sexta-feira, 25 de março de 2022

Filmes

NETFLIX: O PROJETO ADAM (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Longa da Netflix que trata sobre viagem no tempo tem Ryan Reynolds e grande elenco em uma aventura divertida e funcional. Vamos a análise!
 Existem inúmeras teorias e pesquisas que trabalham ainda em campos hipotéticos sobre como realmente se daria voltar ao passado – ou avançar no futuro, como queira. E nessas teorias, alguns filmes se baseiam para dar suporte a seu roteiro e elaborar sua trama de forma que o espectador seja levado talvez, de forma subjetiva, através de uma câmera, a perceber como seria feita de fato essas viagens. E a Netflix trouxe, em mais um produto que aborda esse tema, uma trama leve que usa de uma dessas teses na qual alterando eventos no passado, o futuro pode ser mudado através desses novos acontecimentos. Usando a mesma dinâmica de filmes como ‘De volta para o futuro’ (que usa dessa teoria), o longa brinca com essa possibilidade e faz uma divertida analogia entre o que sou hoje e o que me tornarei daqui a alguns anos, pois a trama traz implicitamente essa projeção, bem como um foco interessante nas interações familiares e como elas afetam o passado, presente e o futuro de forma bem profunda e relevante.
Ótima dupla de protagonistas!

 Como disse no início, Ryan Reynolds protagoniza o longa como esse cara que vem do futuro e aterrissa no tempo presente (erroneamente, pois ele queria ir mais no passado) em busca do paradeiro de alguém muito especial na vida dele e com quem possui uma estreita relação. O que ele não contava era se deparar com um garoto de 12 anos – vivido pelo ator Walker Scobell – e a partir desse ponto (não vou dar ‘spoilers’ por aqui), algo bem inesperado acontece e o personagem de Reynolds tem de correr contra o tempo para solucionar o problema de sua nave e todo o entorno dos dilemas que o cercam. Seria uma narrativa talvez um pouco batida se não fosse pela incrível interação entre Reynolds e o pequeno Walker, que protagonizam ótimos momentos em tela e possuem uma química muito boa. Sabemos que Ryan Reynolds é um ótimo ator e tem um timing muito bom pra comédia. Porém é Walker Scobell que brilha em cena, movido pela trama e seus dilemas adolescentes afetados pela repentina perda do pai, vivido pelo ator Mark Ruffalo. Aliás, os coadjuvantes também são relevantes para a trama e conduzem bem a principal narrativa. Como já citado, Mark, Jennifer Garner - que vive a mãe do pequeno Walker – e Zoe Saldaña são a outra parte do ‘cast’ que, embora sejam coadjuvantes, trabalham bem ajustados a todo o contexto do longa e fornecem bom suporte aos protagonistas.

Diretor Shawn Levy e o ótimo elenco.

 Shawn Levy é quem assina a direção do longa – em uma parceria com Reynolds que já deu muito certo em outros filmes, tais como ‘Free Guy: assumindo o controle’ e a repete aqui –  e o bom orçamento fez com que o mesmo juntamente com a equipe de pós-produção pudessem caprichar nos efeitos visuais/especiais, tanto os futuristas quanto os do presente. Com uma boa fotografia e cenas de ação satisfatórias, o longa tem sim uma positiva comparação com os grandes filmes ‘hollywoodianos’ e nos mostras bonitos cenários com belas naves futuristas, incluindo até a bem feita dinâmica visual da viagem em si, abordando o tema tanto em sua parte teórica (ou seja, quais as equações e mecanismos para tal feito), quanto na prática (o evento em si). Tudo realmente muito bem direcionado com a proposta que o longa oferece.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! De fato, “O projeto Adam” poderia ser mais um filme que aborda esse tema já por tantas vezes narrado e um tanto batido, mas o talento de Ryan Reynolds e do pequeno Walker Scobell ditaram o tom da produção e eles conseguiram sim elevar o nível da mesma. Além de Jennifer Garner, Mark Ruffalo e Zoe Saldaña que complementam positivamente o ótimo elenco. Se estás a procura de um filme leve e divertido e com um emocionante fim, pode assistir que esse é para você, caro leitor. Vale muito a pena!

terça-feira, 15 de março de 2022

Filmes

BATMAN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Com uma visão diferenciada das demais obras já produzidas do personagem, longa consegue a façanha de se renovar e se reinventar em meio a tantos filmes já lançados. Vamos a análise!
 Se existe um personagem que a Warner/DC tenta explorar a exaustão, esse certamente é o ‘Homem-Morcego’. Dono de uma intelectualidade e personalidade ímpares, o herói já foi retratado de diversas maneiras por diversos atores e diretores ao longo desde a sua criação em 1939. E era de se esperar um certo desgaste por conta da exposição desenfreada de um mesmo protagonista mostrada a esmo em um período muito curto de tempo (referindo-me neste caso cerca de vinte anos para cá, onde já tivemos cerca de três versões diferentes). Porém ‘Bruce Wayne’ tem força em todas as mídias em que ele já esteve presente. Suas múltiplas facetas nunca são sempre totalmente exploradas. E o diretor Matt Reeves tratou de pegar algumas dessas características inexploradas nos filmes e produziu, por mais incrível que possa parecer, um longa com frescor e ares de novidade como ainda não se tinha visto nas telonas. Com uma trama voltada muito mais para o lado investigativo do herói, o diretor conseguiu introduzir conceitos interessantes e renovados para ‘Batman’ e revitalizar mais uma vez o personagem em tela, o que abre portas para uma nova leva de filmes do querido protagonista.
Pattinson e Zoe: boa química.

 Uma das características mais fortes de Reeves em relação a estética adotada nas filmagens foi a execução de tons escurecidos envolvidos com camadas de cores bem destacadas, no melhor estilo cinema ‘Noir’ (mais detalhes sobre esse conceito aqui). E o grande acerto dessa estética diz respeito ao tom do filme. Como todo o longa soa muito como um filme policial de investigação, nada mais justo e aceitável que se percebesse a trama e o roteiro pelo olhar imaginativo do espectador. Pela estética do filme o público já percebe quais camadas a produção vai ter e boa parte do suspense e do teor do longa estão impregnados em tela com essa característica. E é nessa abordagem visual muito peculiar que o filme vai se revelando dentro de suas quase três horas de duração.
 Juntamente com a narrativa visual que a produção oferece, ela também conta com uma trama envolvente e que trafega pelo mar da complexidade vez por outra, aplicando muitas camadas tanto na história do protagonista quanto do antagonista da vez, que é o vilão ‘Charada’ (que, inclusive, consegue ser bem assustador e tão pesado quanto o ‘Coringa’ dos filmes do diretor Christopher Nolan). Ambos são extremamente bem trabalhados no quesito construção de personagens e fazem o espectador terem a real noção de como cada um é de fato (inclusive mostrando um ‘Batman’ novato e em início de carreira, quando muitos ainda não o conheciam como de fato ele é), suas motivações e suas reais intenções. E não só eles, a personagem ‘Mulher-Gato’, vivida pela atriz Zoe Kravitz, também tem diversas camadas na sua personagem e reproduz muito bem todas as faces da anti-heroína para o espectador, gerando alguma empatia em relação a ela também. A única questão aqui em torno desse trio – trama, roteiro e narrativa – é a condução da forma como o filme foi editado e produzido. Há certos momentos que claramente ele perde o ritmo e os diálogos – principalmente os de tom investigativo – acabam se estendendo demais e diminuindo a cadência do filme. Nesse ponto achei que faltou só um pouquinho mais de objetividade e dinamismo para que esse contexto de investigação – que ficou ótimo ao meu ver – não ficasse um tanto quanto prejudicado por conta das prolongadas cenas e ‘takes’ demorados ao longo. Não tira o brilho de todo o filme, mas gera certo incômodo em alguns momentos da projeção.

