quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Filmes

VELOZES E FURIOSOS: HOBBS & SHAW (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Poster maneiro! ;)


 Com boa dinâmica e personagens já bem queridos do público, derivado da famosa franquia acerta em cheio principalmente na ação. Vamos a análise! ^^
 Dwayne ‘The Rock’ Johnson é hoje certamente um dos atores de filmes de ação mais carismáticos da atualidade. Não há como negar isso. Sua performance e versatilidade passeia até pelos estilos mais inusitados, como a comédia (quem já viu ‘Um espião e meio’ sabe do que estou falando). Porém é na hora das cenas de ação mais transloucadas que ele se sobressai. E o que não falta na franquia “Velozes e furiosos” são sequencias assim. Diante disso, com uma marca já tão bem difundida nos cinemas e um ator que sabe onde põe seus pés, o resultado não podia ser outro: muita ação, momentos insanos e o melhor, não só do ‘The Rock’, mas também do sempre ‘cara de mau’ Jason Stathan e do ótimo novato da franquia Idris Elba.
 A ideia de se produzir um ‘spin-off’ da franquia surgiu da possibilidade de se expandir o universo da mesma – vide ‘estamos ganhando milhões e queremos multiplicar’ – e nada mais justo que começar explorando um pouco mais a mitologia dos personagens de Johnson e Stathan. Certamente uma boa escolha, mesmo porque os personagens de ambos tem uma boa e relevante dinâmica de extremos-opostos e isso dá liga e funciona bem durante a projeção.

Olha os caras aí. Essa cena é ótima rs
 Da forma mais simplória possível, o roteiro desenvolve essa relação entre os dois, em meio a explosões, perseguições megalomaníacas, muita luta corporal e lotes de clichês, e vai conduzindo o espectador a crer no surreal mais uma vez. O vilão ‘bola da vez’ se chama ‘Brixton’ e simplesmente é a mais perfeita tradução do ‘super soldado criado tecnologicamente para ser superior’ – ele chega a se comparar até com o Superman – e consegue (acreditem) colocar Hobbs e Shaw na lona por diversas vezes, fazendo com que ambos tenham de por suas diferenças de lado para conseguirem derrotar o antagonista da vez. A premissa super heroica nesses está se tornando cada vez mais alinhada com os filmes de heróis de fato, pois a forma como as sequências são dirigidas corroboram para esse tipo de afirmação. E não estou dizendo que isso é algo ruim. Na verdade essa franquia optou pelo recurso de ser galhofa mesmo, de não se levar nem um pouco a sério e é justamente isso que faz dela tão icônica e tão amada por muitos. O fato dela ‘brincar’ o tempo todo de surrealidade – no sentido justamente da ação irreal e completamente nonsense – é o que produz no imaginário humano ‘ver aquilo que na vida real não se pode fazer’ e vibrar com cada momento desse em tela. Eu mesmo sou um desses que adoro isso (rsrs) e a própria indústria sabe o quanto essa ‘fórmula’, mesmo em certo sentido desgastada, funciona. E, cá pra nós... no fim das contas, é muito divertido, não é mesmo? :D 
 Vanessa kirby é outra atriz que entrou para esse ‘rol’ dos momentos mais ‘fora da caixa’ e protagoniza, lá no fim do filme, o que para mim foi o ápice da falta de senso – pena que não posso dar ‘spoilers’ aqui –, mas o que acontece certamente me deixou com aquela sensação de...’como?!?!!?’. Nem dá pra explanar ou falar muito. Só vendo mesmo pra entender (rsrs). E tem mais: duas aparições surpresa – do tipo ‘atores que você dificilmente esperava ver nessa franquia’ – que dão uma ótima colaboração, seja ela cômica ou por puro fan service mesmo e são bem divertidas suas contribuições. A contrapartida dessa insanidade toda são os momentos em que se fala sobre família e como se desenvolve – e até porque não dizer se aprofunda – no passado de cada um dos protagonistas, mostrando questões mal resolvidas e até em certo sentido humanizando um pouco seus personagens. Show! ;)

'O Superman negro', ops, quero dizer, o vilão do filme rs
 O 3D. Caros amigos leitores, o uso desse recurso nesse filme seria certamente um grande ‘mais do mesmo’ não fosse pela improvável e desconcertante sequência final do longa. Se nos dois primeiros atos, o longa não mostra nada na tecnologia praticamente (a não ser o logo inicial dizendo que estão funcionando os óculos rsrs), no terceiro ato valerá certamente toda sua espera. O enquadramento das cenas, da chuva e da forma como a coreografia da luta foram conduzidas, criam uma ‘dança em três dimensões’ muito prazerosa de se ver. E é por essa razão que eu realmente recomendo ver. Vale a espera por essas cenas e o valor pago a mais sem dúvida alguma! ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw” tem Dwayne Johnson, Jason Stathan, ação frenética para todo lado, clichês e mais clichês e tudo isso funciona consideravelmente bem dentro daquela boa e velha forma dos filmes de ação. Fora o imenso carisma do ‘The Rock’ que atualmente sozinho já vende o filme para o espectador. Vale conferir com a mente despretensiosa e se divertir. Faz muito jus ao seu ingresso! :)

sábado, 27 de julho de 2019

Filmes

O REI LEÃO (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Lindo e impressionante poster! ;)


 Com uma arte simplesmente magnífica, novo filme da famosa franquia esbanja qualidade e personalidade. Vamos a análise! ^^
 Uma doce viagem no tempo. Um dos clássicos mais amados de todos os tempos está de volta em uma exuberante reformulação tecnológica e recria de forma muito impressionante toda a atmosfera do longa original em algo que faz facilmente lembrar, em dados momentos da projeção, um documentário do ‘Discovery Channel’ ou do ‘National Geographic’, tamanha perfeição na construção dos animais e na enorme gama da detalhes dos cenários e dos bichos em si. E embora certa inexpressividade dos personagens nos diálogos soe estranho a princípio, juntamente agregada a sensação da dualidade vislumbre/estranheza pelo novo – porque sim, é a primeiríssima vez que vemos uma animação realística só com fauna e flora, sem protagonistas humanos –, é amplamente inegável que a beleza quase que orgânica de cada arte, cada inseto, cada animal salte aos olhos com um brilho axiomático e uma leveza muito notória, transportando a nostalgia a um novo patamar.

