REFLEXÃO BÍBLICA
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sábado, 14 de maio de 2022
Bíblia
sábado, 7 de maio de 2022
Filmes
DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
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| Strange, Wong, America: importantes na trama. |
A jornada de Strange começa quando ele conhece uma menina que tem o poder de atravessar realidades, conhecida pelo nome de America Chavez (Xochitl Gomez) e, a partir daí, o desenvolvimento da narrativa cria situações para que o protagonista viaje pelos universos – uma vez que ele foi oficialmente aberto em ‘Loki’ – em busca de respostas para as situações que a trama oferece – sem spoilers por aqui. Já de início podemos destacar a versatilidade do ator vencedor de dois Oscars em interpretar várias personalidades de si mesmo em outros universos, dando um toque bem único a cada um deles e como esses acabam se tornando relevantes para a trama do filme em si. Sua identidade é a mesma, porém em cada universo são desenvolvimentos distintos construindo cada Strange. E essas várias facetas do mesmo personagem só corroboram com o quanto Cumberbatch é talentoso e polivalente. O mesmo se vê em Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elisabeth Olsen). Embora algumas de suas nuances sejam um pouco menos distintas que a do protagonista, ainda assim não tira o mérito da atriz em interpretar ela mesma em várias realidades e o quanto isso tem um enorme peso para a trama como um todo, pelo fato de, em sua realidade principal, ela ter de lidar com as várias perdas ao longo de sua trajetória e o quanto isso trouxe uma grandiosa carga dramática para a heroína, muito bem trabalhada inclusive pela atriz.
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| Wanda: motivações pertinentes, decisões erradas. |
O diretor Sam Raimi tem visões bem peculiares sobre seus filmes. Buscando criar uma identidade fortemente visual em suas obras, nesse aqui a proposta não soa diferente, até porque como está se tratando de múltiplas realidades, o conceito visual é implementado fortemente em cada uma delas, dando aspectos diferenciados e tons distintos para cada uma dessas realidades. Tudo bem elaborado e plasticamente muito bonito de se ver. Inclusive fazendo referências interessantes a todos os tipos de universo, inclusive o de ‘What If’ – série da Disney Plus que aborda histórias dos vastos e distintos mundos existentes em formato de desenho animado (quem assistir, vai entender). Ainda buscando beber de suas fontes, produz certa veia vinculada ao horror/terror, de maneira leve e bem comedida, uma vez que temos alguns ‘jump scares’ e algumas cenas que remetem aqui e ali a filmes sombrios e de zumbis. Tudo dentro do padrão narrativo do longa e abusando da estética visual para estabelecer a direção e o rumo que os acontecimentos descritos pelo roteiro irão tomar. Raimi definitivamente deixa sua marca estampada mais uma vez produzindo algo de muita qualidade, coeso (até porque explicar funcionalmente toda aquela história para o grande público não seria tarefa fácil; então ele apela um pouco para esse lado mais visual para isso) e estabelece um contexto narrativo que, apesar de bacana, ficou um tanto quanto corrido. E essa talvez seja uma das coisas que me incomodaram nesse filme. Estabelecer para o público a personagem-chave da trama, America Chavez, contando sua origem e motivações – que não foram de fato mostradas –, e concedendo mais um tempo na tela para que tudo fosse diluído com mais facilidade, talvez não trouxesse a percepção do quanto toda aquela narrativa visual acabou se tornando muito acelerada e, mesmo não sendo desconexa, essa correria em apressar alguns eventos não soou muito bem ao meu ver, justamente pelo fato de se apresentar tantas camadas e subtramas para o contexto, além do já estabelecido multiverso no filme. Certamente mais alguns minutos fariam muita diferença para uma construção mais cadenciada e bem mais polida na mente do espectador.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Mesmo sendo um tanto quanto corrido, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” consegue ser coerente e apresentar o conceito do multiverso na prática de forma clara e pertinente ao público. Consegue não perder o ritmo nem oscilar sua trama em prol de oferecer ao espectador uma experiência um tanto quanto diferente da que estamos acostumados a ver no universo Marvel. Arca com suas subtramas, produzindo momentos incríveis e aparições épicas que irão somar muito ao ‘fan service’ já muito bem estabelecido para filmes desse tipo. Se és fã desse universo, pode ir que a diversão é certa. Vale muito o ingresso!
