sábado, 14 de maio de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

"Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai em oração" Romanos 12.12
 O texto em apreço escrito por Paulo na Carta aos Romanos nos conduz a pelo menos três condições muito peculiares para sermos conduzidos pelo Pai até exatamente onde Ele quer nos levar. Se alegrar na esperança, como declara sua primeira sentença, nos remete a entendermos que, quando olhamos com fé no que Deus irá fazer em nossas vidas - e a palavra esperança é justamente confiar com certeza, ter convicção no que se espera -, podemos nos regozijar antecipadamente em Cristo pois é justamente nEle que a nossa esperança se deposita, e como no Senhor não há sombra de variação, somos levados ao entendimento profundo de que Ele não falhará em nossas vidas. Em seguida, a paciência na tribulação penetra em nossos corações confirmando que tudo que nós passamos nessa terra tem um propósito bem definido no Pai e que se soubermos esperar com calma (que é o significado de ser paciente) saberemos em algum momento do fim da provação o que Deus tem reservado para nós. E por fim, e não menos importante, o ato de orar durante todo esse período não é só o ato de falar com Deus, mas principalmente uma postura de fé diante do Pai que confia e crê que conseguiremos vencer as adversidades. Perseverar remete justamente a insistir, continuar, permanecer, ser constante. Ei querido, Deus já viu a sua luta, suas dores e sofrimentos e já está preparando o fim deles para que você possa desfrutar da maturidade e das bênçãos que essa experiência vai te oferecer. Persista no propósito que o Senhor te colocou e jamais se desvie dele, nem para esquerda, nem para direita, pois o que o nosso Pai mais quer é que alcancemos, não somente os bens desse mundo, mas a benevolência do mundo vindouro que está preparado para todos aqueles que perseverarem até o fim. E a bela canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Nicole Souza - Perseverar". Ouça essa música do Céu para tua vida, medite nessa mensagem e seja muito abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 7 de maio de 2022

Filmes

 DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Com uma narrativa focada em parte na apresentação dos muitos universos da Marvel, novo longa da franquia empolga, mas poderia ser menos corrido. Vamos a análise!
 O multiverso, que antes era só um conceito no Universo Cinematográfico da Marvel, e passou pela série do ‘Loki’ criando sua natureza e identidade, finalmente se estabelece no novo longa de 'Stephen Strange' (Benedict Cumberbatch). A ideia de múltiplos universos não foi criada do zero. Muito além das páginas dos quadrinhos, ela existe inclusive como teoria científica real na qual alguns estudiosos já escreveram artigos falando sobre como, hipoteticamente, poderiam haver mundos coexistindo paralelos ao nosso (Stephen Hawking, famoso cientista já falecido fala um pouco sobre essa questão; veja aqui). E mesmo sendo um assunto voltado apenas para o campo da teoria pura e simples, sem nenhuma comprovação científica, é deveras fascinante poder ver esse tema sendo tratado em um filme com certo esmero e cuidado. Ainda mais se tratando de uma das mais bem sucedidas sequências de filmes de todos os tempos, que é esse universo criado da Marvel tanto para os cinemas quanto para o serviço de streaming Disney Plus. A cada nova película, expectativas e especulações são criadas e novas histórias são contadas. Mas esse filme em si consegue superar os nossos anseios? É o que veremos mais abaixo.
Strange, Wong, America: importantes na trama.

 A jornada de Strange começa quando ele conhece uma menina que tem o poder de atravessar realidades, conhecida pelo nome de America Chavez (Xochitl Gomez) e, a partir daí, o desenvolvimento da narrativa cria situações para que o protagonista viaje pelos universos – uma vez que ele foi oficialmente aberto em ‘Loki’ –  em busca de respostas para as situações que a trama oferece – sem spoilers por aqui. Já de início podemos destacar a versatilidade do ator vencedor de dois Oscars em interpretar várias personalidades de si mesmo em outros universos, dando um toque bem único a cada um deles e como esses acabam se tornando relevantes para a trama do filme em si. Sua identidade é a mesma, porém em cada universo são desenvolvimentos distintos construindo cada Strange. E essas várias facetas do mesmo personagem só corroboram com o quanto Cumberbatch é talentoso e polivalente. O mesmo se vê em Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elisabeth Olsen). Embora algumas de suas nuances sejam um pouco menos distintas que a do protagonista, ainda assim não tira o mérito da atriz em interpretar ela mesma em várias realidades e o quanto isso tem um enorme peso para a trama como um todo, pelo fato de, em sua realidade principal, ela ter de lidar com as várias perdas ao longo de sua trajetória e o quanto isso trouxe uma grandiosa carga dramática para a heroína, muito bem trabalhada inclusive pela atriz. 

Wanda: motivações pertinentes, decisões erradas.

 O diretor Sam Raimi tem visões bem peculiares sobre seus filmes. Buscando criar uma identidade fortemente visual em suas obras, nesse aqui a proposta não soa diferente, até porque como está se tratando de múltiplas realidades, o conceito visual é implementado fortemente em cada uma delas, dando aspectos diferenciados e tons distintos para cada uma dessas realidades. Tudo bem elaborado e plasticamente muito bonito de se ver. Inclusive fazendo referências interessantes a todos os tipos de universo, inclusive o de ‘What If’ – série da Disney Plus que aborda histórias dos vastos e distintos mundos existentes em formato de desenho animado (quem assistir, vai entender). Ainda buscando beber de suas fontes, produz certa veia vinculada ao horror/terror, de maneira leve e bem comedida, uma vez que temos alguns ‘jump scares’ e algumas cenas que remetem aqui e ali a filmes sombrios e de zumbis. Tudo dentro do padrão narrativo do longa e abusando da estética visual para estabelecer a direção e o rumo que os acontecimentos descritos pelo roteiro irão tomar. Raimi definitivamente deixa sua marca estampada mais uma vez produzindo algo de muita qualidade, coeso (até porque explicar funcionalmente toda aquela história para o grande público não seria tarefa fácil; então ele apela um pouco para esse lado mais visual para isso) e estabelece um contexto narrativo que, apesar de bacana, ficou um tanto quanto corrido. E essa talvez seja uma das coisas que me incomodaram nesse filme. Estabelecer para o público a personagem-chave da trama, America Chavez, contando sua origem e motivações – que não foram de fato mostradas –, e concedendo mais um tempo na tela para que tudo fosse diluído com mais facilidade, talvez não trouxesse a percepção do quanto toda aquela narrativa visual acabou se tornando muito acelerada e, mesmo não sendo desconexa, essa correria em apressar alguns eventos não soou muito bem ao meu ver, justamente pelo fato de se apresentar tantas camadas e subtramas para o contexto, além do já estabelecido multiverso no filme. Certamente mais alguns minutos fariam muita diferença para uma construção mais cadenciada e bem mais polida na mente do espectador.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Mesmo sendo um tanto quanto corrido, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” consegue ser coerente e apresentar o conceito do multiverso na prática de forma clara e pertinente ao público. Consegue não perder o ritmo nem oscilar sua trama em prol de oferecer ao espectador uma experiência um tanto quanto diferente da que estamos acostumados a ver no universo Marvel. Arca com suas subtramas, produzindo momentos incríveis e aparições épicas que irão somar muito ao ‘fan service’ já muito bem estabelecido para filmes desse tipo. Se és fã desse universo, pode ir que a diversão é certa. Vale muito o ingresso!


