sexta-feira, 19 de março de 2021

Filmes

 RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Com uma apresentação primorosa e qualidade ímpar, nova animação da Disney figura como sendo das melhores do estúdio. Vamos a análise!
 Que a empresa do Mickey tem um portfólio altamente notável, isso todo mundo já sabe. São dezenas e mais dezenas de obras cinematográficas que beiram a perfeição e foram contempladas com várias premiações de peso ao longo dos anos. Mas, e quando ela ousa sair do convencional para atingir outros públicos e culturas? Assim como foi com ‘Viva – a vida é uma festa’ (que abordou temas relacionados a cultura mexicana), temos agora uma massiva animação sobre cultura chinesa (inclusive abrangendo um pouco de sua história do passado). E o resultado talvez não podia ser outro: extrema qualidade artística e muito respeito pelo material original da obra. Vejamos o porquê abaixo.
 Quando digo no parágrafo anterior sobre respeito, estou primeiramente me referindo a direção de arte tomada pelos designers para elaboração dos personagens. Eles certamente foram pensados para serem animados com características menos cartunescas (entenda: são modelos 3D reimaginados de pessoas chinesas, mas sem olhos grandes, pernas finas e outras características que o estúdio costuma usar para deixar pessoas ainda mais caricaturadas; isso que quero dizer) que o convencional da empresa. Isso porque certamente queriam evitar polêmicas com o governo chinês, público alvo e foco dessa obra. E isso na verdade acabou tornando o filme o mais belo possível, pois há um pouco de suavidade e manutenção na forma como usaram, de forma não canônica, todas as questões que envolveram sua antiga história, com divisão de reinos e suas rivalidades quase que poéticas. Nisso muitos games também já beberam e bebem até hoje dessa rica narrativa. E embora outras animações já tenham abordado esse tema, ver a Disney trabalhar isso com maestria e mantendo altíssima qualidade, é realmente muito prazeroso. ;)

A pequena Maya e seu pai.

 Um outro ponto tecnicamente muito relevante diz respeito a construção dos personagens. São retratados de uma forma tão colossal e bem delineada que você acaba criando vínculo (que é isso que um bom roteiro faz) não só com os protagonistas, mas com seus coadjuvantes também. E isso acontece aqui de forma brilhante, pois você consegue enxergar as motivações, crises, dores e sentimentos de cada um deles e torcer por eles, até mesmo quando você não aceita suas posições. É o caso por exemplo da ‘Namaari’. Ela cria um contraponto com ‘Maya’ que estabelece uma colisão de ideias muito interessante. Embora seja uma espécie de antagonista, sua luta e a construção de sua narrativa a justificam. Percebe como uma história bem contada traz luz ao emocional dos personagens ao ponto de, mesmo não concordando com eles, conseguir alcançá-los? Tanto ‘Maya’ quanto ‘Namaari’ são decididas, fortes e seguem seguras em direção as suas convicções. E isso vem mais uma vez para quebrar os paradigmas das ‘princesas’ da Disney, pondo mulheres corajosas (caso da ‘Elsa’ também, de ‘Frozen’) e não mais donzelas com aquele senso de fragilidade. Maya é construída de forma deslumbrante nesse sentido (e eu fiquei simplesmente apaixonado pelo seu design/personalidade <3). ‘Boun’ e ‘Sisu’ são outros dois destaques também. O primeiro por ser a parte fofa e dar o tom de leveza do filme. A segunda por sua importância na história e por ser um excelente alívio cômico. Ambos são coadjuvantes que agregam muito na narrativa e encantam igualmente por serem entendidas suas razões de estarem ali ajudando a protagonista a desenvolver seu arco. E quando os coadjuvantes conseguem esse feito, de contribuir para com o desenvolvimento dos protagonistas, certamente o roteiro está fazendo seu ótimo trabalho nisso. :)


O encontro com Sisu.

 As paisagens, vilarejos e os mais variados cenários tocam profundamente pela sua beleza quase que transcendental. A qualidade visual, o charme, a riqueza dos detalhes seja de uma floresta ou de um deserto beiram o insano. Não se poupou tecnologia nem esforços para entregar um material o mais fidelizado e bonito possível. A cada nova troca de cena eu me deslumbrava com tamanho esmero e cuidado na realização desse trabalho. O que fez a obra se tornar ainda mais impecável, em minha humilde opinião. ;D
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! A Disney mais uma vez se supera em entregar uma animação firme, sólida e baseado em uma mitologia e história rica e atemporal. “Raya e o último dragão” é uma deliciosa embarcação rumo a uma brilhante jornada épica cheia de respostas e transformações. O lindo e emocionante final traduz isso muito bem. Dessa vez eu recomendo muito mesmo. Vale cada centavo para assistir! :D


sábado, 13 de março de 2021

Filmes

 AMAZON PRIME: UM PRÍNCIPE EM NOVA YORK 2 (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Sequência de longa de 1988, que estreou em 5 de março na plataforma, traz um senso de nostalgia e comédia bem misturados nesse. Vamos a análise! ^^
 Continuações de filmes antigos são sempre uma questão a parte. Mexer com a nostalgia alheia tendo de revisar contextos para o mundo atual não é tarefa das mais fáceis. E entregar toda a atmosfera do filme original nem sempre é funcional nos dias de hoje. Porém, entre a tentativa de se abordar assuntos contemporâneos e manter a essência, ‘Um príncipe em Nova York 2’ acaba se saindo muito bem em ambos os aspectos. Primeiro, por conta do elenco que não foi trocado. Segundo, por conta de pequenos detalhes da carreira de Eddie Murphy no ‘show business’, que são sua marca registrada e estão lá em grande estilo nesse. E justamente o equilíbrio de todos esses pontos é o que faz o filme funcionar bem em suas quase duas horas de duração.


Eddie Murphy e Arsenio Hall retornam na sequência.

 Como falei no parágrafo acima, a decisão de se manter o elenco original foi das mais acertadas, pois Hollywood já notou que ‘reboots’ ou ‘remakes’ não estão tendo muita aceitação com o público por esses dias. São poucos os casos de acerto. E rever Eddie Murphy, Arsenio Hall e Shari Headley reprisando seus icônicos papéis traz algo tanto de mágico quanto de sensato no filme. Quem interpretaria os trejeitos, olhares e risadas de Murphy tão bem quanto ele mesmo? Sua veia de comédia é única e bem peculiar. Não vejo alguém hoje que tenha tenha sua postura cômica. Fora o fato, que é a parte incrível de sua arte, de ele interpretar vários personagens ao mesmo tempo no filme. E não só ele, Arsenio Hall dá um show também com suas transformações. E essa talvez seja uma das marcas registradas mais marcantes de sua carreira (vide filmes como ‘Norbit’ ou ‘O professor aloprado’). O que obviamente não poderia ser substituído de forma alguma. Ponto muito positivo esse! :)

Rei Akeen agora tem 3 belas filhas...

 Apesar de ser muito leve e divertido, o filme tenta ainda abordar, de forma muito suave, temas como, por exemplo, a ascensão das mulheres ao poder. Traz isso muito diluído na narrativa quando percebemos que no seu reino só homens podem governar, por conta das tradições centenárias de seu povo. Mas é confrontado quando sua esposa diz para ele que ‘são novos tempos’. O pai dele (interpretado por James Earl Jones, que também reprisa seu papel de outrora) pede por um herdeiro homem e ele teve três filhas (isso não é spoiler, aparece nos trailers de divulgação). E há toda uma construção da ‘desconstrução’ desses paradigmas no filme. Nada forçado ou levantando bandeiras ideológicas. Apenas mostrando levemente o contexto atual. E nessa leveza do discurso, há outros focos de diálogo que trazem outras sutis críticas também. Como por exemplo em um dado ponto fala sobre a indústria do cinema atual, dando aquela leve cutucada na abordagem ‘hollywoodiana’ de hoje (filmes de super-heróis, remakes/reboots, sequências de filmes antigos). Bem sacada essa abordagem, brincando com o fato desse também ser uma sequência de um filme velho. O que na verdade não deixa de ser um fato (rs).