domingo, 1 de maio de 2022
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
sexta-feira, 22 de abril de 2022
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA
sexta-feira, 15 de abril de 2022
Filmes
SONIC 2 - O FILME (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
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| Sonic e Tails: dupla fofa! |
Algo que é bem explícito logo de cara é o fato de que o núcleo humano, apesar de serem ótimos coadjuvantes do protagonista, não interferem de maneira incisiva na trama. O que quero dizer é que Sonic, Tails, Knuckles e Robotnik é que são as reais razões pro filme todo acontecer, pois as interferências humanas não desconstroem a narrativa produzida e gerada para atender a demanda desses. O que é muito bom, por sinal. Souberam focar a trama nos personagens que realmente importavam, sem deixar o núcleo humano vazio de significado no filme (e sei que Robotnik é humano; só coloquei aqui para destacar sua importância na trama). E isso parece algo bem difícil para Hollywood em filmes baseados em jogos, pois parece em muitos casos, quando há personagens em CGI – como é o caso dos ‘Transformers’, por exemplo – que, apesar de não se basear em jogos, foca demais nos protagonistas humanos e destitui da narrativa os reais motivadores para todo aquele projeto acontecer. Isso incomoda muito para quem é fã. Porém o diretor Jeff Fowler fez aqui um belo trabalho em contar uma história que fosse realmente centrada no produto que eles queriam vender – e nesse caso, o Sonic. E certamente foi o ponto mais positivo que vi em um longa baseado em game que usa personagens em CGI, isto é, manter a essência do produto original e focar nele como a coisa mais importante. Ponto para o diretor nisso.
Outro acerto memorável foi a escolha do ator Jim Carrey para o papel do vilão ‘Robotnik’. Versátil e muito caricato, o ator mais uma vez se entrega ao papel com excelência e reproduz em tela um dos mais atrapalhados e icônicos vilões que temos na história dos games. E ver Carrey tão confortável nesse papel nessa segunda etapa, faz-nos ter a convicção de que ele nasceu para ser esse antagonista, pois até o fato do personagem ser mais, digamos, ‘rechonchudo’ nos jogos e magro nas telas, não alterou em nada o produto final no que diz respeito a qualidade técnica apresentada por Carrey em sua atuação. Ele realmente mandou muito bem de novo se mostrando perfeitamente adequado ao personagem.
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| Jim Carrey (Robotnik) e Knuckles: sensacionais! |
Visto o sucesso do primeiro longa, o estúdio Paramount não economizou esforços nem dinheiro para que esse segundo filme fosse realmente um ‘blockbuster’ muito maior e melhor que seu antecessor. A grandiosidade das cenas de ação e a muito boa qualidade dos efeitos especiais e visuais ditaram, juntamente com o bom roteiro e o ‘fan service’, o alto padrão empregado em todas as escolhas estéticas e criativas dos cenários – dos quais alguns deles remetem a jogos da franquia do ouriço – e são um verdadeiro deleite a todos que curtem não somente o Sonic, mas os games em geral, pois a enorme quantidade de ‘easter-eggs’ e referências inseridas nesses mesmos cenários são um outro ponto altíssimo da produção. Uma verdadeira aula de como se fazer um filme sobre games sem ser piegas e nem extremamente diferente do material original.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! "Sonic 2 – O filme" é uma aula sobre como filmes sobre games funcionam em Hollywood. Fala sobre valores de família, passa por dentro de alguns clichês já conhecidos – como a famosa ‘jornada do herói’ – mas, além de tudo isso, cria uma atmosfera incrivelmente saudável e tangível no que diz respeito a construção dos personagens, sua evolução e como tudo isso está bem relacionado com o material original. Um filme realmente divertido, empolgante e para toda família assistir junto. Caso curta esse tipo de filme, realmente vale demais o ingresso e sua ida no cinema!
quinta-feira, 7 de abril de 2022
Bíblia
sábado, 2 de abril de 2022
Filmes
DISNEY PLUS: RED - CRESCER É UMA FERA (Avaliação 5/5 - Excelente!)