Simba ultra realístico e detalhado! '-'
 A jornada do rei. Em uma cena específica, quando ‘Simba’ cruza o deserto, uma nobre analogia me veio. Esse momento me fez muito lembrar da jornada bíblica do rei Davi e o contexto tem algumas similaridades bem interessantes (vale ressaltar que eu não lembrava da animação original e não a revisitei antes de ver esse, além do fato de eu ser criança naquele período e logicamente não ter essa mesma percepção de hoje). Vejamos: tanto Davi quanto Simba foram separados para o trono ainda tenros – inclusive ambos foram ‘selados’ para isso, sendo um com azeite(Davi) e o outro com uma substância colorada da terra (Simba) . Ambos sofreram por uma ‘inveja’ de alguém que não aceitava seu futuro reinado e foram perseguidos para morte. Assim como Davi, Simba teve de fugir e passar por um ‘deserto’ (literal para o protagonista da história, porém figurado no caso do rei bíblico). No caminho, amigos o ajudaram e nesse caso, ‘Timão’ e ‘Pumba’ (logicamente com sutis diferenças, pois ‘Simba’ foi encontrado por eles; no caso de Davi, Jonatas já era seu amigo). Nesse interim, ambos tiveram que crescer, se aperfeiçoar e principalmente, entender quais eram seus reais propósitos de vida (no caso a maturidade para o reinado). E depois de tudo isso voltam, cada um dentro de seu contexto, e tomam seus postos que lhe foram garantidos por direito desde a infância. E mais um fato curioso dentro dessa minha doce e desatinada percepção: ‘Simba’ precisou ouvir a voz do pai ‘Mufasa’ para entender o que ele tinha realmente que fazer em dado ponto do filme, enquanto ‘Scar’ celebrava seu reinado sombrio. Deus, Davi, Saul (quando o mesmo se distanciou de Deus), percebe? Pode ser até um tanto quanto ‘fora da caixa’ esse parágrafo, mas que as similaridades realmente impressionam, isso eu não tenho a menor dúvida. ^^

Olhem esse visual absurdo! É CGI mesmo?!?! '-'
 Eventos evoluem ao longo. Apesar da real sensação de um primeiro ato morno e do sutil incômodo da falta de expressão facial – mesmo sabendo que a primeira parte normalmente é onde são apresentados os principais personagens e inseridos no contexto da história –, os mesmos são amplamente diluídos a partir do segundo ato com o desenvolvimento da história e a chegada de ‘Timão’ e ‘Pumba’. Os dois são os reais alívios cômicos de toda a película e criam justamente o ótimo contraponto com a imersão que o roteiro nos conduz, principalmente dentro do denso e caótico, porém triunfante terceiro ato. Eles chegam mesmo e criam ‘vida’ em um cenário meio que de tristeza e dor. E dessa vez o alívio cômico não serviu só para rir. Fez até diminuir a carga elevadamente pesada da trama, permitindo que o choque no clímax fosse menos impactante para todos, inclusive para as crianças. Com destaque para uma sequência bem cômica lá no fim mesmo onde ligeiramente se fala sobre ‘bullying’ e que, apesar de simples, é bem funcional. Show! ;)
 Trilha sonora de Hans Zimmer. Em mais um ponto extremamente alto do longa, as canções que compõem a trilha sonora são muito bem postas e incrivelmente bem orquestradas. Inseridas em momentos bem relevantes, fazem o longa alçar voos mais altos em determinados pontos, elevando o nível com uma qualidade e produção impecáveis. Realmente ‘música para os ouvidos’ escutar tais arranjos. ^^

Simba, Timão e Pumba!!! <3 <3 <3
 O 3D agrega – e na verdade até certo ponto para um filme desse perfil –, mas não impressiona tanto. Sou um grande entusiasta do recurso, e até recomendo, por algumas ótimas cenas e pela profundidade que trabalha junto com o cenário, mas certamente merecia um pouco mais. Vou indicar com ressalvas. Se curte, creio que será um adendo bacana a experiência. Todavia, se não és um avido fã, pode ir sem mesmo. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “O Rei Leão” nos introduz a um novo conceito em animações de computação gráfica ao mesmo tempo que busca na nostalgia seus alicerces mais fervorosos por nos trazer novamente uma trama tão rica e cheia de valores morais, com as devidas atualizações para o novo tempo. Funcional, impactante e divertido, vai certamente cair no gosto de todas as faixas etárias, indubitavelmente. Vale demais o ingresso!

sábado, 20 de julho de 2019

Reflexão bíblica

 "Em todo tempo ama o amigo e na hora da angústia nasce o irmão" Provérbios 17.17
 A Palavra de Deus é um livro completo. E para quem pensa que ela não fala sobre amizade, eis um texto até bem conhecido dos cristãos sobre o tema, ainda recorrente nos dias de hoje, porém muito escasso também no contexto social em que vivemos. Amigos verdadeiros não são aqueles que querem estar contigo só quando você está bem. Não são aqueles que fazem festa com você o tempo inteiro. Não são aqueles dos 'grupinhos' que frequentamos. Amigos verdadeiros estão presentes quando você está sem a menor condição de vê-los. São aqueles que lembram de você quando não se espera. São os que choram as suas dores junto com você e pelejam suas guerras contigo em oração. Que te estendem a mão quando você está caído. Que usa de sinceridade e fala verdades para não deixar você ir pelo mau caminho. O amor de amigo, como relata o texto em apreço, tem a ver com o amor 'philos' (amor fraternal, solidário) e pode ser visto por mim e por você quando vemos a disponibilidade daquele que realmente quer seu bem e o bem da sua amizade. Não se fie em amizades 'tóxicas', que estão perto de ti mas só te corroem o coração. Perceba as pessoas a sua volta. Quando notares aquele só quer teu bem, que não te ofende com palavras pesadas, procura te entender e quer ver você crescer em meio as suas tribulações, esse sim vai na angústia se tornar um irmão, como declara o texto. Somos seres sociais e carecemos do convívio humano, pois foi Deus quem quis dessa forma. Feliz é quem tem ou encontra um amigo assim! E para finalizar a mensagem de hoje, a canção "Amigo querido - Alda Célia" para celebrar as verdadeiras amizades! Lembre-se sempre do amigo maior, que é Jesus Cristo, que nos abençoa e nos une a esses quando mais precisamos! Deus te abençoe poderosamente nesse 'Dia do amigo' em nome de Jesus!


sábado, 13 de julho de 2019

Filmes

HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Poster nacional maneiro! ^^


 Novo longa do ‘Cabeça de Teia’ soa como um epílogo para ‘Vingadores: Ultimato’ e cria expectativas para o futuro do UCM. Vamos a análise! ^^
 A espera finalmente acabou. O fim da terceira fase do UCM está aí, com todas as suas nuances e nosso querido ‘Peter Parker’ ficou incumbido de encerrar essa fase em grande estilo, com uma aventura adolescente, cheia de tiradas ‘teen’ e mostrando um pouco de como os eventos de ‘Guerra Infinita/Ultimato’ tiveram relevância para o mundo desde então. Quem havia sido dizimado no ‘estalo’ permaneceu intacto durante cinco anos e quem ficou vivo cresceu/envelheceu e isso trouxe uma nova realidade para a vida da cada pessoa no universo da Marvel. O próprio Peter e seus amigos sentiram esse impacto. Porém uma nova situação surge e o Aranha vai estar dividido entre o amor da sua vida e o dever de salvar o mundo. E isso era tudo o que ele não queria no momento.
 O longa faz uma sutil, porém interessante análise do comportamento humano sobre aquilo que ele vê/absorve. Se eu realmente for explanar aqui essa questão, darei ‘spoilers’ sobre o filme. Então vou me ater a dizer que em vários momentos somos bombardeados com informações, e nem toda a informação que se posta é sempre realidade de fato, e em uma das frases do filme que define bem o que digo, um personagem dá a seguinte declaração: ‘as pessoas hoje acreditam em qualquer coisa’, fundamentando o meu argumento que sim, somos muitas das vezes enganados com falsas notícias e não temos o hábito de checar a veracidade dos fatos. E o filme como um todo faz esse apelo de forma bem curiosa, instigante e interessante. ^^


