domingo, 23 de fevereiro de 2020

Filmes

SONIC - O FILME (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Lindo cartaz nacional! ^^


 Longa do ouriço azul mais querido dos games é divertido, nostálgico e convence os fãs de games. Vamos a análise! ^^
 Para quem ainda não está situado ou nasceu ontem: ‘Sonic the hedgehog’ foi um game criado pela empresa SEGA no ano de 1991 e se tornou a partir daí, além de mascote da empresa, um dos mais populares personagens da cultura pop. Dono de uma velocidade descomunal, uma arte fofa e backgrounds (cenários de fundo) lindíssimos, sua missão era libertar seus amigos do seu mundo das garras do maléfico Dr. Ivo Robotnik (Dr. Eggman no Japão), que planeja sempre transformar tudo e todos em robôs. A árdua tarefa do ouriço lhe rendeu vários games de sucesso (algumas decepções também), mas com o advento da internet, o protagonista foi se popularizando cada vez mais e ganhou, com toda essa notoriedade, a chance de estrelar seu próprio filme solo esse ano. E realmente conseguiu ir muito além das expectativas, sendo o longa baseado em um game que mais arrecadou nos EUA no seu primeiro fim de semana. Ponto para do diretor Jeff Fowler, que a principio havia apresentado uma versão do nosso querido personagem um tanto quanto estranha (nem um dos co-criadores japoneses do Sonic, Yuji Naka, havia gostado e lançou um comentário através do Twitter a época), movendo ao internet com uma enxurrada de críticas em torno do visual apresentado. Mas teve a ombridade e a humildade de aceitar a opinião pública e refazer todo o design para um modelo mais compatível com o original dos games e agora está colhendo os louros de sua nobre atitude, com o imenso sucesso do filme. ;)
Sonic agora está fofíssimo! <3

 No longa, logo no primeiro ato vemos um pequeno arco contando um pouco sobre a sua origem. Porém muitos desejam a fonte dos seus poderes e ele veio para a Terra com o intuito de se proteger. Até conhecer por aqui o Dr. Ivo Robotnik (Jim Carrey). A premissa, que parece um tanto quanto simples, se torna extremamente funcional do ponto de vista narrativo uma vez que a forma como isso foi abordado de maneira leve, doce e criativa fez com que a enorme empatia que já possuímos pelo amado personagem se tornasse ainda mais relevante. Decerto que também o novo visual (mais fofinho) também trouxe ao espectador (tantos os mais velhos, que curtiam os primeiros games do Sonic quanto os mais novos) muitas boas lembranças. E todo o clima descontraído, associado a uma inocente forma de retratar sua solidão por aqui, foi o ponto exato para gerar o carisma necessário para a audiência ‘comprar’ o filme. Ponto bastante positivo esse! :)
 James Marsden vive o personagem ‘Tom Wachowski’, um policial que vive em Green Hills (referências rsrs) e que se incomoda com o clima pacato demais de sua cidade, até se deparar com o supersônico amigo. A interação do personagem dele com Sonic é bacana e produz bons momentos em tela. Jim Carrey, que vive o vilão Dr. Ivo Robotnik, brilha no papel do icônico antagonista. Produz momentos de vilania de forma cartunesca e cômica, bem ao seu estilo de atuar. Consegue convencer e entregar um gênio do mal a altura da sua inteligência e interpretação. Sua escolha foi muito acertada para o papel. ^^
Carrey faz um excelente Dr. Ivo Robotnik! ;)

 Os efeitos visuais são muito bons, fazem dezenas de referências ao jogo e isso contribui ainda mais para que o fator nostálgico seja demasiadamente forte. Fases, detalhes, o modo como Sonic se porta quando está em ação (em muitos momentos lembrando fortemente os games) e seu visual bonito, bem feito e acertado ajudam muito a construir e consolidar ainda mais a narrativa de um filme que é baseado em um game. Some a tudo isso também menções e piadas a ícones da cultura pop, memes, atores e por aí vai. O conjunto da obra é bem ajustado, incluindo as canções, que são um outro ponto a favor, por todos os fatores já citados anteriormente. Congratulações a toda a equipe de produção pelo bom arranjo e cuidado com a forma de retratar todo o contexto. ^^
 Enfim vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Sonic – o filme” não peca em se apresentar ao público com tudo aquilo que ele realmente se propôs: um filme leve, divertido, bem localizado para os fãs de games e do ouriço e que funciona satisfatoriamente em uma hora e quarenta minutos de produção, com direito a dois pós créditos simplesmente sensacionais. Se és fã de games e curte o personagem, pode ir sem medo que é diversão garantida. Vale muito o ingresso!


domingo, 16 de fevereiro de 2020

Filmes

ARLEQUINA EM AVES DE RAPINA (Avaliação (4/5 - Muito bom!)


Ótimo cartaz nacional! ^^

 Novo filme do universo estendido da DC tem boa performance por conta de seu bom roteiro e das atrizes. Vamos a análise! ^^
 Antes de qualquer pergunta: sim, o universo estendido da DC ainda existe! Decerto que agora de forma bem sutil, sem muitos alardes, só se utilizando de detalhes para observar o comportamento do público e ver como as ideias se comportam daqui pra frente. Embora não pareça, ‘Mulher Maravilha’, ‘Aquaman’ e ‘Shazam’ fazem parte desse universo ainda! Sutis detalhes desses três filmes demonstram isso. Em ‘Mulher Maravilha’, mesmo o longa se localizando no passado, ele faz ligação ao presente no final, mostrando alguma conexão com a ‘Liga da Justiça’. Em ‘Aquaman’, ‘Mera’ (Amber Heard) cita que ‘Arthur Curry’ (Jason Momoa) ‘derrotou o Lobo da Estepe’, fazendo um pequeno elo também. E em Shazam, há várias referências da Liga e a aparição no final do próprio Superman. Ou seja, a DC tá meio que ‘comendo pelas beiradas’ nessa. E dessa vez se utilizou de uma personagem que, apesar de muito divulgada, não ocupa a nata dos personagens DC, mas tem sido trabalhada para se popularizar e ganhou notoriedade ainda maior com a ótima personificação de Margot Robbie em ‘Esquadrão Suicida’. E justamente por essa caracterização elogiada pela crítica (mesmo o filme não sendo lá essas coisas) foi que ela ganhou a oportunidade de se ter seu próprio filme solo. ;)

As protagonistas...

