sábado, 18 de maio de 2019

Filmes

POKÉMON: DETETIVE PIKACHU (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Poster nacional muito bonito! ^^
 Longa derivado dos Pokémons se estabelece por seu brilhante visual e pela ótima caracterização dos seres desse universo, apesar de seu razoável roteiro. Vamos a análise!
 A espera finalmente acabou. Após vinte anos desde o lançamento original do primeiro jogo da franquia dos bichinhos mais amados dos games, já era tempo mais do que suficiente para se produzir um live-action baseado nos famosos personagens. E a espera foi saciada com um ar de nostalgia impecável. Desde a concepção até a adequação dos Pokémons dentro de um contexto de filme ‘de carne e osso’, tudo consegue fluir de forma bem orgânica no que diz respeito aos conceitos visuais do longa. Há um ou dois momentos em que a percepção da CGI é mais clara e fica menos inserida dentro do que é real na película, mas em nada atrapalha a experiência de quem quis ver o sonho realizado, pois um dos estúdios mais bem preparados da Warner, o Legendary, foi quem ficou a cargo de dar vida aos protagonistas, e isso o mesmo fez com muita expertise e louvor. ^^
 Hollywood é conhecido por trazer franquias orientais para o ocidente e estragá-las de uma forma muito bem sucedida por sinal (rsrs). Porém por mais incrível que isso possa parecer, não é nem um pouco o caso desse. Rob Letterman, diretor e roteirista da franquia, conseguiu criar a real sensação de estarmos inseridos no anime japonês com muita perspicácia. Logo na sequência inicial do filme o espectador já embarca num jornada Pokémon legítima e isso logo cria uma conexão ímpar com quem já conhece um pouco da obra nipônica. Criaturas extremamente bem feitas, detalhadas e com visual categoricamente verossímil ao original, treinadores Pokémon, referências intermináveis como canções conhecidas, trilha sonora dos próprios jogos e uma infinidade de easter-eggs agregam de forma muito positiva a experiência de quem queria ver o anime o mais fiel possível em tela. Você realmente se sente vendo um episódio do desenho. O que ao meu ver foi muito acertado. Ver Charmander, Squirtle e Bulbassauro – além é obvio do Pikachu –, todos da primeira temporada do anime que eu assisti a esmo na época, me fez ter muito bons sentimentos e recordar boas lembranças. Show! ^^


Explosão de fofura passando na sua tela! kkkkk <3

 Conforme disse no outro parágrafo, os conceitos dos personagens estão num padrão de excelência e qualidade formidáveis. Nada de ‘criar sua própria definição ou percepção’ dos mesmos. O que se vê em tela é o que se vê conceitualmente no anime e nos games, dadas as devidas adaptações para o mundo real. E tecnicamente isso é feito de forma impecável. Realmente nada a reclamar dos efeitos especiais e visuais do longa e da forma como foram concebidas as criaturas. Muito bom! ^^
 Se a parte técnica, visual e de contexto estão muito bem inseridos, o mesmo não se pode dizer tanto do roteiro. Embora ele crie todo o ambiente para um terceiro ato simplesmente fenomenal, durante os dois primeiros ele demora demais a ‘engrenar’. Até pelo menos a metade do segundo ato o longa segue meio no tranco e a história avança pouco, até pelos diálogos um pouco ‘espaçados’ demais. Embora o Pikachu falante seja uma das ideias mais geniais de toda a película, junto com a descoberta feita pelo seu desfecho. E aí a partir do ponto que mencionei em diante, valerá toda a sua espera. Com reviravoltas memoráveis e uma surpresa incrível e impactante no final, o roteiro consegue sair do seu incômodo arrastamento para dar lugar a um vibrante e divertido fim. Porque não conseguiram fazer isso logo desde o início do primeiro ato? (rsrs)


O trio protagonista! ^^

 Os atores Justice Smith e Kathryn Newton dão vida aos protagonistas ‘Tom Goodman’ e ‘Lucy Stevens’ e não sei porque me lembram demais ‘Brock’ e ‘Misty’ da série original. Tem algumas semelhanças – uma delas é o Psyduck de 'Lucy'; 'Misty' também tinha um – e essas mesmas me fizeram recordar muito os dois. E não só isso: cor da pele, alguns aspectos em relação a personalidade e por aí vai. Fiquei com a leve impressão que eles foram baseados nesses personagens de certa forma. E ambos funcionam na trama. São bem aceitáveis no contexto. Mas quem rouba a cena mesmo é o Detetive Pikachu, que no original é interpretado pelo ator Ryan Reynolds. Cômico, irônico e extremamente carismático, logo na sua cena de apresentação já encanta a plateia com sua fofura e logo após, com suas piadas (rsrs). Parecia a principio uma ideia infundada colocar o protagonista central para falar (apesar de saber que o filme é baseado em um game de Nintendo 3DS chamado ‘Detective Pikachu’, onde ele fala também), mas ao final percebe-se o quão bem isso funcionou e o quanto isso está intrinsecamente ligado a trama e a sua conclusão. Muito bem contextualizada a proposta. ^^
 O 3D tem certa profundidade, mas acredito que dessa vez agregue bem pouco a experiência. Até funciona em alguns momentos, mas no todo acho que poderia ter sido bem melhor. Deixo dessa vez a seu cargo, querido leitor, a escolha da tecnologia ou não. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Apesar de seu início lento, “Pokémon: Detetive Pikachu” consegue atingir o auge do que se pode esperar de um filme baseado em games. Personagens conceitualmente muito bem feitos, efeitos maravilhosos e um desfecho realmente empolgante. Se Hollywood acertou pouquíssimas vezes em um filme desse tipo de nicho, tenha certeza que esse é um desses momentos. Aceitável e divertido para ver com toda a família e com aquele seu amigo que é fã legítimo da franquia. Vale muito o ingresso! ^^

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Fimes

VINGADORES: ULTIMATO (Avaliação 5/5 - Excelente!)

Só achei o internacional, mas é lindo assim mesmo! ^^
 Desfecho de um dos conglomerados de filmes mais impressionantes da história dignifica e exalta todo seu universo compartilhado. Vamos a análise! ^^
 Vinte e dois filmes. Onze anos de um coeso e profundo universo. Uma conclusão brilhante. Acho que dentro do rico e prazeroso ambiente cinematográfico certamente nunca se viu algo dessa magnitude. Mais de uma década de ‘quadrinhos audiovisuais’ conectados em histórias totalmente entrelaçadas e com memoráveis referências umas com as outras. O que a Marvel conseguiu fazer ao longo desses anos é e será talvez um dos maiores marcos da história do cinema atual. Da quase falência pouco antes de estrear o primeiro “Homem de Ferro” ao pódio insano de empresa de filmes de maior sucesso comercial atualmente. A espera pelo fim valeu a pena. Pra se ter uma ideia do que isso significa, normalmente bons filmes em sua ‘vida útil’ nos cinemas faturam um bilhão de dólares ou pouco mais que isso e são muito bem valorizados por esse feito. “Ultimato” fez UM BILHÃO só no PRIMEIRO FIM DE SEMANA. É algo extremamente surreal e ao mesmo tempo muito merecido. :)


