sábado, 8 de junho de 2019

Filmes

GODZILLA 2: REI DOS MONSTROS (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

Poster nacional imponente! ^^
  Um dos maiores ícones da cultura japonesa está de volta mais forte e mais incrível do que nunca. Vamos a análise! ^^
 Criado por Eiji Tsuburaya, Akira Watanabe e Teizo Toshimitsu, ‘Godzilla’ teve sua primeira aparição em 1954 (ele também é conhecido pelo nome de ‘Gojira’) e foi considerado na época um filme de ficção científica com elementos de terror. Conhecido por ser um monstro marinho gigantesco, sua lenda ganhou fama ao redor do mundo e hoje é um ser mitológico muito conhecido por todos com uma legião de fãs ao redor do globo e é tão difundido lá no oriente quanto ‘King Kong’ é pelo ocidente. Tanto que ano que vem haverá um longa em que se juntar-se-ão ambos para mais um duelo de titãs. Quem será que vence essa batalha? ^^
 O longa se inicia fazendo referência aos eventos do filme anterior e vai mostrar a pesquisadora ‘Emma Russell’ (Vera Farmiga) abalada com a perda de seu filho e tentando seguir com essa dor. Enquanto deixa o passado para trás, continua a procurar meios de dominar essas ‘novas formas de vida’ descobertas com a chegada do gigante. Em meio as suas pesquisas, um outro ser e personagem bastante conhecido da franquia é revelado e a partir desse ponto alguns eventos se desenrolam para dar prosseguimento a trama. Essa é basicamente a parte inicial do filme que faz a ponte com seu antecessor ‘Godzilla’, de 2014 (vale também ressaltar que 'Kong: A Ilha da Caveira', de 2017, também faz parte desse 'universo compartilhado de monstros' e é justamente por isso que eles se encontrarão no próximo).

Dra. Emma (Vera Farmiga) e Madison (Millie Bobby Brown)

 A tratar dos personagens humanos desse longa, o roteiro tenta criar algumas ligações afetivas entre os protagonistas, que agora conta com Millie Bobby Brown no elenco como a filha da ‘Dra. Emma’, porém em certas situações o envolvimento convence e funciona e em outras, nem tanto. Como o foco do filme deveria ser nos monstros gigantes, perde-se algum tempo tentando criar laços com determinados personagens humanos e isso faz com que a película se arraste um pouco mais do que deveria. A inserção de um outro ser icônico da franquia, 'King Ghidorah', sua descoberta e ascensão, fazem com que a relação entre humanos e seres mitológicos fique extremamente abalada, uma vez que esse não é tão amigável e o mesmo começa a conclamar e acordar outros seres gigantes para um plano de destruição em massa da humanidade, tornando tudo mais denso e sombrio a partir desse ponto. Em resumo, o roteiro é bem amarrado, porém se estende em demasia e isso acaba por deixar certos pontos cansativos. Não chega a comprometer o todo, porém acontece durante a projeção.
 Mesmo em meio a essas críticas no decorrer da trama e da história, um ponto positivo me chamou a atenção: normalmente filmes nesses moldes procuram sempre ‘alívios cômicos’ bobos e que por muitas vezes, não funcionam nem um pouco. Esse não buscou essa ‘falha’. Tratado com seriedade e sensação de ‘perigo iminente’, o filme conta com um ou outro momento cômico mas estabelece a relação de catástrofe de uma forma mais incisiva e direta, com menos espaço para ‘tolices’. Eu particularmente achei isso perfeito! :)


Efeitos visuais de tirar o fôlego! ;)

 As batalhas entre os monstros e os efeitos visuais são antológicos e muito bem produzidos. A apresentação de ‘Mothra’, 'Rodan' e ‘King Ghidorah’ são majestosas e imponentes. São tão críveis quanto reais, dentro daquele contexto. A sensação de que eles realmente existem e estão lá é tão surreal que não há momentos em que você perceba o contrário. Todo o trabalho de criação e renderização dos efeitos produzidos pelo ótimo estúdio ‘Legendary’, nos proporcionam momentos ricos e de um vislumbre visual magnífico. As escamas detalhadas do protagonista, o voo rasante e destruidor de 'Rodan', as asas radiantes de ‘Mothra’ (que é na realidade um borboleta gigante) e o temido monstro ‘Ghidorah’ revelam o nível de acabamento dos mesmos.  O cuidado com os detalhes impressiona de tal forma que não há nenhum espaço para críticas negativas quanto a essa aspecto, só elogios. Fiquei realmente com a sensação de que aquilo era ‘real’. Muito bom! ;)
 O 3D agrega de forma muito positiva dessa vez, tornando os efeitos ainda mais divertidos e bem animados. Há bons momentos inseridos no recurso e dessa vez eu aconselho e muito assistir fazendo uso da tecnologia. Muito recomendado! ^^
 Enfim vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Com uma história bem delineada e efeitos absurdamente detalhados, “Godzilla 2: Rei dos Monstros” é um ótimo adendo para todos os fãs da cultura japonesa e do monstrão gigante. Diverte e impressiona na medida certa e ainda coloca mais uma vez o estúdio ‘Legendary’ em evidência, por sua indiscutível qualidade e competência. Vale muito o ingresso! ;D 

domingo, 2 de junho de 2019

Filmes

ALADDIN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Belíssimo cartaz de divulgação ^^

 Com apresentação primorosa digna de musical da Broadway, novo ‘live action’ de Disney encanta pela sua técnica e competência. Vamos a análise! ^^
 Já tem algum tempo que a Disney vem redesenhando suas animações antigas para dar um toque mais moderno e mostrá-las novamente para um público de nova geração. E isso tem acontecido graças ao altíssimo nível da qualidade das tecnologias que temos hoje no mercado. E nessa nova aposta – a indústria adora se reciclar – encontramos mais este clássico que marcou certamente a infância de muitos, cuja adaptação com pessoas de ‘carne e osso’ vai agradar em cheio aqueles saudosistas, mas pode também contrariar os mais puristas, por contar com diferenciações do desenho original.
 O termo ‘adaptação’ de antemão já assusta qualquer um, pois a palavra indica ‘ajuste’, ‘transformação’. E geralmente esse ‘ajuste’ precisa ser interconectado com sua época e sua audiência para gerar algum resultado. Em termos práticos: outrora dublado no original em inglês pelo saudoso Robin Willians, o ‘Gênio’, por exemplo, carecia de um ator a altura para, além de dar vida, conseguir ser tão especial e carismático quanto o anterior. A principio, após algumas controvérsias gerais, a escolha de Will Smith para o papel realmente ‘caiu como uma luva’ para o azulão, pois em diversos momentos ele rouba a cena com sua performance hilária e contagiante, com diálogos irreverentes e um certo ‘quê’ de ‘Um maluco no pedaço’ (série dos anos 90 em que Smith tinha o papel principal e que fez muito sucesso por aqui). Mas, resumindo, para se elevar a compreensão: dificilmente algo ‘adaptado’ será idêntico ao seu original. Porém, é a forma como essa transformação é conduzida é que fará ela ser memorável ou não. 