 E o que se esperar desse tipo de conteúdo? Fato número um: todo o filme se passa sob a perspectiva da personagem ‘Arlequina’. Então, se todo o roteiro gira em torno dela, é justo que cenários, figurinos e a própria Gothan sejam demonstradas sob seu olhar. Sabemos que Gothan City é uma cidade sombria, escura e obscura, onde o crime domina. Mas se analisarmos a personagem transloucada e de aparência extravagante de Margot, veremos que certas paletas coloridas no filme são justamente para consentir com o comportamento excêntrico da personagem. Isso ao meu ver é meio que óbvio. E ajuda também a movimentar a narrativa não só de sua história, mas das outras personagens também, que por sinal são muito bem introduzidas no filme. O roteiro brinca por vezes com os atos voltando no tempo e posicionando o comportamento, a ação e as motivações de cada uma das heroínas apresentadas, fazendo uma deliciosa mixagem bem ao estilo do primeiro filme do ‘Deadpool’. E isso funciona satisfatoriamente para o longa (flerta muito bem com a personalidade da protagonista), deixando-o mais conciso e até certo ponto, mais leve (embora ele seja por aqui classificação 16 anos e tenha cenas que o fazem ser para essa faixa etária).
 Fato número dois: o empenho descomunal de todas as atrizes envolvidas no projeto, somadas as boas coreografias das cenas de luta e ação, e mais o fato de a protagonista ter sido bem retratada na trama, não faz, no meu ponto de vista, o longa ter aspectos feministas. Percebe o comprometimento de todas com o projeto e a dedicação de cada uma ao papel que lhe fora incumbido. É notório e impossível negar isso. Como já disse anteriormente, todas foram muito bem apresentadas e bem inseridas no contexto do filme. Até os motivos pelos quais elas tem de se juntar ficam extremamente claros e verossímeis. Você consegue aceitar que no fim, suas motivações se encontram na mesma direção. E você meio que ‘compra’ isso. Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Rosie Perez (Renee Montoya) e Ella Jay Basco (Cassandra Cain) protagonizam ótimos momentos e boas interpretações ao longo, incluindo a poderosa demonstração dos poderes da Canário. E mesmo que as Aves de Rapina não estejam na sua formação original dos quadrinhos, elas se esforçam (e o roteiro também) bastante para produzir de forma coerente a formação que o cinema apresentou.  

...e os antagonistas! :)

 Falar das atrizes mulheres e não falar dos atores seria também um grande equívoco da minha parte. Ewan McGregor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Zsasz) protagonizam vilania de primeira linha. São ardilosos, cruéis, impiedosos e violentos. Tornam o estado de Gothan City tradicionalmente sombrio a vista deles. Tanto que no fim de terceiro ato há essa mudança do tom da paleta de cores justamente para que se demonstrasse todo o lado obscuro do vilão. Aliás, isso é algo que me fez gostar na película: ‘Arlequina’ também é uma vilã. Sua característica principal não foi alterada. As circunstâncias é que levaram não só ela mas a todo o restante das meninas aquela determinada situação com ‘Máscara Negra’. Ponto a favor para esse correto contexto no roteiro! ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Margot Robbie reprisa seu já consagrado papel de Arlequina e, juntamente com outras atrizes, produz uma boa e divertida película, sob o olhar da psiquiatra louca. “Aves de Rapina – Arlequina e sua emancipação fantabulosa” (título inicialmente oficial dado ao projeto, mudado após o lançamento do filme pela Warner) é uma história bem contada que se dilui bem nas suas duas horas de projeção. Se curtes, vale sim o ingresso! ;D


terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Filmes

JOJO RABBIT (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Ótimo poster! ^^


 Filme de Taika Waititi aborda o horror da guerra sob a ótica pura e inocente de um garotinho de 10 anos. Vamos a análise! ^^
 A temática dos conflitos da Alemanha nazista já foi mostrada em inúmeros filmes de diversos modos. Porém o diretor Taika Waititi, conhecido pelo seu conteúdo mais colorido e lúdico, nos entrega esta pérola em forma de conteúdo audiovisual que transporta o olhar do início do fim da segunda guerra na perspectiva de Jojo, um menino de apenas 10 anos que, motivado pelo seu ‘führer’ Adolph Hitler (Taika Waititi), sonha em ingressar para o exército alemão a fim de colaborar com seu país para vencer a guerra. Ele só não contava o quanto ele teria dificuldades para tal feito. E muito menos sabia que sua mãe escondia algo que mudaria sua vida para sempre. Essa premissa simples a princípio soa fácil demais do ponto de vista narrativo, porém quando o filme se aprofunda nas questões morais e psicossociais que a guerra traz, ele nos imerge num intenso questionamento que permeia todo o longa: qual o real valor do conflito?
Os 3 atores em ótima sintonia e excelentes performances! ;)

