terça-feira, 7 de setembro de 2021

Filmes

INFILTRADO (Avaliação 3/5 - Bom!)

 Mesmo com um roteiro já um pouco desgastado, parceria já conhecida de Guy Ritchie e Jason Statham é funcional e gera boa dose de ação em seu todo. Vamos a análise! ^^
 Aquela velha máxima dos filmes de ação na qual sempre alguém da família do protagonista sofre algum tipo de dano e o mesmo se empenha para encontrar e acertar as contas está descaradamente presente aqui também. E é bem verdade que esse tipo de clichê soa um tanto quanto arrastado. Porém é justamente na execução e continuidade do longa que a história traz certa credibilidade a todo contexto narrativo que se observa em tela. Isso porque diretor e ator conseguem produzir muito bem a identidade visual do filme e é nesse fator que a projeção ganha bom destaque.

Sempre com 'cara de mau'.

 Jason Statham é daqueles tipo de atores que nasceram para papéis em filmes de ação. Seu jeito peculiar de atuar - sério, sombrio e um tanto quanto silencioso - é o que faz seus filmes terem sua marca e seu estilo. Sua interpretação traz singularidade a narrativa e, embora seus papéis soem um tanto quanto parecidos, consegue imprimir bem a dinâmica necessária a visão do diretor. E isso já lhe rendeu ótimos personagens ao longo de sua carreira em diversos filmes de peso. O mesmo acontece aqui em 'Infiltrado'. Seu personagem, 'H', é um cara misterioso que aceita um trabalho em uma empresa que opera com transporte de valores em carros-fortes e ele, de pouquíssimas palavras, está ali por razões pessoais escondendo coisas de seu passado que precisam de solução. Sem 'spoilers', essa leve pitada de mistério é o que fomenta toda a trama do longa, produzindo ótimas cenas de ação, com uma boa dose de adrenalina e algumas reviravoltas interessantes.
 O enfoque da captura de câmeras em cores mais escuras trazem a tona toda a concepção do que o longa quer passar. As camadas de tons mais acizentados complementam o ar sombrio do protagonista e fortalecem as conexões de seu personagem com a trama. É como se a paleta de cores também fizessem definição de como é 'H'. E a escolha do diretor Guy Ritchie é muito acertada, não só nesse quesito como na forma visceral como foram gravadas as cenas mais movimentadas. Os 'takes' geram uma boa visão dos acontecimentos e a proposta de contar a história de forma regressiva (parecido com a ideia do primeiro 'Deadpool') é instigante e complementa o ar misterioso da narrativa.

Pronto pra ação.

 Como disse anteriormente, muito embora o filme seja fechado e coeso dentro do que ele se propõe a ser e a mostrar, ele peca no seu roteiro por não aprofundar as camadas de seu protagonista e por insistir demais nos clichês das histórias de filmes desse gênero. Essa lacuna em não tentar inserir algo que não torne a história como se ela já tivesse sido contada muitas outras vezes acaba empobrecendo um pouco sua estrutura narrativa. Se focar na vingança por si mesma não ajudou, por exemplo, a desenvolver melhor o personagem de Statham. Fica uma certa inquietação sobre qual sua real identidade e o porque e como ele chegou naquela posição da qual o longa o destaca. Algumas cenas ou linhas de diálogo a mais corroborariam com o 'background' dele. Mesmo com suas motivações sendo concretas, possivelmente seu passado diria mais sobre ele e traria mais peso ao drama inserido a narrativa. Minha sincera opinião, caros leitores.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! "Infiltrado" traz a aura dos filmes de 1980/90 do século passado e recria essa atmosfera de forma bem satisfatória através da parceria entre Ritchie e Statham. Com boas cenas de ação e ótimos 'takes', o filme vai certamente satisfazer aqueles que gostam desse tipo de produção. Se curte esse tipo de filme, certamente valerá o seu ingresso! ;)

sábado, 28 de agosto de 2021

Filmes

 FREE GUY: ASSUMINDO O CONTROLE (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)


 Novo filme com Ryan Reynolds tem ume premissa leve, divertida, extremamente funcional e um tanto quanto reflexiva. Vamos a análise! ^^
 Talvez você esteja se perguntando se mais um filme baseado em games pode ser algo razoável na atualidade. Bom, casos como ‘Sonic’ e ‘Detetive Pikachu’ são ótimos exemplos de que sim, ainda há esperança em Hollywood para produções do gênero. Agora, e quando esse mesmo gênero cria algo muito além do que transpor personagens conhecidos dos jogos para tela? E quando ele subverte os protagonistas para dar lugar a um ‘desconhecido’? É exatamente isso que acontece em ‘Free Guy’. No longa, Reynolds é ‘Guy’, um NPC (Non Playable Character – personagem não jogável, em português), que tem uma função bem definida no jogo e que, de repente, começa a querer inverter seu papel no game criando ‘vida própria’, por assim dizer. E sim, você não leu errado, ele é personagem que vive dentro de um jogo chamado ‘Free City’ e esse é um game de muito sucesso dentro da história do filme.
 Mas o que realmente começa a chamar a atenção no longa é em como tudo é trabalhado para que o muito bom roteiro crie condições do personagem de Reynolds se desenvolver como se fosse uma pessoa real. Ele começa a criar conexões, sentimentos e desejos que o torna muito diferente dos demais NPC’s do jogo. E quando você pensa que tudo isso não faz o menor sentido, pois você lida o tempo todo da projeção com cenas ‘in-game’ e fora dele também (onde os protagonistas humanos lidam com o jogo, com intrigas e com sua ligação em relação ao desenvolvimento do mesmo), vemos a narrativa dar uma ótima reviravolta em torno do porquê esse específico personagem se desenvolveu dessa forma e nos elucida de forma clara e sem quaisquer falta ou falha o que realmente aconteceu com ‘Guy’. O texto e os diálogos são viscerais e extremamente convincentes para nos dar a perspectiva do personagem ‘in-game’ sem perder o rumo e nem atropelar o roteiro, mostrando a importância de questionarmos quem somos na verdade através da visão de um personagem virtual. Um trabalho muito competente e bem elaborado que nos traz a memória de que sim, dá para fazer bons filmes baseados em jogos. É só procurar entender os conceitos daquilo ou daquele personagem que você está trabalhando. A ideia de dar protagonismo a um NPC in-game foi simplesmente genial e Reynolds tem uma habilidade única de construir esse universo através de sua ótima interpretação (vide o excelente ‘Deadpool’).
 
Ryan Reynolds e Jodie Comer: ótima química!

 Aliás, interpretação essa que soa muito favorável quando você entende melhor o personagem. É incrível como ele – o ator – consegue transmitir para o público a figura de algo sem vida tão bem. Versátil, Reynolds tem protagonismo ímpar no filme e rouba muitas cenas dos protagonistas humanos. Cria empatia fácil e esbanja carisma e personalidade atuando. Outros bons destaques podem ser vistos também, como por exemplo a atriz Jodie Comer, que tanto interpreta uma programadora humana – uma das criadoras do jogo – quanto um avatar dentro do próprio jogo chamado ‘Molotov Girl’. Além dessa interação interessantíssima onde ela joga consigo mesma ‘in-game’, ainda há uma ótima química entre ela, dentro do jogo, e ‘Guy’. Suas aparições são ótimas e as missões que ela tem de fazer ‘in-game’ como personagem são extremamente divertidas e conduzem fortemente a narrativa até seu devido clímax. Taika Waititi, que interpreta ‘Antoine’ e é o CEO da empresa que criou o jogo, também esbanja carisma e produz um certo antagonismo interessante, onde aqui não é uma luta do ‘bem contra o mal’ e sim, mais um jogo de interesses e poder, onde sobreviver no mercado pode ser mais importante que a ética ou respeito ao colega. Visão bem peculiar que estabelece um bom contraponto com o personagem de Joe Keery, ‘Keys’, outro bom destaque também.

Taika Waititi traz um antagonismo peculiar.