Cena já vista nos trailers! ^^
 A conclusão da ‘Saga do Infinito’ é, mesmo tempo, honrada e melancólica. Honrada porque consegue encerrar o ciclo de filmes com maestria e dedicação de quem se preocupou com os mínimos detalhes. E mesmo que possa aparecer uma questão aqui ou ali, de maneira nenhuma perde seu brilho e seu estrondoso sucesso. Melancólica porque...bem...tudo que começa tem seu fim um dia não é mesmo? Quem já assistiu o longa sabe exatamente do que estou falando. Sem ‘spoilers’ aqui. Com uma das mais épicas batalhas já vistas em um filme de super-heróis, bate aquele sentimento de que tudo o que você esperava desse filme foi correspondido com grande satisfação. Eu não acredito que haja um feito tão grandioso como esse tão cedo. Convergir tantos filmes em um único fim pra mim foi o ápice de um grande estúdio. Sem mais. ^^
 Um outro grande feito para mim foi introduzir uma narrativa onde cada herói pudesse ter seu espaço milimetricamente valorizado. Não existe lugar para ‘o grande herói’. Difícil até pra pontuar uma atuação aqui ou ali. O nível de comprometimento do gigantesco elenco corrobora com o belíssimo trabalho realizado. Todos que passaram pelo filme tiveram seu valor, suas histórias contadas e seus arcos finalizados de maneira nobre (me referindo neste último aos seis originais do primeiro ‘Vingadores’). A complexidade da trama e o tempo da mesma (três horas de duração) puderam contemplar com detalhes a todos sem exceção. Os atos foram categoricamente cadenciados para dar ao espectador a mais pura elevação do elemento surpresa. Cada desenrolar das cenas trazia algo novo até o ápice do fabuloso e emblemático terceiro ato. A magnífica fotografia permitiu o vislumbre de cenas memoráveis ao longo, tanto em abundância de detalhes quanto em efeitos visuais/especiais. Efeitos esses que, convenhamos, não precisaria nem falar muito sobre não é mesmo (rsrs)? Incríveis, intensos, insanos e incomparáveis, ‘Ultimato’ reitera o belíssimo trabalho por parte da equipe de efeitos especiais ao colocar em tela todo o amadurecimento artístico ao longo desses mais de dez anos de filmes. É épico que se fala não é? Pois então (rsrsrs).

Outra cena muito boa já vista também! ;)
 O 3D agrega de forma satisfatória, com bons momentos e uma profundidade visual muito boa. Como todo o filme é extremamente ousado e suntuoso, os efeitos também ganham mais vida com a imersão das cenas, principalmente quando os efeitos visuais/especiais aparecem. Eu realmente recomendo assistir na tecnologia para uma experiência ainda mais rica, aprazível e detalhada. Só pelo filme já vale gastar um pouco a mais por isso. Com certeza! ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Vingadores: Ultimato” é sim, tudo aquilo que esperávamos ver nas telonas. Uma jornada longeva encerrada da forma mais fenomenal e eletrizante possível. Não tenho dúvidas que estará marcado na história do cinema como um dos projetos mais corajosos e bem sucedidos de todos os tempos. É praticamente impossível negar isso. Certamente estará em alguma categoria do Oscar 2020, quer por sua complexidade, quer por seu cuidado em cada detalhe, cada atuação, cada emoção que o filme apresenta. Deixo aqui mais que uma recomendação. Deixo um apelo de fã para fã: assista. Só isso que digo. Vale CADA CENTAVO investido. Ótimo divertimento para todos vocês! ;D

terça-feira, 16 de abril de 2019

Filmes

SUPERAÇÃO - O MILAGRE DA FÉ (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Bonito cartaz nacional! ^^
 Emocionante filme baseado em história real e fundamentado nas bases da fé cristã se supera ao passar uma grande mensagem de esperança aos corações. Vamos a análise! ^^
 Quem não gostaria de contar uma grande história? Talvez até os mais incrédulos dos homens possam querer ter suas vidas por testemunho de algo grandioso que fizerem ou que aconteceu com eles. Mas, e quando é Deus que reescreve aquilo que estava praticamente morto em sua vida? É dentro basicamente dessa premissa envolta de milagres que esse longa se propõe. E a forma como esse testemunho é transmitido cria uma atmosfera muito relevante de expectativas, anseios e superação. O que torna a película ainda mais realista e comovente, dentro do quadro apresentado pela mesma (digo isto porque há casos de filmes baseados em fatos reais que acabam por se tornar fantasiosos demais. O que não é tanto o caso nesse).
 Para você apenas se contextualizar, em 2015, um garoto chamado John Smith, de apenas 14 anos cai em um lago congelado e se afoga por um tempo que talvez nenhuma alma aqui sobreviveria. Sua mãe entra em desespero – reação até natural dos pais – e começa então uma grande luta pela vida do menino. E tudo isso é temperado com muita emoção, conflitos, adoração a Deus – tem até culto no filme – e uma aura de fé, perseverança e ousadia que traz uma percepção do quantos somos frágeis e necessitados dEle.

Chrissy Metz (Sra. Smith), Marcel Ruiz (Jhon) e Josh Lucas (pai)...
 Embora a construção do roteiro venha a convergir para a situação do menino, existe uma série de abordagens plenamente relevantes ao longo que nos fazem enxergar o meio social no qual a igreja está inserida e o quanto como seres sociais, por vezes entramos em conflito de ideias por diversas questões. O tema ‘cristão moderno x cristão tradicional’ é talvez um dos mais questionados por essa trama, pois o pastor da mãe do menino tem uma visão um pouco diferente da mesma – ela tem conceitos fortemente ligados a um culto mais nas formas tradicionais –  e se abrem questionamentos interessantes acerca do que de fato hoje em dia pode ou não pode dentro das igrejas. E vou dar minha opinião pessoal aqui: desde que o moderno não se confunda com profano, dentro dos conceitos do cristianismo, não vejo problema algum em se trazer certos tipos de coisas para gerar um equilíbrio visando sempre o bem do Reino de Deus. Mas quero deixar bem claro que essa modernidade não deve ferir em momento algum os preceitos cristãos e nem a Bíblia. (Em uma outra ponta, porém, a resistência em aceitar, por parte da mãe do rapaz, a forma de abordagem do pastor gera nela certos pré-conceitos que por vezes podem se tornar barreiras até para o agir de Deus. A dinâmica do filme mostra bem isso e fundamenta essa argumento ao longo com o final emocionante. E sim, esse parágrafo é extremamente cristão mesmo (rsrs)).
 Marcel Ruiz, jovem ator porto-riquenho que ficou incumbido de protagonizar o menino da vida real, nos emociona com sua doce atuação. Muito convincente, ele traz a responsabilidade do papel para si e por vezes faz até pensar que o acontecimento foi com ele, tamanha sua desenvoltura no contexto da película. Tem forte apelo e empatia, além de ser uma graça. De igual modo, Chrissy Metz, que interpreta a mãe, tem na superação da dor e na aflição do momento suas bases para uma atuação bela e eficaz. Realmente nos faz encarar de mesma forma como se fosse a mãe real do jovem, tamanha a profundidade na interpretação. Em ambos, você consegue enxergar os personagens da vida real estampados ali na ficção. São realmente dois destaques que me chamaram muito a atenção no filme e merecem a posição de protagonistas do longa. (Deixo também uma menção honrosa ao ator Topher Grace que interpretou o pastor do menino e igualmente soube caracterizar muito bem a posição de um líder evangélico, sem ser forçado nem caricato demais. Show!) ^^

...e aqui os REAIS Sra. Smith e John Smith ^^
 A trilha sonora é outro ponto altíssimo de destaque por conter canções de cunho cristão durante toda a projeção e ser um grande diferencial dentro da história em diversos pontos. Vai ser impossível você não ser tocado com a canção ‘Oceans – Hillsong’ em uma das cenas. Formidável!
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Provavelmente uma história da vida real para todos os públicos, “Superação – o milagre da fé” tem em suas bases a força de um profundo testemunho de que Deus ainda faz coisas grandes nos dias de hoje. Não só para cristãos, acredito que seja uma belíssima narrativa pra mover corações das mais variadas idades, contextos e religiões (e por favor, leve um lencinho, pois você vai precisar, querido leitor (rsrsrs)). Recomendo.  Vale muito o ingresso!