 Roman Grifiin Davis, que interpreta Jojo - o protagonista da história -, consegue produzir uma empatia natural, esbanjando carisma, competência, brandura e ternura na sua impressionante atuação. Todo o longa é projetado para refletir sua visão doce e pura de mundo, norteando suas convicções baseado em um amigo imaginário, que é o próprio Hitler (interpretado de forma cômica por Taika), que ele não conhece pessoalmente, porém irriga sua fértil mente com palavras de encorajamento e provocando o instinto voraz do menino em meio as circunstâncias apresentadas. E no decorrer da perturbadora cena da guerra, o menino se vê a margem de variadas questões e começa a notar um outro lado do mundo que ele mesmo criou e que não conhecia, que são as dificílimas posturas que ele precisa tomar com tão tenra idade. O nível da imersão dessa película é tão profundo que cria um forte choque de realidades entre o que é certo e o que na verdade deveria ser o certo. A forte e cativante performance do jovem ator de apenas 12 anos lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro 2020 na categoria ‘Melhor ator em filme musical e/ou comédia’. Incrível, não? ^^
 Scarlett Johanson interpreta a mãe de Jojo, ‘Rosie Betzler’, e faz um contraponto rico e interessante dentro do ambiente hostil em que se encontrava. Doce e de postura firme, se opunha completamente a ideia do conflito. Sua brandura, atuação precisa e a boa química com o jovem ator também lhe rendeu uma indicação ao Oscar 2020 na categoria ‘Melhor atriz coadjuvante’.
 Taika Waititi é um diretor que tem por característica principal abusar da sátira e do sarcasmo. Além de seu personagem, que é ninguém menos que o próprio Hitler (fomentado pelo imaginário do menino, pois Jojo não o conhecia pessoalmente), vemos no teor da comédia o ponto crítico necessário para apresentar, com muito respeito, sua visão pessoal do que a guerra realmente traz. Sua interação com Roman Griffin é simplesmente sensacional e cria momentos hilários ao longo. Mas quando o longa precisa repentinamente sair do tom mais leve, é aí que o diretor brilha. A mistura de sentimentos gerados é de se encantar e emocionar pela leveza e postura de se tratar de um assunto tão sério de forma tão cuidadosa, sem ofender ninguém e indo no ponto exato onde ele queria chegar, que é o questionamento: alguém realmente sai vitorioso com esse conflito? As nuances dessa reflexão no filme certamente mexeram com os membros da academia (mexeu comigo também), a ponto de indicarem o longa ao Oscar 2020 na categoria ‘Melhor filme’. Além disso, o capricho visual na bem posicionada fotografia e um roteiro extremamente bem humorado e caprichosamente elaborado permitiram a obra a concorrer em outras categorias também, como a de ‘Melhor roteiro adaptado’, por exemplo.
Essa 'duplinha' funciona muito bem: Roman Griffin e Archie Yates. ^^ 

 Nenhum lado na verdade vence plenamente uma guerra. O nazismo inconsequente de seu maior líder dizimou milhares de vidas. E não só esse regime como também o pavor da Segunda Guerra só trouxe malefícios e mortes ao mundo. Taika soube transpor plenamente seu argumento para a tela. Soube dissertar e trazer essa discussão ao espectador com maestria. No fim desse período tenebroso, famílias foram separadas, vidas destruídas e vítimas psicossocialmente abaladas que nunca mais seriam as mesmas. Não foram milhões de soldados em estatística. Foram milhões de pais, filhos, esposos, netos. Não foram milhões de judeus. Foram vidas únicas que nunca mais iriam poder voltar. Nunca veriam novamente a luz do dia. Não veriam seus filhos crescerem. Não veriam mais seus pais. A comunhão interrompida pela covardia. O ódio destilado até no coração dos mais inocentes. E Jojo foi a representação brilhante dessa inocência. Até se lhe abrirem os olhos para a verdade que estava velada em sua frente. Quem for ver, vai entender.
 Enfim vale a oena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! O diretor Taika Waititi faz de “Jojo Rabbit” uma jóia que reflete todo seu brilho e pureza, mas ao mesmo tempo possui toda sua dureza e vigor declarados em um mesmo objeto. É daqueles filmes que trazem sentimentos e produz reflexão das mais variadas formas. Como disse lá no início, uma pérola rara encontrada ao mar. Vale demais o ingresso!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Filmes

BAD BOYS PARA SEMPRE (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Ótimo poster nacional! ;)

 Novo longa da conhecida franquia tem história bacana e é recheado de bons momentos de ação e tensão. Vamos a análise! ^^
A franquia ‘Bad boys’ fez sua estreia em 1995 e foi o filme responsável por alavancar a carreira de seu principal astro, Will Smith. Dirigido na época por ninguém menos que Michael Bay, o trabalho obteve um enorme sucesso de público e bilheteria e ganhou uma continuação tardia no ano de 2003, porém não menos relevante. Desde então um enrome hiato se fez em torno da marca. Até que esse ano (2020) uma nova continuação da tradicional história desses famosos personagens policiais/detetives ganhou nova vida em um roteiro extremamente envolvente e cativante, trazendo de volta todo o universo desses icônicos personagens.
Icônicos atores e personagens! ^^
 Agora em versões mais maduras - o filme se passa de fato 25 anos após o original -, ‘Mike Lowrey’ (Will Smith) e ‘Marcus Burnett’ (Martin Lawrence) já estão com certa idade para aposentadoria, mas ainda estão na ativa combatendo o crime. ‘Marcus’ (Lawerence) já conta com seu descanso permanente, mas ‘Mike’ (Smith) ainda quer se manter como um cara durão. Porém um grave incidente deixa as coisas complicadas para os dois policiais e eles novamente estarão as voltas com mais um caso para resolver. O que de cara me chama atenção é o cuidado em trazer para a realidade o tempo e a idade de cada um deles. Ambos já passaram dos cinquenta anos e não combinaria mais manter a juventude de outrora. Isso demonstra, por parte da produção, coerência e dá certo charme ao roteiro que por sinal é muito bem escrito. A envolvente história contada prende o espectador firme na tela e tem um desfecho descomunal com alguns ‘plot-twists’ (reviravoltas) interessantes durante. Tudo isso somado ao carisma inconfundível tanto de Will quanto de Martin e a química que entre os dois funciona impecavelmente bem. Detalhe para os diálogos bem construídos e extremamente cômicos do personagem de Martin Lawrence. A pegada mais ‘vovô’ de Lawrence combinou perfeitamente com o papel e ele dá um show de tiradas hilárias e bem postas durante a projeção. A ação e a comédia se misturam prazerosamente bem e ambos esbanjam competência e bom humor. A atmosfera mais ‘carregada’ do filme não é ofuscada em momento algum pela leveza das piadas e toda a engrenagem gira ‘redondinha’ ao longo das duas horas de projeção. ^^
Ótimo vilão!
 Quero também dar destaque ao bem construído vilão vivido pelo ator Jacob Scipio. A perspicácia, sagacidade, agilidade e robustez da juventude fizeram com que esse fosse um antagonista temido e perigoso, já que faz uma bela oposição a idade já avançada dos policiais. A atuação de Jacob, ao meu ver, também foi muito primorosa no que diz repeito dar vida a um personagem tão frio e calculista, sedento por vingança em meio a um passado amplamente obscuro. Tem minha menção honrosa e seu mérito também por sua ótima interpretação ajudado, como já disse, pelo bem elaborado roteiro. ;)
 Há também um outro ponto que quero destacar no que diz respeito a questões não resolvidas ou mal resolvidas do passado que podem influenciar toda nossa trajetória futura. Esse pequeno mas importante detalhe me chamou muita atenção, pois a trama vai falar de uma forma mais intima sobre isso. Não dando ‘spoilers’, o desfecho narrativo abordado revela que decisões erradas - principalmente as da juventude, nesse caso -, podem levar a conflitos desgastantes no futuro. E o filme aborda isso muito de forma inventiva e criativa e deixa-nos uma relevante reflexão sobre nossas escolhas. A abordagem da película fará você entender que, pensar bem antes de se envolver em situações pode te fazer evitar muitas coisas. E justamente por esse contexto ter sido bem explorado e bem construído, achei relevante abordar. Quem ver, vai entender. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Bad Boys para sempre” tem Will Smith e Martin Lawrence em suas melhores performances e faz a fórmula dos ‘filmes policiais’ funcionarem extremamente bem. Vilão bem feito, boa narrativa e diálogos hilários permeiam essa ótima e divertida produção. Vale realmente o ingresso! ;D