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domingo, 1 de maio de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Tenho-vos dito isto para que em Mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo" João 16.33
 A paz de Deus que Ele nos concede quando estamos em Sua presença é deveras algo muito singular. Digo isso porque no mundo entende-se por paz, grosso modo, como 'ausência de guerra'. Decerto que com o tempo esse conceito humano foi aprimorado, mas sua essência ainda continua sendo a mesma. Mas em Cristo podemos ter paz até mesmo quando estamos em guerra. Sabe porquê? Porque 'a paz que excede todo entendimento', que é dada pela presença do Espírito Santo em nós, nos supre e nos dá a certeza de que mesmo na tribulação não estamos sós. É um sentimento que só os que estão em Cristo Jesus podem receber. É saber que existe alguém cuidando de nós em meio aos nossos sofrimentos. E isso é extremamente reconfortante e é por isso que nos traz paz ao coração. Ei querido, levante a tua cabeça. O Senhor nos orientou, conforme o texto em apreço, a termos bom ânimo, pois mesmo com tudo o que Ele passou, Ele venceu! E a vitória dEle é a minha e a sua, por estarmos em Cristo e compreendermos o tamanho do Seu amor. E se por acaso sentir-se fraco ou tombar no caminho, Ele tem poder para renovar suas forças, perdoar e fazer você caminhar mais uma milha com Ele. Podemos superar todas as barreiras nEle. Pense nisso e não desista no meio da estrada da sua vida, pois com Jesus na direção a vitória é certa. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Livres para Adorar - Quando o mundo cai ao meu redor". Ouça essa abençoada canção, medite nessa mensagem e seja edificado e nome de Jesus!


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sexta-feira, 22 de abril de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna." João 6.68
 O texto em apreço tem um valor espiritual muito profundo para aqueles que seguem a Cristo. Visto em algumas outras traduções como sendo a pergunta de Pedro 'para onde iremos nós' - e em ambos os casos, elas tem basicamente o mesmo significado, não perdendo o valor semântico da sentença, uma vez que as duas falam sobre direção -, o questionamento de Pedro vem logo após Jesus perguntar aos discípulos se queriam mesmo andar com Ele, pois muitos outros que estavam ao Seu lado o haviam deixado. Foi então que Pedro, inspirado pelo Espírito, responde de forma muito sucinta e certeira a Jesus. Ei querido, sabemos bem que Cristo é o caminho. É Ele quem nos norteia, quem nos dá o fôlego de vida, o pão e a provisão e é somente pelo nome dEle que temos acesso ao Pai. Pedro, assim como eu e você, tinha muitas limitações humanas, e escolher seguir a Cristo foi a melhor decisão que Ele e os discípulos puderam tomar naquele período. Escolha a Cristo hoje e decida caminhar ao Seu lado, pois os propósitos das nossas vidas, sejam eles quais forem, só fazem sentido se tivermos a Sua orientação. Sabemos que lutas virão, que situações adversas vez por outra acometer-nos-ão, mas estar agarrado a Jesus nos faz ter a certeza de que não estamos nem estaremos sozinhos nesse mundo cheio de incertezas e dores, pois Ele tem palavras de vida e É a 'água viva' em meio a sequidão e os desertos que passamos. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "Para onde irei? - Mauro Henrique". Medite nessa mensagem, ouça essa linda canção e seja abençoado em nome de Jesus!


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sexta-feira, 15 de abril de 2022

Filmes

SONIC 2 - O FILME (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Novo filme da famosa franquia de jogos consegue ser maior, melhor e com ainda mais identidade que o primeiro. Vamos a análise!
 Filmes baseados em games são sempre um desafio para Hollywood. Primeiro porque o material original tem peculiaridades, por serem justamente games, que o cinema não tem. E segundo, boa parte dos roteiristas normalmente abandonam esse material em troca de se fazer algo ‘novo’ – e falham miseravelmente na maioria das tentativas. Isso porque, em muitos casos, abortar o material original é simplesmente destroçar com a memória dos fãs mais ávidos por querer ver seus personagens favoritos sendo retratados com o mínimo de dignidade em tela. E parece, ao que tudo indica – após sucessivas tentativas e diversos fracassos – que algumas pessoas no meio cinematográfico estão começando a entender que, por mais que eles queiram a tal da ‘liberdade criativa’, ela pode sim ser unificada com uma grande dose de ‘fan service’, se souber adequar bem o produto original a nova mídia em questão. E temos então o caso do ouriço azul mais famoso dos games que, após um primeiro filme que quase foi detonado pelos fãs – e inclusive por alguns produtores da Sega – por abusarem um pouco além da conta na liberdade criativa e trazer um Sonic feio e estranho demais na primeira tentativa, vemos, após uma enxurrada de críticas, direção, produção e estúdio se redimirem e compreenderem que, sem o ‘fan service’ adequado, nada realmente funciona. E a redenção se reproduziu no enorme sucesso que foi o primeiro longa, dando a possibilidade real de uma continuação. E diga-se de passagem, uma excelente continuação. Aprenderam com os erros e elaboraram uma sequência primorosa para a franquia. Veremos alguns porquês desse feito logo abaixo.

Sonic e Tails: dupla fofa!

 Algo que é bem explícito logo de cara é o fato de que o núcleo humano, apesar de serem ótimos coadjuvantes do protagonista, não interferem de maneira incisiva na trama. O que quero dizer é que Sonic, Tails, Knuckles e Robotnik é que são as reais razões pro filme todo acontecer, pois as interferências humanas não desconstroem a narrativa produzida e gerada para atender a demanda desses. O que é muito bom, por sinal. Souberam focar a trama nos personagens que realmente importavam, sem deixar o núcleo humano vazio de significado no filme (e sei que Robotnik é humano; só coloquei aqui para destacar sua importância na trama). E isso parece algo bem difícil para Hollywood em filmes baseados em jogos, pois parece em muitos casos, quando há personagens em CGI – como é o caso dos ‘Transformers’, por exemplo – que, apesar de não se basear em jogos, foca demais nos protagonistas humanos e destitui da narrativa os reais motivadores para todo aquele projeto acontecer. Isso incomoda muito para quem é fã. Porém o diretor Jeff Fowler fez aqui um belo trabalho em contar uma história que fosse realmente centrada no produto que eles queriam vender – e nesse caso, o Sonic. E certamente foi o ponto mais positivo que vi em um longa baseado em game que usa personagens em CGI, isto é, manter a essência do produto original e focar nele como a coisa mais importante. Ponto para o diretor nisso.
 Outro acerto memorável foi a escolha do ator Jim Carrey para o papel do vilão ‘Robotnik’. Versátil e muito caricato, o ator mais uma vez se entrega ao papel com excelência e reproduz em tela um dos mais atrapalhados e icônicos vilões que temos na história dos games. E ver Carrey tão confortável nesse papel nessa segunda etapa, faz-nos ter a convicção de que ele nasceu para ser esse antagonista, pois até o fato do personagem ser mais, digamos, ‘rechonchudo’ nos jogos e magro nas telas, não alterou em nada o produto final no que diz respeito a qualidade técnica apresentada por Carrey em sua atuação. Ele realmente mandou muito bem de novo se mostrando perfeitamente adequado ao personagem.
Jim Carrey (Robotnik) e Knuckles: sensacionais!