Curti bastante o gênio do Will. E vocês gostaram? ^^
 Outra questão, dentro desse assunto, é a de que no original, não existe a personagem ‘Dalia’, interpretada pela atriz Nasin Pedrad. Mas aprouve dentro desse novo roteiro construir uma conexão com um outro personagem importante e até que funcionou bem essa relação (sem ‘spoilers’ por aqui). Aladdin (Mena Massoud) e Jasmine (Naomi Scott) tem uma química extremamente funcional e deslancham em charme e simpatia durante. As escolhas foram muito bem colocadas – inclusive Massoud lembra um pouco o protagonista animado – e Naomi está simplesmente encantadora como a princesa que quer ser sultana. 
 As partes musicais do longa são um grande show a parte. Muito bem dirigidas e coreografadas, agregam a narrativa de forma muito positiva e ousada. Não são somente ‘danças e músicas’. Elas interconectam acontecimentos e criam a expectativa para o próximo diálogo ou até mesmo o próximo ato. Eu realmente fiquei apaixonado pelas cenas cantadas deste. Lembram, como disse lá no início, aqueles luxuosos e bem produzidos musicais da Broadway, tamanha a qualidade dos mesmos. É ver, ouvir, cantar e se encantar junto. ^^

Aladdin e Jsamine: ótimos! ;)
 A qualidade técnica aplicada nos efeitos – principalmente nas cenas que envolvem o ‘Gênio’ – são de tirar o fôlego. A fotografia bem posta e os cenários e figurinos lindíssimos contribuem juntos para uma experiência audiovisual indiscutivelmente agradável. Tudo flui muito bem no conjunto da obra. ;)
 O 3d dessa vez agrega um ‘plus’ a mais e eu recomendo assistir na tecnologia. Traz profundidade, bons efeitos e contribui positivamente para melhorar a experiência do longa como um todo. Como entusiasta do recurso, dessa vez acredito que vale a pena, sim, o dinheiro investido para esse fim. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! A belíssima Naomi Scott, aliados ao carisma de Will Smith e do novato Mena Massoud tornam o “Aladdin” desse tempo aprazível e divertidíssimo de se ver. Os musicais são refinados e até mesmo o vilão Ja’Far (Marwan Kenzari) tem seus momentos de glória. Um filme notável que irá entreter a todos, sem exceção de faixa etária. Altamente recomendado. Vale demais o ingresso!

sábado, 25 de maio de 2019

Reflexão bíblica

 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16
 Considerado por muitos estudiosos como o 'versículo central' de toda a Bíblia, por conter características únicas que definem tudo o que Deus quer e deseja para a humanidade, o texto em apreço narra quão grande amor o Pai tem por todos nós. Amor esse que desprendeu Seu Filho de Sua glória para viver como um de nós e servir de sacrifício pelas nossas falhas. E ainda termos a oportunidade de vivermos eternamente ao lado dEle. Ei querido, o amor do nosso Senhor pelas nossas vidas vai muito além do que simples palavras ao vento. É um amor de atitudes, de gestos, de misericórdia, de compaixão, de cruz. A expressão 'de tal maneira' citada no texto em apreço pode facilmente nos remeter ao amor Ágape, o perfeito amor de Deus que só Ele tem. Não se limita as falibilidades humanas. Não se resume apenas a alguém que gostamos. Esse amor do Pai 'de tal maneira' envolve a humanidade em geral, mesmo aqueles que O caluniam ou O perseguem. Ele abriu Seus braços para todos, sem exceção. Que nós a cada dia possamos ser envolvidos por esse amor. Que possamos entender que o 'amor de Deus nos constrange', como diz um outro texto bíblico. E nos constrange justamente por conta das nossas limitações e falhas, pois não conseguimos retribuir esse amor da mesma maneira. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Deus te ama muito - Luã Freitas/Pastor Lucas". Que você possa ser edificado por essa reflexão e por essa linda canção e que Deus te abençoe em nome de Jesus! 


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Filmes

JOHN WICK 3 - PARABELLUM (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Poster sensacional! ;D

 Icônica franquia de ação chega a seu terceiro capítulo com o status das grandes produções de Hollywood. Vamos a análise! ^^
 Que Keanu Reeves é um grande sinônimo de bons filmes de ação isso todo mundo já sabe. E desde 2014 a franquia de filmes “John Wick” fez sua estreia nos cinemas e logo caiu no gosto do grande público, quer por seu enredo simplório, porém ousado, quer por sua dinâmica que relembra os filmes de ação da década de 1980/90 do século passado. Uma combinação explosiva que se iniciou de forma acanhada e hoje ganha os holofotes da mídia como uma franquia forte e possivelmente duradoura, graças ao seu carismático protagonista e sua fórmula convincente e bem dirigida. ^^
 Os filmes são sequenciados, logo para que haja compreensão do todo é recomendado dar uma olhada nos dois primeiros, pois mesmo na simplicidade do roteiro, há pontos chave que só serão entendidos através dos anteriores. ‘Wick’ é um ex-assassino profissional que largou a vida que vivia e a ‘Alta Cúpula’ para poder estar ao lado da mulher que amava. No entanto a morte dela lhe causou muita dor e a única coisa que lhe restava era a sua casa, seu carro, seu cachorro e as doces lembranças de sua amada. Porém um assassinato inesperado faz com que ele volte a ativa e se torne novamente o grande algoz de seus inimigos que outrora o temiam e tremiam diante de sua presença. Essa é a sinopse do primeiro episódio que, por sinal, aqui no Brasil veio traduzido pelo nome de “De volta ao jogo”. Portanto se for procurar, atente para esse curioso detalhe. Os seguintes já vem com “John Wick” (que é o original em inglês). ;)

Ótima cena e fotografia deslumbrante! :)
 A começar assertivamente pelas cenas de ação – e ‘parabellum’, que dá titulo ao filme significa ‘prepare-se para a guerra’, então você já sabe o que realmente esperar –, a película dá um grande espetáculo com momentos frenéticos e absurdamente bem coreografados e cenografados, apelando para o visual estético das lutas e grandes ‘takes’ imersos no silêncio colossal da trilha sonora, criando aquele ambiente ‘seco’ e pesado em que o personagem está inserido. Tudo isso como já disse, com aquele ar ‘oitentista’ nostálgico embutido em filmes como ‘Duro de Matar’ e ‘Desejo de matar’ – esse último ainda mais antigo –, mas que funciona de forma abissal nas mãos do diretor Chad Stahelski e do renomado ator em questão. A impressão que se tem é de que o protagonista parece um personagem de vídeo-game que vai passando pelas fases, enfrentando inimigos e subchefes até o derradeiro chefão final. Fica fortemente evidenciado essa dinâmica a todo instante e não descarto nem um pouco a inspiração. Ia citar aqui uma das cenas memoráveis protagonizadas por esses momentos, mas seria altamente injusto mencionar apenas uma, dado os vários diálogos também muito notáveis que antecedem tais situações e a fotografia realmente fenomenal em algumas dessas partes. Cometeria um erro crasso na tentativa. :D
 Keanu Reeves parece já bem a vontade com o papel e entrega um cara frio, com senso de humor ácido e objetivos muito bem delineados. Extremamente competente, concede exatamente o que é necessário para criar empatia instantânea com o protagonista: aquele anti-herói de sentimentos feridos que sabe bem como agir e é ‘durão’ como ninguém. E a forma como ele conduz isso é eficiente e eficaz desde a primeira parte do longa há cinco anos atrás. E continua sendo até esse último, justamente por conta de sua ótima atuação. Ian McShane, Halle Berry e Lawrence Fishburn – este último repetindo a parceria já consagrada em ‘Matrix’ –, entregam personagens igualmente interessantes e centrais para todo o andamento da trama. Trama essa que, como já citei, vem amarrada pelos outros longas da franquia. ^^