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Reflexão bíblica

 "Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas" Eclesiastes 2.13
 Nossa incessante busca pelo sucesso e prazeres da vida pode vir a nos conduzir para um caminho perverso, que é o caminho da insensatez. Somos constantemente levados a crer que de tudo necessitamos e precisamos de forma quase que bruta. E não que adquirir bens seja errado ou pecado aos olhos de Deus. De maneira nenhuma. O que na verdade em muitos e muitos casos falta é sabedoria vinda do Céu para lidar com nossos excessivos desejos e conveniências humanas. Somos capazes de acumular dividendos só pela necessidade de adquirirmos o celular mais caro pelo 'status' que aquilo nos proporciona. Adquirimos bens que por vezes nossos recursos não o podem manter ou pagar. E Salomão, em toda sua trajetória de vida - e dentro de seu contexto de época - viveu, de forma muito ampla, uma vida regada de prazeres. Em todo esse texto de Eclesiastes 2 ele demonstra o quanto teve condições de realizar todas as suas vontades enquanto ser humano e rei. Mas percebeu que vontades sem responsabilidade era 'vaidade e aflição de espírito'. Notou que adquirir sabedoria para lidar com o que tinha era 'mais excelente que a estultícia' (estupidez), que a luz (do entendimento, do conhecimento e da moderação) era 'mais excelente que a trevas'. Ei querido, Deus está te convidando a entender que a porção que Ele nos dá é para administrarmos com sabedoria, sem exageros e com moderação. Somos 'mordomos' do Pai, no sentido de cuidarmos tanto da nossa vida quanto dos nossos incontáveis e incessantes impulsos. Precisamos buscar na leitura e na oração o bom entendimento de Cristo para não sermos tragados pela nossa constante vontade de consumo excessivo. E entender que o bocado do 'maná' que Deus nos dá hoje é para saber se conseguiremos ser 'fiéis no pouco'. Pense nisso, reflita e seja abençoado pela meditação destas palavras em nome de Jesus!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Filmes

JUMANJI: PRÓXIMA FASE (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Ótimo poster nacional! ^^

 Novo longa da franquia ‘Jumanji’ é divertido, leve, funcional e continua altamente cômico. Vamos a análise!
 Escolhas corretas de direção e elenco podem fazer com que um filme tenha êxito para o público ao qual se destina de forma satisfatória. No caso de ‘Jumanji’, originalmente protagonizado pelo saudoso Robin Willians, havia uma necessidade enorme de atualizar o roteiro para uma adaptação mais moderna, dentro do contexto atual. E não que isso desmereça o filme original. De forma nenhuma. Há um bom legado deixado que inclusive trouxe novamente a vida o interesse pela mitologia criada em torno da história do longa. Remodelado e lançado em 2017 (EUA) e em 2018 por aqui, sua premissa certeira juntamete com um elenco de peso foi a ‘receita de bolo’ que deu certo e trouxe bons ventos a franquia, que quase alcançou 1 bilhão em bilheteria na ocasião.
 E justamente o que funcionou no segundo filme (o primeiro dessa nova adaptação), foi novamente explorado nesse terceiro (segundo atual, pois estou contabilizando com o original). Roteiro leve, porém bem conduzido, interpretações hilárias e bem postas de Dawyne Johnson, Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillan e adições relevantes ao elenco fizeram desse também a receita inevitável do sucesso. ;)
Bem cômica essa cena. (rsrs)

 A começar pelas adições, os lendários Danny Glover e Danny DeVitto foram fundamentais para condução da hilariante narrativa, uma vez que Dwayne Johnson e Kevin Hart se tornam avatares dos seus respectivos personagens no jogo. E como a química entre Johnson e Hart funciona bem em comédia, o ‘timing’ das piadas segue em bom compasso nesse também. Jack Black mantém o ritmo cômico do longa anterior com tiradas fáceis e riso solto. Como são avatares, precisam imitar seus respectivos jogadores ‘reais’, e isso é o que tem tornado esses novos filmes extremamente eficientes do ponto de vista narrativo. O ponto que define o melhor momento é justamente essa ‘troca’ que os atores fazem em se transpor para a personalidade de seu respectivo jogador. É aonde eles realmente tem que se esforçar para caricaturar cada um de forma crível, fazendo o público identificar que são aqueles mesmos que estão ali. E a competência de cada um deles - e isso também inclui Nick Jonas, Karen Gillan e Awkwafina - em captar e transportar esse comportamento é o que, na minha humilde opinião, faz o longa ser tão convincente e prazeroso de se ver. É exatamente essa ‘engrenagem’, encenada de forma tão irreverente, que produz riso e dita o tom de toda a película (com destaque para os insanos momentos em que Jack Black tem de se portar como uma mulher quando a jogadora é feminina. É de chorar de rir – rsrsrs).
Ótimo elenco! ;)