 Para você e eu, fã de games, há uma enxurrada de referências e easter-eggs divertidíssimos durante os 3 atos que farão nos deliciarmos tanto com os vários momentos hilariantes contidos em alguns desses quanto a revelação dessas referências. Pac-Man, Megaman, GTA, Fortnite são alguns dos exemplos bem legais daquilo que vi e que posso falar sem transpor ‘spoilers’. Até porque a ‘cereja do bolo’ é já no fim do terceiro ato quando ‘Guy’ precisa definitivamente salvar seu mundo. Aí deixo para você, querido leitor, se deleitar, rir e se divertir como eu também o fiz nesse momento do filme. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Ryan Reynolds prova o porque é um grande ator e está no topo do ‘mainstream’ de Hollywwod com essa divertidíssima e competente atuação. E ‘Free Guy: assumindo o controle’ se prova ser tão eficaz e funcional por apresentar games de uma forma tão irreverente e bem conduzida pelo diretor Shawn Levy. Uma ideia que deu muito certo e que faz jus a sua ida no cinema, caso seja fã do ator ou de games em geral. Vale muito o ingresso! 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Filmes

O ESQUADRÃO SUICIDA (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)


 Com humor bastante ácido, novo filme da franquia traz atmosfera bem diferente de seu antecessor. Vamos a análise! ^^
 Com uma premissa deveras peculiar, ‘O Esquadrão Suicida’ traz novamente os vilões da DC dentro de um escopo onde o bizarro e o heroico se cruzam. Isso porque o longa aborda diversas categorias de antagonistas que se encontram encarcerados e precisam encarar missões pra lá de excêntricas e perigosas em troca de favores penais. Nisso já se pode perceber o que esperar do filme: personagens nada convencionais tentando fazer papel de ‘super-heróis’, mas sem nenhum pudor ou código de honra. Assim então temos um dos projetos mais ousados no que diz respeito a quadrinhos sendo visto em mais uma oportunidade em tela. Porém dessa vez sendo mais funcional e melhor direcionado que o primeiro. Vejamos o porque abaixo.
 No que podemos dizer sobre o primeiro grande acerto desse filme, é que o roteiro trabalha melhor os personagens e produz uma diretriz mais coesa e com menos furos. Isso certamente se observa ao longo quando você percebe que não há dúvidas quanto ao que está acontecendo em relação a história e como você cria certa empatia com os personagens conforme a narrativa vai se desenrolando. Cada um dos que vão sobrando tem peculiaridades que vão sendo expostas ao longo e isso cria um determinado elo com o qual você acaba torcendo por eles, mesmo sendo vilões e perigosos. A narrativa flui de forma cadenciada conforme os diálogos bem colocados e vão transportando o espectador para o epicentro do conflito abordado no contexto do filme. Isso traduz certo cuidado em não forçar personagens ao longo sem dar forma aos mesmos. E nisso o diretor James Gunn o fez muto bem.

Cena muito boa e com um desfecho hilário!
 
 Um outro ponto que o longa acerta é na imprevisibilidade desse mesmo roteiro e no humor ácido contido nele. A todo momento em que surgem situações tanto caóticas quanto excêntricas, produção e direção não poupam esforços para criar situações pra lá de inusitadas com os protagonistas e momentos completamente ‘nonsense’ e hilários. Exatamente por não se esperar nenhum tipo de conduta moral desses é que o imprevisível sempre acontece. E é justamente essa uma das melhores sacadas desse filme, que é ir construindo a imagem desconstruída de certos personagens. E até quando se pensa que vão ser imorais o tempo todo, o surto de heroísmo pode trazer qualidades que não se esperam deles. E nesse ponto o filme brilha por trabalhar esses contrapontos entre a ética e a antiética, entre o que é moral e imoral e entre cumprir ordens ou fazer o que é certo, justamente por esses tipos de personagens não seguirem essas premissas, tornando suscetível a não percepção dos próximos movimentos deles. Muito boa essa sacada.
 O trabalho de posicionamento dos ‘takes’, sem produzir cortes exagerados ou muito bruscos e as descrições das próximas ações que são mostradas a cada novo movimento dos personagens são muito bem elaboradas e contribuem eficazmente com o seguimento da narrativa. Nada de talhar momentos importantes nem de dar destaque a alguns sem desenvolvimento por simplesmente terem cortado a cena. A fluidez narrativa também é corroborada pelo ótimo trabalho de captura das câmeras tanto nos momentos de ação quanto na construção das personalidades de cada um. E esse conjunto é o que faz cada personagem ter seu espaço em tela de forma adequada.  
Margot e sua Arlequina: perfeita!

 Como o título do filme nos diz, a história é sobre pessoas que se colocam em risco nas mais diversas situações. E em meio a tantos vilões – alguns deles muito estranhos, outros muito bizarros e engraçados –, os que sobraram no campo de batalha foram muito bem construídos pelos seus respectivos atores. Idris Elba, por exemplo, que interpreta ‘Sanguinário’, tem carisma de sobra e traz um protagonista forte, ousado e bem trabalhado. Já ‘Arlequina’ de Margott Robbie dispensa comentários. Dona de uma beleza exuberante e talento de sobra, esbanja boa interpretação (como já vista em filmes anteriores e não à toa se tornou popular com a personagem) e encanto, como era de se esperar. Agora os destaques mesmo ficam por conta do ‘Tubarão-Rei’ (do qual Silvester Stallone empresta sua voz), ‘Bolinha’ (interpretado por David Dastmalchian) e ‘Caça-Ratos 2’ (vivida pela atriz Daniela Melchior). O fato justamente do bom roteiro dar atenção a esses personagens fazem com que seus intérpretes sejam bem destacados em suas atuações. Conseguem passar o tom e a dramaticidade de cada um deles muito bem. E a medida que eles vão evoluindo no filme com a passagem dos atos, recebem mais empatia, carisma e convencimento. Jhon Cena, que interpreta ‘Pacificador’, também é outro grande destaque e sua performance tem se aprimorado a cada novo longa. Muito bom!
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “O Esquadrão Suicida” de 2021 corrige erros de execução e continuidade que podem ser vistos em seu antecessor e melhora a resposta para o público em relação ao que de fato pode se esperar desses personagens. Como é um filme para maiores, trabalha ainda melhor a vertente maníaca de cada um deles com esse surto de heroísmo que eles precisam ter. Tem ao mesmo tempo seus méritos e deméritos por produzir comicidade em exagero – até por ser um filme sobre vilões – mas, do ponto de vista geral, o saldo acaba sendo positivo. Se você curte esse tipo de filme, vai se divertir bastante. Vale muito o ingresso! 


domingo, 8 de agosto de 2021

Filmes

 UM LUGAR SILENCIOSO - PARTE 2 (Avaliação 5/5 - Excelente!)

 Segunda parte da franquia dirigida por John Krasinski é ainda mais densa, sombria e melhor que a original. Vamos a análise! ^^
 Quando o primeiro longa ‘Um lugar silencioso’ estreou em 2018, ele veio com um proposta interessante sobre como lidar com seres que só agem através do som, fazendo com que os protagonistas tenham de fazer o maior silêncio possível para não serem atacados pelos alienígenas que aparecem de forma voraz quando percebem a presença de qualquer ser ‘estranho’ a sua raça. Sucesso de crítica, público e bilheteria, o filme que teria uma só versão elevou o horror a um outro patamar com uma ideia muito genuína e deu um novo fôlego e frescor as produções do gênero, fazendo com que tanto a Paramount quanto seu diretor produzissem mais conteúdo sobra a instigante saga da família Abbot e seus horripilantes algozes do espaço.

Krasinski, que dirige o longa, tem cenas no início.