Halle Berry deslumbrante, cães e visual belíssimo! ^^
 O que pode ser incômodo talvez para alguns, é a impressão de que há excesso de cenas de batalha e um curto espaço de tempo para a trama avançar – mas ela se desenrola, mesmo que maneira tênue . Porém, ao observar intrinsecamente pelo ponto de vista da franquia e do que ela se compromete em ser, o terceiro capítulo nada mais é que uma extensão da conclusão do segundo episódio. Então, nesse pensamento prático, o que ver-se-ia no terceiro seria exatamente a posterior sequência do mesmo. E apesar desse ponto crítico, não conseguiria eu ver e nem esperar que fosse de outra forma isso. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “John Wick 3 – Parabellum” tem ótimas atuações, cenas de ação incríveis e o carisma incomparável de Keanu Reeves, que realmente está impecável na pele do já famoso protagonista. Para quem já viu os anteriores e curtiu, é obrigatório. Para quem tem interesse de ir assistir, eu recomendo, pois é uma grande homenagem ao cinema de ação do passado e uma grande viagem no tempo. Vale muito mesmo o ingresso! ^^

sábado, 18 de maio de 2019

Filmes

POKÉMON: DETETIVE PIKACHU (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Poster nacional muito bonito! ^^
 Longa derivado dos Pokémons se estabelece por seu brilhante visual e pela ótima caracterização dos seres desse universo, apesar de seu razoável roteiro. Vamos a análise!
 A espera finalmente acabou. Após vinte anos desde o lançamento original do primeiro jogo da franquia dos bichinhos mais amados dos games, já era tempo mais do que suficiente para se produzir um live-action baseado nos famosos personagens. E a espera foi saciada com um ar de nostalgia impecável. Desde a concepção até a adequação dos Pokémons dentro de um contexto de filme ‘de carne e osso’, tudo consegue fluir de forma bem orgânica no que diz respeito aos conceitos visuais do longa. Há um ou dois momentos em que a percepção da CGI é mais clara e fica menos inserida dentro do que é real na película, mas em nada atrapalha a experiência de quem quis ver o sonho realizado, pois um dos estúdios mais bem preparados da Warner, o Legendary, foi quem ficou a cargo de dar vida aos protagonistas, e isso o mesmo fez com muita expertise e louvor. ^^
 Hollywood é conhecido por trazer franquias orientais para o ocidente e estragá-las de uma forma muito bem sucedida por sinal (rsrs). Porém por mais incrível que isso possa parecer, não é nem um pouco o caso desse. Rob Letterman, diretor e roteirista da franquia, conseguiu criar a real sensação de estarmos inseridos no anime japonês com muita perspicácia. Logo na sequência inicial do filme o espectador já embarca num jornada Pokémon legítima e isso logo cria uma conexão ímpar com quem já conhece um pouco da obra nipônica. Criaturas extremamente bem feitas, detalhadas e com visual categoricamente verossímil ao original, treinadores Pokémon, referências intermináveis como canções conhecidas, trilha sonora dos próprios jogos e uma infinidade de easter-eggs agregam de forma muito positiva a experiência de quem queria ver o anime o mais fiel possível em tela. Você realmente se sente vendo um episódio do desenho. O que ao meu ver foi muito acertado. Ver Charmander, Squirtle e Bulbassauro – além é obvio do Pikachu –, todos da primeira temporada do anime que eu assisti a esmo na época, me fez ter muito bons sentimentos e recordar boas lembranças. Show! ^^


Explosão de fofura passando na sua tela! kkkkk <3

 Conforme disse no outro parágrafo, os conceitos dos personagens estão num padrão de excelência e qualidade formidáveis. Nada de ‘criar sua própria definição ou percepção’ dos mesmos. O que se vê em tela é o que se vê conceitualmente no anime e nos games, dadas as devidas adaptações para o mundo real. E tecnicamente isso é feito de forma impecável. Realmente nada a reclamar dos efeitos especiais e visuais do longa e da forma como foram concebidas as criaturas. Muito bom! ^^
 Se a parte técnica, visual e de contexto estão muito bem inseridos, o mesmo não se pode dizer tanto do roteiro. Embora ele crie todo o ambiente para um terceiro ato simplesmente fenomenal, durante os dois primeiros ele demora demais a ‘engrenar’. Até pelo menos a metade do segundo ato o longa segue meio no tranco e a história avança pouco, até pelos diálogos um pouco ‘espaçados’ demais. Embora o Pikachu falante seja uma das ideias mais geniais de toda a película, junto com a descoberta feita pelo seu desfecho. E aí a partir do ponto que mencionei em diante, valerá toda a sua espera. Com reviravoltas memoráveis e uma surpresa incrível e impactante no final, o roteiro consegue sair do seu incômodo arrastamento para dar lugar a um vibrante e divertido fim. Porque não conseguiram fazer isso logo desde o início do primeiro ato? (rsrs)


O trio protagonista! ^^

 Os atores Justice Smith e Kathryn Newton dão vida aos protagonistas ‘Tom Goodman’ e ‘Lucy Stevens’ e não sei porque me lembram demais ‘Brock’ e ‘Misty’ da série original. Tem algumas semelhanças – uma delas é o Psyduck de 'Lucy'; 'Misty' também tinha um – e essas mesmas me fizeram recordar muito os dois. E não só isso: cor da pele, alguns aspectos em relação a personalidade e por aí vai. Fiquei com a leve impressão que eles foram baseados nesses personagens de certa forma. E ambos funcionam na trama. São bem aceitáveis no contexto. Mas quem rouba a cena mesmo é o Detetive Pikachu, que no original é interpretado pelo ator Ryan Reynolds. Cômico, irônico e extremamente carismático, logo na sua cena de apresentação já encanta a plateia com sua fofura e logo após, com suas piadas (rsrs). Parecia a principio uma ideia infundada colocar o protagonista central para falar (apesar de saber que o filme é baseado em um game de Nintendo 3DS chamado ‘Detective Pikachu’, onde ele fala também), mas ao final percebe-se o quão bem isso funcionou e o quanto isso está intrinsecamente ligado a trama e a sua conclusão. Muito bem contextualizada a proposta. ^^
 O 3D tem certa profundidade, mas acredito que dessa vez agregue bem pouco a experiência. Até funciona em alguns momentos, mas no todo acho que poderia ter sido bem melhor. Deixo dessa vez a seu cargo, querido leitor, a escolha da tecnologia ou não. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Apesar de seu início lento, “Pokémon: Detetive Pikachu” consegue atingir o auge do que se pode esperar de um filme baseado em games. Personagens conceitualmente muito bem feitos, efeitos maravilhosos e um desfecho realmente empolgante. Se Hollywood acertou pouquíssimas vezes em um filme desse tipo de nicho, tenha certeza que esse é um desses momentos. Aceitável e divertido para ver com toda a família e com aquele seu amigo que é fã legítimo da franquia. Vale muito o ingresso! ^^

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Fimes

VINGADORES: ULTIMATO (Avaliação 5/5 - Excelente!)