 A execução do filme em 3D é muito funcional e isso traduz em bons momentos. Os ótimos efeitos especiais do longa pedem esse ajuste e ele é obtido de maneira aceitável durante toda a projeção. Como o mundo de Jumanji é um game de mundo aberto, nada mais justo que possuir margem para que o recurso fosse bem empregado. Em suma, acredito que sim, a experiência tornar-se-á mais prazerosa se for utilizada a tecnologia. Recomendo o investimento dessa vez! ;D
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Como citei no início, “Jumanji: Próxima Fase” tem elenco extremamente certeiro e muito bem entrosado para a proposta da película. A química entre os atores e a bem produzida narrativa ainda vai render outros ótimos filmes – se não terminar no próximo. É diversão leve, garantida e com gargalhadas muito altas durante. Vale muito o ingresso! :D

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Filmes

O ESCÂNDALO (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Cartaz nacional do filme.


 Longa protagonizado por grandes estrelas do cinema traz a tona um lado sombrio do mundo das celebridades jornalísticas. Vamos a análise!
 Tudo o que a gente vê em qualquer tipo de mídia esconde o lado mais difícil de se perceber que são os bastidores daquele conteúdo. São as entrelinhas daquilo que não conseguimos enxergar que fazem toda aquela roda midiática funcionar. Mas nem sempre tudo é ‘glamour’. Nem sempre o que é mostrado é de fato fruto de competência e estudos. As vezes, há casos e situações que precisam ser analisados mais a fundo para se perceber que o mundo não é só o que nos é mostrado sem defeitos em tela. E é exatamente isso que esse filme se propõe. Ele visa não só mostrar a escuridão de quem está por trás das câmeras (no sentido literal e figurado) como também denunciar de certa forma todo o aparato psicossocial dos envolvidos no grande jogo do poder daqueles que comandam para aqueles que são comandados. E o que se vê nesse é um preço a se pagar muito caro por sinal.
Trio perfeito! ;)

 O filme aborda, de forma muito profunda e dramática, um fato ocorrido em 2016 com o então presidente da Fox News, Roger Alies, que agia de forma inescrupulosa assediando mulheres em favor de mantê-las em seus postos de trabalho. E as atrizes Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie cumprem de forma brilhante seus papéis em demonstrar toda a dura situação que viveram essas pessoas reais nas mãos de um homem de poder. Charlize e Nicole vivem as jornalistas reais Megyn Kelly e Gretchen Carlson, ambas funcionarias do canal na época e Margot vive uma personagem fictícia que representa tantas outras que sofreram com esse tipo de abuso. A liberdade narrativa entregue a Margot fez com que ela demonstrasse de forma muito assertiva e comovente todo o choque produzido por aquela constrangedora situação. Não por menos, rendeu-lhe uma indicação ao Oscar 2020 na categoria de ‘Melhor atriz coadjuvante’. Em contrapartida, Gretchen Carlson (Nicole Kidman) foi a pessoa que teve a coragem de encarar e iniciar a onda de denúncias contra o poderoso chefe de TV. Megyn Kelly (Charlize Theron) aproveita esse momento para também elucidar e encorajar outras a se expor mediante tal contexto. E ambas as atrizes são igualmente convincentes em demonstrar os fatos com muita competência. Igualmente, Charlize Theron também está indicada ao Oscar 2020 na categoria ‘Melhor atriz’.
John Lithgow interpreta Roger Alies.

 Embora o roteiro seja justo, há alguns momentos em que ele ‘peca’ por não direcionar bem o espectador durante as cenas - por vezes se torna até meio confuso -, mesmo sendo eficaz o suficiente para as protagonistas brilharem. Mas dentro de um contexto geral, ele é funcional e nos mostra uma incômoda verdade que persiste em boa parte do meio televisivo em geral. Traduz em uma profunda reflexão de quem nós somos no meio de pessoas grandes. Servimos como seres humanos ou somos objetificados pela ganância e pelo ego? Abrindo o leque para um debate mais amplo: quantos de nós fomos ou somos capazes de se deixar ser humilhados em prol de se manter em alguma espécie de ‘status’ ou simplesmente porque aquele trabalho é o que garante o pagamento de suas contas? Fechando o leque e voltando ao assunto abordado no filme: quantas outras tantas mulheres em outros inúmeros lugares não se identificaram com essa situação? São muitas questões envolvidas e a discussão é ampla e firme sobre esse tão delicado assunto.
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “O escândalo” produz reações das mais diversas e incômodas no espectador e é justamente por isso que ele é tão interessante e produtivo. Faz-nos pensar em como muitas das vezes nossos olhos nos enganam. Faz-nos refletir no real valor da vida humana como um todo e no valor da mulher nesse caso. E no quanto o poder vindo de forma bruta pode ser um perigo para aquelas pessoas que não o sabem administrar. É um ótimo filme para ser visto e estudado. Vale muito o ingresso!

domingo, 5 de janeiro de 2020

Filmes

MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


Cartaz ótimo e cômico. rs

 Novo longa da franquia continua irreverente e divertido, mantendo basicamente o mesmo padrão dos outros dois filmes. Vamos a análise!
 Desde que Paulo Gustavo criou a personagem ‘Dona Hermínia’, nossa maneira de olhar o comportamento das mães certamente mudou. Isso porque, além de a personagem ser uma caricatura da própria mãe dele, há também um pouquinho de cada atitude de uma mãe em cada fala, cada gesto, cada bronca. É impossível negar isso. E ele conseguiu de forma hilária contextualizar o enredo 'família' e o colocou em outro patamar. E é justamente isso que faz os três longas da franquia serem tão bacanas: a identificação do público com as situações hilariantes e, em certos momentos, até comoventes da protagonista e seus três filhos.
O figurino já te faz rir...rsrsrs