...e descobre um filho bastardo, vivido por Jermaine Fowler.

 Há participações muito especais no longa, que agregam bastante a parte cômica e contribuem para dar aquele charme a mais na produção. Nomes como Morgan Freeman e Wesley Snipes acertam o tom e, mesmo com Morgan tendo uma pequena participação, certamente abrilhanta muito o contexto da trama que, embora seja simples, flui muito bem durante todo o tempo. Leslie Jones e o novato Jermaine Fowler (que interpreta o filho bastardo do protagonista) complementam muito bem o elenco no quesito representatividade. Que, aliás, é o que não falta tanto aqui quanto no primeiro, mesmo o anterior sendo em uma época em que esse assunto era pouco difundido (ou seja, não há cunho político ou ideológico aqui. Somente respeito aos atores negros que por vários anos nos brindaram com suas boas performances). E não. Não é um filme para ser analisado de forma profunda. É uma história leve, espirituosa e com os clichês amorosos de sempre. E tudo isso é amarrado com muito risos e gargalhadas. Mas ainda assim funciona dentro da sua própria ‘bolha’, pode-se assim dizer. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Um príncipe em Nova York 2” tem Eddie Murphy e Arsenio Hall multifacetados em suas diversas caricaturas espalhadas pelo longa. É riso solto certo, incluindo várias cenas engraçadas nos créditos finais dos ‘erros de gravação’ e um pós-crédito no fim para mais um suspiro de risada. Diversão leve, descompromissada e funcional. Dessa vez eu recomendo muito. Me diverti bastante assistindo! ;D



sexta-feira, 5 de março de 2021

Filmes

 RECOMENDAÇÃO: ENTRE FACAS E SEGREDOS (2019)


 Com um elenco estelar, filme de investigação que lembra livros de Agatha Christie figura como um dos melhores desse gênero. Vamos a análise!
 Como um ávido fã de livros de romance policial – embora atualmente eu não esteja lendo algum – me arrisco a dizer que assistir essa obra resgatou em mim aquele fervoroso sentimento – bom, por sinal – dos famosos livros da escritora do primeiro parágrafo. E não, esse filme não é obra dela, mas todo o entorno de mistérios envolvendo a família de um milionário morto e as diversas nuances que intrigam e detalham o crime lembram sim muito a escritora. E na verdade isso é magnífico! Com um roteiro muito bem conduzido até o seu estonteante desfecho, não há nenhum espaço para respirar. A brilhante forma como a narrativa é amarrada, prendendo a atenção do espectador a cada instante, faz com que a deliciosa trama seja deleitosamente absorvida pelo público, com aquele gostinho de duvidar de tudo e todos até o fim e desconfiar até mesmo do que se parece meio óbvio. E há uma acertada perfeição nesse trajeto, incluindo a inerrante escolha do elenco.
Que elenco é esse direção!

 Elenco esse, que brilha incessantemente do início ao fim, com um destaque para o impagável Daniel Craig como detetive ‘Benoit Blanc’. Sua atuação impecável, sagaz e envolvente trouxe a responsabilidade a todos os outros atores e criou um entrosamento ímpar de todos os envolvidos no projeto. Nomes como Chris Evans, Jamie Lee Curtis, Christopher Plummer (in memorian), Katherine Langford e Jaeden Martell compõem o luxuoso ‘cast’ e a química entre eles cria um ambiente extremamente funcional, intuitivo e instintivo – ajudados também pelo indiscutível bom roteiro. O longa não se perde em nenhum momento de suas duas horas e dez minutos de tela, não ‘esfria’ e mantém o equilibro e o interesse, criando uma atmosfera sólida e muito bem embasada. Ana de Armas também merece destaque, por viver uma personagem imigrante enfermeira que cuidava do milionário em questão (vivido pelo saudoso ator Christopher Plummer). Os pontos mais altos do filme a elevam junto com sua personagem, que vai se tornando mais denso a cada novo ato e ainda estabelece diversos momentos muito cômicos juntamente com o personagem de Daniel Craig, com quem faz uma troca magnífica. E o grande segredo de sucesso desse projeto está justamente aí, na coerente troca e entrosamento de cada personagem, de cada gesto, olhar e diálogo flertando com o clima de mistério oferecido pela trama. Tudo muito bem dosado e inserido nos momentos mais exatos possíveis. Da mesma forma a bem posicionada fotografia corrobora com todo o enredo e questionamentos dos envolvidos, gerando ainda mais tensão e incertezas. Um conjunto memorável, posso assim dizer. ;)
Daniel Craig e Ana de Armas: impecáveis! ;)

 
Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Entre facas e segredos” é aquele tipo de filme que possui a qualidade e o ‘sabor’ ideais. Elenco grandioso e cativante, roteiro minunciosamente bem escrito, trama envolvente e deliciosa com um desfecho triunfante. Se não o melhor, certamente é um dos melhores filmes do gênero em anos. Curti demais e recomendo demais! Vale muito mesmo dar uma conferida! ;D

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Filmes

 MONSTER HUNTER (Avaliação 2/5 - Ruim!)


 Recursos visuais bacanas e roteiro extremamente fraco – ou quase inexistente – desmantelam a tentativa dessa ser uma boa adaptação de um game. Vamos a análise!
 ‘Monster Hunter’ é um game criado pela empresa Capcom em 2004 e mostra, dentro de seu núcleo principal, um mundo vasto onde humanos e enormes criaturas coabitam e ambos precisam lutar para se manterem vivos naquele ambiente. Há uma gama de recursos e armas para exploração e percepção daquele mundo e as missões vão se dificultando a medida que novas e mais poderosas criaturas precisam ser caçadas. O jogo é um estrondoso sucesso de vendas até os dias de hoje e encanta fãs de diversas partes do globo com sua jogabilidade divertida e atraente. E como sempre digo quando falo de adaptações de mídias (nesse caso dos games para o cinema): é fundamental saber como se manter um equilíbrio entre uma história que faça sentido para o público em geral e ao mesmo tempo, manter a essência do que se vê no jogo em tela. Mas infelizmente, o que o filme tem de bonito visualmente, tem de erros sucessivos no que diz respeito a narrativa. Vejamos o porquê abaixo.