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| Momentos fofos de desespero rsrs |
A história vai abordar uma família de tradições chinesas muito fortes e peculiares que vive no Canadá, e tem como protagonista uma menina de 13 anos chamada Mei Lee que segue a risca todos os ritos, posturas e costumes dessa parte da cultura asiática. Porém, por viver em um país estrangeiro e estar se tornando adolescente, o misto entre as mudanças do corpo somados aos fatores externos de uma vida completamente diferenciada daquela que ela está acostumada a viver em casa pulsam dentro de si e aquela menininha quer incessantemente crescer com isso a todo custo. E toda a forma como esses conflitos são abordados (incluindo sua transformação em panda vermelho, que irei mencionar mais abaixo), com um apelo enternecedor em uma boa parte de sua narrativa, conduz o espectador a uma profunda história sobre quebrar certos paradigmas muito entranhados na rigidez quase que petrificada de uma cultura em favor de escolhas que farão ser quem você realmente gostaria de ser. E confesso que nem todos os métodos que Mei Lee usa para isso são louváveis e aprovados para tal feito (e por mais incrível que isso possa parecer, está dentro de uma animação da Disney). Porém o nível do contraste entre uma mãe extremamente inflexível e uma filha que pulsa por querer ‘sair da bolha’ vão gerar uma das maiores tensões que eu jamais pude imaginar em algo que se remete de certa forma as crianças. O nível da abordagem da diretora Domee Shi – que por sinal é chinesa, cresceu no Canadá e isso diz muito sobre a profundidade do longa – é tão gritante que você chega no terceiro ato, já praticamente no clímax da trama, com vários sentimentos mistos entranhados que só vão se diluir na efetiva conclusão quando ‘espelhos’ são quebrados (isso é uma metáfora) e verdades são descortinadas para trazer a tona todas as motivações dos protagonistas. Sim, querido leitor, é algo que eu ainda não vi, nessa escala, em uma produção do estúdio. E a profundidade da dramaticidade deste roteiro pode gerar sentimentos dos mais variados no espectador, justamente pelo fato das camadas de severa seriedade em alguns pontos cruciais do filme. E falando do ponto de vista técnico, é sobremaneira genial tudo isso, pois é uma argumentação muito sólida e reflexiva sobre mudanças e sobre como entender que cada ser humano tem direito de ser sua própria persona, e não viver preso ao que se lhe é estabelecido seja por uma cultura ou o que for. É realmente impactante e o longa vai sim te ‘chacoalhar’ constantemente para isso, caro amigo que lê este texto (e acredito que este era sim o desejo da diretora, produção e roteiro quando tudo foi concebido).
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| A rígida mãe de Mei Lee. |
Outro ponto altamente metafórico no longa diz respeito ao momento em que ela descobre que suas fortes emoções a fazem se transformar em um panda gigante vermelho. Esse ponto aqui tem várias interpretações diferentes. Uma delas é o fato de a volatilidade das fortes mudanças causadas pelo início da adolescência estão representadas na figura do cômico panda. E por mais que isso seja explicado como algo ancestral e que passou por gerações, não há dúvidas quanto ao fato de que isso representa a complexidade das mudanças de Mei Lee das quais elas simplesmente não está sabendo lidar. E é aí que um outro ponto entra. Mudanças as vezes podem ser duras e doloridas. E em um primeiro momento percebe-se claramente o quanto Mei Lee sofre com isso, provando que um outro conceito metafórico existente no panda é que a aceitação da sua realidade, seja ela qual for, não é tão simples quanto parece e que a forma mais satisfatória de lutar é compreendendo melhor o que está de fato acontecendo. Acho esses conceitos por parte de toda a produção de uma sublimidade e percepção tão profundas que fica difícil não tecer muitos elogios a forma minuciosa em que isso foi inserido na narrativa. E justamente o clímax acaba corroborando com tudo isso que narrei aqui, pois no fim é tudo sobre escolhas e aceitação da realidade (quem ver o filme vai entender exatamente o que falo aqui).