Tom Holland e Jake Gyllenhaal: boas atuações! ^^

 O roteiro continua a abordar um Peter adolescente, com seus conflitos e dúvidas e embora eu ache isso bem bacana em um dado momento, pode ser incômodo em outros. Já vimos esse ‘plot’ em ‘Homem-Aranha: De volta ao lar’ e a repetição do mesmo pode ser tanto uma estratégia para os próximos filmes como talvez uma falha. Nós não sabemos o que a Marvel reserva para o futuro do Aracnídeo, então dentro desse contexto, desse filme em específico, eu gostei bastante do que vi. Até porque na minha visão, eu creio que o amadurecimento desse personagem vai se dar aos poucos, sem pressa, caso a Marvel consiga manter o mesmo em seus filmes com o acordo com a Sony. Como ele ainda está dividido entre seguir seu caminho e a falta que o seu mentor Tony Stark faz, tem até certo sentido o senso de fragilidade do personagem dentro do UCM. Eu sei que até podem dizer que ‘esse não é o ‘Homem-Aranha dos quadrinhos e tal’, mas sabemos que a Marvel não da ponto sem nó. ‘Thor’ só foi se tornar mais poderoso e melhorado a partir de ‘Ragnarok’ e demonstrar seu real poder em ‘Guerra Infinita’. Então, não é e se admirar que a ‘Casa das Ideias’ queira postergar o amadurecimento de Parker justamente para construí-lo de forma mais ‘lenta’ propositalmente, reduzindo as chances de desgaste precoce. Bem, essa é a minha opinião, pois como é intenção ele estar em toda a fase quatro, talvez realmente tenham em mente fazer isso. ;)

Zendaya (MJ) e Tom (Spider-Man): ótima cena!
 Há uma reviravolta interessante em certo ponto do filme e isso cria, após esse ‘plot twist’, uma das cenas mais memoráveis ao meu ver de todo o longa. Os efeitos especiais nessa parte são impactantes e traduzem perfeitamente uma real cena dos quadrinhos nessa sequência. A partir desse momento inclusive o filme do Aranha ganha uma outra dimensão e o clima de tensão aumenta exponencialmente, por aparecer uma verdadeira ameaça para o nosso querido herói. Tudo muito bem protagonizado por Tom Holland, que mandou muito bem no papel novamente e com excelentes efeitos visuais ao longo. Jake Gyllenhaal também se sai bem com seu personagem e é só isso que posso dizer sobre ele sem dar maiores ‘spoilers’ (para quem ainda não viu o filme obviamente). ;)
 O 3D funciona, criando imersão e boas cenas, se tornando bastante funcional dessa vez. Curti demais o visual do recurso. Certamente recomendo dessa vez para agregar melhor experiência e diversão como um todo. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! Como epílogo da fase 3 do UCM, “Homem-Aranha: longe de casa” já vale o ingresso só por conta disso. Mas os carismáticos atores e personagens se destacam em um roteiro leve, extremamente cômico – como de costume já nos filmes da Marvel – e cheio de boas reviravoltas ao longo. É diversão obrigatória para os fãs tanto do personagem quanto desse universo. Vale muito o ingresso! ^^

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Filmes

PETS A VIDA SECRETA DOS BICHOS 2 (Avaliação 3/5 - Bom!)

Cartaz 'diferentão'. Gostei ^^

 Presença de várias tramas no mesmo filme prejudica, ao meu ver, uma melhor interação dos personagens da franquia. Vamos a análise! 
 A franquia ‘Pets’ começou em 2016 e trouxe a história do cão Max, que vai se sentir um tanto quanto dividido quando sua dona traz pra casa um novo amigo, um vira-lata chamado Duke. Nesse interim, vários outros animais são apresentados e cria-se instantaneamente um conjunto de situações mostrando como seria a conduta dos animaizinhos longe de seus donos. Tudo isso trabalhado de forma hilária e com uma trama focada nessas relações e como isso se desenrolaria, no caso, com os pets ‘em ação’. Sucesso certo, tanto que o filme teve ótima arrecadação nas bilheterias e críticas no geral positivas.

'Max', 'Duke' e o novo personagem 'Galo'. Olha a cara deles! rsrs

 Porém, o que deu muito certo no primeiro longa, com personagens carismáticos, um roteiro bem definido e todos os personagens interagindo entre si na trama, ficou, a meu ver, devendo nessa sequência. E não que os personagens em si não continuem carismáticos. Eles continuam. A questão é que se enveredaram em conduzir pequenos grupos deles em três subtramas – que mais parecem pequenos esquetes, como se fosse cada uma delas um episódio de um desenho de TV – e desfiguraram todo o processo de interação que tanto me agradou no primeiro filme. Com isso a história se fragmentou em subsequências e não houve em si uma grande trama que pudesse dar sentido real ao longa. O filme não se foca em alguma linha de ação, se diluindo bastante no segundo ato – já que no primeiro se fixa nas interações de Max, Duke e sua dona, que se casa e tem um filho – e, mesmo que o terceiro ato reúna todos eles novamente, já não fez mais tanto sentido. A maneira que película entra em seu desfecho não é orgânica e não cria aquela sensação de urgência da situação. O que é uma pena, uma vez que o forte da projeção era justamente a conexão entre todos eles.
 Apesar dessa falha no roteiro, o longa conta com alguns bons momentos, principalmente por conta do ‘Max’ e um novo cão chamado ‘Galo’, cuja vida bem diferente de Max vai contrastar bastante com a sua e rende boas cenas ao longo; o coelho ‘Bola de neve’ que agora tem um lar e uma dona, e abraça talvez os momentos mais hilários do longa em si, roubando muitas das vezes a cena e conduzindo quase que todo o filme sozinho praticamente; e a cadelinha ‘Gigi’, que divide ótimas tiradas com a gata ‘Chloe’. Mas como disse anteriormente, tudo muito fragmentado, em minha humilde opinião.

Foca nele, que os momentos dele são ótimos! rsrs
 A qualidade técnica e visual da animação está melhorada, mas prefere dar vida a um modelo mais cartunizado. Digo isso em comparação com algumas animações da Disney, que em dados momentos beira o realismo de forma impressionante. Mas esse fato não compromete e a forma como eles conduziram os traços e os desenhos ficou bastante satisfatória, colorida e cheia de vida. ;)
 O 3D funciona, ao menos para mim, dessa vez. Cria uma boa sensação de profundidade e agrega certamente a experiência. Se preferir, puder e se gostar, vale o uso da tecnologia neste para a diversão das crianças (porque são elas que vão se ater mais ao filme, por não se ligarem tanto aos acertos ou erros de condução de roteiro e trama).
 Enfim vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Apesar de certos equívocos, em minha opinião, na forma como o longa foi conduzido, “Pets a vida secreta dos bichos 2” pode ainda ser agradável de forma despretensiosa para as crianças – e adultos também –  que certamente irão ver os bichinhos de forma mais pura e fofa e vão rir com as trapalhadas de Max, Bola de Neve, Gigi e cia, além dos momentos finais mostrarem vídeos de animais com seus donos de verdade. Se deseja levar seus pequenos pra se divertir, eles sim serão os mais beneficiados. Vale o ingresso! ^^

terça-feira, 2 de julho de 2019

Filmes

TURMA DA MÔNICA - LAÇOS (Avaliação 5/5 - Excelente!)

