a trama nos personagens que realmente importavam, sem deixar o núcleo humano vazio de significado no filme (e sei que Robotnik é humano; só coloquei aqui para destacar sua importância na trama). E isso parece algo bem difícil para Hollywood em filmes baseados em jogos, pois parece em muitos casos, quando há personagens em CGI – como é o caso dos ‘Transformers’, por exemplo – que, apesar de não se basear em jogos, foca demais nos protagonistas humanos e destitui da narrativa os reais motivadores para todo aquele projeto acontecer. Isso incomoda muito para quem é fã. Porém o diretor Jeff Fowler fez aqui um belo trabalho em contar uma história que fosse realmente centrada no produto que eles queriam vender – e nesse caso, o Sonic. E certamente foi o ponto mais positivo que vi em um longa baseado em game que usa personagens em CGI, isto é, manter a essência do produto original e focar nele como a coisa mais importante. Ponto para o diretor nisso.
 Outro acerto memorável foi a escolha do ator Jim Carrey para o papel do vilão ‘Robotnik’. Versátil e muito caricato, o ator mais uma vez se entrega ao papel com excelência e reproduz em tela um dos mais atrapalhados e icônicos vilões que temos na história dos games. E ver Carrey tão confortável nesse papel nessa segunda etapa, faz-nos ter a convicção de que ele nasceu para ser esse antagonista, pois até o fato do personagem ser mais, digamos, ‘rechonchudo’ nos jogos e magro nas telas, não alterou em nada o produto final no que diz respeito a qualidade técnica apresentada por Carrey em sua atuação. Ele realmente mandou muito bem de novo se mostrando perfeitamente adequado ao personagem.
Jim Carrey (Robotnik) e Knuckles: sensacionais!

 Visto o sucesso do primeiro longa, o estúdio Paramount não economizou esforços nem dinheiro para que esse segundo filme fosse realmente um ‘blockbuster’ muito maior e melhor que seu antecessor. A grandiosidade das cenas de ação e a muito boa qualidade dos efeitos especiais e visuais ditaram, juntamente com o bom roteiro e o ‘fan service’, o alto padrão empregado em todas as escolhas estéticas e criativas dos cenários – dos quais alguns deles remetem a jogos da franquia do ouriço – e são um verdadeiro deleite a todos que curtem não somente o Sonic, mas os games em geral, pois a enorme quantidade de ‘easter-eggs’ e referências inseridas nesses mesmos cenários são um outro ponto altíssimo da produção. Uma verdadeira aula de como se fazer um filme sobre games sem ser piegas e nem extremamente diferente do material original.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Sonic 2 – O filme" é uma aula sobre como filmes sobre games funcionam em Hollywood. Fala sobre valores de família, passa por dentro de alguns clichês já conhecidos – como a famosa ‘jornada do herói’ – mas, além de tudo isso, cria uma atmosfera incrivelmente saudável e tangível no que diz respeito a construção dos personagens, sua evolução e como tudo isso está bem relacionado com o material original. Um filme realmente divertido, empolgante e para toda família assistir junto. Caso curta esse tipo de filme, realmente vale demais o ingresso e sua ida no cinema!

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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus'' João 1.1
  A narrativa bíblica relatada no início do Evangelho de João nos revela algo muito poderoso: Cristo existe juntamente com o Pai pela eternidade. A mesma frase proferida no início do livro de Gênesis, 'no principio', é exatamente igual aqui. Isso demonstra a soberania, o poder e a majestade de Jesus muito antes dele se tornar carne e habitar entre nós. Na continuidade desse texto diz que 'o Verbo estava com Deus', confirmando que o Senhor na pessoa de Jesus já habitava nas regiões celestiais da bondade. E por fim, vemos a manifestação do poder de Deus em Jesus quando o texto nos diz 'e o Verbo era Deus'. Ei queridos, o Verbo já existia, tomou forma humana, habitou entre nós, venceu a Cruz e hoje está a direita do Pai com todo poder e autoridade para ouvir nossas orações e nos mediar em Deus. Ele é a peça fundamental para nos achegarmos ao Pai. Tecendo uma ilustração sobre a dimensão dessa importância, na Língua Portuguesa, quando você vai construir uma oração qualquer, para que seja denominado ''oração'' a mesma precisa ter um verbo, senão caracteriza-se como frase. O ato da oração, ou seja, o falar com Deus, é a mesma coisa: nós carecemos do Verbo para que seja realmente caracterizado uma oração, senão tornar-se-ão apenas palavras ao vento. Amados, nós precisamos do Verbo, e o Verbo é Cristo! Sem Ele ''nada podemos fazer'', como cita um outro texto bíblico. Clame pelo Verbo Vivo e certamente Ele ouvirá sua súplica e acolherá a sua dor, pois Ele já viveu tudo isso aqui por nós e sabe exatamente como é ser humano nessa Terra. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Pensou em mim - Bruna Karla/Fernandinho". Medite nessa profunda mensagem, ouça essa maravilhosa canção e seja muito abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 2 de abril de 2022