Milla Jojovich (Artemis)/Tony Jaa (Caçador)

 O jogo da Capcom não tem 2 ‘mundos’. Contudo, na trama do longa, um grupo de soldados do ‘nosso mundo’ é levado por uma espécie de portal para o ‘novo mundo’, onde encontram criaturas gigantescas desconhecidas até então. Só que o primeiro ato se mostra completamente ineficaz em apresentar com clareza a distinção desses dois mundos e jogam o núcleo humano sem nenhum sentido lógico para o ‘novo mundo’. Um falha grosseira que deixa a narrativa enfraquecida durante – pasmem – todos os dois primeiros atos da trama. Não há sequer nenhum diálogo durante todo esse período que possa tornar crível a passagem para o ‘novo mundo’ e o porque deles estarem ou terem chegado até ali. A protagonista ‘Artemis’ (Mila Jojovich) se encontra nesse ‘novo mundo’ com o ‘caçador’ (Tonny Jaa) e ambos não entendem suas línguas, o que cria uma discrepância narrativa extremamente incômoda, pois a projeção se desenrola sem nenhum linha de fala aparentemente coerente. Porém as cenas estão ali apenas sendo jogadas em tela com uma edição, muitas das vezes, de doer a cara e o coração. Não que o núcleo humano fosse ruim ou que a ideia de dois mundos se colidirem fosse equívocada. O ponto não é exatamente esse. Mas sim o fato de absolutamente nenhuma explicação ser apresentada para que essa colisão fosse coesa. Ponto muito negativo esse ao meu ver.
 Um outro fator incomodo é justamente o fato de, por não haver quase diálogo no filme, o desenvolvimento dos personagens é praticamente nulo e você não simpatiza com eles nem se solidariza com as situações apresentadas. A artificialidade de colocar cenas de ação uma por cima da outra sem que a motivação das mesmas seja realmente delienada as tornam frustrantes e por vezes. monótonas e até chatas (mesmo com a qualidade incrível algumas delas – falarei sobre isso mais abaixo). Você só é contemplado com algum vislumbre pequenino do contexto já praticamente no finzinho do segundo ato, inciando o terceiro, quando um outro personagem daquele ‘novo mundo’ entende a língua do nosso mundo e fala meia dúzia de palavras soltas que desperdiçam ainda mais a oportunidade de se esclarecer tudo o que está realmente se passando no filme. Decepcionante!


Os efeitos visuais/especiais são muito bons.

 Conforme relatei nos parênteses do parágrafo acima, o gasto monumental com os bons efeitos visuais/especiais, com monstros ricos, e alguns bem feitos e assustadores se perdeu em meio essa narrativa ‘fake’. Mesmo tendo um enorme vislumbre de todo aquele belíssimo mundo, não salvou o filme do engodo que foi. E acredite, Mila Jojovich e Tonny Jaa até que tentam carregar o filme nas costas. Mas o roteiro – que deve ter sido escrito em meia página – puxa o longa para o declínio e infelizmente não convence nem um pouco na minha humilde opinião. O que pode certamente entristecer os milhões de fãs da franquia. Fora que, mesmo com uma qualidade bacana nos visuais, a quantidade dos monstros em tela é absurdamente limitada em comparação ao jogo original, o que também deixa o filme muito aquém do universo que ele poderia apresentar a mais naquele mundo.
 Enfim, vale a pena ver o filme? Não vale! ‘Monster Hunter’ tinha tudo para ser um ‘hit’, até pela legião de fãs que carrega. Mas o roteiro quase que nulo engessado em quase duas horas de duração sem explicações fizeram mais uma vez uma grande oprtunidade ser desperdiçada, pois mesmo que a história fosse linear e simples, mas com coerência, certamente teria muito mais apelo e atenção do público em geral. Infelizmente dessa vez não recomendo e fica por sua conta e risco, querido leitor.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Filmes

 TOM & JERRY - O FILME (Avaliação - 3,5/5 - Muito Bom!)


 Animação em live-action de uma das duplas mais amadas dos ‘cartoons’ reflete um bocado o seu desenho de origem. Vamos a análise!
 Criado por Joseph Barbera e Willian Hanna lá pelos anos de 1940 (isso mesmo, nossos queridos estão com quase 100 anos de existência), a idéia era demonstrar cômicamente as peripécias dos gatos correndo atrás de ratos na pele de Tom, um gato não tão esperto assim, e Jerry, um ratinho malandrinho que apronta todas. Convencendo positivamente o público da época, o desenho foi amplamente renovado ao longos das décadas, e foi passando por várias e várias gerações até os dias de hoje. E vamos falar a verdade: quem que está lendo essa resenha não passou algumas manhãs ou tardes assistindo pelo menos um dos episódio deles? :)

Parte do núcleo humano do longa. ;)

 Nessa mistura de atores reais com animação nesse novo ‘live-action’, a grande dificuldade era exatamente transpor toda a essência dos personagens do jeito que foram criados, pois, pela época e contexto em que surgiram, eles são considerados hoje muito ‘politicamente incorretos’. E trazer de fato como eles são para as telas não seria tão simples. Porém a produção e direção do longa optaram por não mexer demasiadamente no que eles tem de mais relevante: suas hilárias trapalhadas com as mais variadas vertentes, incluindo quedas, tombos, raios, maquinários, ferramentas e por aí vai. Nisso já deixamos o ‘politicamente correto’ de lado e focamos no que mais importa sobre esses personagens: diversão e risadas. Ponto para a toda a equipe que manteve o núcleo dos protagonistas – e coadjuvantes também – intactos para a nova geração.
 O enredo simples, porém bem encaixado, tornou possível introduzir toda a aura dos desenhos dentro da narrativa fazendo ela se tornar parte intrínseca uma da outra. Isso me chamou a atenção, pois entrosar a história do núcleo humano com os bichanos, permitindo que suas trapalhadas façam sentido dentro da película não seria tarefa das mais fáceis. Mas, para a minha surpresa, funcionou muito bem. E até a forma de apresentar alguns coadjuvantes bem conhecidos se tornou fluida o suficiente para me convencer que, de fato, eles realmente estavam ali dentro de uma lógica nesse universo do ‘live-action’. Mais um ponto a favor para o filme. ^^
 Tom, Jerry e todos os demais animais vistos na projeção foram feitos – e muito bem feitos e fidedignos por sinal –, na minha mais perceptiva impressão, de uma técnica de renderização 3D chamada ‘cell-shading’, onde modelos em 3D simulam, de certa forma, traços animados em 2D, fazendo-os parecer mais com os desenhos tradicionais. Isso gerou um visual que, além de muito bonito, deu o charme necessário para que a película ganhasse os tons cartunescos que precisaria para este mundo animado. Simplesmente magnífico! ^^
Nossos queridos protagonistas! <3

 O núcleo humano, composto por nomes e rostos conhecidos como Chloë Grace Moretz (Kayla), Michael Peña (Terrance) e Ken Jeong (Jackie) incrementam a narrativa de forma positiva, no geral, com um bom ‘timing’ de piadas e cenas cômicas. Porém, alguns momentos desse núcleo se estendem um pouco além e acabam levemente fugindo do principal foco, que certamente é ver os icônicos protagonistas fazendo graça em tela. Não chega a ser incômodo em demasia, mas sintetizar alguns dialogos ‘enxugaria’ melhor a narrativa (que por si só, não era nem um pouco complexa de se entender). Mas mesmo assim isso não atrapalha a experiência como um todo. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Só a quebra do paradigma do ‘politicamente correto’ já faz de ‘Tom & Jerry – o filme’ um longa para ser divertidamente apreciado. Para os adultos, a doce lembrança da infância e o encantador fator nostálgico. Para as crianças, a oportunidade de se ver figuras tão queridas e fofas em tela novamente. Para ambas as idades, vale muito o ingresso! ^^

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domingo, 7 de fevereiro de 2021