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Reflexão bíblica

 "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nelas estão escritas; porque o tempo está próximo" Apocalipse 1.3
 Se existe um livro mais real e difícil de interpretar, esse livro se chama "o livro da Revelação". Dado por Jesus a João na Ilha da Patmos, todo o livro narra o contexto dos eventos que acontecerão na Terra pré e pós arrebatamento da igreja. Apesar de sua linguagem simbólica, tem uma profunda mensagem de arrependimento e salvação embutida em sua estrutura. Tanto que João destaca no texto em apreço que é 'bem-aventurado aquele que lê...porque o tempo está próximo'. Queridos, não querendo fazer menção das profundas escatologias (escatos - últimas coisas / logia - estudo) que o livro nos fornece, pois não é a minha função nesse momento, a mensagem que quero pregar com essa reflexão é: você está se preparando para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo? Será que já percebeu através das Escrituras que Jesus está voltando e que Sua segunda vinda está a 'última hora', as portas, na literalidade da palavra? Esta é uma palavra de despertamento para sua vida. Todos os eventos trágicos que tem acontecido são cumprimento de textos bíblicos. Duvida? 'Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestes, e terremotos em vários lugares', diz um outro texto bíblico. O volume de terremotos, furacões, pestes que tem assolado a humanidade e fome tem sido em larga escala nos dias atuais. Façamos uma reflexão sobre nós mesmos hoje. O salmista diz 'vê se há em mim algum caminho mau'. Onde realmente está seu coração? Em Cristo ou em religiosidades vãs? Estás agindo como um fariseu que fala das Escrituras mas odeia ou inveja o seu irmão que professa a mesma fé que você? Reflita hoje sobre como anda sua intimidade com Deus, sonda e deixe Ele sondar teu coração e principalmente, peça a Ele para te ajudar a tirar tudo aquilo que não pertence a Ele. Não é fácil, pois apresentar-se a Deus para pedir todo mundo sabe, mas para expor seus erros, ninguém quer. Que você possa refletir nessa mensagem, porque estamos sim, a bem pouco pro fim e não haverá tempo para desculpas depois. Para complementar essa mensagem a lindíssima canção 'Vasos quebrados - Elaine Martins/Willian Nascimento'. Que Deus te abençoe com esta reflexão em nome de Jesus!




segunda-feira, 8 de abril de 2019

Filmes

SHAZAM (Avaliação 5/5 - Excelente!)

Sensacional poster nacional! ;)

 Novo filme da DC é o mais divertido, irreverente e descolado dessa nova fase da produtora. Vamos a análise! ^^
 Um super-herói que é literalmente um adolescente. Quer premissa mais leve do que essa? Pois é assim que o protagonista dessa história se revela. E o filme não faz questão de esconder essa aura em torno do personagem em momento algum. Muito pelo contrário: tanto roteiro quanto direção e até mesmo o trio de atores principais deixam isso bem claro durante toda a projeção. E essa condução do longa faz dele um dos filmes mais notáveis e amáveis, na minha singela opinião, dessa nova leva de heróis no cinema.

Freedy (Jack Dylan) e Billy (Asher Angel): ótimos! ^^
 A começar pelo altíssimo nível de carisma de Zachary Levi, Asher Angel e Jack Dylan Grazer, que esbanjam simpatia ao longo e fazem seus personagens se tornarem empáticos quase que instantaneamente. Zachary tem uma notória facilidade de transformar-se em um jovem com muita destreza. Arranca risos fáceis e largos na pele do menino de corpo adulto com mentalidade de menino. Ele domina muito bem o papel e te faz levar o herói em sua jornada de autoconhecimento e domínio de si mesmo com extrema fluidez e leveza. O risco de não gostar dele é praticamente zero. Suas deixas hilárias dele pensando como um menino num corpo de um homem formado são simplesmente formidáveis. Seguindo a mesma linha, seu alter-ego Billy Batson, interpretado por Asher Angel, é igualmente incrível e instantaneamente há identificação com o personagem. Asher conduz a personalidade de Billy – um jovem que quando era pequeno se perdeu da mãe e a partir de então se tornou órfão – de forma muito ponderada, tanto em personalidade quanto em sensibilidade, visto que visivelmente dentro dele havia certa tristeza pelo fato ocorrido no passado. Tudo muito bem interpretado pelo ator e denotado facilmente pelo público. Jack Dylan Grazer, que interpreta Freedy, além de esbanjar fofura e fluir em interpretação, é também um dos mais cômicos junto dos outros dois. Seu personagem se torna o melhor amigo de Billy e tem uma dinâmica fundamental na trama, além de criar um laço de amizade muito forte com o protagonista. Juntos constroem momentos ímpares e protagonizam ‘molecagens’ do mais alto nível – principalmente quando Billy está transformado em Shazam. Não tem como não adorar ele também. Eu já havia curtido muito esse ator mirim em “IT – A coisa” como o personagem ‘Eddie’ e agora de mesmo modo com esse cativante coadjuvante. Cara, a escolha desse elenco foi uma das mais acertadas pela DC em tempos, sem dúvida alguma. ;)

Agora Freedy (Jack Dylan) e Shazam (Zahcary Lei): hilários!
 Como as questões pessoais tanto dos protagonistas quanto as motivações do vilão – que diga-se de passagem é muito bem interpretado pelo ator Mark Strong – são bem desenvolvidas ao longo, pode-se perceber particularidades dos mesmos e o forte apelo a sentimentos de família – tanto bons quanto ruins, que é o caso do antagonista em si. Porém uma grande e positiva mensagem sobre valores é construída ao longo por Billy, Freedy, seus outros irmãos adotados e seus pais adotivos: a de que nem sempre a composição de uma família é dada pela biologia. Muitas das vezes ela é feita através de laços criados com quem está adotando ou com quem está realmente mais próximo de você. E há uma rica mensagem sobre a importância da adoção, do acolhimento de quem não tem um lar. A diversidade das crianças adotadas pelo casal do longa também reforça temas como não olhar para cor, raça, peso ou até mesmo se tem alguma deficiência – como no caso de Freedy. A heterogeneidade das crianças e dos mais jovens trabalha amplamente com a representatividade das mesmas e corrobora para o ‘amar o próximo sem reservas’ ou conceitos pré-determinados. Isso é exclusivo em um filme de heróis e é deveras belíssimo de se ver. ;)
 O excelente roteiro escrito por Henry Gayden e Darren Lemke revalida minhas afirmações acima de uma trama extremamente cativante do início ao fim e testifica minha escrita relacionada ao tom do filme e a ótima impressão que ele carrega quando do seu final. Uma enxurrada de easter-eggs dos personagens da Liga da Justiça e algumas outras ótimas surpresas só contribuem para enriquecer o universo do personagem e sua história. O visual de Shazam e efeitos visuais/especiais tem extrema eficácia mesmo a um custo de produção não tão alto quanto outros filmes da DC (o mesmo custou cem milhões de dólares, porém isso ao meu ver não diminuiu nem um pouco a qualidade do filme como um todo. Até porque esse valor é relativamente alto se comparado a outros filmes ou até mesmo animações).