 A química entre Paulo Gustavo, Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo dão o tom e funcionam muito bem durante a projeção. É extremamente cômico ver os três em tela contracenando e trabalhando as situações familiares com tanta relevância e verossimilhança. O cotidiano é transformado em um delicioso ‘show’ de piadas e fluem até de forma orgânica. Não vejo tentativa de forçar nada. Tudo acontece da forma mais natural possível dentro do bom e coerente roteiro. Incluindo a transposição contextual de sua própria vida relatada ao longo da franquia. Muito bom! ;)
 Dessa vez ‘Dona Hermínia’ vai ter de lidar definitivamente com a saída dos seus dois filhos (o terceiro mais velho já morava longe desde o primeiro filme) de casa e isso vai mexer profundamente com sua estrutura. Controladora e exigente, quer que as coisas sejam e aconteçam sempre do seu jeito (Alguma mãe aí se identifica? rsrs). Mas as ‘crianças’ crescem e cada um quer alçar seus próprios voos. Impedir essa evolução natural é muitas das vezes limitar e ‘cortar as asas’ das próprias crias. Apesar de hilário em seu contexto, é uma verdade universal. E é lógico que nem ‘Dona Hermínia’ vai conseguir lidar com isso fácil. Mas quando se entende isso, que os filhos precisam crescer e amadurecer, isso é a real forma de amar os seus. Não proíba seus filhos de saírem da ‘barra de sua saia’, mas aprenda a ser ponderada(o) e coerente. Isso pode prejudicar muito a construção cognitiva de maturidade neles. E quem vai arcar com os prejuízos são os próprios pais mais tarde, se não se aperceberem disso. Pense nisso e reflita. :)
Esse trio é ótimo e funcional! ;)

 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! O hilariante Paulo Gustavo nos dá mais uma vez um ‘show’ de performance construindo uma interessante personagem que, mesmo se identificando com sua própria vida, consegue se remeter a todos os contextos de família sem perder o rumo da história que ele mesmo quer contar. Nas entrelinhas, a família ainda é essencial para a construção – ou não, vai depender da forma de criação de cada um – do caráter e da personalidade dos filhos. E a visão desse contexto no filme é clara e muito, mas muito divertida e emocionante. Vale a pena sim cada centavo investido. Vale muito o ingresso! ;D

sábado, 14 de dezembro de 2019

Reflexão bíblica

 "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos" Salmos 19.1
 A grandeza do nosso Senhor é insondável. Poucas pessoas - incluindo até cristãos - param pra refletir no que Deus realmente é capaz de fazer. As vezes vivem como se a Terra fosse o único lugar do universo que o Pai criou. Mas a Sua grandeza vai além das nossas pequenas mentes. Vai muito além do nosso entendimento humano. Somos pequeninos demais para entender o tamanho do nosso Deus. Achamos a Terra gigante diante de nossos olhos, mas ela é bem menor que o sol. Bem menor que alguns outros planetas do nosso sistema solar. Ei querido, entender isso é reconhecer os feitos de Deus. É dignificar Sua grandeza e mostrar para Ele que Ele é o Senhor de tudo. Se Ele rege o universo com a palma de Suas mãos, o que não poderá fazer pela minha vida e pela sua? O grande problema de não recebermos mais as dádivas de Deus é o nosso coração duro, porque Ele tem prazer em abençoar. 'Os céus declaram a glória de Deus', diz o texto em apreço. Saia agora do seu lugar onde você está e contemple o céu. Olhe para cima. Verás então a glória de Deus demonstrada e declarada diante dos seus olhos. Se isso não for o suficiente para que você entenda que o seu problema diante de Deus é solucionável, então nada mais será. Creia na grandeza dEle, adore a Ele por todos os Seus feitos e tu verás que tudo o que precisas é esperar e confiar naquilo que Ele te prometeu. 'Deus não é homem para que minta', diz um outro texto. Se há ordem no universo, também Deus colocará em ordem a sua vida, se abrir seu coração para que Ele possa trabalhar. Creia nisso, reflita nessa mensagem e seja abençoado em nome de Jesus!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Filmes

MAIS QUE VENCEDORES (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Ótimo cartaz! ^^

 Novo longa cristão tem mensagem forte e incisiva sobre superação e transformação de vida. Vamos a análise!
 O que define quem somos e quais escolhas fazemos? Talvez seja o nosso ímpeto de querermos sempre ser mais. Ou talvez, dominados pelo nosso coração, escolhemos e executamos de forma não pensada nossas ações. Seja o que for, o melhor jeito de nos definirmos é deixando Deus nos auxiliar em todas as nossas decisões. Ele conhece bem nossas vidas. E esse filme vai abordar, de forma sistemática, esse tema que é uma pergunta recorrente ao longo da projeção: o que te define? (mesmo que ela não esteja lá diretamente, essa abordagem é feita durante todo o tempo).

Momento de oração...

 Alex Kendrik (que é Pastor da Igreja Batista Sherwood, Albany-Georgia) produz, dirige e atua nesse novo longa e seu personagem é posto a prova quando um incidente em sua cidade faz com que todo o seu time de basquete vá embora e ele tenha de tomar novos rumos com relação ao esporte na escola onde trabalha. Porém é quando ele é confrontado é que ele vai perceber quem é de fato. E terá de abrir sua visão em vários aspectos da sua vida. E personagens-chave o conduzirão de forma emocionante para a conclusão dessa nova jornada. Pode até parecer pouco (até para não gerar ‘spoilers’ sobre o filme), mas o roteiro elaborado para este é instigante e cativante, visto que nossa limitada visão de mundo pode nos enganar as vezes, e Deus quer nos conduzir para coisas ainda maiores. Essa é a mensagem mais relevante que o longa quer nos passar: a de que sim, podemos vencer nEle os obstáculos criados a nossa volta. Basta crer! ;)
 Embora sua premissa tenha cunho cristão, o longa facilmente alcança todo tipo de público, quer por sua história motivacional, quer por seus personagens extremamente verossimilhantes, quer por sua narrativa de superação. Mesmo que você, caro leitor, não seja adepto ao cristianismo, tenha certeza que a mensagem desse filme vai te emocionar. Todos nós passamos por momentos difíceis na vida. E muitas das nossas dificuldades são desafios para chegarmos a algum lugar. E cada passo, cada nova descoberta são portas que se abrem para, enfim, alcançarmos o objetivo. E o longa foca em situações cotidianas para entregar uma experiência incrível, refletindo em todo tempo como nossas fragilidades nos desnorteiam e como elas podem também se tornar nossas aliadas, se soubermos trabalha-las ao nosso favor. Tudo é uma questão de como enxergamos nossos problemas e o longa reproduz de forma perspicaz esse contexto.