Bíblia

RFELEXÃO BÍBLICA

 "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor''. Romanos 6.23
 Todos nós somos seres errantes. Não há dúvidas, nem mesmo bíblicas quanto a isso ('porque todos pecaram e destituídos foram da glória de Deus', diz um outro texto bíblico). Contudo, quando nos rendemos a Cristo, há um longo e, por vezes, doloroso processo de transformação - para aqueles que realmente aceitam passar por essa transformação - que culmina na 'mortificação' de suas práticas errôneas cometidas quando éramos do mundo. Mas veja, nosso corpo, mesmo sendo moldado por Deus, ainda está sujeito a errar, pois ainda está em constante lapidação nessa terra. Porém, em Cristo, não somos mais os mesmos e temos condições de lutar contra nossas vontades e pedir perdão a Deus toda vez que excedermos nossos limites humanos. Oração e intimidade com Deus são segredos para uma caminhada saudável nesse mundo. Todavia, se nós perdemos esse vínculo com o Pai, somos capazes sim, de retomar as velhas atitudes de forma contínua e desenfreada. Mentiras, falso testemunho, vaidades, invejas, julgamentos...tudo isso precisa ser vencido a cada dia para que a comunhão com Deus não seja amplamente afetada. Ei querido, 'o salário do pecado é a morte'. E a pior morte certamente não é a humana, e sim a espiritual, pois você pode viver sua vida inteira na casa do Pai e ao mesmo tempo estar completamente longe dEle, por não reconhecer suas fraquezas para Ele. Pense bem nisso. Todo o mal que você faz, sem produzir frutos de arrependimento, coloca sua vida ainda mais distante do Céu. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a impactante 'Santificação - Elaine Martins'. Medite nessa Palavra, atente para letra dessa canção e seja abençoado em nome de Jesus!


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

"Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até as divisões da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração'' Hebreus 4.12
 Deus nos conhece por meio da Palavra. E o texto em apreço vai revelar verdades profundas sobre como essa mesma Palavra surte efeito na vida do ser humano. Nenhum pensamento, mentira, orgulho, soberba e nem mesmo as intenções boas ficam escondidas diante dEle. O que nos faz pensar que devemos refrear nossas ações e repensar nossas intenções caso elas sejam más ou destrutivas para os outros. Porque, pelo texto descrito, a Palavra discerne e revela 'os pensamentos e as intenções do coração'. Ou seja, ela sabe o que você faz e com qual intenção você faz. Inclusive o versículo posterior vai enfatizar e corroborar com esse, dizendo que 'não há criatura nenhuma encoberta diante dEle'. Ei querido, seja prudente e tome cuidado com os sentimentos que permeiam o seu coração. 'Examine-se, pois, o homem a si mesmo', diz um outro texto bíblico. Pois muitas das vezes o que você faz com a outra pessoa, seja bom ou seja mau, reflete não o caráter do outro, mas o seu. Até porque existem ações boas com intenções más. E pelo poder da própria Palavra, Deus olha, com efeito, as intenções e não as ações. Pense nisso. Pode-se até iludir as pessoas com ações que se pareçam adequadas, mas a Deus nenhum de nós ilude não. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "Eyshila - Eu me arrependo". Reflita na letra dessa canção, medite na mensagem e seja abençoado em nome de Jesus!


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 ''O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.'' Salmos 34.7
  Deus tem muitos princípios. Mas conhecê-los e colocá-los em prática vai depender de pelo menos dois gestos fundamentais: leitura e aplicação. Se você não ler a Bíblia, não há como conhecer ao Pai. É simples assim. A leitura torna Deus 'visível' para você pelo poder do Espírito Santo que detém a autoria bíblica. E essa leitura produz em Deus o desejo de se mostrar para aqueles que aplicam a Palavra as suas vidas. Por isso a aplicação é outro fator importante, pois se você só lê, seu campo pode acabar se tornando especulativo: 'será que Deus faz isso mesmo?', mas se você aplica o que lê, o Pai cria as experiências necessárias para que você veja na prática como a Palavra de Deus 'funciona'. É aqui o ponto que quero chegar. A partir do momento que a leitura da Palavra gera temor em sua vida, por entender tudo o que Deus é, isso automaticamente faz com que o Pai tome uma responsabilidade sobre você. Responsabilidade essa que gera do Céu a convocação de um anjo para te guardar. Mas o questionamento vem: Porque Ele não guarda todo mundo? Que Deus é esse? Ele não é amor? Sim, Ele é amor. Porém, lembra o início desse texto? O Pai tem princípios. 'Dos que O temem', diz a passagem em apreço. Se não há temor de Deus, indica que você confia em si mesmo. E essa sua escolha define como Deus vai agir. Pense nisso. Há livramento real e guarda do Céu para aqueles que conhecem e praticam a Palavra. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima 'Fidelidade - Daniele Cristina'. Medite na letra dessa bela canção, na mensagem de hoje e seja abençoado com a melhor escolha, que é estar em Cristo Jesus. Que Deus te abençoe! 


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Filmes

 DISNEY PLUS: SOUL (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Uma animação focada quase que inteiramente para adultos. É assim que ‘Soul’ pode ser definido. Vamos a análise!
 O que você valoriza em vida? Dinheiro, sonhos, carreira, sucesso? A Disney coloca essas e outras questões tão ou mais profundas sobre a vida e seus valores nesta que é para mim, uma das mais controversas e inteligentes animações que o estúdio já produziu. Controversa porque ela, diferentemente de outras que a Pixar já elaborou, é totalmente voltada para adultos. Sim, você não leu errado. Nada, em nenhum momento do rebuscado roteiro trabalha em prol de se mostrar algo que remeta ao público infantil. Inclusive trata o tema ‘vida pós morte’ com elucidações um tanto quanto pesadas, que não levam nenhuma lucidez de entendimento aos pequenos (diferentemente, por exemplo, da animação ‘Divertidamente’, onde os sentimentos são retratados de forma lúdica e extremamente eficaz). E por não ter essa conexão com as crianças, em alguns momentos a trama recai em certas camadas tão delicadas sobre assuntos da vida, que até a habitual graça e descontração que as histórias costumam ter caem em desuso nesse. Mas o que ela produz de forma inteligente para o espectador? É isso que veremos mais adiante.

A paixão pela música!

 Para o espectador adulto, que vai conseguir compreender melhor os temas abordados na animação e separá-los da forma mais conveniente possível, vemos o protagonista ‘Joe’ obcecado pelo seu desejo de se tornar um grande músico, dado o conhecimento e o domínio que ele tem com os instrumentos. Mas uma fatalidade vai colocar ele fora do jogo da vida e deixá-lo a mercê de sua própria sorte, literalmente. E nessas idas e vindas com a morte, ele começa a perceber qual o real sentido de sua vida e seu propósito aqui nessa terra. O ‘main plot’ dessa animação aborda questões familiares profundas e questionamentos inquietantes sobre buscar o seu sonho ou viver com os pés no chão. Isso porque ‘Joe’ se inspira muito fortemente em seu pai, já falecido, que o fez criar o gosto pela música. Porém, sua mãe, ainda viva, se contrapõe a esse sonho sob a alegação de que o pai de ‘Joe’ nunca alavancou uma carreira de sucesso na música. E nota-se claramente o denso arco que vai se formando de frustrações, decepções e contradições pelo lado amargo que a vida pode trazer quando um sonho idealizado não se concretiza. E essa abordagem profunda vai ganhando força no decorrer da trama, principalmente quando ele encontra a personagem ‘22’ (é esse o ‘nome’ dela mesmo rs) e tem de burlar o ‘sistema’ vida/morte para provar a essa que a vida vale a pena. É aí que animação cria seus meios de se sustentar como uma história mais voltada para os adultos, pois vai abordar também questões psicológicas profundas sobre o medo da vida, de encarar seu destino e de como entender seu espaço nesse mundo. Faz algumas provocações filosóficas sobre ansiedade e depressão e demonstra, em seu fim, que o mais importante da vida é viver, não importando os traumas do passado ou o quanto você esteja empenhado em realizar seus sonhos. O que a animação claramente demonstra é o valor de viver e o valor que a sua vida tem. E nisso ela se foca de forma extremamente inteligente e cuidadosa, apesar dos carregados temas que ela contém.