Só achei o internacional, mas é lindo assim mesmo! ^^
 Desfecho de um dos conglomerados de filmes mais impressionantes da história dignifica e exalta todo seu universo compartilhado. Vamos a análise! ^^
 Vinte e dois filmes. Onze anos de um coeso e profundo universo. Uma conclusão brilhante. Acho que dentro do rico e prazeroso ambiente cinematográfico certamente nunca se viu algo dessa magnitude. Mais de uma década de ‘quadrinhos audiovisuais’ conectados em histórias totalmente entrelaçadas e com memoráveis referências umas com as outras. O que a Marvel conseguiu fazer ao longo desses anos é e será talvez um dos maiores marcos da história do cinema atual. Da quase falência pouco antes de estrear o primeiro “Homem de Ferro” ao pódio insano de empresa de filmes de maior sucesso comercial atualmente. A espera pelo fim valeu a pena. Pra se ter uma ideia do que isso significa, normalmente bons filmes em sua ‘vida útil’ nos cinemas faturam um bilhão de dólares ou pouco mais que isso e são muito bem valorizados por esse feito. “Ultimato” fez UM BILHÃO só no PRIMEIRO FIM DE SEMANA. É algo extremamente surreal e ao mesmo tempo muito merecido. :)


Cena já vista nos trailers! ^^
 A conclusão da ‘Saga do Infinito’ é, mesmo tempo, honrada e melancólica. Honrada porque consegue encerrar o ciclo de filmes com maestria e dedicação de quem se preocupou com os mínimos detalhes. E mesmo que possa aparecer uma questão aqui ou ali, de maneira nenhuma perde seu brilho e seu estrondoso sucesso. Melancólica porque...bem...tudo que começa tem seu fim um dia não é mesmo? Quem já assistiu o longa sabe exatamente do que estou falando. Sem ‘spoilers’ aqui. Com uma das mais épicas batalhas já vistas em um filme de super-heróis, bate aquele sentimento de que tudo o que você esperava desse filme foi correspondido com grande satisfação. Eu não acredito que haja um feito tão grandioso como esse tão cedo. Convergir tantos filmes em um único fim pra mim foi o ápice de um grande estúdio. Sem mais. ^^
 Um outro grande feito para mim foi introduzir uma narrativa onde cada herói pudesse ter seu espaço milimetricamente valorizado. Não existe lugar para ‘o grande herói’. Difícil até pra pontuar uma atuação aqui ou ali. O nível de comprometimento do gigantesco elenco corrobora com o belíssimo trabalho realizado. Todos que passaram pelo filme tiveram seu valor, suas histórias contadas e seus arcos finalizados de maneira nobre (me referindo neste último aos seis originais do primeiro ‘Vingadores’). A complexidade da trama e o tempo da mesma (três horas de duração) puderam contemplar com detalhes a todos sem exceção. Os atos foram categoricamente cadenciados para dar ao espectador a mais pura elevação do elemento surpresa. Cada desenrolar das cenas trazia algo novo até o ápice do fabuloso e emblemático terceiro ato. A magnífica fotografia permitiu o vislumbre de cenas memoráveis ao longo, tanto em abundância de detalhes quanto em efeitos visuais/especiais. Efeitos esses que, convenhamos, não precisaria nem falar muito sobre não é mesmo (rsrs)? Incríveis, intensos, insanos e incomparáveis, ‘Ultimato’ reitera o belíssimo trabalho por parte da equipe de efeitos especiais ao colocar em tela todo o amadurecimento artístico ao longo desses mais de dez anos de filmes. É épico que se fala não é? Pois então (rsrsrs).

Outra cena muito boa já vista também! ;)
 O 3D agrega de forma satisfatória, com bons momentos e uma profundidade visual muito boa. Como todo o filme é extremamente ousado e suntuoso, os efeitos também ganham mais vida com a imersão das cenas, principalmente quando os efeitos visuais/especiais aparecem. Eu realmente recomendo assistir na tecnologia para uma experiência ainda mais rica, aprazível e detalhada. Só pelo filme já vale gastar um pouco a mais por isso. Com certeza! ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Vingadores: Ultimato” é sim, tudo aquilo que esperávamos ver nas telonas. Uma jornada longeva encerrada da forma mais fenomenal e eletrizante possível. Não tenho dúvidas que estará marcado na história do cinema como um dos projetos mais corajosos e bem sucedidos de todos os tempos. É praticamente impossível negar isso. Certamente estará em alguma categoria do Oscar 2020, quer por sua complexidade, quer por seu cuidado em cada detalhe, cada atuação, cada emoção que o filme apresenta. Deixo aqui mais que uma recomendação. Deixo um apelo de fã para fã: assista. Só isso que digo. Vale CADA CENTAVO investido. Ótimo divertimento para todos vocês! ;D

terça-feira, 16 de abril de 2019

Filmes

SUPERAÇÃO - O MILAGRE DA FÉ (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Bonito cartaz nacional! ^^
 Emocionante filme baseado em história real e fundamentado nas bases da fé cristã se supera ao passar uma grande mensagem de esperança aos corações. Vamos a análise! ^^
 Quem não gostaria de contar uma grande história? Talvez até os mais incrédulos dos homens possam querer ter suas vidas por testemunho de algo grandioso que fizerem ou que aconteceu com eles. Mas, e quando é Deus que reescreve aquilo que estava praticamente morto em sua vida? É dentro basicamente dessa premissa envolta de milagres que esse longa se propõe. E a forma como esse testemunho é transmitido cria uma atmosfera muito relevante de expectativas, anseios e superação. O que torna a película ainda mais realista e comovente, dentro do quadro apresentado pela mesma (digo isto porque há casos de filmes baseados em fatos reais que acabam por se tornar fantasiosos demais. O que não é tanto o caso nesse).
 Para você apenas se contextualizar, em 2015, um garoto chamado John Smith, de apenas 14 anos cai em um lago congelado e se afoga por um tempo que talvez nenhuma alma aqui sobreviveria. Sua mãe entra em desespero – reação até natural dos pais – e começa então uma grande luta pela vida do menino. E tudo isso é temperado com muita emoção, conflitos, adoração a Deus – tem até culto no filme – e uma aura de fé, perseverança e ousadia que traz uma percepção do quantos somos frágeis e necessitados dEle.