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Não vá esperando que "Red – crescer é uma fera" é uma animação tradicional entre bem e mal, heróis e vilões. Nada disso. Ela é profunda, coesa em sua argumentação e narrativa e toca em pontos extremamente peculiares sobre família (em especial aqui uma tradicional chinesa, mas servindo para todos nesse caso). Ela vai sim te chocar em alguns momentos, vai gerar fofura e ternura em outros – justamente para quebrar a tensão dos momentos mais intensos –, mas no fim vai trazer lições valiosíssimas sobre como o nosso meio influencia diretamente em nosso desenvolvimento como ser humano aqui nessa terra. Uma animação maravilhosa que merece ser apreciada com bastante carinho e atenção. Vale demais dar uma conferida.
sexta-feira, 25 de março de 2022
Filmes
NETFLIX: O PROJETO ADAM (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)
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| Ótima dupla de protagonistas! |
Como disse no início, Ryan Reynolds protagoniza o longa como esse cara que vem do futuro e aterrissa no tempo presente (erroneamente, pois ele queria ir mais no passado) em busca do paradeiro de alguém muito especial na vida dele e com quem possui uma estreita relação. O que ele não contava era se deparar com um garoto de 12 anos – vivido pelo ator Walker Scobell – e a partir desse ponto (não vou dar ‘spoilers’ por aqui), algo bem inesperado acontece e o personagem de Reynolds tem de correr contra o tempo para solucionar o problema de sua nave e todo o entorno dos dilemas que o cercam. Seria uma narrativa talvez um pouco batida se não fosse pela incrível interação entre Reynolds e o pequeno Walker, que protagonizam ótimos momentos em tela e possuem uma química muito boa. Sabemos que Ryan Reynolds é um ótimo ator e tem um timing muito bom pra comédia. Porém é Walker Scobell que brilha em cena, movido pela trama e seus dilemas adolescentes afetados pela repentina perda do pai, vivido pelo ator Mark Ruffalo. Aliás, os coadjuvantes também são relevantes para a trama e conduzem bem a principal narrativa. Como já citado, Mark, Jennifer Garner - que vive a mãe do pequeno Walker – e Zoe Saldaña são a outra parte do ‘cast’ que, embora sejam coadjuvantes, trabalham bem ajustados a todo o contexto do longa e fornecem bom suporte aos protagonistas.
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| Diretor Shawn Levy e o ótimo elenco. |
Shawn Levy é quem assina a direção do longa – em uma parceria com Reynolds que já deu muito certo em outros filmes, tais como ‘Free Guy: assumindo o controle’ e a repete aqui – e o bom orçamento fez com que o mesmo juntamente com a equipe de pós-produção pudessem caprichar nos efeitos visuais/especiais, tanto os futuristas quanto os do presente. Com uma boa fotografia e cenas de ação satisfatórias, o longa tem sim uma positiva comparação com os grandes filmes ‘hollywoodianos’ e nos mostras bonitos cenários com belas naves futuristas, incluindo até a bem feita dinâmica visual da viagem em si, abordando o tema tanto em sua parte teórica (ou seja, quais as equações e mecanismos para tal feito), quanto na prática (o evento em si). Tudo realmente muito bem direcionado com a proposta que o longa oferece.
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! De fato, “O projeto Adam” poderia ser mais um filme que aborda esse tema já por tantas vezes narrado e um tanto batido, mas o talento de Ryan Reynolds e do pequeno Walker Scobell ditaram o tom da produção e eles conseguiram sim elevar o nível da mesma. Além de Jennifer Garner, Mark Ruffalo e Zoe Saldaña que complementam positivamente o ótimo elenco. Se estás a procura de um filme leve e divertido e com um emocionante fim, pode assistir que esse é para você, caro leitor. Vale muito a pena!
terça-feira, 15 de março de 2022
Filmes
BATMAN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)
| Pattinson e Zoe: boa química. |
Uma das características mais fortes de Reeves em relação a estética adotada nas filmagens foi a execução de tons escurecidos envolvidos com camadas de cores bem destacadas, no melhor estilo cinema ‘Noir’ (mais detalhes sobre esse conceito aqui). E o grande acerto dessa estética diz respeito ao tom do filme. Como todo o longa soa muito como um filme policial de investigação, nada mais justo e aceitável que se percebesse a trama e o roteiro pelo olhar imaginativo do espectador. Pela estética do filme o público já percebe quais camadas a produção vai ter e boa parte do suspense e do teor do longa estão impregnados em tela com essa característica. E é nessa abordagem visual muito peculiar que o filme vai se revelando dentro de suas quase três horas de duração.