Aahh esse cartaz! *-*

 Primeira aparição da turminha mais querida e amada do Brasil nas telonas é satisfatória, decente e muito nostálgica. Vamos a análise. ^^
 Ainda me lembro hoje com carinho da minha infância e do lote de gibis que eu tinha de todos esses personagens que me fizeram inclusive ganhar o gosto pela leitura. Os anos se passaram, crescemos, mas lá no íntimo guardamos essa doce lembrança de coisas que nos ajudaram a se tornar os adultos que somos hoje. E quando foi anunciado um filme em live-action da Turma da Mônica eu vibrei como se tivesse meus oito, dez anos de idade. E o que torna essa espera tão especial? Assim como os personagens tão queridos da Marvel, DC e cia, esses também são extremamente populares, cômicos e divertidos. Fizeram e ainda fazem parte do imaginário de muitos brasileiros, um mais, outros menos. E o diretor Daniel Rezende teve a difícil tarefa de transportar toda a magia desses quadrinhos que atravessaram gerações para uma gama de público inigualavelmente eclético. Os pais/adultos de hoje foram também as crianças de ontem que vibravam e riam com essas histórias. E a consumação do que vemos em tela pode ser considerado sim, extremamente aprazível e gostosa de se ver. ^^
 A começar pela magnífica escolha do elenco, as crianças Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) simplesmente conseguiram o feito de transportar a imagem e características dos personagens com perfeição e esmero. E não digo em relação ao visual, que está ao meu ver até bem parecido (não sou purista e consigo enxergar que é uma adaptação), mas em relação a personalidade dos mesmos. A cada minuto do filme que passava, eu ‘lia’ as histórias na minha mente e recordava quão bons momentos vivi lendo gibis. O que quero dizer é que de fato o longa conseguiu ativar minha memória nostálgica grandiosamente e fazer realmente crer que os icônicos protagonistas estivessem ali, de carne e osso. Isso foi muito bem passado para o público sem nenhuma dúvida, tanto pela direção quanto pelas fofas crianças do elenco principal. ^^

Ótimo elenco mirim! *-*
 O roteiro se baseia em uma graphic novel chamada ‘Laços’, cujo selo ‘Graphic MSP’ criado por Maurício de Souza deu liberdade criativa a alguns cartunistas e autores para reimaginar a turminha em outros traços e histórias. E foi a partir desse que a produção se ateve. É um roteiro simples – que dialoga sobre amizade e companheirismo de forma muito acentuada e a importância disso na vida das pessoas –, porém eficaz no que diz respeito a elaborar a personificação de cada membro da ‘Turma’. Sabe aquela receita de bolo simples que é seguida a risca e dá certo? É o que define roteiro/trama dessa película. Tudo funciona, mesmo que de maneira mais lenta do que um filme ‘Hollyowdiano’, mas se reproduz de forma suave e doce aos olhos do espectador. Cada fala, cada piada – seja ela própria do filme ou fazendo alguma alusão aos quadrinhos – se projetam graciosamente bem em seus noventa minutos de puro prazer e alegria. Não é uma mega produção. Não. Mas é honesta e mui digna no que se cumpre a ser. E com ótimas referências e momentos de humor. ;)
 Vale mais um destaque aqui para o talentosíssimo Rodrigo Santoro interpretando o personagem ‘Louco’. Este recorrente nas histórias do Cebolinha, o mesmo perturba o menino temporariamente com suas sandices. E o transporte para tela está, além de bem encenado, muito bem editado. Nesse momento a posição das câmeras recria em belos ‘takes’ toda a caracterização do personagem. É muito boa essa sequência e cômica também. Monica Iozzi (D. Luiza/mãe da Mônica), Paulo Vilhena (Seu Cebola/pai do Cebolinha) e os demais atores que interpretaram os pais da turminha foram verossímeis e altamente identificáveis. E o ‘Titi’ de Cauã Martins ficou, na minha opinião, idêntico ao original, dada as devidas proporções. Gostei muito também! ;)

Essa versão do 'Titi' realmente me impressiona na fidelidade!
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! “Turma da Mônica – Laços” cumpre fielmente o quesito nostalgia para os mais velhos e fideliza seus queridos personagens para essa nova geração. Um longa bem caracterizado, bem dirigido e muito bem montado, para ser revisitado e revisto sempre que bater a vontade. Atores mirins altamente carismáticos e encantadores, que vão realmente levar você e sua família a se deliciar com essa história e ver de verdade que seus personagens preferidos estão lá, de fato, em tela. Vale demais o ingresso! ^^

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Filmes

TOY STORY 4 (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Poster muito bacana! ;)
 Profundo e envolvente, nova entrada da franquia dos brinquedos mais amados do cinema acerta o tom mais uma vez e encanta. Vamos a análise!
 Desde o fim de “Toy Story 3” não se esperava que, com um final tão coeso como aquele, pudesse haver espaço para novas continuações. Mas a Disney sempre nos surpreende e diz que ‘sim, temos mais para mostrar’. E o que é retratado nesse vai além dos limites dos brinquedos. Mexe ainda mais com sentimentos e com a alma. 
 “Toy Story 4” é tudo sobre como lidar com as mudanças, com as perdas e com a vida de uma maneira geral. É uma rica metáfora sobre a transformação constante da nossa estrutura, dos laços que nos unem e das pessoas que se vão. Não somente visto pela ótica dos humanos, mas principalmente dos brinquedos, estes vão mostrar o quão real são as relações interpessoais e o quanto elas nos afetam, tanto para o bem quanto para o mal. Nesse quesito o filme se torna rico e muito profundo. As situações que Woody e cia passam refletem exatamente como nós humanos somos vistos pela perspectiva de um brinquedo. Encontros, desencontros, indiferença, zelo, apego, frustrações, o valor de ser amigo. Tudo inserido no roteiro de forma brilhante e muito bem trabalhada. Há uma intrínseca identificação de cada personagem, cada personalidade. Cada boneco expressa sua história de forma complexa – uns mais, outros menos –, eivado de sentimentos e dores e isso cria uma atmosfera toda especial para a animação. Pois a torna muito além de um simples desenho. Constrói uma fonte literária visual digna de ser analisada e revisitada, pois se percebe que quem escreveu teve todo esse zelo e cuidado em talvez expressar em tela o que possivelmente ele/ela pode ter vivido de fato. A Disney/Pixar tem um acerto enorme quando o assunto é roteiro. Grande parte de seus filmes são ‘joias preciosas’ nesse quesito. E fazem isso realmente com muito louvor.

Apresentando 'Garfinho'! :P

 Os principais destaques desse filme – que são muitos diga-se de passagem – passam pelo crivo de sua importância na trama. Woody certamente é um desses. Construindo de forma ainda mais acentuada a relação criança/brinquedo, e tudo o que envolve em relação a importância disso para o desenvolvimento dos pequenos – uma vez que agora sua ‘dona’ é a Bonnie – Woody celebra a chegada do novo amigo ‘Garfinho’. Dada a importância e a relevância desse novo ‘amigo’ para sua dona, Woody tem a nobre missão de mantê-lo em segurança para que a menina possa se desenvolver e desfrutar do ‘brinquedo’ em paz.  E isso tem um peso extraordinário no decorrer da história, demonstrando principalmente que certas afinidades não estão em coisas caras. Por vezes é o que chamamos de ‘simples’ é que se torna mais relevante. E essas relações sobre valores – principalmente os sentimentais – são muito bem construídas ao longo da película. Outro personagem de destaque é o próprio ‘Garfinho’, que não se via tão significativo quanto ele realmente era. E nos retrata mais uma vez a importância do ser. Posso falhar talvez em não descrever todos, mas ‘Gabby Gabby’, ‘Duke Kaboom’ e a ‘Betty’ – até então sumida e com um ótimo arco nesse –  são outros para se atentar também. Agora, crave seus olhos no Coelhinho e no Patinho de pelúcia. Eles são loucamente hilários e são donos ao meu ver de uma das melhores e mais surreais sequências do filme (ainda gargalho muito só de lembrar rsrs).