Chrissy Metz (Sra. Smith), Marcel Ruiz (Jhon) e Josh Lucas (pai)...
 Embora a construção do roteiro venha a convergir para a situação do menino, existe uma série de abordagens plenamente relevantes ao longo que nos fazem enxergar o meio social no qual a igreja está inserida e o quanto como seres sociais, por vezes entramos em conflito de ideias por diversas questões. O tema ‘cristão moderno x cristão tradicional’ é talvez um dos mais questionados por essa trama, pois o pastor da mãe do menino tem uma visão um pouco diferente da mesma – ela tem conceitos fortemente ligados a um culto mais nas formas tradicionais –  e se abrem questionamentos interessantes acerca do que de fato hoje em dia pode ou não pode dentro das igrejas. E vou dar minha opinião pessoal aqui: desde que o moderno não se confunda com profano, dentro dos conceitos do cristianismo, não vejo problema algum em se trazer certos tipos de coisas para gerar um equilíbrio visando sempre o bem do Reino de Deus. Mas quero deixar bem claro que essa modernidade não deve ferir em momento algum os preceitos cristãos e nem a Bíblia. (Em uma outra ponta, porém, a resistência em aceitar, por parte da mãe do rapaz, a forma de abordagem do pastor gera nela certos pré-conceitos que por vezes podem se tornar barreiras até para o agir de Deus. A dinâmica do filme mostra bem isso e fundamenta essa argumento ao longo com o final emocionante. E sim, esse parágrafo é extremamente cristão mesmo (rsrs)).
 Marcel Ruiz, jovem ator porto-riquenho que ficou incumbido de protagonizar o menino da vida real, nos emociona com sua doce atuação. Muito convincente, ele traz a responsabilidade do papel para si e por vezes faz até pensar que o acontecimento foi com ele, tamanha sua desenvoltura no contexto da película. Tem forte apelo e empatia, além de ser uma graça. De igual modo, Chrissy Metz, que interpreta a mãe, tem na superação da dor e na aflição do momento suas bases para uma atuação bela e eficaz. Realmente nos faz encarar de mesma forma como se fosse a mãe real do jovem, tamanha a profundidade na interpretação. Em ambos, você consegue enxergar os personagens da vida real estampados ali na ficção. São realmente dois destaques que me chamaram muito a atenção no filme e merecem a posição de protagonistas do longa. (Deixo também uma menção honrosa ao ator Topher Grace que interpretou o pastor do menino e igualmente soube caracterizar muito bem a posição de um líder evangélico, sem ser forçado nem caricato demais. Show!) ^^

...e aqui os REAIS Sra. Smith e John Smith ^^
 A trilha sonora é outro ponto altíssimo de destaque por conter canções de cunho cristão durante toda a projeção e ser um grande diferencial dentro da história em diversos pontos. Vai ser impossível você não ser tocado com a canção ‘Oceans – Hillsong’ em uma das cenas. Formidável!
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Provavelmente uma história da vida real para todos os públicos, “Superação – o milagre da fé” tem em suas bases a força de um profundo testemunho de que Deus ainda faz coisas grandes nos dias de hoje. Não só para cristãos, acredito que seja uma belíssima narrativa pra mover corações das mais variadas idades, contextos e religiões (e por favor, leve um lencinho, pois você vai precisar, querido leitor (rsrsrs)). Recomendo.  Vale muito o ingresso!

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Reflexão bíblica

 "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nelas estão escritas; porque o tempo está próximo" Apocalipse 1.3
 Se existe um livro mais real e difícil de interpretar, esse livro se chama "o livro da Revelação". Dado por Jesus a João na Ilha da Patmos, todo o livro narra o contexto dos eventos que acontecerão na Terra pré e pós arrebatamento da igreja. Apesar de sua linguagem simbólica, tem uma profunda mensagem de arrependimento e salvação embutida em sua estrutura. Tanto que João destaca no texto em apreço que é 'bem-aventurado aquele que lê...porque o tempo está próximo'. Queridos, não querendo fazer menção das profundas escatologias (escatos - últimas coisas / logia - estudo) que o livro nos fornece, pois não é a minha função nesse momento, a mensagem que quero pregar com essa reflexão é: você está se preparando para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo? Será que já percebeu através das Escrituras que Jesus está voltando e que Sua segunda vinda está a 'última hora', as portas, na literalidade da palavra? Esta é uma palavra de despertamento para sua vida. Todos os eventos trágicos que tem acontecido são cumprimento de textos bíblicos. Duvida? 'Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestes, e terremotos em vários lugares', diz um outro texto bíblico. O volume de terremotos, furacões, pestes que tem assolado a humanidade e fome tem sido em larga escala nos dias atuais. Façamos uma reflexão sobre nós mesmos hoje. O salmista diz 'vê se há em mim algum caminho mau'. Onde realmente está seu coração? Em Cristo ou em religiosidades vãs? Estás agindo como um fariseu que fala das Escrituras mas odeia ou inveja o seu irmão que professa a mesma fé que você? Reflita hoje sobre como anda sua intimidade com Deus, sonda e deixe Ele sondar teu coração e principalmente, peça a Ele para te ajudar a tirar tudo aquilo que não pertence a Ele. Não é fácil, pois apresentar-se a Deus para pedir todo mundo sabe, mas para expor seus erros, ninguém quer. Que você possa refletir nessa mensagem, porque estamos sim, a bem pouco pro fim e não haverá tempo para desculpas depois. Para complementar essa mensagem a lindíssima canção 'Vasos quebrados - Elaine Martins/Willian Nascimento'. Que Deus te abençoe com esta reflexão em nome de Jesus!




segunda-feira, 8 de abril de 2019

Filmes

SHAZAM (Avaliação 5/5 - Excelente!)

Sensacional poster nacional! ;)

 Novo filme da DC é o mais divertido, irreverente e descolado dessa nova fase da produtora. Vamos a análise! ^^
 Um super-herói que é literalmente um adolescente. Quer premissa mais leve do que essa? Pois é assim que o protagonista dessa história se revela. E o filme não faz questão de esconder essa aura em torno do personagem em momento algum. Muito pelo contrário: tanto roteiro quanto direção e até mesmo o trio de atores principais deixam isso bem claro durante toda a projeção. E essa condução do longa faz dele um dos filmes mais notáveis e amáveis, na minha singela opinião, dessa nova leva de heróis no cinema.

Freedy (Jack Dylan) e Billy (Asher Angel): ótimos! ^^
 A começar pelo altíssimo nível de carisma de Zachary Levi, Asher Angel e Jack Dylan Grazer, que esbanjam simpatia ao longo e fazem seus personagens se tornarem empáticos quase que instantaneamente. Zachary tem uma notória facilidade de transformar-se em um jovem com muita destreza. Arranca risos fáceis e largos na pele do menino de corpo adulto com mentalidade de menino. Ele domina muito bem o papel e te faz levar o herói em sua jornada de autoconhecimento e domínio de si mesmo com extrema fluidez e leveza. O risco de não gostar dele é praticamente zero. Suas deixas hilárias dele pensando como um menino num corpo de um homem formado são simplesmente formidáveis. Seguindo a mesma linha, seu alter-ego Billy Batson, interpretado por Asher Angel, é igualmente incrível e instantaneamente há identificação com o personagem. Asher conduz a personalidade de Billy – um jovem que quando era pequeno se perdeu da mãe e a partir de então se tornou órfão – de forma muito ponderada, tanto em personalidade quanto em sensibilidade, visto que visivelmente dentro dele havia certa tristeza pelo fato ocorrido no passado. Tudo muito bem interpretado pelo ator e denotado facilmente pelo público. Jack Dylan Grazer, que interpreta Freedy, além de esbanjar fofura e fluir em interpretação, é também um dos mais cômicos junto dos outros dois. Seu personagem se torna o melhor amigo de Billy e tem uma dinâmica fundamental na trama, além de criar um laço de amizade muito forte com o protagonista. Juntos constroem momentos ímpares e protagonizam ‘molecagens’ do mais alto nível – principalmente quando Billy está transformado em Shazam. Não tem como não adorar ele também. Eu já havia curtido muito esse ator mirim em “IT – A coisa” como o personagem ‘Eddie’ e agora de mesmo modo com esse cativante coadjuvante. Cara, a escolha desse elenco foi uma das mais acertadas pela DC em tempos, sem dúvida alguma. ;)