Shazam (Zachary Levi) e Dr. Silvana (Mark Strong)
 O 3D não agrega tanto, porém existem alguns efeitos aqui e ali que ainda conseguem se sobressair e dão certo ‘charme’ ao longa, por assim dizer. Não é plenamente satisfatório, mas embeleza um pouco mais a película. Se não se incomodar com as moedas a mais, acho que ainda assim vale a experiência. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Shazam” é o pleno apelo da criança que sonhou em ser um dia super-herói. É a mais clara e autêntica aventura adolescente carregada de muitíssimo bom humor e tiradas impagáveis. É o sopro mais leve do que se pode esperar de um filme do gênero em um personagem que simplesmente está super empolgado com a transição. Sem dilemas ou dramas profundos sobre o que é ser ou se tornar um herói. E carregado de uma deliciosa mensagem sobre valores de família com atores muito cativantes. É essa toda a mensagem que o filme nos passa de forma pura e valiosa. Vale demais o ingresso!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Filmes

DUMBO (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)


Cartaz nacional fofíssimo! ^^
 Releitura de clássico da Disney conta com trama simples, ótimos efeitos, mas não surpreende como deveria. Vamos a análise! ^^
 A empresa do Mickey está atualizando seus eternos clássicos de forma memorável de algum tempo pra cá e usando as novas tecnologias para dar vida aos seus eternos personagens. E dessa vez foi o ‘elefante voador’ o escolhido para viver uma aventura sem precedentes e com os recursos de hoje que recriam com muita fidelidade e muito realismo os mesmos, renovando seu visual e recontando sua história para uma nova geração.
 Tim Burton, conhecido por seus filmes de lado meio sombrio/gótico, é convidado para participar deste e a sensação clara de que está impresso em tela sua personalidade como artista/diretor é bem notória: tons escuros entrelaçados a um colorido vivo, embebido com um ar melancólico e porque não dizer, triste até. Os momentos iniciais do live-action são meio que de ‘cortar o coração’, por assim dizer, inserindo todo o conceito artístico visto em sua trajetória. O fato também de Dumbo não falar e ser tratado no longa como um ‘animal de verdade’ aprofunda ainda mais seu estilo e visão cinematográfica. E não que eu ache isso ruim. Porém é aí que destaco um certo tom ‘sombrio’ no longa que de alguma maneira, se distancia levemente do público infantil – mesmo este sendo um filme acertadamente para crianças, pois o roteiro confere e corrobora com essa verdade. É um contraste que somente Burton consegue fazer. A magia do circo, como a trama se propõe, com um certa aura de solidão. É interessante sua visão de mundo e sua forma de trabalhar um filme. ^^

Os detalhes de Dumbo são impressionantes! ;)
 Michaell Keaton e Danny DeVito retornam como parceria juntamente com Burton – que já tiveram oportunidade de o fazer muitos anos atrás, em ‘Batman – o retorno’ (1989). Há tempos que deVito está longe dos holofotes da ‘tela grande’ (não me lembro de outro filme recente que tenha feito de destaque), porém nesse ele é o protagonista, sendo o dono de um circo conceituado na cidade, mas que estava enfrentando alguns problemas e é aí que entra o personagem de Keaton oferecendo fama e dinheiro devido ao fato de Dumbo se manifestar como uma atração exótica. Eva Green e Collin Farrel complementam o time de protagonistas com personagens também interessantes. Farrel é um soldado vindo do pós guerra que perde um braço em combate e tem de lidar com seus filhos sem mãe, vítima de uma enfermidade. Green é a principal artista do complexo de entretenimento do personagem de Keaton, porém vive algumas questões delicadas junto ao empresário. A proposta envolvendo a trama com os personagens é bem direta ao ponto, sem muitas reviravoltas e seguindo uma linearidade que pode não ser bem vista por alguns adultos, mas que será certeira para as crianças. O longa não se perde em nenhum momento, não há ‘quebra’ nas sequências nem cortes grosseiros. Tudo flui bem esteticamente em uma história sequencialmente bem contada. Só não apresenta nenhuma surpresa mirabolante, por assim dizer. Mas funciona como um todo. ^^

Danny DeVito é destaque como protagonista da trama. ^^
 Uma outra abordagem interessante diz respeito a questões envolvendo ganância e animais em cativeiro. Na primeira, há uma clara denotação do quanto muitas das vezes, poder, fama e dinheiro podem subir a cabeça e causar autodestruição de si mesmo dentro de um contexto impregnado de interesses obscuros. E isso é bem inserido em um dos personagens do longa. Na segunda questão, há uma interessante e compreensiva mensagem sobre o quanto devemos entender que a liberdade, o respeito as diferenças e a reciprocidade/amizade devem se valer mesmo quando não compreendemos o outro como um todo. A Disney sempre tem em seus filmes mensagens bem colocadas para toda família, e nesse não é diferente. ‘Dumbo’ é uma denotação de ‘dumb’ em inglês que significa ‘estúpido, idiota’. Só por aí já se pode entender essa relação do personagem protagonista em meio as suas diferenças em relação aos outros elefantes. E essa menção de respeito e liberdade pode ser vista ao longo com muita clareza e no final do filme também. Ótimo incentivo as crianças posicionar o cuidado com os animais e o respeito ao coletivo como um todo. ^^
 O visual do filme impressiona na riqueza de detalhes. Não pude perceber se todos os animais eram CGI ou não – certamente boa parte deles são –, porém indubitavelmente Dumbo era e a qualidade é de arrepiar! Sua nuances e particularidades características dos elefantes estão lá com nítido esmero. Impossível não achar ele fofo! O nível de realismo nos efeitos é sempre um ponto que a Disney se esforça muito para oferecer o melhor em tecnologia moderna. E o resultado é sempre bem satisfatório. ^^
 O 3D agrega pouco no filme. Tem alguns raros momentos que o efeito efetivamente funciona, porém, via de regra, não se vê muita coisa relacionada ao uso da tecnologia. Esperava mais dessa vez e fica a cargo de você, querido leitor, a escolha por essa opção ou não. :)
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Uma releitura sofisticada de um clássico sob um novo olhar e perspectiva. Talvez seja essa a melhor definição desse remake de “Dumbo”. Um filme sem grandes surpresas, mas que entrega entretenimento e uma mensagem muito positiva para as crianças. Certamente os pequenos serão agraciados com uma bonita história sobre respeito as diferenças. E é por isso que recomendo muito levarem os menores ao cinema. Vale o ingresso! ^^

sexta-feira, 29 de março de 2019

Reflexão bíblica

 "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim" Lamentações de Jeremias 3.22
 Deus é bom. Já havia dito o próprio Jesus nas Escrituras: 'Porque me chamas bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus'. Visto que no momento em que a nação de Judá havia caído em meio ao império babilônico por sua contínua inconsistência na presença de Deus, o Próprio permite que a mesma seja alvo de juízo em meio aos seus graves erros cometidos ao longo dessa parte de sua história. E após esse incidente de tamanhas proporções, Jeremias levanta uma grande lamentação, choro e tristeza pelo povo que não o havia dado ouvidos. Daí surge esse que talvez seja um dos textos mais conhecidos de seu ministério. O profeta abre seu coração ao declarar que por causa da misericórdia, o povo de Judá não haveria de ser completamente exterminado pelo Pai. Ei querido, aplicando esse mesmo texto em nossas vidas, Deus por muitas vezes nos poupou de muitas coisas e nos guardou justamente porque 'suas misericórdias não tem fim'. Como cristãos e servos do Senhor, devemos entender que nossos atos estão todos sob julgamento do Pai. E como não-cristãos o que rege vossas vidas são as intercessões feitas por outrem e a mão misericordiosa do Senhor, pois saindo a mão dEle, entra Seu juízo. Somos errantes nessa Terra, e como servos não devemos nos conformar com nossos erros, mas buscar melhorar a cada dia. Julgou? Não julgue mais, ore. Difamou? Não difame mais, tu não conhece a história do difamado por você. Errou pelo seu próprio corpo? Peça a Deus perdão e se levante. Mas nunca, nunca deixe o seu erro se enraizar em você, pois foi exatamente por isso, por cauterizar a mente e perder a sensibilidade do Espírito Santo, que Judá caiu. Seja pleno e sincero com Deus, viva uma vida de honestidade para com Ele, porque Ele é 'misericordioso e justo para perdoar'. Medite nessa passagem, reflita e seja abençoado em nome de Jesus!

terça-feira, 26 de março de 2019

Filmes

NÓS (Avaliação 4/5 - Muito bom!)