Juntamente com a narrativa visual que a produção oferece, ela também conta com uma trama envolvente e que trafega pelo mar da complexidade vez por outra, aplicando muitas camadas tanto na história do protagonista quanto do antagonista da vez, que é o vilão ‘Charada’ (que, inclusive, consegue ser bem assustador e tão pesado quanto o ‘Coringa’ dos filmes do diretor Christopher Nolan). Ambos são extremamente bem trabalhados no quesito construção de personagens e fazem o espectador terem a real noção de como cada um é de fato (inclusive mostrando um ‘Batman’ novato e em início de carreira, quando muitos ainda não o conheciam como de fato ele é), suas motivações e suas reais intenções. E não só eles, a personagem ‘Mulher-Gato’, vivida pela atriz Zoe Kravitz, também tem diversas camadas na sua personagem e reproduz muito bem todas as faces da anti-heroína para o espectador, gerando alguma empatia em relação a ela também. A única questão aqui em torno desse trio – trama, roteiro e narrativa – é a condução da forma como o filme foi editado e produzido. Há certos momentos que claramente ele perde o ritmo e os diálogos – principalmente os de tom investigativo – acabam se estendendo demais e diminuindo a cadência do filme. Nesse ponto achei que faltou só um pouquinho mais de objetividade e dinamismo para que esse contexto de investigação – que ficou ótimo ao meu ver – não ficasse um tanto quanto prejudicado por conta das prolongadas cenas e ‘takes’ demorados ao longo. Não tira o brilho de todo o filme, mas gera certo incômodo em alguns momentos da projeção.
| Charada: assustador e brutal. |
Da espetacular e escura fotografia aos efeitos práticos e CGIs, tudo acontece em tela de forma fluida e estabelece uma boa conexão com todo o contexto narrativo do filme. Os figurinos também estão muito bem trabalhados e a ambientação melancólica de Gothan City urge em meio ao caos em que a cidade sempre foi e se encontra naquele ambiente. A própria visão fechada de Bruce, muito bem interpretada por Robert Pattinson, corrobora com tudo o que está sendo referenciado neste parágrafo, pois todos os aspectos técnicos da produção se encontram juntamente com a dramatização dos personagens centrais, o que realmente faz-se entender o porquê de todas as escolhas visuais do diretor para o longa.
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Matt Reeves conseguiu fazer desse novo ‘Batman’ algo realmente relevante nas telas para a mitologia do ‘Homem-Morcego’. Um filme bem mais intimista, com belíssimas atuações, um roteiro extremamente impecável com camadas profundas para cada personagem envolvido e um desfecho que foge a lógica dos tradicionais desfechos de filmes de super-heróis, subvertendo a narrativa e surpreendendo o espectador com sua conclusão magistral e, porque não dizer, apoteótica. Um filme para ser apreciado como que se estivesse folheando calmamente uma história em quadrinhos do personagem. Vale demais o ingresso!
sábado, 5 de março de 2022
Bíblia
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Filmes
UNCHARTED - FORA DO MAPA (Avaliação 3,5/5 - Muito Bom!)