Agora Freedy (Jack Dylan) e Shazam (Zahcary Lei): hilários!
 Como as questões pessoais tanto dos protagonistas quanto as motivações do vilão – que diga-se de passagem é muito bem interpretado pelo ator Mark Strong – são bem desenvolvidas ao longo, pode-se perceber particularidades dos mesmos e o forte apelo a sentimentos de família – tanto bons quanto ruins, que é o caso do antagonista em si. Porém uma grande e positiva mensagem sobre valores é construída ao longo por Billy, Freedy, seus outros irmãos adotados e seus pais adotivos: a de que nem sempre a composição de uma família é dada pela biologia. Muitas das vezes ela é feita através de laços criados com quem está adotando ou com quem está realmente mais próximo de você. E há uma rica mensagem sobre a importância da adoção, do acolhimento de quem não tem um lar. A diversidade das crianças adotadas pelo casal do longa também reforça temas como não olhar para cor, raça, peso ou até mesmo se tem alguma deficiência – como no caso de Freedy. A heterogeneidade das crianças e dos mais jovens trabalha amplamente com a representatividade das mesmas e corrobora para o ‘amar o próximo sem reservas’ ou conceitos pré-determinados. Isso é exclusivo em um filme de heróis e é deveras belíssimo de se ver. ;)
 O excelente roteiro escrito por Henry Gayden e Darren Lemke revalida minhas afirmações acima de uma trama extremamente cativante do início ao fim e testifica minha escrita relacionada ao tom do filme e a ótima impressão que ele carrega quando do seu final. Uma enxurrada de easter-eggs dos personagens da Liga da Justiça e algumas outras ótimas surpresas só contribuem para enriquecer o universo do personagem e sua história. O visual de Shazam e efeitos visuais/especiais tem extrema eficácia mesmo a um custo de produção não tão alto quanto outros filmes da DC (o mesmo custou cem milhões de dólares, porém isso ao meu ver não diminuiu nem um pouco a qualidade do filme como um todo. Até porque esse valor é relativamente alto se comparado a outros filmes ou até mesmo animações).

Shazam (Zachary Levi) e Dr. Silvana (Mark Strong)
 O 3D não agrega tanto, porém existem alguns efeitos aqui e ali que ainda conseguem se sobressair e dão certo ‘charme’ ao longa, por assim dizer. Não é plenamente satisfatório, mas embeleza um pouco mais a película. Se não se incomodar com as moedas a mais, acho que ainda assim vale a experiência. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Shazam” é o pleno apelo da criança que sonhou em ser um dia super-herói. É a mais clara e autêntica aventura adolescente carregada de muitíssimo bom humor e tiradas impagáveis. É o sopro mais leve do que se pode esperar de um filme do gênero em um personagem que simplesmente está super empolgado com a transição. Sem dilemas ou dramas profundos sobre o que é ser ou se tornar um herói. E carregado de uma deliciosa mensagem sobre valores de família com atores muito cativantes. É essa toda a mensagem que o filme nos passa de forma pura e valiosa. Vale demais o ingresso!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Filmes

DUMBO (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


Cartaz nacional fofíssimo! ^^
 Releitura de clássico da Disney conta com trama simples, ótimos efeitos, mas não surpreende como deveria. Vamos a análise! ^^
 A empresa do Mickey está atualizando seus eternos clássicos de forma memorável de algum tempo pra cá e usando as novas tecnologias para dar vida aos seus eternos personagens. E dessa vez foi o ‘elefante voador’ o escolhido para viver uma aventura sem precedentes e com os recursos de hoje que recriam com muita fidelidade e muito realismo os mesmos, renovando seu visual e recontando sua história para uma nova geração.
 Tim Burton, conhecido por seus filmes de lado meio sombrio/gótico, é convidado para participar deste e a sensação clara de que está impresso em tela sua personalidade como artista/diretor é bem notória: tons escuros entrelaçados a um colorido vivo, embebido com um ar melancólico e porque não dizer, triste até. Os momentos iniciais do live-action são meio que de ‘cortar o coração’, por assim dizer, inserindo todo o conceito artístico visto em sua trajetória. O fato também de Dumbo não falar e ser tratado no longa como um ‘animal de verdade’ aprofunda ainda mais seu estilo e visão cinematográfica. E não que eu ache isso ruim. Porém é aí que destaco um certo tom ‘sombrio’ no longa que de alguma maneira, se distancia levemente do público infantil – mesmo este sendo um filme acertadamente para crianças, pois o roteiro confere e corrobora com essa verdade. É um contraste que somente Burton consegue fazer. A magia do circo, como a trama se propõe, com um certa aura de solidão. É interessante sua visão de mundo e sua forma de trabalhar um filme. ^^

Os detalhes de Dumbo são impressionantes! ;)
 Michaell Keaton e Danny DeVito retornam como parceria juntamente com Burton – que já tiveram oportunidade de o fazer muitos anos atrás, em ‘Batman – o retorno’ (1989). Há tempos que deVito está longe dos holofotes da ‘tela grande’ (não me lembro de outro filme recente que tenha feito de destaque), porém nesse ele é o protagonista, sendo o dono de um circo conceituado na cidade, mas que estava enfrentando alguns problemas e é aí que entra o personagem de Keaton oferecendo fama e dinheiro devido ao fato de Dumbo se manifestar como uma atração exótica. Eva Green e Collin Farrel complementam o time de protagonistas com personagens também interessantes. Farrel é um soldado vindo do pós guerra que perde um braço em combate e tem de lidar com seus filhos sem mãe, vítima de uma enfermidade. Green é a principal artista do complexo de entretenimento do personagem de Keaton, porém vive algumas questões delicadas junto ao empresário. A proposta envolvendo a trama com os personagens é bem direta ao ponto, sem muitas reviravoltas e seguindo uma linearidade que pode não ser bem vista por alguns adultos, mas que será certeira para as crianças. O longa não se perde em nenhum momento, não há ‘quebra’ nas sequências nem cortes grosseiros. Tudo flui bem esteticamente em uma história sequencialmente bem contada. Só não apresenta nenhuma surpresa mirabolante, por assim dizer. Mas funciona como um todo. ^^

Danny DeVito é destaque como protagonista da trama. ^^
 Uma outra abordagem interessante diz respeito a questões envolvendo ganância e animais em cativeiro. Na primeira, há uma clara denotação do quanto muitas das vezes, poder, fama e dinheiro podem subir a cabeça e causar autodestruição de si mesmo dentro de um contexto impregnado de interesses obscuros. E isso é bem inserido em um dos personagens do longa. Na segunda questão, há uma interessante e compreensiva mensagem sobre o quanto devemos entender que a liberdade, o respeito as diferenças e a reciprocidade/amizade devem se valer mesmo quando não compreendemos o outro como um todo. A Disney sempre tem em seus filmes mensagens bem colocadas para toda família, e nesse não é diferente. ‘Dumbo’ é uma denotação de ‘dumb’ em inglês que significa ‘estúpido, idiota’. Só por aí já se pode entender essa relação do personagem protagonista em meio as suas diferenças em relação aos outros elefantes. E essa menção de respeito e liberdade pode ser vista ao longo com muita clareza e no final do filme também. Ótimo incentivo as crianças posicionar o cuidado com os animais e o respeito ao coletivo como um todo. ^^
 O visual do filme impressiona na riqueza de detalhes. Não pude perceber se todos os animais eram CGI ou não – certamente boa parte deles são –, porém indubitavelmente Dumbo era e a qualidade é de arrepiar! Sua nuances e particularidades características dos elefantes estão lá com nítido esmero. Impossível não achar ele fofo! O nível de realismo nos efeitos é sempre um ponto que a Disney se esforça muito para oferecer o melhor em tecnologia moderna. E o resultado é sempre bem satisfatório. ^^
 O 3D agrega pouco no filme. Tem alguns raros momentos que o efeito efetivamente funciona, porém, via de regra, não se vê muita coisa relacionada ao uso da tecnologia. Esperava mais dessa vez e fica a cargo de você, querido leitor, a escolha por essa opção ou não. :)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Uma releitura sofisticada de um clássico sob um novo olhar e perspectiva. Talvez seja essa a melhor definição desse remake de “Dumbo”. Um filme sem grandes surpresas, mas que entrega entretenimento e uma mensagem muito positiva para as crianças. Certamente os pequenos serão agraciados com uma bonita história sobre respeito as diferenças. E é por isso que recomendo muito levarem os menores ao cinema. Vale o ingresso! ^^