Charada: assustador e brutal.

 Da espetacular e escura fotografia aos efeitos práticos e CGIs, tudo acontece em tela de forma fluida e estabelece uma boa conexão com todo o contexto narrativo do filme. Os figurinos também estão muito bem trabalhados e a ambientação melancólica de Gothan City urge em meio ao caos em que a cidade sempre foi e se encontra naquele ambiente. A própria visão fechada de Bruce, muito bem interpretada por Robert Pattinson, corrobora com tudo o que está sendo referenciado neste parágrafo, pois todos os aspectos técnicos da produção se encontram juntamente com a dramatização dos personagens centrais, o que realmente faz-se entender o porquê de todas as escolhas visuais do diretor para o longa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Matt Reeves conseguiu fazer desse novo ‘Batman’ algo realmente relevante nas telas para a mitologia do ‘Homem-Morcego’. Um filme bem mais intimista, com belíssimas atuações, um roteiro extremamente impecável com camadas profundas para cada personagem envolvido e um desfecho que foge a lógica dos tradicionais desfechos de filmes de super-heróis, subvertendo a narrativa e surpreendendo o espectador com sua conclusão magistral e, porque não dizer, apoteótica. Um filme para ser apreciado como que se estivesse folheando calmamente uma história em quadrinhos do personagem. Vale demais o ingresso!

sábado, 5 de março de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está em oculto; e o teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará" Mateus 6.6
 Há lacunas em nossas vidas que não podem ser preenchidas com utensílios que obtemos aqui nesta terra. E por vezes há necessidades que nunca vão ser resolvidas por estes. Mas Deus, em Seu infinito amor e graça, nos deu um dos maiores privilégios que o ser humano pode ter: o poder de falar com Ele. Sim, porque falar com Deus muitas das vezes é remédio. Muitas das vezes é consolo. Muitas das vezes é desabafo com quem realmente te entende. É a maior e melhor forma de termos real contato com Deus. E no texto em apreço diz que não precisamos estar perto de ninguém e nem próximo a ídolos para fazer nossas petições. A Bíblia é bem clara: fecha a tua porta, ou seja, fale somente com Deus o que estás necessitando que Ele vê, te ouve e te recompensa. Ele é tão bom e tão amoroso que até quem não está na presença dEle, se O clamar, Ele pode ouvir, abençoar e se revelar a essa pessoa como Deus. Ei querido, temos um Deus que não vê dificuldade em parar e ouvir o ser humano, pois até nossos erros e falhas se nós confessarmos em oração, Ele tem nas mãos a misericórdia e o perdão para O liberar. Algo que muitas vezes as pessoas - e até cristãos também - não tem conosco. Mas o Deus que servimos pode fazer muito mais além do que pedimos ou pensamos, pois Ele tem todas as respostas em Suas mãos, aguardando para liberá-las para todo aquele que O chamar. Pense nisso e comece agora um relacionamento com Ele. Ou se estás com dificuldades para orar, que o Deus dos Céus te conceda a força e a motivação necessárias para que você volte a conversar com Ele. E a canção de hoje que complementa nossa mensagem é "Marquinhos Gomes - Quarto secreto". Que você possa meditar nessa mensagem e ser muito abençoado por essa lindíssima canção em nome do Senhor Jesus!




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Filmes

UNCHARTED - FORA DO MAPA (Avaliação 3,5/5 - Muito Bom!)


 Longa de franquia de muito sucesso no PlayStation faz várias referências aos jogos e abre possível espaço para continuações. Vamos a análise!
 Filmes baseados em games temos aos montes atualmente. Alguns são até bem sucedidos (como é o caso do ‘Sonic’, por exemplo) e outros, nem tanto. ‘Uncharted’, que conta a história de um aventureiro em uma caça a tesouros chamado ‘Nathan Drake’ – no melhor estilo ‘Indiana Jones’ moderno – foi o escolhido da vez para embarcar em outro tipo de mídia e ver como seria o resultado disso. E desde já quero enfatizar algo pontual e interessante: o filme teve a supervisão de pessoas da equipe que produziu o jogo e isso já conta, ao meu ver, como um ponto a favor para o longa, pois em diversos casos as escolhas de roteiro e de narrativa muitas das vezes são deixadas em mãos de pessoas que não tem a mínima noção do produto que tem e caminham em direção amplamente oposta a proposta do segmento no qual estão trabalhando, gerando estranheza por parte do público e da crítica em termos gerais. Ao menos nesse, o trabalho foi realizado em paralelo com quem realmente sabe o que tem.
Tom e Mark: ótimo entrosamento em tela.

 Tom Holland, muito conhecido pelos filmes do ‘Homem-Aranha’, foi o ator escolhido para protagonizar ‘Nathan’, só que em uma versão bem mais jovem do que a vista nos jogos. E já há um certo contraste só na percepção do porque ele foi o escolhido para tal. Primeiro, e acho que o mais óbvio, o excelente momento que o ator está vivendo por protagonizar uma franquia de extremo sucesso (que é o caso do Spider-Man) e a boa imagem e visibilidade que ele obteve por estrelar esses filmes. Sem sombra de dúvidas, a escolha dele chamaria grande atenção do público de maneira geral. Porém o contraste está aí, nessa escolha. Tom em nada se parece com o ‘Nathan’ dos jogos e muito menos tem a idade que o personagem possui dentro do game, gerando um certo desconforto quando tentamos aproximar o ator do personagem. E isso talvez possa desconectar os fãs mais ‘hardcore’ e mais puristas do longa, pelo fato de haver essa real discrepância entre as duas mídias. No entanto, o que Tom não tem fisicamente, tem em talento como ator. Ele ainda consegue, com seu esforço, traduzir ‘Nathan’ com certa propriedade. Não de todo, mas se consegue sim, perceber o personagem na pele do jovem ator. Tom demonstra capacidade em, nos próximos filmes, conseguir melhorar ainda mais a performance de seu protagonista, assim como Mark Wahlberg, na pele e na personalidade do parceiro da ‘Nathan’, ‘Sully’. Experiente, Wahlberg, além de delinear as facetas de ‘Sully’, tem enorme química e entrosamento com Tom Holland, o que produz ótimos momentos em tela de ação e, ao meu ver, convence o espectador como dupla para os próximos filmes da franquia. Acredito que essa parceria irá melhorar ainda mais com o tempo.

Muitas cenas lembram momentos dos jogos.