Cartaz com mensagem bem enigmática! ^^
 Novo longa do mesmo diretor de “Corra” cria um thriller de suspense com horror enigmático e, ao mesmo tempo, crítico e simbólico. Vamos a análise! ^^
 Valendo-se talvez da clássica ideia da dualidade humana – em que temos inclinações para o bem e para o mal –, a proposta do diretor Jordan Pelee nos mostra uma família que, como em sua maioria, sai para curtir férias em sua casa de praia e de repente se depara com algo inesperado: versões macabras de si mesmos para atormentá-los. Mas, e se o mistério por dentro disso for ainda mais profundo? É com essa premissa que o longa se desenrola e produz no espectador a sensação clara de que há versões de nós mesmos que não conhecemos.
 Ainda falando do roteiro, a percepção do diretor em ‘criar uma versão do mal’ de si mesmo, ao meu ver, representa essa luta de instintos que temos dentro de nós. Só que separadas por corpos de uma mesma pessoa. E a questão que fica no ar o filme inteiro – que tem um final bem surpreendente – é: quem será que vence essa batalha interior? 


Winston Duke: comicidade em meio a tensão! ;)
 Existem vários pontos de crítica social embutidos nessa trama, como as diferenças de contexto social – a família ‘branca’ sempre possui mais recursos – e uma assertiva crítica sobre a segregação racial que existe, não só nos EUA, como em toda parte do mundo (visto como, por exemplo, os habitantes da cidade de Beira, em Moçambique, estão completamente desolados após forte ciclone ter passado por aquele local e a forma com que as autoridades internacionais lidam com aquela comunidade. Em países predominantemente ‘brancos’, financeiramente saudáveis e com interesses políticos, o tratamento é diferente. Embora uma coisa não tenha ligação direta com a outra, pois o filme foi feito muito antes do ocorrido, elas acabam se completando pelo contexto do filme). Além de tudo isso, uma intrigante passagem bíblica mostrada durante todo o filme produz um clima apocalíptico interessante, uma vez que o texto fala sobre um mal que seria impossível de escapar. Essa complexa ideia de que ‘somos maus e responsáveis pela nossa própria destruição’, representados nos ‘clones ruins’, digamos assim, de nós mesmos, mexe de certa forma com o imaginário humano e produz realmente a ideia crítica que sim, nosso ‘eu interior’ maligno e corrompido tem sido responsável por todos os danos causados a própria humanidade e que em algum momento, vamos pagar pelos erros cometidos. É uma proposta bem rica de conteúdo e debate produzida por esse diretor/roteirista. ^^
 Lupita Niong’o e Winston Duke formam um par que funciona muito bem e percebe-se uma certa afinidade, pelo fato de serem amigos na vida real, dentro da conjuntura da trama. Enquanto a sua personagem tem um passado complexo e um psicológico abalado, ele por sua vez é alegre e acaba se tornando o alívio cômico da película. E essa dose de tensão e comicidade trabalha paralelamente com toda a história e, embora não tenham muitos ‘jump scare’, tudo flui bem dentro do contexto narrativo, onde cada detalhe, por menor que seja, tem relevância ímpar no todo. Eu mesmo queria ver de novo para atentar a alguns detalhes ‘perdidos’ e quem sabe abrir algum outro viés interpretativo . ^^

Lupita e as crianças Evan Alex e Shahadi Wright Joseph ^^

 A trilha sonora deste tem meu destaque uma vez que consegue ambientar todo o clima de inquietude e aflição que o longa oferece. E mesmo nos momentos descontraídos contextualiza os personagens e cria algumas ‘camadas’ a mais nos mesmos, identificando também o lado social de cada um deles. O que é formidável quando a trilha sonora acompanha tanto a trama quanto seus personagens, influenciando na personalidade dos mesmos. Muito bom! ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Com um final intrigante e amplamente aberto a questionamentos, “Nós” é uma ruptura do convencional do gênero e abre um belo debate sobre quem nós realmente somos, sobre nossos conceitos e sobre a humanidade num contexto geral. Uma obra instigante, altamente filosófica e que certamente vale seu ingresso e sua ida ao cinema. Tem grandes chances de aparecer em alguma categoria do Oscar ano que vem pela sua complexidade e sonoridade. Boa diversão! ;)

segunda-feira, 18 de março de 2019

Reflexão bíblica

 "Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce" Salmos 103.15
 Amados, nossos dias aqui nessa terra são contados. Não queiramos nós presumir que seremos seres eternos vivendo neste corpo carnal. Nossa vida é sim, um leve sopro. Eu mesmo, este que vos escreve, lembro-me da minha infância simples e como uma leve brisa que soprou, estou quase chegando aos 40 anos. E o que quero expor com isso? Na verdade, quero te fazer uma outra pergunta: O que tens feito com a sua vida? O propósito dela é somente servir a essa mera existência pra depois morrer? Viver para você, é criar certas superstições vãs e se fiar nelas para obter algum proveito ou sucesso por aqui? É viver de aparências para tola aprovação dos outros? Meu amado, nós nem sabemos quanto tempo temos ou quanto tempo nos resta nesta vida. O que ajuntamos aqui, o que conquistamos aqui, ficará aqui. Decerto que quero que entenda que não estou dizendo que não podemos buscar viver bem por aqui. Não é esse o meu ponto. A questão é depois que partirmos, o que tens preparado para o porvir? No versículo 16 desse mesmo Salmo em apreço, diz 'passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido'. Percebe que a dura realidade após essa vida é passar por ela e não ser mais conhecido? Ei querido, existe um lugar em que a vida transpassa os limites do impossível. E esse lugar se chama Cristo Jesus. Ele sabe que somos um leve sopro por aqui. Ele viveu isso. E é por isso que Ele é o melhor lugar para se estar. Porque mesmo que este corpo terreno se desfaça, mesmo que não sejas mais lembrado, estando nEle, Ele te acolherá e nunca se esquecerá de ti. Procure um lugar onde possa encontrá-lO e sentir esse abrigo maravilhoso que é Cristo. Ele estabelecerá contigo uma aliança que jamais será quebrada - a não ser que você queira quebrar. Entregue todo seu coração, alma e viver para Ele. Pois, além de encontrar descanso para sua alma, acharás também algo ainda mais precioso que nunca e nem com nenhum recurso financeiro poderás achar por aqui. Pense nisso, medite nessa Palavra e seja abençoado em nome de Jesus!

quarta-feira, 13 de março de 2019

Filmes

CAPITÃ MARVEL (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Poster nacional lindíssimo! ^^
 Em mais uma trama bem conectada com os demais filmes do universo Marvel, filme solo da nova heroína convence, diverte e define novos rumos. Vamos a análise! ^^
 O universo cinematográfico da Marvel está aí e ninguém pode mais negar esse fato. Filmes entrelaçados como nos arcos dos quadrinhos conectam personagens a histórias de forma abrangente e abundante. E a personagem da vez tem por nome ‘Carol Denvers’. Apresentada sob a alcunha de ‘Capitã Marvel’ e como sendo a heroína mais poderosa desse universo, ela começa a traçar os futuros novos rumos da nova fase dos filmes que estão por vir. Isso porque, apesar de sua história de origem se passar na década de 90 do século passado – cheio de referências daquela época, por sinal –, ela terá fundamental papel na linha do tempo do UCM.