 Visto o sucesso do primeiro longa, o estúdio Paramount não economizou esforços nem dinheiro para que esse segundo filme fosse realmente um ‘blockbuster’ muito maior e melhor que seu antecessor. A grandiosidade das cenas de ação e a muito boa qualidade dos efeitos especiais e visuais ditaram, juntamente com o bom roteiro e o ‘fan service’, o alto padrão empregado em todas as escolhas estéticas e criativas dos cenários – dos quais alguns deles remetem a jogos da franquia do ouriço – e são um verdadeiro deleite a todos que curtem não somente o Sonic, mas os games em geral, pois a enorme quantidade de ‘easter-eggs’ e referências inseridas nesses mesmos cenários são um outro ponto altíssimo da produção. Uma verdadeira aula de como se fazer um filme sobre games sem ser piegas e nem extremamente diferente do material original.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Sonic 2 – O filme" é uma aula sobre como filmes sobre games funcionam em Hollywood. Fala sobre valores de família, passa por dentro de alguns clichês já conhecidos – como a famosa ‘jornada do herói’ – mas, além de tudo isso, cria uma atmosfera incrivelmente saudável e tangível no que diz respeito a construção dos personagens, sua evolução e como tudo isso está bem relacionado com o material original. Um filme realmente divertido, empolgante e para toda família assistir junto. Caso curta esse tipo de filme, realmente vale demais o ingresso e sua ida no cinema!

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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus'' João 1.1
  A narrativa bíblica relatada no início do Evangelho de João nos revela algo muito poderoso: Cristo existe juntamente com o Pai pela eternidade. A mesma frase proferida no início do livro de Gênesis, 'no principio', é exatamente igual aqui. Isso demonstra a soberania, o poder e a majestade de Jesus muito antes dele se tornar carne e habitar entre nós. Na continuidade desse texto diz que 'o Verbo estava com Deus', confirmando que o Senhor na pessoa de Jesus já habitava nas regiões celestiais da bondade. E por fim, vemos a manifestação do poder de Deus em Jesus quando o texto nos diz 'e o Verbo era Deus'. Ei queridos, o Verbo já existia, tomou forma humana, habitou entre nós, venceu a Cruz e hoje está a direita do Pai com todo poder e autoridade para ouvir nossas orações e nos mediar em Deus. Ele é a peça fundamental para nos achegarmos ao Pai. Tecendo uma ilustração sobre a dimensão dessa importância, na Língua Portuguesa, quando você vai construir uma oração qualquer, para que seja denominado ''oração'' a mesma precisa ter um verbo, senão caracteriza-se como frase. O ato da oração, ou seja, o falar com Deus, é a mesma coisa: nós carecemos do Verbo para que seja realmente caracterizado uma oração, senão tornar-se-ão apenas palavras ao vento. Amados, nós precisamos do Verbo, e o Verbo é Cristo! Sem Ele ''nada podemos fazer'', como cita um outro texto bíblico. Clame pelo Verbo Vivo e certamente Ele ouvirá sua súplica e acolherá a sua dor, pois Ele já viveu tudo isso aqui por nós e sabe exatamente como é ser humano nessa Terra. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Pensou em mim - Bruna Karla/Fernandinho". Medite nessa profunda mensagem, ouça essa maravilhosa canção e seja muito abençoado em nome de Jesus!


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sábado, 2 de abril de 2022

Filmes

DISNEY PLUS: RED - CRESCER É UMA FERA (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Com uma narrativa que inicia simplória e se torna muito complexa, nova animação da Disney estabelece um novo padrão de produção para as mesmas. Vamos a análise!
 Os estúdios ‘Pixar’ de algum tempo para cá tem tentado de forma bastante significativa trazer conteúdos e produções que, além de originais, geram algum frescor em seu contexto geral, tendo em vista o investimento árduo em procurar outras culturas para abordar em suas animações. ‘Viva – a vida é uma festa’ e ‘Luca’ são exemplos bem recentes disso. Visto que essa nova visão da empresa aumenta e muito a diversidade no seu portfólio e pode abrir precedentes para explorar aspectos culturais em diversos níveis, o estúdio mais uma vez impressiona de uma forma extremamente impactante com esta nova animação, que retrata aspectos da cultura chinesa, só que fora do seu habitat natural. Com uma estrutura narrativa que leva o espectador a camadas muito profundas de seus protagonistas – algumas por vezes até bem chocantes –, o longa carrega consigo a proeza de ser, ao mesmo tempo, sério, leve, dramático e amplamente metafórico em sua argumentação. E vamos destrinchar um pouco dessas camadas nos parágrafos abaixo.
Momentos fofos de desespero rsrs

 A história vai abordar uma família de tradições chinesas muito fortes e peculiares que vive no Canadá, e tem como protagonista uma menina de 13 anos chamada Mei Lee que segue a risca todos os ritos, posturas e costumes dessa parte da cultura asiática. Porém, por viver em um país estrangeiro e estar se tornando adolescente, o misto entre as mudanças do corpo somados aos fatores externos de uma vida completamente diferenciada daquela que ela está acostumada a viver em casa pulsam dentro de si e aquela menininha quer incessantemente crescer com isso a todo custo. E toda a forma como esses conflitos são abordados (incluindo sua transformação em panda vermelho, que irei mencionar mais abaixo), com um apelo enternecedor em uma boa parte de sua narrativa, conduz o espectador a uma profunda história sobre quebrar certos paradigmas muito entranhados na rigidez quase que petrificada de uma cultura em favor de escolhas que farão ser quem você realmente gostaria de ser. E confesso que nem todos os métodos que Mei Lee usa para isso são louváveis e aprovados para tal feito (e por mais incrível que isso possa parecer, está dentro de uma animação da Disney). Porém o nível do contraste entre uma mãe extremamente inflexível e uma filha que pulsa por querer ‘sair da bolha’ vão gerar uma das maiores tensões que eu jamais pude imaginar em algo que se remete de certa forma as crianças. O nível da abordagem da diretora Domee Shi – que por sinal é chinesa, cresceu no Canadá e isso diz muito sobre a profundidade do longa – é tão gritante que você chega no terceiro ato, já praticamente no clímax da trama, com vários sentimentos mistos entranhados que só vão se diluir na efetiva conclusão quando ‘espelhos’ são quebrados (isso é uma metáfora) e verdades são descortinadas para trazer a tona todas as motivações dos protagonistas. Sim, querido leitor, é algo que eu ainda não vi, nessa escala, em uma produção do estúdio. E a profundidade da dramaticidade deste roteiro pode gerar sentimentos dos mais variados no espectador, justamente pelo fato das camadas de severa seriedade em alguns pontos cruciais do filme. E falando do ponto de vista técnico, é sobremaneira genial tudo isso, pois é uma argumentação muito sólida e reflexiva sobre mudanças e sobre como entender que cada ser humano tem direito de ser sua própria persona, e não viver preso ao que se lhe é estabelecido seja por uma cultura ou o que for. É realmente impactante e o longa vai sim te ‘chacoalhar’ constantemente para isso, caro amigo que lê este texto (e acredito que este era sim o desejo da diretora, produção e roteiro quando tudo foi concebido).