Filmes

DISNEY PLUS: RED - CRESCER É UMA FERA (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Com uma narrativa que inicia simplória e se torna muito complexa, nova animação da Disney estabelece um novo padrão de produção para as mesmas. Vamos a análise!
 Os estúdios ‘Pixar’ de algum tempo para cá tem tentado de forma bastante significativa trazer conteúdos e produções que, além de originais, geram algum frescor em seu contexto geral, tendo em vista o investimento árduo em procurar outras culturas para abordar em suas animações. ‘Viva – a vida é uma festa’ e ‘Luca’ são exemplos bem recentes disso. Visto que essa nova visão da empresa aumenta e muito a diversidade no seu portfólio e pode abrir precedentes para explorar aspectos culturais em diversos níveis, o estúdio mais uma vez impressiona de uma forma extremamente impactante com esta nova animação, que retrata aspectos da cultura chinesa, só que fora do seu habitat natural. Com uma estrutura narrativa que leva o espectador a camadas muito profundas de seus protagonistas – algumas por vezes até bem chocantes –, o longa carrega consigo a proeza de ser, ao mesmo tempo, sério, leve, dramático e amplamente metafórico em sua argumentação. E vamos destrinchar um pouco dessas camadas nos parágrafos abaixo.
Momentos fofos de desespero rsrs

 A história vai abordar uma família de tradições chinesas muito fortes e peculiares que vive no Canadá, e tem como protagonista uma menina de 13 anos chamada Mei Lee que segue a risca todos os ritos, posturas e costumes dessa parte da cultura asiática. Porém, por viver em um país estrangeiro e estar se tornando adolescente, o misto entre as mudanças do corpo somados aos fatores externos de uma vida completamente diferenciada daquela que ela está acostumada a viver em casa pulsam dentro de si e aquela menininha quer incessantemente crescer com isso a todo custo. E toda a forma como esses conflitos são abordados (incluindo sua transformação em panda vermelho, que irei mencionar mais abaixo), com um apelo enternecedor em uma boa parte de sua narrativa, conduz o espectador a uma profunda história sobre quebrar certos paradigmas muito entranhados na rigidez quase que petrificada de uma cultura em favor de escolhas que farão ser quem você realmente gostaria de ser. E confesso que nem todos os métodos que Mei Lee usa para isso são louváveis e aprovados para tal feito (e por mais incrível que isso possa parecer, está dentro de uma animação da Disney). Porém o nível do contraste entre uma mãe extremamente inflexível e uma filha que pulsa por querer ‘sair da bolha’ vão gerar uma das maiores tensões que eu jamais pude imaginar em algo que se remete de certa forma as crianças. O nível da abordagem da diretora Domee Shi – que por sinal é chinesa, cresceu no Canadá e isso diz muito sobre a profundidade do longa – é tão gritante que você chega no terceiro ato, já praticamente no clímax da trama, com vários sentimentos mistos entranhados que só vão se diluir na efetiva conclusão quando ‘espelhos’ são quebrados (isso é uma metáfora) e verdades são descortinadas para trazer a tona todas as motivações dos protagonistas. Sim, querido leitor, é algo que eu ainda não vi, nessa escala, em uma produção do estúdio. E a profundidade da dramaticidade deste roteiro pode gerar sentimentos dos mais variados no espectador, justamente pelo fato das camadas de severa seriedade em alguns pontos cruciais do filme. E falando do ponto de vista técnico, é sobremaneira genial tudo isso, pois é uma argumentação muito sólida e reflexiva sobre mudanças e sobre como entender que cada ser humano tem direito de ser sua própria persona, e não viver preso ao que se lhe é estabelecido seja por uma cultura ou o que for. É realmente impactante e o longa vai sim te ‘chacoalhar’ constantemente para isso, caro amigo que lê este texto (e acredito que este era sim o desejo da diretora, produção e roteiro quando tudo foi concebido).