O excelente Nick Fury de Samuel L. Jackson :)
 Sua fórmula simples em contar mais uma vez a ‘jornada do herói’ – só que dessa vez construindo sua personalidade através de flashbacks – faz com que a personagem encontre seu caminho de forma leve e bem roteirizada. Carol Denvers é uma menina que vai levando seus ‘tombos’, mas está sempre pronta a se reerguer, aprender com a vida e buscar novas tentativas para conquistar seu espaço no mundo. E o que considero mais interessante é o fato de que o longa fala da mulher forte sem precisar ser feminista. Desenvolve certo senso de empoderamento sem ser descarado. Cria o universo da heroína e toda sua força sem tornar tudo muito forçado. Assim como em ‘Pantera Negra’, a casa de Stan Lee (in memorian) mais uma vez usa das temáticas atuais de maneira sutil e sem produzir alarde. Apenas tratando de mostrar fragilidade e força em balanças justas, mostrando o lado feminino da mulher, e não o feminista. Agrega – e muito – sem histerias. Show! ^^
 A parceria Brie Larson/ Samuel L. Jackson parece que soa como algo natural. O roteiro lida com a junção dos dois personagens de realidades bem diferentes com uma naturalidade que pode ser vista claramente em cena pelos dois atores. Com uma química praticamente genuína, a experiência de Jackson juntamente com o ar encantador de Larson produzem ótimas cenas ao longo. Um complementa a construção do outro. Muito notável essa parceria. ;)
 Jude Law, que interpreta ‘Yon-Rogg’ tem papel fundamental na história mas seu personagem poderia ser mais explorado. Não compromete a execução do roteiro, não se perde em nenhum momento nos atos, mas conhecer mais sobre ele e seu passado seria bem interessante. Lashana Lynch, que vive a amiga da Carol, ‘Maria Rambeau’ também cria boa conexão com a protagonista e tem participação muito efetiva na trama, construindo as pontes que ligam toda a trajetória terrena da protagonista. Annette Bening vive a versão feminina do ‘Mar-Vell’ dos quadrinhos, tendo relevante participação também e boa apresentação dentro do que propunha o contexto de sua personagem. Muito bom! ^^

A heroína mais OP (overpower) da Marvel rsrs
 Não posso deixa também de elogiar, além do roteiro amarradinho, a edição do longa. O filme é tão bem trabalhado na edição que tanto entrelaça a história quanto liga os pontos fundamentais de forma coerente e sem deixar lacunas, ou seja, espaços temporais ou cortes sem sentido. E ainda conecta outras tramas secundárias, como o envolvimento do ‘Tesseract’ (que contém a Joia do Espaço) e a subtrama que envolve Nick Fury, Agente Coulson e toda essa questão dos primórdios da ‘Shield’. Fantástico!
 Acredito que, nessa evolução crescente em nível dos filmes com selo ‘Marvel’, falar dos efeitos especiais e da qualidade visual do filme chega a ser ‘mais do mesmo’. O destaque talvez ficaria por conta dos ‘Skruls’, seres transmorfos que podem reproduzir qualquer pessoa que olharem. Tanto a caracterização quanto os efeitos estão muito legais. As coreografias de luta e as efetivas cenas de ação estão em um ótimo padrão e até soaria estranho se não estivesse. Creio que estão em um patamar bastante sólido nesse quesito há bastante tempo inclusive. ^^
 A projeção 3D é legal, tem certa profundidade, mas não encanta tanto dessa vez. O uso da tecnologia poderia ter sido melhor empregado. Até pela quantidade de cenas fora da Terra, os efeitos poderiam ser mais bacanas ao meu ver. O efeito sempre agrega bastante, mas deixo a seu cargo, querido leitor, a escolha dessa vez.
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! Abordando questões atuais com sutileza, “Capitã Marvel” traz a doce atriz Brie Larson no papel de uma das peças-chave da futura ‘Fase 4’ da Marvel nos cinemas. Um longa extremamente bem cadenciado, com efeitos incríveis e um elenco visivelmente bem entrosado. Mais um grande acerto do estúdio que se torna relevante e divertida sua ida aos cinemas. Vale muito o ingresso! ;D

sábado, 9 de março de 2019

Reflexão bíblica

 "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados" Mateus 5.4
 As bem-aventuranças do sermão da montanha que Cristo narrou revelam um profundo cuidado com as nossas vidas e emoções. Jesus nos deixou alguns dos ensinamentos mais louváveis que poderíamos ter em vida. E um desses se refere as nossas lágrimas. Irmãos, lágrima de servo de Deus não cai no chão. É levada até o Trono de Glória do Pai como cheiro suave as Suas narinas e Ele as recebe com muito amor. Chorar não é algo que nos faz inferiores. Não é algo que nos faz menos que os outros. Na verdade, é a expressão física exposta dos sentimentos mais profundos enraizados dentro de nós. Portanto meus queridos, se tiver que chorar, se derramar na presença do Senhor, faça. Lágrimas expelidas limpam a alma ferida e produzem um alívio que só quem já o fez sabe. Não guarde nada em seu coração. Clame a Deus para retirar tudo o que fica dentro de você que te sufoca, pois segundo o texto em apreço, você será consolado. Há consolo, abrigo e paz naqueles que não endurecem seu coração pra Deus. A máxima 'homem não chora' não deveria e nem deve se aplicar aos santos do Senhor. Então porque Ele te deu glândulas lacrimais? E porque Jesus diria isso em Seu sermão? Até o Próprio Cristo chorou. O que não devemos é chorar em vão, a toa. Mas quando a necessidade pedir, não crie barreiras. Estudos comprovam que guardar 'entulhos' dentro de você causam doenças. E doenças graves. Portanto, esteja aberto pra receber de Deus o consolo e a paz que só Ele pode proporcionar. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Quando eu chorar - Bruna Karla". Medite nessa Palavra e seja abençoado por essa lindíssima canção em nome de Jesus!



terça-feira, 5 de março de 2019

Filmes

SAI DE BAIXO - O FILME (Avaliação 3/5 - Bom!)

Cartaz cômico no estilo do seriado! rs

 Sitcom de maior sucesso dos anos 90/2000 retorna em uma película inédita e divertida bem ao estilo do seu homônimo programa. Vamos a análise! ^^

 Quem está na casa dos seus 30/40 anos certamente vai se lembrar do ‘Sai de baixo’ nos fins de noite da Rede Globo. Dono de um humor impagável, irreverente e muito autêntico para época, tornou-se um grande sucesso de crítica e público e alavancou mais de 6 anos na programação global com diversos episódios extremamente engraçados e, ao mesmo tempo, críticos. Nomes como Tom Cavalcante, Miguel Falabella, Marisa Orth, Araci Balabanian e Claudia Gimenez compunham o elenco principal e só por aí já dá pra se ter uma ideia do que esperar. Como ele era gravado em um teatro na cidade de São Paulo (Teatro Procópio Ferreira-S.P.), muitos improvisos e piadas soltas fora do roteiro acabavam entrando na grade do programa editado para a TV. E era isso que fazia de ‘Sai de baixo’ tão cômico e duradouro. Em recentes entrevistas do elenco principal, falou-se que muito do que era visto nas esquetes era marca do improviso mesmo, pois os textos do roteiro não eram lá essas coisas e em muitos casos, optavam pelo que tornou-se a marca registrada do programa dominical.