 E agora, em seu segundo capítulo, vemos a família novamente embaraçada com o contexto narrativo dos acontecimentos pós primeiro filme. Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe compõem outra vez o elenco dessa e trazem mais uma vez novos momentos de tensão e uma ainda mais assustadora atmosfera deixada pelas marcas do passado. Com uma ligeira apresentação no primeiro ato sobre como os alienígenas chegaram a Terra, o filme mostra nos atos seguintes as situações pós traumáticas do grupo em meio a desordem deixada pelos seres. Agora sem o patriarca da família, que se sacrificou no primeiro longa para salvar os seus, Evelyn Abbot (Emily Blunt), Regan (Millicent) e Marcus (Noah) terão de enfrentar uma vez mais seus maiores medos para sobreviver em meio a dor e o caos. E o que me chama a atenção dentro dessa perspectiva narrativa do roteiro, são as ótimas atuações de todo o elenco principal, que conduzem a trama com maestria e dedicação ímpar. Conseguem transparecer o clima extremamente tenso e obscuro reproduzido em cada gesto, em cada olhar amedrontado, em cada ‘take’ mais severo. Tanto Emily quanto Millicent e Noah transpõem claramente o pavor e a sensação de urgência na profundidade de suas atuações. Em minha mais sincera opinião, todos foram muito intensos e passaram muita credibilidade em seus personagens, em colaboração com o excelente roteiro.
 Com o enorme sucesso do primeiro longa, o visual dos sinistros seres foi amplamente aprimorado em relação ao primeiro filme, inclusive com uma fotografia ainda mais centrada nos mesmos. Tanto a direção de fotografia quanto a de arte realizaram um ótimo trabalho reproduzindo ainda melhor as cenas com os bichos, oferecendo mais realismo e captando com melhor versatilidade a investida dos monstros e as reações de terror que eles causam. Alguns acontecimentos bem posicionadas e bem capturadas pelas câmeras colaboram intensamente com a ação e a sensação de pânico gerada pelos protagonistas humanos, fazendo com que o conjunto da obra seja ainda mais mais denso e melhor que no primeiro longa.

Núcleo principal retorna com ótimas atuações.

 Cillian Murphy e Djimon Hounsou são as novas adições ao elenco e o primeiro, que interpreta ‘Emmett’, protagoniza ótimos momentos com ‘Regan’ (Millicent). Isso porque a atriz mirim tem problemas auditivos de fato na vida real e isso faz com que a interação entre os dois seja diferenciada, devido essa questão ser transportada para o filme. As formas de comunicação, os gestos, todas as sensações e emoções que estas causam no espectador são interessantes, ricas e ajudam o público a criar ainda mais empatia pelos personagens, que são elementos importantíssimos para a trama geral. Em algumas cenas onde ‘Regan’ é deixada completamente sozinha ou isolada, é possível observar o silêncio absoluto da sonoplastia do filme focado nela, denotando ali medo, incerteza, insegurança e abandono. Um detalhe tão curioso quanto perspicaz que deixa uma camada ainda mais profunda a sua personagem. Achei genial isso.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Ainda melhor e mais intenso que o primeiro, “Um Lugar Silencioso – parte 2” consegue elevar o nível tanto da trama quanto das atuações que já eram muito boas e trazer consigo uma boa camada de frescor a esse gênero que anda um tanto quanto saturado nos dias de hoje. O drama dos personagens é amplamente crível e é corroborado pelo cativante e bem alinhado elenco. Se você curte esse tipo de filme, recomendo sem medo de errar. Vale demais o ingresso!



segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?" Salmos 116.12
 Ser grato. Palavra que deveria sempre estar permeando nossas vidas e corações todos os dias. Se pararmos mesmo que momentaneamente para pensar, veremos que tudo o que temos e o que somos são dádivas de Deus para nós. A atitude de um coração grato é sempre devolver a Ele a glória de tudo. É alegrar sobremaneira o coração de Deus com atos que reflitam esse sentimento. Pois por vezes (por muitas vezes na verdade) reclamamos por aquilo que não temos por pura falta de sabedoria e nos esquecemos de tudo aquilo que Ele já nos ofertou. E ao invés do nos enchermos daquilo que Ele já nos supriu, nos frustramos por não ter e demonstramos exteriormente para todos essa insatisfação, pois os sentimentos de ingratidão podem ser revelados em nós de diversas formas. Ingratidão pode gerar inveja por querer ter de qualquer maneira o que o outro possui. Pode gerar mentiras por querer ser e mostrar para as pessoas aquilo que você não é. Pode gerar frustração por querer ter sempre mais do que possui e não poder. Pode gerar vergonha por querer sempre gastar mais do que tem para impressionar os outros - e acabar se endividando. Ei querido, abra o seu coração pra Deus hoje. 'Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Cristo Jesus para convosco', diz um outro texto bíblico. Um cristão grato ao Pai de verdade sabe viver e se contentar no coração com aquilo que tem. Se Deus fizer mais e abrir as portas, glória a Deus por isso. Mas se Ele não fizer, o servo entendido em sabedoria irá discernir e entender o que o seu Senhor está fazendo. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Elaine Martins - Agradeço ao Senhor". Medite nessa mensagem, ouça essa lindíssima canção e seja abençoado em nome de Jesus!


segunda-feira, 26 de julho de 2021

Filmes

 SPACE JAM: UM NOVO LEGADO (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Novo longa da franquia ‘Space Jam’ é divertido, tem uma boa dose de nostalgia, mas tem uma história extremamente simplória. Vamos a análise! ^^
 Quem aí no auge dos seus quarenta, cinquenta anos não se lembra de ter assistido pelo menos a um dos desenhos dos ‘Looney Tunes’? Todos esses personagens são incrivelmente emblemáticos na memória de muitos de nós que já passamos de um certa idade. Até porque fizeram nossa infância ser mais alegre e prazerosa. E mesmo em uma era onde o ‘politicamente incorreto’ operava, isso não tinha a menor importância para nós. Parece que sabíamos bem, enquanto pequenos, a discernir de alguma forma que aquilo era só um desenho. Nossas conexões neurais não queriam imitar os atos. Apenas rir deles. E por isso esses personagens se tornaram tão carismáticos e memoráveis em nossas mentes e corações. E vê-los novamente em tela traz sim aquele doce sentimento de infância reaquecido dentro de cada um de nós.

LeBron tem boa dinâmica com os Looney.

 Nessa análise, ater-me-ei somente em me posicionar a respeito do filme, sem comparativos com a obra anterior – também muito nostálgica. E há sim alguns pontos que quero destacar positivamente sobre este. Primeiro, a Warner tem feito um incrível trabalho de não ‘justificar’ os personagens para esse novo tempo. Assim como feito em “Tom & Jerry”, este também mantém fidedignamente as características de cada um dos protagonistas desde seus tempos mais remotos. E este acerto é sim uma das questões que já tornam o filme agradável de se ver. Sem o ‘politicamente correto’ dos dias de hoje, os mesmos podem realizar suas peripécias exatamente iguais aos seus tempos de origem. As risadas gostosas de outrora de um tempo que já não existe mais estão lá para deleite dos mais puristas e dos que detém sua criança interior avivada dentro de si, sem deixar de saber que já é um adulto. Mais uma vez muito assertiva a decisão do estúdio em deixar mesmo tudo com era, mesmo tendo de ‘cancelar’ o personagem ‘Pepe Le Gambá’ por motivos pra lá de polêmicos, infelizmente.
 Outra questão bem colocada no longa é a enxurrada de easter-eggs (as famosas referências) que brotam quase que o tempo inteiro durante a projeção. Dizer que isso não foi um belíssimo de um acerto, ao meu ver, é jogar contra o próprio time. Eu mesmo fiquei por vários momentos observando os cenários tentando ver quantos personagens eu conseguia identificar – tanto antigos quanto atuais – que encantaram e encantam gerações. Provavelmente terei de rever para poder fazer jus ao meu desejo de procurar por todas as que eu puder encontrar. Vi ‘Scooby-Doo’, ‘Tu-Tu-Tubarão’, ‘King Kong’, ‘Space Ghost’ e por aí vai. Esses são os que são bem notáveis, juntamente com outros. Há dezenas delas, provavelmente. E assim como foi em “Jogador Número 1”, foi bem entusiasmante buscar por essas referências. ^^

Os Tunes em CGI: fofos.