A rígida mãe de Mei Lee.

 Outro ponto altamente metafórico no longa diz respeito ao momento em que ela descobre que suas fortes emoções a fazem se transformar em um panda gigante vermelho. Esse ponto aqui tem várias interpretações diferentes. Uma delas é o fato de a volatilidade das fortes mudanças causadas pelo início da adolescência estão representadas na figura do cômico panda. E por mais que isso seja explicado como algo ancestral e que passou por gerações, não há dúvidas quanto ao fato de que isso representa a complexidade das mudanças de Mei Lee das quais elas simplesmente não está sabendo lidar. E é aí que um outro ponto entra. Mudanças as vezes podem ser duras e doloridas. E em um primeiro momento percebe-se claramente o quanto Mei Lee sofre com isso, provando que um outro conceito metafórico existente no panda é que a aceitação da sua realidade, seja ela qual for, não é tão simples quanto parece e que a forma mais satisfatória de lutar é compreendendo melhor o que está de fato acontecendo. Acho esses conceitos por parte de toda a produção de uma sublimidade e percepção tão profundas que fica difícil não tecer muitos elogios a forma minuciosa em que isso foi inserido na narrativa. E justamente o clímax acaba corroborando com tudo isso que narrei aqui, pois no fim é tudo sobre escolhas e aceitação da realidade (quem ver o filme vai entender exatamente o que falo aqui).
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Não vá esperando que "Red – crescer é uma fera" é uma animação tradicional entre bem e mal, heróis e vilões. Nada disso. Ela é profunda, coesa em sua argumentação e narrativa e toca em pontos extremamente peculiares sobre família (em especial aqui uma tradicional chinesa, mas servindo para todos nesse caso). Ela vai sim te chocar em alguns momentos, vai gerar fofura e ternura em outros – justamente para quebrar a tensão dos momentos mais intensos –, mas no fim vai trazer lições valiosíssimas sobre como o nosso meio influencia diretamente em nosso desenvolvimento como ser humano aqui nessa terra. Uma animação maravilhosa que merece ser apreciada com bastante carinho e atenção. Vale demais dar uma conferida.


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sexta-feira, 25 de março de 2022

Filmes

NETFLIX: O PROJETO ADAM (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Longa da Netflix que trata sobre viagem no tempo tem Ryan Reynolds e grande elenco em uma aventura divertida e funcional. Vamos a análise!
 Existem inúmeras teorias e pesquisas que trabalham ainda em campos hipotéticos sobre como realmente se daria voltar ao passado – ou avançar no futuro, como queira. E nessas teorias, alguns filmes se baseiam para dar suporte a seu roteiro e elaborar sua trama de forma que o espectador seja levado talvez, de forma subjetiva, através de uma câmera, a perceber como seria feita de fato essas viagens. E a Netflix trouxe, em mais um produto que aborda esse tema, uma trama leve que usa de uma dessas teses na qual alterando eventos no passado, o futuro pode ser mudado através desses novos acontecimentos. Usando a mesma dinâmica de filmes como ‘De volta para o futuro’ (que usa dessa teoria), o longa brinca com essa possibilidade e faz uma divertida analogia entre o que sou hoje e o que me tornarei daqui a alguns anos, pois a trama traz implicitamente essa projeção, bem como um foco interessante nas interações familiares e como elas afetam o passado, presente e o futuro de forma bem profunda e relevante.
Ótima dupla de protagonistas!

 Como disse no início, Ryan Reynolds protagoniza o longa como esse cara que vem do futuro e aterrissa no tempo presente (erroneamente, pois ele queria ir mais no passado) em busca do paradeiro de alguém muito especial na vida dele e com quem possui uma estreita relação. O que ele não contava era se deparar com um garoto de 12 anos – vivido pelo ator Walker Scobell – e a partir desse ponto (não vou dar ‘spoilers’ por aqui), algo bem inesperado acontece e o personagem de Reynolds tem de correr contra o tempo para solucionar o problema de sua nave e todo o entorno dos dilemas que o cercam. Seria uma narrativa talvez um pouco batida se não fosse pela incrível interação entre Reynolds e o pequeno Walker, que protagonizam ótimos momentos em tela e possuem uma química muito boa. Sabemos que Ryan Reynolds é um ótimo ator e tem um timing muito bom pra comédia. Porém é Walker Scobell que brilha em cena, movido pela trama e seus dilemas adolescentes afetados pela repentina perda do pai, vivido pelo ator Mark Ruffalo. Aliás, os coadjuvantes também são relevantes para a trama e conduzem bem a principal narrativa. Como já citado, Mark, Jennifer Garner - que vive a mãe do pequeno Walker – e Zoe Saldaña são a outra parte do ‘cast’ que, embora sejam coadjuvantes, trabalham bem ajustados a todo o contexto do longa e fornecem bom suporte aos protagonistas.