Onde tudo começou...

 Com tudo isso, fica novamente o expressivo questionamento lá do início desse texto: todos os valores que você carrega durante toda sua vida, pelos seus pais e pelo meio, são os que vão definir toda sua estrutura psicossocial em seu futuro. E são essas experiências com a vida que determinarão o proveito que vais tirar dela no seu futuro. A animação faz essa abordagem de forma segura quando mostra que o pai teve forte influência na carreira que o filho queria seguir. E assim são nossas escolhas de vida. Pautadas nas nossas experiências e no quanto elas se tornam interessantes para nós como seres humanos. E sendo elas possíveis ou não, entender que as frustações e/ou alegrias fazem parte de sua história é peça fundamental para se manter de pé, não desistir e prosseguir. Esse é o núcleo mais importante de toda a narrativa de ‘Soul’.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Por todas essa razões citadas na abordagem desse texto, ‘Soul’ se figura como uma ótima e profunda animação adulta para refletir, pensar e se questionar. Porém, por um outro lado todos os temas que ela aborda não são tão fáceis de serem diluídos pelas crianças, o que não me faz recomendar de forma mais abrangente esse para os pequeninos. É realmente isso, meu caro leitor. Recomendado sim, mas com essas ressalvas importantes. Vale muito conferir!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Filmes

 MULHER-MARAVILHA 1984 (Avaliação 5/5 - Excelente!)


 Com um roteiro suave e história envolvente, novo filme da heroína mais amada dos quadrinhos rende ótimos momentos em tela. Vamos a análise!
 Das características mais marcantes de ‘Mulher-Maravilha’ estão, além da super força, seu senso profundo de justiça e sua integridade. Patty Jenkins (diretora dos dois filmes) conseguiu mais uma vez equilibrar essa fórmula e transpor para as telas um compilado da essência da heroína de forma coesa, mostrando sua vida fora de sua terra natal (Temiscera) e refletindo os sentimentos mistos de uma figura ainda em construção nesse mundo. A expertise em trabalhar com a volatilidade das ações da protagonista (que ainda reflete a dor de ter perdido seu grande amor ‘Steve Trevor’) com a ideia de tê-lo de volta a qualquer custo, mesclou uma gama de possibilidades e fez o longa deslanchar em belos momentos com seu amado, com referências incríveis a apetrechos usados pela personagem no passado que deixariam qualquer fã muito contente com o que foi apresentado em tela.

Diana Prince/Wonder Woman <3

 Gal Gadot mais uma vez brilha apresentando versatilidade e robustez em interpretar uma personagem tão poderosa e que, ao mesmo tempo, pode ser tão frágil como mulher. Um equilíbrio entre sua doce beleza e atuação impecável que geraram mais uma vez a combinação perfeita dessa atriz para esse papel. Desde sua primeira aparição em ‘Batman vs Superman’ como ‘Mulher-Maravilha’, ela já demonstrava todo potencial, mesmo que limitado pelas poucas cenas em que apareceu nesse filme, para interpretar com maestria nossa querida heroína. A química dantes funcional com o ator Chris Pine, tornou a dar bons resultados, incluindo momentos cômicos gerados pela interação dos personagens. Kristen Wiig, que interepreta ‘Barbara Minerva/Mulher-Leopardo’ e Pedro Pascal, que interpreta ‘Maxwell Lord’ são vilões cujas motivações são delineadas ao longo e fazem um bom contraponto com ‘Diana’, visto que a sede do poder desenfreado os tornou em pessoas sem humanidade (característica forte e marcante da personagem principal que, embora possua poder de deuses, não os usa em prol de desejos egoístas e mesquinhos. Antes, aprendeu valores humanos e justos com seu treinamento em sua terra natal). E esse ponto ao meu ver é o que faz os questionamentos da protagonista serem interessantes ao longo da narrativa, tendo de optar entre sua missão e seu grande amor. Muito bem desenvolvida essa balança nela. 

Barbara Minerva/Mulher Leopardo e Maxwell Lord
 
 Outro ponto que me chamou bastante atenção foi ideia de inclusão, apresentada ao longo da trama. A variante de etnias que aparecem no filme e a forma com que cada uma delas é apresentada se torna um ponto muito forte do longa. Ressalta já o fato do filho de ‘Maxwell Lord’ ser asiático, o que por si só já tenta reproduzir a ideia da diversidade, além também da fabulosa ambientação oitentista. Muito bem ornamentada e situada, leva o espectador a uma doce viagem no tempo dentro das mais variadas situações da época. Inclusive ‘Steve’ (Chris Pine) se encanta com as últimas tecnologias das quais ele não teve pleno conhecimento (por questão de sua já citada morte no primeiro longa), produzindo ainda mais deslumbre daquele período. E esses pontos se alinham muito bem com a proposta do longa.
 Mesmo com sua principal trama não condizer com os quadrinhos, muito da essência dos protagonistas e vilões foram bem interpretados pelos atores. Vale ressaltar que as boas cenas de ação e os efeitos especiais são, ao meu ver, satisfatórios e contribuem para manter a narrativa sempre alinhada. A visão de que filme de super-herói tem de ser ação o tempo inteiro não faz jus a um bom roteiro. Já vi filmes de ação desenfreada que pouco exploram seus núcleos narrativos e tornam o filme cansativo e sem direção. História e personagens precisam ser desenvolvidos ao longo para que tudo (até as cenas de ação) façam sentido e tenham bom rumo. E isso a Patty (diretora) o fez, ao meu ver, muito bem. 
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Patty Jenkins acerta mais uma vez em escalar Gal Gadot para ‘Mulher-Maravilha 1984’. A beleza da protagonista, leveza e sensibilidade de ambas traduzem, no meu ponto de vista, duas horas e meia de muita diversão em tela, além das ótimas referências para fãs das antigas. E a sensacional cena pós-créditos é um deleite para todos os amantes da heroína. Se curtes tudo isso, certeza que é para você esse filme. Vale muito o ingresso!

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Filmes

 TROLLS 2 (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

 Animação ‘Trolls’ fala sobre música de forma discontraída mas revela uma crítica ao ritmo ‘pop’ por transcender a linha de seus próprios limites. Vamos a análise!
 Uma história contada sob a perspectiva fofa de pequenos seres que vivem em harmonia com seus ritmos. Um pretexto para revelar todo um pano de fundo crítico-narrativo sobre a indústria global da música e seus efeitos na mente e no cotidiano das pessoas. Um rorteiro genial escrito sob a forma de uma colorida e alegre trama. É assim que consigo enxergar ‘Trolls 2’. Bem além das entrelinhas, o filme faz muitas alusões criativas a esse vasto contexto musical global e deixa explícito as diversas nuances e peculiaridades que cada ritmo possui.
 A impressão logo no início é a de que, no mundo dos ‘trolls’, o único e legítimo ritmo que existe para eles é o ‘pop’. Até descobrirem que eles nunca estiveram sozinhos. E isso traz uma percepção muito bacana de como a música é segmentada e cada gênero musical tem suas ‘tribos’ bem definidas, pois eles logo descobrem que existem outros ‘trolls’ de estilos diversificados e mais ainda, que a rainha do Rock ‘Barb’ está invadindo os outros mundos para unificar todos os segmentos e transformar tudo em um unico ritmo. Daí para para pensar: a subejtividade do roteiro reproduz exatamente o mundo musical como ele mesmo se vê: fragmentado e tematizado cada qual para o seu público. E a produtiva mescla de fatores que transbordam na animação para dar ênfase as críticas são contundentes e palpáveis, tornando seu contexto ainda mais rico e pertinente.