Você vai se emocionar com essa menina...

 O longa produz momentos dramáticos memoráveis, com diálogos e surpresas/reviravoltas interessantes, mas apela também para uma vertente pouco explorada em películas do gênero: o humor. Com momentos realmente cômicos, o longa vai tornando mais leve toda a parte mais contida e comovente, gerando certa suavidade na abordagem de assuntos mais delicados e na forma da qual o público vai absorver estes, trazendo um equilíbrio entre as circunstâncias. Bem pensado e certeiramente bem executado também! ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Posso afirmar que “Mais que vencedores” é um filme que vai produzir em você, querido espectador, a sensação que sim, existe espaço para sermos melhores, perdoarmos e superarmos nossas perdas, dores e fraquezas. Uma produção para toda a família e que certamente vai impactar e fazer pensar em alguns momentos. Recomendo muito! Vale muito o ingresso! ;D

domingo, 24 de novembro de 2019

Reflexão bíblica


 "Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto tiver existência" Salmos 104.33
 Por maior que seja o ceticismo de algumas pessoas, e por maior que seja a tentativa de negar o fato, uma coisa é incontestável: Deus é o centro de tudo e de todo ser vivente. Tanto os que creem quanto os que não creem. Isso se deve ao fato de que não existe criatura sem um criador. Um veículo, seja qualquer um, não surgiu 'do nada'. Alguém o projetou. Eletroeletrônicos não se 'auto-criaram'. Alguém com capacidade e inteligência os projetou e os criou. Como então podemos crer que toda nossa complexidade humana foi projetada sem nenhuma intervenção? Não há sustentação para esse fato. Não conseguiria pensar no que existe com tamanha perfeição e desenvoltura - como o mar e seus limites, por exemplo - sem sequer raciocinar que há 'alguém' por trás disso. Que há um 'ser maior' que detém o controle estrutural de toda essa sistemática, tanto terrena quanto fora da Terra. Pelo menos alguma vez em sua vida já se deu conta de que estamos 'suspensos' no meio do nada - me referindo ao planeta em si - e ainda assim estamos em perfeito equilíbrio no sistema solar com todos os outros planetas, nossa lua e nosso sol? De onde vem tamanha estabilidade? Quem poderia ter posto a distância exata entre a Terra e o sol para que a vida pudesse ser palpável e plausível aqui? Ei meu querido, mesmo que você não creia - e é um direito seu não crer - o nosso Deus reina e merece toda nosso louvor e adoração, como replica o salmista no texto em apreço. Exalte ao Deus da perfeita criação enquanto tiveres fôlego de vida. Deixe Ele ser o centro de tudo em você, seu 'universo particular'. E então verás que tudo o que eu disse é verdade e Ele revelar-se-á para você. E a canção que complementa essa mensagem é a atemporal e lindíssima "Meu universo - PG". Reflita nessa mensagem, ouça essa majestosa canção e seja abençoado em nome de Jesus!

sábado, 16 de novembro de 2019

Filmes

O EXTERMINADOR DO FUTURO: DESTINO SOMBRIO (Avaliação 3/5 - Bom!)


Poster bacana! ^^


 Nova entrada de uma das franquias que consagrou Arnold Schwarzenegger diverte, mas já dá sinais de desgaste. Vamos a análise! ^^
 A história não muito linear e pouco coerente ao longo de vários filmes da franquia “O Exterminador do Futuro” acabou tornando o que poderia ser mais interessante e épico, em algo que funciona, mas que já não tem mais toda a atenção de outrora. Já são, com esse, 6 filmes no total, um roteiro confuso por conta de tantas tramas fora do eixo principal e a impressão que fica é que eles ainda estão tentando empurrar mais incoerências para o espectador. Até porque esse é o longa que divide toda a franquia em fragmentos ignorados: a película se passa logo depois dos eventos de “O Exterminador do Futuro 2”, de 1991, e pede para deixar de lado todos os outros longas. O que para mim, em certo sentido, não se sustenta no contexto narrativo, pois tudo o que foi feito depois do segundo e antes desse perde todo seu valor diegético e opta por não valorizar a obra no geral.


O trio de protagonistas. ^^


 Se a narrativa global não se porta de forma coerente, a narrativa central desse longa em específico aborda, meio que de forma repetitiva, um futuro distópico mais adiante (da data dos eventos dos dois primeiros filmes) onde as máquinas prevalecem e novamente um ‘salvador’ se posiciona em meio a toda essa carnificina tecnológica para ser a resistência do tempo vindouro. E é lógico que os robôs não irão deixar isso acontecer e voltam ao passado (tempo presente nosso) para tentar aniquilar sua principal fonte de oposição. É onde entra ‘Dani Ramos’ (Natalia Reyes), uma jovem mexicana que, confusa, tenta entender de onde veio ‘Grace’ (Mackenzie Davis) e o porque de sua misteriosa e rigorosa proteção. E quando tudo parecia já perdido na tentativa, ‘Sarah Connor’ (Linda Hamilton) reaparece em cena para, juntas, desvendar alguns mistérios envolvendo o trio feminino em questão. E mesmo tentando recriar um novo texto a partir de um mesmo contexto, ainda assim tem bons momentos, como o retorno do ‘Terminator T-800’ Arnold, com boas cenas de ação e uma leve pitada de humor. Mas tudo, por conta de tantos e incoerentes filmes, já revela algum desgaste. E a percepção lógica, com o fim fechado desse filme, é a de que, a não ser que o próximo seja realmente pirotécnico e inovador em algum sentido, já é hora de deixar a franquia repousar.