Magda (Marisa Orth) e suas peripécias insanas rsrs
 Pois bem, 17 anos se passaram e o reconhecido sitcom nunca havia saído das mídias televisivas ou teatrais. Quando a ideia na verdade (re)surgiu ficou a cargo de Miguel Falabella escrever o roteiro para esse novo projeto. E em diversos momentos a característica mais marcante do seriado pode ser vista nas telas. Isso porque em recentes comentários do ator/roteirista ele afirmou ter tornado por muitas vezes irrelevante o que ele mesmo escreveu, visto as dificuldades por exemplo da atriz Araci Balabanian de atuar, por conta da sua longeva idade. E tornar o filme em uma grande ‘esquete’ improvisada acabou deixando-o mais ‘solto’ por assim dizer, com liberdade para os atores criarem alguns momentos bem hilariantes. Logicamente a ‘fuga’ do roteiro não foi na sua totalidade, mas pode ser vista ao longo com clareza – e algumas gargalhadas – inclusive ‘quebrando a quarta parede’ em alguns momentos. Bem caracterizado. Gostei do que vi em tela. ;)
 Quase todo o elenco original está no longa. A exceção de Claudia Gimenez – que vivia a empregada Edileuza – e Márcia Cabrita (in memorian) – que interpretava Neide Aparecida, todos os originais aparecem. A novidade fica por conta de Cacau Protásio (Cibalena), Rafael Canedo (Caquinho), Lucio Mauro Filho (Banqueta/Angelina), e Katiuscia Canoro (Sunday). Todos bons em seus trabalhos, porém acho que o maior destaque vai para Lúcio Mauro Filho – do elenco novo – devido sua ótima caracterização de ambos os personagens que interpretou. Muito legal e bem convincente. Já Cacau Protásio não foi tão bem aproveitada ao meu ver como deveria e lhe faltou alguns traços mais fortes do seu tipo de comédia. Podiam ter dado uma liberdade maior de improviso a ela também. 


Parte do elenco. Ribamar (Tom Cavalcante) continua impagável! rsrs

 Em alguns momentos, o filme oscila um pouco, ‘desacelera’ em sua narrativa e gera alguns altos e baixos na sua estrutura cômica. Já disse isso aqui em minhas análises algumas vezes: cada um tem sua percepção diferenciada do riso. O que pode ser engraçado para mim, pode não ser para outros. Então o que deixo claro aqui são os meus parâmetros. E ao meu ver ele tem seus momentos fortes e outros nem tanto – alguns até mesmo meio forçados ao meu ver. Mas dei sim altas gargalhadas no cinema. (rsrs)
 A desconjuntada Magda (Marisa Orth), o famigerado Caco Antibes (Miguel Falabella) e o porteiro Ribamar (Tom Cavalcante) dão o tom da comédia com seus ótimos personagens originalmente criados para a série. Além do aspecto da comédia, são uma dura crítica a uma sociedade de valores invertidos, onde estereótipos – como os da Magda – são criados pela mídia, pessoas sem nenhum escrúpulo – como o caso de Caco – estão por aí ‘se criando’ em meio a uma sociedade isenta da valores. Trocando o ‘nobre e honesto’ pelo que é apelativo e sujo, por vezes. Já naquela época se propunha uma ideia bem pontuada sobre o assunto. E mesmo que hoje muitos reclamem desses tipos de personagens por conta do tal ‘politicamente correto’, eles estão aí e são uma ode a essa nossa sociedade sem parâmetros ou preceitos (estou logicamente falando àqueles que se encaixam em tais condições obviamente). 
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! “Sai de baixo – o filme” é um ‘revival’, ainda que bem tardio, do bem aceito programa de outrora. Apesar das poucas inovações, cumpre muito bem seu papel de relembrar esses queridos personagens que tem grande marca na mente de muitos até hoje e foram responsáveis por grandes momentos cômicos na TV e no teatro onde era filmado o mesmo. Uma nostalgia que vale muito a pena ser revista e revisitada. Vale o ingresso! ^^

sexta-feira, 1 de março de 2019

Reflexão bíblica

 "Por isso, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade" Hebreus 12.28
 Irmãos amados, temos todos em mãos uma torre forte que jamais pode ser destruída. O Reino do Céus é real e é comandado pelo nosso Senhor Jesus. Ao efetuar o brado 'é me dado todo o poder no céu e na terra', Cristo tomou posse de uma nação celeste que jamais será abalada, como diz o texto em apreço. Mas para que tenhamos acesso a ela de forma abrangente, alguns requisitos relatados nesse mesmo texto são altamente necessários para nosso consentimento. O primeiro deles é reter a graça do Pai. Essa graça é derramada sobre nós pelo Espírito Santo pelo amor do Filho por nós. É o favor de Deus que não merecemos. Mas para que seja recebida em nossas vidas, devemos, como diz o texto, agradar nosso Senhor. E é aí que topicalizamos os meios essenciais para que consigamos agradá-lO. Primeiro, a reverência, como diz o dicionário, é 'um respeito profundo a alguém ou algo que se considera sagrado'. Como anda nosso temor a Deus? Reverenciá-lO é, acima de tudo, praticar a Palavra que Ele mesmo nos deixou. Se não conseguimos fazer isso, se não conseguimos olhar pros nossos irmãos e ver Cristo neles, não temos nenhuma reverência a Deus. Segundo, piedade, que é, segundo o mesmo dicionário, 'virtude que permite render a Deus o culto que lhe é devido' ou ainda 'compaixão pelo sofrimento alheio'. Temos prestado nosso culto a Deus de forma racional com sabedoria e temor? Ou só chegamos na igreja para 'bater o ponto' em meio a rituais e tradições que tem assolado os nossos templos nos dias atuais? E nossa compaixão e respeito pelos irmãos, temos cumprido ou vivemos daquilo que é aparente? Ei querido, essas são questões muito pertinentes nos nossos dias. Em tempos de esfriamento espiritual e amor se esfriando, cabe a você e eu nos posicionarmos para não nos tornarmos 'parte do sistema'. Pois o que mais move o coração de Deus é sua sincera devoção e seu amor por Ele e não seu tempo de igreja ou sua religiosidade. Pense nisso, medite e que Deus te abençoe em nome de Jesus!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Reflexão bíblica

 "Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença" Romanos 3.22
 Deus é tudo em todos. Provavelmente você já deve ter ouvido essa máxima em algum lugar. Mas para que verdadeiramente a mão justa do Senhor pudesse se manifestar sobre tudo e todos nessa Terra, Ele teve de enviar seu Filho Unigênito para que ao olhar para Cristo pudéssemos ver a justiça do Pai sobre os homens. Jesus é a resposta para todos os questionamentos que o homem faz sobre nosso Senhor. Deus O enviou para que 'todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna'. O Filho é a demonstração mais verdadeira de que só há conforto e salvação nEle. A fé é o 'combustível' que mostra o quanto eu e você cremos no que Ele fez por nós. Ei querido, a justiça de Deus foi manifesta em Jesus. Aquele que O segue e crê nEle, tens em mãos as mais poderosas dádivas que um homem pode receber: amor, carinho, paz, segurança. Porém, de mesmo modo, assim como Cristo é justiça para os que creem, Ele também é justiça para os que não creem também, pois como diz o texto em apreço, 'não há diferença' de raça, de cor, etnia, sexo ou qualquer outra questão humana cabível. O Pai nos olha através do Filho e para Ele, existem os que creem e os que não creem. Portanto amado, escolha o lado do crer. Pois o que define eu e você pra Deus não é tudo o que fazemos para Ele, e sim em que alicerce estamos edificados. Em outras palavras, Ele não te olha pelas obras, embora seja importantíssimo fazer. Ele te olha por quem você é interiormente, porquanto a 'salvação é pela graça, por meio da fé; não pelas obras, para que ninguém se glorie nelas'. Medite nessa Palavra, não pense que faz-se a obra por 'barganha' do Céu, pois muitos se enganam e se enveredam por esse caminho. Pense em fazer tudo por amor ao nosso Senhor e certamente Ele se agradará mais de ti. Que Deus te abençoe em nome de Jesus!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Filmes

UMA AVENTURA LEGO 2 (Avaliação 4/5 - Muito Bom!)