Qualidade da animação impressiona! ;)

 O longa também transpõe toda a qualidade tecnológica das animações nos dias de hoje e produz momentos e cenas realmente incríveis e cada vez mais impressionantes. A captação de momentos extremamente verossímeis com a nossa realidade nos fornece um deslumbre visual chamativo e cativante. Os pelos de um gato que aparece no longa e alguns ‘takes’ específicos somam positivamente com essa informação e corroboram fortemente com essa minha afirmação. ^^
 O recurso de 3D dessa vez colabora de forma muito interessante para o andamento da película. As cenas iniciais demonstram cuidado e maior zelo na construção do efeito. É deveras notável a profundidade e as camadas são bem postas no efeito. Recomendo de verdade o uso da tecnologia para quem de fato curte – assim como eu (rsrs). Vale o investimento a mais para este. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “Toy Story 4” é a prova real do que um bom roteiro pode fazer. Um filme emocional, com ares nostálgicos e que te traz o gosto do que é/foi ser criança – na sua simplicidade e pureza – misturado com os dissabores e anseios da vida adulta metaforicamente retratados através dos brinquedos. Um contexto riquíssimo e que dialoga muito bem com todas as idades, sem exceção nenhuma. Vale demais o ingresso! ;D

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Filmes

MIB: HOMENS DE PRETO INTERNACIONAL (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

Cartaz bacana! ^^

 Mesmo sem os atores originais, franquia "MIB" ainda consegue ser tão divertida quanto outrora. Vamos a análise! ^^
 “Homens de Preto” é uma série de filmes criada em 1997 e protagonizada por Tommy Lee Jones e Will Smith, sendo um grande sucesso de público e crítica na época e ganhando mais duas boas sequências em 2002 e 2012. Como boa parte dos filmes de Hollywwod precisa de fôlego novo, ficou a cargo de Cris Hemsworth e Tessa Thompson o trabalho de revigorar a franquia para esse novo contexto. E o resultado até que não ficou tão aquém. Veremos o porque abaixo.
 Com a difícil tarefa de atualizar a franquia, o diretor F. Gary Gray optou por utilizar tantos rostos conhecidos quanto experientes para o árduo trabalho. Lian Nesson é um desses, assim como Emma Thompson e Rebecca Fegurson. Com essa gama de bons atores e um roteiro leve e cômico, o tom desse filme pode não ser exatamente o mesmo da trilogia anterior, mas ainda assim traz uma boa parte da aura dos projetos passados.

Cris e Tessa: Carismáticos! ;)
 Cris e Tessa vivem respectivamente os agentes ‘H’ e ‘M’ e ambos tem sua relevância dentro a agência por suas condições específicas. ‘H’ é um agente de elite da corporação e embora seja por muitas das vezes relapso em meio as suas missões, tem um grande posto dentro da companhia. ‘M’ por sua vez foi inserida por questões pessoais – que são mostradas ao longo na trama – e a partir daí é testada para fins de inserção e atuação dentro da entidade. A relação entre os dois funciona, devido a atuação em filmes anteriores, e a boa química entre eles faz com que as cenas se tornem mais fluidas. Conforme já havia falado, o roteiro é leve e caiu de forma adequada para os dois, pois ambos já haviam saído de um filme com essa pegada mais cômica (no caso ‘Thor: Ragnarok’). Há um terceiro personagem inserido a partir do segundo ato (um pequeno ser chamado 'Pawny', dublado pelo ator Kumail Nanjiani, que passa a acompanhar os dois na trama) que por várias vezes rouba a cena com momentos bem engraçados e piadas que funcionam muito bem naquele cenário. Vale ficar atento a este, pois ele acaba sendo um ótimo destaque. ^^

O ótimo ator Lian Nesson! ^^
 Conforme já mencionei mais acima, o longa tenta fazer o papel de resgatar a aura do passado. Consegue? Em parte. Os icônicos atores que deram vida a esta franquia estão lá em dado momento sendo homenageados, porém são atuações diferentes em um outro tempo e isso tem um peso na construção geral dos personagens. Os agentes ‘K’ e ‘J’ vividos por Smith e Jones tinham particularidades que os de agora não tem. Eram de certa forma mais ‘badass’ do que os novatos e funcionavam muito bem dentro daquela conjuntura. Cris e Tessa certamente não tem essa mesma direção – até por conta mesmo do tipo de roteiro escrito –, mas tentam de alguma forma não deixar a ‘peteca’ cair e mantém o filme no mesmo ritmo até o fim. Conseguem se sustentar sem perder o rumo, juntamente com o ótimo Lian Nesson, que vive o agente ‘T’. Experiente, é o que traduz melhor o universo de MIB. E sua trama o faz ser relevante até o fim. Emma Thompson (agente ‘O’) e Rebecca Fegurson (Riza) são mais secundárias, tem envolvimento na trama, porém são mais reduzidas suas participações.
 O 3D dessa vez dá conta do recado, é funcional e admito que curti. Tem uns momentos bacanas, bem inseridos, com boa profundidade e recomendo o uso dessa vez. Vale as moedas a mais com certeza! ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Mesmo sem Smith e Jones, “MIB: Homens de Preto Internacional” cumpre seu papel em manter o legado da franquia, mesmo em um outro contexto de atores. São posturas diferentes em tempos diferentes, mas ainda há garantia de diversão e boas risadas ao longo. Ao meu ver, vale o ingresso! ;D

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Reflexão bíblica

 "A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos" Ageu 2.9
 Texto muito conhecido e frequentemente narrado em pregações, Ageu conclamava o povo a sair de sua inércia espiritual, pois eles estavam nesse tempo mais preocupados com sua vida humana, suas casas do que com a obra e a casa de Deus. O primeiro templo havia sido destruído com a invasão babilônica e após Judá voltar do cativeiro não havia uma posição do povo em 'colocar a mão na massa' e reconstruir o templo de adoração a Deus. Então nosso Senhor ordena Ageu que falasse com a nação sobre o assunto, revelando sobre eles uma promessa como vista no texto em apreço, que a glória desta última casa seria maior. Há traduções diferentes que dizem 'a glória da segunda casa', porém o direcionamento de Deus continua a ser o mesmo no contexto. Ei querido, o que você pensa que está terminado em sua vida? Sonhos, projetos, salvação? Se por acaso desviou-se ou está enfraquecido pelas enormes batalhas que tens enfrentado, reconstrua seu 'templo' espiritual diante dEle. Se estás firme, continue a adorá-lo. Se não conheces o poder de Deus para mudar sua vida, te convido a procurar, conhecer e aceitar Cristo em Seu templo. Em ambas as circunstâncias, Deus tem uma palavra de vitória e mudança em meio ao seu 'temporal'. Ele quer 'reconstruir' seu caminho ao lado dEle, o guiando, orientando e sendo seu verdadeiro amigo e Pai, pois Ele garante paz e renovo pra sua vida. Creia nisso! E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "A glória da segunda casa - Gisele Nascimento/Willian Nascimento/Michele Nascimento". Receba essa palavra em seu coração juntamente com essa lindíssima canção e seja abençoado em nome de Jesus!


sábado, 15 de junho de 2019

Filmes

X-MEN FÊNIX NEGRA (Avaliação 3/5 - Bom!)