 O longa não segue exatamente a história sequencial dos jogos, mas faz um apanhado geral e se baseia, em sua essência, no contexto geral deles. Tanto que personagens como ‘Chloe’ (Sophia Taylor Ali) aparecem e somam até de forma positiva com o elenco principal. É uma real ‘faca de dois gumes’, pode-se assim dizer. Da forma que o texto foi escrito, ao meu ver, ficou mais relevante do que seguir fielmente o roteiro dos jogos (a Marvel nunca faz filmes literais dos quadrinhos, mas pega a essência e se baseia no arco em questão; e tem dado certo na maioria das vezes), pois o longa poderia ficar previsível demais para quem jogou o game e isso acho que não seria oportuno. Da forma como foi roteirizado (e vale voltar a dizer que pessoas envolvidas no game da própria Naughty Dog colaboraram) acredito que sim, conseguiu, em diversas cenas, se remeter e muito aos jogos e traduzir o cerne do que é essa franquia no PlayStation para as telas de cinema. E isso para mim foi muito positivo, pois pude enxergar o que jogamos em um outro tipo de mídia, sem precisar ser exatamente idêntica a narrativa, mas mantendo o que realmente importa para não se perder o rumo da produção. As acrobacias (feitas e coreografadas em sua grande maioria pelo próprio Tom Holland, diga-se de passagem), os intensos momentos de ação, os exorbitantes achados (como navios, lugares inóspitos e de difícil acesso) estão todos lá, bem colocados e referenciados com o que se reflete nos games (com direito a boas cenas e bons efeitos especiais). E esse todo, ao meu ver, de fato produziu algo assertivo em minha humilde opinião.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Uncharted – fora do mapa” pode gerar opiniões mistas entre os mais puristas. Mas a verdade é que, para o grande público em geral, o longa é extremamente funcional e abriu cominhos para outras continuações em um futuro não muito distante. A contar mais uma vez pela ótima parceria entre Tom Holland e Mark Wahlberg, acredito que sim, poderemos ver mais coisas legais e melhores dessa dupla daqui pra frente. Filme pipoca, descompromissado, mas que acredito muito valha o ingresso e a diversão. ^^


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Games

COMENTÁRIO: THE KING OF FIGHTERS XV (PS4, PS5, XBOX SERIES S/X, STEAM, EPIC)


 A franquia ‘The King of Fighters’ está no mercado há cerca de 28 anos e, mesmo com todos altos e baixos que a empresa proprietária SNK teve ao longo de seu percurso, o game ainda tem fôlego e força para se manter com sua propriedade intelectual ativa, pois, desde o seu lançamento em 25 de Agosto de 1994, alcançou muito sucesso desde então e entrou para o rol de jogos que ficaram gravados na memória dos fãs de todo o mundo. E esse vigor que a marca tem é o que faz ela ser tão longeva e duradoura. Com uma jogabilidade sempre divertida e personagens muito cativantes, manteve ao longo de sua história o interesse do público do qual pertence vivo e cá estamos nós para falar de mais um capítulo desse que vem se tornando novamente muito relevante para a indústria, não só para os jogos de luta, mas para um todo no geral, pois cada franquia que se reergue ou se renova acaba por movimentar o mercado na sua totalidade.
 ‘KOF XV’ tem um elenco muito robusto e extremamente fascinante, dado o fato de que a empresa usou da popularidade dos personagens para compô-lo. Vários nomes que haviam dado as caras em jogos anteriores e que por algum motivo não apareceram mais estão aqui outra vez. E isso é importante para agregar valor ao produto em questão. Quando o público é atendido em suas expectativas quanto a qualidade de um determinado item, o mesmo fica interessado em saber sobre ele. E é o que aconteceu nesse. O marketing acertado da SNK com vídeos de revelações de personagens postados ao longo do ano de 2021 e as várias boas surpresas que chegaram trouxeram o renovo que a franquia precisava para ser atrativa e ganhar ainda mais respeito como marca. Afinal de contas, esse título é o carro-chefe da empresa e realmente precisa de certo cuidado em como vai se apresentar para a sua audiência. E isso a SNK ao meu ver soube fazer de maneira satisfatória.
Elenco robusto e cativante.

 Tanto a modelagem dos personagens quanto os cenários estão atualizados e modernizados para tentar atender a demanda do mundo atual (inclusive adotando um certo estilo minimalista na elaboração das fontes usadas em todo o 'layout' do game e nas barras de vida e de golpes especiais). Apesar de muito bonitos e de terem conseguido um patamar bastante significativo, ainda necessitavam de um pouco mais para chegar ao padrão que vemos hoje na indústria. E não considere isso uma crítica negativa. Não me incomodo com as escolhas estéticas que a empresa usou pra modelar seus personagens em 3D, optando por um tom menos realista e mais cartunesco e pelos cenários que lembram muito o estilo adotado pela corporação em jogos como ‘Fatal Fury’ (basta olhar pro cenário do ‘Team Hero’ e vais notar certa semelhança no sentido do conceito, dada as devidas proporções, com o cenário do personagem ‘Tung Fu Rue’ de ‘Fatal Fury Special’, por exemplo). O que me refiro é ao um nível mais profundo de detalhamento dos mesmos. Temos recursos suficientes hoje para elaboração de algo bem mais aprimorado em termos técnicos e acho que isso faltou um pouco mais no game. Personagens ‘cameo’ (isto é, escondidos no cenário), como é de costume da empresa, também não deram as caras nesse e eu senti muita falta disso. Porém eu devo considerar todos os esforços que os produtores fizeram para nos trazer algo positivo e, de certa forma, renovado para esse novo momento.
 Em termos de ‘gameplay’, devo realmente considerar aqui o trabalho caprichado que foi realizado neste. Aprimorando tudo o que estava ainda não muito acertado em seu antecessor, o game conta com uma jogabilidade ainda mais fluida, personagens muito equilibrados e algumas novas mecânicas que incrementam e muito a jogatina. O novo sistema ‘shatter strike’ deu ao game um dinamismo ímpar e contribuiu muito para acentuar e refinar melhor as nuances da ‘gameplay’. E tanto para jogadores casuais quanto para veteranos, o jogo conta com um estilo básico de aperto de botão múltiplas vezes para aqueles que são considerados público novo, que gostaria de jogar o game mas não simpatiza com sua movimentação ‘hardcore’. E também acerta na profundidade para se tornar um mestre e ficar páreo a páreo com um jogador mais profissional ou com um nível mais elevado. Quanto a esse quesito, a satisfação de todos em geral está garantida.
 A trilha sonora é um espetáculo a parte. Dona de um acervo musical memorável, além da faixas inerentes ao game, que estão belíssimas e refletem bem a composição de cada um dos times no game, a empresa disponibilizou todas as trilhas dos jogos anteriores em um modo chamado ‘DJ Station’ e trouxe a nossa memória as icônicas músicas tanto do KOF quanto até de outros jogos da empresa. Dentro desse modo você pode criar ‘playlists’ para ouvir suas favoritas e ‘in game’ pode dinamizar essas para tocar durante as partidas. É realmente prazeroso jogar escutando o acervo dos jogos passados. Pode usar as composições para tocar ou com o time correspondente àquela ou com um personagem que estava naquele trio anteriormente. Muito acertada também essa função no jogo.

A jogabilidade está melhor refinada neste.