Os protagonistas!

 Bem ali pro fim dos anos cinquenta, o ‘pop’ surgiu e ganhou muita força desde então. E ao longo desses anos todos para cá, o estilo musical foi ganhando formas padronizadas que muito se assemelham em tons e acordes, o que deixa, por exemplo, fãs do Rock e de sua estrutura musical e artística um tanto quanto mais harmoniosa e elaborada contrariados por ver algo que eles consideram ‘musicalmente pobre’ fazer tanto sucesso. E é nesse contexto que animação brilha e faz surgir o tom da crítica, pois em todo tempo a ‘antagonista’ (entre aspas, pois os objetivos dela não são exatamente ruins, visto que sua ‘vilania’ é composta pela ótica orgulhosa de seu olhar) roqueira enfatiza o pop como ‘sem graça’ e ‘grudento’ (em algumas partes da animação ela diz claramente isso), afirmando não ser um estilo realmente bem produzido ou elaborado. E esse produtivo embate é o que faz tudo ter sentido. Se por sua vez o público que de fato curte Rock detesta musica Pop (e eu conheço pessoas assim), quem se agrada da leveza desse ritmo acaba abraçando um pouco de tudo entende? E é exatamente assim que a narrativa conduz a história, permeando sua trama com vários outros ritmos musicais (Country, Funk,  Dance, Erudito, Hip-Hop e até ritmos mais recentes, como K-pop e afins), levando a personagem que é rainha do Pop ‘Poppy’ a querer transcender barreiras e procurar respeitar a diversidade que os estilos musicais reproduzem. Em contrapartida, para a rainha do Rock ‘Barb’, nenhum som é tão relevante quanto seu estilo musical. Percebe aí a grande sacada da animação? Particularmente achei isso genial, tanto na condução quanto na execução do roteiro, pois tanto o segundo ato quanto o desfecho trabalham incessantemente para que essas diferenças sejam exploradas, enriquecendo o conteúdo da animação e a tornando em um belo 'mix' de realidades, diluídas em cada uma das personagens apresentadas na trama, com seus estilos, suas gírias, suas interpretações sobre cada um dos ritmos. Só nesse aspecto a animação já ganhou meu respeito. 

Poppy e Barb!


 Um outro detalhe que me chamou muito a atenção foi o estilo da CGI usado. Lembrando muito jogos como ‘Little Big Planet’ (quem conhecer o game vai se ligar) a textura dos cenários remete muito a esse estilo gráfico: mais cartunesco, porém com uma arte a sua volta lembrando coisas reais (como itens costurados a mão, tais como pelúcias e almofadas). E eu particularmente acho esse estilo artístico muito bonito e impressionante, de certa forma (o game citado aí ganhou muitos prêmios em seu lançamento por conta de toda essa qualidade visual inovadora para época). Parabéns a equipe ‘DreamWorks’ por todo esse cuidado e escolhas na produção e caracterização dos personagens e cenários.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Com uma bela homenagem aos mais variados estilos musicais, “Trolls 2” vai muito além de ser um filme musical e interage com o público de forma peculiar, esbanjando respeito a diversidade desses e declarando que todos eles podem viver harmoniosamente em um mundo fragmentado de estilos. A diversão é garantida em todos os aspectos, tanto para o olhar mais crítico quanto para o mais inocente. Vale muito o ingresso!







sábado, 5 de dezembro de 2020

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA 

 "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do Santo, a prudência." Provérbios 9.10   Temer tem uma definição bem distinta de medo. Até porque o temor a Deus não passa exatamente pelo crivo do medo. Nesse caso específico aqui, significa respeito profundo e obediência. E o texto em apreço demonstra que na produção desse sentimento dentro de nós inicia-se o processo da sabedoria. Quem teme ao Pai sabe que tem dEle cuidado. Sabe amar e respeitar seu irmão em Cristo de verdade. Sabe zelar pelo conhecimento e a prática da Palavra tanto dentro do seu coração quanto na vida cotidiana. Sabe o que a inércia da falta de aprofundamento na Palavra pode trazer. Sabe em seu coração quais consequências isso pode gerar. Portanto, meus amados irmãos, se és falto de sabedoria, peça a Deus. Se o temor já se afastou de você com suas práticas, palavras e atos contra si mesmo ou contra seu próximo, entenda que já é tempo de restabelecê-lo em sua vida. O temor nos faz andar em terras firmes e férteis. O temor nos auxilia a não sermos negligentes ao extremo. O temor nos conecta com Deus. Sede sábio e prudente, como diz o texto. Produza temor através do conhecimento do nosso Senhor e dos Seus desígnios para sua vida. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima e reflexiva "Imperfeito - Anderson Freire feat. Paola Carla". Medite nessa mensagem, ouça essa canção maravilhosa e seja abençoado em nome de Jesus!


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Filmes

BILL & TED: ENCARE A MÚSICA (Avaliação 3/5 - Bom!)



 Longa protagonizado por Keanu Reeves traz um belo ‘revival’ dos anos 90 do século passado com esses personagens ‘descolados’, ‘esquisitões’ e roqueiros. Vamos a análise!
 Fórmulas de filmes normalmente podem dar certo em seu tempo, porém podem fracassar ao trazê-las para o presente. E diversos projetos tem provado isso ao longos dos anos, mostrando que era melhor tê-los deixado no passado mesmo. Mas e quando a fórmula beira o ‘nonsense’, recheado de músicas e ainda com Keanu Reeves no elenco? É exatamente isso que ‘Bill & Ted’ possui: uma diversão descompromissada, completamente deslocada da realidade e que ri de si mesma o tempo todo, provocando com isso uma certa atemporalidade de contexto e de narrativa, pois como todo o filme se desenvolve divertidamente sem nenhum nexo, a transposição para o hoje acaba se tornando funcional. Até porque seu núcleo narrativo traz de volta grande parte da essência dos 2 filmes anteriores, que tanto fizeram sucesso a sua época (inclusive com direito a um desenho animado com os personagens de Alex Winter e Keanu Reeves).

Pais e filhas!

 Naquele momento os 2, ainda jovens, viveram loucas aventuras na escola e passaram maus bocados viajando pelo tempo em busca da música perfeita. Na trama recente - e conclusão da história -, agora eles são casados, cada um tem sua filha e eles vivem suas vidas como pais e maridos. Mas um novo incidente ‘cósmico’ toma conta do nosso mundo e eles precisam viajar novamente no tempo para evitar o ‘colapso’ com uma música que eles ainda vão inventar (rsrs). Esse é o principal enredo e o que norteia toda a narrativa do longa, com insanos e divertidíssimos momentos, novos personagens e outros velhos conhecidos da dupla. Tudo regado a muita música embaladas por diversas aparições de artistas antigos famosos. ^^
 Keanu e Alex ainda permanecem com a mesma essência dos caricatos personagens que outrora lhes renderam a glória. São ótimos atores e é bem hilário ver a dinâmica deles tanto entre si quanto com outros personagens que aparecem ao longo da trama. Possuem uma química muito boa e as piadas funcionam (algumas são auto-explicativas e outras remetem ao contexto remoto dos filmes anteriores). As atrizes que interpretam as respectivas filhas de cada um, ‘Thea’ (Samara Weaving) e ‘Billie’ (Brigite Lundy-Paine) também herdaram a postura caricata de seus respectivos pais, mas não produzem tanto carisma quanto os protagonistas, embora sejam importantes para a trama. ;)
Essa cena é ótima! rsrs