 A introdução dos icônicos personagens em CGI foi bem feita e funcional. Até porque não tiraram a essência dos ‘cartoons’ produzindo toda a película nessa tecnologia. Usaram em boa parte do tempo a animação convencional (com técnicas avançadas obviamente) mas sem retirar o charme dos coloridos traços de antes. E poder ver LeBron James em animação tradicional foi, ao meu ver, a cerejinha do bolo. Inclusive com as características inerentes aos desenhos antigos, como ficar ‘amassado’, ‘pequenino’, entre outras peculiaridades desses. Uma opção dos produtores que aprovei e que se desenvolveu muito bem, por sinal.
 Agora, a despeito da história e do roteiro, o longa deixa sim um bocado a desejar. Mesmo sendo um filme família - com uma pitada de moral no fim - e possuindo elementos que fazem notáveis ligações com os dias atuais (no que concerne principalmente a tecnologia, onde o filho de LeBron James é um pré-adolescente que sabe usar programação e produzir jogos, numa clara identificação com a ‘galerinha conectada’ de hoje), o filme não cria as melhores conexões entre os personagens humanos e acaba deixando tudo um pouco simples demais. As melhores cenas sem dúvidas ficam por conta da interação de James com os Looney, principalmente as que ele se torna um desenho que nem eles. E mesmo com a enorme previsibilidade de seu fim, não tira o fato de que uma melhor dose de drama e adrenalina fariam muito melhor a trama familiar. Talvez se eles perdessem o jogo (como forma de plot-twist) e tivessem de arrumar um outro jeito de resolver a situação seria uma reviravolta bem legal de se adicionar a narrativa. Ia introduzir um conflito maior a trama que só os Looney poderiam solucionar. Só uma ideia mesmo. Acho que ficaria legal.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! O fator nostalgia é sim a maior força que move “Space Jam: Um Novo Legado”. Mesmo com certos escorregos do roteiro, o filme consegue se sustentar com as inúmeras trapalhadas dos queridos personagens e transformar isso em altas gargalhadas em família. Se vais esperando história muito elaborada, esse filme não é pra você. Mas se queres umas boas risadas e diversão descompromissada, acredite, pode ir que vais ficar satisfeito com o resultado. Vale sim o ingresso! ;)


quarta-feira, 21 de julho de 2021

Filmes

 VIÚVA NEGRA (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Longa que faz de certa forma uma homenagem a personagem icônica de Scarlett Johansson é divertido e bem explicativo sobre o passado de sua personagem. Vamos a análise!
 Não há como negar: ao longo das três primeiras fases da UCM (Universo Cinematográfico da Marvel) a Vingadora ‘Natasha Romanoff’ foi um dos grandes destaques de toda essa saga que contou a trajetória das ‘Jóias do Infinito’. E sua excelente intérprete, que já concorreu e venceu alguns Oscars, se dedicou com muito amor e carinho a essa que se tornou, além de um dos ‘Vingadores’ originais, um ícone com grande ‘status’ tanto para esse universo quanto para o público em geral. Pedir um longa solo que contasse um pouco de sua história e que fizesse jus ao seu legado era o mínimo que elas (a atriz e a protagonista) mereciam. Dona de um charme e um carisma ímpar, Scarlett não só imprimia essas características na personagem, como também uma versatilidade de realmente se aplaudir de pé. Sua performances foram tão bem conduzidas que haverá sempre espaço na memória de todos para se lembrar de sua tão adorada espiã na Marvel. E como grande mérito e muitos pedidos de fãs durante anos, estamos aí diante de seu filme para deleite de todos e fazendo justiça de longa data a essa trajetória.

Scarlett e Florence: ótima química!

 Levando-se em consideração que esse universo dos cinemas é paralelo ao dos quadrinhos, quero aqui deixar claro que vou expressar minha opinião sobre o filme em si. E para começar quero destacar, além da já citada versatilidade de Johansson, dois dos três protagonistas novos que, ao meu ver, trouxeram importantes contribuições para o desenvolvimento da história e podem ser bem aproveitados no futuro no UCM. Me refiro, em um dos casos, a ‘Yelena Belova’, interpretada pela atriz Florence Pugh. Além de charmosa, conseguiu transpor presença em tela e personalidade a sua espiã. Fez bonito apresentando ao público a mais nova integrante desse universo e certamente aparecerá nas próximas fases dessa saga, não só pela continuidade da personagem na história, mas também por conta de seu carisma transparente. E quero considerar aqui também o segundo, que é o personagem de David Harbour, ‘Guardião vermelho’. Bem posicionado em tela, deixa a curiosidade de se conhecer mais sobre os passos desse tanto em seu passado quanto no futuro da Marvel nos cinemas. O ator conseguiu ampliar seu carisma com sua ótima e bem exposta interpretação, que faz considerar sim vê-lo em alguma série ou até mesmo em algum futuro filme. Acho a hipótese tanto plausível quanto com conteúdo para mais. É aguardar pra ver o que pode ser feito mais pra frente. ^^

Vilão 'Treinador': mal aproveitado.

 As cenas de ação contínua e realizada em sua maioria com efeitos práticos (lê-se sem muita computação gráfica) transpuseram e muito a lembrança (no meu entendimento, boa por sinal) ao longa da fase dois do MCU ‘Capitão América e o Soldado Invernal’. Com lutas bem viscerais, os combates são bem coreografados e remetem sempre ao bom padrão da Marvel em seus filmes. A fotografia nos momentos mais desconcertantes (como nas cenas em CGI) produzem um ótimo visual também. No entanto, uma das minhas ressalvas talvez seja por conta do vilão ‘Taskmaster’ (Treinador, em português). O fato dele ser um tanto quanto diferente dos quadrinhos não foi o que me incomodou de fato. O seu grau de periculosidade sim. Como é um vilão ameaçador, por conhecer e guardar as características de luta de todos os seus adversários, acredito que a solução que deram para o personagem foi fácil demais para o seu nível. Certamente ele poderia ter dado um pouco mais de trabalho a ‘Natasha’, para fazer jus ao seu intelecto e sagacidade. Um pouco mais de película mostrando mais de suas habilidades nesse caso ajudariam muito a trazer esse conteúdo para o antagonista. Uma pena. Queria mesmo que ele fosse mais ‘difícil’, por assim dizer.
 Uma outra falta relevante que considero destacar é o fato de não termos um desfecho adequado para a sub-trama iniciada logo nos primeiros minutos do longa de ‘Natasha’ com ‘General Ross’ (vivido pelo ator Willian Hurt). Narrativa essa derivada dos eventos de ‘Capitão América: Guerra Civil’, o final nos remete a uma enorme lacuna que não foi encerrada. Não houve explicação de como a protagonista escapou do comboio de Ross e nem muito menos o que aconteceu após esse evento, deixando em aberto uma importante explicação sobre essa parte da história da nossa querida espiã. E assim como disse no parágrafo anterior, alguns minutos a mais no filme talvez trouxessem um desenvolvimento melhor tanto ao antagonista quanto a esse desfecho.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Mesmo com a ressalva do vilão e da sub-trama, “Viúva Negra” fecha com maestria o arco de Natasha Romanoff no UCM e abre inúmeros caminhos para os novos protagonistas. Uma real e bela homenagem - não vista em ‘Vingadores: Ultimato’ - tanto para essa incrível personagem quanto para a atriz que viveu por tantos anos o papel. A cena pós-créditos é melancólica e, ao mesmo tempo, olha para o futuro da saga Marvel nas telonas. Se curte esse universo estendido, é diversão certa para você. Vale muito o ingresso!


sexta-feira, 9 de julho de 2021

Filmes

 VELOZES E FURIOSOS 9 (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

 Com uma dinâmica cada vez menos realista e cada vez mais voltada para o heroísmo, novo filme da franquia convence, diverte, mas dá alguns sinais de desgaste. Vamos a análise! ^^
 Seja sincero: como não amar (ou odiar, como queira) um franquia que está em seus longevos 20 anos mais de existência e que a cada novo filme seus lucros só crescem? Tornar um filme que começou tímido, como um ‘duelo de carros tunados’ em uma das maiores e mais bem remuneradas experiências da atualidade não é para qualquer um não. A bem da verdade, os projetos foram mudando muito de uns 4, 5 longas para cá e perdeu um pouco a ‘cara original’ que ele tinha. Mas, por outro lado, se isso fez com que a franquia decolasse, porque não mexer não é mesmo? E para os roteiristas Chris Morgan e Gary Scott Thompson, que tem dividido essa tarefa já de longa data, mudar não só ressignificou a franquia como também deu ‘status’ de grande produção a mesma. Dwayne Johnson, Jason Stathan, Charlize Theron são alguns dos grandes nomes do elenco estelar que passou ou estão passando pela mesma. A renovação deu tão certo que, além do elenco principal, pagar cachês enormes tem retornado bons resultados para a Universal. E você pode estar se perguntando: o que essa leva de filmes tem que a torna tão longeva? Eis que mais uma vez tentaremos destrinchar abaixo.