 O modo ‘história’ recria de certa forma o padrão dos jogos anteriores com CGI’s bonitas e uma narrativa que ainda está se construindo. Começando pelo jogo anterior, um novo arco está em andamento e as escolhas narrativas que os roteiristas usaram para este poderiam ter sido melhor elaboradas. E não que eu ache a história ruim neste ou que eu queira ver temas profundos abordados. Longe disso. Até porque normalmente os ‘The King of Fighters’ possuem trilogias contadas e acredito que no último capítulo desse arco o clímax da história irá explicar bem mais coisas além. Mas, ao meu ver, e até para atender a demanda atual dos modos ‘história’ de vários jogos (incluindo alguns do gênero, como é o caso de ‘Injustice’ e ‘Mortal Kombat’), acredito que sim, poderiam rever e reconsiderar implementar esse novo conceito de narrativa usado nos dias atuais.
 Por fim, o modo online foi expandido e está ainda mais sólido, sendo para isso usado um conceito bastante recorrente chamado ‘rollback netcode’, que melhora as taxas de quadros jogando com outros jogadores em rede (se desejar leia mais sobre esse conceito aqui). Com vários modos muito convincentes (inclusive um que permite até 6 jogadores simultâneos com cada um escolhendo seu personagem, como em uma partida dos antigos fliperamas), o título já chega para ser extremamente competitivo nesse quesito e estabelece um novo alto padrão de jogatinas online para a franquia. Nos testes que fiz pude notar melhor fluidez e respostas bem mais rápidas no 'netcode', o que facilita demais na precisão dos comandos executados e estabiliza melhor as constantes quedas de frames por segundo do jogo em conexão com outros jogadores. Um adição e tanto para este modo que vai agregar e muito ao longo dos anos de vida útil desse produto.
 Em suma: ‘The King of Fighters XV’ acerta a mão e conserta todos os problemas que o seu antecessor teve, implementado várias melhorias em todos os quesitos do jogo e estabelece um novo patamar para a franquia. Com notas extremamente positivas de vários meios de comunicação especializados, esse título entra para o ‘hall’ dos mais memoráveis de toda a série, seja por seu elenco chamativo, pela sua magnifica trilha sonora ou pelo seu positivo modo online. Um game para ser apreciado por muito tempo e trazer bastante diversão a todos que estão dispostos a jogá-lo. Nota 9!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Filmes

MORTE NO NILO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Novo longa da franquia de livros da escritora Agatha Christie mantém a fórmula de seu antecessor, com um pouquinho menos tempo de tensão em tela. Vamos a análise! ^^
 Quando surgiu a informação que o diretor, ator e produtor Kenneth Brannagh iria fazer a adaptação do livro ‘Assassinato no expresso do oriente’ senti uma boa oportunidade de poder ver uma obra tão interessante e bem construída indo para as telas e sendo executada de forma brilhante pelo talentoso ator/diretor. Havia ali as condições ideais para se filmar tal obra, pois Brannagh teve o cuidado de trazer uma parte da fórmula que tanto deu certo nos livros: o suspense e o mistério. A autora sempre foi muito feliz em ser detalhista, ao mesmo tempo que permeava toda sua literatura com casos de difícil solução, mesmo sendo para um dos seu mais nobres detetives: Sir. Hercule Poirot.
 Poirot apareceu na maioria das histórias da escritora e foi por esse viés que o ator/diretor seguiu para contar isso nos filmes. Traduzir essas histórias em uma outra mídia soa como um trunfo para aqueles que a conseguem conduzi-las de forma coesa. E para nosso deleite, tanto o primeiro quanto esse procuram calcular a medida certa entre a obra original e sua transposição para as telas.

O engenhoso detetive em mais um caso difícil.

 Kenneth – que interpreta o protagonista detetive – reproduz com certa propriedade as várias facetas do personagem desde o primeiro filme, inclusive carregando forte no sotaque belga do nobre investigador. Além de sua atuação, temos novamente um grupo seleto de atores que irão servir de base para caracterizar os personagens dessa nova trama. Com destaque para Gal Gadot, que interpreta ‘Linnet Doyle’, uma ricaça que se casa com o namorado da sua melhor amiga (Armie Hammer interpreta ‘Simon Doyle’, o homem que trocou ‘Jacqueline de Belfort’, vivida por Emma Mackey, pouco depois de terminar o seu noivado) e esse trio é o que vai fazer toda a trama prosseguir até o seu inesperado fim, quando tudo e todos são harmoniosamente destacados e suspeitos. E a condução da narrativa até o eletrizante fim só não é mais tensa pelo fato do filme só priorizar o evento crime em mais da metade do segundo ato. Embora fosse compreensível dar espaço de tela para Gal brilhar, isso ao meu ver corroborou para que o inicio da tensão demorasse a acontecer, fazendo o espectador esperar um pouco mais para que o roteiro pudesse realmente se destacar e fazer o seu papel que é característico do livros. E não que as atuações condissessem e fossem a altura de cada um dos seus papéis – fazendo inclusive os coadjuvantes se destacarem bastante também, como é o caso de Sophie Okenedo, que vive ‘Salome Otterbourn’ e sua sobrinha, ‘Rosalie Otterbourn’, interpretada pela atriz Letitia Wright, que mantém uma subtrama bem interessante –, mas esse prolongamento um tanto excessivo colocou o longa por alguns momentos em uma certa queda de ritmo, dada a ligeira lentidão do acontecimento principal. Nada que ofusque ou estrague a experiência, mas pude realmente notar esse deslize, vamos assim dizer.
A trama gira em torno desse trio.

 No que diz respeito a ambientação, todo o entorno de luzes e destaques dos cenários, através da estonteante fotografia, pareia o caminho de toda a narrativa com belíssimas paisagens e um enquadramento nas várias esculturas e nos enormes monumentos encontrados as margens do Rio Nilo, no Egito. Isso sem contar as falas e trajes de época, todos muito bem elaborados, e que permitiu um charme ímpar na película e uma ainda maior adequação a todo aquele contexto. E nesse quesito tanto o primeiro quanto o segundo seguem uma mesma linha de padrão de qualidade. Muito bom!
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Kenneth Brannagh consegue mais um bom feito com “Morte no Nilo”: o de conseguir transpor com certa fidelidade toda a inventividade dos livros de Agatha Christie para as telas novamente. Embora o elenco do primeiro fosse ainda mais robusto, esse não deixa nem um pouco a desejar no quesito atuação e destaques. Se você é fã, assim como eu, querido leitor, dos livros dessa escritora, pode ir assistir pois a diversão, o suspense e o mistério estão garantidos. Vale muito o ingresso!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Filmes

RECOMENDAÇÃO: O ESCÂNDALO (2020)


 Longa protagonizado por grandes estrelas do cinema traz a tona um lado sombrio do mundo das celebridades jornalísticas. Vamos a análise!
 Tudo o que a gente vê em qualquer tipo de mídia esconde o lado mais difícil de se perceber que são os bastidores daquele conteúdo. São as entrelinhas daquilo que não conseguimos enxergar que fazem toda aquela roda midiática funcionar. Mas nem sempre tudo é ‘glamour’. Nem sempre o que é mostrado é de fato fruto de competência e estudos. As vezes, há casos e situações que precisam ser analisados mais a fundo para se perceber que o mundo não é só o que nos é mostrado sem defeitos em tela. E é exatamente isso que esse filme se propõe. Ele visa não só mostrar a escuridão de quem está por trás das câmeras (no sentido literal e figurado) como também denunciar de certa forma toda a condição psicossocial dos envolvidos no grande jogo do poder daqueles que comandam para aqueles que são comandados. E o que se vê nesse é um preço a se pagar muito caro por sinal.
Trio excelente com atuações muito boas!

 O filme aborda, de forma muito profunda e dramática, um fato ocorrido em 2016 com o então presidente da 'Fox News', Roger Alies, que agia de forma inescrupulosa assediando mulheres em favor de mantê-las em seus postos de trabalho. E as atrizes Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie cumprem de forma brilhante seus papéis em demonstrar toda a dura situação que viveram essas pessoas reais nas mãos de um homem no poder. Charlize e Nicole vivem as jornalistas reais Megyn Kelly e Gretchen Carlson, ambas funcionarias do canal na época e Margot vive uma personagem fictícia que representa tantas outras que sofreram com esse tipo de abuso. A liberdade narrativa entregue a Margot fez com que ela demonstrasse de forma muito assertiva e comovente todo o choque produzido por aquela constrangedora situação. Não por menos, rendeu-lhe uma indicação ao 'Oscar' 2020 na categoria de ‘Melhor atriz coadjuvante’. Em contrapartida, Gretchen Carlson (Nicole Kidman) foi a pessoa que teve a coragem de encarar e iniciar a onda de denúncias contra o poderoso chefe de TV. Megyn Kelly (Charlize Theron) aproveita esse momento para também elucidar e encorajar outras a se expor mediante tal contexto. E ambas as atrizes são igualmente convincentes em demonstrar os fatos com muita competência. Igualmente, Charlize Theron também recebeu indicação ao 'Oscar' 2020 na categoria ‘Melhor atriz’.