sexta-feira, 29 de março de 2019

Reflexão bíblica

 "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim" Lamentações de Jeremias 3.22
 Deus é bom. Já havia dito o próprio Jesus nas Escrituras: 'Porque me chamas bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus'. Visto que no momento em que a nação de Judá havia caído em meio ao império babilônico por sua contínua inconsistência na presença de Deus, o Próprio permite que a mesma seja alvo de juízo em meio aos seus graves erros cometidos ao longo dessa parte de sua história. E após esse incidente de tamanhas proporções, Jeremias levanta uma grande lamentação, choro e tristeza pelo povo que não o havia dado ouvidos. Daí surge esse que talvez seja um dos textos mais conhecidos de seu ministério. O profeta abre seu coração ao declarar que por causa da misericórdia, o povo de Judá não haveria de ser completamente exterminado pelo Pai. Ei querido, aplicando esse mesmo texto em nossas vidas, Deus por muitas vezes nos poupou de muitas coisas e nos guardou justamente porque 'suas misericórdias não tem fim'. Como cristãos e servos do Senhor, devemos entender que nossos atos estão todos sob julgamento do Pai. E como não-cristãos o que rege vossas vidas são as intercessões feitas por outrem e a mão misericordiosa do Senhor, pois saindo a mão dEle, entra Seu juízo. Somos errantes nessa Terra, e como servos não devemos nos conformar com nossos erros, mas buscar melhorar a cada dia. Julgou? Não julgue mais, ore. Difamou? Não difame mais, tu não conhece a história do difamado por você. Errou pelo seu próprio corpo? Peça a Deus perdão e se levante. Mas nunca, nunca deixe o seu erro se enraizar em você, pois foi exatamente por isso, por cauterizar a mente e perder a sensibilidade do Espírito Santo, que Judá caiu. Seja pleno e sincero com Deus, viva uma vida de honestidade para com Ele, porque Ele é 'misericordioso e justo para perdoar'. Medite nessa passagem, reflita e seja abençoado em nome de Jesus!

terça-feira, 26 de março de 2019

Filmes

NÓS (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


Cartaz com mensagem bem enigmática! ^^
 Novo longa do mesmo diretor de “Corra” cria um thriller de suspense com horror enigmático e, ao mesmo tempo, crítico e simbólico. Vamos a análise! ^^
 Valendo-se talvez da clássica ideia da dualidade humana – em que temos inclinações para o bem e para o mal –, a proposta do diretor Jordan Pelee nos mostra uma família que, como em sua maioria, sai para curtir férias em sua casa de praia e de repente se depara com algo inesperado: versões macabras de si mesmos para atormentá-los. Mas, e se o mistério por dentro disso for ainda mais profundo? É com essa premissa que o longa se desenrola e produz no espectador a sensação clara de que há versões de nós mesmos que não conhecemos.
 Ainda falando do roteiro, a percepção do diretor em ‘criar uma versão do mal’ de si mesmo, ao meu ver, representa essa luta de instintos que temos dentro de nós. Só que separadas por corpos de uma mesma pessoa. E a questão que fica no ar o filme inteiro – que tem um final bem surpreendente – é: quem será que vence essa batalha interior? 


Winston Duke: comicidade em meio a tensão! ;)
 Existem vários pontos de crítica social embutidos nessa trama, como as diferenças de contexto social – a família ‘branca’ sempre possui mais recursos – e uma assertiva crítica sobre a segregação racial que existe, não só nos EUA, como em toda parte do mundo (visto como, por exemplo, os habitantes da cidade de Beira, em Moçambique, estão completamente desolados após forte ciclone ter passado por aquele local e a forma com que as autoridades internacionais lidam com aquela comunidade. Em países predominantemente ‘brancos’, financeiramente saudáveis e com interesses políticos, o tratamento é diferente. Embora uma coisa não tenha ligação direta com a outra, pois o filme foi feito muito antes do ocorrido, elas acabam se completando pelo contexto do filme). Além de tudo isso, uma intrigante passagem bíblica mostrada durante todo o filme produz um clima apocalíptico interessante, uma vez que o texto fala sobre um mal que seria impossível de escapar. Essa complexa ideia de que ‘somos maus e responsáveis pela nossa própria destruição’, representados nos ‘clones ruins’, digamos assim, de nós mesmos, mexe de certa forma com o imaginário humano e produz realmente a ideia crítica que sim, nosso ‘eu interior’ maligno e corrompido tem sido responsável por todos os danos causados a própria humanidade e que em algum momento, vamos pagar pelos erros cometidos. É uma proposta bem rica de conteúdo e debate produzida por esse diretor/roteirista. ^^
 Lupita Niong’o e Winston Duke formam um par que funciona muito bem e percebe-se uma certa afinidade, pelo fato de serem amigos na vida real, dentro da conjuntura da trama. Enquanto a sua personagem tem um passado complexo e um psicológico abalado, ele por sua vez é alegre e acaba se tornando o alívio cômico da película. E essa dose de tensão e comicidade trabalha paralelamente com toda a história e, embora não tenham muitos ‘jump scare’, tudo flui bem dentro do contexto narrativo, onde cada detalhe, por menor que seja, tem relevância ímpar no todo. Eu mesmo queria ver de novo para atentar a alguns detalhes ‘perdidos’ e quem sabe abrir algum outro viés interpretativo . ^^