 As épicas tiradas de época – o longa contextualiza passagens no passado, presente e futuro e inclusive hilárias cenas deles se vendo anos a frente – são o que produzem os momentos mais surreais e divertidos. Aliado aos ótimos efeitos e recursos visuais, com direito a uma impressionante gama de instrumentos musicais de ponta lá no fim do terceiro ato - que simplesmente aparecem do nada (rsrs) – o filme mescla bem o atual com o nostálgico e triunfa, no meu ponto de vista, em não rejuvenescer os personagens e sim atualizá-los sem descaracterizá-los. Ponto pra direção nesse aspecto. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Para aqueles que curtiram a franquia tanto de filmes quanto dos desenhos no passado, “Bill & Ted: encare a música” é fator nostálgico garantido nas telas. E para aqueles que ainda não conheciam os personagens, as divertidas e totalmente sem sentido viagens loucas dos 2 valem boas risadas ao longo. Em ambas as situações, o ingresso e a pipoca sem compromisso são ideal pedida. Vale o ingresso!



sábado, 7 de novembro de 2020

Filmes

TENET (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


 Novo filme de Christopher Nolan é um Sci-Fi que supera suas expectativas e entrega um produto com muita qualidade, mesmo com algumas pontas soltas. Vamos a análise!
 Cada diretor tem uma visão e sempre uma direção na qual segue para produzir seus filmes. Observando a trilogia do ‘Batman’, podemos perceber que o tom e a perspectiva com a qual ele (Christopher Nolan) trabalha é bastante singular. E Nolan opta por fazer também neste algo mais enigmático, com paletas mais escuras e em um tom mais pitoresco. Isso porque ‘Tenet’ aborda uma questão bem curiosa sobre viagens no tempo, utilizando engenharia advinda do futuro para criar vórtices temporais no presente, desconcertando e mexendo nas estruturas afim de que fatos sejam premeditados e solucionados com antecedência. Inclusive essa tecnologia que gera a desconstrução do ‘hoje’ é o que dá título ao filme e é também o nome da organização que recruta o personagem principal. Isso seria rázoável caso não tivesse caído nas mãos erradas. E nesse contexto um lunático que tem por nome ‘Andrei Sator’ (Keneth Branagh) adquire o controle dessas informações e tem um poder quase que ilimitado em suas mãos, tornando a vida de ‘O Protagonista’ – nome constantemente dado ao personagem de Jhon David Washington e ‘Neil’ (Robert Pattinson) – praticamente um caos urbano, pois a cada nova investida para apuração de cada fato, o presente já havia sido modificado pelo antagonista. Parece complicado de entender não é mesmo? E de fato é um pouco complexo sim, mas gratificante no fim.
Vilão convincente! 

 Até porque o que dá tom a toda narrativa do longa é essa constante ‘desconstrução do hoje’, que mexe com as estruturas temporais e causam no espectador a desconfortante sensação de que não há solução prévia para a trama, visto que cada passo é ‘desmontado’ a todo momento pelo incômodo vilão da história. Que inclusive merece todos os méritos pela ótima atuação de Keneth Branagh, quer por sua caricatura impositiva, quer por sua façanha de ter em mãos uma tecnologia tão conveniente. Isso lhe confere uma profundidade vilanesca bastante peculiar. Pensa: o cara tem o controle do passado, presente e futuro todo em suas mãos, articulando-os como bem entende. Parou para pensar o que é esse domínio todo para si? Então. É isso que faz ele ser um ótimo e convincente antagonista, aliado a ótima performance do ator. ;)
 Tanto ‘O Protagonista’ (John David Washington) e ‘Neil’ (Robert Pattinson) formam uma dupla de investigadores qualificados e distintamente inteligentes. Até porque estão lidando constantemente com o inesperado e o desconhecido. E suas atuações são prazerosas e convincentes. Cada salto no tempo, cada questionamento enigmático, cada ‘passo a frente’ do vilão consegue produzir uma trama cheia de reviravoltas e vários momentos de ‘explodir a cabeça’. Os efeitos especiais são primorosos, muito bem trabalhados e capturam perfeitamente, através da bem postada fotografia do filme, os momentos mais insanos (digo que sim, alguns eu fiquei completamente sem entender) em que a distorção da narrativa mexe de forma peculiar com nossas mentes, embaralhadas pelos diálogos explicativos e cenas com toques surreais. É uma excelente ‘tempestade cerebral’ que me remete aos filmes da série ‘Matrix’ (o primeiro ‘Matrix’ eu tive que assistir umas 2 vezes pra entender rs). Mas como disse, há algo de prazeroso nisso no fim. ^^

Ótimos protagonistas!

 E mesmo com toda essa parafernália filosófico-tecnológica sendo jogada constantemente em seu cérebro (filosófica porque sim, o poder desenfreado quase de um deus nas mãos de alguém com má indole pode ter consequências tão desastrosas que podem colapsar toda a humanidade com isso, visto que isso quase acontece no seu desfecho agoniante), o filme tropeça em não dispor ao espectador sua fundamental ferramenta, que é justamete dispor a verdade sobre quem são as pessoas do futuro distópico que estão ou que enviaram essas informações para o presente. O filme não transcende a esse patamar e isso me frustrou consideravelmente bem, pois há todo momento o próprio longa gera essa expectativa de que, em algum momento, essas pessoas iriam aparecer. Talvez, ao meu ver, essa seja uma das falhas mais relevantes do longa. O que ainda assim, não o desmerece em seu todo.
 Enfim vale a pena ver? MUITO RECOMENDADO! ‘Tenet’ busca ir muito além de sua narrativa com uma produção ousada, contemplativa e intrigante. Com um elenco consistente, trama sólida e ação de muito bom gosto, certamente irá agradar um público que curte filmes um pouco mais engenhosos. Se algum ponto desta análise gerou curiosidade em você, querido leitor, pode ir assistir pois a diversão é garantida. Vale muito o ingresso! ;D


sábado, 31 de outubro de 2020

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 ''Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna'' João 3.16
 Conhecido pelos estudiosos como o 'versículo central da Bíblia', este memorável texto fala do amor maior. 'Porque Deus amou o mundo de tal maneira'. Podes tu entender isso? Quão grande era, foi e sempre será esse amor? 'De tal maneira' reflete uma grandeza ímpar, nunca antes sentida por ninguém. Ele me amou. Ele te amou. A ponto de fazer descer Seu único Filho a Terra. Como desmerecedores desse sublime ato, Jesus se pôs no meio de nós, se despiu de toda Sua glória só para nos conectar ao Pai novamente. E nos reconectou justamente pela graça, que é um 'favor imerecido'. 'Pela graça sois salvos', diz um outro texto. Nós não merecemos tanto zelo e cuidado. Porque por vezes somos ingratos. Por vezes erramos. Por vezes criticamos. Por vezes até, como pessoas sem noção de temor, blasfemamos. Mas ainda assim, Ele continua nos amando. Ele continua nos chamando. Ele continua nos perdoando. No alto da Cruz, no momento de Sua mais perfurante dor, Ele disse: 'Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem'. Queridos, se você não consegue se surpreender ou se sentir realmente tocado com tamanha compaixão, é hora de você abrir seu coração e deixar Ele entrar e fazer morada. Pois quanto mais nos entregamos a Ele, mais Ele revela Seu amor e estabelece o Seu caráter em nós. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Eyshila - De tal maneira". Seja impactado por essa mensagem e agraciado por essa maravilhosa canção. Que Deus te abençoe em nome de Jesus! 