Ótimo poster nacional! ;)

 Apesar do seu ótimo visual e talentoso elenco, o fraco roteiro deixou a desejar o que poderia ter sido um fim épico e pomposo. Vamos a análise! ^^
 Com a compra da Fox pela Disney há algum tempo, diversas franquias da empresa foram entregues nas mãos do ‘Mickey’ para fazer uso das mesmas. E dentre essas foram inseridas justamente as franquias da Marvel que estavam sob o domínio da Fox. E com a aprovação da própria Disney, o longa que havia sido iniciado antes da compra teve permissão para encerrar o universo dos mutantes da Fox. Mas o que deveria ser, em minha opinião, o fechamento com ‘chave de ouro’ dessa saga, terminou com 2 bons atos e um desfecho completamente ‘sem sal’. Vejamos o porquê abaixo.
 Imagina que você tenha nas mãos nomes atuais como James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Sophie Turner, Jessica Chastain e por aí vai. Agora põe em mente que você tenha em caixa um valor que seria o maior valor de produção de toda a franquia (estimado em cerca de 200 milhões de dólares, incluindo o valor das várias refilmagens). Junte isso tudo e certamente teríamos uma produção de alto nível. Bem, exceto pelo desastre que foi o roteiro. E não que o filme não tenha seus pontos fortes. Tem. O primeiro e segundo atos são muito bons, tem um clima de tensão intensa e você cria aquela expectativa enorme para o clímax/desfecho e ele te decepciona sobremaneira. A elevação dessa aflição evolui durante. Você percebe. Mas declina vertiginosamente no fim. E acaba frustrando (ao menos em mim isso aconteceu de forma bem impactante). E isso tem vários fatores envolvidos.


O desenrolar dessa cena é top! ^^

 A saga da Fênix Negra é uma das mais emblemáticas dos quadrinhos. Houve a tentativa de desenvolvê-la em “X-Men 3: O confronto final”, porém mal explorada também. E tentaram repetir a dose nesse. Mas as relações de alguns personagens que deveriam ser o ponto chave para a história não se desenvolveram muito bem. E a narrativa arrastada e as pressas (o filme deveria ter mais tempo ao meu ver para se desenvolver melhor isso), acaba fazendo tudo se atropelar ao longo. E é aí que entra as falhas do roteiro. O ‘Ciclope’ de Tye Sheridan, sendo o envolvimento amoroso de Jean (Sophie Turner) não é nem de perto o que vemos nas HQs. Ele foi extremamente apático com relação aos eventos e não transmitiu toda a emoção que deveria dentro do contexto (o ator foi muito bem, por exemplo, em ‘Jogador n°1’ e continuo corroborando com a afirmação do fraco roteiro). A própria Sophie Turner, cuja trama deveria entregar um fim realmente apoteótico (ela já é considerada a mutante mais forte de todos e estava tomada pela força da Fênix) não conseguiu passar isso para as telonas. A vilã de Jessica Chastain não cria a empatia necessária e não consegue se sustentar como real ameaça (mais uma vez não pela atriz, e sim pelo roteiro). Mercúrio (Evan Peters), que tem uma cena memorável no filme anterior “X-Men Apocalipse”, simplesmente some no terceiro ato. Fora outra personagem de importância ímpar que foi mal aproveitada demais nessa fase de novos atores, que é a Tempestade.

O ótimo Magneto de Michaell Fassbender ;)
  Mas nem tudo é esse desequilíbrio todo. Considerando que, em minha opinião, esses foram os melhores efeitos especiais/visuais de toda a franquia (as cenas do Magneto no trem são incríveis), reitero minha afirmação que, com esse elenco e essa qualidade visual, não consigo crer que o conjunto não funcionou como deveria. As cenas da Jean Grey sendo afetada pelo poder cósmico e como ela usou esse poder foram ótimas. E, apesar de algumas lutas ainda serem um pouco ‘plásticas demais’ (coisa que sempre notei nessa franquia e sempre me incomodou um pouco), ainda assim determinados momentos foram muito épicos. Assim como mencionei o Magneto, a Tempestade também tem cenas com efeitos magníficos.
 O 3D tem bons momentos, mas não agrega tanto dessa vez. Tem certa imersão, mas acredito que poderia bem mais. Sempre afirmo que filmes como esses (que tem muitos efeitos visuais) são ideais para a boa transposição da tecnologia. Só precisam ser melhor trabalhados. Dessa vez deixo a cargo do leitor desta resenha o uso ou não do recurso. ^^
 Enfim vale a pena ver o filme? VALE! Mesmo com referências a saga e aos quadrinhos, “X-Mem Fênix Negra” acerta no visual e escolha do elenco, mas peca em não entregar o fim que todos esperavam ver em um fechamento de saga que, ao longo de quase 20 anos, nos encheu os olhos com a possibilidade de vermos nossos personagens favoritos na tela do cinema. Uma gama de filmes com seus altos e baixos, mas que celebrou o início e o fim de uma era. Agora é esperar para ver o que será feito nesse novo momento em que a ‘Marvel Studios’ irá conduzir os personagens daqui pra frente e como eles terão seu espaço no MCU. Como fim de trilogia (e do todo também), ainda vale conferir e ter sua própria opinião. Pelos ótimos efeitos e pelos excelentes atores, vale o ingresso! ^^

sábado, 8 de junho de 2019

Filmes

GODZILLA 2: REI DOS MONSTROS (Avaliação 3,5/5 - Muito bom!)

Poster nacional imponente! ^^
  Um dos maiores ícones da cultura japonesa está de volta mais forte e mais incrível do que nunca. Vamos a análise! ^^
 Criado por Eiji Tsuburaya, Akira Watanabe e Teizo Toshimitsu, ‘Godzilla’ teve sua primeira aparição em 1954 (ele também é conhecido pelo nome de ‘Gojira’) e foi considerado na época um filme de ficção científica com elementos de terror. Conhecido por ser um monstro marinho gigantesco, sua lenda ganhou fama ao redor do mundo e hoje é um ser mitológico muito conhecido por todos com uma legião de fãs ao redor do globo e é tão difundido lá no oriente quanto ‘King Kong’ é pelo ocidente. Tanto que ano que vem haverá um longa em que se juntar-se-ão ambos para mais um duelo de titãs. Quem será que vence essa batalha? ^^
 O longa se inicia fazendo referência aos eventos do filme anterior e vai mostrar a pesquisadora ‘Emma Russell’ (Vera Farmiga) abalada com a perda de seu filho e tentando seguir com essa dor. Enquanto deixa o passado para trás, continua a procurar meios de dominar essas ‘novas formas de vida’ descobertas com a chegada do gigante. Em meio as suas pesquisas, um outro ser e personagem bastante conhecido da franquia é revelado e a partir desse ponto alguns eventos se desenrolam para dar prosseguimento a trama. Essa é basicamente a parte inicial do filme que faz a ponte com seu antecessor ‘Godzilla’, de 2014 (vale também ressaltar que 'Kong: A Ilha da Caveira', de 2017, também faz parte desse 'universo compartilhado de monstros' e é justamente por isso que eles se encontrarão no próximo).