A rígida mãe de Mei Lee.

 Outro ponto altamente metafórico no longa diz respeito ao momento em que ela descobre que suas fortes emoções a fazem se transformar em um panda gigante vermelho. Esse ponto aqui tem várias interpretações diferentes. Uma delas é o fato de a volatilidade das fortes mudanças causadas pelo início da adolescência estão representadas na figura do cômico panda. E por mais que isso seja explicado como algo ancestral e que passou por gerações, não há dúvidas quanto ao fato de que isso representa a complexidade das mudanças de Mei Lee das quais elas simplesmente não está sabendo lidar. E é aí que um outro ponto entra. Mudanças as vezes podem ser duras e doloridas. E em um primeiro momento percebe-se claramente o quanto Mei Lee sofre com isso, provando que um outro conceito metafórico existente no panda é que a aceitação da sua realidade, seja ela qual for, não é tão simples quanto parece e que a forma mais satisfatória de lutar é compreendendo melhor o que está de fato acontecendo. Acho esses conceitos por parte de toda a produção de uma sublimidade e percepção tão profundas que fica difícil não tecer muitos elogios a forma minuciosa em que isso foi inserido na narrativa. E justamente o clímax acaba corroborando com tudo isso que narrei aqui, pois no fim é tudo sobre escolhas e aceitação da realidade (quem ver o filme vai entender exatamente o que falo aqui).
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Não vá esperando que "Red – crescer é uma fera" é uma animação tradicional entre bem e mal, heróis e vilões. Nada disso. Ela é profunda, coesa em sua argumentação e narrativa e toca em pontos extremamente peculiares sobre família (em especial aqui uma tradicional chinesa, mas servindo para todos nesse caso). Ela vai sim te chocar em alguns momentos, vai gerar fofura e ternura em outros – justamente para quebrar a tensão dos momentos mais intensos –, mas no fim vai trazer lições valiosíssimas sobre como o nosso meio influencia diretamente em nosso desenvolvimento como ser humano aqui nessa terra. Uma animação maravilhosa que merece ser apreciada com bastante carinho e atenção. Vale demais dar uma conferida.


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sexta-feira, 25 de março de 2022

Filmes

NETFLIX: O PROJETO ADAM (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Longa da Netflix que trata sobre viagem no tempo tem Ryan Reynolds e grande elenco em uma aventura divertida e funcional. Vamos a análise!
 Existem inúmeras teorias e pesquisas que trabalham ainda em campos hipotéticos sobre como realmente se daria voltar ao passado – ou avançar no futuro, como queira. E nessas teorias, alguns filmes se baseiam para dar suporte a seu roteiro e elaborar sua trama de forma que o espectador seja levado talvez, de forma subjetiva, através de uma câmera, a perceber como seria feita de fato essas viagens. E a Netflix trouxe, em mais um produto que aborda esse tema, uma trama leve que usa de uma dessas teses na qual alterando eventos no passado, o futuro pode ser mudado através desses novos acontecimentos. Usando a mesma dinâmica de filmes como ‘De volta para o futuro’ (que usa dessa teoria), o longa brinca com essa possibilidade e faz uma divertida analogia entre o que sou hoje e o que me tornarei daqui a alguns anos, pois a trama traz implicitamente essa projeção, bem como um foco interessante nas interações familiares e como elas afetam o passado, presente e o futuro de forma bem profunda e relevante.
Ótima dupla de protagonistas!

 Como disse no início, Ryan Reynolds protagoniza o longa como esse cara que vem do futuro e aterrissa no tempo presente (erroneamente, pois ele queria ir mais no passado) em busca do paradeiro de alguém muito especial na vida dele e com quem possui uma estreita relação. O que ele não contava era se deparar com um garoto de 12 anos – vivido pelo ator Walker Scobell – e a partir desse ponto (não vou dar ‘spoilers’ por aqui), algo bem inesperado acontece e o personagem de Reynolds tem de correr contra o tempo para solucionar o problema de sua nave e todo o entorno dos dilemas que o cercam. Seria uma narrativa talvez um pouco batida se não fosse pela incrível interação entre Reynolds e o pequeno Walker, que protagonizam ótimos momentos em tela e possuem uma química muito boa. Sabemos que Ryan Reynolds é um ótimo ator e tem um timing muito bom pra comédia. Porém é Walker Scobell que brilha em cena, movido pela trama e seus dilemas adolescentes afetados pela repentina perda do pai, vivido pelo ator Mark Ruffalo. Aliás, os coadjuvantes também são relevantes para a trama e conduzem bem a principal narrativa. Como já citado, Mark, Jennifer Garner - que vive a mãe do pequeno Walker – e Zoe Saldaña são a outra parte do ‘cast’ que, embora sejam coadjuvantes, trabalham bem ajustados a todo o contexto do longa e fornecem bom suporte aos protagonistas.

Diretor Shawn Levy e o ótimo elenco.

 Shawn Levy é quem assina a direção do longa – em uma parceria com Reynolds que já deu muito certo em outros filmes, tais como ‘Free Guy: assumindo o controle’ e a repete aqui –  e o bom orçamento fez com que o mesmo juntamente com a equipe de pós-produção pudessem caprichar nos efeitos visuais/especiais, tanto os futuristas quanto os do presente. Com uma boa fotografia e cenas de ação satisfatórias, o longa tem sim uma positiva comparação com os grandes filmes ‘hollywoodianos’ e nos mostras bonitos cenários com belas naves futuristas, incluindo até a bem feita dinâmica visual da viagem em si, abordando o tema tanto em sua parte teórica (ou seja, quais as equações e mecanismos para tal feito), quanto na prática (o evento em si). Tudo realmente muito bem direcionado com a proposta que o longa oferece.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! De fato, “O projeto Adam” poderia ser mais um filme que aborda esse tema já por tantas vezes narrado e um tanto batido, mas o talento de Ryan Reynolds e do pequeno Walker Scobell ditaram o tom da produção e eles conseguiram sim elevar o nível da mesma. Além de Jennifer Garner, Mark Ruffalo e Zoe Saldaña que complementam positivamente o ótimo elenco. Se estás a procura de um filme leve e divertido e com um emocionante fim, pode assistir que esse é para você, caro leitor. Vale muito a pena!

terça-feira, 15 de março de 2022

Filmes

BATMAN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Com uma visão diferenciada das demais obras já produzidas do personagem, longa consegue a façanha de se renovar e se reinventar em meio a tantos filmes já lançados. Vamos a análise!
 Se existe um personagem que a Warner/DC tenta explorar a exaustão, esse certamente é o ‘Homem-Morcego’. Dono de uma intelectualidade e personalidade ímpares, o herói já foi retratado de diversas maneiras por diversos atores e diretores ao longo desde a sua criação em 1939. E era de se esperar um certo desgaste por conta da exposição desenfreada de um mesmo protagonista mostrada a esmo em um período muito curto de tempo (referindo-me neste caso cerca de vinte anos para cá, onde já tivemos cerca de três versões diferentes). Porém ‘Bruce Wayne’ tem força em todas as mídias em que ele já esteve presente. Suas múltiplas facetas nunca são sempre totalmente exploradas. E o diretor Matt Reeves tratou de pegar algumas dessas características inexploradas nos filmes e produziu, por mais incrível que possa parecer, um longa com frescor e ares de novidade como ainda não se tinha visto nas telonas. Com uma trama voltada muito mais para o lado investigativo do herói, o diretor conseguiu introduzir conceitos interessantes e renovados para ‘Batman’ e revitalizar mais uma vez o personagem em tela, o que abre portas para uma nova leva de filmes do querido protagonista.
Pattinson e Zoe: boa química.