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Bíblia

 REFLEXÃO BÍBLICA

 ''Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo seus molhos'' Salmos 126.6
 Sementes são como pequenos sonhos depositados debaixo da terra. Começa pequenina, tímida, por vezes insiste em demorar a brotar, precisa ser regada com água limpa, protegida do sol, alimentada. Precisa de atenção, carinho e cuidados especiais, pois cada semente tem seu tempo e reage de diferentes formas de acordo com a temperatura do ar e do solo. Requer condições ideais em muitos casos para um crescimento sadio. Assim são os projetos de Deus para as nossas vidas. São pequenos sonhos que o Senhor vai regando com a Palavra. Traz proteção dos perigos e males por ainda estar em formação e imaturo. Alimenta nosso coração com fé e esperança mesmo em meio as intempéries da vida. Mas, assim como a árvore que cresce no tempo certo e de maneira frondosa, assim somos nós nas mãos do Grande Oleiro. A árvore cresce de maneira penosa, com sua raiz frágil e seus galhos mirrados, do mesmo jeito que nós. E o medo do vento e da tempestade - que pode fazer a pequena árvore ser tragada pelas fortes correntes de ar - nos faz pequenos e inconstantes muitas das vezes diante deles. Mas a palavra de Deus em apreço vai nos revelar que, mesmo chorando, prossiga. Mesmo andando com receio de parar, vença o medo. Os molhos serão obtidos assim que o Senhor notar que seu interior está pronto para isso. E como a árvore, os frutos aparecerão e serão colhidos não só por você, mas por todos os que estiverem a sua volta. Receberão o testemunho e verão a glória de Deus que se fez sobre você. Creia nisso. Se deixe moldar por Deus. Não murmure. Não se exalte. Não se ache o dono da razão com o Pai. Nem muito menos que sabe mais do que Ele. Só se entregue e deixe as lágrimas rolarem. Elas serão o que regarão sua semente de vitória. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "Elaine Martins - Deus te viu". Entregue todo o teu caminho ao Senhor, confia só nEle e o mais Ele fará pela tua vida. Que Deus te abençoe em nome de Jesus! 



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Filmes

SCOOBY! O FILME (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


 Apesar de sua narrativa ser, em alguns momentos, inconsistente, Scooby! diverte e traz consigo uma carga de nostalgia muito boa. Vamos a análise!
 A matriz do Scooby-Doo originou-se ainda na década de 60 do século passado, mais precisamente em 1969, quando Willian Hanna e Joseph Barbera apresentaram ao grande público pelo canal CBS a época a ‘Mistery machine’ e seus fiéis investigadores, incluindo Fred, Daphne, Velma, Salsicha e Scooby-Doo, um cachorro falante, carismático e medroso que, junto com seus outros amigos, enfrentam os perigos de investigações sobrenaturais. Tamanho sucesso fez com que a franquia expandisse ainda mais e se mantivesse viva na mente dos espectadores até o dia de hoje. Trouxe consigo o charme e o carisma que os desenhos de Hanna-Barbera tem. E essa atualização mistura um pouco de tecnologia com um pedaço da essência dos desenhos que tanto curtimos e gostamos na infância. Mas será que deu certo a ideia? É o que veremos mais adiante.

Salsicha e Scooby minis! <3

 A começar pelo roteiro, ele produz nostalgia em inúmeros diálogos, em inúmeras cenas onde o pastelão domina, porém peca em não oferecer o frescor do novo com tanta qualidade. Há sim, ótimos momentos em que tudo se remete ao desenho nostálgico, porém alguns elementos pós modernos, algumas escolhas narrativas não fizeram tanto sentido e podem deixar os mais puristas um tanto quanto frustrados, vamos assim dizer, pois há outros personagens do universo Hanna-Barbera que aparecem em momentos especiais que explodem com o fator nostálgico, mas, narrativamente falando, não combinam muito bem com a estética dos epísódios paranormais de Scooby-Doo. Isso estraga de todo o longa? Não. Até porque o fator surpresa foi muito relevante para mim, por exemplo, que não sabia da aparição de alguns personagens nesse sentido. E nesse caso da narrativa em específico, mesmo com roteiro vacilante, a nostalgia é predominante e tudo fica meio que na ‘balança’, por assim dizer.
 Falando em qualidade de animação, a estética usada para a recriação dos personagens é bem produzida e muito bonita. Há uma sutil atualização nos traços porém não há descaracterização discrepante dos personagens nem de suas personalidades, inclusive em suas versões infantis. O que me traz um certo alívio. Algumas atualizações de desenhos antigos para os dias de hoje beiram o bizarro, apesar de entender que o público não é o mesmo daquela época. Mas mesmo assim, desfacelar por completo a obra original com roteiros pífios e rostos tortos é uma verdadeira afronta ao bom senso e até aos novos espectadores. Que bom que escolheram apenas suavizar os rostos e transpor para o CGI algo mais fidedigno, com direito a cenários multicoloridos, vivos e bem orientados. Tem nesse acerto algo positivo.

Equipe reunida! ;)

 A dublagem nacional – e eu não posso deixar de falar sobre ela – mais uma vez nos concede um show a parte. A territorialização dos diálogos, das piadas, das referências e das interações são mais um ponto a favor nesse. O dublador do Salsicha criança tentando reproduzir o sotaque típico dele adulto. O Scooby e o próprio Salsicha já adultos com suas vozes bem parecidas com as originais (mesmo já não sendo mais os dubladores antigos, temos por exemplo o talentoso Guilherme Briggs na voz do Scooby). Tudo isso só favorece ainda mais o árduo trabalho de dubagem que, com muito carinho, se esforça para nos presentear e entregar algo de qualidade da qual o público tanto espera e merece.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Apesar do tropeço da narrativa e do roteiro, “Scooby! O filme” produz altíssima nostalgia do início ao fim. Os easter-eggs, as diversas participações surpresa e referências são o ponto alto da animação, que tende sim a divertir tanto crianças (que estão conhecendo os personagens agora) quanto adultos (que já são bem familiarizados com a equipe). Vale a recomendação, a pipoca e a diversão. Vale sim o ingresso! ;)

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Bíblia

REFLEXÃO BÍBLICA

 ''Em paz também me deitarei e dormirei, porque só Tu, Senhor, me fazes habitar em segurança'' Salmos 4.8
 Nesses dias que temos vivido de incertezas e dúvidas com relação ao futuro, como tem estado seu coração? Será que está temeroso com o porvir? Onde tem sido depositada sua confiança? Na sua força, nas autoridades, no medo? Entenda que todas estas coisas que nos sucedem nesses dias atuais tem cunho bíblico e estão descritas na Palavra. Perceba que durante nossa vida aqui nessa Terra as dores e os intempéries sempre sucederão. Então querido, deposite sua confiança no Senhor e estabeleça com Ele uma intimidade. Até podes pensar que em algum momento Ele não te vê ou não te contempla. Mas quando a sua voz ecoa em oração há um Deus nos altos céus que se levanta para te guardar e te livrar de todo perigo e mal. Ele só quer que você confie nEle e creia que Ele existe e é poderoso para te abrigar e proteger. Se verdadeiramente estiveres em comunhão com Ele - com seu coração aberto, sincero e totalmente entregue - e Ele contigo o Senhor dos Exércitos vai se manifestar para você, pois Ele é o 'guarda de Israel' (a igreja é simbolicamente o Israel espiritual de Deus). Se te apresentares ao Pai hoje, Ele se responsabiliza por tudo em sua vida e concederás descanso para sua alma, pois só Ele sabe fazer isso muito bem. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é a belíssima "Em Teus braços - Laura Souguellis". Medite nessa mensagem, guarde essa Palavra na tábua do seu coração e seja abençoado em nome de Jesus!