Lupita e as crianças Evan Alex e Shahadi Wright Joseph ^^

 A trilha sonora deste tem meu destaque uma vez que consegue ambientar todo o clima de inquietude e aflição que o longa oferece. E mesmo nos momentos descontraídos contextualiza os personagens e cria algumas ‘camadas’ a mais nos mesmos, identificando também o lado social de cada um deles. O que é formidável quando a trilha sonora acompanha tanto a trama quanto seus personagens, influenciando na personalidade dos mesmos. Muito bom! ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Com um final intrigante e amplamente aberto a questionamentos, “Nós” é uma ruptura do convencional do gênero e abre um belo debate sobre quem nós realmente somos, sobre nossos conceitos e sobre a humanidade num contexto geral. Uma obra instigante, altamente filosófica e que certamente vale seu ingresso e sua ida ao cinema. Tem grandes chances de aparecer em alguma categoria do Oscar ano que vem pela sua complexidade e sonoridade. Boa diversão! ;)

segunda-feira, 18 de março de 2019

Reflexão bíblica

 "Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce" Salmos 103.15
 Amados, nossos dias aqui nessa terra são contados. Não queiramos nós presumir que seremos seres eternos vivendo neste corpo carnal. Nossa vida é sim, um leve sopro. Eu mesmo, este que vos escreve, lembro-me da minha infância simples e como uma leve brisa que soprou, estou quase chegando aos 40 anos. E o que quero expor com isso? Na verdade, quero te fazer uma outra pergunta: O que tens feito com a sua vida? O propósito dela é somente servir a essa mera existência pra depois morrer? Viver para você, é criar certas superstições vãs e se fiar nelas para obter algum proveito ou sucesso por aqui? É viver de aparências para tola aprovação dos outros? Meu amado, nós nem sabemos quanto tempo temos ou quanto tempo nos resta nesta vida. O que ajuntamos aqui, o que conquistamos aqui, ficará aqui. Decerto que quero que entenda que não estou dizendo que não podemos buscar viver bem por aqui. Não é esse o meu ponto. A questão é depois que partirmos, o que tens preparado para o porvir? No versículo 16 desse mesmo Salmo em apreço, diz 'passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido'. Percebe que a dura realidade após essa vida é passar por ela e não ser mais conhecido? Ei querido, existe um lugar em que a vida transpassa os limites do impossível. E esse lugar se chama Cristo Jesus. Ele sabe que somos um leve sopro por aqui. Ele viveu isso. E é por isso que Ele é o melhor lugar para se estar. Porque mesmo que este corpo terreno se desfaça, mesmo que não sejas mais lembrado, estando nEle, Ele te acolherá e nunca se esquecerá de ti. Procure um lugar onde possa encontrá-lO e sentir esse abrigo maravilhoso que é Cristo. Ele estabelecerá contigo uma aliança que jamais será quebrada - a não ser que você queira quebrar. Entregue todo seu coração, alma e viver para Ele. Pois, além de encontrar descanso para sua alma, acharás também algo ainda mais precioso que nunca e nem com nenhum recurso financeiro poderás achar por aqui. Pense nisso, medite nessa Palavra e seja abençoado em nome de Jesus!

quarta-feira, 13 de março de 2019

Filmes

CAPITÃ MARVEL (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Poster nacional lindíssimo! ^^
 Em mais uma trama bem conectada com os demais filmes do universo Marvel, filme solo da nova heroína convence, diverte e define novos rumos. Vamos a análise! ^^
 O universo cinematográfico da Marvel está aí e ninguém pode mais negar esse fato. Filmes entrelaçados como nos arcos dos quadrinhos conectam personagens a histórias de forma abrangente e abundante. E a personagem da vez tem por nome ‘Carol Denvers’. Apresentada sob a alcunha de ‘Capitã Marvel’ e como sendo a heroína mais poderosa desse universo, ela começa a traçar os futuros novos rumos da nova fase dos filmes que estão por vir. Isso porque, apesar de sua história de origem se passar na década de 90 do século passado – cheio de referências daquela época, por sinal –, ela terá fundamental papel na linha do tempo do UCM.


O excelente Nick Fury de Samuel L. Jackson :)
 Sua fórmula simples em contar mais uma vez a ‘jornada do herói’ – só que dessa vez construindo sua personalidade através de flashbacks – faz com que a personagem encontre seu caminho de forma leve e bem roteirizada. Carol Denvers é uma menina que vai levando seus ‘tombos’, mas está sempre pronta a se reerguer, aprender com a vida e buscar novas tentativas para conquistar seu espaço no mundo. E o que considero mais interessante é o fato de que o longa fala da mulher forte sem precisar ser feminista. Desenvolve certo senso de empoderamento sem ser descarado. Cria o universo da heroína e toda sua força sem tornar tudo muito forçado. Assim como em ‘Pantera Negra’, a casa de Stan Lee (in memorian) mais uma vez usa das temáticas atuais de maneira sutil e sem produzir alarde. Apenas tratando de mostrar fragilidade e força em balanças justas, mostrando o lado feminino da mulher, e não o feminista. Agrega – e muito – sem histerias. Show! ^^
 A parceria Brie Larson/ Samuel L. Jackson parece que soa como algo natural. O roteiro lida com a junção dos dois personagens de realidades bem diferentes com uma naturalidade que pode ser vista claramente em cena pelos dois atores. Com uma química praticamente genuína, a experiência de Jackson juntamente com o ar encantador de Larson produzem ótimas cenas ao longo. Um complementa a construção do outro. Muito notável essa parceria. ;)
 Jude Law, que interpreta ‘Yon-Rogg’ tem papel fundamental na história mas seu personagem poderia ser mais explorado. Não compromete a execução do roteiro, não se perde em nenhum momento nos atos, mas conhecer mais sobre ele e seu passado seria bem interessante. Lashana Lynch, que vive a amiga da Carol, ‘Maria Rambeau’ também cria boa conexão com a protagonista e tem participação muito efetiva na trama, construindo as pontes que ligam toda a trajetória terrena da protagonista. Annette Bening vive a versão feminina do ‘Mar-Vell’ dos quadrinhos, tendo relevante participação também e boa apresentação dentro do que propunha o contexto de sua personagem. Muito bom! ^^

A heroína mais OP (overpower) da Marvel rsrs
 Não posso deixa também de elogiar, além do roteiro amarradinho, a edição do longa. O filme é tão bem trabalhado na edição que tanto entrelaça a história quanto liga os pontos fundamentais de forma coerente e sem deixar lacunas, ou seja, espaços temporais ou cortes sem sentido. E ainda conecta outras tramas secundárias, como o envolvimento do ‘Tesseract’ (que contém a Joia do Espaço) e a subtrama que envolve Nick Fury, Agente Coulson e toda essa questão dos primórdios da ‘Shield’. Fantástico!
 Acredito que, nessa evolução crescente em nível dos filmes com selo ‘Marvel’, falar dos efeitos especiais e da qualidade visual do filme chega a ser ‘mais do mesmo’. O destaque talvez ficaria por conta dos ‘Skruls’, seres transmorfos que podem reproduzir qualquer pessoa que olharem. Tanto a caracterização quanto os efeitos estão muito legais. As coreografias de luta e as efetivas cenas de ação estão em um ótimo padrão e até soaria estranho se não estivesse. Creio que estão em um patamar bastante sólido nesse quesito há bastante tempo inclusive. ^^
 A projeção 3D é legal, tem certa profundidade, mas não encanta tanto dessa vez. O uso da tecnologia poderia ter sido melhor empregado. Até pela quantidade de cenas fora da Terra, os efeitos poderiam ser mais bacanas ao meu ver. O efeito sempre agrega bastante, mas deixo a seu cargo, querido leitor, a escolha dessa vez.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Abordando questões atuais com sutileza, “Capitã Marvel” traz a doce atriz Brie Larson no papel de uma das peças-chave da futura ‘Fase 4’ da Marvel nos cinemas. Um longa extremamente bem cadenciado, com efeitos incríveis e um elenco visivelmente bem entrosado. Mais um grande acerto do estúdio que se torna relevante e divertida sua ida aos cinemas. Vale muito o ingresso! ;D