Diretor Shawn Levy e o ótimo elenco.

 Shawn Levy é quem assina a direção do longa – em uma parceria com Reynolds que já deu muito certo em outros filmes, tais como ‘Free Guy: assumindo o controle’ e a repete aqui –  e o bom orçamento fez com que o mesmo juntamente com a equipe de pós-produção pudessem caprichar nos efeitos visuais/especiais, tanto os futuristas quanto os do presente. Com uma boa fotografia e cenas de ação satisfatórias, o longa tem sim uma positiva comparação com os grandes filmes ‘hollywoodianos’ e nos mostras bonitos cenários com belas naves futuristas, incluindo até a bem feita dinâmica visual da viagem em si, abordando o tema tanto em sua parte teórica (ou seja, quais as equações e mecanismos para tal feito), quanto na prática (o evento em si). Tudo realmente muito bem direcionado com a proposta que o longa oferece.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! De fato, “O projeto Adam” poderia ser mais um filme que aborda esse tema já por tantas vezes narrado e um tanto batido, mas o talento de Ryan Reynolds e do pequeno Walker Scobell ditaram o tom da produção e eles conseguiram sim elevar o nível da mesma. Além de Jennifer Garner, Mark Ruffalo e Zoe Saldaña que complementam positivamente o ótimo elenco. Se estás a procura de um filme leve e divertido e com um emocionante fim, pode assistir que esse é para você, caro leitor. Vale muito a pena!

terça-feira, 15 de março de 2022

Filmes

BATMAN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Com uma visão diferenciada das demais obras já produzidas do personagem, longa consegue a façanha de se renovar e se reinventar em meio a tantos filmes já lançados. Vamos a análise!
 Se existe um personagem que a Warner/DC tenta explorar a exaustão, esse certamente é o ‘Homem-Morcego’. Dono de uma intelectualidade e personalidade ímpares, o herói já foi retratado de diversas maneiras por diversos atores e diretores ao longo desde a sua criação em 1939. E era de se esperar um certo desgaste por conta da exposição desenfreada de um mesmo protagonista mostrada a esmo em um período muito curto de tempo (referindo-me neste caso cerca de vinte anos para cá, onde já tivemos cerca de três versões diferentes). Porém ‘Bruce Wayne’ tem força em todas as mídias em que ele já esteve presente. Suas múltiplas facetas nunca são sempre totalmente exploradas. E o diretor Matt Reeves tratou de pegar algumas dessas características inexploradas nos filmes e produziu, por mais incrível que possa parecer, um longa com frescor e ares de novidade como ainda não se tinha visto nas telonas. Com uma trama voltada muito mais para o lado investigativo do herói, o diretor conseguiu introduzir conceitos interessantes e renovados para ‘Batman’ e revitalizar mais uma vez o personagem em tela, o que abre portas para uma nova leva de filmes do querido protagonista.
Pattinson e Zoe: boa química.