| Tom e Mark: ótimo entrosamento em tela. |
Tom Holland, muito conhecido pelos filmes do ‘Homem-Aranha’, foi o ator escolhido para protagonizar ‘Nathan’, só que em uma versão bem mais jovem do que a vista nos jogos. E já há um certo contraste só na percepção do porque ele foi o escolhido para tal. Primeiro, e acho que o mais óbvio, o excelente momento que o ator está vivendo por protagonizar uma franquia de extremo sucesso (que é o caso do Spider-Man) e a boa imagem e visibilidade que ele obteve por estrelar esses filmes. Sem sombra de dúvidas, a escolha dele chamaria grande atenção do público de maneira geral. Porém o contraste está aí, nessa escolha. Tom em nada se parece com o ‘Nathan’ dos jogos e muito menos tem a idade que o personagem possui dentro do game, gerando um certo desconforto quando tentamos aproximar o ator do personagem. E isso talvez possa desconectar os fãs mais ‘hardcore’ e mais puristas do longa, pelo fato de haver essa real discrepância entre as duas mídias. No entanto, o que Tom não tem fisicamente, tem em talento como ator. Ele ainda consegue, com seu esforço, traduzir ‘Nathan’ com certa propriedade. Não de todo, mas se consegue sim, perceber o personagem na pele do jovem ator. Tom demonstra capacidade em, nos próximos filmes, conseguir melhorar ainda mais a performance de seu protagonista, assim como Mark Wahlberg, na pele e na personalidade do parceiro da ‘Nathan’, ‘Sully’. Experiente, Wahlberg, além de delinear as facetas de ‘Sully’, tem enorme química e entrosamento com Tom Holland, o que produz ótimos momentos em tela de ação e, ao meu ver, convence o espectador como dupla para os próximos filmes da franquia. Acredito que essa parceria irá melhorar ainda mais com o tempo.
| Muitas cenas lembram momentos dos jogos. |
O longa não segue exatamente a história sequencial dos jogos, mas faz um apanhado geral e se baseia, em sua essência, no contexto geral deles. Tanto que personagens como ‘Chloe’ (Sophia Taylor Ali) aparecem e somam até de forma positiva com o elenco principal. É uma real ‘faca de dois gumes’, pode-se assim dizer. Da forma que o texto foi escrito, ao meu ver, ficou mais relevante do que seguir fielmente o roteiro dos jogos (a Marvel nunca faz filmes literais dos quadrinhos, mas pega a essência e se baseia no arco em questão; e tem dado certo na maioria das vezes), pois o longa poderia ficar previsível demais para quem jogou o game e isso acho que não seria oportuno. Da forma como foi roteirizado (e vale voltar a dizer que pessoas envolvidas no game da própria Naughty Dog colaboraram) acredito que sim, conseguiu, em diversas cenas, se remeter e muito aos jogos e traduzir o cerne do que é essa franquia no PlayStation para as telas de cinema. E isso para mim foi muito positivo, pois pude enxergar o que jogamos em um outro tipo de mídia, sem precisar ser exatamente idêntica a narrativa, mas mantendo o que realmente importa para não se perder o rumo da produção. As acrobacias (feitas e coreografadas em sua grande maioria pelo próprio Tom Holland, diga-se de passagem), os intensos momentos de ação, os exorbitantes achados (como navios, lugares inóspitos e de difícil acesso) estão todos lá, bem colocados e referenciados com o que se reflete nos games (com direito a boas cenas e bons efeitos especiais). E esse todo, ao meu ver, de fato produziu algo assertivo em minha humilde opinião.
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Uncharted – fora do mapa” pode gerar opiniões mistas entre os mais puristas. Mas a verdade é que, para o grande público em geral, o longa é extremamente funcional e abriu cominhos para outras continuações em um futuro não muito distante. A contar mais uma vez pela ótima parceria entre Tom Holland e Mark Wahlberg, acredito que sim, poderemos ver mais coisas legais e melhores dessa dupla daqui pra frente. Filme pipoca, descompromissado, mas que acredito muito valha o ingresso e a diversão. ^^
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022
Games
| Elenco robusto e cativante. |
Tanto a modelagem dos personagens quanto os cenários estão atualizados e modernizados para tentar atender a demanda do mundo atual (inclusive adotando um certo estilo minimalista na elaboração das fontes usadas em todo o 'layout' do game e nas barras de vida e de golpes especiais). Apesar de muito bonitos e de terem conseguido um patamar bastante significativo, ainda necessitavam de um pouco mais para chegar ao padrão que vemos hoje na indústria. E não considere isso uma crítica negativa. Não me incomodo com as escolhas estéticas que a empresa usou pra modelar seus personagens em 3D, optando por um tom menos realista e mais cartunesco e pelos cenários que lembram muito o estilo adotado pela corporação em jogos como ‘Fatal Fury’ (basta olhar pro cenário do ‘Team Hero’ e vais notar certa semelhança no sentido do conceito, dada as devidas proporções, com o cenário do personagem ‘Tung Fu Rue’ de ‘Fatal Fury Special’, por exemplo). O que me refiro é ao um nível mais profundo de detalhamento dos mesmos. Temos recursos suficientes hoje para elaboração de algo bem mais aprimorado em termos técnicos e acho que isso faltou um pouco mais no game. Personagens ‘cameo’ (isto é, escondidos no cenário), como é de costume da empresa, também não deram as caras nesse e eu senti muita falta disso. Porém eu devo considerar todos os esforços que os produtores fizeram para nos trazer algo positivo e, de certa forma, renovado para esse novo momento.