Dra. Emma (Vera Farmiga) e Madison (Millie Bobby Brown)

 A tratar dos personagens humanos desse longa, o roteiro tenta criar algumas ligações afetivas entre os protagonistas, que agora conta com Millie Bobby Brown no elenco como a filha da ‘Dra. Emma’, porém em certas situações o envolvimento convence e funciona e em outras, nem tanto. Como o foco do filme deveria ser nos monstros gigantes, perde-se algum tempo tentando criar laços com determinados personagens humanos e isso faz com que a película se arraste um pouco mais do que deveria. A inserção de um outro ser icônico da franquia, 'King Ghidorah', sua descoberta e ascensão, fazem com que a relação entre humanos e seres mitológicos fique extremamente abalada, uma vez que esse não é tão amigável e o mesmo começa a conclamar e acordar outros seres gigantes para um plano de destruição em massa da humanidade, tornando tudo mais denso e sombrio a partir desse ponto. Em resumo, o roteiro é bem amarrado, porém se estende em demasia e isso acaba por deixar certos pontos cansativos. Não chega a comprometer o todo, porém acontece durante a projeção.
 Mesmo em meio a essas críticas no decorrer da trama e da história, um ponto positivo me chamou a atenção: normalmente filmes nesses moldes procuram sempre ‘alívios cômicos’ bobos e que por muitas vezes, não funcionam nem um pouco. Esse não buscou essa ‘falha’. Tratado com seriedade e sensação de ‘perigo iminente’, o filme conta com um ou outro momento cômico mas estabelece a relação de catástrofe de uma forma mais incisiva e direta, com menos espaço para ‘tolices’. Eu particularmente achei isso perfeito! :)


Efeitos visuais de tirar o fôlego! ;)

 As batalhas entre os monstros e os efeitos visuais são antológicos e muito bem produzidos. A apresentação de ‘Mothra’, 'Rodan' e ‘King Ghidorah’ são majestosas e imponentes. São tão críveis quanto reais, dentro daquele contexto. A sensação de que eles realmente existem e estão lá é tão surreal que não há momentos em que você perceba o contrário. Todo o trabalho de criação e renderização dos efeitos produzidos pelo ótimo estúdio ‘Legendary’, nos proporcionam momentos ricos e de um vislumbre visual magnífico. As escamas detalhadas do protagonista, o voo rasante e destruidor de 'Rodan', as asas radiantes de ‘Mothra’ (que é na realidade um borboleta gigante) e o temido monstro ‘Ghidorah’ revelam o nível de acabamento dos mesmos.  O cuidado com os detalhes impressiona de tal forma que não há nenhum espaço para críticas negativas quanto a essa aspecto, só elogios. Fiquei realmente com a sensação de que aquilo era ‘real’. Muito bom! ;)
 O 3D agrega de forma muito positiva dessa vez, tornando os efeitos ainda mais divertidos e bem animados. Há bons momentos inseridos no recurso e dessa vez eu aconselho e muito assistir fazendo uso da tecnologia. Muito recomendado! ^^
 Enfim vale a pena ver o filme? RECOMENDADO! Com uma história bem delineada e efeitos absurdamente detalhados, “Godzilla 2: Rei dos Monstros” é um ótimo adendo para todos os fãs da cultura japonesa e do monstrão gigante. Diverte e impressiona na medida certa e ainda coloca mais uma vez o estúdio ‘Legendary’ em evidência, por sua indiscutível qualidade e competência. Vale muito o ingresso! ;D 

domingo, 2 de junho de 2019

Filmes

ALADDIN (Avaliação 4,5/5 - Excelente!)

Belíssimo cartaz de divulgação ^^

 Com apresentação primorosa digna de musical da Broadway, novo ‘live action’ de Disney encanta pela sua técnica e competência. Vamos a análise! ^^
 Já tem algum tempo que a Disney vem redesenhando suas animações antigas para dar um toque mais moderno e mostrá-las novamente para um público de nova geração. E isso tem acontecido graças ao altíssimo nível da qualidade das tecnologias que temos hoje no mercado. E nessa nova aposta – a indústria adora se reciclar – encontramos mais este clássico que marcou certamente a infância de muitos, cuja adaptação com pessoas de ‘carne e osso’ vai agradar em cheio aqueles saudosistas, mas pode também contrariar os mais puristas, por contar com diferenciações do desenho original.
 O termo ‘adaptação’ de antemão já assusta qualquer um, pois a palavra indica ‘ajuste’, ‘transformação’. E geralmente esse ‘ajuste’ precisa ser interconectado com sua época e sua audiência para gerar algum resultado. Em termos práticos: outrora dublado no original em inglês pelo saudoso Robin Willians, o ‘Gênio’, por exemplo, carecia de um ator a altura para, além de dar vida, conseguir ser tão especial e carismático quanto o anterior. A principio, após algumas controvérsias gerais, a escolha de Will Smith para o papel realmente ‘caiu como uma luva’ para o azulão, pois em diversos momentos ele rouba a cena com sua performance hilária e contagiante, com diálogos irreverentes e um certo ‘quê’ de ‘Um maluco no pedaço’ (série dos anos 90 em que Smith tinha o papel principal e que fez muito sucesso por aqui). Mas, resumindo, para se elevar a compreensão: dificilmente algo ‘adaptado’ será idêntico ao seu original. Porém, é a forma como essa transformação é conduzida é que fará ela ser memorável ou não. 

Curti bastante o gênio do Will. E vocês gostaram? ^^
 Outra questão, dentro desse assunto, é a de que no original, não existe a personagem ‘Dalia’, interpretada pela atriz Nasin Pedrad. Mas aprouve dentro desse novo roteiro construir uma conexão com um outro personagem importante e até que funcionou bem essa relação (sem ‘spoilers’ por aqui). Aladdin (Mena Massoud) e Jasmine (Naomi Scott) tem uma química extremamente funcional e deslancham em charme e simpatia durante. As escolhas foram muito bem colocadas – inclusive Massoud lembra um pouco o protagonista animado – e Naomi está simplesmente encantadora como a princesa que quer ser sultana. 
 As partes musicais do longa são um grande show a parte. Muito bem dirigidas e coreografadas, agregam a narrativa de forma muito positiva e ousada. Não são somente ‘danças e músicas’. Elas interconectam acontecimentos e criam a expectativa para o próximo diálogo ou até mesmo o próximo ato. Eu realmente fiquei apaixonado pelas cenas cantadas deste. Lembram, como disse lá no início, aqueles luxuosos e bem produzidos musicais da Broadway, tamanha a qualidade dos mesmos. É ver, ouvir, cantar e se encantar junto. ^^

Aladdin e Jsamine: ótimos! ;)
 A qualidade técnica aplicada nos efeitos – principalmente nas cenas que envolvem o ‘Gênio’ – são de tirar o fôlego. A fotografia bem posta e os cenários e figurinos lindíssimos contribuem juntos para uma experiência audiovisual indiscutivelmente agradável. Tudo flui muito bem no conjunto da obra. ;)
 O 3d dessa vez agrega um ‘plus’ a mais e eu recomendo assistir na tecnologia. Traz profundidade, bons efeitos e contribui positivamente para melhorar a experiência do longa como um todo. Como entusiasta do recurso, dessa vez acredito que vale a pena, sim, o dinheiro investido para esse fim. ^^
 Enfim, vale a pena ver o filme? RECOMENDADÍSSIMO! A belíssima Naomi Scott, aliados ao carisma de Will Smith e do novato Mena Massoud tornam o “Aladdin” desse tempo aprazível e divertidíssimo de se ver. Os musicais são refinados e até mesmo o vilão Ja’Far (Marwan Kenzari) tem seus momentos de glória. Um filme notável que irá entreter a todos, sem exceção de faixa etária. Altamente recomendado. Vale demais o ingresso!