Vin Diesel e Michelle Rodriguez: ótimo casal!

 Acho que o primeiro e mais importante ponto a se destacar é o fato de que o roteiro não faz questão de ser enxuto, coerente ou massivamente realista. Em todo o tempo que o filme dialoga com o espectador ele não quer em nenhum segundo se mostrar com os pés no chão. Ele ri de si mesmo e produz situações sobre-humanas que fazem certos heróis ficarem com muita inveja. E é exatamente isso que o torna tão atrativo. O público já comprou a galhofa produzida pelos filmes. E como isso traz uma certa camada psicológica de gostar de ver aquilo que não se pode fazer na vida real - e a produção já percebeu e entendeu isso -, a obra funciona perfeitamente bem para o público em geral. Nada de filosofias de vida. Nem tampouco expor uma cena de ação que não destrua as leis da física. É a essência do que se chama surreal na forma mais pura da palavra em questão (rsrs).
 Segundo ponto, e creio eu não menos importante: o elenco estratosfericamente carismático. Não há como negar que a equipe de heró...ops, de corredores, tem em seus nomes pessoas com altíssimo nível de graça e presença em tela. Vin Diesel, Tyresse Gibson, Michelle Rodriguez, Ludacris entre outros nomes são fundamentais para o desenvolvimento da história e da narrativa. A grande ‘família Toretto’ tem enorme entrosamento em cena e a química entre eles é de excelente a quase natural, visto que todos ali são amigos e convivem no ‘set’ de filmagens já há anos. Daí adicionam-se outros bons nomes de peso e então temos a fórmula ideal do sucesso de uma franquia.

Irmãos de sangue em lados opostos.

 E mesmo assim isso faz com que o nome ‘Velozes e furiosos’ não se desgaste? É claro que não. Após nove filmes e um ‘spin-off’ (filme derivado que não faz parte da saga principal), você já consegue ver a fórmula sendo desacelerada, por assim dizer. E isso me fez notar pelas duas horas e quase trinta minutos de projeção. Mesmo com as motivações do irmão de Dom, Jakob (vivido pelo ator John Cena), sendo bem explicadas por sinal, e o furo de roteiro do reaparecimento do personagem Han (vivido pelo ator Sung Kang) ser sumariamente tapado, as características da série de filmes que o tornaram um sucesso comercial já começam a ver a necessidade de uma ligeira revisão. Não que não sejam divertidas. São sim. Mas já demonstram certo cansaço visual pela massiva repetição das peripécias incansáveis dos personagens. Se por um lado isso se sustentou bem durante os filmes anteriores que buscaram essa visão, a partir de agora já necessita de uma certa complementação. Talvez se o filme fosse um pouco mais enxuto isso já seria um bom começo. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Ainda tendo a franquia alguma ‘lenha’ para queimar – se souber se reinventar, “Velozes e Furiosos 9” se sustenta pelo seu vasto, longevo e carismático elenco e pela sua trajetória de ascensão que levou seu nome ao topo das franquias mais bem sucedidas da história. Uma marca que não se pode negar que é impressionante. Mesmo já se desgastando um pouco, os números de bilheterias ainda darão uma sobrevida por um bom tempo a mesma. De todas as formas, acredito que o filme ainda diverte e vale muito o ingresso sim!


domingo, 4 de julho de 2021

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 "'Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?', diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel" Jeremias 18.6
 O Pai sabe como trabalhar. E no texto em apreço Ele compara seu povo a um vaso de barro. E não é vã essa comparação. Sabemos que um vaso desse material, para ganhar forma, precisa de argila amolecida, água, das mãos e da técnica do oleiro para produção dos mais belos moldes desses recipientes, que decoram nossas casas com charme e muita elegância quando bem trabalhados. Vendo essa analogia do nosso Deus, podemos facilmente perceber, pelo próprio contexto bíblico, que somos como esses vasos, pois fomos formados do pó, como descrito em um outro texto bíblico. E o nosso Senhor é o grande Oleiro, que nos molda, mediante a prática da Sua Palavra, conforme Sua soberana vontade. Aqui começa o entendimento espiritual, meu querido irmão: quando Deus nos "molda", Ele trabalha em nós, ou seja, forja nosso caráter em Cristo através das dificuldades, pelejas e perseguições. Ele "quebra" o velho homem, "amolece" a "argila" (nossa dureza de coração), molha com água para ajudar a dar forma (rega com a "água viva", que é a Palavra de Deus), e usa a Suas poderosas mãos para dar nova forma (ou seja, nova vida) àquele que se submete aos desígnios dEle para, no fim, te fazer um "vaso" belo e vistoso. Meu amado, deixa Deus te moldar! Ele ainda está te construindo para ser um ser humano melhor, um cristão melhor, um cidadão melhor. E nessa construção Ele tem te preparado não somente bênçãos aqui nesta terra, para desfrutares mediante a aprovação dEle, mas um lugar separado no Céu também. E a canção que complementa hoje nossa mensagem é a belíssima "Deus está me construindo - Fernanda Brum". Reflita nessa mensagem, ouça essa linda canção e seja abençoado em nome de Jesus!


sexta-feira, 25 de junho de 2021

Filmes

 NETFLIX: A FAMÍLIA MITCHELL E A REVOLTA DAS MÁQUINAS (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

 Longa produzido pela Sony Pictures Animation e lançado em 30 de Abril na Netflix é, além de divertido, cativante e convence pelo todo. Vamos a análise!
 Filmes animados sobre famílias heroicas certamente você já deve ter visto alguns. Mas, e quando é uma família totalmente sem jeito e desengonçada? Assim são os ‘Mitchells’. Pessoas completamente diferentes convivendo em um mesmo lugar tendo que lidar com o que podemos chamar de o ‘apocalipse das máquinas’. Mas há algo de muito valioso nesse longa e a mensagem que ele passa é interessante e chamativa. Vejamos o porquê em partes abaixo.
 Em uma primeira vertente de análise, falando sobre a família que protagoniza o filme (afinal, são 2 camadas que compõem a trama, uma em escala global e outra mais intimista, dentro desse seio familiar), podemos categoricamente dizer que há várias situações facilmente identificáveis por vários tipos de público: o pai ‘a moda antiga’, que tem dificuldades em lidar com tecnologia e se incomoda com todos usando dispositivos sem parar. A mãe, mediadora da família, lidando com os impasses que pai e filha adolescente tem de travar por serem de épocas diferentes basicamente. A dita filha adolescente, cujos sonhos e anseios são incompreendidos pelo pai (e por isso as discordâncias). E o caçulinha da casa, com sua personalidade em formação. E tudo isso chama a atenção justamente pelo rico desenvolvimento desses personagens. Antes incompreendidos entre eles, chamam para si as responsabilidades quando tem de enfrentar um inimigo em comum. E mostram a necessidade de ter de aprender a lidar com as diferenças de cada um com respeito e amor. E essa sub-trama, por assim dizer, revela que, como seres diferentes uns dos outros, devemos sempre procurar equilíbrio no respeito mútuo e na compreensão alheia, pois nunca sabemos a hora em que realmente precisaremos uns dos outros. Achei isso muito bem retratado no longa e traz justamente essa reflexão sobre família: pessoas muito diferentes e imperfeitas convivendo juntas que tem de somar esforços para se respeitarem e se olharem como indivíduos únicos. E quando isso não acontece, as rupturas familiares acabam ganhando força e desfazendo vários desses núcleos. Ótima contextualização sobre questões tão delicadas e, ao mesmo tempo, tão pontuais e importantes. ;)