Em termos de ‘gameplay’, devo realmente considerar aqui o trabalho caprichado que foi realizado neste. Aprimorando tudo o que estava ainda não muito acertado em seu antecessor, o game conta com uma jogabilidade ainda mais fluida, personagens muito equilibrados e algumas novas mecânicas que incrementam e muito a jogatina. O novo sistema ‘shatter strike’ deu ao game um dinamismo ímpar e contribuiu muito para acentuar e refinar melhor as nuances da ‘gameplay’. E tanto para jogadores casuais quanto para veteranos, o jogo conta com um estilo básico de aperto de botão múltiplas vezes para aqueles que são considerados público novo, que gostaria de jogar o game mas não simpatiza com sua movimentação ‘hardcore’. E também acerta na profundidade para se tornar um mestre e ficar páreo a páreo com um jogador mais profissional ou com um nível mais elevado. Quanto a esse quesito, a satisfação de todos em geral está garantida.
A trilha sonora é um espetáculo a parte. Dona de um acervo musical memorável, além da faixas inerentes ao game, que estão belíssimas e refletem bem a composição de cada um dos times no game, a empresa disponibilizou todas as trilhas dos jogos anteriores em um modo chamado ‘DJ Station’ e trouxe a nossa memória as icônicas músicas tanto do KOF quanto até de outros jogos da empresa. Dentro desse modo você pode criar ‘playlists’ para ouvir suas favoritas e ‘in game’ pode dinamizar essas para tocar durante as partidas. É realmente prazeroso jogar escutando o acervo dos jogos passados. Pode usar as composições para tocar ou com o time correspondente àquela ou com um personagem que estava naquele trio anteriormente. Muito acertada também essa função no jogo.
| A jogabilidade está melhor refinada neste. |
O modo ‘história’ recria de
certa forma o padrão dos jogos anteriores com CGI’s bonitas e uma narrativa que
ainda está se construindo. Começando pelo jogo anterior, um novo arco está em
andamento e as escolhas narrativas que os roteiristas usaram para este poderiam
ter sido melhor elaboradas. E não que eu ache a história ruim neste ou que eu
queira ver temas profundos abordados. Longe disso. Até porque normalmente os ‘The
King of Fighters’ possuem trilogias contadas e acredito que no último capítulo
desse arco o clímax da história irá explicar bem mais coisas além. Mas, ao meu
ver, e até para atender a demanda atual dos modos ‘história’ de vários jogos
(incluindo alguns do gênero, como é o caso de ‘Injustice’ e ‘Mortal Kombat’),
acredito que sim, poderiam rever e reconsiderar implementar esse novo conceito
de narrativa usado nos dias atuais.
Por fim, o modo online foi expandido e
está ainda mais sólido, sendo para isso usado um conceito bastante recorrente chamado ‘rollback
netcode’, que melhora as taxas de quadros jogando com outros jogadores em rede (se
desejar leia mais sobre esse conceito aqui). Com vários modos muito
convincentes (inclusive um que permite até 6 jogadores simultâneos com cada um
escolhendo seu personagem, como em uma partida dos antigos fliperamas), o
título já chega para ser extremamente competitivo nesse quesito e estabelece um
novo alto padrão de jogatinas online para a franquia. Nos testes que fiz pude
notar melhor fluidez e respostas bem mais rápidas no 'netcode', o que facilita
demais na precisão dos comandos executados e estabiliza melhor as constantes
quedas de frames por segundo do jogo em conexão com outros jogadores.