 Uma das características mais fortes de Reeves em relação a estética adotada nas filmagens foi a execução de tons escurecidos envolvidos com camadas de cores bem destacadas, no melhor estilo cinema ‘Noir’ (mais detalhes sobre esse conceito aqui). E o grande acerto dessa estética diz respeito ao tom do filme. Como todo o longa soa muito como um filme policial de investigação, nada mais justo e aceitável que se percebesse a trama e o roteiro pelo olhar imaginativo do espectador. Pela estética do filme o público já percebe quais camadas a produção vai ter e boa parte do suspense e do teor do longa estão impregnados em tela com essa característica. E é nessa abordagem visual muito peculiar que o filme vai se revelando dentro de suas quase três horas de duração.
 Juntamente com a narrativa visual que a produção oferece, ela também conta com uma trama envolvente e que trafega pelo mar da complexidade vez por outra, aplicando muitas camadas tanto na história do protagonista quanto do antagonista da vez, que é o vilão ‘Charada’ (que, inclusive, consegue ser bem assustador e tão pesado quanto o ‘Coringa’ dos filmes do diretor Christopher Nolan). Ambos são extremamente bem trabalhados no quesito construção de personagens e fazem o espectador terem a real noção de como cada um é de fato (inclusive mostrando um ‘Batman’ novato e em início de carreira, quando muitos ainda não o conheciam como de fato ele é), suas motivações e suas reais intenções. E não só eles, a personagem ‘Mulher-Gato’, vivida pela atriz Zoe Kravitz, também tem diversas camadas na sua personagem e reproduz muito bem todas as faces da anti-heroína para o espectador, gerando alguma empatia em relação a ela também. A única questão aqui em torno desse trio – trama, roteiro e narrativa – é a condução da forma como o filme foi editado e produzido. Há certos momentos que claramente ele perde o ritmo e os diálogos – principalmente os de tom investigativo – acabam se estendendo demais e diminuindo a cadência do filme. Nesse ponto achei que faltou só um pouquinho mais de objetividade e dinamismo para que esse contexto de investigação – que ficou ótimo ao meu ver – não ficasse um tanto quanto prejudicado por conta das prolongadas cenas e ‘takes’ demorados ao longo. Não tira o brilho de todo o filme, mas gera certo incômodo em alguns momentos da projeção.

Charada: assustador e brutal.

 Da espetacular e escura fotografia aos efeitos práticos e CGIs, tudo acontece em tela de forma fluida e estabelece uma boa conexão com todo o contexto narrativo do filme. Os figurinos também estão muito bem trabalhados e a ambientação melancólica de Gothan City urge em meio ao caos em que a cidade sempre foi e se encontra naquele ambiente. A própria visão fechada de Bruce, muito bem interpretada por Robert Pattinson, corrobora com tudo o que está sendo referenciado neste parágrafo, pois todos os aspectos técnicos da produção se encontram juntamente com a dramatização dos personagens centrais, o que realmente faz-se entender o porquê de todas as escolhas visuais do diretor para o longa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Matt Reeves conseguiu fazer desse novo ‘Batman’ algo realmente relevante nas telas para a mitologia do ‘Homem-Morcego’. Um filme bem mais intimista, com belíssimas atuações, um roteiro extremamente impecável com camadas profundas para cada personagem envolvido e um desfecho que foge a lógica dos tradicionais desfechos de filmes de super-heróis, subvertendo a narrativa e surpreendendo o espectador com sua conclusão magistral e, porque não dizer, apoteótica. Um filme para ser apreciado como que se estivesse folheando calmamente uma história em quadrinhos do personagem. Vale demais o ingresso!

sábado, 5 de março de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está em oculto; e o teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará" Mateus 6.6
 Há lacunas em nossas vidas que não podem ser preenchidas com utensílios que obtemos aqui nesta terra. E por vezes há necessidades que nunca vão ser resolvidas por estes. Mas Deus, em Seu infinito amor e graça, nos deu um dos maiores privilégios que o ser humano pode ter: o poder de falar com Ele. Sim, porque falar com Deus muitas das vezes é remédio. Muitas das vezes é consolo. Muitas das vezes é desabafo com quem realmente te entende. É a maior e melhor forma de termos real contato com Deus. E no texto em apreço diz que não precisamos estar perto de ninguém e nem próximo a ídolos para fazer nossas petições. A Bíblia é bem clara: fecha a tua porta, ou seja, fale somente com Deus o que estás necessitando que Ele vê, te ouve e te recompensa. Ele é tão bom e tão amoroso que até quem não está na presença dEle, se O clamar, Ele pode ouvir, abençoar e se revelar a essa pessoa como Deus. Ei querido, temos um Deus que não vê dificuldade em parar e ouvir o ser humano, pois até nossos erros e falhas se nós confessarmos em oração, Ele tem nas mãos a misericórdia e o perdão para O liberar. Algo que muitas vezes as pessoas - e até cristãos também - não tem conosco. Mas o Deus que servimos pode fazer muito mais além do que pedimos ou pensamos, pois Ele tem todas as respostas em Suas mãos, aguardando para liberá-las para todo aquele que O chamar. Pense nisso e comece agora um relacionamento com Ele. Ou se estás com dificuldades para orar, que o Deus dos Céus te conceda a força e a motivação necessárias para que você volte a conversar com Ele. E a canção de hoje que complementa nossa mensagem é "Marquinhos Gomes - Quarto secreto". Que você possa meditar nessa mensagem e ser muito abençoado por essa lindíssima canção em nome do Senhor Jesus!




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Filmes

UNCHARTED - FORA DO MAPA (Avaliação 3,5/5 - Muito Bom!)


 Longa de franquia de muito sucesso no PlayStation faz várias referências aos jogos e abre possível espaço para continuações. Vamos a análise!
 Filmes baseados em games temos aos montes atualmente. Alguns são até bem sucedidos (como é o caso do ‘Sonic’, por exemplo) e outros, nem tanto. ‘Uncharted’, que conta a história de um aventureiro em uma caça a tesouros chamado ‘Nathan Drake’ – no melhor estilo ‘Indiana Jones’ moderno – foi o escolhido da vez para embarcar em outro tipo de mídia e ver como seria o resultado disso. E desde já quero enfatizar algo pontual e interessante: o filme teve a supervisão de pessoas da equipe que produziu o jogo e isso já conta, ao meu ver, como um ponto a favor para o longa, pois em diversos casos as escolhas de roteiro e de narrativa muitas das vezes são deixadas em mãos de pessoas que não tem a mínima noção do produto que tem e caminham em direção amplamente oposta a proposta do segmento no qual estão trabalhando, gerando estranheza por parte do público e da crítica em termos gerais. Ao menos nesse, o trabalho foi realizado em paralelo com quem realmente sabe o que tem.
Tom e Mark: ótimo entrosamento em tela.