Família complicada e engraçada. rsrs

 Tratando agora da segunda vertente que, na verdade, compõe a trama principal. Somos tão obcecados por tecnologia nos dias atuais que nem nos damos conta que por vezes, esquecemos do mundo exterior e nos ligamos profundamente aos dispositivos. Só isso já traz uma bela reflexão sobre como anda nosso comportamento hoje em dia. Esquecer um celular, perder ou coisas do tipo nos deixam certamente de ‘cabelo em pé’. A verdade é que estamos ‘presos’ de certa forma a um sistema que ao mesmo tempo que nos conecta, nos limita. E isso pode ser visto claramente quando da revolta das máquinas, as pessoas simplesmente ficam desesperadas por perderem o ‘wi-fi’ (sinal da rede ou internet, como queiram). Aliás, é aqui que a trama principal brilha: e se por acaso a sua máquina, por se sentir inútil ou obsoleta, resolver se voltar contra você? Ou talvez, quem sabe, contra a humanidade? Um dispositivo inteligente de conversação (tipo ‘alexa’, só que em forma de aplicativo de celular) se sentiu afrontado e desiludido por ser ‘trocado’ por outro mais robusto e em forma de robô, que decide usar sua inteligência artificial para controlar esses novos e assim, destruir a humanidade por ter sido sumariamente ‘abandonado’. E é a partir daí que se deslancham cenas das mais variadas e cômicas possíveis, onde atos de heroísmo são misturados com cenas pra lá de engraçadas, insanas e surreais de ação e mescladas com o desenvolvimento da sub-trama tratada no parágrafo anterior. O resultado disso é uma animação competente, divertida - com vários clichês, obviamente -, mas que funciona como ‘alívio’ e ‘alerta’ para uma sociedade de consumo que só vive em seus dias conectada. Uma maneira leve e interessante de repensarmos para onde nossas ações e escolhas podem estar nos levando, ou seja, para uma desconexão total do mundo a nossa volta. Muito bem sacada essa narrativa!

E se as máquinas se voltassem contra nós?

 Criada e concebida pela mesma equipe que trabalhou em “Homem-Aranha no Aranhaverso”, pode-se perceber a qualidade e a fluidez da animação no traço característico que deu o Oscar de ‘Melhor Animação’ de 2019 ao ‘Cabeça de teia’. Muito rica, detalhada e colorida, ela encanta justamente por mesclar ações não só com palavras, mas visuais, produzindo uma maior ênfase em determinadas cenas, o que faz destacar e dar uma maior interação da situação ocorrida no momento. Acho o estilo artístico desse conceito muito bacana e, se bem utilizado, pode elevar e muito a evolução dos acontecimentos narrados como um todo. Parabéns a equipe de animação! :)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! A mistura conceituando os atuais vícios de tecnologia com dilemas familiares são o que compõem essa deliciosa e qualificada combinação em forma de sétima arte. “A família Mitchell e a revolta das máquinas” traz todas essas questões com leveza e coerência para as telas e tanto encanta quanto satisfaz pela forma ágil e, ao mesmo tempo, divertida com a qual aborda tais assuntos. Se curtes animação, podes assistir que é certeira para você, caro leitor. Vale demais dar uma conferida! ;D


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Filmes

 DISNEY PLUS: CRUELLA (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Longa apresentando a história de mais uma vilã da Disney convence, diverte e mais uma vez atesta a maestria da ‘Casa do Mickey’ em produzir bons roteiros. Vamos a análise! ^^
 Personagem recorrente da franquia ‘101 Dálmatas’ como antagonista dos famosos cachorrinhos, ‘Cruella’ ainda não havia recebido esse tipo de atenção outrora, de ser posicionada como centro das atenções da sua própria história. Nunca antes contada, o magnifico roteiro vai abordar, de uma forma brilhante, toda a trajetória desde a infância e mostrar em um texto cheio de reviravoltas interessantes, os motivos pelos quais a personagem se tornou o que conhecemos desde então. Começando pelo seu impecável figurino até todas as camadas psicossociais que remontam a personagem, tudo parece estar muito bem alinhado em uma muito rica trama que se desenvolve de forma ascendente e cria mais uma vez a enorme empatia do espectador com a antagonista, justamente por conta das várias camadas de construção de sua personalidade e transtornos que ela passou durante toda sua vida.
 Por vezes escolher um ator/atriz para algum papel pode exigir certos esforços para buscar equilíbrio entre o que pode dar certo e o que realmente vai acertar. E a escalação inequívoca de Emma Stone não só corroborou para o filme ser o que é, como também atestou o esmero e cuidado da atriz em interpretar a famosa vilã. Indiscutivelmente carismática em tela, transborda simpatia e esbanja talento em uma atuação que, de tão bem pontuada, pode lhe render até mesmo uma indicação ao Oscar 2022. E não estou sendo modesto. Ela impressiona durante toda a projeção impondo uma carga dramática a personagem de forma fluida e consistente e até mesmo quando precisa de algum fôlego para as cenas cômicas, tudo permanece em perfeito equilíbrio, alinhado a exuberante forma de como a história é contada. E o que quero profundamente expressar aqui é o quanto tudo, absolutamente tudo – roteiro, trilha sonora, figurino, efeitos – funciona de forma extremamente conectada e alinhada em toda a engrenagem do filme. Você sente que a atriz faz a personagem evoluir ao longo da trama. E o conjunto da obra é o que mais contribui para isso. Magnífico!

Emma Stone: formidável!

 E como toda engrenagem que se preze precisa realmente estar em perfeito funcionamento, o roteiro, conforme já citei anteriormente, consegue elevar o patamar da atuação de Emma. Gostaria de saber como funciona a seleção para roteiristas da Disney, pois creio que devem ser através de rigorosos critérios. A arte de se escrever um bom roteiro que faça o filme e os personagens alavancarem não é tarefa nada fácil. Mas cada ato em ascensão, cada diálogo bem colocado, cada drama bem apresentado, além de fazer com que o espectador se prenda a história, faz também com que tanto o protagonista brilhe quanto seus coadjuvantes e até seus antagonistas. E isso se reflete muito bem nos coadjuvantes ‘Horácio’ (Paul Walter Hauser), ‘Jasper’ (Joel Fry) e ‘John’ (Mark Strong). Se o brilhantismo de Emma é evidenciado pelo bom roteiro, esses três coadjuvantes brilham também tanto em atuação quanto em construir a história e o caráter da personagem. São maravilhosos também em tela e fazem exatamente, ao meu ver, o que um bom coadjuvante deve fazer: contribuir para a construção e evolução da trama principal. E os três atores fazem isso muito bem também, assim como a poderosa antagonista dessa história.
 Dizem que todo protagonismo em um filme é elevado quando se tem um opositor a altura. E a ‘Baronesa’ de Emma Thompson não só enriquece a trama como transborda em charme e vilania. É a perfeita junção de uma atriz renomada com a força do papel que lhe fora oferecido. É poderosa. autoritária, imponente, arrogante e perspicaz. Faz um belo arquétipo da protagonista antes dela se transformar de fato em quem ela é. E sem dúvidas de mesmo modo esbanja talento e bagagem profissional, depositadas com esmero na incômoda personagem.

A excelente antagonista 'Baronesa'.