Um adição e tanto para este modo que vai agregar e muito ao longo dos anos de
vida útil desse produto.
Em suma: ‘The King of Fighters XV’
acerta a mão e conserta todos os problemas que o seu antecessor teve, implementado
várias melhorias em todos os quesitos do jogo e estabelece um novo patamar para
a franquia. Com notas extremamente positivas de vários meios de comunicação
especializados, esse título entra para o ‘hall’ dos mais memoráveis de toda a
série, seja por seu elenco chamativo, pela sua magnifica trilha sonora ou pelo
seu positivo modo online. Um game para ser apreciado por muito tempo e trazer
bastante diversão a todos que estão dispostos a jogá-lo. Nota 9!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
Filmes
MORTE NO NILO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)
| O engenhoso detetive em mais um caso difícil. |
Kenneth – que interpreta o protagonista detetive – reproduz com certa propriedade as várias facetas do personagem desde o primeiro filme, inclusive carregando forte no sotaque belga do nobre investigador. Além de sua atuação, temos novamente um grupo seleto de atores que irão servir de base para caracterizar os personagens dessa nova trama. Com destaque para Gal Gadot, que interpreta ‘Linnet Doyle’, uma ricaça que se casa com o namorado da sua melhor amiga (Armie Hammer interpreta ‘Simon Doyle’, o homem que trocou ‘Jacqueline de Belfort’, vivida por Emma Mackey, pouco depois de terminar o seu noivado) e esse trio é o que vai fazer toda a trama prosseguir até o seu inesperado fim, quando tudo e todos são harmoniosamente destacados e suspeitos. E a condução da narrativa até o eletrizante fim só não é mais tensa pelo fato do filme só priorizar o evento crime em mais da metade do segundo ato. Embora fosse compreensível dar espaço de tela para Gal brilhar, isso ao meu ver corroborou para que o inicio da tensão demorasse a acontecer, fazendo o espectador esperar um pouco mais para que o roteiro pudesse realmente se destacar e fazer o seu papel que é característico do livros. E não que as atuações condissessem e fossem a altura de cada um dos seus papéis – fazendo inclusive os coadjuvantes se destacarem bastante também, como é o caso de Sophie Okenedo, que vive ‘Salome Otterbourn’ e sua sobrinha, ‘Rosalie Otterbourn’, interpretada pela atriz Letitia Wright, que mantém uma subtrama bem interessante –, mas esse prolongamento um tanto excessivo colocou o longa por alguns momentos em uma certa queda de ritmo, dada a ligeira lentidão do acontecimento principal. Nada que ofusque ou estrague a experiência, mas pude realmente notar esse deslize, vamos assim dizer.
| A trama gira em torno desse trio. |
No que diz respeito a ambientação, todo o entorno de luzes e destaques dos cenários, através da estonteante fotografia, pareia o caminho de toda a narrativa com belíssimas paisagens e um enquadramento nas várias esculturas e nos enormes monumentos encontrados as margens do Rio Nilo, no Egito. Isso sem contar as falas e trajes de época, todos muito bem elaborados, e que permitiu um charme ímpar na película e uma ainda maior adequação a todo aquele contexto. E nesse quesito tanto o primeiro quanto o segundo seguem uma mesma linha de padrão de qualidade. Muito bom!
Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Kenneth Brannagh consegue mais um bom feito com “Morte no Nilo”: o de conseguir transpor com certa fidelidade toda a inventividade dos livros de Agatha Christie para as telas novamente. Embora o elenco do primeiro fosse ainda mais robusto, esse não deixa nem um pouco a desejar no quesito atuação e destaques. Se você é fã, assim como eu, querido leitor, dos livros dessa escritora, pode ir assistir pois a diversão, o suspense e o mistério estão garantidos. Vale muito o ingresso!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Filmes
RECOMENDAÇÃO: O ESCÂNDALO (2020)
| Trio excelente com atuações muito boas! |
| John Lithgow interpreta Roger Alies. |
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Bíblia
REFLEXÃO BÍBLICA