 Tom Holland, muito conhecido pelos filmes do ‘Homem-Aranha’, foi o ator escolhido para protagonizar ‘Nathan’, só que em uma versão bem mais jovem do que a vista nos jogos. E já há um certo contraste só na percepção do porque ele foi o escolhido para tal. Primeiro, e acho que o mais óbvio, o excelente momento que o ator está vivendo por protagonizar uma franquia de extremo sucesso (que é o caso do Spider-Man) e a boa imagem e visibilidade que ele obteve por estrelar esses filmes. Sem sombra de dúvidas, a escolha dele chamaria grande atenção do público de maneira geral. Porém o contraste está aí, nessa escolha. Tom em nada se parece com o ‘Nathan’ dos jogos e muito menos tem a idade que o personagem possui dentro do game, gerando um certo desconforto quando tentamos aproximar o ator do personagem. E isso talvez possa desconectar os fãs mais ‘hardcore’ e mais puristas do longa, pelo fato de haver essa real discrepância entre as duas mídias. No entanto, o que Tom não tem fisicamente, tem em talento como ator. Ele ainda consegue, com seu esforço, traduzir ‘Nathan’ com certa propriedade. Não de todo, mas se consegue sim, perceber o personagem na pele do jovem ator. Tom demonstra capacidade em, nos próximos filmes, conseguir melhorar ainda mais a performance de seu protagonista, assim como Mark Wahlberg, na pele e na personalidade do parceiro da ‘Nathan’, ‘Sully’. Experiente, Wahlberg, além de delinear as facetas de ‘Sully’, tem enorme química e entrosamento com Tom Holland, o que produz ótimos momentos em tela de ação e, ao meu ver, convence o espectador como dupla para os próximos filmes da franquia. Acredito que essa parceria irá melhorar ainda mais com o tempo.

Muitas cenas lembram momentos dos jogos.

 O longa não segue exatamente a história sequencial dos jogos, mas faz um apanhado geral e se baseia, em sua essência, no contexto geral deles. Tanto que personagens como ‘Chloe’ (Sophia Taylor Ali) aparecem e somam até de forma positiva com o elenco principal. É uma real ‘faca de dois gumes’, pode-se assim dizer. Da forma que o texto foi escrito, ao meu ver, ficou mais relevante do que seguir fielmente o roteiro dos jogos (a Marvel nunca faz filmes literais dos quadrinhos, mas pega a essência e se baseia no arco em questão; e tem dado certo na maioria das vezes), pois o longa poderia ficar previsível demais para quem jogou o game e isso acho que não seria oportuno. Da forma como foi roteirizado (e vale voltar a dizer que pessoas envolvidas no game da própria Naughty Dog colaboraram) acredito que sim, conseguiu, em diversas cenas, se remeter e muito aos jogos e traduzir o cerne do que é essa franquia no PlayStation para as telas de cinema. E isso para mim foi muito positivo, pois pude enxergar o que jogamos em um outro tipo de mídia, sem precisar ser exatamente idêntica a narrativa, mas mantendo o que realmente importa para não se perder o rumo da produção. As acrobacias (feitas e coreografadas em sua grande maioria pelo próprio Tom Holland, diga-se de passagem), os intensos momentos de ação, os exorbitantes achados (como navios, lugares inóspitos e de difícil acesso) estão todos lá, bem colocados e referenciados com o que se reflete nos games (com direito a boas cenas e bons efeitos especiais). E esse todo, ao meu ver, de fato produziu algo assertivo em minha humilde opinião.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Uncharted – fora do mapa” pode gerar opiniões mistas entre os mais puristas. Mas a verdade é que, para o grande público em geral, o longa é extremamente funcional e abriu cominhos para outras continuações em um futuro não muito distante. A contar mais uma vez pela ótima parceria entre Tom Holland e Mark Wahlberg, acredito que sim, poderemos ver mais coisas legais e melhores dessa dupla daqui pra frente. Filme pipoca, descompromissado, mas que acredito muito valha o ingresso e a diversão. ^^


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Games

COMENTÁRIO: THE KING OF FIGHTERS XV (PS4, PS5, XBOX SERIES S/X, STEAM, EPIC)


 A franquia ‘The King of Fighters’ está no mercado há cerca de 28 anos e, mesmo com todos altos e baixos que a empresa proprietária SNK teve ao longo de seu percurso, o game ainda tem fôlego e força para se manter com sua propriedade intelectual ativa, pois, desde o seu lançamento em 25 de Agosto de 1994, alcançou muito sucesso desde então e entrou para o rol de jogos que ficaram gravados na memória dos fãs de todo o mundo. E esse vigor que a marca tem é o que faz ela ser tão longeva e duradoura. Com uma jogabilidade sempre divertida e personagens muito cativantes, manteve ao longo de sua história o interesse do público do qual pertence vivo e cá estamos nós para falar de mais um capítulo desse que vem se tornando novamente muito relevante para a indústria, não só para os jogos de luta, mas para um todo no geral, pois cada franquia que se reergue ou se renova acaba por movimentar o mercado na sua totalidade.
 ‘KOF XV’ tem um elenco muito robusto e extremamente fascinante, dado o fato de que a empresa usou da popularidade dos personagens para compô-lo. Vários nomes que haviam dado as caras em jogos anteriores e que por algum motivo não apareceram mais estão aqui outra vez. E isso é importante para agregar valor ao produto em questão. Quando o público é atendido em suas expectativas quanto a qualidade de um determinado item, o mesmo fica interessado em saber sobre ele. E é o que aconteceu nesse. O marketing acertado da SNK com vídeos de revelações de personagens postados ao longo do ano de 2021 e as várias boas surpresas que chegaram trouxeram o renovo que a franquia precisava para ser atrativa e ganhar ainda mais respeito como marca. Afinal de contas, esse título é o carro-chefe da empresa e realmente precisa de certo cuidado em como vai se apresentar para a sua audiência. E isso a SNK ao meu ver soube fazer de maneira satisfatória.
Elenco robusto e cativante.