 Não poderia deixar de destacar aqui a harmoniosa trilha sonora, situada nos anos de 1960/70 e que refletem toda a ambientação da película, destacando cenas, criando conexões magníficas e interações mágicas entre os personagens. Inclusive impondo dramaticidade na abordagem de temas como dualidade, abandono e transtornos de personalidade, inerentes a personagem principal. É como disse, tudo nessa película é simetricamente bem empregado e faz jus ao grandioso legado Disney de qualidade de suas obras. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Seja pelo majestoso roteiro, ou pelas excelentes atuações, “Cruella” reproduz mais uma vez o quão cuidadosa a ‘Casa do Mickey’ é em relação as suas propriedades intelectuais. A sinergia diante de um conjunto tão bem alinhado em mais um projeto tão ousado, por destacar e humanizar mais uma de suas vilãs, pode ecoar sim em alguma indicação (ou algumas indicações) ao Oscar 2022. Se és fã dos filmes da Disney, vá certeiro pois é diversão garantida. Vale muito o ingresso!


quarta-feira, 9 de junho de 2021

Filmes

 HBO MAX: MORTAL KOMBAT (Avaliação 3/5 - Bom!)


 Com seus prós e contras, reboot da famosa franquia de jogos alcança o feito de divertir sem ser plenamente convincente. Vamos a análise! ^^
 A franquia de jogos de luta ‘Mortal Kombat’ se revelou pela primeira vez ao mundo no ano de 1992, com dinâmicas extremamente sofisticadas para época. Com combates realistas e mecânicas inovadoras, foi um grande sucesso de público e crítica, acumulando algumas belas polêmicas também. Justamente por conta do seu contexto, onde lutadores criados digitalmente (através de pessoas reais) digladiavam até a morte em busca de ser o grande campeão do torneio de mesmo nome, fizeram com que vários órgãos fiscalizadores daquele período se levantassem em prol de uma legislação mais rigorosa para os games. Sim, foi por causa desse game que foi criado os limites de faixas etárias nos EUA para procurar manter o eixo entre o que se podia considerar adulto ou não.
 Mas nem todas as polêmicas que o game abraçou fizeram ele deixar de ser o sucesso que foi e que ainda é. Tanto que ainda na década de 90 foram lançados 2 filmes em sequência (sendo o primeiro o melhor deles e o mais relevante até hoje) e vários outros produtos que tornaram a marca em uma das mais fortes do mercado de games. Embora a empresa que criou o game não soube administrar de forma coesa o que ela tinha em mãos e embarcou em diversos jogos (principalmente após o MK4 em diante) que não foram tão bem e oscilavam muito em qualidade, era o nome da franquia que ainda se sustentava no mercado. Até que, após um hiato, a Warner, que estava já interessada em entrar no mercado de games, convida os criadores do jogo original para trabalharem em sua divisão de jogos, onde encontraram o espaço necessário para fazer o game se tornar novamente tão relevante quanto ele havia sido no início. Chega as prateleiras em 2011 o MK9 com uma total reformulação visual, porém mantendo as antigas mecânicas que fizeram dele grande e o game voltou ao topo novamente no quesito relevância e hoje é mais uma vez um dos destaques no mercado. E é aí que entramos em definitivo para falar do reboot da franquia nos cinemas, pois todo esse passeio sobre um pouco da história de MK era necessário para se situar esse filme de 2021, já que ele foi lançado justamente pela Warner.

Liu Kang e Kung Lao.

 Já havia rumores sobre a produção desse filme há tempos, porém sua falta de informação chegou a parecer que o mesmo nunca iria sair. Mas agora ele já está entre nós e posso dizer que como um pouco conhecedor da franquia, o misto alegria pelo ótimo fan service e o roteiro adaptado para inserir um personagem que não existe em nenhum dos jogos me fez ter reações em extremos opostos. Vibração e frustração me acometiam a cada novo instante e a cada nova cena que faziam, pois como disse lá no início, vi prós e contras, dos quais agora posso destacar aqui para vocês, queridos leitores.
 Como fã de games, não pude deixar de perceber o cuidado em manter a caracterização dos personagens muito bem feita. A escolha dos atores (mesmo com o baixíssimo orçamento para o filme) em sua maioria foram satisfatórias e souberam apresentar seus lutadores de forma digna. Os detalhes que identificam cada um em seus figurinos me trouxe boas lembranças dos jogos, e é isso que um bom fan service tem de ter.
 Os efeitos especiais, mesmo para o baixo orçamento, também ajudam e muito nessa caracterização. São simples, porém são muito bem posicionados e colocados na hora correta e da maneira mais adequada para cada um dos lutadores, fazendo com isso um grande trabalho de manter a identidade visual de cada um intacta. Os golpes, as magias, os ‘fatalities’ e tudo mais que cerca esse universo estão lá com certo esplendor e com um toque de fidelidade até de certa forma alto. Realmente nesse quesito puseram tudo em seu devido lugar para os fãs mesmo. O que faz a comunidade gamer ser grata por isso. ;)
 Outro ponto que produz vida na película são as coreografias de luta. Muito bem executadas e pontuadas (até porque alguns ali que protagonizam o filme são dublês para cenas de luta e ação mesmo), fazem-nos contemplar diversos bons momentos de confrontamento em tela. E mais uma vez contribuindo para a identidade visual de cada um deles, pois os estilos de luta foram preservados em cada um dos personagens e ajudaram também para a produção do fan service. ^^


Lord Raiden.

 Mas o grande antagonista desse filme não é exatamente seu principal vilão, Shang Tsung (bem interpretado pelo ator por sinal), e sim o roteiro adaptado desse longa. Criado para inserir o protagonista Cole Young, que nunca apareceu em nenhum dos games, trouxe a mim a sensação de que queriam empurrar goela abaixo do espectador e do fã algo que ele não exatamente gostaria. O primeiro ato do longa é muito bacana, inclusive contando com boas cenas a rivalidade dos clãs de Scorpion e Sub-Zero. Porém é ao apresentar Cole que o longa, ao meu ver, desanda na história. Sem o carisma que vários protagonistas da franquia tem, ele não funciona no contexto, não cria empatia com o público e é conectado a um personagem extremamente importante de uma maneira que não faz nenhum sentido. Ele ganha um protagonismo totalmente sem brilho (sendo que a franquia tem, além do Liu Kang como principal, outros que facilmente brilhariam tranquilamente com o protagonismo, como o caso de Raiden, por exemplo). E nesse ponto é meio decepcionante ver em como os produtores/roteiristas transformam a obra original em uma gama de tramas distintas só pela alegação de ‘alcançar um público que seja fora dos games’. Esse é um argumento que não faz sentido quando se tem uma franquia com um nome forte o suficiente para se sustentar em tela sozinha. O público já iria pela marca (que vende milhões nos games e tem peso na indústria) e não havia nenhuma necessidade de ‘complementação’. E digo: a história que foi contada e a trama não foram de todo ruins e seriam perfeitamente plausíveis para o público geral (até a ideia de se ter o símbolo do torneio no corpo passava batido – isso não existe nos games também). Mas é como eu disse em algum outro ponto desse texto: vibração e frustração bateram e oscilaram muito forte por isso. Lamentável.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Mesmo com um roteiro não tão convincente (muito pela ideia de um desconhecido protagonista e de insistentemente se focar nele, deixando os do jogo um bocado de lado), “Mortal Kombat” tem sim seus méritos e encantos pelo seu visual funcional, suas cenas de luta intensas e bem marcadas, seus ótimos figurinos e, no caso do Brasil, pelo ótimo trabalho na dublagem, que soube fazer muito bem seu dever de casa. Se é um ávido fã da franquia e de sua história, vá preparado, pois será uma mistura mesmo de sensações. Mas, no geral, acredito muito que o quesito diversão acabe por ser o fator que possa agradar. Se conseguir curtir o todo, vale sim o ingresso!