sábado, 25 de maio de 2019

Reflexão bíblica

 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3.16
 Considerado por muitos estudiosos como o 'versículo central' de toda a Bíblia, por conter características únicas que definem tudo o que Deus quer e deseja para a humanidade, o texto em apreço narra quão grande amor o Pai tem por todos nós. Amor esse que desprendeu Seu Filho de Sua glória para viver como um de nós e servir de sacrifício pelas nossas falhas. E ainda termos a oportunidade de vivermos eternamente ao lado dEle. Ei querido, o amor do nosso Senhor pelas nossas vidas vai muito além do que simples palavras ao vento. É um amor de atitudes, de gestos, de misericórdia, de compaixão, de cruz. A expressão 'de tal maneira' citada no texto em apreço pode facilmente nos remeter ao amor Ágape, o perfeito amor de Deus que só Ele tem. Não se limita as falibilidades humanas. Não se resume apenas a alguém que gostamos. Esse amor do Pai 'de tal maneira' envolve a humanidade em geral, mesmo aqueles que O caluniam ou O perseguem. Ele abriu Seus braços para todos, sem exceção. Que nós a cada dia possamos ser envolvidos por esse amor. Que possamos entender que o 'amor de Deus nos constrange', como diz um outro texto bíblico. E nos constrange justamente por conta das nossas limitações e falhas, pois não conseguimos retribuir esse amor da mesma maneira. E a canção que complementa nossa mensagem de hoje é "Deus te ama muito - Luã Freitas/Pastor Lucas". Que você possa ser edificado por essa reflexão e por essa linda canção e que Deus te abençoe em nome de Jesus! 


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Filmes

JOHN WICK 3 - PARABELLUM (Avaliação 4/5 - Muito bom!)

Poster sensacional! ;D

 Icônica franquia de ação chega a seu terceiro capítulo com o status das grandes produções de Hollywood. Vamos a análise! ^^
 Que Keanu Reeves é um grande sinônimo de bons filmes de ação isso todo mundo já sabe. E desde 2014 a franquia de filmes “John Wick” fez sua estreia nos cinemas e logo caiu no gosto do grande público, quer por seu enredo simplório, porém ousado, quer por sua dinâmica que relembra os filmes de ação da década de 1980/90 do século passado. Uma combinação explosiva que se iniciou de forma acanhada e hoje ganha os holofotes da mídia como uma franquia forte e possivelmente duradoura, graças ao seu carismático protagonista e sua fórmula convincente e bem dirigida. ^^
 Os filmes são sequenciados, logo para que haja compreensão do todo é recomendado dar uma olhada nos dois primeiros, pois mesmo na simplicidade do roteiro, há pontos chave que só serão entendidos através dos anteriores. ‘Wick’ é um ex-assassino profissional que largou a vida que vivia e a ‘Alta Cúpula’ para poder estar ao lado da mulher que amava. No entanto a morte dela lhe causou muita dor e a única coisa que lhe restava era a sua casa, seu carro, seu cachorro e as doces lembranças de sua amada. Porém um assassinato inesperado faz com que ele volte a ativa e se torne novamente o grande algoz de seus inimigos que outrora o temiam e tremiam diante de sua presença. Essa é a sinopse do primeiro episódio que, por sinal, aqui no Brasil veio traduzido pelo nome de “De volta ao jogo”. Portanto se for procurar, atente para esse curioso detalhe. Os seguintes já vem com “John Wick” (que é o original em inglês). ;)

Ótima cena e fotografia deslumbrante! :)
 A começar assertivamente pelas cenas de ação – e ‘parabellum’, que dá titulo ao filme significa ‘prepare-se para a guerra’, então você já sabe o que realmente esperar –, a película dá um grande espetáculo com momentos frenéticos e absurdamente bem coreografados e cenografados, apelando para o visual estético das lutas e grandes ‘takes’ imersos no silêncio colossal da trilha sonora, criando aquele ambiente ‘seco’ e pesado em que o personagem está inserido. Tudo isso como já disse, com aquele ar ‘oitentista’ nostálgico embutido em filmes como ‘Duro de Matar’ e ‘Desejo de matar’ – esse último ainda mais antigo –, mas que funciona de forma abissal nas mãos do diretor Chad Stahelski e do renomado ator em questão. A impressão que se tem é de que o protagonista parece um personagem de vídeo-game que vai passando pelas fases, enfrentando inimigos e subchefes até o derradeiro chefão final. Fica fortemente evidenciado essa dinâmica a todo instante e não descarto nem um pouco a inspiração. Ia citar aqui uma das cenas memoráveis protagonizadas por esses momentos, mas seria altamente injusto mencionar apenas uma, dado os vários diálogos também muito notáveis que antecedem tais situações e a fotografia realmente fenomenal em algumas dessas partes. Cometeria um erro crasso na tentativa. :D
 Keanu Reeves parece já bem a vontade com o papel e entrega um cara frio, com senso de humor ácido e objetivos muito bem delineados. Extremamente competente, concede exatamente o que é necessário para criar empatia instantânea com o protagonista: aquele anti-herói de sentimentos feridos que sabe bem como agir e é ‘durão’ como ninguém. E a forma como ele conduz isso é eficiente e eficaz desde a primeira parte do longa há cinco anos atrás. E continua sendo até esse último, justamente por conta de sua ótima atuação. Ian McShane, Halle Berry e Lawrence Fishburn – este último repetindo a parceria já consagrada em ‘Matrix’ –, entregam personagens igualmente interessantes e centrais para todo o andamento da trama. Trama essa que, como já citei, vem amarrada pelos outros longas da franquia. ^^

Halle Berry deslumbrante, cães e visual belíssimo! ^^
 O que pode ser incômodo talvez para alguns, é a impressão de que há excesso de cenas de batalha e um curto espaço de tempo para a trama avançar – mas ela se desenrola, mesmo que maneira tênue . Porém, ao observar intrinsecamente pelo ponto de vista da franquia e do que ela se compromete em ser, o terceiro capítulo nada mais é que uma extensão da conclusão do segundo episódio. Então, nesse pensamento prático, o que ver-se-ia no terceiro seria exatamente a posterior sequência do mesmo. E apesar desse ponto crítico, não conseguiria eu ver e nem esperar que fosse de outra forma isso. ;)
 Enfim, vale a pena ver o filme? MUITO RECOMENDADO! “John Wick 3 – Parabellum” tem ótimas atuações, cenas de ação incríveis e o carisma incomparável de Keanu Reeves, que realmente está impecável na pele do já famoso protagonista. Para quem já viu os anteriores e curtiu, é obrigatório. Para quem tem interesse de ir assistir, eu recomendo, pois é uma grande homenagem ao cinema de ação do passado e uma grande viagem no tempo. Vale muito mesmo o ingresso! ^^