 Uma das características mais fortes de Reeves em relação a estética adotada nas filmagens foi a execução de tons escurecidos envolvidos com camadas de cores bem destacadas, no melhor estilo cinema ‘Noir’ (mais detalhes sobre esse conceito aqui). E o grande acerto dessa estética diz respeito ao tom do filme. Como todo o longa soa muito como um filme policial de investigação, nada mais justo e aceitável que se percebesse a trama e o roteiro pelo olhar imaginativo do espectador. Pela estética do filme o público já percebe quais camadas a produção vai ter e boa parte do suspense e do teor do longa estão impregnados em tela com essa característica. E é nessa abordagem visual muito peculiar que o filme vai se revelando dentro de suas quase três horas de duração.
 Juntamente com a narrativa visual que a produção oferece, ela também conta com uma trama envolvente e que trafega pelo mar da complexidade vez por outra, aplicando muitas camadas tanto na história do protagonista quanto do antagonista da vez, que é o vilão ‘Charada’ (que, inclusive, consegue ser bem assustador e tão pesado quanto o ‘Coringa’ dos filmes do diretor Christopher Nolan). Ambos são extremamente bem trabalhados no quesito construção de personagens e fazem o espectador terem a real noção de como cada um é de fato (inclusive mostrando um ‘Batman’ novato e em início de carreira, quando muitos ainda não o conheciam como de fato ele é), suas motivações e suas reais intenções. E não só eles, a personagem ‘Mulher-Gato’, vivida pela atriz Zoe Kravitz, também tem diversas camadas na sua personagem e reproduz muito bem todas as faces da anti-heroína para o espectador, gerando alguma empatia em relação a ela também. A única questão aqui em torno desse trio – trama, roteiro e narrativa – é a condução da forma como o filme foi editado e produzido. Há certos momentos que claramente ele perde o ritmo e os diálogos – principalmente os de tom investigativo – acabam se estendendo demais e diminuindo a cadência do filme. Nesse ponto achei que faltou só um pouquinho mais de objetividade e dinamismo para que esse contexto de investigação – que ficou ótimo ao meu ver – não ficasse um tanto quanto prejudicado por conta das prolongadas cenas e ‘takes’ demorados ao longo. Não tira o brilho de todo o filme, mas gera certo incômodo em alguns momentos da projeção.

Charada: assustador e brutal.

 Da espetacular e escura fotografia aos efeitos práticos e CGIs, tudo acontece em tela de forma fluida e estabelece uma boa conexão com todo o contexto narrativo do filme. Os figurinos também estão muito bem trabalhados e a ambientação melancólica de Gothan City urge em meio ao caos em que a cidade sempre foi e se encontra naquele ambiente. A própria visão fechada de Bruce, muito bem interpretada por Robert Pattinson, corrobora com tudo o que está sendo referenciado neste parágrafo, pois todos os aspectos técnicos da produção se encontram juntamente com a dramatização dos personagens centrais, o que realmente faz-se entender o porquê de todas as escolhas visuais do diretor para o longa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Matt Reeves conseguiu fazer desse novo ‘Batman’ algo realmente relevante nas telas para a mitologia do ‘Homem-Morcego’. Um filme bem mais intimista, com belíssimas atuações, um roteiro extremamente impecável com camadas profundas para cada personagem envolvido e um desfecho que foge a lógica dos tradicionais desfechos de filmes de super-heróis, subvertendo a narrativa e surpreendendo o espectador com sua conclusão magistral e, porque não dizer, apoteótica. Um filme para ser apreciado como que se estivesse folheando calmamente uma história em quadrinhos do personagem. Vale demais o ingresso!

sábado, 5 de março de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está em oculto; e o teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará" Mateus 6.6
 Há lacunas em nossas vidas que não podem ser preenchidas com utensílios que obtemos aqui nesta terra. E por vezes há necessidades que nunca vão ser resolvidas por estes. Mas Deus, em Seu infinito amor e graça, nos deu um dos maiores privilégios que o ser humano pode ter: o poder de falar com Ele. Sim, porque falar com Deus muitas das vezes é remédio. Muitas das vezes é consolo. Muitas das vezes é desabafo com quem realmente te entende. É a maior e melhor forma de termos real contato com Deus. E no texto em apreço diz que não precisamos estar perto de ninguém e nem próximo a ídolos para fazer nossas petições. A Bíblia é bem clara: fecha a tua porta, ou seja, fale somente com Deus o que estás necessitando que Ele vê, te ouve e te recompensa. Ele é tão bom e tão amoroso que até quem não está na presença dEle, se O clamar, Ele pode ouvir, abençoar e se revelar a essa pessoa como Deus. Ei querido, temos um Deus que não vê dificuldade em parar e ouvir o ser humano, pois até nossos erros e falhas se nós confessarmos em oração, Ele tem nas mãos a misericórdia e o perdão para O liberar. Algo que muitas vezes as pessoas - e até cristãos também - não tem conosco. Mas o Deus que servimos pode fazer muito mais além do que pedimos ou pensamos, pois Ele tem todas as respostas em Suas mãos, aguardando para liberá-las para todo aquele que O chamar. Pense nisso e comece agora um relacionamento com Ele. Ou se estás com dificuldades para orar, que o Deus dos Céus te conceda a força e a motivação necessárias para que você volte a conversar com Ele. E a canção de hoje que complementa nossa mensagem é "Marquinhos Gomes - Quarto secreto". Que você possa meditar nessa mensagem e ser muito abençoado por essa lindíssima canção em nome do Senhor Jesus!