John Lithgow interpreta Roger Alies.

 Embora o roteiro seja justo, há alguns momentos em que ele ‘peca’ por não direcionar bem o espectador durante as cenas - por vezes se torna até meio confuso -, mesmo sendo eficaz o suficiente para as protagonistas brilharem. Mas dentro de um contexto geral, ele é funcional e nos mostra uma incômoda verdade que persiste em boa parte do meio televisivo em geral. Traduz em uma profunda reflexão de quem nós somos no meio de pessoas grandes e influentes. Servimos como seres humanos ou somos objetificados pela ganância e pelo ego? Abrindo o leque para um debate mais amplo: quantos de nós fomos ou somos capazes de se deixar ser humilhados em prol de se manter em alguma espécie de ‘status’ ou simplesmente porque aquele trabalho é o que garante o pagamento de suas contas? Fechando o leque e voltando ao assunto abordado no filme: quantas outras tantas mulheres em outros inúmeros lugares não se identificaram com essa situação? São muitas questões envolvidas e a discussão é ampla e firme sobre esse tão delicado assunto.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “O escândalo” produz reações das mais diversas e incômodas no espectador e é justamente por isso que ele é tão interessante e produtivo. Faz-nos pensar em como muitas das vezes nossos olhos nos enganam. Faz-nos refletir no real valor da vida humana como um todo e no valor da mulher nesse caso. E no quanto o poder vindo de forma bruta pode ser um perigo para aquelas pessoas que não o sabem administrar. É um ótimo filme para ser visto, revisto e estudado. Vale demais dar uma conferida!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

''Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" Efésios 2.8
 Queridos irmãos em Cristo, todos aqueles que confessaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas e procuram O seguir e também praticar seus ensinamentos, foram agraciados por Deus com um dos bens mais sublimes que o Pai poderia oferecer: a graça da salvação. E essa salvação nada mais é que um retorno a condição original que o ser humano tinha no Éden antes de sua desobediência e posterior queda. Deus quer nos levar de volta a essa condição, nos resgatando e levando-nos novamente até Ele para sempre e eternamente. Mas essa benesse não foi concedida a nós por 'méritos'. A palavra 'graça' significa 'favor imerecido'. Não somos merecedores de tamanha restauração, mas Deus nos amou tanto que Ele nos concedeu essa dádiva de Sua parte, por meio de Jesus Cristo. O versículo seguinte ao texto em apreço diz que ''não é pelas obras, para que ninguém se glorie''. O que você faz pra Ele não é pra salvação. É somente pra glória dEle mesmo. E não sou eu quem digo isso. São as próprias Escrituras. Então meu querido, cada louvor que você entoar, cada alma que você pregar o Evangelho, cada oração que você fizer, cada ajuda que você oferecer faça sempre com amor para Deus, não por orgulho ou por interesse. Pois não somos dignos do 'favor imerecido' do Pai e o que verdadeiramente nos leva a salvação é, primeiramente, a fé, seguido da renúncia a nós mesmos, sinceridade com Deus, um coração contrito e quebrantado na presença dEle e uma adoração verdadeira. Pense nisso! E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Eloim - Chris Durán". Louve a Deus somente pelo que Ele é com esta maravilhosa canção, reflita nessa mensagem e seja abençoado em nome de Jesus!



sábado, 29 de janeiro de 2022

Filmes

RECOMENDAÇÃO: FROZEN 2 (2020)


 Segundo título da franquia é ousado e, ao mesmo tempo, doce, leve e divertido. Vamos a análise! ^^
 As animações da Disney tem alcançado um patamar de qualidade cada dia mais relevante. E o resultado disso normalmente se vê nas telas e no retorno da bilheteria. Parece que os roteiristas sabem o que o público quer ver (raras são as vezes que falham) e sucessivas obras de muito sucesso são produzidas e endereçadas certeiramente aos espectadores. ‘Frozen’ foi uma dessas produções. Sua adorável história aliada a canções extremamente marcantes e muito bem produzidas (como o caso de ‘Let it go’) transformaram as cativantes Elsa e Anna, aliados ao boneco de neve Olaf, Kristoff e a rena Sven em personagens carimbados do grande público. Baseado na obra ‘A rainha da neve’, do autor dinamarquês Hans Chirstian Andersen, do ano de 1844, muitas pesquisas e estudos foram realizados para se chegar ao que seria o mais adequado a se contar e adaptar para que seus personagens fossem críveis nas telonas. E as certeiras escolhas artísticas e narrativas trouxeram a leveza e o carisma no mais alto nível dos padrões da ‘Casa do Mickey’. Não por menos, recebeu o Oscar de 'Melhor animação' e  'Melhor canção original' e o Globo de Ouro de 'Melhor animação' daquele ano.

A turma toda em mais uma aventura!

 Em ‘Frozen 2’, Anna e Elsa vão explorar dois mundos distintos. Um deles é referente ao seu passado e as suas origens. O outro é em relação aos acontecimentos que levaram a dois reinos se dividirem de forma voraz e que eram unidos e pacíficos. E o ‘main plot’ dessa história é narrado de forma inteligente e ao mesmo tempo, cômico. Aliás, quase todo o lado cômico de ‘Frozen 2’ é protagonizado por Olaf. Em muitos momentos, ele rouba a cena com tiradas hilariantes e toma até pra si o holofote da trama em determinadas situações. Mesmo focando em Elsa e Anna o contexto, ele produz grandes momentos em tela. As canções envolventes que permeiam a narrativa – na verdade elas fazem parte de todo o contexto narrativo – fluem de forma orgânica e se diluem naturalmente na animação. Destaque para uma canção que Kristoff faz solo. A letra e a tentativa de ambientação de clipes 'oitentistas' a torna uma das mais cômicas e bem destacadas de toda a produção. Não há como alguns mais velhinhos não rirem e/ou não se remeterem ao passado vendo a cena. É genial e estranho ao mesmo tempo. Mas não é estranho porque é ruim. É porque destoa das demais canções que possuem uma contextualização mais atual. Eu particularmente adorei essa parte por conta do alto nível ‘brega’ (rs).
Olaf rouba a cena em muitos momentos!