O 'novo' vilão. ;)
 A ideia de trazer ‘Sarah Connor’ (Linda Hamilton) de volta soou deveras positivo, pois sua personagem, além de ser a chave que liga o passado da mesma ao nosso presente (sendo também o suporte para o futuro), cria uma conexão positiva e automática com o ‘Terminator T-800’ Arnold e produz boas cenas da metade do segundo ato em diante. A química entre os dois funciona e logo se percebe ali a parceria natural entre eles. Experientes, entregam em seus personagens tudo o que já se espera dos mesmos. ‘Grace’ (Mackenzie Davis) e Dani Ramos (Natalia Reyes) se esforçam em demonstrar empatia em seus papéis, e acredito que poderiam render um pouco mais. Já o novo vilão futurístico ‘Terminator Rev-9’ (Gabriel Luna) faz jus ao legado dos nocivos exterminadores que dominam os seres humanos. Impiedoso e implacável, foi um dos bons destaques do filme também. ;)

Arnold e seu icônico papel 'T-800'. :)
 Os efeitos estão ali de acordo com o que se espera de um filme desse porte e temática. Não é extremamente grandioso, mas opera coerentemente e tem seu charme. A fotografia busca por momentos funcionais e cria um bom visual em determinadas partes. Destaque para a perseguição do primeiro ato (culminando no aparecimento da 'Sarah') e o desfecho no terceiro, em que a fotografia está bem posicionada e cria momentos realmente incríveis dentro das cenas mais ousadas de ação. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Sem sombra de dúvidas, Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger são os grandes destaque desse, quer ela por ser a protagonista original dos filmes antigos, quer ele por ser tão icônico e relevante nesse papel. Acredito que por esse fato, “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” já tenha espaço para a nostalgia (há inúmeras referências aos dois primeiros filmes)  e para o reconhecimento desses atores tão prestigiados em seu tempo, mesmo com outras falhas que o longa possa oferecer. Acredito que sim, vale o ingresso e a diversão! ;D


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Filmes

MALÉVOLA: DONA DO MAL (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


Belíssimo cartaz! ^^

 Uma das mais célebres e icônicas vilãs das franquias Disney ganha seu segundo filme novamente conduzido sob a ótica de sua própria personagem. Vamos a análise! ^^
 A casa do Mickey nunca para de inovar. Desde que o primeiro filme de ‘Malévola’ estreou, uma interessante e diferente história do conto tradicional começou a ser recontada. Só que dessa vez sob um novo olhar. E o que chama a atenção nesse é o fato de ser um antagonista que protagoniza tudo. E ninguém menos que Angelina Jolie foi contratada para dar vida a toda essa nova trama revisitada. E como sempre, ela está impecável e vibrante nesse interessante papel que fora dado a atriz. ;)
 Nesse segundo momento, ‘Princesa Aurora’, vivida pela atriz Elle Fanning, se posiciona positivamente para o pedido de casamento do ‘Príncipe Phillip’ (Harris Dickinson), porém ‘Malévola’ é contra e a partir daí uma grande trama envolvendo as duas se sucede. Como já disse, Jolie sabe muito bem o que faz em cena. Com um ar muito imponente, consegue transmitir todas as sutilezas de sua personagem com muita presença de tela. Desde sua caracterização extremamente bem feita aos mínimos detalhes até a sua atuação, tudo ecoa de forma lúdica e bem natural aos olhos do espectador. Se a ideia de recriar a vilã em carne e osso tinha o intuito de ser verossímil, certamente esse feito foi realizado com sucesso. Michelle Pfeiffer (‘Rainha Ingrith’) também tem fundamental importância na trama e sua atuação condiz com seu legado artístico. Preste bem atenção em sua personagem pois ela é o elemento-chave do roteiro. ^^


Jolie e Elle Fanning: ótimas! ;)
  Há uma composição sobre o núcleo da família curiosamente bem posta nesse contexto. Os fortes laços que unem ‘Aurora’ e ‘Malévola’ são agora questionados por um fator maior, que é o casamento de Aurora e sua decisões que vão afetar para sempre o rumo dos fatos. Há também o outro núcleo composto pelo ‘Príncipe Phillip’ e sua família que, não querendo dar nenhum ‘spoiler’ por aqui, também expõe essas ligações e mostram outros aspectos desse mesmo núcleo. O que se percebe nisso é que muitas das vezes, os laços afetivos que unem as pessoas podem não ser os biológicos, pois nem sempre os pensamentos estão alinhados. Não quis expor aqui com detalhes para não estragar a surpresa do filme. Quem ver certamente vai entender o que digo aqui. ^^

 O visual rico e multicolorido dos efeitos visuais em alguns momentos e mais frio, sombrio e seco em outros demonstra na fotografia o cuidado em retratar fidedignamente todos os contextos de personagens do filme. Chama muito a atenção os deslumbrantes efeitos especiais, tanto os que dão vida a personagem de Jolie quanto a toda a atmosfera que o longa carrega em seus diversos cenários. Não há espaço para críticas negativas nesse aspecto. A casa do Mickey tem uma primorosa equipe e faz seu trabalho de pós-produção com muito esforço, cuidado e esmero. :)


A ótima atriz Michelle Pfeiffer ^^

 Embora tecendo elogios a todos esses aspectos, algo que me incomodou foram alguns momentos do roteiro em que os diálogos são espaçados demais e cria, em certas ocasiões, um vazio narrativo, composto somente pelas cenas e efeitos, e que parecem que só estão ali para complementar o tempo do longa. Certos detalhes da história ou poderiam ser melhor explicados/explorados ou poderiam facilmente ter encurtado um pouco mais o filme para que não houvesse essa incômoda discrepância. Esse é certamente um ponto negativo do filme.
 O 3D funciona de forma leve e divertida. O efeito cumpre bem o seu papel e dá ainda mais vivacidade ao mundo digital criado pela Disney. Há ótimas cenas captadas pelo recurso e o trabalho feito certamente irá agradar quem gosta de algo a mais no entretenimento como um todo. Recomendo dessa vez a experiência. Vale o investimento. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Além do elenco estonteante e da presença marcante de Angelina Jolie neste icônico papel, “Malévola: Dona do Mal” surpreende com uma nova história contada para um público mais atual. Condiz a altura de seus personagens e cria uma nova mitologia em torno deles. Vale o ingresso e a diversão! ;D