Poster nacional bacana! ^^

 Com uma dinâmica tão divertida quanto a do primeiro filme, a sequência de “Uma Aventura Lego” é o filme infantil que todo adulto precisa ver. Vamos a análise! ;)
 ‘Lego’ é talvez uma das marcas de brinquedos das mais famosas do mundo atual. Sua interatividade criativa faz desse um grande negócio na mão de quem sabe usar – e até de quem não sabe usar também (rsrs). Ver nesse público um nicho para transformar toda essa criatividade em um filme é deveras uma ‘aventura’ mesmo. Porém quando você consegue aliar esse fenômeno a um roteiro absurdamente assertivo, hilariante e lotado de insanas referências, se obtém literalmente uma ‘mina de ouro’ em suas mãos. E foi isso que a Warner fez. Capitalizar o que já era bom e transformar em algo ainda melhor, só que agora em outro tipo de mídia. E o resultado final é realmente fabuloso! ;)
 O roteiro tipifica situações do cotidiano – nesse primeiro caso as crianças protagonistas brincando de ‘Lego’ – com uma junção quase que instantânea dos brinquedos tecendo críticas sobre mundo a nossa volta e também reverenciando tudo o que a cultura pop hoje nos traz em termos gerais. É uma verdadeira aula de como transformar a brincadeira em algo crítico e ao mesmo tempo singelo. E a trama consegue passear por essas questões tão brilhantemente que chama atenção dos adultos para o conteúdo satírico embasado na cultura pop ao mesmo tempo que diverte os pequenos com a singeleza dos bonequinhos em movimento. Show! ^^


O protagonista Emmet dublado no original por Chris Pratt ^^

 Uma das personagens, a ‘vilã’ ‘Rainha tudo o que você quiser ser’ é uma clara referência aos estereótipos criados em meio a uma sociedade cheia de ‘regras’. Quem disse que ‘Lego’ precisa ser bem feito para ser apreciado? A premissa não só coloca em ‘xeque’ o brinquedo em si como faz alusão aos padrões que mundo impõe nas pessoas em geral. A sociedade tende a reprimir o ‘diferente’, o que foge ‘desse ou daquele tipo de padrão’ que foi criado. Respeitar as diferenças é o que nos faz ser realmente únicos. E essa ideia é bem fundamentada no longa a partir do momento em que se observa o menino criando um ‘universo coeso’ e a menina criando coisas completamente ‘nonsense’ com seus bloquinhos. Isso também fica bem claro com o protagonista ‘Lego’ Emmet. Ele é totalmente fora dos padrões daquele mundo ‘pós apocalíptico’ inventado pelo jovem humano do longa, demonstrando que sim, podemos ter diferenças vivendo e convivendo num mesmo ecossistema. E eu achei isso genial da parte dos roteiristas. Usar o brinquedo como ‘pano de fundo’ para uma crítica construtiva e produtiva sobre a alienação humana e sobre como isso afeta nosso convívio social é simplesmente fantástico! ;)
 Há também um outro personagem – que não direi o nome pois posso dar ‘spoilers’ aqui – que cria certo rancor por ser ‘abandonado’ quando sem querer ele é arremessado para debaixo da máquina de lavar e fica lá por tempos. Isso cria nele um sentimento de pesar por ter sido deixado lá de lado, ao mesmo tempo que metaforicamente narra o que acontece conosco quando somos desprezados e/ou deixados de lado. O ser humano costuma perder o otimismo pela vida e desaprende em certo sentido a lidar com as relações humanas. E gente, como isso é brilhante na forma de conduzir o texto dentro da temática ‘Lego’. Dentro de todos esses contextos é que digo o quanto o roteiro é fino e singelo para as crianças porém complexo e relativo ao público mais velho. É absolutamente genial! (E por isso o meu gosto tamanho por apreciar essa franquia de filmes ^^)
 O teor das referências é outro ponto absurdamente forte no longa. Existe uma ideia global em mencionar tanto coisas dos anos 80/90 do século passado, satirizando-as com muita comicidade – inclusive caçoando do fato de serem ‘velhas’ (quem ver vai entender o que digo) quanto do contexto pop/geek atual, por vezes até ridicularizando certos conceitos e criticando a exposição exaustiva da indústria em querer vender um produto. A ‘música que gruda’, conforme aparece na película, faz uma excelente alusão a esse processo por vezes incansável em massificar certas marcas até enjoar para o público. E essa massificação gera alienação, que gera falta de percepção da realidade. Muito bom isso também! ;)


Lucy (Elisabeth Banks) e Batman (Will Arnet): divertidos! ^^

 A exposição dos bonequinhos ao ambiente a sua volta – nesse caso em específico o quarto das crianças – produz momentos hilariantes, parodiando termos comuns do nosso cotidiano. Num dos exemplos que posso citar, quando os amigos de Emmet são ‘raptados’, eles são levados através do ‘portal escadar’ (rsrsrs), numa alusão a terem sido tirados do quarto do menino pela escada que conduz aos outros cômodos. Sem falar no ‘plot twist’ (reviravolta geralmente inesperada) no fim do segundo ato. O formato da piada gerada nesta cena em específico me fez gargalhar muito alto, pois a indústria adora fazer aquele tipo de coisa, o famoso ‘gancho’ pro filme seguinte. E a forma com que isso é satirizado é também sensacional. ;)
 O 3D dessa vez deixa um pouco a desejar quando se fala em animação. Peca na falta de efeitos pertinentes e de um maior esforço em usar o recurso. Uma pena. Geralmente esse tipo de trabalho usa muito bem a tecnologia, mas falhou feio nesse. A questão fica estritamente opcional dessa vez, querido leitor. :)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Mantendo firme a essência do primeiro longa, “Uma aventura lego 2” dispõe tanto do carisma de seus personagens quanto da perspicácia dos seus roteiristas em transformar o brinquedo em uma forma de crítica não palatável para as crianças – que vão se deliciar em ver o ‘Lego’ em movimento –, mas endossada para um publico mais velho. Ao meu ver, tem o conteúdo certo para agradar a todos sem exceção. Vale muito o ingresso! ;D

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Reflexão bíblica

 "Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de Ti, que opera a favor daquele que por Ele espera" Isaías 64.4
 Deus não muda. Você já deve ter ouvido muitas vezes em muitas pregações falarem isso. Porém é uma premissa categoricamente verdadeira. O Pai está sempre por perto daqueles que precisam dEle e do Seu auxílio. E o texto em apreço vai destacar o infinito amor e compaixão do nosso Senhor, dizendo que nunca antes se viu nem ouvir falar de Deus assim. O texto em apreço ainda vai afirmar que não existe outro Deus imutável que não vá socorrer aquele que O chama. Ei querido, Deus muitas das vezes só está aguardando um chamado seu para agir e operar algo em seu favor. Não duvide do que o Pai é capaz de fazer. Ele opera sinais, maravilhas e milagres a todo aquele que nEle crê e espera. Não se iluda com outros deuses que cobram 'favores' para te ajudar. Nosso Deus não cobra esse 'pedágio' e nem exige sacrifícios pessoais e penosos do seu corpo, pois Ele foi o maior sacrifício e pagou o maior preço pela sua vida lá na Cruz do Calvário. Ele só quer que você O clame, pois como diz um outro texto, 'se creres, verás a glória de Deus'. Pense nisso. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "O sonho não morreu - Flordelis". Medite nessa mensagem, ouça essa canção lindíssima e seja abençoado em nome de Jesus!