 A fluidez, a excelente fotografia e os desconcertantes cenários produzidos em CGI enriquecem e muito o brilho da animação. A elucidação dos poderes de Elsa, os enormes gigantes de pedra, as torrentes de águas, a floresta perdida e o cenáculo congelado são muito bem feitos e visualmente lindíssimos. Consolidam ainda mais todo o roteiro e agrega demais ao contexto do longa. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! ‘Frozen 2’ ousa em ir mais profundo dentro de sua mitologia e consegue uma tarefa bem difícil: manter o mesmo patamar de interesse do público em seus personagens e suas emocionantes narrativas. E as escolhas para o roteiro neste continuaram a ser muito acertadas. Consegue mexer com ambos os públicos de forma igualitária, tanto crianças, quanto jovens e adultos. O que é bem árduo de se produzir. Mas a Disney sabe bem como interagir com todos os tipos de público que ela precisa alcançar. Se você já conferiu, querido leitor, vale demais a pena rever! ;D

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA 

 "Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo por onde quer que andares" Josué 1.9  Quando Josué assumiu o posto que fora de Moisés na liderança do povo, o homem de Deus sabia que teria muito trabalho pela frente. E sob esse escopo de mudança, Josué talvez tenha sentido o peso da novidade que iria carregar em seus ombros. Afinal de contas, se tornar líder poderia até ter suas vantagens, mas o exercício da função ia ser muito mais carregado a partir de agora. E convenhamos, toda mudança para uma responsabilidade maior pode sim assustar em um primeiro momento. Porém quando sabemos que foi o próprio Deus que nos ordenou, capacitou e incumbiu para tal feito, podemos descansar nosso coração com a certeza de que não estaremos sozinhos. E é exatamente isso que o texto em apreço descreve. O próprio Senhor ordena Josué e o encoraja a prosseguir com seu chamado, pois Deus seria com Ele por onde fosse em seu novo caminho a ser trilhado. Ei querido, quando nosso chamado vem de Deus, é Ele mesmo que nos direciona e nos encoraja a prosseguir. Principalmente quando Ele mesmo começa algo novo em nós. Algo que pode necessitar de um tempo para se adaptar, pois toda adequação ao novo pode assustar a princípio. Mas não temas, nem te espantes com o que Ele está fazendo em sua vida, pois se foi Ele mesmo que ordenou, Ele será contigo por onde fores e a Sua boa mão estará estendida em sua vida para o que vieres a fazer para Ele. Se te entristeceres no caminho, Ele fortalecer-te-á. Se por acaso errares, Ele corrigir-te-á e perdoar-te-á. Só se lembre que em todo tempo da sua caminhada aqui nessa terra, Ele sempre estará contigo para te ajudar e jamais te deixará só. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Eu sei que não estou só - Bruna Karla / Anderson Freire". Medite nessa mensagem, ouça essa bela canção e seja abençoado em nome de Jesus!


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Filmes

 TURMA DA MÔNICA - LIÇÕES (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Novo título da franquia de personagens criados por Maurício de Sousa é extremamente cativante, nostálgico e traz momentos muito emocionantes. Vamos a análise!
 ‘Turma da Mônica’ é uma marca que atravessou gerações. Desde 1959, quando foi publicada sua primeira tirinha nos jornais da época, os nomes dos personagens que foram criados vem ecoando na mente e no imaginário de várias épocas e inúmeras crianças – e adultos também – até hoje, inclusive passando muito forte pela minha infância. Lembro-me muito bem do amontoado de revistinhas que possuía e as lia com um gosto muito grande – inclusive me ajudando no processo de aprendizado da leitura. Tinha e tenho até hoje um enorme apreço por esses personagens tão icônicos e marcantes que permearam minha geração dos anos 80/90 do século passado. E esperava ver algo que fosse tão fascinante quanto o que eu vivi lendo essas revistas. E para minha sorte e alegria, o diretor Daniel Rezende tem conseguido transpor para as telas toda a essência mais pura desses e pude então rever e reviver esse sentimento mais uma vez assistindo a essa nova obra dos estúdios MSP.
A turminha está de volta!

 No primeiro longa intitulado ‘Laços’, o foco do longa era contar uma história mais simples e manter a ideia de apresentar os personagens de carne e osso para que pudessem ser absorvidos pelos espectadores. Isso foi tão certeiro e bem visto que o longa foi um enorme sucesso comercial, possibilitando sua continuação. Já nesse, com os protagonistas já estabelecidos, era momento de buscar algo mais intimista, que pudesse unir o fato das crianças estarem realmente crescendo com os questionamentos sobre o que é crescer e amadurecer, trazendo uma profundidade muito maior aos personagens e explorando ainda mais as capacidades de cada um deles – seja dos atores ou da turminha propriamente dita dos quadrinhos. E o resultado em tela são ótimas atuações (com o quarteto protagonista se superando e estando ainda mais confortáveis em seu papéis) aliados a um ótimo roteiro que, de maneira enxuta e muito coesa, consegue trabalhar a história sem enfadar e trazer ao público uma série de pequenos pensamentos e reflexões que vão se amarrando em uma trama que, ao mesmo tempo que emociona, produz crescimento e desenvolvimento aos protagonistas. O fato de cada um deles ter de enfrentar seus problemas e seus medos (como por exemplo, o medo de água do Cascão, a autodefesa da Mônica como mecanismo para driblar sua insegurança, a troca do ‘R’ pelo ‘L’ do Cebolinha traduzindo as dificuldades e debilidades na fala e a vontade compulsiva de comer da Magali, da qual ligam com excesso de ansiedade) traz camadas mais interessantes e acaba quebrando certos paradigmas, mostrando não somente a parte cômica disso, mas os grandes dilemas que essas crianças enfrentam. E isso é levado as telas com muita doçura e cuidado, mostrando que direção e produção estavam melhor cientes do produto que tinham nas mãos, pelo fato de já terem feito outro anteriormente, e conseguem conduzir e mostrar esses temas de forma inovadora dentro da franquia, mas sem se perder em todo o seu contexto. Formidável.


Várias aparições legais. Aqui, Tina e Rolo.

 A enxurrada de personagens novos que aparecem e o nível de qualidade de cada um deles é de se impressionar. As caracterizações estão tão bem feitas e a altura que toda a turminha merece que é difícil não tecer elogios quanto as escolhas dos atores e dos figurinos. Mais difícil ainda é não se encantar pelo esforço das atuações de cada um deles. Dudu (o priminho da Magali está idêntico ao dos quadrinhos, dada as devidas proporções), Franjinha, Humberto, Do Contra (que é sem dúvidas umas das pérolas do filme, de tão bom que ficou), entre tantos outros que aparecem que, igualmente, estão muito bem feitos, como é o caso da Tina (vivida pela atriz Isabelle Drummond). Ela, Rolo e companhia (que fazem parte de um outro núcleo mais jovem das histórias do Maurício) estão igualmente impecáveis e também brilham tanto quanto Rodrigo Santoro como ‘Louco’ no primeiro longa. A gama extensa de personagens do portfólio do pai da turminha foi igualmente muito bem usada nesse. E o conceito de cada um dos personagens está lá, facilmente identificável pelo espectador que conhece minimamente cada um deles. Mais uma vez o cuidado na escolha dos atores e o comprometimento de cada uma dessas crianças em fazer o melhor foi decisivo para tal feito. Sem contar com inúmeros ‘easter-eggs’ de outros personagens, como Penadinho, Bugu e outros, que também abrilhantaram e trouxeram ainda mais nostalgia a película.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Daniel Rezende consegue o improvável em “Turma da Mônica: Lições”: fazer com que o segundo filme conseguisse superar o primeiro (que já foi ótimo). Com um trabalho novamente muito primoroso, o diretor está ciente e consciente do que está fazendo e dirigindo o núcleo da turminha para um excelente caminho, se continuar com esse cuidado e nível de qualidade apresentado nesse. Uma nostalgia para ver, rever e levar toda família junto. Tantos adultos quanto crianças vão estar bem servidos de muito bons sentimentos. Vale demais o ingresso!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Filmes

MATRIX: RESSURRECTIONS (Avaliação 3/5 - Bom!)