quarta-feira, 2 de junho de 2021

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 "Mas em todas essas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou." Romanos 8.37
 Nenhum tipo de sofrimento é deveras bom. Mas com certa coerência e humildade podemos extrair algumas joias preciosas acerca de cada momento ruim que vivemos. Se entendermos o que Cristo sofreu e nos aperceberemos que aqui também teremos aflições, você verá que toda aflição que Ele permite tem por finalidade nosso aperfeiçoamento enquanto ser humano aqui neste terra. E não. Ninguém quer sofrer. É incômodo. É penoso. Por vezes, muito doloroso. Mas a pergunta que fica é: o que você tem extraído de bom em meio as suas dores e guerras? Será que consegues entender e enxergar que raízes danosas Deus quer arrancar de você? As vezes pode ser uma vaidade. As vezes pode ser orgulho bobo. As vezes, nem um nem outro. Deus só está trabalhando e permitindo para manifestar a glória e o milagre dEle sobre a sua vida. Seja qual for a razão, querido de Deus, nunca pare de lutar. A dor por vezes nos causa tanto desespero que desencadeia reações em nós que beiram a irritação, a insatisfação e a ansiedade. Mas nosso Deus, muito antes dessa peleja começar, já sabia disso em mim e em você. Já contemplava suas reclamações, já via no horizonte teu choro, já preparava o consolo e Sua gigantesca compreensão e amor. Ei querido, sei que por vezes a dor é tamanha que quer de verdade nos fazer parar, mas como diz o texto em apreço, 'em todas essas coisas somos mais que vencedores' em Cristo Jesus, pois quando você consegue passar por tudo e vencer, uma etapa foi cumprida, o amadurecimento transparece, sua vida continua de pé na presença dEle e o amanhecer floresce na sua vida. Pense nisso. Mas pense com carinho mesmo, pois toda dor vivenciada em Cristo passa. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a emocionante versão de "Nunca pare de lutar - Ludmila Ferber/Eyshila". Seja tocado pelo Espírito nessa releitura em belíssima interpretação dessas abençoadas cantoras e medite na palavra aqui forjada no Céu e ministrada sobre a sua vida. Que Deus te abençoe em nome de Jesus! 


sexta-feira, 21 de maio de 2021

Bíblia

RFLEXÃO BÍBLICA

 "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te'' Apocalipse 3.19
 Muito se fala hoje em dia sobre o amor. E muito se questiona sobre as formas de amar. Só que na reflexão de hoje perceberemos que o verdadeiro amor traz correção e vida. Quando corretamente nos posicionamos a corrigir rotas, estamos de fato crendo no amor. E é exatamente isso que o próprio Cristo está dizendo no texto em apreço. Quando Ele diretamente nos repreende ou usa alguém, de forma sábia, para nos repreender (digo sábia porque 'repreensão' sem conhecimento de causa, simplesmente por 'achismo', não é repreensão, é julgamento), e entendemos que estamos sendo corrigidos, percebemos o quanto Deus nos ama. Parece meio paradoxo não é mesmo? Mas entenda: aquele a quem Deus tenta corrigir e não aceita, ou mesmo aquele que sequer Deus corrige mais estão fadados ao fracasso. Sabe por quê? Se o Pai sempre encontra resistência ou já não chama mais a atenção, é bem provável que Ele mesmo já os deixou. E não existe coisa mais tenebrosa, ao meu ver, do que o Senhor não palestrar mais com o ser humano, por Deus estar vendo que o homem não vai mais O escutar. Ei querido, tenha um coração sensível a voz do Senhor em sua vida. Todas as orientações que vem do Céu, principalmente as correções de rotas, são para que você não se perca no meio do caminho. Quanto mais se endurece o coração, mais distante ficamos de Deus e de Sua voz. E mais distantes ainda ficamos da Sua misericórdia. Pense nisso. Mas pense muito seriamente mesmo, pois como o texto nos faz entender, o amor corrige. E se Ele o faz, é porque Ele te ama. Apenas 'sê, pois, zeloso e arrepende-te'. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a lindíssima "Rafaela Pinho - Deus perdoa". Medite nesse texto e na letra dessa maravilhosa canção e seja abençoado em nome de Jesus!


segunda-feira, 10 de maio de 2021

Filmes

 JUDAS E O MESSIAS NEGRO (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)

 Luta por direitos humanos e preconceito racial é o principal tema desta obra cinematográfica. Vamos a análise! ^^
 O ano é 1968. Um tempo de incertezas e injustiças que ficaram na memória de muitas pessoas. Nesse ano se levanta um homem de coragem, Fred Hampton e funda o Partido dos Panteras Negras. Uma resposta a sociedade americana da época, extremamente elitista, partidária e racista. A criação do grupo intenta fortalecer a comunidade negra dos EUA, mais precisamente do Estado de Illinois. Um movimento que lutava para que um mundo mais justo e mais igualitário fosse definitivamente estabelecido. O movimento começa a ganhar forma e força. E com isso, começa a trazer a desconfiança das autoridades (o FBI era formado somente por pessoas de pele branca naquele período). Até o momento que na luta por justiça e igualdade social, o próprio FBI usa um camarada negro para se infiltrar no Partido e colher informações. O desfecho é parte que muitos livros de História preferem fazer questão de esconder.

Daniel Kaluuya: Grande atuação!

 Fred Hampton, o homem por trás dessa empreitada, era jovem mas tinha um ideal muito bem definido em sua mente e seu coração: combater a tentativa de reprimir pessoas que, por conta de sua cor de pele, não tinham os mesmos direitos que outras. Ele se tornou uma ativista de respeito em seu tempo, por sua forma convicta e seus projetos bem fundamentados. Ajudava crianças de seu povo todos os dias com alimentação e ensino. Tinha visão plena de igualdade. Muito bem interpretado por Daniel Kaluuya, o ator consegue transmitir com maestria e perfeição toda a coragem e bom siso desse que só queria, de certa forma, uma sociedade melhor. Kaluuya simplesmente brilha em todo o tempo da projeção retratando parte também de sua história, porque não assim dizer (Hollywood também era muito preconceituoso com atores negros e houve por muitos anos uma enorme segregação por parte da indústria do cinema com isso) e demonstra claramente a sua competência em atuar e o motivo pelo qual ele merecidamente levou o Oscar 2021 como ‘Melhor ator coadjuvante’ nesse filme. Com alguns bons trabalhos no currículo, como ‘Corra’ (2017) e ‘Pantera Negra’ (2018), a consagração finalmente veio em 2021 com esta performance. Parabéns!
 Lakeith Stanfield também protagoniza outro importantíssimo contraponto dessa história. Ele interpreta Bill O’Neil, um jovem de 18 anos que, preso a época por ser um ladrão de carros, teve seu direito a liberdade com uma intrigante e incômoda condição: se infiltrar no Partido dos Panteras Negras e levar informações ao FBI sobre tudo o que se passava ali. Foi o grande pivô da covardia que deu fim (temporário, talvez) a justa luta de tantos que ali criam em prol de um povo tão sofrido e perseguido naquele tempo. Somente muitos anos depois foi descoberto seu envolvimento nos acontecimentos que se sucederam e através de um entrevista que dera no ano de 1989, ele conta com mais detalhes sobre o ocorrido naquele tempo e como tudo atingiu o doloroso desfecho. Aqui também o ator brilha com uma sólida interpretação de algoz e traidor de seu próprio povo. Consegue reproduzir cenas grandiosas tanto de alívio cômico (mesmo em meio aquela tensa situação) quanto momentos de confrontamento pessoal quando precisa executar o plano do FBI pra se manter em liberdade. Magnífico!

Bill (Lakeith Stanfield): traidor.

 A estética do longa reproduz de forma fidedigna todo o contexto da década de 60 com muita propriedade. A fotografia se encarrega de enaltecer os figurinos e toda ambientação e tensão dessa narrativa sem perder o foco do que realmente era o mais relevante: a dramatização de um evento histórico que contribuiu muito para que pudéssemos chegar ao que temos em nossa sociedade hoje. Talvez ainda não seja o ideal. Mas certamente trouxe uma pequena luz a um mundo que ainda é tão injusto e tão desigual.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Indicado também na categoria de ‘Melhor filme’ do Oscar 2021, “Judas e o Messias Negro” reproduz um cenário que se repete por muitas gerações: a de que somente com lutas conseguiremos corrigir ou, ao menos, minimizar tantas situações extremamente desproporcionais que vivemos. Prova que a batalha diária pela vida e pela igualdade é um terreno áspero que temos de fato que trilhar. Se interessa a você, querido leitor, conhecer um pouco mais da História que alguns livros não te contam, esse filme certamente vai te interessar. Vale muito o ingresso!