 Tanto a modelagem dos personagens quanto os cenários estão atualizados e modernizados para tentar atender a demanda do mundo atual (inclusive adotando um certo estilo minimalista na elaboração das fontes usadas em todo o 'layout' do game e nas barras de vida e de golpes especiais). Apesar de muito bonitos e de terem conseguido um patamar bastante significativo, ainda necessitavam de um pouco mais para chegar ao padrão que vemos hoje na indústria. E não considere isso uma crítica negativa. Não me incomodo com as escolhas estéticas que a empresa usou pra modelar seus personagens em 3D, optando por um tom menos realista e mais cartunesco e pelos cenários que lembram muito o estilo adotado pela corporação em jogos como ‘Fatal Fury’ (basta olhar pro cenário do ‘Team Hero’ e vais notar certa semelhança no sentido do conceito, dada as devidas proporções, com o cenário do personagem ‘Tung Fu Rue’ de ‘Fatal Fury Special’, por exemplo). O que me refiro é ao um nível mais profundo de detalhamento dos mesmos. Temos recursos suficientes hoje para elaboração de algo bem mais aprimorado em termos técnicos e acho que isso faltou um pouco mais no game. Personagens ‘cameo’ (isto é, escondidos no cenário), como é de costume da empresa, também não deram as caras nesse e eu senti muita falta disso. Porém eu devo considerar todos os esforços que os produtores fizeram para nos trazer algo positivo e, de certa forma, renovado para esse novo momento.
 Em termos de ‘gameplay’, devo realmente considerar aqui o trabalho caprichado que foi realizado neste. Aprimorando tudo o que estava ainda não muito acertado em seu antecessor, o game conta com uma jogabilidade ainda mais fluida, personagens muito equilibrados e algumas novas mecânicas que incrementam e muito a jogatina. O novo sistema ‘shatter strike’ deu ao game um dinamismo ímpar e contribuiu muito para acentuar e refinar melhor as nuances da ‘gameplay’. E tanto para jogadores casuais quanto para veteranos, o jogo conta com um estilo básico de aperto de botão múltiplas vezes para aqueles que são considerados público novo, que gostaria de jogar o game mas não simpatiza com sua movimentação ‘hardcore’. E também acerta na profundidade para se tornar um mestre e ficar páreo a páreo com um jogador mais profissional ou com um nível mais elevado. Quanto a esse quesito, a satisfação de todos em geral está garantida.
 A trilha sonora é um espetáculo a parte. Dona de um acervo musical memorável, além da faixas inerentes ao game, que estão belíssimas e refletem bem a composição de cada um dos times no game, a empresa disponibilizou todas as trilhas dos jogos anteriores em um modo chamado ‘DJ Station’ e trouxe a nossa memória as icônicas músicas tanto do KOF quanto até de outros jogos da empresa. Dentro desse modo você pode criar ‘playlists’ para ouvir suas favoritas e ‘in game’ pode dinamizar essas para tocar durante as partidas. É realmente prazeroso jogar escutando o acervo dos jogos passados. Pode usar as composições para tocar ou com o time correspondente àquela ou com um personagem que estava naquele trio anteriormente. Muito acertada também essa função no jogo.

A jogabilidade está melhor refinada neste.

 O modo ‘história’ recria de certa forma o padrão dos jogos anteriores com CGI’s bonitas e uma narrativa que ainda está se construindo. Começando pelo jogo anterior, um novo arco está em andamento e as escolhas narrativas que os roteiristas usaram para este poderiam ter sido melhor elaboradas. E não que eu ache a história ruim neste ou que eu queira ver temas profundos abordados. Longe disso. Até porque normalmente os ‘The King of Fighters’ possuem trilogias contadas e acredito que no último capítulo desse arco o clímax da história irá explicar bem mais coisas além. Mas, ao meu ver, e até para atender a demanda atual dos modos ‘história’ de vários jogos (incluindo alguns do gênero, como é o caso de ‘Injustice’ e ‘Mortal Kombat’), acredito que sim, poderiam rever e reconsiderar implementar esse novo conceito de narrativa usado nos dias atuais.
 Por fim, o modo online foi expandido e está ainda mais sólido, sendo para isso usado um conceito bastante recorrente chamado ‘rollback netcode’, que melhora as taxas de quadros jogando com outros jogadores em rede (se desejar leia mais sobre esse conceito aqui). Com vários modos muito convincentes (inclusive um que permite até 6 jogadores simultâneos com cada um escolhendo seu personagem, como em uma partida dos antigos fliperamas), o título já chega para ser extremamente competitivo nesse quesito e estabelece um novo alto padrão de jogatinas online para a franquia. Nos testes que fiz pude notar melhor fluidez e respostas bem mais rápidas no 'netcode', o que facilita demais na precisão dos comandos executados e estabiliza melhor as constantes quedas de frames por segundo do jogo em conexão com outros jogadores. Um adição e tanto para este modo que vai agregar e muito ao longo dos anos de vida útil desse produto.
 Em suma: ‘The King of Fighters XV’ acerta a mão e conserta todos os problemas que o seu antecessor teve, implementado várias melhorias em todos os quesitos do jogo e estabelece um novo patamar para a franquia. Com notas extremamente positivas de vários meios de comunicação especializados, esse título entra para o ‘hall’ dos mais memoráveis de toda a série, seja por seu elenco chamativo, pela sua magnifica trilha sonora ou pelo seu positivo modo online. Um game para ser apreciado por muito tempo e trazer bastante diversão a todos que estão dispostos a jogá-lo. Nota 9!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Filmes

MORTE NO NILO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Novo longa da franquia de livros da escritora Agatha Christie mantém a fórmula de seu antecessor, com um pouquinho menos tempo de tensão em tela. Vamos a análise! ^^
 Quando surgiu a informação que o diretor, ator e produtor Kenneth Brannagh iria fazer a adaptação do livro ‘Assassinato no expresso do oriente’ senti uma boa oportunidade de poder ver uma obra tão interessante e bem construída indo para as telas e sendo executada de forma brilhante pelo talentoso ator/diretor. Havia ali as condições ideais para se filmar tal obra, pois Brannagh teve o cuidado de trazer uma parte da fórmula que tanto deu certo nos livros: o suspense e o mistério. A autora sempre foi muito feliz em ser detalhista, ao mesmo tempo que permeava toda sua literatura com casos de difícil solução, mesmo sendo para um dos seu mais nobres detetives: Sir. Hercule Poirot.
 Poirot apareceu na maioria das histórias da escritora e foi por esse viés que o ator/diretor seguiu para contar isso nos filmes. Traduzir essas histórias em uma outra mídia soa como um trunfo para aqueles que a conseguem conduzi-las de forma coesa. E para nosso deleite, tanto o primeiro quanto esse procuram calcular a medida certa entre a obra original e sua transposição para as telas.

O engenhoso detetive em mais um caso difícil.

 Kenneth – que interpreta o protagonista detetive – reproduz com certa propriedade as várias facetas do personagem desde o primeiro filme, inclusive carregando forte no sotaque belga do nobre investigador. Além de sua atuação, temos novamente um grupo seleto de atores que irão servir de base para caracterizar os personagens dessa nova trama. Com destaque para Gal Gadot, que interpreta ‘Linnet Doyle’, uma ricaça que se casa com o namorado da sua melhor amiga (Armie Hammer interpreta ‘Simon Doyle’, o homem que trocou ‘Jacqueline de Belfort’, vivida por Emma Mackey, pouco depois de terminar o seu noivado) e esse trio é o que vai fazer toda a trama prosseguir até o seu inesperado fim, quando tudo e todos são harmoniosamente destacados e suspeitos. E a condução da narrativa até o eletrizante fim só não é mais tensa pelo fato do filme só priorizar o evento crime em mais da metade do segundo ato. Embora fosse compreensível dar espaço de tela para Gal brilhar, isso ao meu ver corroborou para que o inicio da tensão demorasse a acontecer, fazendo o espectador esperar um pouco mais para que o roteiro pudesse realmente se destacar e fazer o seu papel que é característico do livros. E não que as atuações condissessem e fossem a altura de cada um dos seus papéis – fazendo inclusive os coadjuvantes se destacarem bastante também, como é o caso de Sophie Okenedo, que vive ‘Salome Otterbourn’ e sua sobrinha, ‘Rosalie Otterbourn’, interpretada pela atriz Letitia Wright, que mantém uma subtrama bem interessante –, mas esse prolongamento um tanto excessivo colocou o longa por alguns momentos em uma certa queda de ritmo, dada a ligeira lentidão do acontecimento principal. Nada que ofusque ou estrague a experiência, mas pude realmente notar esse deslize, vamos assim dizer.
A trama gira em torno desse trio.