 Novo longa da aclamada trilogia do início dos anos 2000 não faz jus ao seu original e não reproduz o mesmo impacto de outrora. Vamos a análise!
 O primeiro ‘Matrix’ trouxe para os cinemas alguns conceitos (incluindo os filosóficos) que foram tão fortes, tão marcantes e tão bem introduzidos em uma era de ascensão dos computadores e de todo esses aparatos tecnológicos que vivemos hoje que sua visão (que trazia através das pílulas azuis e vermelhas um questionamento amplo sobre o que é de fato real e o que não é e fazia uma profunda reflexão sobre isso durante o filme) e inovações são até hoje tratadas com um divisor de águas do cinema mundial. Sua história complexa e ao mesmo tempo um tanto quanto surreal (pois narrava um futuro distópico onde as máquinas conseguiram dominar sobre os humanos) fez de sua premissa um gigantesco sucesso e inclusive inseriu o nome do filme no cotidiano das pessoas como um termo usado para definir determinadas situações e certas utopias, tamanho o impacto cultural que a obra original trouxe e carrega até hoje.
Novo 'Morpheus' e novos personagens na trama.

 Com tudo isso e todo esse peso comercial que o título tem, era de se esperar que o novo longa conseguisse ao menos estabelecer uma nova conexão entre o momento que vivemos hoje (e o filme até faz essa ligação, mas mal executada ao meu ver), o público de outrora e o público atual. Porém uma das sugestões narrativas do filme, que traz a ideia do videogame para a estrutura da Matrix – não exatamente como um conceito, mas não quero dar ‘spoilers’ por aqui – não soou muito bem e achei até essa parte da trama um pouco forçada, dado o andamento da narrativa e todos os desencadeamentos da história. Além do que o roteiro, que pode ser um tanto quanto arrastado e até confuso em alguns momentos – principalmente para quem não viu os filmes anteriores –, não reproduz o efeito que foi tão marcante e tão bem delineado nos títulos passados. E ainda pode se somar a isso momentos em que alguns personagens (como é o caso do novo ‘Morpheus’, interpretado por Yahya Abdul-Mateen II) não conseguem fazer a narrativa se mover de forma apropriada e isso cria ainda mais desconexão com o público em relação a esses personagens. Inclusive Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss ficam um tanto quanto morosos em boa parte do longa e só engatam suas tramas da metade do segundo ato para frente, onde o longa começa a ganhar seus contornos finais e seu clímax. A parte realmente boa ao meu ver foi a bem estabelecida interligação com os filmes anteriores, inclusive explicando muito bem todos os porquês deles estarem em volta e quais a implicações disso para o novo conceito da ‘Matrix’ que foi estabelecido nesse filme. Está aí um bom caso que os ‘flashbacks’ foram bem utilizados e contribuíram positivamente para entender tudo o que estava acontecendo atualmente dentro da história do longa.

Neo e Trinity: nostalgia certa.

 Com os novos tempos e o advento de um CGI de ainda maior qualidade, tudo o que impressiona nos filmes antigos da trilogia original se revela ainda mais grandioso aqui, porém ainda assim não traz nada de novo entende? Nada que já não tenhamos percebido ou sentido em outros filmes com muita tecnologia embutida. E isso não faz de 'Matrix: Ressurrections’ um filme de baixa qualidade, pelo contrário. É um filme gigante, com um baita orçamento, mas que não acha em seu contexto atual as inovações que foram tão bem executadas a época dos outros longas. É muito bonito visualmente. E ponto. Em nada acrescentando na parte técnica a esse vasto mundo novo que vivemos hoje, mais de vinte anos depois do lançamento do primeiro. O que é uma pena.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Apesar das minhas críticas, “Matrix: Ressurrections” tem seus méritos em poder rever Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss em seus icônicos papéis trazendo certa nostalgia aos fãs. Talvez os mais puristas possam se sentir um tanto quanto ludibriados com essa nova narrativa. Mas, mesmo assim, isso não faz ela ser de todo ruim. Embora ela avance muitíssimo pouco com a história original, acredito sim que valha o ingresso e a diversão.


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" 1Pedro 1.3
 Deus é bom. Isso é inegável para quem já provou do Seu terno amor. Sua grande graça e misericórdia nos deu o privilégio de estarmos mais perto dEle através do Seu Filho Amado, que nos deu uma nova esperança acerca do futuro. Cristo nos concedeu uma 'viva esperança' quando ressuscitou dentre os mortos para estar para sempre ao lado do Pai. E a todos àqueles que creem em Seu nome, além de ter dado poder de ser chamado filho de Deus, outorgou-lhes também o direito a vida eterna. Mas alcançar esse presente concedido por Deus requer esforços. "O Reino dos Céus é tomado pela força", diz um outro texto bíblico. E não é força bruta. Não é nesse sentido. É no sentido de praticarmos a Palavra, termos uma vida sincera com Deus de oração, jejum, leitura da Bíblia e principalmente, saber que nada nós escondemos dEle. Que tudo está bem latente aos Seus olhos e que precisamos todos os dias fazer uma análise interior para saber o que nosso Senhor precisa nos perdoar e/ou retirar de nós. Ei querido, faça um exame hoje de si mesmo, pois Cristo está as portas e Ele espera de mim e de você atitudes verdadeiras para com Ele. Um outro texto bíblico que corrobora com essa afirmação diz "examine-se, pois, o homem a si mesmo". Ele não morreu naquela Cruz em vão. Ele morreu para que encontrássemos vida e vida com abundância nEle. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Preciosa graça - Sophia Vitória". Reflita sobre essa Palavra, ouça essa lindíssima canção e seja abençoado em nome de Jesus!


sábado, 25 de dezembro de 2021

Filmes

HOMEM-ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Novo longa do teioso confirma mais uma vez que boas ideias e nostalgia funcionam muito bem e agregam muito a narrativa, quando bem executada. Vamos a análise! ^^
 Lá se vão alguns anos desde que Peter Parker deu as caras no universo da Marvel através da interpretação de Tom Holland. De lá pra cá, algumas coisas realmente mudaram nesse universo e é nítido ver o amadurecimento tanto do ator quanto do personagem demonstrado em tela ao longo do tempo. Tom chegou ao UCM com um misto de alegria e desconfiança, porém acabou ganhando a atenção do público e conquistando seu lugar e espaço nesse universo. E agora com a chegada desse terceiro filme da trilogia ele confirma não só sua boa atuação, como também nos traz uma das melhores experiências em termos tanto de narrativa quanto de nostalgia relacionadas ao personagem ‘Homem-Aranha’. Vejamos o porquê abaixo.
 Desde que o conceito de  múltiplos universos foi oficialmente implantado nas séries da Marvel (Loki e WandaVision começaram a trabalhar esse conceito), a Marvel tem procurado expandir essa ideia – que é bem recorrente nos quadrinhos – para as telas. E tanto o roteiro quanto a estrutura narrativa para se contar uma história dessas devem ter o mínimo de coesão e coerência para dar sentido a tantos personagens pipocando e aparecendo repentinamente na principal linha do tempo do UCM. Mas, para sorte e alegria dos fãs e entusiastas, tanto o formato quanto a execução desse conceito – ao menos nesse longa do Aranha – deu tão certo que, mesmo que talvez tenha acontecido uma falha ou outra, no âmbito geral a história discorre de forma tão fluida e natural que se revela muito pertinente e eficaz para o que se é mostrado em tela. E a forma como foram trazidos tantos personagens icônicos se fez de maneira muito funcional e incrivelmente acertada. Mesmo sendo uma proposta de difícil execução, tanto roteiristas quanto produtores e direção alcançaram o ponto correto para inserção de tudo o que foi visto no filme. Realmente congratulo a todos os envolvidos nesse processo tão trabalhoso.
Tom Holland e Zendaya: ótima química!

 E não só congratulando toda a equipe de produção e direção, bons roteiros também carecem de bons atores para que tal execução ocorra satisfatoriamente. E há um claro amadurecimento tanto dos personagens quanto dos atores nesta nova empreitada narrativa. Nitidamente Tom Holland (Peter), Zendaya (MJ) e Jacob Batalon (Ned) estão bem confortáveis em seus papéis e todos se entregam muito bem nesse. Alfred Molina (Dr. Octopus), Jamie Foxx (Electro) e Willen Dafoe (Duende Verde) também mostram intimidade com seus personagens e muita qualidade na atuação. E as demais incríveis surpresas – que não quero dar ‘spoilers’ aqui para quem ainda não assistiu – são um verdadeiro deleite e um show a parte literalmente. As cenas do terceiro ato são uma grande ode a todos os fãs que tanto esperavam por um momento igual aquele. Nada em muito tempo irá superar aquele inimaginável e glorioso desfecho. Mais uma vez estão todos – equipe, dublês e atores – de parabéns mesmo.

Vilões icônicos e surpresas ainda mais excelentes!

 A enxurrada da ‘fan service’ e ‘easter-eggs’ durante todo o filme também complementam a bem elaborada narrativa, juntamente com a direção de fotografia que traduz brilhantemente todo o contexto das cenas e enriquece muito o contexto narrativo, com ótimas tomadas e muitos ‘takes’ bem posicionados e porque não dizer, emblemáticos também. Até porque as camadas dramáticas são bem aprofundadas pela ótima montagem de cenas. E sim, existe todo um contexto dramático também muito bem produzido para elevar ainda mais a motivação de cada personagem, explorando ainda melhor suas qualidades e fragilidades. Muito bom!
 Os efeitos 3D – fui assistir o longa me utilizando do recurso – são razoáveis e agregam não muito a experiência como um todo. Deixo a critério de você, querido leitor, a escolha. Se é algo que te agrade – como me agrada muito ver em 3D – pode te satisfazer. Porém, para aqueles que já não optam tanto por isso, pode ser um tanto dispensável mesmo.
 Enfim vale a pena vero filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Homem-Aranha: Sem volta para casa” é uma verdadeira carta de amor aos fãs do aracnídeo e celebra com maestria os 20 anos do primeiro filme do Aranha nos cinemas. Tanto Sony quanto Marvel estão em festa com essa parceria e a resposta positiva das bilheterias comprova isso. É uma gigantesca celebração que reúne o novo e a nostalgia em um único filme de forma majestosa e, porque não dizer, impecável também. Afirmo sem medo de errar que é um filme obrigatório para quem curte o gênero de super-heróis. Vale demais o ingresso!


sábado, 4 de dezembro de 2021

Filmes

GHOSTBUSTERS: MAIS ALÉM (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Novo longa da franquia ‘Ghostbusters’ é uma enorme enxurrada de nostalgia, uma gigantesca carta de amor aos fãs e uma doce homenagem de certa forma. Vamos a análise!
 Quem viveu nos anos 80 do século passado teve a oportunidade de contemplar filmes que se tornaram ao longo dos anos grandes clássicos ‘cult’ e até hoje ainda carregam uma legião de fãs ao redor do globo. Esse é o caso dos ‘Caça-Fantasmas’ (nome traduzido por aqui). Os 2 filmes originais de 1984 e 1989 foram tamanho sucesso que renderam games, desenhos, bonecos e tudo mais que uma mídia de sucesso produz após ser bem aceito pelo público. E para época, com recursos tão limitados, a incrível magia do cinema na arte de produzir efeitos com tão pouco, foi o que deu o merecido charme a franquia. E não só isso: os bons roteiros escritos também colaboraram bastante para manter a longevidade e o interesse pelos filmes. E cá estamos nós em 2021 com um longa que é um gigantesco presente não só para cada uma que viveu aquela época, como também para todos aqueles que aprenderam a amar essas histórias. Vejamos o porquê disso abaixo.
Finn, McKenna, Logan: ótimo trio mirim!

 Em primeiro lugar, o longa conta com o roteiro minunciosamente bem escrito, bem coordenado e muito bem executado em tela. Sua eficaz narrativa faz conexão direta com os filmes antigos e produz várias sensações diferentes enquanto assistimos. Até porque o ator Harold Ramis, que interpretou ‘Dr. Egon Spengler’ nos 2 filmes passados, faleceu em 2014. E a história que se desenvolve na trama principal gira em torno da família do ‘Egon’ e traz vários momentos emocionantes ao longo da película. O extremo cuidado na forma como as referências e os personagens foram reinseridos na trama é um grande deleite visual e nostálgico. E muito disso se deve justamente ao fato do roteiro ter sido escrito pelo filho do diretor das obras originais, Jason Reitman (e ele foi o diretor desse novo também), que procurou seguir de forma justa e comedida todo o legado que seu pai havia deixado. E isso não só trouxe um frescor a marca, quanto mexeu de forma muito convincente com o passado glorioso que havia ficado para trás. E adicione a essa mistura um bom elenco e temos sim, um filme digno e a altura que todo esse universo merece.
 A respeito do elenco, temos o trio mirim Finn Wolfhard (Trevor), McKenna Grace (Phoebe) e Logan Kim (Podcast) como núcleo principal da trama e todos são muito carismáticos em tela. Suas interpretações são realmente formidáveis, com destaque para McKenna, reproduzindo os passos do seu avô, tanto na curiosidade pela ciência quanto na timidez – traços que ela consegue passar muito bem para o público com um toque profundo de sensibilidade e muita fofura. Logan traz em seu personagem alívio cômico que se torna amigo da protagonista e é ao mesmo tempo caricato e muito convincente. Finn busca se encontrar em meio a adolescência de seu personagem no filme e o faz muito bem também. Já no elenco adulto, temos Carrie Conn interpretando ‘Callie’, filha do ‘Dr. Egon’ e Paul Rudd, como ‘Mr. Grooberson’. Ambos também funcionam bem na trama e tem grande função no decorrer da história, além de sim, conseguirem uma boa química juntos. Fora as maravilhosas surpresas que foram extremamente bem colocadas e fecham com chave de ouro toda a ótima nostalgia que o filme carrega.


Paul Rudd e Carrie Coon: Boa química.

 Os efeitos especiais são um outro ponto muito positivo no filme. Não só pela qualidade técnica e visual que a tecnologia de hoje reproduz, mas também por usar esse recurso para ambientar personagens e cenas icônicas dos longas anteriores, além de abusar de forma brilhante da belíssima fotografia. É como eu disse anteriormente: junta-se o frescor do novo com o que foi relevante outrora e cria-se uma ambientação muito prazerosa de se ver. Até nisso o trabalho foi muito bem elaborado e extremamente bem pensado para o longa.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Ghostbusters: Mais além” não só consegue reviver a franquia de forma esplêndida, como também traz para as novas gerações um belíssimo legado dessas histórias e personagens que tanto encantaram uma geração inteira de pessoas. Consegue mexer com o coração dos mais velhos ao mesmo tempo que cria um ótimo conteúdo para os mais jovens hoje. É uma mistura que deu muito certo ao meu ver e vale demais a sua ida no cinema para prestigiar esse ótimo trabalho. Vale demais o ingresso!