 No que diz respeito a ambientação, todo o entorno de luzes e destaques dos cenários, através da estonteante fotografia, pareia o caminho de toda a narrativa com belíssimas paisagens e um enquadramento nas várias esculturas e nos enormes monumentos encontrados as margens do Rio Nilo, no Egito. Isso sem contar as falas e trajes de época, todos muito bem elaborados, e que permitiu um charme ímpar na película e uma ainda maior adequação a todo aquele contexto. E nesse quesito tanto o primeiro quanto o segundo seguem uma mesma linha de padrão de qualidade. Muito bom!
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Kenneth Brannagh consegue mais um bom feito com “Morte no Nilo”: o de conseguir transpor com certa fidelidade toda a inventividade dos livros de Agatha Christie para as telas novamente. Embora o elenco do primeiro fosse ainda mais robusto, esse não deixa nem um pouco a desejar no quesito atuação e destaques. Se você é fã, assim como eu, querido leitor, dos livros dessa escritora, pode ir assistir pois a diversão, o suspense e o mistério estão garantidos. Vale muito o ingresso!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Filmes

RECOMENDAÇÃO: O ESCÂNDALO (2020)


 Longa protagonizado por grandes estrelas do cinema traz a tona um lado sombrio do mundo das celebridades jornalísticas. Vamos a análise!
 Tudo o que a gente vê em qualquer tipo de mídia esconde o lado mais difícil de se perceber que são os bastidores daquele conteúdo. São as entrelinhas daquilo que não conseguimos enxergar que fazem toda aquela roda midiática funcionar. Mas nem sempre tudo é ‘glamour’. Nem sempre o que é mostrado é de fato fruto de competência e estudos. As vezes, há casos e situações que precisam ser analisados mais a fundo para se perceber que o mundo não é só o que nos é mostrado sem defeitos em tela. E é exatamente isso que esse filme se propõe. Ele visa não só mostrar a escuridão de quem está por trás das câmeras (no sentido literal e figurado) como também denunciar de certa forma toda a condição psicossocial dos envolvidos no grande jogo do poder daqueles que comandam para aqueles que são comandados. E o que se vê nesse é um preço a se pagar muito caro por sinal.
Trio excelente com atuações muito boas!

 O filme aborda, de forma muito profunda e dramática, um fato ocorrido em 2016 com o então presidente da 'Fox News', Roger Alies, que agia de forma inescrupulosa assediando mulheres em favor de mantê-las em seus postos de trabalho. E as atrizes Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie cumprem de forma brilhante seus papéis em demonstrar toda a dura situação que viveram essas pessoas reais nas mãos de um homem no poder. Charlize e Nicole vivem as jornalistas reais Megyn Kelly e Gretchen Carlson, ambas funcionarias do canal na época e Margot vive uma personagem fictícia que representa tantas outras que sofreram com esse tipo de abuso. A liberdade narrativa entregue a Margot fez com que ela demonstrasse de forma muito assertiva e comovente todo o choque produzido por aquela constrangedora situação. Não por menos, rendeu-lhe uma indicação ao 'Oscar' 2020 na categoria de ‘Melhor atriz coadjuvante’. Em contrapartida, Gretchen Carlson (Nicole Kidman) foi a pessoa que teve a coragem de encarar e iniciar a onda de denúncias contra o poderoso chefe de TV. Megyn Kelly (Charlize Theron) aproveita esse momento para também elucidar e encorajar outras a se expor mediante tal contexto. E ambas as atrizes são igualmente convincentes em demonstrar os fatos com muita competência. Igualmente, Charlize Theron também recebeu indicação ao 'Oscar' 2020 na categoria ‘Melhor atriz’.

John Lithgow interpreta Roger Alies.

 Embora o roteiro seja justo, há alguns momentos em que ele ‘peca’ por não direcionar bem o espectador durante as cenas - por vezes se torna até meio confuso -, mesmo sendo eficaz o suficiente para as protagonistas brilharem. Mas dentro de um contexto geral, ele é funcional e nos mostra uma incômoda verdade que persiste em boa parte do meio televisivo em geral. Traduz em uma profunda reflexão de quem nós somos no meio de pessoas grandes e influentes. Servimos como seres humanos ou somos objetificados pela ganância e pelo ego? Abrindo o leque para um debate mais amplo: quantos de nós fomos ou somos capazes de se deixar ser humilhados em prol de se manter em alguma espécie de ‘status’ ou simplesmente porque aquele trabalho é o que garante o pagamento de suas contas? Fechando o leque e voltando ao assunto abordado no filme: quantas outras tantas mulheres em outros inúmeros lugares não se identificaram com essa situação? São muitas questões envolvidas e a discussão é ampla e firme sobre esse tão delicado assunto.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “O escândalo” produz reações das mais diversas e incômodas no espectador e é justamente por isso que ele é tão interessante e produtivo. Faz-nos pensar em como muitas das vezes nossos olhos nos enganam. Faz-nos refletir no real valor da vida humana como um todo e no valor da mulher nesse caso. E no quanto o poder vindo de forma bruta pode ser um perigo para aquelas pessoas que não o sabem administrar. É um ótimo filme para ser visto, revisto e estudado. Vale demais dar uma conferida!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

''Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" Efésios 2.8
 Queridos irmãos em Cristo, todos aqueles que confessaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas e procuram O seguir e também praticar seus ensinamentos, foram agraciados por Deus com um dos bens mais sublimes que o Pai poderia oferecer: a graça da salvação. E essa salvação nada mais é que um retorno a condição original que o ser humano tinha no Éden antes de sua desobediência e posterior queda. Deus quer nos levar de volta a essa condição, nos resgatando e levando-nos novamente até Ele para sempre e eternamente. Mas essa benesse não foi concedida a nós por 'méritos'. A palavra 'graça' significa 'favor imerecido'. Não somos merecedores de tamanha restauração, mas Deus nos amou tanto que Ele nos concedeu essa dádiva de Sua parte, por meio de Jesus Cristo. O versículo seguinte ao texto em apreço diz que ''não é pelas obras, para que ninguém se glorie''. O que você faz pra Ele não é pra salvação. É somente pra glória dEle mesmo. E não sou eu quem digo isso. São as próprias Escrituras. Então meu querido, cada louvor que você entoar, cada alma que você pregar o Evangelho, cada oração que você fizer, cada ajuda que você oferecer faça sempre com amor para Deus, não por orgulho ou por interesse. Pois não somos dignos do 'favor imerecido' do Pai e o que verdadeiramente nos leva a salvação é, primeiramente, a fé, seguido da renúncia a nós mesmos, sinceridade com Deus, um coração contrito e quebrantado na presença dEle e uma adoração verdadeira. Pense nisso! E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Eloim - Chris Durán". Louve a Deus somente pelo que Ele é com esta maravilhosa canção, reflita nessa mensagem e seja abençoado em nome de Jesus!